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Efeitos de um novo método de anestesia combinando propofol e anestesia volátil sobre a incidência de náusea e vômito no pós‐operatório em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica

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REVISTA

BRASILEIRA

DE

ANESTESIOLOGIA

PublicaçãoOficialdaSociedadeBrasileiradeAnestesiologia

www.sba.com.br

ARTIGO

CIENTÍFICO

Efeitos

de

um

novo

método

de

anestesia

combinando

propofol

e

anestesia

volátil

sobre

a

incidência

de

náusea

e

vômito

no

pós-operatório

em

pacientes

submetidas

à

laparoscopia

ginecológica

Hiroaki

Kawano

,

Naohiro

Ohshita,

Kimiko

Katome,

Takako

Kadota,

Michiko

Kinoshita,

Yayoi

Matsuoka,

Yasuo

M.

Tsutsumi,

Shinji

Kawahito,

Katsuya

Tanaka

e

Shuzo

Oshita

DepartamentodeAnestesiologia,HospitalUniversitáriodeTokushima,Tokushima,Japão

Recebidoem20demaiode2014;aceitoem3dejulhode2014 DisponívelnaInternetem17deabrilde2015

PALAVRAS-CHAVE Náuseaevômito pós-operatórios; Propofol; Sevoflurano; Anestesiageral; Laparoscopia Resumo

Justificativa:Investigamososefeitosdeumnovométododeanestesia,quecombinapropofole anestesiavolátil,sobreaincidênciadenáuseaevômitonoperíodopós-operatóriodepacientes submetidasàlaparoscopiaginecológica.

Métodos: Aspacientesforamrandomicamentedivididasemtrêsgrupos:manutenc¸ãocom sevo-flurano(GrupoS,n=42),compropofol(GrupoP,n=42)oucomacombinac¸ãodepropofol esevoflurano(GrupoPS,n=42).Avaliamosasrespostascompletas(semnáuseaevômitono pós-operatórioesemusodeantieméticoderesgate),incidênciadenáuseaevômito,escore degravidadedanáusea,frequênciadevômitos,usodeantieméticoderesgateedorno pós--operatórioemduase24horasapósacirurgia.

Resultados: Onúmerodedoentesqueapresentouumarespostacompletafoimaiornosgrupos PePSdoquenoGrupoSem0-duashoras(74%,76%e43%mrespectivamente,p=0,001)e 0-24horas(71%,76%e38%,respectivamente,p<0,0005).Aincidênciadenáuseaem0-duashoras (GrupoS=57%,GrupoP=26%eGrupoPS=21%,p=0,001)e0-24horas(GrupoS=62%;Grupo P=29%egrupoPS=21%,p<0,0005)tambémfoisignificativamentediferenteentreosgrupos. Porém,nãohouvediferenc¸asignificativaentreosgruposemrelac¸ãoàincidênciaoufrequência devômitosouusodeantieméticoderesgateem0-24horas.

Apresentadoemparteno57CongressoAnualdaSociedadeJaponesadeAnestesiologistas,Fukuoka,Japão,3-5dejunhode2010.Autorparacorrespondência.Enderec¸oatual:DepartmentofAnesthesiology,TokushimaPrefecturalCentralHospital,Tokushima,Japan.

E-mail:[email protected](H.Kawano).

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2014.07.006

(2)

Conclusão:Acombinac¸ãodepropofoleanestesiavolátildurantealaparoscopiaginecológica efetivamentediminuiaincidênciadenáuseanopós-operatório.

©2014SociedadeBrasileira deAnestesiologia.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Todosos direitosreservados. KEYWORDS Postoperativenausea andvomiting; Propofol; Sevoflurane; Generalanesthesia; Laparoscopy

Effectsofanovelmethodofanesthesiacombiningpropofolandvolatileanesthesia

ontheincidenceofpostoperativenauseaandvomitinginpatientsundergoing

laparoscopicgynecologicalsurgery

Abstract

Background: Weinvestigatedtheeffectsofanovelmethod ofanesthesia combining propo-folandvolatileanesthesiaontheincidenceofpostoperativenauseaandvomitinginpatients undergoinglaparoscopicgynecologicalsurgery.

