Sensoriamento Espe tral Por Dete ção de Energia om Duplo Limiar sob
Canais em Desvane imento
κ
-µ
em Redes de Rádio CognitivoAnnita de Oliveira Petro hi Ribas
Brasília, Dezembro de 2015
Fa uldade de Te nologia
DISSERTAÇO DE MESTRADO
Sensoriamento Espe tral Por Dete ção de Energia om Duplo Limiar sob
Canais em Desvane imento
κ
-µ
em Redes de Rádio CognitivoAnnita de Oliveira Petro hi Ribas
Relatório submetido ao Departamento de Engenharia
Elétri a omo requisito par ial para obtenção
do grau de Mestre em Engenharia Elétri a
Ban aExaminadora
Prof. UgoSilvaDias,ENE/UnB
Orientador
Prof. Rafael Timóteo de Sousa Junior,
ENE/UnB
Examinador Interno
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
SENSORIAMENTO ESPECTRAL POR DETECÇO DE ENERGIA COM
DUPLO LIMIAR DE DECISO SOB CANAIS EM DESVANECIMENTO
κ
-µ
EM REDES DE RÁDIO COGNITIVOANNITA DE OLIVEIRA PETROCCHI RIBAS
ORIENTADOR: UGO SILVA DIAS
DISSERTAÇO DEMESTRADO EM
ENGENHARIA ELÉTRICA
RIBAS,ANNITA
SENSORIAMENTOESPECTRALPOR DETECÇODE ENERGIACOM DUPLO
LIMIAR SOB CANAIS EMDESVANECIMENTO
κ
-µ
EMREDES DE RÁDIO COGNITIVOxvii,79p., 297 mm(ENE/FT/UnB, Mestre,Engenharia Elétri a,2015
Dissertação de Mestrado - Universidadede Brasília.
Fa uldade deTe nologia.
Departamento deEngenharia Elétri a.
1. RádioCognitivo 2. Sensoriamento Espe tral
3. Dete tor de Energia 4. Canais sobDesvane imento
I. ENE/FT/UnB II. Título(série)
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
RIBAS,A.O. P.de (2015). Sensoriamento Espe tralporDete ção de Energia om DuploLimiar
sobCanais em Desvane imento
κ
-µ
em Redes de Rádio Cognitivo. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétri a, Publi ação PPGENE.DM - 611/15, Departamento de Engenharia Elétri a,Universidade de Brasília,Brasília,DF.
CESSO DE DIREITOS
NOMEDOAUTOR: ANNITA DE OLIVEIRAPETROCCHIRIBAS
TÍTULO DA DISSERTAÇO DE MESTRADO: SENSORIAMENTO ESPECTRAL POR
DE-TECÇO DE ENERGIA COM DUPLO LIMIAR SOB CANAIS EM DESVANECIMENTO
κ
-µ
EMREDES DE RÁDIOCOGNITIVOGRAU /ANO: Mestre / 2015
É on edida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir ópias desta dissertação de
mestradoeparaemprestar ouvendertais ópiassomenteparapropósitosa adêmi os e ientí os.
Oautorreservaoutrosdireitosdepubli açãoenenhumapartedestadissertaçãodemestradopode
Agradeço aos meus amigos pelo apoio e des ontração, à minha família pelo arinho e
in entivo, aomeu namorado Vítorpor todaajudae pa iên ia, e aomeu orientadorUgo
pelos ensinamentose onselhos durante todoo pro esso.
Estetrabalhotem omoobjetivo estudareinvestigarsistemasrádio ognitivosoperandopormeio
desensoriamento doespe troutilizando dete çãode energia baseadaemdoislimiaresde dete ção
em anais de desvane imento
κ
-µ
. Neste ontexto, sãoobtidas formulaçõese analisada a apa i-dade do sistemaproposto. Para isso, utilizam-se duasmétri as: urvas ROC (do inglês, Re eiverOperating Chara teristi s e AUC (do inglês, area under the ROC urve). Nas urvas ROC é
possível investigar a probabilidade de não dete ção (
P
m
, do inglês missing probability) versus a probabilidade de falso alarme (P
f
, do inglês false-alarm probability). Nesta dissertação, urvas ROC são obtidas paradiferentes valores dosparâmetros físi os da distribuiçãoκ
-µ
, onsiderando osmodelos de um limiar de dete ção e dois limiares de dete ção por energia, e estas urvas sãoomparadas para demonstrar o efeito de ambos osesquemas. Além disso, é analisado o impa to
da in erteza na estimação da potên ia do ruído e o impa to da implementação de té ni as de
diversidadeespa ialnaperforman edodete tordedoislimiares. Paraos enáriosdedete çãopor
doislimiares deenergia,análisesnuméri ase mediçõesde amposãoutilizadasparademonstrara
exibilidadedo modelopropostosobambientes dedesvane imento
κ
-µ
ein erteza noruído. Para amétri ada áreasobasCurvasROC,diferentes enários onsiderandodesvane imento,in ertezado ruído e diversidade são investigados, de forma a demonstrar a apa idade global de dete ção
dosistema.
