Cantares mexicanos. Songs oj the Aztecs, t r a d u c c i ó n del n á h u a t l , i n t r o -d u c c i ó n y comentario -de J o h n Bierhorst, Stanfor-d, C a l i f o r n i a , Stanford U n i v e r s i t y Press, 1985, 560 p p . , mapas, ils.; A Nahuatl-English dictionary and concordance to the Cantares mexicanos, transcrip-c i ó n a n a l í t i transcrip-c a y notas gramatitranscrip-cales de J o h n Bierhorst, Stanford, C a l i f o r n i a , Stanford U n i v e r s i t y Press, 1985, 751 p p .
J o h n Bierhorst, investigador estadounidense especializado en las literaturas i n d í g e n a s americanas, nos p r o p o r c i o n a de manera com-pleta u n a e d i c i ó n de las noventa y u n piezas que f o r m a n la famosa c o l e c c i ó n de Cantares mexicanos en la lengua n á h u a t l . E l autor, ade-m á s de elaborar la t r a d u c c i ó n al inglés y u n a buena p o r c i ó n de co-m e n t a r i o s , se dio a la tarea de escribir u n extenso texto que fue necesario e d i t a r en u n v o l u m e n extra que contiene u n diccionario n á h u a t l - i n g l é s de concordancias con el m a t e r i a l de los Cantares, una t r a n s c r i p c i ó n a n a l í t i c a m u y detallada, unas notas gramaticales, y u n a p é n d i c e final de vocablos ( " . . .every vocablic, or nonsense syllable...")
que aparecen a lo largo de los textos de esta c o l e c c i ó n .
N o hay d u d a que el autor p a r t i c u l a r m e n t e dotado con u n conoc i m i e n t o de la conoc u l t u r a y la l i t e r a t u r a de los indios de N o r t e a m é r i -ca, ha realizado el p r i m e r trabajo completo de t r a d u c c i ó n moder-n a de umoder-na de las piezas emoder-n lemoder-ngua moder-n á h u a t l que por su forma p o é t i c a , a veces arcaica, presenta problemas de g r a n c o m p l e j i d a d . Su i n -t e n c i ó n p r i m a r i a , como él m i s m o lo a f i r m a , fue la de dar a cono-cer, en lengua inglesa, " . . . u n i n s t r u m e n t o n e u t r a l , que el lector pueda usar en la f o r m u l a c i ó n de sus propias interpretaciones". (Can-tares, p . 128.) Por esta r a z ó n dicho i n s t r u m e n t o ha sido a c o m p a ñ a -do de una serie de estudios analíticos que sirven, de acuer-do al autor, de apoyo p a r a hacer las lecturas l i n g ü í s t i c a y contextualmente co-rrectas. E l resultado de esta empresa tiene u n a a m b i g ü e d a d que s e r á necesario analizar.