Methods:Patientswererandomlydividedintothreegroups:thosemaintainedwithsevoflurane (GroupS;n=42),propofol(GroupP;n=42),orcombinedpropofolandsevoflurane(GroupPS; n=42).Weassessedcompleteresponse(nopostoperativenauseaandvomitingandnorescue antiemeticuse),incidenceofnauseaandvomiting,nauseaseverityscore,vomitingfrequency, rescueantiemeticuse,andpostoperativepainat2and24haftersurgery.

Results:ThenumberofpatientswhoexhibitedacompleteresponsewasgreaterinGroupsP andPSthaninGroupSat0-2h(74%;76%and43%;respectively,p=0.001)and0-24h(71%;76%, and38%;respectively,p<0.0005).Theincidenceofnauseaat0-2h(GroupS=57%;GroupP= 26%andGroupPS=21%;p=0.001)and0-24h(GroupS=62%;GroupP=29%andGroupPS=21%; p<0.0005)wasalsosignificantlydifferentamonggroups.However,therewerenosignificant differencesamonggroupsintheincidenceorfrequencyofvomitingorrescueantiemeticuse at0-24h.

Conclusion: Combinedpropofolandvolatileanesthesiaduringlaparoscopicgynecological sur-geryeffectivelydecreasestheincidenceofpostoperativenausea.

© 2014SociedadeBrasileirade Anestesiologia.Publishedby ElsevierEditoraLtda.Allrights reserved.

Introduc

¸ão

Os anestésicos voláteis exercem efeitos cardioprotetores mediadospelaativac¸ãodoscanaisdepotássiosensíveisao trifosfatodeadenosina(KATP)emmiócitoscardíacos.1,2Eles

tambémafetamavasodilatac¸ãocoronáriaporativac¸ãodos canais de KATP nas célulasmusculares lisas vasculares.3,4

Portanto,ouso deanestésicos voláteisparaanestesia clí-nicapodeserbenéficona prevenc¸ãodedoenc¸adaartéria coronária.

A anestesia venosa total (AVT) com propofol também tem muitas vantagens. Ela diminui a incidência de náu-seae vômito nopós-operatório (NVPO),5,6 diminuio fluxo

sanguíneo cerebral e a pressão intracraniana7 e atenua

a dor no pós-operatório8 e a resposta neuroendócrina ao

estresse.9

Porcausadessesbenefíciosemcombinac¸ãocomorápido início e término de ac¸ão, tanto os anestésicos voláteis quantoopropofolsãoamplamenteusadosparaaanestesia clínica.

Nossa hipótese foi que um novo método de anestesia que combinasse propofol e anestesia volátil podia forne-cerosbenefícios deambos ediminuirasdesvantagensde cadaanestésico.Nesteestudo,osefeitosdacombinac¸ãode propofol e anestesia volátil sobrea incidência de náusea

evômito em pacientessubmetidas àcirurgia ginecológica laparoscópicaforaminvestigados.

Material

e

métodos

Apósobteraaprovac¸ãoparaoestudodoComitêdeÉticaem Estudos Humanos do Hospital Universitário de Tokushima, obtivemosos termos de consentimentoinformado assina-dosdetodasaspacientes.Elasforamsubmetidasàcirurgia ginecológica laparoscópica (remoc¸ão de tumores e cistos ovarianos, adesiólise --- lise de aderências, miomectomia, salpingostomia, perfurac¸ão ovariana e ooforectomia) sob anestesiageralendotraqueal,comestadofísicoASAIeII,de acordocomaclassificac¸ãodaSociedadeAmericanade Anes-tesiologistas(ASA).Oscritériosdeexclusãodoestudoforam obesidade(índice demassa corporal>33kg.m−2);doenc¸a

hepática,renalouneurológica;eusodedrogascom propri-edadesantieméticas,incluindocorticosteroides.Osfatores deriscoassociadosàNVPOforamregistrados.

Aspacientesforamaleatoriamentedesignadas paraum dosseguintestrêsgrupos,comométododeenvelopes lacra-dos:manutenc¸ãocomsevoflurano(GrupoS),compropofol (Grupo P) e com a combinac¸ão de propofole sevoflurano (GrupoPS).

