DE
DOCUMENTOS
INÉDITOS
PARA
LA
ÍHSTÜMA
DE
ESPAÑA
BIBLIOTECA
ESCUELA
N O i m i
M
A
U
G
A
se halla
de venta en la
librería
de Sánchez, calle de
Carretas, núm. 2 1 , y en la de Murillo,
cali*;
de
Alcalá, núm. 7.
ú
12
pesetas cada tomo.
DOCO!lENTOS
IIEDITOS
PARA LA
IIISTORIA
DE
ESPANA
EL
MARQU~S
DE
LA
FUENSANTA
DEL
VfiLLE
Y
i
/=
, I . ' ,.
.. , .
-
TOMO
CIV
CnElc de Ia Cabeza, n6m. 12
1802
ADVERTENCIA
La
Coleccion de documentos iiiéditos,
que Iia piibli-
cado inudios relativos
5
niicstrm posesiones de Ultra-
mar, no podía prescindir en esta ocasion en qiie
se
conmemora el descubriiiiiento (le America. de aso-
ciarse
á
este patriótico movimiento en la iinica forma
que estH
H
su alcance, est,o es, consagrando el 1)resentr
voliiiiien
5
la pul)licaeiou de dociimentos que se re-
fieran
:i
las citadas regiones.
AdcmAs de la carta. de
Li
LXego Colon, hijo del
prirner Aliiiirante,
y
de Inqde Hernnii CortGs, I'izar-
ro
y I%el;~lc;uar,
Iiiibo la suerte <le hallar entre los
inanuscrifos de la I<ibliottica nacional, uno
(le
princi-
4.;-
r;
.:
pios tlcl siglo SVI1, en que con el inodesto titulo de
:,
At-hitrio
01
Rey
sohre la mo?ieda,
et,c
,
sil autor. el
'licenciado I'orrcs hI:ir:iiion
,
ejcril1i6 párrafos de
lanto intertis coiiio el siguiente:
'
.,
.Don Fernando.
Y
agora se halla (le su mano y letra
,de Co!on una AIemoria de todas las minas qiie él
wsupo en lo que tlesciil)riú, la cual ha estatlo septil-
rtada hasta agorli,
y mir:indo en ella
y
poniendo tra-
wbajo,
se
cree seria (le gran fruto.
Y
poril~ie las mi-
vnas son dc oro, para sil recomentlacion no iiso sino
.de lo que el mismo Colon escribió en sns cartas al
,rey Don Fernando. Dijo, pries: -
Se?¡or,
el
oro es
muy
,estimado de las gentes,
?/
es bueno,
lunfo
,
yue
Dios
»no se
desde5a
(le lltmr por
e7 al
I'araiso ( 1 ) .
(,)niso
.Colon tlecir qiie el cristiano, tc~iiienilo oro, hacrx
.obra pía, y Diori, por ella, hacia misericorilia. Estas
~iiiinas
son las que aqiii se pondr;in, y es ilc notar que
winuclias de ellas caen en lo tliic hoy cst;i tlcsliiil)itndo,
rque entonces los intlios Iial1itaban, y p:trtest~ue
t:iiii-wbien, no yendo
i
ellas entonces, t~iietlaron ron el
*tiempo incógnitas: que tainbicn tengo yo rnzon que
wmnclios aiios antes que Colon tlesciil~rie~e,
liiibo
on-
*baj:idores de las Indias cn Itoina,
y
llc~atlos
mi~rie-
*ron, como se lo escribió por carta
:i
Mesiiia
(?),
uno
wá
donde Colon se fiintló mrís
y
tomú Iiiz para iifir-
*mar sil tlescubrimiento. Las minas, piies, son estas:,
(Sigue la lista (lo ellas).
Kra el licenciaclo Porres JIarañón,
:i
lo cinc sc (lo
duce (le sus insistentes y atropellatias razones, expre-
(1) No so LabrB escapado al lector la iml~ortnucis do la variante <lne el taxto de In impin frrsocilln ofroce req>octo ni rluo todos coiio-
aerno8,
inserto enarta,
r o ouldgmJ'o, da Colon, cuando el lieeiieiado t'arrna poreyb muchos papeles,lo
suniano,
prnbal>l~inonto los tqur Iiiego fueron do Rsmirez <le Prado.sadas en enrevesado estilo, un hombre á quien los
papeles de (Jolón, con la perspectiva de grandes
teso-ros, habían
encalabrinado la cabeza.
Añádase á esto
un ardiente deseo, quizás sincero, de la felicidad
pú-blica que con sus arbitrios se creía en disposición de
hacer, y la excitación producida por los constantes
desdenes y repulsas de Ministros y Consejeros, y se
explicará la incoherencia de sus pensamientos y lo
irrealizable de algunos de sus arbitrios. En cambio
otros, como el del guano, á que sin duda alude con
aquel
estiércol natural que aumenta siete veces las
co-sechas, no conocido antes de nadie,
tiene indudable
realidad.
Al ilustrado Director del Museo Michoacano,
Doc-tor Nicolás de León, debemos la copia del
Manual de
Ministros de indios,
primer documento de este tomo.
No es muy esmerada; pero en lo sustancial altera
poco. De su interés puede juzgarse con decir que ni
Duran, ni lord Kinsborough, ni Mr. Aubin han e x
-puesto con tantos detalles las supersticiones é
idola-trías de los indios, y que actualmente se halla el
ori-ginal á la venta en París, tasado en 3
.000
francos,
en casa de Maisonneuve.
Lo costoso de la reproducción de las láminas que
acompañan
al texto, y sobre todo, el ser fácilmente
sustituibles con las publicadas en las obras de los
citados escritores, nos dispensan de incluirlas en ésta.
tes-VIII
timonios responde la calidad de testigos como los
Padres Simón Maceta, Cristóbal de Mendoza, Pablo
de Benavides, Luis Ernote y otros.
El primero, natural del reino de Ñapóles, se llamó
en el siglo Héctor Hércules, nombre que dejó por el
de Simón, santo del dia en que ingresó en la
Compañía en 1600. De Italia pasó á Barcelona, y en la t r a
-vesía, á punto de naufragar y enfermo, en la cama,
saltó de ella para bautizar á una cautiva inliel.
Estu-vo en Madrid y en Sevilla, desde donde pasó á
Bue-nos Aires y Córdoba del Tucumán y al Paraguay
en 1609, para aprender la lengua de los indios.
Re-dujo á pueblos 23 aldeas de aquéllos; fundó las
colo-nias de San Lorenzo y de San Ignacio, y en 1025, el
pueblo de San José, con 200 familias, el de Jesús
¡Ma-ría y otros, en cuyas tareas corrió muchas veces
riesgo su vida. En una ocasión pasó tres meses en
territorio de la Guaira, sustentándose de frutos de los
árboles y de yerbas silvestres: no probó el pan en ¿0
años, y el vino, nunca, alimentándose durante
mu-cho tiempo con trigo sarraceno, cocido entre ceniza.
Murió en 1053.
El P . Cristóbal de Mendoza nació en Santa Cruz en
el Perú. Llamábase Rodrigo en el siglo. Huyó
disfra-zado al Paraguay, en cuyo Colegio de la Asunción
Por
último, el P . Luis Ernote, belga, pasó á
Amé-rica con el P . Pablo de Benavides, portugués, y fundó
con otros el pueblo de Santo Tomás, reuniendo en el
primer trimestre 1.200 familias.
Los demás documentos pertenecientes al siglo XVÍI
y las expediciones de mediados del XVIII, ofrecen el
interés de estudiar la organización civil y militar de
grandes masas de indios en época ya tan próxima á
nuestros días.
liemos hecho, en suma, cuanto hemos sabido, para
que el tomo sea digno del especial objeto que nos
pro-pusimos, y del general que nunca perdemos de vista:
la importancia y novedad de los documentos.
Deber
nuestro es también expresar aquí nuestro
M A N U A L
DE
M I N I S T R O S
D E
I N D I O S
PARA BL
CONOCIMIENTO
DE
SUS
IDOLATRÍAS
Y
EXTIRPACIÓN
DE
ELLAS
D E D I C A D O
A l ,1Г.МО.S R . D R . D .М А Т И Е О D EZ A G A D E B U G U E I R O , C O L E G I A L D E L DK F O N S K C A EN S A N T I A G O D E G A L I C I A , Y D E L MAVOK
D E S A N T A CRUZ D E V A L L A D O L I D ;
RECTOR C A T E D R Á T I C O DKL E T R A S H U M A N A S ENL A U N I V E R S I D A D D E C O M P O S T E L A , EN LA D E V A L L A D O L I D , EN L A C Á T E D R A D E F I L O S O F Í A
DK D U R A N D O Y D E P R I M A D E S A G R A D A E S C R I T U R A , C A N Ó N I G O IIK LA S A N T A I G L E S I A D E A S T O R G A , M A G I S T R A L D E LA
I M P E R I A L D E T O L E D O , A R Z O B I S P O D E L A S A N T A I G L E S I A M E T R O P O L I T A N A D EM É J I C O , D E L C O N S E J OD E S. M.
О Э М Г - J E S T O
POR K b
D R .