P r i m e r a m e n t e , y a pesar de lo dicho p o r Bierhorst, la neutrali-dad i n t e r p r e t a t i v a de este i n s t r u m e n t o queda en d u d a en la sec-c i ó n i n t r o d u sec-c t o r i a de los Cantares al mencionarse, de manera reite-rada, que las noventa y u n piezas compiladas en este manuscrito
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corresponden a u n solo g é n e r o llamado netotiliztli que floreció d u -rante el tercer cuarto del siglo x v i . D i c h o g é n e r o , s e g ú n el autor, c o r r e s p o n d e r í a a la " d a n z a asociada con e n t r e t e n i m i e n t o m u n d a -n o " , si-n embargo el t é r m i -n o -no parece correspo-nder e-nterame-nte al trasfondo por él descubierto en los poemas, p o r lo que decide denominarlos ghost songs, algo a s í como "cantos de los e s p í r i t u s " , o de los " f a n t a s m a s " , como a veces se ha t r a d u c i d o de m a n e r a l i -teraria ( v é a s e Mitos y leyendas de los aztecas, e d i c i ó n de J o h n Bier¬ horst, M a d r i d , E D A F , 1985, p . 89). L o que el autor dice haber descubierto en los cantares es una serie de evidencias de u n m o v i -m i e n t o de r e v i t a l i z a c i ó n i n d í g e n a que floreció hacia el tercer cuar-to del siglo x v i , entre — l o que parece— u n grupo reducido de no-bles de las "naciones aztecas" ( T e n o c h t i t l a n , Azcapotzalco y otros s e ñ o r í o s a l e d a ñ o s ) . D i c h o m o v i m i e n t o fue celosamente ocultado no sólo de la vista de los e s p a ñ o l e s sino t a m b i é n de los m i e m b r o s m á s j ó v e n e s y m á s aculturados de la sociedad i n d í g e n a ( p . 4 ) . ¿ C u á l e s
son las ideas rectoras o los planteamientos generales de este m o v i -m i e n t o r e v i t a l i z a d o r que se dio en algunas de las co-munidades nahuas del A l t i p l a n o central? S e g ú n Bierhorst, estamos ante u n m o -v i m i e n t o pasi-vamente sub-versi-vo en el cual, a t r a -v é s de estas piezas p o é t i c a s , se invoca a s e ñ o r e s gobernantes y guerreros ya muertos para que desciendan del cielo como flores y como cantos. Por lo tanto estos seres, a los cuales Bierhorst les da el n o m b r e de revenants
(literalmente: "aparecidos o fantasmas"), son t r a í d o s al m u n d o h u -m a n o a t r a v é s de u n acto de recuerdo (remembrancé). Los " e s p í r i -t u s ' ' o *'fan-tasmas" son de es-ta manera a-tendidos y en-tre-tenidos con m ú s i c a con el objeto de persuadirlos a permanecer en la t i e r r a ( p . 23). Su presencia a q u í en la t i e r r a i m p l i c a el r e t o r n o al glorioso pasado a n t e r i o r a la conquista e s p a ñ o l a , a las glorias revividas del e s p í r i t u guerrero en u n a palabra, l a vuelta al m u n d o paradisiaco perdido ( p . 63). Este r i t u a l revitalizador a t r a v é s de los cantos de los e s p í r i t u s parece entonces darle sentido a todo el conjunto de ma-teriales incluidos en la c o m p i l a c i ó n en lengua n á h u a t l . Bierhorst a f i r m a haber encontrado la idea rectora el trasfondo de estas pie¬ zas literarias al c o m p a r a r sus c a r a c t e r í s t i c a s con aquellas, mejor conocidas del Ghost dance m o v i m i e n t o r e v i t a l i z a d o r entre los i n -dios de N o r t e a m é r i c a c|u.e se e x t e n d i ó a t r a v é s de u n vasto territo¬ rio en el siglo x i x E l autor norteamericano insiste que las piezas en lengua n á h u a t l interpretadas como Ghost songs, se encuentran ubicadas dentro de la gran corriente de los cantos de los indios ame-ricanos (p 45) y que p o r lo tanto deben de ser analizadas a la luz de lo Que conocemos sobre las literaturas a b o r í g e n e s •
Y e t to certain Mexicanists, w h o have been inclined to measure Aztec lore against E u r o p e a n rather t h a n A m e r i n d n o r m s , the
Cantares mexicanos has seemed a p o t p o u r r i o f reconstruction (p. 43).
