NUEVOS PUNTOS DE VISTA SOBRE
LA INDEPENDENCIA
S E TRATA D E U N A OBRA d a d a a l u z , e n e l ú l t i m o mes d e l " a ñ o de H i d a l g o " , p o r l a I m p r e n t a U n i v e r s i t a r i a ; segunda so-bre tema histórico q u e h a escrito e l joven filósofo L u i s V i l l o r o . * L a p r i m e r a ( L o s g r a n d e s m o m e n t o s d e l i n d i g e n i s m o en México, 1950), e n l a c u a l l a fuerza d e l pensamiento n o consiguió aliarse estrechamente c o n l a m e n u d a sagacidad eru-dita, apenas logró estremecer a l gremio de los investigadores de nuestro pasado. Esta nueva obra, cuyos aciertos están a l alcance d e l más m i o p e de los historiadores, correrá, s i n d u d a , una suerte diferente. Cabe augurar que n o es e l discreto v o l u -men d e l l i b r o , n i e l tema, constituido p o r el mo-mento-eje de nuestra historia, c o n e l c u a l nos h a familiarizado e l bicente¬ n a r i o de H i d a l g o , n i otros aciertos menores, l o q u e hará a l lector especializado permanecer atento, durante algunas horas, a las páginas de este l i b r o , sino e l ser p r o d u c t o d e l diálogo entre u n robusto y o r i g i n a l pensamiento y u n a sólida base documental.
E l autor n o es u n desconocido. A pesar de sus treinta años (los últimos vividos e n l a apartada U n i v e r s i d a d de G u a n a -juato; los anteriores e n E u r o p a , donde concluye l a redacción de esta obra, y l a m a y o r parte en México, donde h a sido dis-cípulo de J o s é G a o s ) , goza de renombre, tanto p o r sus dotes cordiales e intelectuales como p o r su pertenencia a l g r u p o " H i p e r i ó n " . V i l l o r o p a r t i c i p a d e l espíritu d e l grupo y, e n es-pecial, de l a lúcida conciencia de l a crisis que l o define, y coloca a cada u n o de sus miembros e n situación de compren-der, mejor q u e otras conciencias, l a sucesión de fracasos q u e constituye e l contenido de l a historia de México y de l a histo-ria h u m a n a . N o es de extrañar que e l r o t u n d o fracaso de l a revolución de Independencia haya encontrado intérprete idó-neo en u n " h i p e r i ó n i d a " .
* Luis VILLORO, L a revolución de I n d e p e n d e n c i a . E n s a y o de i n t e r p r e -ción histórica. Universidad Nacional Autónoma de México, 1953; 24a p p .
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N o se i n t e n t a en las presentes líneas i r más allá de l a s i m p l e reseña de este último y e x t r a o r d i n a r i o l i b r o de V i l l o r o . Baste, pues, u n a ligera referencia a sus supuestos ideológicos, al m é t o d o y a l contenido peculiar de l a o b r a - t r e s indispensa-bles aspectos, todos ellos relucientes de o r i g i n a l i d a d - . Desde el prefacio tendrá l a mayoría de los lectores l a sensación de a n d a r p o r caminos desacostumbrados.