ABSTRACT
This work's obje tive is to study the double threshold spe trum-sensing energy dete tion model
for
κ
-µ
fading hannels. Theoreti al formulas will be obtained and help to analyse the hannel's apability behaviour for the proposed model. In order to do that, the ROC (Re eiver OperatingChara teristi s) urve will be explained and the AUC (Area UndertheROC Curve) will be used
asa way of measuring theperforman e of thesystem. In theROC urve, it is possible to obtain
theprobabilityofmissdete tion(
P
m
)versustheprobabilityoffalsealarm(P
f
). Physi al parame-tersare setusing theκ
-µ
distribution to generate dierent ROC urves for thesingle anddouble threshold models. Then, the graphi s are ompare so that both models hara teristi s andper-forman e arebetter explained. Also, the un ertaintyon thenoise powerestimation and diversity
te hniques are analysed when using the double threshold model. Dierent s enarios onsidering
noise un ertainty and diversityare investigated. Theoreti al simulations are performed to better
Artigos Asso iados a Este Trabalho ... x
1 Introdução... 1
1.1 Contextualização... 1
1.2 Definição do Problema... 4
1.3 Objetivos... 4
1.4 Estrutura da Dissertação... 5
2 Rádio Cognitivo e Sensoriamento Espe tral... 6
2.1 O Con eito de Rádio Cognitivo... 6
2.1.1 Capa idade Cognitiva... 7
2.1.2 Re onfigurabilidade... 8
2.2 Arquitetura da Rede Rádio Cognitivo... 8
2.2.1 Bandas Não-Li en iadas... 9
2.2.2 Bandas Li en iadas ... 9
2.3 Sensoriamento Espe tral... 10
2.3.1 Esquemas de Dete ção... 11
2.4 Compartilhamento Espe tral... 13
2.4.1 Overlay... 14
2.4.2 Underlay... 15
2.5 Apli ações de Rádio Cognitivo... 15
3 Canais em Desvane imento
κ
-µ
... 163.1 A Distribuição
κ
-µ
... 173.2 Casos Parti ulares da
κ
-µ
... 194 Sensoriamento do Espe tro por Dete ção de Energia sob Canais em Desvane imento
κ
-µ
... 214.1 Dete ção de Energia para Um Limiar de Dete ção... 21
4.1.1 In erteza do Ruído ... 22
4.1.2 Canais em Desvane imento ... 23
4.2 Dete ção de Energia para Dois Limiares de Dete ção... 23
4.2.1 Canais em Desvane imento
κ
-µ
... 255.1 Área sob a urva ROC para Dete ção de Energia de Um Limiar... 36
5.2 Área sob a urva ROC para Dete ção de Energia de Dois Limiares. 37 5.2.1 AUC em Canais emDesvane imento
κ
-µ
... 376 Con lusões... 43
6.1 Trabalhos Futuros... 44
1.1 Expe tativade res imento de dispositivose onexõesmóveis no mundo. [1℄... 1
1.2 O upação média do espe tro por banda nas idades de Chi agoe Nova Iorque[2℄... 3
1.3 Esquema de oportunidadede transmissão... 3
2.1 Ci lo Cognitivo [3℄... 7
2.2 Arquitetura de rádio ognitivo: redeprimária e redese undária [4℄... 10
2.3 Oportunidade espe tral[4℄... 11
2.4 Modelos dedete tores de energia [5℄... 12
2.5 Modelooverlay de ompartilhamento do espe tro [6 ℄... 14
2.6 Modelos underlay de ompartilhamento do espe tro [6℄... 14
3.1 Componentes dosinalque sofreramefeitosdo ruídomultipli ativo [7℄... 17
3.2 Função densidade deprobabilidade
κ
-µ
omµ
xo... 183.3 Função densidade deprobabilidade
κ
-µ
omκ
xo... 194.1 Modelode Dete çãode Energia... 24
4.2 Comparação entre urvas ROC para osmodelos de ume dois limiares de dete ção (
κ = 1
,γ = 10
¯
dBandu = 5
)... 264.3 Comparação entre urvas ROC para osmodelos de ume dois limiares de dete ção (
µ = 0.7
,γ = 10
¯
dBandu = 5
)... 264.4 Curvas ROC para diferentes valoresde in erteza do ruído no anal (
κ = 1
,µ = 2
,¯
γ = 10
dBandu = 5
)... 274.5 Comparaçãoentre urvasROCparaomodelodeumlimiaredoislimiaresem anais
κ
-µ
sobin erteza do ruído(κ = 1
,γ = 10
¯
dBeu = 5
)... 284.6 Esquema genéri ode diversidade [7℄... 29
4.7 Curva ROC sob anais em desvane imento
κ
-µ
para diferentes números de ramos na té ni aSC(κ = 1.5
,µ = 1.75
,α = 0.5
eu = 5
)... 304.8 Curva ROC sob anais em desvane imento
κ
-µ
para diferentes números de ramos na té ni aMRC (κ = 1.5
,µ = 1.75
,α = 1
andu = 5
)... 314.9 Comparação entrea apa idade dedete çãoparaasté ni as dediversidadeMRCe SC (
κ = 1.5
,µ = 1.75
,α = 2
dBeu = 2
)... 324.10
P
d
vs.¯
γ[dB]
sob anaisemdesvane imentoκ
-µ
paradiferentesvaloresdeλ
2
(κ = 2
,µ = 1
,P
f
= 0.01
eu = 5