Para aceptar la tesis i n t e r p r e t a t i v a de Bierhorst s e r í a necesario c o m p r o b a r , a plena satisfacción de los lectores, tres elementos:
a) que los planteamientos b á s i c o s del Ghost songs tuvieran anteceden-tes claros y relaciones directas con los datos ahora conocidos en torno a l a r e l i g i ó n n á h u a t l p r e h i s p á n i c a ; b) que realmente se p r o b a r a de m a n e r a clara la existencia de u n m o v i m i e n t o revitalizador — m i e n -tras n o fuese demasiado "secreto y p a s i v o " — entre u n grupo de-t e r m i n a d o de la nobleza n á h u a de-t l en el de-tercer cuarde-to del siglo x v i , y q u e é s t e , en u n m o m e n t o de a c t i v i d a d inusitada, haya dado l u -g a r a l a escritura de obras como los Cantares; y c) que las traduccio-nes realizadas por Bierhorst sean, a satisfacción de otros investiga-dores, " c o n t e x t u a l m e n t e correctas" para aceptar, p o r ejemplo, l a m e c á n i c a s i m b ó l i c a del Ghost songs que propone el autor.
Sobre el p r i m e r p u n t o , Bierhorst no i n t e n t ó establecer una con-cordancia s i s t e m á t i c a entre lo que ahora sabemos sobre la r e l i g i ó n n á h u a t l y las m e t á f o r a s que aparecen en los "cantos de los e s p í r i -t u s " . Por ejemplo, no son suficien-temen-te explicadas algunas de las interpretaciones en t o r n o a los s e ñ o r e s gobernantes y guerreros
(revenants) que llegan a la t i e r r a procedentes de u n m u n d o celestial e n f o r m a de p á j a r o s o cantos, r e m o l i n e a n d o o g i r a n d o . O el simb o l i s m o de H u e h u e t i t l a n o X o c h i p é t l a t l , el " L u g a r j u n t o al t a m -b o r " , el "Petate f l o r i d o " , como m e t á f o r a del santuario o el lugar sagrado donde se realizaban las principales ceremonias religiosas e n l a é p o c a colonial, y donde, s e g ú n el autor, los e s p í r i t u s descien-d e n a ese t a m b i é n l l a m a descien-d o " P i s o descien-de b a i l e " . T a m p o c o quedescien-da ex-p l i c a d a la r e l a c i ó n entre los "cantos de los e s ex-p í r i t u s " , el " e s ex-p í r i t u s u p r e m o " , el c u a l , s e g ú n B i e r h o r s t , es invocado con frecuencia, y los cultos solares, el c u l t o a la diosa madre (en su a d v o c a c i ó n ya c r i s t i a n a de Santa M a r í a , p o r e j e m p l o ) , o con deidades particula-res como M a c u i x ó c h i t l ( p . 39). S e r í a t a m b i é n necesaria u n a ma~ y o r e l a b o r a c i ó n en t o m o a algunas ideas cruciales de la i d e o l o g í a m i l i t a r i s t a mexica-tenochca como es el caso de los nombres del gue-r gue-r e gue-r o como cautivo o v í c t i m a potencial, el c u a l , s e g ú n Biegue-rhogue-rst, es l l a m a d o en los CdtitdTBs en formas t a n diversas como cuauhzotzo-colli, tlazotli, ekuatl, panitl, ámatl, huicuauhzotzo-colli, tecómatl, o con algunos n o m -bres que corresponden a partes del cuerpo h u m a n o como máitl, yóllotl, o cuáitl. S e r í a difícil i m a g i n a r u n m o v i m i e n t o revitalizador
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antecedente del pensamiento c o s m o l ó g i c o i n d í g e n a el cual, aunque en muchos casos ya cristianamente sincretizado, sería de alguna m a n e r a reconocible dentro de su contexto p r e h i s p á n i c o o r i g i n a l . Sin embargo no vemos claramente esa u n i ó n entre la c o s m o v i s i ó n antigua, necesario antecedente, y la i n t e r p r e t a c i ó n que le da el autor a ciertas ideas supuestamente derivadas de d i c h o pensamiento. Se p o d r í a alegar que la influencia del cristianismo sacó a dichos elementos de su contexto o r i g i n a l y los puso a funcionar en o t r a d i -r e c c i ó n , la -revitalizado-ra, sin emba-rgo este f e n ó m e n o , v i n c u l a d o m á s directamente con el i m p o r t a n t e p r o b l e m a del sincretismo his-p a n o - i n d í g e n a , t e n d r í a que estudiarse con m á s detenimiento y his- pre-c i s i ó n , aspepre-cto que no se perpre-cibe en la i n t r o d u pre-c pre-c i ó n que a pre-c o m p a ñ a a los Cantares.
