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ANTECEDENTES DE SU CREACIÓN

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E N l .A

A N T E C E D E N T E S DE SU CREACIÓN

Publicación hecha durante !a administración dei señor Luciano Lciua y siendo su Ministro de instrucción Pública

el doctor Pedro S. Alcacer

S A N T A . F E

ICst.;ili!oc'imifinf:n Tipográfico y Eiicnadormickín NubvaKimoa

189S

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KN LA

A N T E C E D E N T E S DE SU CREACIÓN

Publicación hecha durante ! i administración del se~,cr Luciano Leiua y siendo su Ministro de Instrucción Pública

el doctor Pedro Alcacer

S A N T A F É

E stabl eci mien to Tipográfico y E n c uad er nac ió n Ngkva Época

1893

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A N T E C E D E N T E S

C o n f e c h a I B d e J u l i o d e 1 8 8 9 , el P o d e r E je c u t i v o d e la P r o v in c i a d e S a n t a F ó , á c u y o f r e n te se h a lla b a e l a c t u a l S e ­ n a d o r N a c io n a l D r . D . J o s é C a lv e z , e n v ió á la s C á m a r a s L e g is la t iv a s u n m e n s a je y p r o y e c to d e le y e n q u e so e n c a ­ r e c ía la n e c e s id a d d e c r e a r u n a U n iv e r s id a d e n la c a p ita l.

P u e s to ta n im p o r ta n te a s u n to e n d is c u sió n e n l a C á m a r a d e D ip u ta d o s , e l e n to n c e s m ie m b ro in fo r m a n t e d e l a c o m i­

s ió n d e le g is la c ió n D r . D . L o r e n z o A n a d ó n , p ro n u n c ió u n b r illa n tís im o d isc u rso e n e l q u e, e n tr e o tr a s c o sa s, d ijo :

“ H e in c lu id o á d e s ig n io la d ig n ific a c ió n d e l s a c e r d o c io e n tr e lo s b e n e fic io s e sp e ra d o s d e l a U n iv e r s id a d d e S a n t a F é , p o rq u e la c o m is ió n h a c re íd o c o n v e n ie n te in c o r p o r a r la F a­

culta].) de Teología á la s q u e e l p r o y e c to d el P o d e r E je c u t i v o e n u m e r a b a , y lo h a h e c h o p o r ra z o n e s q u e se p r o m e te h a n d e te n e r el a s e n tim ie n to d e la C á m a r a / ’

E s t e d ic ta m e n p ro v o c ó e n e l S e n a d o u n a d is c u s ió n e n la q u e in te r v in ie r o n , e n tr e o tro s , lo s s e ñ o re s d o n F lo r ia n o Z a ­ p a t a m ie m b ro in fo r m a n te d e l a c o m isió n d e le g is la c ió n y el p r e s b íte r o d on C a y e ta n o (Jim é n e z , s a n c io n á n d o s e e n d e fin i­

t iv a l a le y de c r e a c ió n d e l a U n iv e r s id a d e n la fo r m a p ro p u e s ­ t a p o r la c o m is ió n in fo r m a n te d e l a C á m a r a d e D ip u ta d o s , e sto es, in c lu y e n d o e n tr e lo s e stu d io s q u e e n o lí a s e d e b e r ía n c u r s a r , el d e la T e o lo g ía .

N o h e m o s d e r e s e ñ a r a q u í lo s m o tiv o s q u e h a s t a e l p r e ­ s e n te se h a n o p u e sto á q u e l a U n iv e r s id a d d e S a n t a F é s e a a lg o m a s q u e u n a sim p le A c a d e m ia d e D e r e c h o .

L o d ic h o y lo s d o c u m e n to s é in fo rm e s q u e m a s a d e la n te in s e r ta m o s , s e r v ir á n p a r a q u e p u e d a fo r m a r s e e x a c to ju i c i o r e s p e c to á lo s a n te c e d e n te s d e la c r e a c ió n d e la Facultad de

Teologíaex la Universidad de Santa Fé.

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I

\m fe

P o n CUANTO:

El Senado y Cámara de Diputados de la Provincia, sancio­

nan con fuerza de

LEY:

A r tíc u lo I o G ro a se u n a U n iv e r s id a d q u e s e r á c o s te a d a p o r e l T e s o r o P ú b lic o m ie n tr a s n o t e n g a r e n ta s p ró p ia s y q u e fu n c io n a r a en l a c a p it a l d e la P r o v in c ia , b a jo e s ta n o m in a ­ c ió n : Universidad di; Santa Fe.

A r t . 2 " L a U n iv e r s id a d te n d r á p o r o b je to e l e stu d io de D e r e c h o y d em ás C ie n c ia s S o c ia le s , el d e C ie n c ia s F i s i c o ­ m a te m á tic a s , e l do Teología en la form a que establezca el Poder Ejecutiuo de acuerdo con la Autoridad Eclesiástica y el d e la s o tr a s F a c u lt a d e s q u e e n a d e la n te se d e te r m in e n p o r e s ta L e y .

A r t . ¡3° L o s e stu d io s se h a r á n e n c in c o a ñ o s, p o r lo m e ­ n o s, y c o m p r e n d e r á n e n c u a n to s e a p o sib le , to d o s lo s r a m o s q u e so c u rs e n e n la s U n iv e rsid a d e s N a c io n a le s .

A r t. 4° L a U n iv e rs id a d se c o m p o n d rá d e la s F a c u lta d e s , d e u n C o n s e jo U n iv e r s ita r io y u n R e c t o r q u e d e b e rá s e r a r ­ g e n tin o .

A r t . 5 o F o r m a r a n la s F a c u lt a d e s su s re s p e c tiv o s p r o fe ­ so re s tit u la r e s y lo s s u s titu to s en e je r c ic io .

A r t . 6® T o d o s lo s m ie m b ro s d e la s f a c u lta d e s te n d r á n voy. y v o to e n su s d e lib e r a c io n e s , p e ro e l q u o ru m p a r a f u n ­ c io n a r s e rá lija d o c o n a r r e g lo a l n ú m e ro d e p ro fe so re s.

A r t . 7® P a r a la in s t a la c ió n d e la U n iv e rs id a d , e l P o d e r

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Ejecutivo designará les profesores, y en adelante, toda cáte­

dra vacante se sacará á concurso por la respectiva facultad.

A rt, 8o Los profesores no podrán ser destituidos sinópor el Consejo Superior, integrado al efecto con el profesor mas antiguo de cada facultad ó sorteado en su defecto y prévia solicitud de la misma.

A rt. 9o L as facultades nombrarán entre sus profesores el decano que deba presidirlas.

