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OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA

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Academic year: 2020

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(1)OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA. Tania Guarenti 1 Murilo Ricardo Sigal Carriço 2 Maria Elisabete de Barros Soehn 3 Daisy de Lima Nunes 4 Fabiane Ferreira Da Silva 5 Rita Cristina Gomes Galarça 6. Resumo: O ensino de astronomia apesar de estar presente no ensino de ciências, pode ser de difícil compreensão para os alunos se trabalhado de forma descontextualizada e muito teórica, tornando-se, assim, muito abstrato. Desde modo, através de oficinas no clube de ciência da escola, a temática astronomia foi trabalhada, aliada a alguns recursos pedagógicos, que objetivam estimular o interesse dos jovens sobre o tema, atuar como importante auxiliar na aprendizagem, encontrar um modo para que a Astronomia seja transcrita em uma linguagem lúdica será de grande valia que se relacione ao processo de ensinoaprendizagem e dará um incentivo aos jovens estudantes a se dedicarem mais a fundo neste campo do conhecimento com vistas à preparação de alunos de series finais do Ensino Fundamental para participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica(OBA). A OBA é um evento organizado anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A OBA ocorre desde 1998 e tem por objetivo promover a difusão de conhecimentos básicos de Astronomia, Astronáutica e Ciências de forma dinâmica e cooperativa, estimular e ampliar o interesse dos jovens por esses campos do conhecimento, além contribuir para a melhoria do rendimento escolar. Essa atividade foi desenvolvida em turmas de oitavo e nono ano do ensino fundamental do Instituto Estadual Romaguera Correa, pelos bolsistas do Programa Institucional de Iniciação à Docência - PIBID, subprojeto Ciências da Natureza, Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana - RS, Subgrupo Ciências. A temática foi abordada, através de vídeos, jogos lúdicos, atividade pratica como confecção de um foguete, utilização do stelarium para conhecimento das constelações, revisões de provas anteriores, e temáticas que foram sugeridas pelos alunos. A construção do conhecimento dos alunos foi utilizando o empírico com o lúdico e, estimulando ampliar seu conhecimento com leitura e utilização de didáticas já conhecida por eles. Assim preparando os alunos para a OBA, pois no ano anterior também participaram da prova com muita dificuldade, assim foi que eles próprios pediram para neste ano ter um estudo mais aprofundado sobre astronomia. No ano anterior não houve estudo sobre o tema, eles apenas participaram da prova com seus próprios conhecimentos. A prova foi realizada em 19 de maio de 2017, os participantes da prova, obtiveram resultados satisfatórios, onde realizaram a prova mais motivada, confiante, por ter mais conhecimento sobre o assunto e ter contato com as questões de provas anteriores. Assim temos como um ponto positivo a participação dos alunos, por estimular o ensino aprendizagem, melhora no desenvolvimento da interação em grupo, e participação de atividades extracurriculares no ambiente escolar.. Palavras-chave: Ensino da Astronomia, PIBID, OBA.

(2) Modalidade de Participação: Iniciação Científica. OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Aluno de graduação. [email protected]. Co-autor 3 Aluno de graduação. [email protected]. Co-autor 4 Aluno de graduação. [email protected]. Co-autor 5 Docente. [email protected]. Orientador 6 Outro. [email protected]. Co-orientador. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 21 a 23 de novembro de 2017.

(3) OFICINA DE ASTRONOMIA NA ESCOLA 1. INTRODUÇÃO A Ciência possibilita a busca de respostas a várias indagações a respeito do mundo ao seu redor, além de possibilitar a elaboração de leis e teorias para explicar o mundo e os fenômenos naturais que nos cercam. A Astronomia é a ciência que estuda a origem, evolução, composição, classificação e dinâmica dos corpos celestes. Diante disso, a astronomia é apontada por Mees e Steffani (2005), como tema motivador do ensino de Física no Ensino Fundamental. É uma área de caráter interdisciplinar, cujos conteúdos estão presentes em sala de aula, nos programas escolares e livros didáticos e integram o eixR ³7HUUD H 8QLYHUVR´ GRV 3DUkPHWURV Curriculares Nacionais. Com o propósito de instigar a curiosidade e proporcionar uma noção sobre como se constitui o universo, foi trabalhada, através de oficinas no Clube de Ciências da escola, a temática Astronomia, buscando-se uma linguagem lúdica relacionada ao processo de ensino-aprendizagem, onde foi dado um incentivo aos jovens estudantes a procurarem conhecer mais profundamente este campo do conhecimento. Assim, após os estudos realizados, os alunos foram convidados a participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), para desafiar e testar os conhecimentos desenvolvidos durante as oficinas de estudo. Importante se faz destacar que a OBA é um evento organizado anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A OBA ocorre desde 1998 e tem por objetivo promover a difusão de conhecimentos básicos de Astronomia, Astronáutica e Ciências de forma dinâmica e cooperativa, estimular e ampliar o interesse dos jovens por esses campos do conhecimento, além contribuir para a melhoria do rendimento escolar (MIRANDA et al, 2016). Portanto, a presente escrita, faz um relato de atividades desenvolvidas em turmas de séries finais do ensino fundamental de uma escola pública, através da atuação de bolsistas de Iniciação à Docência (ID), do Programa Institucional de Iniciação à docência - PIBID, Ciências da Natureza, Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana ± RS, Subgrupo Ciências, no município de Uruguaiana/RS. 2. METODOLOGIA Durante o período do primeiro trimestre de 2017, foi realizada na escola Instituto Estadual Romaguera Corrêa, para alunos de oitavos e nonos anos, um estudo sobre astronomia, através do Clube de Ciências, que é uma atividade que foi criada este ano na escola, onde os alunos participam de forma voluntária, em horário distinto ao seu horário normal de aula. O clube funciona uma vez na semana, com duração aproximada de uma hora e 30 minutos, no laboratório de ciências da escola. Assim, os estudos astronômicos ocorreram no formato de oficinas temáticas contendo atividades lúdicas e experimentais, sendo elas:.