)... 334.11
P
d
vs.¯
γ[dB]
sob anais emdesvane imentoκ
-µ
ein ertezado ruídoparadiferentes valoresdeλ
2
(κ = 1
,µ = 2
,P
f
= 0.01
eu = 5
)... 33 4.12P
d
vs.¯
γ[dB]
ajustados a dados experimentais om esquema de dois limiaresmo-delados por anais em desvane imento
κ
-µ
(κ = 10
,µ
= 1.3,u
= 0.03 eP
f
= 0.1). DistribuiçãodeRayleighemétododeumlimiardedete ção sãoplotadasparaomparação... 34
4.13
P
d
vs.¯
γ[dB]
ajustados a dados experimentais om esquema de dois limiares mo-delados por anais em desvane imentoκ
-µ
(κ = 2
,µ
= 6,u
=0.045 eP
f
= 0.1). Distribuição de Rayleighé plotada para omparação... 355.1 Comparação entre área sob a urva ROC para os modelos de um limiar e dois
limiares em anais emdesvane imento
κ
-µ
variando∆
0
(µ = 5
,κ = 2
,γ = 10
¯
dBeu = 5
)... 38 5.2 Área sob a urva ROC sob anais em desvane imentoκ
-µ
e in erteza do ruídovariando
µ
(κ = 1
,γ = 10
¯
dB,u = 1
eα = 1
dB)... 39 5.3 Área sob a urva ROC sob anais om desvane imentoκ
-µ
e in erteza do ruídovariando
κ
(µ = 0.5
,γ = 10
¯
dB,u = 1
eα = 1
dB)... 40 5.4 Área sob a urva ROC sob anais em desvane imentoκ
-µ
e in erteza do ruídoimplementando até ni ade diversidadeSC(
µ = 1.75
,κ = 1.5
,α = 1
dBeu = 5
). .. 41 5.5 Área sob a urva ROC sob anais em desvane imentoκ
-µ
e in erteza do ruídoimplementando até ni ade diversidadeMRC(
µ = 1.75
,κ = 1.5
,α = 1
dBeu = 5
). 41 5.6 Comparação entre área sob a urva ROC sob anais em desvane imentoκ
-µ
ein- erteza do ruído implementando as té ni as de diversidade SC e MRC(
µ = 1.75
,T
p
tempomáximo desaper ebido [s
℄N
Potên ia doRuído [W/Hz℄h
ganho da amplitudedo sinalW
Largura de banda [Hz℄I
ν
(·)
função de Bessel modi adade primeiro tipoe ordemν
m
a variân ia da potên ia do sinaldesvane idoQ
u
(·, ·)
a função de Mar um-Qr
a envoltória instantânea dosinal0
F
1
(·, ·)
função hipergeométri a onuente regularQ(·)
função omplementar dadistribuição a umulada gaussianaSímbolos Latinos
T
p
tempomáximo desaper ebido [s
℄N
Potên ia doRuído [W/Hz℄h
ganho da amplitudedo sinalW
Largura de banda [Hz℄r
a envoltória instantânea dosinalSímbolos Gregos
κ
razão entre a potên ia total das omponentes dominantes e a potên ia total das omponentesespalhadasµ
rela ionado aos lusters de multi-per ursoη
razão entre as omponentesem faseeem quadraturade ada umdos lusters de multi-per ursoλ
Limiar de dete çãoγ
m
valormédio da razãosinal-ruídoγ
razão sinal-ruídoinstantâneaδ(ρ)
função delta de DiraΓ(·)
função GammaSiglas
ANATEL Agen ia Na ionalde Tele omuni ações
UIT União Interna ional dasTele omuni ações
ITU International Tele ommuni ations Union
FSA Fixed Spe trum Allo ation
FCC Federal Communi ations Commission
QoS Qualidade de Serviço
SNR Relação sinalruído.
ROC re eiveroperating hara teristi s
AUC areaunder theROC urve
AWGN Additive white Gaussiannoise
PDF Função densidade deprobabilidade
PSD Densidade espe tralde potên ia
MRC MaximumRatio Combining
SLC Square-Law Combining
•
Annita Ribas and Ugo Dias. On the Double Threshold Energy Dete tion-Based Spe -trum Sensing overκ
-µ
Fading Channels. Publi ado em 2015 IEEE Radio Wireless Week (RWS/SiRF/PAWR/WiSNet/BioWireleSS).•
Annita Ribas and Ugo Dias. On the Double Threshold Energy Dete tion-Based Spe trum Sensing overκ
-µ
Fading ChannelwithNoise Un ertaintyand Diversity. Publi ado no 2015 SBMO/IEEE MTT-S International Mi rowave andOptoele troni s Conferen e(IMOC).Introdução
1.1 Contextualização
Comuni ações móveis é umsegmento que está emgrande destaquedevido ao seu res imento
extremamente elevado. O aumento do número de dispositivos que a essam redes sem o, omo
elulares,tabletselaptops,éumdosprin ipaisfatoresque ontribuemparaoin rementodotráfego
dedados. No ano de 2013, a estimativa da quantidade de dispositivos móveis ao redordo mundo
era de 6,9 bilhões, e em 2014 este valor subiu para7,4 bilhões - um res umento de quase meio
bilhãodeunidades[1℄. AFigura1.1ilustraaexpe tativade res imentodedispositivose onexões
móveisnomundo. Comnovospadrõesdesistemassemo,surgeane essidadedesuprirademanda
por espe tro defrequên ias, umre ursoessen iale limitado paratais serviços.