JACINTO
DE
LA
SERNA
n a t u r a l d e M é j i c o , R e c t o r d o s v e c e s
d e l C o l e g i o V i e j o d e T o d o s S a n t o s , D r . T e ó l o g o d e e s t a I m p e r i a l
U n i v e r s i d a d , H é c t o r t r o s v e c e s d e e l l a , Gvira m á s a n t i g u o d e l S a g r a r i o d e e s t a S a n t a I g l e s i a ,
V i s i t a d o r g e n e r a l d e l o s
S r e s . A r z o b i s p o s D . F r a n c i s c o M a n s o y D. J u a n d e M a ñ o s e a , v E x a m i n a d o r S i n o d a l d e l o s m i s m o s O o b i e r n o s .
DEDICATORIA.
limo. Sr.
VA g r a n A r z o b i s p o d e
Milán,
S a n A m b r o s i o , sobre elSalmo l s , d i c e u n a s p a l a b r a s q u e n i p u e d e n e x c u s a r s e los tiples d e l a I g l e s i a M e j i c a n a , M e t r ó p o l i d e e s t e
Reino,
d eentenderlas p o r s i , ni d e j a r d e a p l i c a r l a s á l a v e n i d a
d e V. S. I.: Ihuainca vit/iiem nohilem, aiqaem fortem, «Iqnem
xfípientem
(uidiunf,
tanquam stipra
hominem
arbitrante»)
coneupixcuat
ritiere. L a n o t i c i a d e u n h o m b r e n o b l e , d eu n hombro de, v a l o r , d e u n h o m b r e s a b i o , o b r a t a l e s e f e c t o s e n los q u e l a o y e n , q u e h a c i e n d o d e él u n c o n c e p t o d e D e i -d a -d , -d e s e a n c o n a n s i a s -d e l c o r a z ó n y a f e c t o s -d e l a l m a v e r e s t e h o m b r e n o b l e , v a l e r o s o y s a b i o . T o d o e s t o l e s h a s u c e
-d i -d o á los fieles -d e e s t e A r z o b i s p a -d o , q u e e s t a n -d o c u r a n -d o las l l a g a s t a n s e n s i b l e s q u e lia p a d e c i d o , y e n j u g a n d o l a s
lágrimas
t a n j u s t a s c o n l a m u d a n z a d e P r e l a d o s t a n i n s i g -n e s ,gloría
d e l a s E s p a f i a s , y l a m u e r t e d e o t r o s c u y a s c e n i z a s d e s c a n s a n e n e s t a s a n t a i g l e s i a , y l a s a l m a s e n e t e r n a b i e n a v e n t u r a n z a , l a n u e v a d e l a v e n i d a d e V. >S. I . áe s t e A r z o b i s p a d o , c a b e z a d e e s t e N u e v o M u n d o , l o s c o n s o l ó y a l e n t ó d e m a n e r a q u e t o d o s j u n t o s , y c a d a u n o d e p o r s i , d e s e a b a n y a v e r u n P r e l a d o
noble
p a r a s u a m p a r o , v a l e r o s o p a r a s u d e f e n s a , y d o c t o p a r a s u e n s e ñ a n z a . M a s c o m o l a s2
p r e c i o s a s m a r g a r i t a s s e c o m p r a n á p r e c i o d e t o d o el c a u d a l d e l q u e l a s b u s c a ( a u n q u e s e a m u y r i c o y p o d e r o s o i, p a r a q u e l a l l e g a d a d e V . S . I. á s u i g l e s i a fuese m á s e s t i m a d a , q u i s o e l t i e m p o q u e s e c o s t e a s e á p r e c i o d e g r a n d e s d e s e o s y d e m a y o r e s a n s i a s d e v e r l e ; p u e s c u a n d o l a s e s p e r a n z a s e s t a b a n c o m p r o m e t i d a s p a r a s u c u m p l i m i e n t o e n la v e n i d a d e e s t a Ilota q u e s e a g u a r d a b a el a ñ o p a s a d o , se d i l a t ó , p a r a q u e l a s e s p e r a n z a s d i l a t a d a s a t o r m e n t a s e n m á s á los q u e e s p e r a b a n : Spex qua difertur a/liyit aniniani, dijo e l E s p í r i t u S a n t o ; y n o sólo e s t o , s i n o q u e h a c e n d u d a r d o c o n s e g u i r lo q u e s e d e s e a : a s í lo dijo T e r e n c i o : Spi'x an,ri<t mentem extrahit et longo consummit gandía roto. Mas Dios N u e s t r o S e ñ o r q u e n o s c o n c e d i ó l a e l e c c i ó n d e l a
per-sona
d e V . S . I . p a r a e s t a i g l e s i a , n o s c o n s o l ó c o n s u v e n i -d a , y n o s c u m p l i ó n u e s t r o s -d e s e o s : (¿ni replet in bonis desideruim tuum, d i j o e l p r o f e t a K e y , p o r q u e s a b e c u á n d o e s s e r v i d o l l e n a r l a s m e d i d a s d e e l l o s , y o b r a r lo q u e c o n -v i e n e e n l a m a y o r n e c e s i d a d ; e o m o la e l e c c i ó n d e D a -v i d p o r K e y d e s u p u e b l o , d e q u e h a c e m e n c i ó n el p r o f e t a E c e q u i e l d e b a j o d e l a m e t á f o r a d e l P a s t o r : et suscitabo siiper ta»( h a b l a c o n l a s o v e j a s d e s u r e b a ñ o i, paxtovem unimi qtti pascat eaa, servían meum David. Q u i e r a Dios N u e s t r o S e -ñ o r q u e , c o m o e n l a e l e c c i ó n d e D a v i d , l a p e r m a n e n c i a d e s u r e i n o l a s i g n i l i c ó el p r o f e t a S a m u e l c o n el v a s o g r a n d e d e l s a g r a d o Oleo c o n q u e lo u n g i ó p o r K e y : Imple covini tuum oleo, á d i s t i n c i ó n d e l a e l e c c i ó n d e S a ú l , q u e fué c o n u n v a s o p e q u e ñ o : Tulit autem Samuel lenticulam o/ei et efudit SU per Capul eius, q u e s i g n i í i c a b a el p o c o t i e m p o q u e h a b í a d e g o z a r d e l r e i n o , c o m o lo n o t ó S a n
Gregorio
-v e r s a l I g l e s i a , C r i s t o , S e ñ o r N u e s t r o , s e n o m b r ó p o r P a s t o r y p o r b u e n P a s t o r , c o n q u e h o n r ó el oficio, y lo o n e r ó , ego sum Pastor bonus. A c r e d i t a y h o n r a el olicio c o n n o m b r a r s e el m i s m o S e ñ o r pastor, y h á c e l o c a r g o c o n d e c i r q u e h a d e s e r b u e n o , bonus, p o r q u e si e s s u a v e y a p e t e c i b l e l a h o n r a d e l o l i c i o , e s f o r m i d a b l e la car<ra d e é l . E s e s t e oficio s o
d e l o s o t r o s ! Y si e s t o t i e n e d i i i c u l t a d , y es o n e r o s o t r a t a n -d o c o n h o m b r e s c a p a c e s c o m o los e s p a ñ o l e s , q u e e s t á n b i e n f u n d a d o s e n l a F e , y e s fácil el i n s t r u i r l o s e n b u e n a s c o s -t u m b r e s , ¿ q u é c a r g a y p e s o s e r á el h a b e r d e -t r a -t a r c o n los n e ó f i t o s i n d i o s , n a t u r a l e s d e e s t o r e i n o , q u e c a d a u n o e n p a r t i c u l a r n e c e s i t a d e u n M i n i s t r o q u e lo e n s e ñ e , s i e n d o t a n -t o s , y h a b i é n d o s e d e -t e n e r c u i d a d o d e -t a n -t a s c o s a s c o m o h a n m e n e s t e r d e s u s p u e b l o s , d e s u s c a s a s ? Ks m e n e s t e r q u e e l q u e t r a t a c o n ellos s e a m ó d i c o q u e los e n c a m i n e y ense-n e l a s a l u d c o r p o r a l , c o m o filósofo al c o ense-n o c i m i e ense-n t o ense-n a t u r a l ; s e a c o m o é t i c o q u e l e s e n s e ñ e el c o n o c i m i e n t o m o r a l : es m e -n e s t e r e -n s e ñ a r l e s l a p a z d o m é s t i c a c o m o el e c o -n ó m i c o , y c o m o el p o l í t i c o el m o d o d e v i v i r e n la p a z p ú b l i c a y r é g i -m e n d e l a R e p ú b l i c a : q u e d e t o d a e s t a e n s e ñ a n z a n e c e s i t a n e s t o s m i s e r a b l e s i n d i o s , y e n t o d o esto se o c u p a n los Minis-t r o s d e D o c Minis-t r i n a q u e los Minis-t i e n e n á s u c a r g o . Y si Minis-t o d o esMinis-to a t e m o r i z a , y e s oficio c a r g o s o y o n e r o s o , t o d o es u n p u n -to r e s p e c t o d o h a b e r l o s d o i n s t r u i r e n el c o n o c i m i e n t o d e D i o s N u e s t r o S e ñ o r , y e n c a m i n a r l o s á su s a l v a c i ó n : d e d o n -d e s a c o , I l u s t r í s i m o S e ñ o r , lo q u e el P r o f e t a I s a í a s -d i c e : Et
di.vit: parum est itt
sis
mi/ti sercus admneiteíadm tribus