L a p l a t a f o r m a de ideas sobre l a que edifica e l autor su i m a g e n de l a guerra de Independencia está suficientemente expuesta en e l u m b r a l del l i b r o . Sus ideas acerca de l a estruc-t u r a de l a r e a l i d a d hisestruc-tórica y d e l saber de l a m i s m a pueden entreverse e n las siguientes líneas: " E l acontecer histórico n a d a tiene q u e ver c o n el transcurrir n a t u r a l ; se f u n d a en el des-p l i e g u e t e m des-p o r a l de l a existencia y n o en l a m e d i d a del tiem-p o d e l m u n d o . M a s tamtiem-poco tiene que ver c o n los avatares de una c o n c i e n c i a desencarnada; su protagonista n o es u n a enti-dad abstracta, sino el h o m b r e concreto arrojado en e l m u n d o . E l «lugar» de l o h u m a n o en l a h i s t o r i a no p o d r á encontrarse fuera de los límites que le señala su situación. C a d a existencia es inseparable d e l m u n d o de relaciones en que vive y que constituye u n contexto c o m ú n de referencias tejidos p o r e l tra-b a j o y l a c o n v i v e n c i a . " Y poco más adelante: " L a situación es responsable d e l horizonte de posibilidades reales que se abren ante u n i n d i v i d u o o u n g r u p o social; constituye, p o r tanto, e l límite y el p u n t o de p a r t i d a de c u a l q u i e r a c t i t u d histórica, sin e l c u a l sería ésta i n c o m p r e n s i b l e . T o d a situación puede considerarse c o m o u n desafío tácito a l a acción como u n a incitación que exige u n a r e s p u e s t a ; y l a d i n á m i c a histórica sólo da c o m i e n z o c o n l a respuesta d e l i n d i v i d u o o d e l grupo social a l a situación en que se encuentra. A l través de toda respuesta concreta podemos v i s l u m b r a r u n a p e c u l i a r a c t i t u d d e l h o m -bre ante su m u n d o histórico que le sirve de fundamento E n nuestro ens a vo los comportamientos políticos v las con-cepciones teóricas tendrán siempre el v a l o r de enigmas que i n t e r p r e t a r datos o u e r e m i t e n a u n p r i n c i p i o explicativo q u e los u n i f i c a e n u n a conexión c o n sentido." Adviértase en los párrafos anteriores el viraje que se d a respecto de l a tradicio¬ nal hisrnriogi'íifía naturalista?
jri v>nmi^vn " a s a d o de h i:o a padre de i a h i s t o r i a P a r a encontrarlo f i n a l i d a d ú l t i m a de
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toda tarea h i s t ó r i c a - , debe irse más allá de los comportamien-tos y de las ideas y a u n de las actitudes históricas.
A u n q u e l a labor que V i l l o r o se h a propuesto es l a de inter-pretar (según se declara ya en el subtítulo de l a obra) las conductas e ideas que d a n fisonomía a l a revolución de Inde-pendencia, incluye de hecho l a recolección de m a t e r i a l do-c u m e n t a l , tarea que le permite el establedo-cimiento de las do- con-cepciones y de los comportamientos que c o m p o n e n l a materia p r i m a de su l a b o r interpretativa. A s u m e con éxito tres fun-ciones: l a d e l erudito, l a del historiador científico y l a d e l filósofo de l a historia; las dos primeras n o p o r q u e menosprecie la o b r a ya realizada p o r eruditos e historiadores, sino obligado p o r l a escasez de recopilaciones documentales y sobre todo de monografías acerca d e l período de que se trata. C o n todo, el autor se h a mostrado competente en los papeles que h a tenido que desempeñar p o r fuerza. L a tarea e r u d i t a lo h a puesto en condiciones de manejar u n a documentación más p u l i d a y abundante que l a utilizada h a b i t u a l m e n t e por los especialistas. E n l a fijación de hechos e ideas también v a más allá de l o hasta ahora conseguido. ¿Quién h a b í a delineado u n cua-d r o cua-de las icua-deas vigentes en M é x i c o en las tres primeras cua- dé-cadas d e l x i x comparable en perfección a l que se ofrece a lo largo de este l i b r o , que pretende ser u n ensayo de interpretación? T é n g a s e en cuenta que los trabajos de José M i r a n -da, A l f o n s o G a r c í a R u i z , Moisés González N a v a r r o , Rafael M o r e n o , J u a n Hernández L u n a , Francisco López C á m a r a y otros, en g r a n parte inutilizables p o r inéditos, se confeccionan simultáneamente o con posterioridad al de V i l l o r o .