Figura1.1: Expe tativa de res imento dedispositivose onexõesmóveis no mundo. [1℄
Oespe troeletromagneti oéumre urso ontrolado pelogovernoouautoridaderegulatória de
adapaís. Entretanto, antesde ada governoatribuirespe tropara seusoperadores, adafaixade
frequên iaé alo ada paraumserviço móvel por umórgãoreguladorglobal. Oresposávelporessa
oordenação a nívelinterna ional é ITU(International Communi ation Union). Os objetivos de
FSA (Fixed Spe trum Allo ation), em que o espe tro eletromagnéti o é parti ionado em bandas
de frequên iasdestinadas a diferentes tiposde serviços. Dentro de determinada região e durante
período de tempo previamente determinado, a agên ia reguladora autoriza o a esso ao re urso
eletromagnéti oa umoperador.
Devidoaotipodepolíti aFSA,muitasvezesoespe troésubutilizado. AFigura1.2demonstra
ao upação média dasbandasde frequên ias para as idades de Chi ago e Nova Iorque. A partir
delaé possível observar que a por entagem de o upação para ada anal é muito inferior ao que
lhes é destinado. Neste ontexto, a m de melhorar a e iên ia da utilização deste re urso, os
rádio ognitivos apare em omouma té ni a onável de a essodinâmi o. Rádio ognitivo é um
dispositivo inteligente, majoritariamente denido por software, SDR (Software Dened Radio), e
podeserformalmente denido omoumrádioquepodealterarseusparâmetrosdetransmissão
ba-seadonainteração omoambienteemqueopera. É apazderealizarosensoriamentodoespe tro,
determinar bandas o iosas e oportunisti amente alo ar usuários não-li en iados de forma a não
ausarinterferên iasausuáriosli en iados. AFigura1.3demonstraeste enário. Resumidamente,
algumas ara terísti as devem serlevadasem onsideração:
•
Flexibilidade e agilidade: habilidade de alterar parâmetros opera ionais em tempo real. É possível onseguirmaiorexibilidade quando rádios ognitivos sãobaseados emSDR;•
Sensoriamento: habilidade de observar e medir o estado do ambiente, in luindo o upação de espe tro. O sensoriamento é ne essário quando o dispositivo ne essita modi ar seufun ionamento baseadono onhe imento domeio de radiofrequên ia;
•
Aprendizadoe adaptação: habilidadede analisarinformaçõessensoriais,re onhe er padrões emodi ar omportamentosopera ionaisinternos ombasenaanálisedeumanovasituação,não apenasdevido a algoritmos previamente programados mas também omo resultado de
Sensoriamento doespe tro utilizandorádios ognitivostemdemonstrado-se e ientena
dete -ção de usuários li en iados em anais de radiofrequên ia. Neste enários, uma té ni a bastante
onhe idaéosensoriamento doespe trobaseadoemdete çãodeenergia. Estes dete toresmedem
aenergiadaformadeondare ebidaemumperíododetempoparade idirseomeiodetransmissão
estáefetivamente o upado ou livre[8℄.
Dete toresdeenergia onven ionais utilizamumlimiardedete ção. Quandoaenergia medida
no re eptoré maior que o limiar denido, o sistema on lui que o meio está o upado. Caso
on-trário,o anal é tido omo livre. Vários estudosforam feitos onsiderando este método [8 , 9,10 ℄,
prin ipalmenteutilizando anaismodeladospordistribuiçõesdedesvane imentotradi ionais, omo
Rayleigh,Ri eeNakagami-
m
. Entretanto,umnovomodelopropõeumdete tordeenergiabaseado em dois limiares de dete ção [11, 12 ℄. Análises demonstram que essa abordagem tem vantagensimportantes em relação a e onomia de largura de banda e aumento na agilidade se omparado
ao modelo de um limiar de energia. Apesar disso, a literatura ainda are e de estudos
rela io-nadosa té ni a de dete ção de energia om dois limiares onsiderando anais de desvane imento
generalizados.
Sendoassim,estetrabalhoinvestigao omportamento derádios ognitivosquerealizam
senso-riamento espe tralpor dete ção de energia baseadoem doislimiares sobummodelo generalizado
de desvane imento, hamado
κ
-µ
[13℄, e sob a óti a de algumas medidas de performan e, omo urvas de Cara terísti as de Operação do Re eptor, ROC (do inglês Re eiver OperationChara -teristi s), e Área Abaixo da urva ROC, AUC (do inglês Area Under the ROC Curve). Além
disso, serão analisadas variações nos enários, omo a presença de in erteza do ruído no anal e
implementação de diferentes té ni as dediversidades.