Sobre el segundo p u n t o sabemos que los grupos de t r a d i c i ó n n á -h u a t l , asentados en los Valles Centrales, p r a c t i c a r o n u n activo y u n pasivo n a t i v i s m o d u r a n t e el siglo x v i . E n u n estudio, ahora en prensa, sobre nativismo n á h u a t l , B a r b a r a A . K i d d expresa su o p i -n i ó -n e-n t o r -n o al asu-nto. M e -n c i o -n a m o s a c o -n t i -n u a c i ó -n , y a gra-n- gran-des rasgos, algunas de las conclusiones a las que llegó la autora. P o d r í a decirse que, de diversas formas, la p o b l a c i ó n campesina en general resistió pasivamente su a s i m i l a c i ó n completa al catolicis-m o . Por otro lado sólo dos grupos profesionales fueron "activacatolicis-men- "activamen-t e " na"activamen-tivis"activamen-tas, en cuan"activamen-to a su o r i e n "activamen-t a c i ó n hacia la a n "activamen-t i g u a r e l i g i ó n . E l p r i m e r o estaba formado por figuras políticas como caciques, p r i n -cipales, gobernantes y jueces, los cuales sólo en u n p r i n c i p i o pro-v o c a r o n problemas de cierta i m p o r t a n c i a , pero que m á s tarde, y con la anuencia m á s defacto que de jure por parte de las autoridades e s p a ñ o l a s , fue aceptado su " n a t i v i s m o " pero sólo en la forma de sincretismo religioso. E n tanto no fueran abiertamente d o g m á t i -cos o violentos hacia los e s p a ñ o l e s , los l í d e r e s políti-cos i n d í g e n a s fueron dejados actuar con sus propios medios y mecanismos. E l segundo grupo activo lo c o n f o r m a r o n los chamanes, quienes de-s e m p e ñ a r o n u n m á de-s preponderante y c o n t i n u o papel " n a t i v i de-s t a " , pero a u n nivel m á s aislado y local dentro de las comunidades na-huas del centro de M é x i c o , p r i n c i p a l m e n t e en los campos de la me-d i c i n a t r a me-d i c i o n a l y los ritos a g r í c o l a s .
D e las anteriores consideraciones se puede inferir que si b i e n h u b o u n a p r á c t i c a n a t i v í s t i c a en el siglo x v i entre los nahuas de los Valles Centrales, é s t a se l i m i t ó a u n a actividad que hoy consi-d e r a r í a m o s como la m á s b l a n consi-d a y aceptable: la a s i m i l a c i ó n y ree-l a b o r a c i ó n de eree-lementos de c a r á c t e r reree-ligioso a t r a v é s deree-l sincretis-m o . E l deseo de recrear o r e t o r n a r a las glorias pasadas, la ansiada
v u e l t a al m u n d o paradisiaco ya p e r d i d o , con la ayuda de los reve¬ nants —idea p r i n c i p a l í s i m a que estuvo d e t r á s de los m o v i m i e n t o s del Ghost dance entre los indios de los Estados U n i d o s en' el si-glo x i x — no parece asomarse o delinearse con c l a r i d a d en los es-fuerzos realizados por las figuras políticas o " i n t e l e c t u a l e s " de la nobleza i n d í g e n a n á h u a t l . L a falta de esta o r i e n t a c i ó n pudo haber sido la consecuencia de u n a t e m p r a n a y efectiva i n f i l t r a c i ó n de los l í d e r e s de los vencidos en el sistema de poder impuesto por los con-quistadores. Esto hizo posible que sus ideas nativistas, aunque ac-t i v a s , como lo s e ñ a l a K i d d , no llegaran a exac-tremos m á s radicales y de m a y o r peligro para la estabilidad p o l í t i c a y social de la na-ciente colonia, como s u c e d i ó t i e m p o m á s tarde en otras partes de M e s o a m é r i c a , o en algunas regiones del norte y sur de nuestro con-t i n e n con-t e .