(4) Jogo de tabuleiro Descobrindo o Universo: O jogo consiste em um tabuleiro, cartas com perguntas relacionadas ao universo e sistema solar, cones para os jogadores avançar pelo trajeto da trilha. São regras do jogo: 1ª) São 30 cartas com perguntas relacionadas ao tema; 2ª) Cada jogador recebe um pino colorido que utilizará para marcar seu trajeto na trilha; 3ª) As cartas serão embaralhadas e colocadas no centro da mesa; 4ª) Para saber quem começa, cada participante joga o dado quem tirar maior valor começará a partida; 5ª) O iniciante compra uma carta e deverá responder corretamente a pergunta da carta, caso erre a resposta na própria carta haverá a penalização; 6ª) No decorrer da trilha haverá orientações a serem seguidas; 7ª) O primeiro que concluir a trilha será vencedor do jogo. Os alunos ao jogar, puderam dialogar sobre possíveis dúvidas em relação ao universo, respondendo questões a partir de cartas com perguntas. Sistema Solar: através de uma roda de conversa sobre o sistema solar, foram destacadas algumas características importantes e respondidas curiosidades dos alunos sobre o tema. Após essa parte teórica, os alunos tiveram uma atividade prática no pátio da escola, onde foi representado o sistema solar, sendo, que os alunos eram os componentes do sistema, sendo eles, os planetas, sol e lua. Reproduziram também, os movimentos de rotação e translação dos planetas. Utilização de software educacional: foi utilizado o software Stellarium 1 para localizar algumas constelações, simulações computacionais do movimento de astros celestes, o que proporcionou aos alunos saber identificar as constelações a partir das estrelas no céu, tanto físico, como em desenhos do céu. Construção e lançamento de um foguete: com os alunos, foi construído um foguete a partir dos seguintes materiais: 2 garrafas pet; vinagre; bicarbonato de sódio; rolha; filtro de papel; barbante; cartolina e fita adesiva. O foguete foi lançado na quadra da escola a partir da reação química entre o bicarbonato de sócio e o vinagre. Quiz sobre astronomia: foram elaboradas 103 questões sobre astronomia em geral para a atividade com os alunos que sorteavam a questão e em dupla/grupo, respondiam. Respostas certas eram pontuadas, sendo vencedor aqueles que obtiveram maior pontuação. Quiz sobre questões anteriores da OBA: essa competição teve o intuito de revisar os assuntos tratados e conhecer os tipos de questões formuladas na OBA. É importante destacar que os planejamentos e registro das atividades, bem como material de vídeos, tabuleiro de jogo, questões dos quis, utilizados nas atividades descritas, encontram-se publicadas no blog 2 do subgrupo Pibid Romaguera. 3. RESULTADOS e DISCUSSÃO Instigar a curiosidade de alguém, sensibilizar um indivíduo para que adentre o mundo dos conhecimentos é uma tarefa extremamente delicada porque dificuldades conceituais são marcantes. O professor, partindo das experiências dos estudantes ao longo de seu processo formal e não-formal de educação tem a responsabilidade de articular informações precisas e contextualizadas. A este respeito destaca-se a importância do professor ter domínio dos conhecimentos científicos, além de ser criativo, receptivo, ativo, mediador e incentivador do processo de aprendizagem (CARVALHO & GIL-PEREZ, 2001). 1 2. Disponível em: https://stellarium.org/pt/ https://ieromagueracorreapibid.blogspot.com.br/.