Jacob, et faces Israel concertendas: eece dedi te in lucemd o l a s g e n t e s >, y a u n q u e h a t a n t o t i e m p o ¡que l o s c o n q u i s t a r o n , t o d a v í a s o n p e q u e ñ o s e n l a F é , y t o d a v í a e s t á n t i e r -n o s , q u e -n o c o m e -n el p a -n c o -n c o r t e z a . D e e s t o s so-n d e l o s q u e dijo S a n P a b l o q u e t e n í a n u n a i n m e n s i d a d d e p e d a g o -g o s y t u t o r e s , Sed non inultos patres; p e r o p o c o s q u e c o m o p a d r e s los a m p a r a n y los t r a t a n c o m o hijos p r o p i o s : Nam In Kcangelio ego ros genul. Sólo l a M a j e s t a d d e n u e s t r o C a t ó -l i c o R e y e s s u v e r d a d e r o p a d r e , q u e c u i d a t a n t o d e e -l -l o s c o m o si n o t u v i e r a o t r o s v a s a l l o s , p o r q u e t o d o e s e n c a r g a r -los á s u s Vi r o y o s p a r a q u e c o m o v e r d a d e r o s p a d r e s l o s a m -p a r e n : á los P r e l a d o s e c l e s i á s t i c o s y á s u s c o a d j u t o r e s y m i n i s t r o s d e d o c t r i n a , q u e c o m o p a d r e s los t r a t e n y c o m o m a e s t r o s los e n s e ñ e n y los p r o h i j e n e n el E v a n g e l i o . Y p o r t o d o esto m e a t r e v o á V. S . I. e n el o b r a r m u e s t r e m á s s e r
Arzobispo y P a s t o r d e i n d i o s q u e d e e s p a ñ o l e s , p o n i e n d o t o d o c u i d a d o y a r r i m a n d o el h o m b r o e n a y u d a r á s u s m i n i s -t r o s p a r a s u e n s e ñ a n z a ; p o r q u e si d e u n o s y o -t r o s e s p a s -t o r , y u n o s y o t r o s s o n d e l r e b a ñ o d o l a j u r i s d i c c i ó n d e V. S . 1. y e s t á n s u j e t o s á s u c a y a d o p a s t o r a l , y u n o s y o t r o s s o n o v e -j a s , que c o n el c u i d a d o y v i g i l a n c i a d e s u olicio h a n d e s e r
d e f e n d i d a s d e los l o b o s q u e l a s p r e t e n d e n d e s p e d a z a r , h o y , p o r n u e s t r o s p e c a d o s , e s t á n m u y s a n g r i e n t o s y e n c a r n i z a d o s c o n t r a e s t o s p o b r e s y m i s e r a b l e s i n d i o s p e q u e ñ u e l o s e n l a fé: <¡ue si á t o d o s p r e t e n d e el e n e m i g o d e l g é n e r o h u m a n o d e s t r u i r : Circuit <¡uerens qaem decoran, c o m o d i c e el A p ó s
G
en t o d o el r e i n o . M o t i v o luí s i d o é s t o paral c a n s a r á Y. S. I . c o n e s t e Minina/ q u e
le ofrezco,
l l e v a d osólo del celo
d e DiosNuestro
S e ñ o r , y d e q u i e t a r m iconciencia, pues
gravemen-te
l a e n c a r g a r a si n o h u b i e r a h e c h o e s t aobra
y r e l a c i ó n p a r a o f r e c e r l aá
Y . S . I . : c o r t o s e r v i c i o p a r asu grandeza;
pero
m u y b i e n t r a b a j a b a ,gateada
d epálpeles
yescritos de
v a r o n e sIlustres
y s a n t o s , yexperimentados Ministros
d e I n d i o s . \experimentada
p o r m i , a s i enel llcinpo
q u e fui M i n i s t r ocomo
e n l a s v i s i t a sgenerales que lilee sirviendo á
los IlaStrUlmOS S e ñ o r e s A r z o b i s p o s , antecesores d e \ . S. I. Juz.ro q u e e s m u y n e c e s a r i a p a r a elgobierno espiritual \
régimen
d e estos
pcquofiuelos,
t a n
necesitadlos ale ijtie les
c u r e n l a s m o r d e d u r a s
de
t a n r a b i o s o slobos,
q u e q u i e r a i ' i o sN u e s t r o S e ñ o r q u e c o m o e s t o s
animales
s ecrian
e ntierra*
i n c u l t a s yespinosas,
e s t o s M a e s t r o s d e S a t a n á s n o s< c r i e n p o r f a l t ade
d o c t r i n a e n a l g u n a s p a r t e s .Finalmente,
c o n el c e l o d e Y . S . I . y c o n suindustria
m o r i r á n á»us manos v
c o n e s t abreve relación
se i n f o r m a r á d e lestado
q ' t e c - t e pe-d a z o pe-di- rebatió d e i n d i o s t i e n e , q u e m. hay ei - i másesen-cial
p a r a los|*rfnci|>04
y P r e l a d o s q u etener
notiei.i y expe riencia d e l a g e n t e c o n q u i e n h a n de comunicar y á quienhan de g o b e r n a r . C o m o M o i s é s , ( p i e d i c e la E s c r i t u r a que
era
c o n s u m a d o e n l a sletras superiores
alelos Egipcios:
/-.V»dita* minii supiriifin EjfípfiorHuí; q u e e r a la ciencia de los
geográficos,
p o r q u e c o nella
h a b í a d einstruir al pueblo
d eI d o s y
ligurar
la l e y d e g r a c i a . ^ si J o s u é ,como lan
riclin
entrado
e n l a tierral d epromisión, conociera
á l o s (íah.ioiiit a s y s u t r a t o , tío s e d e j a r a e n c a ñ a r de- e l l o s . A V . S . I l:a
hecho
D i o s c o m oá
M o i s é s , c o n s u m a d o e n ¡ a c i e n c i adivina
d e T e o l o g í a , c o nla
g r a t i c a p a c i d a d yprudencia
d e m igo-b i e r n o p a r a re«;tr e s t a s o v e j a s y p a r a conocerlas, v n o pn
dcecr llingün
e n g a ñ o . Supura cstairelación para eonoi-er el
les h a c e n e s t o s l o b o s I i n d i o s m é d i c o s ; , m i n i s t r o s d e S a t a n á s , e n e m i g o s d e l o s p r e c e p t o s d e l a I g l e s i a , t o t a l e s d e s -t r u i d o r e s d e l o s S a n -t o s S a c r a m e n -t o s , y d o g m a -t i s -t a s d e l o s r e l i e v e s y c e n t e l l a s d e s u g e n t i l i d a d . Y c u a n d o Dios s e a s e r v i d o q u e V . S . I . p e r s o n a l m e n t e v i s i t e s u A r z o b i s p a d o y r e c o r r a el r e b a ñ o d e s u i g l e s i a , e s t a s o v e j a s s e r á n b i e n c o -n o c i d a s p a r a m e d i c i -n a r l a s , a c a b a r y c o -n c l u i r c o -n m a t e r i a t a n n e c e s a r i a y d e l s e r v i c i o d e Dios N u e s t r o S e ñ o r , p u e s f u e r a d e l c o n o c i m i e n t o q u e p o r r e l a c i ó n s e l l e v a d e t o d o , c o n l a p r e s e n c i a d e V . S . I. y l a e x p e r i e n c i a , y t o c a r e s t a s m a t e r i a s c o n l a s m a n o s , s e r á p a r a t o t a l r e m e d i o d e t o d o . M u c h o dijo el A p ó s t o l d e l a s ( ¡ e n t e s , S a n P a b l o , á los d e C o -r i n t o , q u e afligía el c e l o d e v i s i t a -r y -r e c o -r -r e -r s u s i g l e s i a s :
Instautia mea ¡piotid inna solicitado omnium ecelesiarum,
V S a n < ' r i s ó s t o m o , H o m i l í a 1 5 , dijo q u e e s t e c u i d a d o e s e l c a r á c t e r d e l O b i s p o : Apostolorum caracterem. E s l a p r i n -c i p a l s e ñ a l d e él el r e -c o n o -c e r s u s o v e j a s , m e d i -c i n a r l a s y c o n s o l a r l a s , y e s t a s e n p a r t i c u l a r t e n d r á V . S . 1 . , c o n o c i é n -d o l a s m u c h o , q u e -d o l e r s e -d e e l l a s , a s í e n lo e s p i r i t u a l c o m o e n lo t e m p o r a l d e s u s m i s e r i a s y t r a b a j o s : y á c a d a p a s o h a d e d e c i r u n a y m u c h a s v e c e s c o n S a n C i p r i a n o : Doleo fra-tees, doleo robis eum ne.c mi/ti ad le.niendos dolores
inte-gritas propria et nanitas prirata blanditur, guando plus
Pastor ¡n gregis sai rulnere ralneratur cum singulis
pee-tas ineina, cópalo moeroris, et funeris pondera luctuosa participa, enm plaugentibus plango, cumde/lentibus de/leo,
-8
d a s a l q u e V . S . I . t e n d r á c o n e s t a s s u s o v e j a s , s i e n d o c o m o s o n d e c a l i d a d y m i s e r i a d e v i d a q u e t i e n e n a s í e i lo t e m -p o r a l c o m o e n l o e s -p i r i t u a l : -p u e s e s m u y c i e r t o q u . lian d e m o v e r á s u p r o p i o P r e l a d o á t a n t a l á s t i m a y c o m p a s i ó n , q u e n o h a y a a m o r p r o p i o q u e p u e d a l i s o n j e a r l e acaldar d e sí y d e s u s t r a b a j o s p r o p i o s , c u a n d o l e d u e l e n m á s los d e s u s f e l i g r e -s e -s t a n m í -s e r o -s c o m o e -s t o -s . Y n o -sólo e x p e r i m e n t a r á V . S. 1. los q u e ellos p a d e c e n , s i n o l o s q u e s u s M i n i s t r o s y C u r a s p a -s a n , a -s í e n l a -s i n c l e m e n c i a -s d e lo-s t i e m p o -s , malos temporales,
s o l e d a d e s , m a l o s y a r r i e s g a d o s c a m i n o s á t o d a s h o r a s , d e n o c h e y d e d í a , c o n s o l e s , a g u a s , y c o n t o d a s l a s i n c l e m e n -c i a s d e l -c i e l o ; y n o sólo e s t o , s i n o -c o n ellos mismos p a d e c e n m i l i n c o n v e n i e n t e s p o r d o c t r i n a r l o s y p o r defenderlos, q u e á v e c e s e s t á l a h o n r a d e D i o s y l a d e u n M i n i s t r o , p a r a q u e -b r a r s e e n u n h i l o : y c o n l a e x p e r i e n c i a , y v i s t a d e ojos d e V . >S. I. so r e m e d i a n los d a n o s de los i n d i o s , y s u s t r a b a -j o s , y s e c a l i t i c a n s u s M i n i s t r o s p a r a l a h o n r a q u e Y . S . 1.