A rt. 10 P ara ejercer el profesorado universitario se re­

quiere poseer un título académico expedido por las fa cu lta ­ des nacionales ó e x tra n je ra s en form a legal, ó haber hecho estudios completos en la estingaiida Escuela Provincial do Derecho.

A rt. 1 1 Exceptúanse de la prescripción del articulo an­

terior aquellas personas que sin título profesional se hubiesen distinguido especialmente en algún ramo de la ciencia.

A rt. 12 L as facultades harán su reglam ento interno, dic­

tarán el plan de estudios, form arán los program as de exá- mones y proyectarán ante el Consejo Universitario, la crea­

ción ó supresión do cátedras y toda reform a en la enseñanza que deba solicitarse del gobierno.

A rt. 13 P a ra cursar en las facultades se requiere haber terminado satisfactoriam ente los estudios preparatorios del Colegio de la Inm aculada Concepción, 6 de los colegios n a­

cionales, ó de aquellos establecimientos particulares que tu- bioreu el plan de estudios nacionales.

A rt. 14 E l Consejo Universitario será formado por los decanos de las facultades y por delegado que nombrará cada una de ellas entre los profesores. E l Consejo será presidido por- el R ector de la Universidad.

A rt. 15 E l Consejo universitario resuelve toda solicitud que hicieren las facultades, promueve á pedido de las mismas la creación ó supresión de cátedras, presenta al Gobierno el presupuesto de gastos cíela Universidad, fíja lo s derechos de m atrícula y exámenes generales con aprobación clel Gobier­

no y determ ínala inversión dolos fondos universitarios.

A rt. 1 6 E l Consejo universitario, presentará á la apro­

bación del Poder Ejecutivo, los Estatutos de la Universidad en que se determine el modo y forma en que deben ejercer sus funciones y los elementos que la componen, bajo la base

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de acordar ú las facultades la mayor autonomía y superi ten­

dencia posibles repecto á la dirección de la enseñanza.

A rt. 17 Los estatutos consagrarán tam bién la libertad de la cátedra, y los profesores no podrán ser corregidos ó amonestados á causa de las doctrinas que profesen, sinó por la m ayoría del cuerpo docente universitario en asamblea.

A rt. 18 E l R ector será nombrado por el Poder Ejecutivo y durará tres años en ejercicio de sus funciones.

A rt. 19 E l R ector desempeñará una cátedra sin otro emo­

lumento que el que le corresponda como á tal, no podiendo tampoco ser decano ni delegado de ninguna facultad.

A rt. 20 E l R ector ejecutará las resoluciones del Consejo, es el adm inistrador de los fondos universitarios, representa á la Universidad y puede adquirir bienes á nombre de ella por herencia, clonación ó legado.

A rt. 21 Los fondos universitarios se form arán do los de­

rechos de m atrícula y examen general, de los que la ley asig­

ne á la Universidad para presupuesto anual de gastos y do los que ella adquiera por los títulos expresados en el artículo anterior.

A rt. 22 L a Universidad es persona ju ríd ica, pero m ien ­ tras subsista ele asignaciones del Estado, su capacidad de derecho será lim itada á adquirir bienes por herencia, dona­

ción ó legado y estos no podrán ser enagenados sin autori­

zación de la Ley.

A rt. 23 L a Universidad será instalada en el mes de M ar­

zo de 1890.

A rt. 24 Queda autorizado el Poder Ejecutivo para hacer los gastos que demande el cumplimiento de esta L ey, m ien­

tras no se incluya el referente á la Universidad en e-1 presu­

puesto general.

A rt. 25 Com úníqnese.

Sala de Sesiones, Santa Fé, Octubre 15 de 1839.

Jl'A X M, ZAVALLA.

M amón J , L a sm g a ,

E líseo M . Vid ela, L u is 1\ G a rc ia .

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Santa F é , Oc-lnbre 16 de 1889.

Por tanto :

T é n g a se por L ey de la P rovin cia, cúm plase, com uniqúe­

se, publiques» é insértese en el R. O.

G A L V E Z.

J(JAN M. Caffrrata.

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II

Nota del Ministerio de Instrucción Pública

Santa Fe, Marzo 9 de 1895.

A l señor D ecano de la U niversidad de la P rovincia.

S. D .

E ste M inisterio v iv a m en te interesado e n ensanchar sobre base segu ra la in stru cción pública ele la provincia, en todas sus ram as, robusteciendo, antes de proyectar reform as que reputa necesarias, las in stitu cion es ex isten tes para beneficio de todos sus habitantes, piensa que h a lleg a d o el m om ento de exten d er sus preocupaciones á un horizonte m ás ám plio y pródigo en bienes de m ayor im portancia, aunque se salven los lím ites de la provincia.

N o á otra cosa responde el proyectado congreso p ed a g ó ­ g ico con cu y a celebración, que no por postergada dejará de ser u n hecho, u n a v e z desaparecidas la s causas que para ello han obstado, saldrá gan an ciosa la república entera al recojer y aprovechar sus d ictám en es y autorizadas conclusiones

Con id én tico propósito vengo á proponer á la ilustrada consideración del señor D ecan o de la U niversid ad el sig u ien ­ te pensam iento.

L a U niversid ad de S a n ta F e, no es aún, apesar de los e s­

fuerzos verdaderam ente patrióticos de todos sus m iem bros, sinó una sim ple E scu ela y F a cu lta d de D erech o, que no p o­

see lo que debe caracterizar á la s in stitu cio n es que se deno­

m inan U niversidad, puesto que carece de “U n iversid ad de E stu d io s.”

D a d a la caren cia de elem en tos adecuados y la s con d icio ­ nes nu m éricas de población de esta capital, este M inisterio

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1 0 —

reputa imposible la organización de una escuela de medicina que vendría sin duda alguna á robustecer la existencia n a­

ciente de la U nhersidad de San ta F e . pero cuyo proyecto de creación liay que excluir por improcedente, atentos les obs­

táculos enunciados que á ello se oponen.

Tam poco cree este Ministerio que sería viable la anexión de una E scu ela do Ingenieros, por más qxic el porvenir alha- gador de la provincia en las más amplias manifestaciones do sus progresos, este lleno de atractivos para los que se dedican á las ciencias del cálculo.

Piensa esto Ministerio, en cambio, que sería factible y de grando interés nacional ó im portancia y nombradla para

¡danta F e , la creación y sostenimiento de una ‘‘Facu ltad de Teología.”

Preocupación, constante do este gobierno es vigorizar con todos sus esfuerzos el espíritu, nacional, alguna vez decaído, amortecido por nuestras propias indolencias y nada, para olio más eficaz que llevar al corazón de la sociedad y del in ­ dividuo, la mayor suma de instrucción general ó especial po­

sible, destinada á dar carácter á la personalidad colectiva del pueblo y á la individualidad de los ciudadanos, por la plena conciencia de sus deberes y derechos correlativos, ilustrados por una sana instrucción.