(3)

Nenhuma medicac¸ão pré-anestésica foi administrada. Todasaspacientesforammonitoradaspormeiode eletro-cardiograma, pressão arterial não invasiva, oximetria de pulso, capnografia e índice bispectral (BIS). Sondas naso-gástricasnãoforaminseridas.Aanestesiageralfoiinduzida comadministrac¸ãoporviaintravenosa(IV)deremifentanil, tiamilal(GrupoS)oupropofol(GruposPePS)erocurônio.A anestesiafoimantidacomremifentanilesevoflurano, pro-pofoloucombinac¸ãodepropofolesevofluranoemmistura deareoxigênio(2:1).

No Grupo S, a anestesia foi mantida com sevoflu-rano(concentrac¸ãoexpirada deaproximadamente1 CAM, concentrac¸ãoalveolarmínima).NoGrupoP,aanestesiafoi mantidacomumainfusãodepropofol(4-8mg.kg−1.h−1).No

GrupoPS,aanestesiafoimantidacomacombinac¸ãode pro-pofol(2mg.kg−1.h−1)esevoflurano(concentrac¸ãoexpirada

deaproximadamente0,5CAM).Aconcentrac¸ãode sevoflu-rano (Grupo S) e astaxas de infusão de propofol (Grupo P) foram tituladas para obter umvalor BIS de 40-60. No GrupoPS,ataxadeinfusão depropofoleaconcentrac¸ão desevofluranoforamfixadas.

Analgesia intraoperatória foi feita por titulac¸ão da infusão de remifentanil, a critério do anestesiologista responsável. O bloqueio neuromuscular foi mantido com rocurônio intermitente. Soluc¸ão de acetato de Ringer foi administradaa10mL.kg−1.h−1durante aprimeirahorade

anestesiae a5mL.kg−1.h−1 em todasashoras

subsequen-tes.Antesdofimdacirurgia,todasaspacientesreceberam flurbiprofenoaxetil(1mg.kg−1).Nofimdacirurgia,o

blo-queioneuromuscularfoirevertidocomatropina(0,5mg)e neostigmina(1mg).

AincidênciaeagravidadedeNVPOforamavaliadaspor observadores,cegadosparaadesignac¸ãodosgrupos,duase 24horasapósacirurgia.Agravidadedanáuseafoiregistrada com a seguinte escala: sem náusea, náusea leve, mode-radaegrave.Umarespostacompletafoidefinidacomosem NVPOesemusoderesgateantiemético.MetoclopramidaIV (10mg)foiusadacomooantieméticoderesgate.Adorno pós-operatóriofoiavaliadacomumaescaladeclassificac¸ão numérica(0=semdore10=dormáxima).Quandouma paci-ente solicitava analgesia, um supositório de diclofenaco

(25mg)oupentazocinaintramuscular(15mg)era adminis-trado.Osintervalosde0-duashoraseduas-24horasforam definidoscomoimediatoetardio,respectivamente.O des-fechoprimário foiataxa derespostacompleta dentrode 24horasdacirurgia.

Umestudoanterior10 relatouumaincidênciacumulativa

de NVPO de 70% em 24horas em pacientes submetidas à cirurgia ginecológica laparoscópica. O tamanho da amos-trafoideterminadoporanálisedopoderparafornecerum poder0,8 paradetectar umareduc¸ão absolutade 35%na incidênciacumulativadeNVPO(˛=0,05).Aanálise estatís-tica foifeitacom oprograma SPSS® versão18 (SPSSInc.,

Chicago, IL, EUA). As variáveis contínuasforam compara-das poranálise devariânciasimples,com testes posthoc

deBonferroni paraascomparac¸õesmúltiplas.As variáveis categóricasforamanalisadascomostestesexatodeFishere

2,comcorrec¸ãoparacomparac¸õesmúltiplas,quando

apro-priado.Osdadosforamexpressosemnúmerodepacientes oumédia±desviopadrão.Umvalorp<0,05foiconsiderado estatisticamentesignificativo.

Resultados

Das130pacientes,quatroforamexcluídasdaanálise:duas convertidasparalaparotomiae duas violaram oprotocolo doestudo.Portanto,126pacientesforamrandomicamente alocadasemtrês gruposcom42cada(GrupoS, GrupoPe GrupoOS).