Creemos — y sólo se propone como h i p ó t e s i s de trabajo— que l a c o n f e c c i ó n de los Cantares no parece originarse como u n esfuerzo p a r a materializar ideas y sentimientos en t o r n o a u n n a t i v i s m o re-vitalizador activo o pasivo, s e g ú n los p a r á m e t r o s que se deseen usar, p o r parte de u n a nobleza que estaba perdiendo su poder d e s p u é s de la segunda m i t a d del siglo x v i ( v é a s e la d i s c u s i ó n en las p p . 58¬ 59 y en el cap. 7: " R e v i t a l i z a c i ó n " ) . E l m a t e r i a l m á s bien parece emanar de u n genuino esfuerzo por preservar antiguas piezas p o é -ticas y crear otras donde se estaban manifestando los esfuerzos por conceptualizar una nueva c o s m o v i s i ó n h i s p a n o - i n d í g e n a fincada sob r e premisas que apenas comenzamos a entender; donde, en d i versos niveles, se i n t e n t a n conjugar algunas de las antiguas t r a d i -ciones nativas con las particulares creencias del catolicismo e s p a ñ o l del siglo x v i .
E n lo que se refiere a la tercera premisa, referida a las traduc-ciones que i n t e n t a n ser "contextualmente correctas", Bierhorst al-canza, p a r a d ó j i c a m e n t e , su m a y o r a p o r t a c i ó n , pero t a m b i é n sus mayores c r í t i c a s ( v é a s e d i s c u s i ó n en la r e s e ñ a - e n s a y o escrita por M i g u e l L e ó n - P o r t i l l a para la revista Mexican Studies/Estudios Mexi-canos, 1:2, i n v i e r n o de 1986). Poner en manos del investigador i n -teresado u n texto completamente paleografiado y con aparato crí-tico hecho con gran laboriosidad como el que se h a i n c l u i d o en el segundo v o l u m e n de esta obra, es u n esfuerzo de u n a u t i l i d a d ina-preciable. Bierhorst nos p r o p o r c i o n a el texto í n t e g r o de u n Corpus
p o é t i c o de p r i m e r a importancia dentro de la literatura i n d í g e n a ame-ricana. E l autor se encuentra de este m o d o en la corriente de estu-diosos norteamericanos interesados en la p u b l i c a c i ó n a n a l í t i c a de fuentes e t n o h i s t ó r i c a s de t r a d i c i ó n n á h u a t l , dentro de la cual cabe
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m e n c i o n a r a R o b e r t H . B a r l o w , B y r o n M c A f e e , A r t h u r J . O . A n ¬ derson, Charles E . D i b b l e , T h e l m a Sullivan, J . R i c h a r d A n d r e w s , H o w a r d L a w , R . Joe C a m p b e l l , G o r d o n W h i t t a k e r , F r a n c é s Frei B e r d a n , K a r e n D a k i n y Jorge K l o r de A l v a . Sin e m b a r g o , y hasta donde alcanza nuestro c o n o c i m i e n t o , n i n g u n o de los autores citados h a b í a intentado realizar, como lo hizo Bierhorst, u n a tarea i n terpretativa de sus traducciones a u n nivel que parece t a n d e f i n i t i -vo y t a n c e ñ i d o a ideas nunca antes usadas en este contexto histórico.