Flu ye de este aserto indiscutible la necesidad de tener un clero nacional.

L a nación costea algunos seminarios donde la juventud de vocación religiosa acudo á recibir sus lecciones, adqui­

riendo en ellos la preparación necesaria para lanzarse al di­

fícil y espinoso escenario de la vida, en desempeño do su sagrado ministerio sacerdotal.

L as provincias concurren con sus esiuerzos y sus recursos en idéntico sentido.

Sin embargo, estamos aún muy distantes de tener ci Clero nacional que necesitam os y acaso no hay provincia argentina en donde su necesidad sea más sentida que en San ta F e , por la densidad ya notable do su población y hasta por sus condicio­

nes étnicas.

L a capital de esta provincia sostiene un Sem inario y el Gobierno costea en él un número determinado de becas, aun­

que escaso, y en dicho instituto cursan sus estudios numero­

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1 1

sos jóvenes, pobres ca si todos ellos y con vocación por la car­

rera del sacerdocio.

Ig u a l cosa pasa en otras provincias en donde radica la dirección m atriz de sus respectivos prelados.

L a provisión de la s sedes v a ca n tes y de las n u evas cuya creación constituirá una necesidad ineludible, dentro de po­

co tiem po, atento al desarrollo progresivo de nuestras in s ti­

tuciones, requieren la e x isten cia de elem en tos in telig en tes y por ex ig en cia s canónicas, el títu lo de doctor en T eología que acredite la com petencia de los candidatos á ejercer los delicados cargos.

Y sin em bargo, no e x iste a ctu a lm en te en el país n in gun a fa cu lta d que discierna e l grado de doctor en cien cias sagra­

das, originando esta carencia infinitas dificultades á los que desean ejercer el sacerdocio, los que se encuentran o b lig a ­ dos á solicitar sus dispensas al efecto ó á costa de grandes sacrificios hacer viajes dispendiosos á facultades ex trañ as como el C olegio P ió L atino. A m erican o de R om a.

E s conocida la influencia, del sacerdote dentro del hogar;

preparándolo dentro de nuestras costum bres y tradiciones, ayudarem os á formar el verdadero esp íritu nacional.

Y en esa m isión, de suyo civilizadora, puede colaborar nuestra U niversidad.

L a im portancia que ésta va adquiriendo ex ig e que se am plie su acción y no siendo posible llevar esta á otras esfe­

ras, confiém osle la tarea de nacionalizar, ilustrar y doctorar al clero futuro de la R epública.

A p enas creada esta facultad, obtendrá el éx ito m ás bri­

lla n te por la im portancia d é lo s elem en tos que vendrán á c o ­ bijarse bajo sus aulas, á fin de adquirir los conocim ientos que los habiliten para esparcir en la P ro v in cia y fuera de ella, la palabra alentadora del cristianism o en arm onía con nuestros ideales é instituciones.

A dem ás, con la in stalación de dicha facu ltad , nos pon­

dremos en cam ino de solicitar de las H H . CC. de la N ación en tiem po no lejano, que se le confiera el carácter de F a c u l­

tad N acional

Creo innecesario hacer notar la im p ortancia que con e llo adquiriría la U niversidad y por ende nuestra provincia, que

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progresa y ava n za h a cia el ideal deseado á m edida que sus in stitu cion es se perfeccionan.

E sperando que esa facultad com penetrada con el ilu s­

trado criterio que la caracteriza, de la justicia de estas obser­

vaciones, se dignará proponer la creación de esta F a cu lta d de T eología, si así lo creyera conveniente, dadas las in d ica ­ ciones que anteced en .

T en go el agrado de saludar al señor D écan o con la s se­

guridades de m i m ayor consideración,

1 2

Pedro S . Adcácer.

(15)

III

Dictamen de la Comisión de Profesores

Seriar H ed or de la U niversidad de S an ta Fe,

Dn. Ze n ó n Ma r t í n e z.

T enem os el honor de presentar al señor R ector, el Inform e que nos ha pedido sobre la consulta elevada á nuestra F a ­ cu lta d de D erecho, por el P . E ., respecto á la in sta la ció n d e los estudios teológicos en la U niversidad.

Comprende aquella consulta, dos puntos capitales. P r i­

mero: ¿Es con ven ien te la instalación de la F a cu lta d de T e o ­ logía? Segundo: E n caso afirm ativo, ¿cuál sería el procedi­

m iento que debe seguirse para su erección canónica y sobre qué bases debe im plantarse?

E l prim er tópico de la consulta no puede ser discutido por esta F a c u lta d . L a le y fundam ental de la U niversided e sta ­ b lece que su creación tien e por objeto el estudio de D erech o y dem ás cien cias sociales, el de cien cias físico m atem áticas y el de teología en la form a que estab lezca el P . E . de acuer*

do con la A utoridad E clesiástica.

L a teología con stitu ye pues, p arte in teg ra l de la U n iv er­

sidad de S an ta F e, con vínculo tan estrecho, que esta in stitu ­ ción no a lc a n z a iá su objeto sinó cuando ten g a su F a cu lta d T eológica.

Concurre á robustecer esta observación, una circu n stan ­ c ia esp ecialísim a. A ctu a lm en te solo tenem os el estudio del D erech o en S a n ta F e, y es una verdad elem en tal, que una sola F a cu lta d no con stitu ye una U niversidad en el sentido tradicion al de esta palabra. Por tanto, la inauguración d é lo s estudios teológicos con su profesorado, estatutos, D ecano,

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Delegado, etc., veñuda á sancionar el recto concepto de un término que usamos solamente con la autoridad d élas in ­ tenciones do la L ey.

No em bargante esta clara disposición legal, queremos para más racional y fundado desempeño de nuestia Comi­

sión, abu nd aren algunas consideraciones que justiíican no solo la conveniencia, sitió tam bién la oportunidad de instalar los estudios teológicos.

Nuestro país, y de singular manera la provincia de San ta F e , tiene un problema de alcance nacional que resolver. Nos referimos á la incorporación y asimilación á nuestra vida y carácter, de los elementos extranjeros que llegan á nuestras regiones.

Cuando la Constitución Nacional abre nuestras fronteras m arítim as y terrestres á todos los hombres del mundo que quieran habitar el suelo argentino, no tiene la intención ni el espíritu de formar un vasto cuerpo sin vínculos comunes, sin tradición común, sin homogeneidad. De ningún modo.

L a aspiración es recibir cuantas fuerzas de progreso y cieci- miento se le ofrezcan, pero dentro del molde de su índole nacional, bajo su propio carácter y adhiriéndolas al genio de nuestra raza.