Jes d e b o h a c e r , p u e s n o t i e n e n o t r o p r e m i o t e m p o r a l , s i n o la e s t i m a c i ó n y b u e n crédito c o n s u Prelado, c o n s o l á n d o l o s y a l e n t á n d o l o s : Felices ilion, d i j o Plinto el M e n o r á T r a j a n o ,
quorum fides et industria non pariter nunfios et interpre-tes, sed ab ipso te, ñeque aurihus tilia, sed orttlii proba-bantur eonsecuti sunf ut abse.ns quoque de alisentibus ne
mini mugis quatn tibi credere?. D i c h o s o s los M i n i s t r o s d e c u y a a d m i n i s t r a c i ó n y t r a b a j o s h a c e e x p e r i e n c i a e l P r e l a -d o , n o r e m i t i e n -d o á l a s r e l a c i o n e s -d e o t r o s , n i a l o i -d o , s i n o á l a v i s t a p a r a p r e m i a r l o s , y para c u a n d o l a m a l i c i a , e n v i -d i a y m a l a i n t e n c i ó n -d e o t r o s i q u e h a y m u c h o -d e e s t o en los b e n e l i c i o s i , q u i s i e r e d e s d o r a r ó c a l u m n i a r l a a d m i n i s -t r a c i ó n y h o n r a d e p e r s o n a s d e -t a n -t a i m p o r -t a n c i a , n o d é el P r e l a d o c r é d i t o , m a s q u e á s í , y á l o s q u e h u b i e r e e x p e r i -m e n t a d o .
DR. J A C I N T O D E LA SE R N A .
v e s t i d o s d e b u e n a i n t e n c i ó n , y p e r d ó n e m e e l h a b e r m e d i l a t a d o , q u e l a g r a v e d a d 6 i m p o r t a n c i a d e l a m a t e r i a h a p e d i d o e s t a d i l a t a c i ó n . G u a r d e D i o s l a p e r s o n a d e V . S . I . m u -c h o s y f e l i -c e s a ñ o s , p a r a el a m p a r o d e s u I g l e s i a , y -c o n s u e l o d e s u s o v e j a s .
PRÓLOGO
1>КЬ
M A N U A L
D E
M I N I S T R O S
P A R A COXOOKR Y E X T I R P A R L A S I D O L A T R Í A S D E L O S I N D I O S .
El A b a d C l a r e v a l e n s e , s a n t í s i m o y m e l i f l u o B e r n a r d o , e n
la K p í s t o l a Ad frafrca, h a c e t r e s d i v i s i o n e s y d i s t i n c i o n e s d e g e n t e s : u n a s q u e n a c e n , y n o l a sb u s c a D i o s p o rs u s j u s t o s
. j u i c i o s , n i t a m p o c o e l l a s b u s c a n á D i o s , p o r q u e n o l e c o n o
c e n : o t r a s , q u el a s b u s c ó D i o s , y s a b e n c o n s u c o n o c i m i e n t o
b u s c a r l e : y o t r a s q u e D i o s m i s e r i c o r d i o s a m e n t e l a s b u s c ó y
a d m i t i ó e n s u I g l e s i a m e d i a n t e e l s a n t o B a u t i s m o , n o s ó l o n o
b u s c a n á D i o s , N u e s t r o S e ñ o r , m a sa p o s t a t a n d e s u d i v i n a
l e y : Mendacium itsqtie hodiequeritanx etdilifjenH vanitatem
пес serrans fidciu Dei cui desponsata est. E s t o s s o nl o sq u e ,
h a b i é n d o l o s b u s c a d o D i o s , lo d e j a n p o r b u s c a r m e n t i r a s y
v a n i d a d e s , n e g a n d o l a t é q u e l e t e n í a n p r o m e t i d a : e s t o s t a
l e ss o ne s t o sm i s e r a b l e s i n d i o s i d ó l a t r a s , q u es o n d e t a n g r a n
i g n o r a n c i a y s i r ^ _ l c i d a d , y t a n f r á g i l e s á p e r s u a d i r s e e n
s u s e n g a ñ o s , q u e l e sp a r e c e q u e s e p u e d e c o n s e r v a r l a l e y
d e D i o s y los m i s t e r i o s d e n u e s t a s a n t a fé c o n e l c o n o c i
m i e n t o d e s u s a n t i g u o s f a l s o s d i o s e s ; e l s o l , l a l u n a , e l f u e
g o , l a s a g u a s , los a n i m a l e s t e r r e s t r e s y v o l á t i l e s , y l a s
p i e d r a s , y Jos á r b o l e s , d á n d o l e s c r é d i t o , y t e n i é n d o l o s e n
12
n e c e s i d a d e s y m e n e s t e r e s d e l a v i d a h u m a n a ; p o r q u e c o m o los m i s t e r i o s q u e se e n s e ñ a n y p r e d i c a n n o los v e n , ni t o c a n c o n l a s m a n o s , p o r q u e h a n d e o b r a r c o n ellos m e d i a n t e la d i r e c c i ó n d e l a fé i n f u s a q u e r e c i b i e r o n e n el s a n t o l í a u t i s n r " : y p o r o t r a p a r t e v e n e s t o s v i l e s y m a t e r i a l e s ¡dolos s u y o s , fác i l m e n t e se fác o n v i e r t e n á l l a m a r l o s ó i n v o fác a r l o s , p a r e fác i é n d o -lcs q u e e n ellos t i e n e n m á s s e g u r o el f a v o r c o n el falso dios q u e v e n , y t o c a n c o n l a s m a n o s , q u e e n e l Dios v e r d a d e r o que
a d o r a n c o n l a fé: c o m o los hijos d e I s r a e l e n el d e s i e r t o , q u e m i e n t r a s Dios los g u i ó e n f o r m a v i s i b l e d o l a c o l u m n a d e fue-g o y n u b e , n u n c a se. i n q u i e t a r o n á b u s c a r Dios q u e los fue-g u i a s e y c u i d a s e ; m a s c u a n d o s e r e t i r ó a l M o n t o á d a r l e s l e y , e n t o n c e s c l a m a r o n á A a r o n : trade eos (¡ai nos precedaat; y e s t o c o n t a n t o a p r i e t o , q u e c o n h a b e r u s a d o el S u m o S a c e r -d o t e A a r o n l a t r a z a -d e p e -d i r l a s a r r a c a -d a s y j o y a s -d e l a s m u j e r e s p a r a v e r si el n o d e j a r l a s e n g a l a n a d a s , y n o d a r l a s , s e r v i r í a d e t r a z a p a r a e s t o r b a r l e s s u d e t e s t a b l e a c c i ó n , n o h a c i é n d o l e s í d o l o q u e a d o r a s e n , m a s al lin l a s d i e r o n , que
s i e m p r e el d e m o n i o p r o c u r a el m a y o r m a l y d a ñ o d e l a l m a ; y s a l i ó d e l a f u n d i c i ó n d e e l l a s el b e c e r r o ; y c o n s e r
que
CAPITULO I.
:>|X ESTADO QUE T E N Í A N L A S I D O L A T R Í A S ,
A N T E s DE LAS t ' 0 N ( ¡ R E ( ¡ A ( ' I 0 N K S DE LOS I N D I O S
Á 1'OlíLADO.