Osdados demográficos foram semelhantes em relac¸ão a idade,peso, altura,estado físicoASA, história de taba-gismo, história da doenc¸a de enjoo e/ou NVPO e fase do ciclo menstrual (tabela 1). Da mesma forma, não houvediferenc¸asignificativanasvariáveisintraoperatórias, incluindoadurac¸ãodaanestesiaecirurgia,asdosestotais deremifentanilerocurônio,otipodecirurgia,a tempera-tura,aperdasanguíneaeovolumedelíquidointravascular (tabela2).

Umarespostacompletaem24horas(desfechoprimário) foiobtidaem38%daspacientesdoGrupoS,em71%dogrupo Peem76% doGrupo PS(p<0,0005)(tabela3).Osgrupos

Tabela1 Dadosdemográficosdopaciente

GrupoS(n=42) GrupoP(n=42) GrupoPS(n=42)

Idade(anos) 38,9±13 37,5±13 40,0±13,3

Altura(cm) 157,6±5 156,4±5,1 157,5±5,9

Peso(kg) 53,8±6,9 51,8±8,2 53,6±9,6

PAMnaadmissão(mmHg) 94,9±15,5 97,8±14,6 92,9±14,2 EstadofísicoASA(I/II) 30/12 31/11 30/12

Tabagismo(n) 6 4 8

Históriadeenjooe/ouNVPO(n) 17 14 15

Fasedociclomenstrual(n)

Folicular 17 16 17

Luteal 18 20 15

Pós-menopausa 7 6 10

PAM,pressãoarterialmédia.

Dadosexpressosemmédia±DPounúmerodepacientes.Aanestesiafoimantidacomsevoflurano(GrupoS),propofol(GrupoP)ou combinac¸ãodepropofolesevoflurano(GrupoPS).

(4)

Tabela2 Parâmetrosrelacionadosàanestesia/cirurgia

GrupoS(n=42) GrupoP(n=42) GrupoPS(n=42) Durac¸ãodaanestesia(min) 171,2±58,6 167,9±67,1 155,5±48,7 Durac¸ãodacirurgia(min) 124,7±54,5 122,1±65,3 111,5±48,7 Anestésicos Remifentanil(mg) 3,082±1,884 3,197±1,856 3,055±1,420 Rocurônio(mg) 54,8±13,2 53,1±13,4 50,6±13 Tipodecirurgia(n) Cistectomia/tumorectomiaovariana 31 24 32 Adesiólise 2 5 2 Miomectomia 6 9 3 Salpingostomia 1 0 2

Perfurac¸ãoovariana 1 0 1

Ooforectomia 1 4 2

Temperatura(C) 36,6±0,4 36,4±0,4 36,6±0,6 Perdasanguínea(mL) 28,8±54,5 65,4±142,7 31,4±58,8 Volumedelíquidos(mL) 1059,0±312,3 1109,8±440,9 1036,0±341,1 Dadosexpressosemmédia±DPounúmerodepacientes.

Aanestesiafoimantidacomsevoflurano(GrupoS),propofol(GrupoP)oucombinac¸ãodepropofolesevoflurano(GrupoPS).

P e PS diferiram significativamente doGrupo S (p=0,012 e<0,002,respectivamente),masumadiferenc¸asignificativa nãofoievidenteentreosgruposPePS(tabela3).A inci-dênciadenáuseaem24horastambémfoisignificativamente

diferente (Grupo S=62%, Grupo P=29% e Grupo PS=21%, p<0,0005).Ataxadenáuseasignificativatambémfoimenor nosgruposPePSdoquenoGrupoS(p=0,003).Noentanto, nãohouvediferenc¸aestatisticamentesignificativaentreos