Y bien, el ideal político, cuya realización es cuestión de orden ó anarquía, de independencia ó servidumbre, de vida ó muerte, solo puede adquirir forma tangible por medio de la unidad del idioma, con la conservación viva de las glorio­

sas tradiciones y por medio de la religión que robustece y dírije la conciencia pública.

"Toda verdadera Universidad es el santuario del idioma, cue lo conserva, lo perfecciona y lo atiende sin cesar, desalo­

jando de sus posiciones los dialectos que apartan á los hom ­ bres más que los mares y las m ontañas. Salam anca ha for­

mado la unidad del idioma nacional en España, Bolonia en Ita lia , la Sorvona en F ran cia y las universidades de Alem ania son las fuentes de ese rico y profundo hablar de los germanos, por cuya fuerza más aun que por 3a fuerza del genio político, ha llegado á formarse ese basto organismo que se llam a el

Imperio A lem án. ,

L a Universidad propiamente nacional, difundiendo ei saber, conserva la pureza y elevación del lenguaje y con

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1 5

esto dá la señ al m ás segura de la en ergía vital de un pueblo.

T oda degradación individual ó nacional, dice el conde de M aestre, es anunciada al in sta n te por una degradación rigiv rosam en te proporcional en el leu g u a g e

L os hom bres formados en tal U niversidad salen im p reg ­ nados del espíritu patrio; am an sus recuerdos, ca n ta n sus hazañas, buscan su progreso y son fuerzas vigorosas de su gé- nio regional, que actú an en la m asa social para im prim irle el sello dé la patria.

L a R elig ió n es m ía necesidad inseparable de la h u m a n i­

dad. M nv hondas y exten sas deben ser las raíces del se n ti­

m iento religioso en el corazón hum ano para que la historia nos señ ale este hecho: en seten ta siglos, no ba}r un pueblo que h a y a vivido diez años en el ateísm o.

L a formación del sacerdocio, m inisterio que fluye del principio de sociedad, será siem pre un h echo in ev ita b le en las naciones.

N uestro país no podrá por co n sig u ien te, sustraerse á esta le y que presido la ex isten cia de los pueblos.

A hora bien, entre nosotros la convicción católica es hoy una fuerza enérgica que .impulsa, dirige y eleva la co n cien ­ cia argentina; su credo y su le y moral son el fundam ento de nuestra civilización; sus cátedras han resonado con la voz elocu en te de los oradores sagrados que celebraron nuestra independencia y dentro de Jos muros d e sú s tem plos, se gu a r­

dan coa amor respeto los trofeos de m i «tras glorias inm or­

tales.

Siendo la convicción cató lica una fuerza nacional, el hom bre do Estado no debo in ten tar destruirla con la perse­

cución. porque solo conseguiría sofocarla transitoriam ente para que después retoñe con más lozanía.

No debe mirarla, con indiferencia y apartam iento porque el gen io p olítico consiste en hacer concurrir todos los elem en­

tos vítalos de la naturaleza hum ana, á la consecución más perfecta y com pleta del íin social. D ebe, pues, servirse de ella y encam inarla á la realización de los altos destinos de la pàtria. D ebe hacerla entrar en ju eg o armonioso con bis otras en ergías sociales, para consolidar el orden, para estrechar Ja unidad nacional, para p r e stig ia r la autoridad de la s leyes y h a sta para llevar consuelo y aliento al pueblo, porque los

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pueblos com o los individuos necesitan nutrirse de inm ortales esperanzas en los días supremos de las desgracias públicas.

Y preguntam os ¿esa fuerza d é l a relifiión católica, dónde tien e su m ás a lta personificación? D ónd e actu a su vigor di­

rectivo?— En los hom bres que forman y representan su ge- rarquía. En consecuencia, los estadistas deben poner su em peño en que los hom bres de esa gerarquía se formen en los Centros U niversitarios donde el alm a nacional ensaya, robustece y arm oniza sus fuerzas. D ond e el habla-nacional, cuerpo de las ideas y vínculo de estrech a unión, debe a lc a n ­ zar su m ás a lta perfección y donde se deben conservar vivas y venerandas las tradiciones de la patria.

D eben hacer que al lado del hom bre del derecho, al lado del m atem ático, al lado del docto en bellas letras, se plasm e el hom bre en el sacerdocio, herm anando los sen tim ientos de la fé, con el amor de la patria; los deberes de la L ey E v a n ­

g é lic a con los deber es de las ley es nacionales, y señalando con los cam inos fijos, am plios y lum inosos de la i ©velación, los destinos grandiosos de este suelo querido.

Form ado en ese m olde y nutrido con la s á v ia d e esos g r a n ­ des ideales, se formará el Clero que, puesto al frente de n u es­

tras Colonias, hará entrar en las corrientes de la vida a rg en ti­

na y de nuestro genio própio á los hombres que nos v en g a n de otros con tin en tes. L leno y anim ado de esas aspiraciones se levantará el E piscopado A rgentino, capaz de honrar con su sabiduría lá sublim idad de la fé cristiana, de realzar con su carácter y virtud la independencia y la lib ertad de la Iglesia, y de concurrir con su a lta superintendencia á formar 3a r e c ti­

tud de las conciencias, á prestigiar la autoridad de las c o s­

tum bres y la paz y el orden de la N ación.

P a ra todo esto, no bastan los sem inarios.

E s necesario que los jóvenes levitas que han recibido su instrucción en aquellos benéficos establecim ien tos y que se han m odelado en ellos á las costum bres sacerdotales, ten g a n otros centros de m ás altos, profundos y ám plios estudios, donde la flor de la ju ven tud clerical pueda estender é ( ilu m i­

nar más los horizontes de sus conocim ientos. •

Sabido es, com o lo a testig u a la esperiencia de la Ig lesia , que los grados con sus pruebas han sido fu entes de nobles esfuerzos y de fecunda em ulación.

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17 —

Pero oo lia de ser ú n ica m en te el estím u lo de los grado acad ém ico s el a lic ie n te de esto3 e stu d io s, sino qu e .debe e n ­ tr a r com o fu e rza c o e ficie n te la c o n v e n ie n c ia de p re p a ra r p a ra la s elev ad as n ecesid ad es de la re lig ió n , h o m b res e s p e c ia l­

m e n te ilu strad os.

E n la Ig lesia que lucha y com bate en el mundo, h a y tam ­ bién m uchas m ansiones. D esdo e l oscuro párraco de aldea h a sta el encum brado m etropolitano; desde el m isionero que evangeliza salvajes hasta el catedrático que lle v a la palabra en las U niversidades y los Concilios, h a y una la rg a y variada esca la que llenar.

Cada época tien e su genio, sus errores y sus necesidades»

y si el Clero lia de corresponder á esa m isión, on n in g u n a parte com o en la U niversid ad conocerá las ten d en cias y as­

piraciones, los vacíos y las som bras de su sig lo .