N o cabe duda que la t r a d u c c i ó n de los Cantares presenta proble-mas de difícil s o l u c i ó n , derivados de su p r e s e n t a c i ó n , contenido, a n t i g ü e d a d y , algunas veces, su deficiente t r a n s c r i p c i ó n en la ver-sión por nosotros conocida. Q u e d a a ú n u n largo trecho por reco-rrer, u n trabajo exhaustivo que nos lleve a versiones m á s directas y exactas. E l padre G a r i b a y ya h a b í a apuntado, a grandes rasgos, los problemas que presentan estos materiales. E l nahuatlato m e x i -cano, en su a r t í c u l o r e s e ñ a (Cuadernos Americanos, x c v m : 2 , 1958, p p . 127-138) a la t r a d u c c i ó n alemana de los Cantares p u b l i c a d a en
1957 por Schultze-Jena, d e c í a :
Es que estos poemas son obscuros y exigen u n conocimiento m u y a m p l i o de circunstancias y u n a p e n e t r a c i ó n lo m á s h o n d o posi-ble en la m e n t a l i d a d i n d i a n a . A m b a s cosas p i d e n largos a ñ o s , muchos e m p e ñ o s y detenida m e d i t a c i ó n ( p . 134).
D a m o s a c o n t i n u a c i ó n u n breve ejemplo que ilustra los proble-mas a los que se deben de enfrentar los traductores. Se t r a t a de u n segmento del Teponazcuicatl de las fojas 26v-27v, pieza que es q u i z á la m á s p o p u l a r de la colección debido a u n a supuesta refe-rencia a u n episodio asociado con la a p a r i c i ó n guadalupana. D e l cantar se h a n realizado varias traducciones desde el siglo pasado, las cuales, sin d u d a , i n t e n t a r o n ser gramaticalmente precisas. E l texto n á h u a t l dice a s í :
Y t l a p a p a l x o c h i c e n t l i n i y o l aya nepapan tonacaxochitl m o y a h u a ya o n c u e p o n t i moquetzaco y a n aya aya yeteoya i x p a n tonaa Santa M a r i a ayyo
atlya yacuic aya can q u e t z a l a x i h u i t l t o m o l i h u i yana ye n i t l a c h i h u a l y c e l t é o t l , y ye Dios aya
n i y t l a y o c o l aoya yecocya. Et.
Descansando entre flores de diversos colores yo me regocijé. Las muchas flores relucientes se presentaron, b r o t a r o n , reventaron, en h o n o r de nuestra m a d r e , Santa M a r í a . C a n t a r o n mientras l a hermosa e s t a c i ó n c r e c í a ; que yo no soy sino u n a c r i a t u r a del ú n i c o D i o s , u n trabajo de sus manos que E l ha hecho.
L a v e r s i ó n de M a r i a n o Rojas y M a n u e l M o r e n o (en M a r i a n o Cuevas, Album histórico guadalupano del IVcentenario, 1930, pp. 21-32, 275-280):
Y o me recreaba con el conjunto p o l i c r o m a d o de variadas flores de T o n a c a - x ó c h i t l que se e r g u í a n sobrecogidas y milagrosas, en-t r e a b r i e n d o sus corolas en presencia en-t u y a ¡ O h M a d r e Nuesen-tra Santa M a r í a ! J u n t o al agua cantaba (Santa M a r í a ) : Soy la planta preciosa de escondidos capullos: Soy hechura del ú n i c o y per-fecto Dios: soy la mejor de sus creaciones.
U n a p r i m e r a v e r s i ó n del padre G a r i b a y ( " T e m a s guadalupa-n o s " , 1945, p . 415):
Y o la m a x o r c a engalanada de listas rojas he nacido: l a flor de m a í z se ha m a t i z a d o ;
a l l á se i r g u i ó a a b r i r sus granos en la presencia del dios que hace el d í a .
E n la r e g i ó n de l l u v i a y niebla sólo las preciosas plantas a c u á t i c a s echan botones p a r a abrirlos: Y o soy su hechura, su c r e a c i ó n . ¡ Y a s u b i ó !