Tabela3 Incidênciadenáuseaevômitonopós-operatório

GrupoS(n=42) GrupoP(n=42) GrupoPS(n=42) p 0-2horasdepós-operatório

Náusea 24(57) 11(26)b 9(21)b 0,001a

Náuseasignificativa(moderadaougrave) 16(38) 7(17) 3(7)b 0,001a

Vômito 4(10) 5(12) 3(7) 0,759

Episódiosdevômitoempacientesquevomitaram 2,3±1,5 1,2±0,4 2±1,7 0,155

Náuseae/ouvômitonopós-operatório 24(57) 11(26)b 9(21)b 0,001a

Antieméticoderesgate 8(19) 1(2) 2(5) 0,014a

Respostacompleta 18(43) 31(74)b 33(76)b 0,001a

2-24horasdepós-operatório

Náusea 11(26) 5(12) 4(10) 0,078

Náuseasignificativa(moderadaougrave) 1(2) 3(7) 2(5) 0,592

Vômito 2(5) 4(10) 2(5) 0,586

Episódiosdevômitoempacientesquevomitaram 1,5±0,7 2,3±1,5 3±0 0,530

Náuseae/ouvômitonopós-operatório 11(26) 5(12) 4(10) 0,078

Antieméticoderesgate 2(5) 3(7) 0(0) 0,233

Respostacompleta 31(74) 36(86) 38(90) 0,108

0-24horasdepós-operatório

Náusea 26(62) 12(29)b 9(21)b <0,0005a

Náuseasignificativa(moderadaougrave) 17(40) 8(19) 4(10)b 0,003a

Vômito 4(10) 6(14) 3(7) 0,549

Episódiosdevômitoempacientesquevomitaram 3±2,2 2,5±1,2 4±3 0,651

Náuseae/ouvômitonopós-operatório 26(62) 12(29)b 9(21)b <0,0005a

Antieméticoderesgate 9(21) 4(10) 2(5) 0,052

Respostacompleta 16(38) 30(71)b 33(76)b <0,0005a

Dadosexpressosemmédia±DPounúmerodepacientes(%).

Aanestesiafoimantidacomsevoflurano(GrupoS),propofol(GrupoP)oucombinac¸ãodepropofolesevoflurano(GrupoPS).

a Diferenc¸aestatisticamentesignificativa(p<0,05).

(5)

Tabela4 Dadosdedornopós-operatório

GrupoS(n=42) GrupoP(n=42) GrupoPS(n=42) [0,1-4]Escaladeavaliac¸ãonumérica(0-10)

Pós-operatórioem

2h 6,4±2,5 5,6±2,3 5,9±3

24h 4,1±2,3 3,7±1,9 3,8±2,4

Diclofenacosódiconopós-operatório(mg) 17,3±18,7 16,7±18 17,9±18,5

Pentazocinanopós-operatório(mg) 7,9±8,9 8,6±13,7 4,6±7,4

Dadosexpressosemmédia±DP.

Aanestesiafoimantidacomsevoflurano(GrupoS),propofol(GrupoP)oucombinac¸ãodepropofolesevoflurano(GrupoPS).

gruposquantoàincidênciaoufrequênciadevômitoouuso deantieméticoderesgateem24horas(tabela3).

No período pós-operatório imediato, a proporc¸ão de pacientesque apresentou umaresposta completa foi sig-nificativamente maior nos grupos P (74%) e PS (76%) do que noGrupo S (43%) (p=0,001). A incidência de náusea tambémfoisignificativamente inferiornos grupos P(26%) e PS (21%) do que no Grupo S (57%) (p=0,001). Porém, nãohouvediferenc¸aestatisticamentesignificativaentreos gruposquantoàincidência oufrequênciadevômitonesse momentodemensurac¸ão(tabela3).

Noperíodopós-operatóriotardio,emboraaincidênciade náuseastenhasidomenornosgruposP(12%)ePS(10%)do quenoGrupoS(26%),adiferenc¸anãofoiestatisticamente significativa(p=0,078).Aproporc¸ãodepacientesque apre-sentouumarespostacompleta,aincidênciaeafrequência devômito,agravidadedanáuseaeousodeantieméticode resgatenãodiferiramentreosgruposduranteessemomento (tabela3).

Nãohouvediferenc¸aentreosgruposemrelac¸ãoàescala declassificac¸ão numérica ou uso deanalgesia (tabela 4). Nenhumapacienterelatouconsciêncianoperíodo intraope-ratório.

Discussão

Este estudomostra que o uso dacombinac¸ão depropofol esevofluranoduranteacirurgiaginecológicalaparoscópica diminuiaincidênciadeNVPO.Esteéoprimeiroestudo,de acordocomnossapesquisadaliteratura,queavaliaos efei-tosdousocombinadodepropofoleanestesiavolátilsobre aincidênciadeNVPO.