“E ncontrándose ja juventud le v ita en relación y co n ta c ­ to con la otra juventud que frecu en ta Jas E scuelas, h a y entre ellos un cam bio útil para ambas; sin perder nada ni de su fé n i de su pureza, el jo v en sacerdote aprenderá á conocerm ejor á sus contem poráneos y estos no verán en adelan te en el s a ­ cerdote un hom bre extraño á sus ideas y á sus sen tim ien tos.

L a fatal separación del laico y del sacerdote, ta n funesta para uno como para otro, y que es una de Jas lla g a s de nu es­

tra sociedad, encontraría un correctivo en la ex isten cia de la E a cu lta d de T eo lo g ía .”

• E l Á b a te M aret de quien tom am os estas ideas, con tin u a expresándose así: “S i, pues se qivere un clero instruido y sabio, un clero ca p a z de defender el depósito de las verdades santas que le está n confiadas y de hacer gu star ai S ig lo la D octrin a del E van gelio; un clero conocedor de su tiem po y de las necesidades de nuestra sociedad; un clero en fin que sim p atice con las gen eraciones presentes es m enester, fundar F a cu lta d es de T eología. E lla s son las únicas que pueden, de modo eficaz, conseguir el fin que acabam os de señalar S i el m ás a lto in terés de la Ig le sia es poseer un clero que r a y e á la altura de su santa m isión, el Estado no está m enos in te ­ resado que la Ig lesia en la verdadera dignidad del clero, y sobre todo, en su arm onía con la sociedad actu a l. Solo bajo esta condición, el clero puede ser el guardián de las costum -

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1 8

bres y de las leyes, y secundar eficazmente la acción de un Gobierno inteligente y justo” (Ere nouvdle, 18 Aoilt 1848.)

Coincide en las mismas apreciaciones el insigne Balm es.

“ E s indispensable Ja necesidad de que los conocimientos del clero se hallen al nivel de la época, para que la causa del error no cuente con recursos de que escasee la verdad. E s preciso que los ministros de la religión se penetren de toda la gravedad è im portancia de este deber, 3^ de cuan necesario es que, viviendo separados del siglo por la pureza de la vida y austeridad de costumbres, no permanezcan inmóviles en m e­

dio de la m archa que en sus alderredorcs se verifican ...

Como los individuos del clero, por razón de su institu to han de vivir apartados del mundo, mayormente m iem tras se están formando en ios Seminarios, corren el peligro de acos­

tumbrarse á un órden de ideas, sentimientos y hábitos que nada tengan de sem ejante con lo que prevalece y domina en la sociedad que los rodea. E ste inconveniente, nacido de la misma naturaleza de las cosas, solo puede obviarse tenien­

do montados los sistemas de instrucción con tal arte, que los jóvenes, al propio tiempo que se penetren del espíritu del Evangelio para arreglar á él sus costumbres, conocerán tam ­ bién el espíritu del siglo para dirigir acertadam ente á los que viven en medio de él. . . . A hora introducido el Divorcio en ­ tre la política y la religión, habiendo desaparecido la afición á las ciencias eclesiásticas y cundido cierto desvío por todo lo que tiene visos de disertación de escuela, resulta que el joven que sale de un Sem inario donde no se hayan tenido en cuenta estos hechos, se en cu en tra con un mundo que ni le comprende ni es comprendido por él; con otros sabios que hablan oira lengua y que nad a entienden del idioma de los sabios de otras épocas, único que conoce el recién v e­

nido.’''

E stas gravísim as consideraciones son las que han deter­

minado á los Obispos de B élg ica p ara fundar la Universidad modelo de Lobaina: á los Obispos de Norte A m érica á crear la Universidad de W ashingtlion, á los obispos de Chile á es­

tablecer la Universidad de S a n tia g o , y á los Obispos de F r a n ­ cia á erigir canónicam ente, poco hace, la Universidad de Paris, fundada y bendecida por el Su m o Pontífice con un Breve encomiástico.

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1 9

Sentada, pues, la conveniencia de establecer los estudios teológicos eo nuestra U niversidad, réstanos señalar el proce­

dim iento que á nuestro hum ilde sentir, debe segu irse para a l­

ca n za r tal objeto.

L a enseñanza de la teología, que puede definirse n o b ilísi­

m a exposición de la doctrina revelada, es un derecho in h e ­ ren te y exclu sivo de la Ig lesia . C om pete á ella por conse­

cuencia crear con su autoridad aquellos establecim ien tos donde h ayan de trasm itirse los conocim ientos de esa cien cia que le pertenece.

El E stado no tiene facu ltad originaria para fundar estu ­ dios teológicos. P u ed e intervenir en ello por autorización, acudiendo para obtenerla á la fu en te del Poder A postólico.

Los Obispos tienen esa autoridad, pero solam ente para su jurisdicción respectiva. N o conviene, pues, que la F a c u lta d de T eología sea creada solo por una disposición E p iscop al.

Sería, estrechar los lím ites de su acción benéfica, supuesto que solo podrían graduarse algun os jóvenes seleccion ados de nuestro ex ig u o Sem inario. S e trata de una F a cu lta d que debe tener proyecciones nacionales y p o r ta l consideración, es indispensable que la cim ente y eleve el Gefe Suprem o de la Iglesia, para cuya autoridad espiritual no hay fronteras en el mundo.

Celebrado un acuerdo entre el P . E. y la A utoridad E p is ­ copal sobre bases claras y precisas, donde n i la deslealtad te n g a asidero, se redactarían en seg u id a los E sta tu to s de la F a cu lta d de T eología, tom ando por fu en te su L e y fu n d am en ­ ta l y las estipulaciones del acuerdo. L u ego el Obispo D io c e ­ sano tom aría á su c a r g o la tarea de obtener el B reve P o n tifi­

cio que in stitu y a canónicam ente la F a cu lta d de T eología.

M uy conducente al fin deseado sería, que todo el E p isco­

pado A rgen tin o suscribiera la presentación ante el P o n tí­

fice.

P restigiarían con su autoridad la petición y obtendrían en cam bio la ven taja de tener un E stab lecim ien to donde sus jó v en es sacerdotes, pudieran am pliar sus estudios y recibir grados académ icos.

A hora ¿sobre qué base em pezaría á funcionar la F a cu lta d T eológica? ¿Tom aría por fundam ento el prim er año futuro de su Sem inario? ¿A ceptaría solam en te aquellos jóvenes que

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2 0

hubiesen cursado sus estudios com unes en los Sem inarios y después quisieran darles más extensión?

L a C om isión aconseja el segundo cam ino.

N o co n v ien e que la F a cu lta d de T eología se lev a n te como rival de los Sem inarios A rgen tin os, á los cuales qu ite sus e s­

tu d ia n tes 6 los prive de su sábia organización.