Por supuesto que donde más luce l a capacidad d e l autor es en l a tarea que se h a señalado c o m o específica. Es tal el esfuerzo y l a inteligencia que h a puesto en l a interpretación de los hechos, que sería imposible dar c a b i d a en pocos párra-fos a l resumen y a l análisis que este aspecto merece. L o que v a a continuación n o pretende ser el resumen y l a crítica de l a í m p r o b a faena interpretativa que tengo ante los ojos. D e b e considerarse como u n viaje apresurado y superficial a través de l a selva de hechos, ideas e interpretaciones, encerrada en las ssp r>á°inas de L a revolución de I n d e p e n d e n c i a .
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E n el capítulo i n i c i a l , analiza el autor las clases sociales, " m u n d o s vividos en c o m ú n " , circunscripciones " d e l m u n d o social v i v i d o p o r cada h o m b r e " . Distingue cuatro de estos elementos situacionales: l a clase administradora y comercian-te o "europea", ligada social y económicamencomercian-te a l a metrópo-l i ; metrópo-l a cmetrópo-lase " e u r o - c r i o metrópo-l metrópo-l a " , en metrópo-l a que conviven " a metrópo-l t o cmetrópo-lero, gran-des propietarios y el ejército", que " p o r más disímbolas que sean sus actividades sociales, presentan u n a característica co-m ú n : el sentido a co-m b i g u o de su dependencia de la c o r o n a " ; l a ' clase media o " c r i o l l a " , desligada de l a metrópoli, " s i n propie-dades n i c a p i t a l " , interesada en rehacer l a sociedad a p a r t i r de una teoría; por último, l a masa trabajadora, en l a que se agru-pan, sin conciencia de clase, indios, negros y castas, habitantes todos del bajo infierno social e incapaces de trascenderlo. S o n éstos los grupos humanos que entrarán en escena. T o c a la representación de los papeles estelares al grupo europeo (el v i l l a n o del d r a m a ) , a l c r i o l l o y al euro-criollo.
A partir del capítulo segundo comienza l a refriega. A l p r i n c i p i o - a ñ o de 1808-, los dos contendientes que tienen u n m i s m o concepto de l a p a t r i a como h a b e r , discrepan sobre l a m a n e r a de m a n e j a r l a en ausencia del soberano. A l derecho en que trata de fundarse l a clase europea, opone e l g r u p o c r i o l l o las viejas leyes castellanas, afanoso como estaba de vol-ver a aquella sociedad o r i g i n a r i a donde creía encontrar u n sitio destinado p a r a él. L a d i s p u t a c a m b i a de sentido tras l a destitución del virrey Iturrigaray, acto de l a clase europea que hace aparecer l a p a t r i a a los ojos del criollo como u n h a c e r , c o m o u n p r o d u c t o de l a l i b e r t a d de los europeos que, p o r ende, se hacen responsables d e l o r d e n social que a b o m i n a b a el criollo. E n este segundo m o m e n t o se enfrentan dos grupos de hombres, u n ofensor y u n ofendido.
L o s criollos ofendidos sólo p o d í a n escoger entre u n o de estos dos caminos: aceptar l a ofensa resignadamente, o responder en los mismos términos. U n criollo, el párroco de D o l o -res, al elegir l a ú l t i m a p o s i b i l i d a d , desencadena la insurgen-cia, que abre al c r i o l l o l a p o s i b i l i d a d de erigir u n o r d e n nuevo, h i j o de sus aspiraciones. T a m b i é n l a clase trabajado-ra, a poco andar, t o m a c o m o plataforma de sus anhelos l a l u c h a insurgente. D u r a n t e algún tiempo, en los movimientos
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encabezados p o r H i d a l g o y M o r e l o s conviven dos banderas enemigas: l a del criollismo y l a del proletariado. P r o n t o esta ú l t i m a será vencida.