S, r.
P a r a mejor asentar ol estado que hoy en día tienen las idola-trías y snpm-sHi'ionos do los i n d i o s , me pareció t r a t a r del estado que tuvieron a n t e s (pie se hiciesen las C o n g r e g a c i o n e s , q u e t a n t o costó;! nuestro CatoHeisinio R e y Eelipo I I , de feliz recordación, que fué el año do 159">, á fin de la mejor d o c t r i n a y enseñanza d e esta miseraMe gente. Y e s m u y do n o t a r que en aquel tiempo, h a -biendo tantos años que con la venida do los e s p a ñ o l e s , que fué el año de 1421, aportó ú esta N u e v a E s p a ñ a la luz del E v a n g e l i o , se p u l i e r a con razón p e n s a r q u e así como las tinieblas d e la noche se dest¡erran con la venida del sol á nuestro hemisferio, así las tinieblas obscuras (le la infidelidad é idolatría se h a b í a n totalmen-te destotalmen-terrado con la luz y el conocimiento del v e r d a d e r o sol de justicia, Cristo Señor N u e s t r o , que con la venida del Santo E v a n -gelio, aportó a esta infidelidad: y con m á s razón se p u d i e r a esto creer, después de tantos trabajos y sudores d e predicadores
evan-k élieos y varones apostólicos que, como celadores de la h o n r a de
Dios y operarios de su v i ñ a , se ocuparon en la promulgación y predicación do nuestra S a n t a Pé y trabajaron por reducir á estas ovejas sin pastor, al aprisco y rebaño del buen P a s t o r , Cristo Se-ñor Nuestro, que tan caro le costó el remedio de ellas, dándoles á conocer (pao la h o n r a y veneración que hacían á las p i e d r a s y la
L6
P a r e c e q u esevenc u m p l i d a s enellosa q u e l l a s palabrasdel P r o feta I s a i a s : Expecluvimus luceni el ecce teuént; y l a s del S a n t o J o b : Prestolalar lucera el irru ¡icrunl loiirf>r<e: pues d e s p u é s d e t a n t a l u z ,d e t a n t a p r e d i c a c i ó n y t r a b a j o s , h a b i e n d o d e e s t a r lle
n o s d el u z , e s t á n m e t i d o s e nt a no b s c u r a s t i n i e b l a s , y habiendod e
r e s p l a n d e c e r c o no b r a s d ev e r d a d e r o s c r i s t i a n o s , s edescubren en
elloso b r a s d e v e r d a d e r o s i d ó l a t r a s ,fingiendo e x t e r i o r m c n t c c r i s t i a n d a d y pieles d e ovejas, s i e n d o e n lo interior lobos robadores d e la h o n r a d eD i o s , a t r i b u y é n d o l o á l a sc r i a t u r a s , y en ellas a l
d e m o n i o , comos u s a n t e p a s a d o s lo solían h a c e r ; y h a b i é n d o s e d e
e s p e r a r d eellos q u ee r a n y a hijos d elaluz,sevepor experiencia
q u e losond et i n i e b l a s , p u e s b r o t a n enellos l a st i n i e b l a s dola ido
l a t r í a q u et i e n e n y h a n t e n i d o e n c u b i e r t a , q u eésta m o n a lah a n
d e j a d o , s i n o q u ed e s d e q u eálosprincipios s elesp r e d i c ó l afé, la t i e n e n , y o b r a n cont a n t a a s t u c i a , quea u n q u e i d o l a t r a s e n d e l a n t e
d e l o se s p a ñ o l e s y a u ne n p r e s e n c i a d e s u sm i s m o s M i n i s t r o s , no
se lesconoce l ai d o l a t r í a ; y proceden e n esto con tal s e g u r i d a d ,
q u e a u n q u e e ns u p r e s e n c i a d i g a n l a s p a l a b r a s q u eellos u s a n e n
lossacrilicios q u e ellos h a c e n alfuego óeno t r a a l g u n a p a r t e , n o
se l a se n t i e n d e n , p o r q u e soná l a svecesequívocas, y asílas dicen
con s e g u r i d a dy satisfechos d eq u e n osel a sentienden;pues c u a n do u n am u j e r e s t á d op a r t o , q u el a esfuerzan y M i m a n , les d i
cen: Xochiiotz'üíahmoxi' motequijtackoXiuvickieaeliwi C№*tMM toe
huiltltica hmantUontatli: « N ot ea l u j a s , hija mía,esfuérzate, q u e a q u í está p r e s e n t e elP a d r e y laM a d r e . L l a m a n alluego P a d r e y
M a d r e , y q u econfíe e né l ,q u ecomo t a ll aesforzará y a c u d i r á e n s u t r a b a j o : y a s i v i v e n t a na ls e g u r o ens u stinioblas como sivi
v i e r a n enl u z ,como lodice d eellos J o b : iS/'r ¿n lene/tris nnihnhiiit
quesi ¿it luce. Y p a s a n m á sa d e l a n t e , quet i e n e n s u st i n i e b l a sp o r
l u z , p u e s t i e n e n p o rt a nn e c e s a r i a s s u ss u p e r s t i c i o n e s éi d o l a t r í a s ,
q u e s i nellas n olessucederá n i n g u n a cosa b i e n ; y la razón (pie
de esto d a n ,es:CaiwrteclulhvUia queiul/ue huclque (•idikuuit, te» colukl/t: « p o r q u e n o slo d e j a r o n dicho asilosviejos a n t i g u o s p a d r e s y a b u e l o s n u e s t r o s : ; y h a c e n t a n t a fuerza e ne s t a tradición
q u e v i e n e d e p a d r e s á hijos, q u e m u e s t r a n g r a n sentimiento
c¡'/.r ¡toHhuiz inoU'chmtichtitinque Itaehuoiqv.ci « ¿ P u e s cómo? ¿ l i a s e de olvidar y perder lo que nos dejaron enseñado los viejos antiguos? Pareciéndoles que ésta es bastante razón, y convencidos ile ella, a p r e n d e n l a s ceremonias y supersticiones, que son t a n t a s , que no h a y cosa, oíicio ó g r a n j e r i a , p a r a la cual no h a y a que a p r e n d e r : y a p a r a pedir favor y socorro á s u s dioses, y a para d a r l e g r a c i a s por algún beneficio que les parece haber recibido d e
su m a n o .
S. I I .
Tienen con esto tanta multiplicidad d e dioses, q u e es de v e r cómo para u n a s cosas invocan unos, y p a r a otras invocan otros, y el que p a r a un negocio ú ocupación es m a y o r , p a r a otro es menor dios. Y la causa de haber tenido esta g e n t e i n d i a n a t a n -t a mul-ticiplidad do dioses, es por la mul-tiplicidad do naciones que h a y en ella; porque tenían por costumbre (como lo fué de otras muchas naciones, y á los romanos no les cupo la menor p a r t e d e este error), que cuando venía a l g u n a nación á poblar de nuevo entre la que y a estaba poblada, los unos recibían por dios al que traían los que venían de nuevo, y éstos en recompensa, venera-ban por su dios al que tenían los y a poblados: y así es tradición que los
Mejicanos,
que vinieron á poblar esta tierra después de los Tlamanalcas, recibieron por Dios á Tercatlipucca, dios de los Tlamanalcos, y éstos tuvieron por dios á Huitzilopochtli, dios de los Mejicanos, y así se fueron multiplicando los dioses según la multiplicidad de las naciones que estaban é iban viniendo de n u e -vo, recibiendo los unos los dioses de los otros, y al contrario. Ypor esta razón se inclinaron t a n fácilmente estos indios á recibir por Dios á Cristo Señor Nuestro, p o r medio de los españoles que vinieron á poblar á esta tierra entre los que y a tenían, á quienes han tenido siempre m á s veneración, como m á s conocidos y como obras de sus manos, y que los veían con los ojos corporales, con-m u t a n d o y trocando con ellos la verdad por la m e n t i r a y error, a d o r a n d o á las c r i a t u r a s y olvidándose del Criador, como lo dice
San Pablo: Q//¿ roiii/ui'i'icerv'itt ceritulcm Dci ui mendatium
18
Iferitid el xmirreut
cfeaffira
¡i'dit's quina('/•tatwi,
eoino
dije a r r i b a . Y es t a n culpable su error y engaño, como dice el misino S a n Pablo; cui/l mt/ix>r¿ssiuit ])t>>i,,i, nuil <icnt, !)c,I„I t/hrifinir?'TUut; que habiendo tenido noticia del verdadero Dios, no le
cono-cieron y glorificaron como t a l , p u t s le recibieron y pusieron entro s u s dioses, como hicieron los Filisteos con el Arca del Tes-tamento: Tnkr>>ni'/»? l'hLli.sici. A rema De! H ¡¡dnhnuit M i
tu Ti'mpltuii Diuj'ii, i'i \¿'({/ri'r/'Hf ctni- ¡Ji.r'.a J)n;/ou; pareciendo-Íes que cumplían con la honra que se debe al verdadero Dios con recibirle en el número d e sus dioses y reverenciarle e n t r e ellos
como hicieron los Filisteos con el A r c a del Testaiie-iito, poniéndola j u n t o al Ídolo D a g o n : de m a n e r a que recibiendo la :'é do -le.iucris-to Señor nuestro, no por eso dejaron el error <le muchos liosos. A s í como acuden á pedir á éstos ftj uda y socorro en sus necesida-des, asi también acuden á pedir socorro y a y u d a .1 l'risto S'-'ior NUGfttrO, á la Virgen S a n t í s i m a , 811lK-ndita Madre, y á lo») Kan tos.