L a esp erien o ia lia dem ostrado que esos establecim ien tos, fundados con prudente previsión por el Concilio de T rento, son saludables para la form ación moral é in te le c tu a l del s a ­ cerdocio. P or otro lado, es tam bién claro que no todos los jóvenes que em piezan sus cursos teo ló g ico s en los Sem inarios son capaces de lleg a r h a sta conseguir los grados académ icos.

E stos pues, no pueden estudiar con el m ism o plan de m a te ­ rias que deben seguir los que aspiren al D octorado.

A ten ta s estas consideraciones, la Comisión opina que la F a c u lta d de T eo lo g ía de S a n ta F e, com o la F a c u ita d de T eo ­ lo g ía de París, no adm ita en el núm ero de sus discípulos sino á los jóvenes sacerdotes que- han concluido en lo s Sem inarios el curso com ún d é lo s estudios teológicos y canónicos. Sobre aquella preparación cielos Sem inarios, veudría la p ro lo n g a ­ ción de los conocim ientos, dando m ayor exten sión á la Too- lo g ia dogm ática, al estudio de la s Sagradas E scrituras, al D erech o C anónico y á la H istoria E clesiá stica .

T a l es, señor P ecto r, la opinión que se a tr e v ed presentar á la consideración de nuestra F a cu lta d , la4Comisión que h a ­ béis nom brado para tan honroso com etido.

Gihsgokio Rojikuo— José Galiáno Ramóx J . Lassaoa.

(23)

IV

necesario que la F a c u lta d ele Teolo­

gía form e p a rte do los estudios superiores en toda u n iv e rsid a d bien constituida.

I

L a n o ta p a s a d a p o r e l M in is tro de G o b ie rn o ele la P r o v in ­ c ia d e S a n t a F ó a l L e c t o r de la U n iv e rs id a d de la C a p ita l y q u e y a los le c to r e s c o n o c e n , nos h a in d u c id o á a b o r d a r u n a c u e s tió n q u e e n tr a ñ a in d u d a b le m e n te g r a n im p o r ta n c ia p a ­ r a la unidad del saber de lo s fu tu ro s d o c to re s g ra d u a d o s en S a n t a F e .

ISTo d e s c rib ire m o s , a n te s de e n t r a r en m a te r ia , lo q u e a c ­ tu a lm e n te es la F a c u l t a d de D e r e c h o d e e s ta c iu d a d , m a l lla m a d a U n iv e rsid a d , p u esto q u e n o son u n iv e r s a le s su s e s ­ tu d io s; n i nos d e te n d re m o s, p or a h o ra , e n d e m o s tr a r la s v e n ­ t a ja s q u e p a r a l a R e p ú b lic a , p a ra la P r o v in c i a y en p a r tic u la r p a r a la C iu d a d C a p ita l, e n c ie r r a e l p la u s ib le p r o y e c to q u e n o s o cu p a . A su tie m p o nos o c u p a re m o s de e s ta s y o tr a s c u e s tio n e s q u e se d e riv a rá n ló g ic a y n e c e s a r ia m e n te d el a s u n ­ to p r in c ip a l q u e nos p ro p o n e m o s a b o r d a r 1

E s e s te , la n e c e s id a d de u n a r e fo r m a e n l a U n iv e r s id a d ele e s ta c iu d a d , á la q u e s e g u ire m o s lla m a n d o a s i, a c e p ta n d o e l n o m b re q u e h a q u erid o d á rse le .

A r d u a e m p re s a es c ie r ta m e n te la d e p r e c is a r en q u é f o r ­ m a y d e n tro de q u é lim ite s p u ed e el G o b ie rn o de la P r o v in c i a , en c u m p lim ie n to de su m isió n y sin m e n o s c a b o de e s a ju s - t a y n e c e s a r ia a u to n o m ía q u e d e b e r e g i r e n la in s t r u c c ió n de

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2 2 —

c ’ da ciudadano, cooperar al engrandecimiento de nuestra Universidad, facilitando el medio de que los licenciados ó doc­

tores que de ella salgan en lo futuro, posean, no solamente una instrucción sólida en la ciencia, del derecho, sino tam ­ bién un título académico que los habilite para ser tenido»

per hombres de ciencia en todos los Estados de la República y aún en el mundo entero.

E s en nuestro, concepto, indudable que las sociedades mo­

dernas necesitan que los hombres llamados por su ilustración á dirigirlas y á administrarlas, sean capaces de comprender ios estímulos y los consuelos que las verdades de órdon moral y religioso llevan en sn seno como simiente fecunda de toda ilustración, de toda competencia y de todo saber humano.

L a creación de una Facu ltad de Teologia en la Universi­

dad de esta ciudad, es una iniciativa que puesta en práctica, ha de honrar á todos los que en su realización cooperen, y muy especialmente al actual Ministro de Instrucción Pública d é la Provincia, cuyo nombre quedará por siempre ligado al mayor de los adelantos hasta el presente obtenidos en la ra ­ ma de la educación superior do esta Provincia.

S i en todas las esferas del saber humano, la República A rgentina p retend e}' logra colocarse al igual de los países mas cultos; si no hay adelanto que no intentemos, ni progre­

so que no persigamos, ni industria que no ensayemos, m arte que no protejamos, ni mérito que no ambicionemos, ¿porqué razón consentiremos que nuestro clero, el clero argentino, el que, digan lo que quieran los excépticos, ha de conducirnos, h ad e guiarnos de investigación en investigación, al hallazgo de nuestro m aj’or encumbramiento como nación civilizada y libre, perm anezca en un estado que desdice notablemente de todos los demás progresos que hemos logrado?

Tenemos doctores argentinos en derecho, en medicina, en ingeniería, en farm acia, etc. y no los tenemos en Teología.

Los ministros de la Iglesia Argentina, los representantes de la R eligión del Estado, ¡os llamados á disipar las sombras que obscurecen el camino por donde nuestra sociedad habrá de llegar, Dios m ediante, á la confraternidad verdadera, al triunfo de esa ju sticia cuyo nombre brota, con tan ta frecu en­

cia de todos los labios, no pueden g ra d u a re de doctores so pe­

na deir á golpear las puertas de una Universidad extrangera!

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23

Nos hallamos á esto respecto á mas bajo nivel, no solo que las naciones de Europa, si también que la mayor parte de las de Sud América.

Los estudiantes de nuestros seminarios, al salir de ellos con sus estudios concluidos, con preparación suficiente, no pueden graduarse de doctores, porque en la República Ar­

gentina no tiene Universidad donde hacerlo, y si alguno de ellos, por sus méritos ó por sus virtudes, es mas tarde elevado á una alta gerarquía eclesiástica, habrá de renunciar á ella ó pedir al Sumo Pontífice la correspondiente licencia, ale­

gando que en el clero argentino no puede haber doctores!