(5) Portanto, diante da aprendizagem de ciências, Ausubel (2003) tece o seguinte comentário:. Aprender ciência significativamente é um processo ativo de construção cognitiva onde o que o aluno já sabe é absolutamente fundamental. E é fundamental porque a aprendizagem significativa de um material qualquer é um processo que consiste numa interação substantiva, não literal e não arbitrária (plausível, sensível e não aleatória) desse material com idéias relevantes existentes previamente na estrutura cognitiva, com as quais esse material se relaciona. (AUSUBEL, 2003, p. 1).. Logo, a ação de ensinar e aprender ciências são um processo ativo e parte dos conhecimentos prévios dos alunos. E essa dinâmica foi abordada nos PCNs, onde também encontramos como objetivo básico das Ciências Naturais, explorar e compreender os fenômenos da natureza, dentre eles, os assuntos ligados aos movimentos celestes. Na educação básica, os PCN introduzem o ensino de Astronomia a partir do 3º e 4º ciclos do ensino fundamental, ³ainda que se entenda que esse eixo poderia estar presente nos dois primeiros anos´ (BRASIL, 1998, p. 34). É fato que a astronomia instiga a curiosidade, pois, gera dúvidas desde quando uma criança se percebe como um ser participante da sociedade. Porém, para o estudante de ensino básico, o estudo muito teórico da astronomia, pode tornar a aula facilmente desmotivante e de difícil assimilação por parte dos alunos. Sendo assim, procurar metodologias diferentes é essencial para melhorar o aprendizado em sala de aula. Diante dessa realidade, é cada dia mais comum o uso de atividades lúdicas em aulas de Ciências e também em outras disciplinas, pois são aulas que estimulam e causam prazer nas pessoas que estão envolvidas, tais como jogos e brincadeiras. A utilização dessas atividades pode contribuir positivamente para a construção do conhecimento do aluno. O lúdico na Educação é importante na medida em que WRPDPRV FRQVFLrQFLD GH TXH ³MRJDU H YLYHU p XPD RSRUWXQLGDGH FULDWLYD SDUD HQFRQWUDU FRP D JHQWH PHVPR FRP RV RXWURV H FRP R WRGR´ %52772, 2001, p.45). O lúdico está inteiramente relacionado a brincadeiras, mas desenvolvidas como método de aprendizagem que proporciona ao aluno a oportunidade de interagir com ele e com o mundo que o cerca, trazendo benefícios incontestáveis. Durante as oficinas, foi pensado no processo de construção do conhecimento pelos alunos, onde foi utilizando o empírico com o lúdico, estimulando-os a ampliar seu conhecimento com leitura e utilização de didáticas já conhecida por eles. A influência da aplicação dos jogos, e demais intervenções dentro desta temática, pôde ser sentida, não apenas no desempenho acadêmico dos alunos envolvidos (que passaram a enxergar as Ciências e a Astronomia de forma diferenciada), mas também nos resultados da OBA. Podemos destacar que, houve uma participação significativa em relação ao número de alunos participantes, de forma voluntária, nas oficinas realizadas, em torno de 28 alunos. Acreditamos que a participação dos alunos foi decorrente da atuação de bolsistas do PIBID que buscou desenvolver uma didática baseada na aplicação de ferramentas não tradicionais para a intervenção com os alunos. Dessa forma, essas ações contribuíram na compreensão dos conteúdos trabalhados, auxiliando na construção de uma aprendizagem significativa, uma vez que trouxeram um olhar diferenciado na abordagem dos conteúdos. Isto despertou o interesse dos alunos.

(6) não só em participar das Olimpíadas (OBA), mas também a curiosidades que envolvem o tema Astronomia. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O ensino da Astronomia no Ensino Fundamental é considerado por muitos professores e pesquisadores como um campo importante para o desenvolvimento dos alunos em formação, para entenderem melhor a formação do Universo e conseguirem interligar várias áreas do conhecimento. Contudo diversos autores citam a crise no ensino de Ciências e consequentemente o desinteresse pelas áreas que a envolve. O Clube de Ciências ± astronomia é uma sugestão de ação como uma contribuição para mudar essa tendência, utilizando o lúdico e o conhecimento interdisciplinar da Astronomia. O tema gera curiosidade e consequente grande participação nas oficinas propostas, que resultam numa nova interpretação do conhecimento por parte dos alunos, que passa a ver a prática das Ciências como uma atividade divertida e excitante. Além disso, a influência da oficina desenvolvida pelos bolsistas refletiu no número de interessados em participar da OBA. E também os alunos foram influenciados positivamente com o uso de novas ferramentas no processo de ensino-aprendizagem, identificando fatores positivos no mesmo, como aumento do interesse e da motivação dos alunos nas aulas. REFERÊNCIAS: AUSUBEL, D. Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva cognitiva. Editora Plátano, 2003. BRASIL/MEC Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Brasília: MEC/ Secretaria de Ensino Fundamental, 1998. BROTTO, F. O. Jogos Cooperativos. 6. ed. rev. São Paulo, 2001. CARVALHO, A. M. P. de, GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, 2001. MEES A. A.; STEFFANI M. H. Astronomia: motivação para o ensino de Física na 8ª série. Anais do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física ± SNEF, 2005. Disponível em: <http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvi/cd/resumos/t01051.pdf>. Acesso: 24 set. 2017. MIRANDA, J. C.; GONZAGA, G. R.; COSTA, R. C.; FREITAS, C. C. C.; CORTES, K. C. Jogos didáticos para o ensino de Astronomia no Ensino Fundamental. In: Scientia Plena, São Paulo: 2016. V. 12, Nº 2. Disponível em: <https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/2742>. Acesso: 22 set. 2017..

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Referencias

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