O uso de anestésicos voláteis como isoflurano e sevoflurano tem muitos benefícios. O efeito benéfico representativo é a cardioprotec¸ão. Os anestésicos volá-teis mostraram proteger o miocárdio contra a isquemia do miocárdio e danos de reperfusão por meio de uma via de transduc¸ão de sinal que inclui a proteína quinase C e os canais de KATP mitocondriais e sarcolemais.1,2

Segundorelatos,3,4osanestésicosvoláteistambémcausam

vasodilatac¸ão coronária ao ativar oscanais vasculares de KATP. Os ensaios clínicos randômicos com pacientes sub-metidosà cirurgiade artéria coronáriamostraram que os anestésicos voláteis diminuem a liberac¸ão de troponina, a durac¸ão do período de internac¸ão em UTI e a incidên-ciade eventoscardíacos, além de melhorar a func¸ão do

ventrículo esquerdo.11 Com base nesses ensaios, as

dire-trizes de 2007da Associac¸ão Cardíaca Americana/Colégio deCardiologiaAmericanosobreaavaliac¸ãocardiovascular noperioperatórioecuidadosparaacirurgianãocardíaca11

recomendamousodeanestésicosvoláteisduranteacirurgia nãocardíacaparamanutenc¸ãodaanestesiageralem paci-entes hemodinamicamente estáveis em risco de isquemia miocárdica(ClasseIIa,níveldeevidênciaB).Osbenefícios adicionaisdaanestesiavolátilincluemumamenor incidên-ciade consciência nointraoperatório durante a anestesia geral12 eumefeitobroncodilatador.13

AVTcompropofolestáassociadaaumamenorincidência deNVPO.5,6Alémdisso,aAVTtemmuitasvantagenssobre

a anestesiavolátil. Váriosestudos7 mostraram que

propo-fol, a depender dadose, causa uma diminuic¸ão do fluxo desanguecerebral, dataxa metabólicadoconsumo cere-bral deoxigênio e dapressão intracraniana. Estudos com animais14 mostraramque osanestésicos voláteisinibem a

vasoconstric¸ãopulmonarhipóxica(VPH)deummodo depen-dentedadose,emboraopropofolnãoparec¸aafetaraVPH.15

Emboraofatodepropofolpoderounãoinduzirhipertermia maligna (HM) permanec¸a controverso,16 Sumitani et al.17

relataram umaprevalênciarelativamentebaixadeHMem usuáriosdepropofol.Estudosanteriores8mostraramqueos

pacientesanestesiados com propofolapresentarammenos dordoqueaquelesanestesiadoscomanestésicosvoláteis. Alémdisso,aAVTmostrousermaiseficazparainibira res-posta neuroendócrina ao estresse em comparac¸ão com a anestesiavolátil.9Propofoltambémpodeprevenirosdanos

teciduais resultantes do estresse oxidativo18 por meio de

suaspropriedadesantioxidantes.19

Propofol e anestésicos voláteis, como sevoflurano e desflurano, são amplamente usadospara anestesiaclínica devidoaorápidoinícioetérminodaac¸ão.Ousodecadaum dos anestésicos tem vantagens e desvantagens. Desenvol-vemosumnovométododeanestesiaquecombinapropofol e anestesia volátil paraobter os benefícios e diminuir as desvantagens de cada anestésico. No entanto, essa era apenasumahipóteseeosefeitosreaisdacombinac¸ão per-maneciamdesconhecidos.Portanto,avaliamososefeitosda combinac¸ãodepropofoleanestesiavolátilsobrea incidên-ciadeNVPOempacientessubmetidasàcirurgiaginecológica laparoscópica.