U n a ú l t i m a v e r s i ó n del padre G a r i b a y (Poesía náhuatl, v o l . 3, 1968, p . 3)
I I . Supervivencia de C i n t é o t l M o n ó l o g o de C i n t é o t l
N a c í y o la mazorca de tintes p o l í c r o m o s : m a t i z a d a e s t á la florida mazorca:
¡ Y a v i n o a a b r i r sus granos en la presencia del dios que hace el d í a !
E n la r e g i ó n de la l l u v i a y de la n i e b l a ,
donde las preciosas flores a c u á t i c a s abren su corola, y o soy la hechura del dios ú n i c o ,
soy su c r e a c i ó n .
L a v e r s i ó n de Schultze-Jena (Alt-Aztekische Gesänge..., 1957, p p . 140-143):
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H a n aparecido mazorcas de m a í z de muchos colores. Flores de v e r a n o de todo tipo se abren, b r o t a n y crecen enfrente de los ojos de la diosa, nuestra m a d r e , Santa M a r í a . E l agua salpica, e s p l é n d i d a hierba a c u á t i c a b r o t a y crece. Y o t a m b i é n soy u n a c r e a c i ó n del ú n i c o dios. Dios nos bendice; ha venido sobre nosotros.
Y la v e r s i ó n de Bierhorst (Cantares mexicanos, 1 9 8 5 , p . 2 2 1 ) es la siguiente:
" C o m o mazorca m u l t i c o l o r de m a í z en flor yo d e s p e r t é a la v i d a . " U n a m u l t i t u d de flores de m a í z se d e r r a m a n ; vienen flo-reciendo: ellas llegan delante de la cara de nuestra madre Santa M a r í a .
Gemas de turquesa como el agua y la p l u m a e s t á n cantando en estas aguas: ellas e s t á n brotando. " Y o soy la creación del U n i -co E s p í r i t u , Dios. Y o soy su c r e a c i ó n . " ¡Ellos h a n llegado!
X a v i e r N O G U E Z
El Colegio de México
W . George L O V E L L , Conquest & Survival in Colonial Guatemala: A his¬ torical geography of the Cuchumatan Highlands 1500-1821. K i n g s t o n and M o n t r e a l , M c G i l l - Q u e e n s U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 5 .
E l a u t o r es u n g e ó g r a f o canadiense que e m p e z ó a interesarse en los A l t o s Cuchumatanes d e s p u é s de hacer su tesis de m a e s t r í a so-bre la g e o g r a f í a h i s t ó r i c a de Oaxaca, y el l i b r o , cuyo s u b t í t u l o pre-cisa el tema, es el resultado de la i n v e s t i g a c i ó n de su tesis doctoral, en t o r n o a la cual ha p u b l i c a d o ya varios a r t í c u l o s . Se trata pues de u n a m o n o g r a f í a de etnohistoria regional, con u n marcado enfoque d e m o g r á f i c o y g e o g r á f i c o . Y o j a l á t u v i é r a m o s en el futuro m u -chos m á s de este t i p o .
Conquest & Survival tiene v i r t u d e s que hay que destacar. A p o r t a a la h i s t o r i o g r a f í a guatemalteca u n abundante acopio de informa-c i ó n (hasta ahora dispersa) sobre una r e g i ó n —los Cuinforma-chumatanes— p e r i f é r i c a y m u y o l v i d a d a , i n f o r m a c i ó n s i s t e m á t i c a m e n t e impresa en cuadros, tablas y mapas que s e r á n de mucha u t i l i d a d y que cons-t i cons-t u y e n modelos. E l l i b r o aborda su cons-tema con sensibilidad y serie-dad y consigue mostrar la s u c e s i ó n de diversas formas de explota-c i ó n —formales y "extralegales"— sobre todo del trabajo i n d í g e n a a lo largo del periodo colonial, a s í como t a m b i é n una variedad de