Y a u n q u e os verdad que trabajaron loablemente aquellos prime-ros padres, celosos do enseñar á estos pobres por desengañarlo* del error y e n g a ñ o en q u e vivían, no por es» dejaron ellos s u e n -g a n o s y ce-guedad, principalmente los que estaban imiy •listantes d o las cabeceras donde existían los Ministros, y derrama los p o r Otra p a r t e , uo les alcanzó ni alcanzaba t a n t a doclrina y e n s e ñ a n
-za como habían menester, teniendo ocasión de estar en sus tinie-blas y e r r o r e s los que tenían sus poblaciones en tierras montuosas y fragosas, e n t r e riscos y q u e b r a d a s , cinc» en un lugar, cuatro en otro y menos en otro ^como hoy en d í a están en la s i e r r a alta y baja de Huasteca , estando la mayor parte del añ» y casi todos d e r r a m a d o s y d e por sí con achaque de sus sementeras; y en estos hacía el demonio m á s seguro el golpe, porque n o había quien le resistiese é hiciese g u e r r a (y lo h a r á el día de, hoy donde
ase-g u r a n do las personas, circunstancias y luase-gares p a r a no ser cono-cidos y descubiertos, y poco á poco van d e r r a m a n d o su veneno y p e r s u a d i e n d o que no se olvidan de lo que s u s antepasados hacían, conténtanse al principio con (pie se h a y a n las cosas do s u s idola-t r í a s m a idola-t e r i a l m e n idola-t e , y ellos son primeros ejecuidola-tores do ellas y poco á poco v a n enseñando á otros, p a r a que en aquellos lugares sean s u s sustitutos y maestros y les enseñen las formales p a l a b r a s do s u s invocaciones, y los ritos y ceremonias (le sus sacrificios; y en esto ponen tanto recato que no se fian de quien quiera: y c u a n d o h a n do ejecutar sus idolatrías es á h u r t a d i l l a s y á escon-d i escon-d a s , por no ser escon-descubiertos, verificánescon-dose en ellos lo q u e escon-dijo Cristo Señor Nuestro por San .Juan, c a p . Omnis qn¿ nitle ágil
nilil /nri'ni el non renit
ad Iticem,
nt non ar</nanli<r opera eius:pues no solamente huyen de la luz y claridad de la v e r d a d , p u e s huyen do la doctrina, de los sermones y enseñanza d e los m i n i s -tros que los pueden, enseñar y reprender; pero también h u y e n de la luz material del sol, haciendo sus j u n t a s y conciliábulos de n o -che y á inedia noche, recatándose de sus propios hijos y deudos q u e les parecen que no convienen ni consentirán aquella m a l d a d , 3' si acaso se descubren á algunos porque tienen satisfacción, con g r a n -de instancia les ponen por -delante que si los -descubren ó revelan aquellas cosas, i n c u r r i r á n no menos (pie en pena de muerto, cau-sada por sus dioses; y si acaso los ven algunos que ellos no qui-sieran, los amenazan con pena de m u e r t e si les descubren, y les p e r s u a d e n á que aquéllo (pie hacen y enseñan es bueno, p o r q u e así lo habían hecho sus progenitores, y lo habían dejado encomen-d a encomen-d o para (pío fuesen encomen-de boca en boca encomen-derivánencomen-dolo y no se olviencomen-da- olvida-se, sino que con perpetua tradición so fuese conservando lo que a n t i g u a m e n t e se hacía. Y es consistente v e r d a d e x p e r i m e n t a d a , que los daños (pie hoy tienen los usan de la m i s m a m a n e r a con este recato y con esta m a ñ a diabólica y endemoniada d o c t r i n a .
S, I I I .
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y s a n t a s , j u n t a n d o la luz con l a s tinieblas, á Cristo con Belial, reverenciando á Cristo Señor N u e s t r o y á su Santísima M a d r e y á los Santos (á quienes algunos tienen ]>or dioses), y venerando j u n t a m e n t e á s u s ídolos. Y pasa tan adelante su paliación y disi-mulación, que liacen á los Santos sacrificios, y con lo mismo sacri-fican al fuego, sacrisacri-ficando gallinas y animales, derramando pul-q u e e n su presencia, ofreciéndoles comida y bebida, y atribuyén-doles cualquiera enfermedad quo les viene, y pidiénatribuyén-doles su favor y a y u d a para que n o les v e n g a n , y dándoles g r a c i a s si consigueu lo q u e les piden, pareciendo que esto hacen con los Santos á quien tienen delante; pasan la intención al fuego, á quien ofrecen aque-llos sacrificios, y c u a n d o quieren hacer sacrificios y ofrendas á c a d a u n o d e aquellos S a n t o s en p a r t i c u l a r , comienzan por el fue-go, á quien por m á s disimulación le tienen puestos varios nombres en la lengua mejicana: A inledelii, quiere decir: Señor d e los años
ó del tiempo; Ixcocaahqui, el del rostro amarillo; ChiCiinijíii Tc-tetli, nueve veces Señor; Xauhio leeetli, cuatro veces Señor, lla-m a d o Dios Totatzin, que quiero decir, Dios P a d r e , conservando en este nombre el a n t i c u o con quo llamaban P*dro y M a d r e , y e n c u y a s manos nacimos; y como h a n oido predicar (pie el Espirito
S a n t o vino en lengua de fuego sobro los Apóstoles, atribuyen el n o m b r e do Dios, E s p í r i t u S a n t o , al fuego, entendiendo por él á su dios, q u e es el fuego. L l á m a n l e otros San Simeón y otros San J o s é , porque o r d i n a r i a m e n t e los p i n t a n viejos, y con estos nombres d i -s i m u l a n y con-servan el a n t i g u o nombre quo llamaban al fuego
Huekveulsiii, que quiere decir viejo. Y finalmente, otros le lla-m a n laleiacancalzin Iidolecnhio, el P r e c u r s o r del Señor, porque p a r a todas las cosas de s u s sacrificios ha de ir por delante el fue-g o . D e esta m a n e r a palian y encubren su veneno, til >tou ari/itan-tur opera eorum, p a r a n o ser conocidos. Y no se contentaban en-tonces con mezclar y confundir las cosas dichas, sino que pasaban
las c r i a t u r a s al tiempo que l a s bailan (como veremos después), ó
bautizan conforme á su rito antiguo y conforme á su calendario, los cuales sirven d e sobrenombres á los nombres d e los Santos q u e
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que la vida, como si después d e hecho no fuese lo m á s o r d i n a r i o el m o r i r s e . Sucediólo á u n a pobre india, buena cristiana, quo en saliendo el sacerdote de confesarla y olearla, entró un indio d e los s u y o s , q u e son los maestros y coladores de la idolatría, y persua-dióla ó forzóla á que tuviese a l g ú n sacriiicio al fuego, pidiéndole s a l u d , como en efecto lo hizo, ofreciéndolo comida, bebida y c a n -dela encendida (al modo q u e ellos usan y se dirá m á s abajo); al tin la pobre y miserable i n d i a lo hizo así, persuadida á quo si n o lo hacía se moría y no cobraría salud, y al fin se murió en esta acción, dejando poca satisfacción d e su salvación la q u e a n t e s h a b í a dado m u e s t r a s d e v e r d a d e r a cristiana. Do esta m a n e r a h a c e el demonio su lance p o r medio de estos ministros suyos, como lo v e r á n los que lo quisieren e x p e r i m e n t a r é inquirir p a r a r e m e d i a r -lo.
Y
aunque estos m i n i s t r o s d e S a t a n á s proceden conoigan
reca-to con los quo ven q u e son temerosos de Dios, y temen, ó q u e los revelarán ó a c u s a r á n , ó (pie no q u e r r á n obe lecerl>s; pero en las c u r a s o r d i n a r i a s , q u e son con los do su bando y profesión, proce-den con m á s libertad y sin recato alguno; yentra
ellos h a y quien consulta á s u s ídolos sobre las enfermedades, echando suertes p a r a ver si íhorirán sus enfermos do aquella enfermedad ó n o , y p r o c u r a n d o en u n a j i c a r a d e ai;ua ver y adivinar éstos, y do (pié procede la enfermedad, y lo mismo suelen hacer los mismos e n -fermos; y por el misino caso quiero Nuestro Señor castigarlos con la muerte, como se e x p e r i m e n t a b a , que después de echadas las suertes, y m u y seguros ellos de no morir, se morían; cumpliéndose en ellos el castigo q u e Dios hizo al R e y Ozías por halxu- enviadoS. I V .