Os resultados deste estudo mostraram que o uso de propofolcombinadocom anestesiavolátildurantecirurgia ginecológicalaparoscópicacausouumareduc¸ãode66%em NVPO(de62%para21%),umefeitoquefoimaisacentuado

(6)

noperíodopós-operatórioimediato. Surpreendentemente, esseefeitoécomparávelcomodaAVTcompropofol(uma reduc¸ãode66%noGrupoPSversus53%noGrupoP).A inci-dênciadeNVPOnoGrupoS(62%)foisemelhanteàincidência deNVPOrelatadaanteriormenteempacientessubmetidas àcirurgiaginecológicalaparoscópica.10,20

AspacientesdoGrupoPSreceberamdoses significativa-mente menoresdesevofluranoduranteaanestesia,oque podeexplicarareduc¸ãodaincidênciadeNVPO.Apfeletal.21

relataramqueograudeexposic¸ãoaanestésicosvoláteisé aprincipalcausadenáuseaevômitonopós-operatório ime-diato.Outra razãopara areduc¸ãodaincidência de NVPO podeser os efeitos antieméticosde propofol. As proprie-dades antieméticasde propofol foramdemonstradas pela primeiravezporBorgeatetal.22eposteriormenteporvários

outros autores.23 No entanto, o seu mecanismo exato de

ac¸ãoaindapermaneceobscuro.Propofol podeatuarcomo umantagonistadoreceptordedopamina;24 também

mos-trou ter fraco efeito antagonista contra serotonina. No entanto,omecanismoexatopeloqualpropofolexerceseus efeitos antieméticos permanece indeterminado. Segundo relato,25oefeitoestáassociadoaumavariac¸ãodefinidada

concentrac¸ãodeplasma;descobriu-seque aconcentrac¸ão plasmática de propofol associada a uma reduc¸ão de 50% nos escores de náusea é de 343ng.mL−1. Deacordo com

a simulac¸ão farmacocinética (TIVA trainer 8, Frank Eng-bers,Leiden,PaísesBaixos),155minutosapósumadosede induc¸ãode 1,5mg.kg−1 e manutenc¸ãocom 2mg.kg1.h1,

a concentrac¸ãoplasmática depropofol éde 1␮g.mL−1. A

simulac¸ão de dados também mostra que a concentrac¸ão plasmática de propofol cai abaixo de 350ng.mL−1 dentro

de aproximadamente 170minutos do fim dainfusão. Essa simulac¸ãodedadossugereque aconcentrac¸ão plasmática depropofolusadaemnossométodoficaráacimadavariac¸ão eficaz para antiemese até aproximadamente 170minutos apósofimdacirurgia.Issoprovavelmenteexplicaporque os pacientes do Grupo PS apresentaram uma menor inci-dênciadeNVPO,particularmentenoperíodopós-operatório imediato.

Limitac¸õesdoestudo

Nosso estudo tem algumas limitac¸ões. Em primeiro lugar, existe um consenso crescente de que uma profilaxia melhor para NVPO pode ser conseguida com o uso de uma combinac¸ão de agentes que atuam sobre diferentes receptores, considerando-se que vários receptores estão envolvidos na etiologia da NVPO. Em pacientes de alto risco,umaabordagemparaprevenirNVPOmultimodaltem sidorecomendada.Noentanto,nãoadministramosqualquer antieméticoprofiláticoouagentescombinadospara preve-nirNVPO.Essefoiomotivopeloqualresolvemosinvestigar oriscobasal,quepoderiatersidomascaradoporum antie-méticoprofilático.Diminuiroriscobasalfoirecomendado26

porque pode diminuir significativamente a incidência de NVPO.27,28 Além disso, os antieméticos profiláticos estão

associadosaoaumentotantodoscustosquantodosefeitos adversos.29,30Portanto,consideramosimportanteestudara

puraincidênciadeNVPOparacadamétododeanestesia.Em segundolugar,apenasumacombinac¸ãodataxadeperfusão depropofoledaconcentrac¸ãodesevofluranofoiestudadae

osefeitosdeoutrascombinac¸õesnãoforamavaliadosneste estudo.Portanto,a combinac¸ãoidealdataxadeperfusão depropofoledaconcentrac¸ãodesevofluranoaindaprecisa serdeterminada.

Conclusão

A combinac¸ão de propofol e anestesia volátil durante a cirurgiaginecológica laparoscópica diminuieficazmente a incidênciadeNVPOnaausênciadeantieméticoprofilático. Emboramaisestudosexperimentaissejamnecessáriospara esclarecera sua eficácia em um contextoclínico, acredi-tamos que a combinac¸ão de propofol e anestesia volátil oferece potenciaisbenefícios clínicos. Denominamos esse novométodode‘‘anestesiacombinadaintravenosavolátil (ACIV)’’.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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