L a creación de la Facultad de Teología en nuestra Uni­

versidad, es, pues, no solo una conveniencia, el colmo de uua necesidad, sino también una obra de verdadero patriotismo.

I I

E l proyecto que nos ocupa equivale, puede decirse, al propósito de fundar en esta ciudad una Universidad própia- mente dicha.

En efecto: establecida la Facultad de Teología y obtenida del Vaticano la autorización ó Bula correspondiente, nuestra Universidad constituirá el centro á donde lian de acudir los estudiantes de todos los Seminarios de la Nación y de los de algunos Estados vecinos, como los de la República del Uru­

guay, por ejemplo.

Inútil nos parece el explicar la importancia que alcanza­

ría entonces la Universidad de Santa Fe y el apoyo eficaz que habrían de prestarle la Iglesia y el Estado. Su nacionali­

zación entonces, sería un hecho en plazo breve.

Tendríamos entonces una Universidad digna de esta ilus­

trada provincia.

Dice el U. Padre Bidón, en su preciosa obra “Los Ale­

manes y la Francia”, que el valor de un país sg mide por el grado de cultura intelectual á que ha llegado, y que nada revela mejor este grado de cultura que el estado de su ense­

ñanza superior.

À este respecto, Santa Fe, basta ahora, tiene muy poco de que vanagloriarse.

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— 2 4 —

E l conjunto del saber humano se divide en las principa­

les universidades, desde la edad media, en. cuatro facultades principales: Teología, Jurisprudencia, Medicina y Filosofía.

Solo contamos en la provincia con una Academia de D e­

recho, luego pretender establecer anexo á ella el estudio de la Teología, es echar las bases de la gran Universidad que Santa Ee está llamada á poseer en un porvenir nuiy in­

mediato.

Desde los tiempos de la fundación de las primeras univer­

sidades, la Teología ha figurado siempre como la primera y principal de sus facultades y hoy en dia, cu los países mas adelantados, sucede lo mismo.

Alemania, por ejemplo, contaba en 1882 con'veintidós universidades y en eilas estudiaban Teología, no menos de cuatro mil jóvenes.

En Suiza, la base fundamental de los estudios déla mas célebre de sus universidades, la de Ginebra, la constituye la Facultad de Teología protestante y cu una palabra , las cien­

cias religiosas, según el dogma dominante en cada Estado, ocupan en todas las naciones un lugar preeminente entre los estudios superiores.

Es lógico que nuestro gobierno, imitando á los de los países más adelantados del mundo, trate de establecer la F a ­ cultad de Teología en la Universidad de esta ciudad.

Además ¿quién ignora que el conocimiento de la Teolo­

gia es indispensable, no solo al sacerdote, sinó también á to­

dos aquellos que aspiran á ocupar puestos espectables en los gobiernos ó en las magistraturas?

Encarnado en nuestro pueblo el espíritu cristiano, reco­

nocida la religión Católica por la constitución nacional, si necesario es que los mandatarios conozcan nuestras leyes, también es el que no ignoren nuestros dogmas.

En el seno de las sociedades, la religión está llamada á ejercer de continuo un influjo moral sin el cual se perdería hasta la noción de lo bueno y de lo justo.

E l espíritu del cristianismo, sus obras admirables, los sentimientos de humildad y resignación que recomienda y excita, su innegable virtud, su ministerio de paz y de amor, hacen que los pueblos subsistan organizados sobre las bases del respeto, do la lealtad y del mútuo auxilio.

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Un poder moral, incontrastable, mantiene por un lado la sumisión y la obediencia é impone por otro la moderación y la justicia.

El estudio de la religión que tales bienes produce ¿cómo no ha de tener un lugar preferente en todas las universi­

dades?

A los que invocando una libertad que no conciben y una democracia que no entienden, pudieran objetarnos, les dire­

mos que en tiempos duros y de relativo atraso, existían entre los hombres vínculos que hoy buscamos en vano: el vínculo social, mediante el cual el señor y el vasallo cooperaban á un mismo fin, se debían mútua asistencia y el vínculo religioso por el cual todos eran fieles de una misma comunión, almas de un mismo origen, llamados al mismo destino en razón de su fé y de sus virtudes.

Los adelantos de la época nos han traído bienes inapre­

ciables; pero justo es que confesemos que á la vez el indivi­

dualismo absurdo lia herido de muerte á los sentimientos religiosos y como consecuencia lamentable, se notan actual­

mente en todas las sociedades signos de general perturba­

ción, de desorden en las costumbres y en las ideas, y surge allá en la caduca Europa, amenazando invadir al mundo entero con su cortejo de ódios, de ruinas y de sangre, la guer­

ra social, la protesta contra el poder y la riqueza.

Necesario es, pues, que resurja en las conciencias de los hombres ilustrados, de los políticos, de los magistrados, el espíritu religioso que es el llamado á poner dique seguro á esa. inundación de corrupción, de inmoralidad, de anarquía que amenaza envolver toda la tierra de polo á polo.

¿Quién será tan osado que pretenda preveer los desarro­

llos de esa fuerza fecundísima y misteriosa que invade y di­

rige á las sociedades, si nada sabe de religión?

¿Quién será capáz de definir las vías que han de surcar el obscuro espacio de nuestro destino, si solo el materialismo forma la base de .sus conocimientos?

Pero aún, limitándonos á la instrucción superior del clero de nuestra patria, sostendremos que ínterin no.se le propor­

cione Facultad donde poder ampliar los conocimientos que adquiere en los seminarios, ese clero será deficiente para la predicación, deficiente para el confesionario, deficiente en

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2 6

íin, para el apoyo y el consejo moral que debe difundir en las masas.

Podrá objetársenos, que la creación de la Facultad de Teología en nuestra Universidad, no ha de producir resulta­

dos inmediatos en favor déla nacionalización y de la instruc­

ción del clero argentino?

Seguramente que lian de sor necesarios cuando menos seis años, para que puedan graduarse de doctores los estu­

diantes que ahora comiencen el primer curso; pero á cada día y á cada época bástale su labor.

Feliz el gobierno cíe esta provincia si consigue que surja do sus esfuerzos, alguna luz que ayude á descubrir el camino incierto del verdadero adelanto y del seguro progreso do la República.

III

Múltiples son los argumentos que pudiéramos aducir en sostenimiento do nuestra proposición y entre los variados caminos que nos brindan su paso para que por ellos arribe­

mos á la demostración de la necesidad de establecer la F a ­ cultad de Teología en la Universidad de Santa-Fé, vamos á elegir aquel que está más en consonancia con nuestro orga­

nismo político y social.

