TítuloDesafios e possibilidades do Pibid: uma análise das práticas docentes em educação ambiental utilizadas por educadoras/es em formação inicial dos cursos de biologia e de educação física da Unesp de Rio Claro
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(2) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. as data analysis. Based on the theory of dialogical action, of Freire and the theory of communicative action of Habermas, this methodology has its centrality in the dialogue, once it assumes that all people are capable of language and action, thus breaking with the interpretive gap between the researcher and other participants. Palavras chave comunicativo-crítica. Key-words communicative methodology.. Introdução. tada em que “conteúdos são retalhos da realidade desconectados da totalidade em que se engendram e em cuja visão ganha-. A educação hegemônica Nosso atual sistema educacional1, orieneurocêntrica, é marcado pelo silenciamen-. forma alienada2, desconsiderando a com-. compõem a realidade, corre-se o risco de fundada em um pensamento cartesiano mente e corpo, centro e periferia, cultura -. acontecem em práticas sociais, dentro e. onde está presente um modelo de ensino -. 1. 876. Apesar de considerar a existência de. 2. De acordo com. “que se dá a visões ‘focalistas’ dos problemas não colocando em relevo as dimensões da ‘totalidade’. É, em outras palavras, a focalização de aspectos parciais da realidade em vez da visão de conjunto dessa mesma realidade. Tal modo de ação, pela alienação, torna difícil a percepção crítica da realidade e, automaticamente, vai isolando os oprimidos da problemática”.. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(3) -. das escolas, e entendendo que a educa-. cimentos que estão ligados a outros sa-. -. beres, incluindo os disciplinares, entende-. trumental, nosso entendimento se aproxi-. mos, com. ma do de SILVA -. os sujeitos que participam de tais práticas interconectam o aprendido em uma prática com o que estão aprendendo. -. em outra, ou seja, o aprendido em casa,. -. na rua, na quadra comunitária do bairro, nos bares, no posto de saúde, em todos os espaços por onde cada um transita, serve como ponto de apoio e referên-. de instrumental e utilitário entre a pesqui-. cia para novas aprendizagens, inclusive. -. aquelas que a escola visa proporcionar. Porém, tais experiências e contextos presentes nos escolares e nos univer-. do qual resta construir toda a casa do ser. pela instituição, e, no caso de sê-lo, não são reconhecidos como academi-. Nesse sentido, “a educação deve formar pessoas livres e criativas o bastante para se reconhecerem corresponsáveis pelas das/os educadoras/es3 sobre as/os educan-. suas próprias escolhas, inclusive aquelas. das/os considere as leituras do mundo que. que, fruto do diálogo com os educado-. -. res, sejam diversas ou mesmo opostas às deles” educadora/or e educandas/os e entre as/. A educação que buscamos -. 3. Ao longo do texto opto pela inclusão. “a recusa à ideologia machista, que implica necessariamente a recriação da linguagem, faz parte do sonho possível em favor da mudança do mundo”.. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 877.
(4) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. -. escola”,. situemos a partir de “grupos oprimidos, vi-. -. timados, das pessoas e comunidades que. ticas pedagógicas estejam deslocadas de. sofrem os efeitos de terem sido colocadas. -. à margem”, em uma postura eticamente -. -. anistórica da realidade, buscando-se eno processo de ensinar e aprender exige consciência da realidade, em seus sentico e ético e sendo a realidade brasileira e. A educação ambiental nas. latino-americana fortemente marcada pela. escolas. desigualdade social, econômica e am-. para a escola as discussões sobre a crise 4. -. -. “não há educação ambiental sem participação política”, sen-. -. to “do conhecimento objetivo, explícito da. -. 878. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(5) -. adolescentes e jovens de grupos sociais abastados, mesmo nas escolas públicas. Tínhamos, pois, que construir novas pedagogias e nos faltavam mais. -. do que ferramentas e conhecimentos. de existência das/os educandas/os, mas que também tem como compromisso com de sociedades socioambientalmente mais. -. justas a partir do contexto em que estaLOU-. em si e reforcem posteriormente com. ,. o complexo de relações estruturais do. -. capitalismo estabelece uma impressio-. tões sociais e ambientais, além de tantos. nante teia de interdependência econômica e política global, com efeitos dire-. outros temas que estão a exigir uma abor-. tos sobre a livre manifestação e respeito à diversidade cultural e outras formas de produzir e garantir a reprodução ma-. Educadoras/es para a educação que buscamos. -. xões, de experiências, e da/o professora/ or enquanto aquela/e que busca práticas. dos recursos naturais e como isso se reSILVA aponta que. saber de experiência feito das/os educanque percebam que o mundo pode ser mu-. nós professores [em quase sua totalidade eurodescendentes e muitos texto brasileiro], embora com muito. Nesse sentido, de acordo com a problemática ambiental, dependendo da. boa vontade, tínhamos sido formados e estávamos habituados a tratar com. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 879.