Bien so echa d e v e r p o r todo esto, cómo en aquel tiempo n o es-t a b a n olvidados los indios de sus idolaes-trías y de sus ídolos como se pensaba, pues ellos tenían tanta confianza, que a u n q u e creen que h a y Dios, pero también tienen por cierto que les vienen l a s cosas temporales por medio de sus ídolos y por s u s manos de ellos, y así se las piden como si estuviesen en su m a n o , y p o r esto les hacen reverencia y los tomen m á s que al verdadero Dios que les han predicado, y aun los veneran m á s , pues acuden á pedirles socorro y ayuda en sus necesidades, en s u s mioses, en sus cosechas y granjerias, poniendo en medio del maíz ó de s u s mercaderías al-g ú n ídolo ó cosa que lo equivaliese ó representase, confiando que él es el que ha do a u m e n t a r y conservar aquellas cosas en que se p o -nen. Y para que esto fuese adelante y no se olvidase, había e n t r e ellos mismos de s u s maestros y dogmatistas quienes vendían es-tos ídolos: y si acaso habia alguno que no hiciese caso de ellos, estos mismos ú otros como ellos los r e ñ í a n y p e r s u a d í a n á q u e estos ídolos eran los que d a b a n las riquezas, p r o s p e r i d a d e s y co-sas temporales: y de m a n e r a dan crédito á estas coco-sas los que u s a n de ellos, que por mucho trabajo q u e les cuesten s u s g r a n j e r i a s y sementeras, siempre piensan que vienen de m a n o de s u s ídolos ó por medio de s u s siqiersticiones, y lo misino sucede d e l a s a d v e r s i -dades que en estas materias les vienen ó trabajos en otras, y por eso procuran con mucho cuidado aplacarlos, sacrificando en su presencia animales, comidas y bebidas, y dándoles g r a c i a s por los bienes que les parece haber recibido: y en estos sacrificios á m á s n o poder (por no d e r r a m a r s a n g r e h u m a n a ) , ofrecen s a n g r e d e gallina y animales, y h a y algunos que adelantan tanto esto, q u e d e r r a m a n su propia s a n a r e como a n t i g u a m e n t e se solía hacer, p i -cándose las orejas y otras partes porque no se eche de v e r .
Tana-24
catepell, que quiere decir Monte de las mieses, ó de los m a n t e n i -m i e n t o s .
T a m b i é n v e n e r a b a n la S i e r r a N e v a d a ó Volcán de T ú l u c a , donde iban m u y de ordinario á sacrificar, y á los demás montes altos donde tenían sus cues a n t i g u o s , sanos y bien t r a t a d o s . T a m -bién hacían sacrificios en los principales manantiales de ajinas, ríos y l a g u n a s , porque también veneraban á el a g u a , y la invocan cuando hacen sus sementeras, ó las cogen: cuando hacen el copal ó la c a l , ú otra c o s a , pidiendo allí á s u s dioses socorro y a y u d a ; y p a r a todas estas cosas les a y u d a b a mucho el halier puesto m u -chos de estos ídolos por cimientos y basas de los pilaros de la iglesia catedral, 3' en otras casas p a r a a d o r n a r l a s , y lo (pie se hizo casualmente así por la fortaleza de los edificios 3' casas, y por or-nato de las calles, q u e también los había-en ellas, tomó de ahí el demonio motivo p a r a mayor engaño de ellos, y ] a r a que dijesen que s u s dioses eran t a n fuertes ¡pie los ponían por cimientos y basas del templo; y los que están en los remates de ¡as casas y por las calles son p a r a que todo lo conserven, donde idolatraba 11 3' les decían s u s invocaciones, como so supo de algunos indios que fué Dios servido se convirtiesen, 3' manifestasen esta idolatría que hacían en estos ídolos: p o r todo lo cual pareció por entonces total remedio el de las j u n t a s y congregaciones de los pueblos, como se hizo, de (pie resultaron t a n conocidos inconvenientes, r u i -n a s y acabamie-nto de esta miserable -n a c i ó -n , que era me-nester u n a u m y larga historia p a r a referirlo todo, y no hace al caso p a r a lo que so pretendo remediar en esto Maii"'il, y sólo sirvo do a g r a -v a r m á s la malicia del tiempo presente; pues ni aquella diligencia tan s a n t a m e n t e i n t e n t a d a , ni el picar los ídolos de las basas del t e m p l o , ni de l a s calles y c a s a s , h a bastado p a r a quo lo (pie hoy
se experimenta 3- conoce de semejantes se evitase, como se verá en
el capítulo siguiente.
S. V .
c r i a t u r a s . Los módicos y módicas son los m á s perjudiciales y principales celadores de estas idolatrías. Con los difuntos usaban muchas supersticiones y ceremonias i d o l á t r i c a s , ofrecién-dole comida y bebida al difunto, y poniéndolo matalotaje p a r a la ¡ornada de la otra vida, y esto suelen hacerlo dentro de la mortaja, 3* también le ponen ropa limpia y n u e v a ; y á las c r i a t u r a s q u e m u e r e n les ponían las madres un canutillo de leche en sus pechos p a r a que no les faltase sustento. Y también a d u l t e r a b a n la loable costumbre de la Iglesia en la Conmemoración do los líeles difun-tos. Suelen ellos primero en sus casas hacer la ofrenda, y e n c e n d e r can lelas, y esto hacen do noche, y también en l a s iglesias do las visitas y barrios donde no asisten los Ministros, y al amanecer l a s van á poner, después de muy bien comidos y bebidos (porque a u n -que .su rito ile ellos es ofrecer la comida y bebida ¡i los difuntos para que la vengan á comer, ellos son los que se la comen). Yr
acon-tece (pie cuando se dice la Misa de los difuntos, aquel día y a n o hay candelas, porque ya se h a n gastado por la m a ñ a n a . E n l a s tiestas titulares de sus santos é iglesias, acostumbran la noche a n -tes ofrecer primero al fuego lo (pie so ha de comer el día siguiente, y algunos acostumbran en la iglesia ofrecer á el Santo cuya liesta celebran á el modo que ofrecen y celebran á el fuego, ofreciéndole comida y botada, haciéndole la salva al Santo á su modo i d o l á t r i -co, d e n amado (hilante del fuego ó de la imagen del Santo un poco del pulque ó del vino; y lo mismo hacen en sus casas delante de la imagen del Santo cuya fiesta celebran. T a m b i é n cuando se j u n t a n los mercaderes, cereros, copaleros, y los que acarrean m a d e r a del monte ó ¡ iedras do las canteras, los labradores y c a m i n a n t e s mezclaban en las cosas do su ocupación ceremonias de su idolatría. T e -nían personas dedicadas entre los ancianos, unos viejos p a r a con-j u r a r ios aguaceros, granizos y tempestades; y p a r a que h a g a n este oficio, están reservados de tributos y otros servicios personales, p a r a que fuesen exorcistas de todas estas cosas. T a m b i é n había e n t i e éstos los que decían la buenaventura: llamábanlos en s i n g u l a r
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sobre la frente: y l a s enlértnedades q u e padecen las criaturas l a s atribuían á haber perdido la b u e n a v e n t u r a que con aquella medi-cina le restituyen p a r a s a n a r l a .
D E L E S T A D O Q U E T U V I E R O N LOS I N D I O S E N S U S IDOLATRÍAS
P i a d o s a
y
calificada acción fué la quetuvo
la hermosaRa*
quel c u a n d o dejó la casa d e su p a d r e E a h á npara
irse á la casa de J a c o b su m a r i d o , d e llevarle á su padre los (dolos quo tenia,por quitarle la ocasión de idolatrar en ellos, como se cuenta en el Génesis,
y
S a n Rasilioen
elprincipio
del Libro de losProverbios
lo dice: Preerlara fnit astutia Rachelis pfíiffiH desipifado ai idolatría ¡Un ni liberantis. I n s i g n e y discreta acción la de R a d i e ] , la d e llevarse los ídolos d e su p a d r e , y burlarlo
en
ésto,para
con veras librarlo de la idolatría. Y Teodoreto, c a p . 8-1 i» (lenes!, pon-dera el buen celo y piedad d e Rachel en esta acción: Rachel titula furto abstulit ijnia volebal palrem liberare ab impío D*mo»UMcnUn: pietate lamen eitts satis dore! srripltira divina. Quería R a c h e l librar á su p a d r e d e q u e diese reverencia al demonio, y se la quitase á Dios N u e s t r o Señor, y por eso le quitó los ídolos, q u e no pudo ser otra acción, ni tener otro fin Rachel eti ella, cuando la E s c r i t u r a la tiene muy bien calificada d e piadosa; pero poco aprovechó, q u e cuando el p a d r e echó menos el tesoro d e s u s dioses, se fué en casa d e su yerno J a c o b , y s u s dos hijas, desala-do, y con su corazón á buscarlos y darles la queja dol robo que le habían hecho de s u s riquezas,
poniéndolas
en
cabeza de sus hijas:Quare ita (f/isti %t rlam me a bit/eres filias meas:' Y el Hebreo dice: Quid fecísti etfuratns es cor menm el abd luisli filias nicas*
¿Qué es ésto que h a s hecho y usado conmigo, J a c o b , que me robas-te el corazón en t r a e r t e m i s
bijas?