Indudablemente, para ser hombre de gobierno, bueno sería, pero no es indispensable el poseer conocimientos de teología, como tampoco lo es para ser juez ó defensor de reos y litigantes, ni para ser módico, ni para ser ingeniero, etc., etc.

Cada profesión, cada carrera universitaria tiene sus es­

tudios especiales y estos son ó deben ser completos.

Pero sostendremos siempre con abundancia de razones y fundamentos que el sacerdote, hoy mas que nunca, nece­

sita conocer profundamente Ja teología, poder ejercer con dignidad su ministerio y que ínterin no exista, ya que no en todas, cuando menos en una universidad de la República, la mencionada Facultad, ni tendremos clero nacional, propia­

mente dicho, ni tendremos clero ilustrado, ni clero docto en la verdadera acepción do la palabra.

(29)

— 27 —

Ahora bien: la religión católica, es la religión del Esta­

do, según nuestra sabia constitución, y ¿ese Estado debe ser formado por hombres muy ilustrados en todo menos en los dogmas cíe esa religión que han de respetar y acatar bajo ju ­ ramento?

Si á esto se añade que los ministros de la Iglesia, si quie­

ren estudiar teología, han de emigrar al extrangero. tendre­

mos en conclusión que la religión cristiana solo existe en nuestro país en el nombre ó por alguna manifestación exter­

na del culto que, en la majaría de los casos, se halla dirigido por sacerdotes extrangeros.

Cualquiera otra secta religiosa, sin ser la del Estado, des­

de que la libertad de cultos existe, puede tener igual repre­

sentación en el país.

Es limitada á ese rol que se quiere subsista la religión de nuestros mayores?

Para qué y con qué objeto se la declara como cosa propia del Estado?

Acaso solo á los efectos de un presupuesto más ó menos mezquino?

Por Dios, que no debe ser así!

Reconocemos que el Estado influye muy directa y eficaz­

mente en el bien ó en mal de las sociedades; pero no le juz­

gamos á este respecto omnipotente. Por el contrario, cree­

mos que la Iglesia tiene una misión social mucho más ámplia y mucho más importante que la del gobierno.

Y si queremos gobernantes ilustrados ¿por qué no hemos de propender á que también lo sean nuestros sacerdotes?

L a acción del Estado, cuyo valor somos los primeros en apreciar, no convertirá de la noche á la mañana, los anta­

gonismos en armonías, 3as desigualdades injustas y ficticias en desigualdades justas y naturales, y la sórdida pobreza en comodidad y holgura.

Nadie ignora que el malestar que al píente se nota en la nuestra, como en muchas otras sociedades, obedece en gran­

dísima parte á causas de orden moral y religioso.

¿Es acaso la concepción materialista de la vida la que ha bastado por sí sola para producir el actual estado de cosas que todos lamentamos?

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2 8 —

En nuestro concepto que es muy pobre, como en el de mu ches sábios, esa pregunta lia}'forzosamente que contertarla en sentido afirmativo.

¿Y pensamos combatir esos males con buenos abogados, con buenos ingenieros, con buenos médicos?

Pero qué tiene que ver el materialismo de la ciencia, en sus diversas manifestaciones, con aquello que procede de un estado patológico moral?

Únicamente se curan las enfermedades del cuerpo con el auxilio de médicos, y las del alma solo se curan con la asis­

tencia del teólogo, que es el médico de nuestro espíritu.

Nos hemos propuesto concretarnos á demostrar la necesi­

dad de que la Facultad de Teología forme parte de los estu­

dios de nuestra Universidad y no trepidamos en lanzar la siguiente afirmación:

En todo pueblo donde los católicos sean los más,, el estu­

dio de la Teología debe servir de base al plan de enseñanza desús universidades.

En la República Argentina, por lo tanto, no debiera ha­

ber una sola Universidad que no tuviera su Facultad de Teo­

logia.

Y esto porque el poder espiritual y no el temporal, es el llamado á corregir y mitigar la mayor parte de los males de que adolecen actualmente las sociedades.

Digno de mil encomios es bajo cualquier punto de vista que se lo considere, el proyecto del gobierno de la provincia á que nos venimos refiriendo.

Si es la idea lo que mueve los cuerpos, en ella hay que buscar la razón de todo movimiento desordenado, el principio de todo orden y de todo bien.

Por lo tanto, al pretender crear una Facultad de Teología en la Universidad de Santa Fe; al procurar nacionalizar, ilustrar y doctorar al clero argentino, nuestro gobierno pro­

pende á influir en nuestra sociedad en el sentido de que, no solo los sacerdotes, sinólos hombres ilustrados todos, antes que el contento de los sentidos, procuren el acuerdo de sus acciones con el bien general de gobernantes y gobernados, comprendido este bien, no como simple cálculo del placer, sino en su naturaleza propia, de conformidad con la divina regla, que es la regla de nuestros espíritus; en su carácter

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2 9 —

esencial de semejanza á Dios; en su camino seguro de imi­

tación de Cristo; de acuerdo en un todo con los dogmas reli­

giosos; en relación finalmente con las imutables y sabias en­

señanzas de la Teología.

¿Que hay incrédulos que se sonrien irónicamente ante tan noble pretensión?

Pues bien: imagínense esos una sociedad así constituida, en la cual impere la armonía y el mutuo respeto éntrelos hombres, y en donde se dé al Estado lo que es del Estado y á la Iglesia lo que á ella le pertenece y contesten si jamás han podido concebir felicidad mayor para la República.

IV

Es indudable que en un pueblo desprovisto de religiosi­

dad y que nada vea más allá de los goces de la tierra; adora­

dor de la materia, ávido de deleites sensuales, ciego á la clara luz de los principios del orden moral, aún en medio de las mayores riquezas ha de surgir, por un lado, el relajamien­

to y el egoísmo; por otro, el descontento y la abyección y en ninguna parte podrá resplandecer la fraternidad ni el respe­

to mutuo.

Hé aquí el por qué del rol eficacísimo que está llamado á desempeñar el clero argentino en ei orden del mejoramien­

to social y que excede á ios límites naturales de la mayoría de los sacerdotes extrangoros que se radican entre nosotros, especialmente en la campaña, los cuales no son siempre ni tan ejemplares ni tan ilustrados como exije el presente y más aún, el brillante porvenir que está reservado á nuestra na­

ción.

Es, pues, deber délos gobiernos, no solo facilitar Inacción de los poderes espirituales, sino contribuir también á su prestigio y á su mayor y más eficaz influjo, toda vez que no puede el Estado convertirse en agente directo de una acti­

vidad que tiene sus órganos propios ó independientes de los poderes civiles.

Porque es indudable que el Estado no puede intervenir directamente para difundir la religión y la moral, extralimi­

tándose de funciones que le son propias y por lo tanto, está en

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