(6) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. mento e do saber para apreender os pro-. No entanto, segundo VAILLANT contexto latino americano, enfrenta-se o ciente de professoras/es que sejam com-. -. -. -. -. interdisciplinar da complexidade da realidade, pode con-. nas licenciaturas do que em outros cursos mento é um processo inconcluso, é preci-. -. das para estudantes de escolas multisseriade as relacionar ao local e ao global, para -. -. -. como o centro do debate e as/os profes-. Freire. cimento pelo sujeito pautado no seu contexto,. tionadas e transformadas, possibilita-se uma mentos de forma integrada e com um direciona-. 880. da América Latina, considerando a impor-. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(7) O Pibid como novo caminho. cial e continuada nas ciências da natureza,. Dessa forma, a partir da compreensão da. biologia, física e educação física”, com o. importância que a/o educadora/or tem na subprojeto, além de fortalecer a parceria inicial e continuada de professores para a -. da das/os acadêmicas/os dos cursos de. o subprojeto interdisciplinar era composto bolsas a estudantes dos cursos de licen-. por oito estudantes bolsistas de cada área. ciatura, educadora/es da rede básica de. -. -. -. cia das/os graduandas/os com o cotidia-. tro educadoras/es coordenadoras/es, que. nência dessas/es acadêmicos na docên-. -. sendo que cada grupo de bolsistas (bioestudo e/ou pesquisa das/os educadoras/es coordenadoras/es, assim como as o subprojeto “Parceria Unesp e escolas de. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 881.
(8) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. “Descubra a energia que move a copa”, em que se pretendia despertar o interesse tica sobre os diferentes posicionamentos -. de grupos sociais, relacionados aos temas. mar os saberes e as experiências que am-. de -. de diferentes bases teóricas e procedimen-. -. dialogassem com a realidade das/os educandas/os das escolas, considerando o. -. -. “Corra para salgrupo, quais elementos foram/são fundameio ambiente”. caráter interdisciplinar?. sociedade e o meio ambiente, a partir das Florestal Brasileiro e do nosso corpo como mediador entre o eu interior e o meio am-. 882. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(9) Objetivos. misso social estarem diretamente ligados, -. A partir dos questionamentos apontados promisso ético de contribuir com a mulidades da escola e da/o educadora/or da elementos transformadores e obstacu-. sa com as/os participantes da pesquisa, entendendo a ciência como forma de re-. ca de pesquisa bancária — analogamente. Caminho metodológico. bancária — na qual. Pesquisa para que(m)?. o pesquisador é que diz a palavra; os‘pesquisandos’, os que a escutam. Assim como o ensino, a pesquisa tem uma. docilmente; o pesquisador é o que. -. sabe; os ‘pesquisandos’ os que não. -. sabem; o pesquisador é o que opta e prescreve a sua opção; os ‘pesquisan-. não existe neutralidade nesse contexto,. -. ideia, acrescentando a necessidade de se. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 883.