1.3 Objetivos
Estetrabalho visa atingirosseguintesobjetivos:
•
Des reverosensoriamentoespe traltendo omoté ni anotransmissorumdete torde ener-gia baseadoemdois limiares;•
Modelar o sistema de sensoriamento do espe tro sob anais em desvane imentoκ
-µ
para dete tor deenergia baseadoemdois limiares;•
Obter a formulação de probabilidade de dete ção para anaisκ
-µ
paradete tor de energia baseado emdois limiares;•
Obter e análisar as urvas ROC para diferentes valores dos parâmetros físi os em enários em desvane imentoκ
-µ
para dete torde energia baseadoemdois limiares;•
Analisar ainuên iadain ertezadoruídonas urvasROC paradiferentesvaloresdos parâ-metros físi osem enáriosemdesvane imentoκ
-µ
paradete tordeenergia baseadoemdois•
Analisar ainuên iadousode diversidadeespa ial na apa idade dedete ção onsiderando ROC para anaisκ
-µ
paradete torde energia baseadoem doislimiares;•
Analisar a exibilidade do modelo de dete ção de energia baseado em duplo limiar quando variamos oslimiaresde energia;•
Comparar o desempenho de dados práti os om sistemas teóri os para anaisκ
-µ
onside-randodete tor deenergia deume dois limiares;•
Análisar a áreasob a urva ROC (AUC) para anaisκ
-µ
para dete torde energia baseado em doislimiares;•
Analisar a inuên ia da in erteza do ruído na AUC para diferentes valores dos parâmetros físi osem enáriosemdesvane imentoκ
-µ
paradete tordeenergiabaseadoemdoislimiares;•
Analisar a inuên iado usode diversidade espa ial na apa idade global de dete ção utili-zando AUC para anaisκ
-µ
paradete torde energia baseadoem doislimiares;1.4 Estrutura da Dissertação
Estetrabalho está organizadoda seguinte forma:
•
O Capítulo 2 apresenta denições de rádios ognitivos, os aspe tos de uma rede de rádios ognitivos, o on eito desensoriamento doespe tro e seusesquemasde dete ção,o on eitode ompartilhamento espe tral ediferentes apli açõespara osrádios ognitivos.
•
O Capítulo 3 expli ita os on eitos que envolvem propagação de sinais e des reve a distri-buição de desvane imentoκ
-µ
.•
O Capítulo 4 dis ute o sensoriamento do espe tro por dete ção de energia para anais om desvane imentoκ
-µ
, onsiderando umlimiar edois limiares dedete ção. São demonstrados os efeitos de in erteza na estimação da potên ia do ruído no anal e a utilização dedife-rentes té ni as de diversidade espa ial para o modelo de duplo limiar proposto. Também é
investigada a exibilidadedo sistemaparadiferentes enários.
•
O Capítulo 5 apresenta a métri a de dete ção global do sistema, a área sob urvas ROC (AUC),para enários omdesvane imentoκ
-µ
,in erteza doruídoe té ni asdediversidade.Rádio Cognitivo e Sensoriamento
Espe tral
2.1 O Con eito de Rádio Cognitivo
Inúmeras análises demonstram que grandeparte dasbandas disponibilizadas para serviçosde
omuni ações ontinuam om taxasde o upação baixasou nulas, pois o tráfego em redes móveis
tendeaser realizadoporrajadas. Logo, ousoe ientedo espe troexigea habilidade deexplorar
oportunidades instantâneas de transmissão. Em 1999, Joseph Mitola III e Gerald Q. Maguire
propuseramumanovate nologia paraastele omuni ações. Umrádio ognitivo édenido
formal-mente omo um rádio apaz de alterar seus parâmetros om base na interação om o ambiente
no qual ele opera [14℄. Esta denição também é adotada pela agên ia de tele omuni ações
ame-ri ana, FCC (Federal Communi ations Commission). Posteriomente, surgiram outras denições,
estendendo ou omplementandoa ini ial. Logo, umrádio ognitivo
•
é umsistemade omuni ação sem o inteligente que estáatento aoambienteexterno e(...) adapta seusestados internos através de variações estatísti asnosestímulos de RF,a mdefazer alteraçõesem tempo real de ertos parâmetros de operação (potên ia de transmissão,
frequên ia da portadora, modulação), om dois objetivos prin ipais: omuni ação onável
e utilizaçãoe iente do espe trode rádio [15℄;
•
é umrádio ou sistemaque sente e está atento ao seu ambiente opera ional, e pode ajustar dinami amente e automonamenteseus parâmetros (ITU) [16 ℄;•
é um rádio ou sistemaque senteo ambiente opera ional eletromagnéti oe pode ajustar di-nami amente eautonomamenteseusparâmetrosparamodi araoperaçãodosistema, omomaximizar throughput, evitar interferên ia,fa ilitarinteroperabilidade, a essarmer ados
se- undários (NTIA)[16 ℄;
•
realizamedidasdinâmi asdetempo,frequên iaepotên iaeanalisaomeiodeRFparafazer uma de isão ótima de portadora e largura de banda, om objetivo de guiar o transmissorrequisito importante (WWRF)[16℄;
•
é umrádio quemonitora suaprópriaperforman e, monitora aqualidade do anal, varia a-ra terísti asopera ionais( omofrequên ia,potên ia,taxadedados)eotimizaaperforman esele ionando frequên iase anais automati amente(ATIS) [16℄.
Logo,umrádio ognitivo possuiduas ara terísti as bási as: apa idade ognitiva e
re ongu-rabilidade.
2.1.1 Capa idade Cognitiva
A apa idade ognitivaserefereahabilidadedeobterinformaçõessobreomeiodepropagação
através deobservação, sele ionar oportunistamente osre ursos disponíveis e explorar esta porção
espe tralsem ausarinterferên ias nousuário primário (também hamadode usuário li en iado).
Esta ara terísti a é omumente representada pelo i lo ognitivo, um onjunto de tarefas que
resume as funções desempenhadas pelo RC. A Figura 2.1 ilustra as fases de um i lo ognitivo:
sensoriamento, análise,geren iamento eadaptabilidade.
Figura 2.1: Ci lo Cognitivo [3℄.