¿En q u é consistía el nuevo orden que l a clase criolla anhe-l a b a i m p anhe-l a n t a r en anhe-lugar deanhe-l impuesto p o r eanhe-l absoanhe-lutismo espa-ñol? A esta pregunta se responde satisfactoriamente en el capí-t u l o cuarcapí-to, donde se hace u n m i n u c i o s o análisis de las ideas políticas y religiosas de l a clase m e d i a . E n los dos primeros párrafos se p u n t u a l i z a cómo el criollo novohispano, que llega a obtener l a p l e n a dirección de l a insurgencia, transita de u n ideario político "fincado sobre l a concepción hispánica tradi-c i o n a l " a otro modelado p o r el m o d e r n o liberalismo. E n los últimos párrafos se e x h i b e n los ideales religiosos de los insu-rrectos, cuyo contenido lo forma l a idea del "retorno al espí-r i t u p espí-r i m i t i v o de l a Iglesia", salvo algunos de ellos que adop-tan actitudes anticlericales de m o d e r n o cuño. C o n todo, cabe afirmar que l a m o d e r n i d a d l i b e r a l se manifiesta " e n el terreno político antes que en el religioso".
P e r o las ideas políticas y religiosas de l a clase m e d i a son, e n ú l t i m a instancia, revelaciones de sus actitudes ante su m u n -d o histórico. E l -descubrimiento y riguroso análisis que -de éstas lleva a cabo V i l l o r o en el capítulo q u i n t o debe conside-rarse como u n a magnífica faena de l a historiografía que pro-p u g n a . L a riqueza de las ideas i m pro-p i d e cualquier intento de resumen; pero que este capítulo, p o r l o menos, debe llegar a ser c o m p a ñ í a inseparable de los estudiantes de historia, es u n a afirmación que a n i n g ú n lector le parecerá hiperbólica.
E n los dos capítulos siguientes (sexto y séptimo) se recorre u n c a m i n o análogo a l de los dos anteriores. L a diferencia f u n d a m e n t a l estriba en que ahora el tema de análisis se dirige a l g r u p o social euro-criollo, fiel aliado del europeo en el pe-ríodo más t u r b u l e n t o de l a insurgencia; pero que, en el ocaso de ésta, se vuelve violentamente contra él y asume l a direc-ción del m o v i m i e n t o independentista. Entonces l a clase euro-c r i o l l a , euro-cuyo ideario polítieuro-co y aeuro-ctitudes histórieuro-cas se exponen detalladamente e n estas páginas, estuvo a p u n t o de constituir-se en c i m i e n t o de l a sociedad m e x i c a n a a l a cual desligó polí-ticamente de España. L a clase m e d i a n o se d e j ó ganar l a p a r t i d a .
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C o n u n a l l a m a d a de atención sobre el ascenso de esta clase al poder a l derrumbarse el oropelesco i m p e r i o de Iturbide, concluye este gran ensayo del pensamiento histórico. L o que v i e n e en seguida es sólo u n esbozo, como t a l excelente, de los m o v i m i e n t o s que p r o l o n g a n l a l u c h a independentista en los años inmediatamente posteriores a l 21. T ó m e s e el postrer ca-p í t u l o de L a revolución d e I n d e ca-p e n d e n c i a , cimera conmemorac i ó n del biconmemoracentenario del n a conmemorac i m i e n t o de H i d a l g o , conmemoracomo l u m i -noso a n u n c i o de u n a nueva obra del inteligente y laborioso profesor de l a U n i v e r s i d a d de G u a n a j u a t o .
Luis G O N Z A L E Z Y G O N Z A L E Z
DESPUÉS DEL I n d i g e n i s m o e n México, L u i s V i l l o r o nos presenta,
con m o t i v o d e l bicentenario d e l nacimiento de H i d a l g o , u n n u e v o estudio de carácter histórico: L a revolución d e I n d e -p e n d e n c i a .
A n u n c i a en el prólogo que su tarea n o es propiamente l a del historiador; basándose en estudios ya realizados, intenta encontrar el sentido y trascendencia de l a revolución de H i d a l -go: "nuestro ensayo no p r e t e n d e . . . suplantar l a tarea del his-t o r i a d o r especializado, sólo aspira a coadyuvar en su labor, p r o p o n i e n d o posibles métodos y criterios interpretativos".