(10) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. ter cuidado com as observações/diálogos/entrevistas, pois não se tratam as pessoas, os grupos, as comunidades como simples objetos de pesquisa, mas como um encontro de consciências, fazendo-se necessário atentar para a co-. que a/o pesquisadora/or possa entender o ser, o pensar e o agir das pessoas daquele. existência do eu-e-do-outro-ao-mundo em um exercício de intersubjetividade, -. com as pessoas e grupos, principalmente aquelas que de alguma forma se en-. -. necessitam de uma cuidadosa e pacien-. Freire6 -. face que é uma intencionalidade intersub-. disponibilidade para o diálogo, escuta,. -. si mesmo, abrindo mão de qualquer forma. que tragam possibilidades de experien-. “para dialogar é preciso conhecer o outro, seu mundo, por isso com-viver constitui-se como requisito para o verdadeiro diálogo”. Outro aspecto fundamental — se não o peito é o diálogo como paradigma epistemológico, maneira de ser para aquelas/ -. 884. “não há palavra verdadeira que não seja práxis. Daí que dizer que a palavra verdadeira seja transformar o mundo”. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(11) dologias de pesquisa, em que apenas o/a. Nossos andaimes -. Fundamentada na teoria da dialogicidade, -. na abordagem teórica da metodologia. , essa metodologia é pautada no diálogo, bus-. de todas/os as/os participantes da pes-. 8. sujeito pesquisador/sujeito participante. Segundo. -. compreender e interpretar a realidade,. -. buscando transformá-la9, partindo do. lacionada com a sua leitura de mundo e -. sociais transformadores que podem supe-. -. -. cional, que se trata de uma metodologia em que. -. -. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. -. pudessem contribuir com o andamento da. -. 885.
(12) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. entramos em contato com todas/os que. -. -. tre diferentes, a partir do diálogo, pode ser. de pessoas de diferentes contextos, gêneros e idades na pesquisa contribui para metodológica, é um acordo social e, dessa Após essa etapa de consenso da proposta. -. da pesquisa os elementos transformadodados a/o pesquisadora/or e o grupo de. -. pronunciá-lo, não se esgotando, portanto. logo igualitário —que garanta a igualdade. so atuar e pensar como sujeitos e permitir que as outras pessoas que nos rodeiam. sário que a/o pesquisadora/or traga para o grupo de discussão as teorias e os co-. -. 886. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(13) de sentido por parte das/os participantes. dadas e consensuadas pessoalmente com as/os integrantes, para que dessa forma. da pesquisa seja criado um clima de con-. e, juntas/os, possamos elaborar propos-. , para a transforma-. 11. do a um comprometimento real da pesquipossibilidades, “(...) na tarefa comum de refazerem o mundo e de torná-lo mais e mais humano” o processo de diagnóstico das escolas A análise dos dados apresentada aqui é pela/o pesquisadora/or, sendo necessário lises, estas sejam debatidas com as/os. Alguns olhares. pesquisadora/or, buscar-se-á retornar ao grupo participante para que as informa-. Resultados parciais -. biologia (uma licenciada e atual professora Saber o porquê daquela pesquisa e. 11. considera sempre os. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. biologia (professora de ciências da rede. 887.
(14) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. -. relacionadas aos três temas emergentes. -. As células em branco da tabela 1 serão. cussão dos temas foi fomentada, em cada. participantes, no sentido de corroborar as. encontro, por algum texto acadêmico busTemas discutidos: 1) Educação ambiental. Pré-análise dos dados -. e elementos transformadores/elementos. dade do grupo (tanto de educadoras/. um quadro básico de análise, tal como a. -. tabela 1, os elementos tidos como obs-. táculos e os tidos como transformadores terdisciplinares no contexto escolar, a partir de algumas falas das/os participantes Tema Sistema. Mundo da. -. Transformadores. -. com base em GÓMEZ. 888. 2) Interdisciplinaridade - elementos transformadores: cooperadas/os professoras/es não bolsistas da. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
(15) -. e as pessoas participantes da pesquisa, ses a partir do diálogo entre todas/os, no -. poder (licencianda/o - professora/or su-. solitária da/o pesquisadora/or, a ser ree-. -. 3) Formação de professoras/es (Pibid). -. trarem dialógica e dialeticamente os co-. -. -. -. tos essencialmente teóricos da pesquisa-. dados referentes a cada tema, após sis-. -. capacidade transformadora das pessoas. gerais e, em particular, nos dos contextos. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20. 889.
(16) GABRIELA SANTOS TIBÚRCIO. E. AMADEU JOSÉ MONTAGNINI LOGAREZZI. -. teóricas e metodológicas sobre pesquisa -. -. -. -. -. -. -. -. 890. ambientalMENTEsustentable, 2015, (II), 20.
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