Osensoriamento doespe tro é aprimeira etapa do i lo ognitivo,sendo umpro esso passivo
demonitoramento dosestímulos emum meio de radiofrequên ia (RF) e realizado pela antenade
re epção. Ele visa identi ar oportunidades de transmissão e levantar parâmetros do anal que
prin ipalobjetivo é forne er subsídiosparaodispositivoprati ar a essodinâmi o.
Na fase de análise do espe tro, também onhe ida omo estimação do anal, as medições
realizadasnosensoriamentosãoavaliadaseidenti a-sea apa idadeeasoportunidadesdea esso
ao meio. Em algumas abordagens, esta fase está integrada ao pro esso de sensoriamento, pois
ambas as etapas devem ser otimizadas onjuntamente. O sensoriamento e a análise espe tral
são etapas fundamentais, pois toda a apa idade ognitiva está ali erçada sobre as informações
oletadaspor elas. Logo,é importanteter ontrolee autelasobresuapre isãoeseudesempenho.
Naspróximasseções, serãotratadasté ni as importantespara realização destasfases.
O geren iamento do espe tro é a etapa em se utiliza asinformações levantadas anteriomente
paraa tomada de de isão. Paratransmitir suas informações, o rádio ognitivo agoratem
onhe- imento da apa idade dore urso e dopadrão de utilizaçãodosusuários primários, o quefa ilita
prever osmomentos em que elepode requisitar o anal para o transmissorse undário. Esta fase
tambémexigeumaboapolíti adealo açãodeespe tro,paraquenãosóaprioridadedeutilização
da rede primária seja respeitada, omo também exista uma administração e iente de alo ação
paraosusuáriosse undários interessados.
Finalmente, a adaptação dos re ursos de rádio é a última etapa do i lo ognitivo. Nela, os
parâmetrosinternosdorádio ognitivosãoalterados,prin ipalmenteosrela ionadosàtransmissão
deRF,dea ordo omaestratégiadenidana etapade de isãoanterior. Sãorealizados o ontrole
depotên iade transmissão paraevitarinterferên ias indesejadas,oajustedo ir uitode RFpara
operar na largura de banda e na frequên ia de portadora es olhidas, a es olha do esquema e da
ordemde modulação,e tambémda té ni ade odi ação maisapropriados, entre outros.
2.1.2 Re ongurabilidade
A re ongurabilidade serefere ao fato de umrádio ognitivo dever ser apazde adaptar seus
parâmetros de transmissão e re epção. Ele deve ser exível dependendo do meio em que deseja
transmitir,modi andofrequên iasete nologiasquandone essário. Paraisso,épre isohardwares
sosti ados, omonovasantenasdebandalarga,ampli adoresdepotên ia, onversores
analógi o-digitais de alta resolução, ltros adaptativos e pro essadores de alta velo idade. Entretanto, a
re onguraçãodorádio ognitivoestá baseadanautilizaçãodete nologiasderádios denidos por
software, osSDRs. Resumidamente, SDRs referem-se ate nologias emque asfun ionalidades de
amadafísi asãodenidasporsoftwares. Cara terísti asopera ionais deumdispositivo, omo
o-di ação,tipodemodulação ebandadefrequên ia,podemsermudadassimplesmente arregando
umnovo software.
2.2 Arquitetura da Rede Rádio Cognitivo
Umarederádio ognitivo apresenta dois pilares prin ipais: a redeprimária ea rede ognitiva.
regulamentadoe liberadopelogovernoouórgão reguladorespe í o,por issosão onsiderados de
alta prioridade. Esta liberação os permite operar e realizar tro a de dados na faixa de espe tro
determinada e abe asautoridades ontrolar e s alizar seu uso para que não haja interferên ia
prejudi ialaos serviçosasso iados.
A rede ognitiva, omumente hamada de redese undária, é aquelaque não possuipermissão
parautilizar omeioeporissodeveráprati aroa essooportunista aosre ursossubutilizados. Seu
sistemadeve seradaptadoparagarantira priorização e nãointerferên ia asistemas primários.
2.2.1 Bandas Não-Li en iadas
Bandasdefrequên iasnãoli en iadassãoporçõesdoespe trosreservadasparautilizaçãolivre
dedispositivosquedesejamoperardemaneiranãorestritaporli ençasesemregras ompli adasde
transmissãoepropriedade. Entretanto,essasfaixassãomaispropensasasofrer ominterferên ias.
Por não dependerem de li enças, essas faixas são utilizadas por diferentes padrões de te nologia
de omuni ação, omoIEEE802.11b/g/n(nabanda ISM2,4GHz)eIEEE802.11a(bandaUNII
5GHz).
Inúmeros estudos vem mostrando que as bandas não-li en iadas estão entre as mais
utiliza-das. Os motivos para essa popularidade estão na fa ilidade para desenvolvimento de inovações
te nológi assemoenvolvimento de omplexospro essosde regulamentação, e napossibilidade de
utilizaçãosem ustosnan eiros. Todososusuáriosinseridosnessarededetêm omesmodireitode
a essoaomeio. Entretanto, devido ao seuusomassivo,estasbandasestão próximas aatingir seu
ponto de saturação, e a interferên ia gerada por diversasredes heterogêneas está elevada aníveis
proibitivos, reduzindo ae iên ia natransmissão nestasfaixas.