Antes de dar nuestra opinión sobre e l l i b r o de V i l l o r o , podemos adelantar que, dada su i m p o r t a n c i a , l a interpreta-ción que de nuestra Independencia hace e l autor constituirá en adelante u n a lectura obligada para el estudioso y para el simple interesado en esta época clave de nuestra historia.
E l trabajar sobre el sentido de l a historia, esto es, el hacer filosofía de l a historia, es l a meta más alta a que se puede aspirar en e l campo intelectual, y p o r l o tanto la más ambi-ciosa. L a tarea exige conocer otras disciplinas más modestas, analizar de antemano el fenómeno propiamente histórico, el social, el económico, el político, y después, tratar de elevarse sobre ellos p a r a encontrar, mediante u n aparato conceptual adecuado, el sentido último a l a v i d a del h o m b r e .
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hasta qué grado el fenómeno h u m a n o es complejo y escapa a todo intento de interpretación simplista y unilateral, así como a encajonamientos en a p r i o r i s más o menos de m o d a que v a n alejándonos de l a verdad. Así, sólo podemos acercarnos a l acontecer h u m a n o , a f i n de desentrañar su sentido, si trata-mos de encontrar y afinar todos los matices ideológicos, sociales, tradicionales y políticos, p a r a d i l u c i d a r cómo v a n i n f l u -yendo y o r i e n t a n d o l a v i d a histórica.
Según el autor, nuestro m o v i m i e n t o de Independencia se entiende en formas radicalmente opuestas. P o r u n lado se e x p l i c a como reacción tradicionalista contra las innovaciones de la E s p a ñ a liberal, y p o r otro como u n a conmoción provo-cada por el m o v i m i e n t o ilustrado y l a R e v o l u c i ó n francesa. V i l l o r o señala que ambas son válidas y en cierta f o r m a se com-plementan.
Se c o m p l e m e n t a n , creemos nosotros, siempre que se piense que cada u n a de esas formas corresponde a épocas distintas en el tiempo, que son, p o r l o tanto, respuestas a acontecimien-tos diversos. A l g o m u y i m p o r t a n t e que a m e n u d o se o l v i d a es que el éxito d e l m o v i m i e n t o de Iturbide se debe en b u e n a parte a la fracasada revolución de H i d a l g o ; ésta había des-pertado a l a nación, y l a presencia de G u e r r e r o en el P l a n de Iguala fué factor decisivo d e l b u e n éxito. T e n e m o s que la-mentar, p o r supuesto, que haya sido Iturbide y n o H i d a l g o el que llevó a cabo l a i n d e p e n d e n c i a " f o r m a l " , pues e l l o retrasó sin d u d a el desarrollo político de nuestro país.
E l error m á s i m p o r t a n t e que contiene este magnífico estu-dio es tratar de d i v i d i r a nuestra sociedad de p r i n c i p i o s d e l siglo x i x en clases sociales p a r a después estudiarlas aisladamente, sistema que se presta a graves confusiones: hay m o m e n -tos en que el autor a b a n d o n a su división para utilizar otro tipo de conceptos que e x p l i c a n mejor el fenómeno de l a inte-gración social.
L a "clase s o c i a l " , en sentido estricto, es u n fenómeno d e l capitalismo y se puede empezar a h a b l a r de ella en E u r o p a a mediados d e l siglo x i x , y solamente en aquellos países en don-de se h a don-desarrollado el sistema. P o r lo don-demás, incluso actual-mente en nuestro m e d i o , hay que manejar el concepto de "clase" con extremo cuidado. L a s clases existen en M é x i c o
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en l a m e d i d a y en los lugares en que M é x i c o se h a desarro-l desarro-l a d o dentro d e desarro-l sistema capitadesarro-lista.