Y Cayetano,en
l u g a r de estap a l a b r a filias meas Juratns es, dice: meas diriliaf i/nte mi/ti erant D E S I ' U E S D E L A S C O N G R E G A C I O N E S .
rortli cel iiislar coráis. T r a j í s t e t e m i s h i j a s , m i s r i q u e z a s , q u e e r a n todo mi corazón. Y S a n P a h l o acl Fpkesos, á l a s r i q u e z a s
llamó Ídolos: A car иs ijttod est ¿dolormn senitus: y luego sed e
claró el m i s m o L a b á n , y manifestó su intención c u a n d o dijo:
(¿uarej'iimtus estDéos mcos? X osiente la a u s e n c i a do s u s h i j a s ,
sino lafalta des u sdioses falsos, y losb u s c a en t o d a s p a r t e s sin
dejar t i e n d a doJ a c o b , n ilasdos u shijas, q u en op r o c u r a s o r e g i s
t r a r conlosojos, y tocarconlasm a n o s , áv e rsie n c o n t r a b a loq u e
le h a b í a faltado, y con t a n t a s a n s i a s b u s c a b a . Rachel, dice l a (¡losa interlineal q u eq u i e r e decir Fcclesia, q u e p i a d o s a , y q u e s a n t a m e n t e cautelosa, p r o c u r a esta I g l e s i a de los i n d i o s , y C o n
gregación de católicos, esconder y o c u l t a r losídolos d elos i n d i o s
con elmedio q u eseescogió dol a sC o n g r e g a c i o n e s de los p u e b l o s ,
p a r a q u eviviendo á losojosde losM i n i s t r o s , y con la c o n t i n u a
ción delad o c t r i n a y predicación, seolvidasen deellos, y de u s a r
las supersticiones (pieh a s t a allí h a b í a n u s a d o ; m a scomo el d a ñ o
está enelcorazón, como L a b á n se fué e n b u s c a do los ídolosq u e
le habían h u r t a d o , ellosdejaron losm o n t e s , loscues y los l u g a r e s
(pietenían d e p n t a d o sp a r a s u si d o l a t r í a s , yc o n g r e g a d o s se t r a j e r o n
consigo á s u sc a s a s , á s u spueblos y á l a s m i s m a s i g l e s i a s s u s
ídolos y supersticiones; pues a u n q u e vieron tffidt&S d i l i g e n c i a s , y
que á s u s dioses q u e tenían t a n t a confianza se los q u e b r a r o n ,
picaron y q u i t a r o n coni g n o m i n i a delosl u g a r e s d o n d e so h a b í a n
puesto (ófuese c a s u a l m e n t e , ó m a l i c i a d e los m i s m o s indios q u e
fabricaron lost e m p l o s y c a s a s , y l a s p u s i e r o n allí de i n d u s t r i a
p a r a h o n r a r l o s ; , al fin losq u i t a r o n , ycons e rq u e vieron esto, n o
por esodejaron debuscarlos como h a n p o d i d o , n i d e s e c h a r d e su
corazón
dioses
(pie se dejaron p i s a r y q u e b r a r , como p o n d e r aS a n Crisóstomo sobre ell u g a r delG é n e s i s : Furatns es Déos í/ieos.
Oexci'llnileui iiisi¡iien/ia/n.' Tales suni Dii tui ut quis eos furari
qiieat. Xeeedad dom a r c a m a y o r esl l a m a r dioses p r o p i o s y tener* los portales habiéndose dejado h u r t a r . G r a n i g n o r a n c i a ladee s t a
d e s v e n t u r a d a ¿tente, noperder el afecto y l a confianza do dioses
d e p i e d r a q u ese dejaron q u e b r a r y p i c a r en las i g l e s i a s , en l a s
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§. I I .
Bien se reconoce cómo este ilaño de idolatría so ha continuado después de las C o n g r e g a c i o n e s , p o r estos tiempos a t r á s , y que d u r a hasta a h o r a ; y cuando no se hubiera experimentado con tantos casos sucedidos y lo que hoy está pasando y sucediendo, bien se p u d i e r a r a s t r e a r por los g r a n d e s trabajos y calamidades que esta nación ha padecido y padece, y aun todo el reino (que
si bien los españoles padecerán por pecados propios, m a s también
e n t r a r o n todos á la parto de los castigos, por estar Dios Nuestro Señor m u y ofendido con la idolatría de estos naturales, como so
colige de los trabajos generales que se h a n padecido y padecen.
Enojado Dios Nuestro Señor con su pueblo por el pecado de la idolatría que t a n en su corazón tenía, y que con la ejecución usaba,
permitió que Salmanasar, R e y de Babilonia, lo destruyó, y llevó
todos los habitadores d e la t i e r r a cautivos á Babilonia, como se refiere en el I V de los Reyes, capítulo IT (que casi todo este capítulo se podía sin dificultad entender de estos indios;, y para que la tierra no quedase totalmente desierta y y e r m a , envió
babi-lonios (pie la habitasen y cultivasen, y como estos eran gentiles
acostumbrados á idolatrar, continuando con las mismas idolatrías,
haciendo sacrificios á s u s ídolos, y n o sufriendo esto Dios Nuestro Señor, los castigó e n v i a n d o sobro ellos leones que los despedaza-sen: Iuiiiiisit eis Doiiiinvs leones qui interjiricbnnt ros. Y te-niendo noticia do esto S a l m a n a s a r , envió uno de los Sacerdotes del
los del pueblo (le Dios en estas m i s m a s t i e r r a s idolatraban a n t e s fpie los cautivasen, ¿por q u é no los despedazó Dios con los leones como despedazaron á los Babilonios? A lo primero respondo conformándome con el parecer de u n a p l u m a docta de nuestros tiempos, (pie el castigar Dios Nuestro Señor á los Babilonios con los leones cuando idolatraron en S a m a r i a , fué porque antes en s u s t i e r r a s idolatraban en tierra profana, y con idolatrías hechas en l u g a r e s profanos: m a s cuando idolatraron d e s p u é s fué en t i e r r a s a n t a y lugar s a g r a d o , 3' as! no lo sufrió la J u s t i c i a Divina,
y los castigó con los leones que los despedazaban 3' consumían. A lo segundo digo, que habiendo idolatrado en las m i s m a s tierras los hijos de Israel, el no haberlos D i o s N u e s t r o Señor cas-tigado con los leones como á los Babilonios, fué porque se les a g u a r d a b a mayor castigo, que e r a la s e r v i d u m b r e 3' cautiverio en Babilonia, (pie era m á s cruel que las u ñ a s s a n g r i e n t a s de los leo-nes, como dijo la boca de oro de Crisóstomo: Nenio nos condeiiliiet si dirtunus ritio.siini lioniiiicm esse fera improbinrem, (tom. 1, i n l'salni. 130). N i n g u n o m e culpe, n i m e tache si dijere q u e l o s hombros malos son m á s crueles que los leones s a n g r i e n t o s , y m á s crueles que fieras formidables de los montes 3* desiertos.
Si
iexperimentado a l g u n a s de estas calamidades y trabajos. De mane-ra que quien leyere a t e n t a m e n t e la omane-ración do Jeremías en el ca-pítulo ">.", á ojos cerrados la aplicará á lo que lian { H u l e a d o y
padecen estos indios: Hcrrditnx noxlra reexa ex/ tul alíenos, domas noxlra cd extráñeos: pepilli J'nctl samas (tisqtrt ¡mire:
Mitre*
MOttra qanxi ridnw: N u e s t r a tierra pasó á los alienígenasy extranjeros; nuestras casas á los extraaos: estamos como pupilos sin p a d r e y como hijos d e v i u d a s . Aqaam nosleaní permite bili't-•mas: ligua, muirá prelfo comparariinux: certir'tbas uux'rts miiui-fjnmur, Jaxxis non dabatar reqaies. Siendo todo nuestro, compra-mos el a g u a que bebecompra-mos, y la leña (pie gastacompra-mos: suiricompra-mos en nuestros cuellos c a r g a s intolerables, sin que se dé alivio á los rendidos de trabajar, comemos por mano agena: Serri ihniiiii'iti sant noxlri: non, j'uil qui redimerct de mana coraiii: hasta los
viles esclavos se enseñorearon de n u e s t r a s acciones, sin haber quien volviese por nosotros: In (mimabas Wttrí* itj'ercbnnías
e r a su Arzobispo, pusiese hospitales y casas d e p u t a d a s donde con el cuidado de los sacerdotes y c u r a s de las p a r r o q u i a s , teniéndoles de qué so medicinasen y comiesen, se libraron muchos de la m u e r -te. V á imitación de este Santo Pastor, todos los Ministros de doc-t r i n a foráneos, así seculares como regulares, cuidaron de los enfer-mos de sus d o c t r i n a s ; y muchos á sonido de c a m p a n a r e p a r t í a n al medio día la comida para los enfermos, y lo mismo á las o r a -ciones para la cena. Y sucedió en muchos pueblos que ni aun los niños que solían venir por comida p a r a sus padres enfermos, que-daron libres do la enfermedad y contagio, y era necesario que los Ministros con sus sirvientes la llevasen. Todos estos trabajos h a n padecido y padecen siempre estos indios i n d i s t i n t a m e n t e , y a en u n a provincia, y a en otra, y no tiene que ver, ni tiene compara-ción lo razonado, por la lástima y sentimiento que todo esto causaba y causa la vista de ojos y experiencia, n i la relación por