2.2.2 Bandas Li en iadas
Bandas li en iadas sãofrequên ias reservadas para o uso de operadoresque obtêm permissão
do governo ou órgão regulador. Tradi ionalmente, tais permissõestambém estipulam te nologias
espe í as para serem utilizadas naquela banda. A exemplo disso, as faixas de 900 Mhz, 2100
Mhz e 2500 MHz, que no Brasil são reservadas para sistemas de omuni ações móveis 2G, 3G
e 4G LTE respe tivamente. No ontexto de rádios ognitivos, a rede primária possui a li ença
parautilizar umapartiçãodo espe troli en iado e aredese undáriaaguarda oportunidades para
a essar dinami amente o meio. A Figura 2.2 ilustra esta arquitetura. Dessa forma, através de
me anismos de sensoriamento espe tral e ompartilhamento espe tral, que serão expli ados a
se-guir,é possíveltornaro usodoespe tromaise iente. A barreiradasli ençastorna-se umpou o
maisexível, prin ipalmente quando seprati am boaspolíti asde a esso ompartilhado ao meio
2.3 Sensoriamento Espe tral
Osensoriamentodoespe troéaatividadedemonitorarperiodi amenteomeiode
radiofrequên- ia e identi ar possíveis oportunidades de alo ação dinâmi a. Essas oportunidades, onhe idas
omobura osespe trais(spe trumholes)ouespaçosbran os(white spa es),sãofaixasde
frequên- ianãoutilizadasnoespe tro epodemo orrerde formatemporal ouespa ial. Obura oespe tral
temporal o orre quando o usuário primário não está utilizando o anal em um determinado
pe-ríododetempoeousuáriose undáriotransmitedentrodeseual an e. Obura oespe tralespa ial
a onte e quando o usuário se undário transmite em faixas de frequên ia que estão livres, porém
2.3.1 Esquemas de Dete ção
Considerandoumaredeprimária eumarede ognitiva,oobjetivodosensoriamento espe tralé
realizarumteste dehipótesesbinárioede idirpelapresença ouausên iadousuárioli en iado em
umdeterminado anal. Quando o anal está vazio, hamamos a hipótese de
H
0
. Caso ontrário, temosahipóteseH
1
. Basi amente,parao asodeH
0
,osinalre ebidoéessen ialmenteoruídodo ambiente de RF;para o aso deH
1
, o sinalre ebido deve ser o ruído do anal a res ido do sinal transmitido pelousuário primário. Algumasté ni as prin ipais de dete ção sãoapresentadas nasseçõesseguintes.
2.3.1.1 Dete ção de Energia
A dete ção de energia é onsiderada a forma mais omum de sensoriamento espe tral devido
aoseu baixo usto omputa ional e baixa omplexidade de implementação. Este esquema é
las-si ado omonão- oerente, poisnão requer sin ronismo,e não-paramétri o, o quesigni a queo
dete tornãotem onhe imentopréviodosinaltransmitido. Estas ara terísti assãointeressantes
em sistemas de rádio ognitivo pois o espe tro sensoriado pode ser utilizado por diferentes tipos
deusuários primários[3℄. Nesta abordagem, osinalé determinado pela omparação entre asaída
do dete tor e umlimiar de energia pré-determinado. Se o sinal re ebido for maior que o limiar,
on lui-sequeo analestáo upado. Entretanto,esse esquemaésus etívelain ertezadapotên ia
doruído, o quepode gerarerros na de isão.
Odete tordeenergia podeserimplementado deduasformasprin ipais: nodominíodotempo
ou no domínio da frequên ia. A Figura 2.4 demonstra os diagramas de blo o de dete tores de
energiaparaasduasformas. Nodomíniodafrequên ia,odete torpro essaasfaixasdefrequên ia
apli andoatransformada rápidadeFourier, FFT(Fourier Fast Transform),oquepossibilita
pro- essarbandasmaiorese múltiplossinaissimultaneamente[5 ℄. Nodomíniodotempo,osinalpassa
analógi o-estatísti a de teste, quedeve ser omparada om o limiar de dete ção
λ
parade idir ausên iaou presença deumusuário primário no anal. Esteé o esquemaadotadono trabalho.Figura2.4: Modelos de dete tores deenergia [5℄.
2.3.1.2 Dete ção Ci loesta ionária
Normalmente,umaparte daestruturado sinaldousuário primário é onhe ida, omo taxade
dados,tiposdemodulaçãoefrequên iadaportadora. Sinaisdigitaissãomoduladosporportadoras
senoidais, trens de pulso, fator de espelhamento e operações omo odi ação e amostragem.
As médias e orrelações destes sinais demonstram periodi idade e por isso são hamados sinais
i loesta ionários. Este esquema de dete ção, também hamado de dete ção de ara terísti a,
baseia-se na exploração dessas propriedades para identi ação de usuários primários no espe tro
[17℄.
Sinais modulados são i loesta ionários, o que signi a que possuem omponentes periódi as
e alguns padrões. Esta pe uliaridade permite que o dete tor distingua o sinal através de análise
dafunção de orrelação espe tral. O ruído, omo sinalesta ionário no sentido amplo,não possui
orrelação. Odete torutilizaessasdiferençasentresinaleruídopararealizaratomadadede isão.
A presença ou ausên ia de sinais em uma banda é al ulada om base na função de orrelação
í li a,ao invés dadensidade espe tralde potên ia. Como o algoritmo de dete ção ara terísti a
é apaz de diferen iar usuários primários, usuários se undários e ruído, este método apresenta
maiorrobustez emelhordesempenho quando omparado ao métodode dete ção deenergia. Suas
desvantagenssedevemane essidadedeumlongoperíododeobservação,aquantidadedeamostrar
exigidas,a omplexidadede implementação ea apa idade de pro essamento.