A p r i n c i p i o s del siglo x i x , l a sociedad se encontraba d i v i -d i -d a en l a N u e v a España en estamentos -de t i p o me-dieval, a los que hay que sumar u n elemento s u i g e n e r i s , el indígena, q u e n o constituía propiamente u n estamento a l a europea y q u e representaba cuantitativamente l a parte más i m p o r t a n -te de l a población.
Esta armazón conceptual u t i l i z a d a por el autor lo lleva a sostener q u e l a clase media (según él, l a de los letrados), al derrocar e l i m p e r i o iturbidista con ayuda del ejército, trai-c i o n ó trai-con ese atrai-cto su papel de diretrai-ctora del proletariado.
A nuestro entender, l a clase m e d i a que m e n c i o n a V i l l o r o estaba f o r m a d a en su mayoría p o r l a aristocracia de l a Colo-nia, d a n d o a l a palabra "aristocracia" su mejor sentido; l a clase m e d i a , podríamos decir, era esa m i n o r í a de hombres de pensamiento que exige toda revolución, y que a través de l a h i s t o r i a de nuestro país ha tenido, por fortuna, u n papel rector i m p o r t a n t e . A h í estaban los M o r a , los Zavala, los M i e r . los R a m o s A r i z p e , para n o m e n c i o n a r sino algunos; y éstos n o t r a i c i o n a r o n a l proletariado simplemente porque el pro-letariado n o existía como tal. E l l o s p l a n e a r o n l a reforma de las instituciones desde arriba; n o podían apelar a l a ayuda del p u e b l o en su empresa, pues éste apenas había hecho su aparición en el marco histórico de M é x i c o con H i d a l g o , y carecía p o r c o m p l e t o de educación política.
Salvo este error, los demás capítulos n o son sino aciertos en el estudio que reseñamos. A d v e r t i m o s u n nuevo enfoque que nos p e r m i t e entender de m a n e r a cabal l a sublevación c r i o l l a d e l A y u n t a m i e n t o de M é x i c o en 1808. A u n q u e la tesis de V i l l o r o coincide en parte con l a de Silvio Zavala, nos presenta nuevos y brillantes ángulos. E n u n p r i n c i p i o los criollos encuentran en l a legislación española l a base que les p e r m i t e exigir u n tratamiento más justo de España para sus colonias. Después el criollo, en contacto con l a realidad, y concretamente a l ser tratado en f o r m a tan desigual en las Cortes españolas frente a l peninsular, reacciona violentamente planteándose u n m u n d o de valores opuestos y desligados de los españoles.
i 2 C A T A L I N A S I E R R A CASASÚS
P a r a entender el proceso dramático que se desarrollaba e n l a conciencia de H i d a l g o poco antes de su muerte, se ten-d r á que r e c u r r i r a l l i b r o ten-de V i l l o r o , y aten-dvertir l a l u c h a i n t e r i o r frente al p r o b l e m a de hasta qué p u n t o se puede justificar l a v i o l e n c i a c u a n d o ésta constituye el único c a m i n o para alcan-zar l a l i b e r t a d .
Q u e d a i n i c i a d o el tema del n a c i m i e n t o de los grupos políticos que v a n a d i v i d i r a lo largo de l a historia, a veces en forma irreconciliable, a l a f a m i l i a mexicana. Señalemos, p o r último, esta idea: l a guerra insurgente transformó las personalidades de M o r e l o s e H i d a l g o : en H i d a l g o , las con-cepciones ilustradas se desplazan por el i m p u l s o p o p u l a r ; en M o r e l o s , en cambio, su concepción p o p u l a r se transforma al contacto de las ideas ilustradas; " e l p u e b l o arrastró al sabio de Dolores poniéndole a su servicio, pero l a ilustración se v e n g a r á seduciendo al gran c a u d i l l o p o p u l a r hasta perderlo".
Es de lamentar en u n a investigación tan seria como l a de L u i s V i l l o r o l a falta de índices y bibliografía.