2.3.1.3 Dete ção por Filtro Casado
Filtro asado é umltro linearprojetado para provera máxima relação sinalruído, SNR (do
inglês,Signal-to-NoiseRatio),ebaixaprobabilidadedeerroaosinaldete tado,alémdepossibilitar
levantarinformaçõesdo usuárioprimário mesmo napresença de ruído. Este esquema,entretanto,
depende do onhe imento de ara terísti as dosinal, omotipodemodulação, formato depa otes
omaltas probabilidade dedete çãoeimplementaralgorítimos dere epção omplexos, adete ção
por ltro asado torna-se inviável, já que o rádio deve ser apaz de demodular todos os tipos
de sinal re onhe idos exigindo muito pro essamento e onsiderável onsumo de potên ia. Sendo
assim,apesardaa urá iadessaté ni aedesuaamplautilizaçãoemsistemasde omuni ações,sua
omplexidade de implementação apresenta grande desvantagem para as redes de rádio ognitivo
[17℄.
2.3.1.4 Sensoriamento Cooperativo
Atéaqui foi possível per eberque a performan e de um úni o dete tor pode ser severamente
degradada devido a efeitos omo desvane imento, sombreamento ou sensores falhos. Está é a
motivação para o uso de umsensoriamento ooperativo, em que as observações de múltiplos
rá-dios ognitivos são ombinadas para melhorar a performan e de um dete tor [17℄. As té ni as
de sensoriamento ooperativo aproveitam a diversidade espa ial e de multiusuários dos sensores
traduzindo-asemganhosnadete ção dossinaisprimários. Arazãodessesganhoséquea
probabi-lidadedequetodosossensoresdistribuídos noambiente estejamexperimentandoníveisprofundos
de desvane imento e de sombreamento é baixa. É omum queenquanto alguns sensores estejam
sobre ondições pre árias de monitoramento, haja outros om melhor aptação do sinal
primá-rio. Ao mesmo tempo em que a ooperação pode obter ganhos de desempenho na dete ção, sua
operação geralmente vem om usto de redução do poten ial de transmissão da rede se undária.
O motivo disso é que a ooperação introduz informações de ontrole na rede se undária. Uma
vez queosre ursos de rádio disponíveis para transmissão sãolimitados, uma partedeles deve ser
reservada para tro as de informações de sensoriamento em detrimento da transmissão de dados
úteis [3 ℄. Além disso, é possível ter diferentes topologias de redes ooperativas: distribuidas ou
entralizadas. Em redes de sensoriamento distribuidas, os rádios ognitivos ompartilham
infor-mações oletadas om todososoutrose ada nótoma suade isãoquanto aostatusdo anal. Em
redes entralizadas, osnósenviamsuasmediçõesparaumrádiodereferên iaquerealizaade isão.
Aspolíti asde envio dedadosparaa entral dependemde ada implentação.
2.4 Compartilhamento Espe tral
Oa essooportunistase undáriodoespe tro,SSA(Se ondarySpe trumA ess),é ara terizado
pela identi ação e utilização apropriada de re ursos vagos por usuários não li en iados. Por
utilizaçãoapropriada, entende-se que o usuário se undário que queira utilizar a banda li en iada
deveseguirasexigên iasestritasdeutilizaçãodenidas pelousuário li en iado. Paraisso,orádio
ognitivodeverealizarosensoriamentodoespe troatravésdasté ni asexpli itadasanteriormente.
A onabilidade destas té ni as de sensoriamento é mais desaadora quando existem elementos
de in erteza, omo desvane imento, sombreamento ou ruído térmi o. Essa abordagem leva em
onsideração que nem sempre a rede se undária tem a possibilidade de interação om o usuário
Figura2.5: Modelooverlay de ompartilhamento do espe tro [6 ℄.
Figura2.6: Modelos underlay de ompartilhamento doespe tro[6℄.
2.4.1 Overlay
O a esso overlay refere-se a utilização do espe tro pelo usuário se undário quando o usuário
primário deixa este re urso ompletamente deso upado, ou seja, é possívelidenti ar os bura os
espe trais(ouespaçosembran o). Umrádio ognitivoidealmentedevesensoriarumagrandefaixa
doespe trodefrequên iasparaidenti aroportunidadesdea essosu ientes. Entretanto,aoinvés
deidenti arumagrandeeúni aporçãodelargura debanda,existeumaaltaprobabilidadedeum
rádio ognitivoidenti arváriaspequenasporçõesdefrequên iasvaziaslo alizadasaleatoramente.
Dessa forma, é ne essário agregar essas pequenas porções não- ontínuas para riar uma
oportu-nidade de transmissão om altas taxaspara omuni ação ognitiva. Para esse m, esquemas de
modulação multiportadoras são ferramentasapropriadas para o a essooportunista, omo OFDM
(Orthogonal DivisionFrequen y Multiplexing) e MC-CDMA (Multi arrier Code Division Multiple
Oa essounderlay, também hamadode espaços inzas, refere-se autilização doespe tro pelo
usuáriose undárioaomesmotempoemqueore ursoéutilizadopelousuárioprimário. Mesmoque
umusuário li en iado esteja ativoe transmitindoemumabanda espe í a,podehaver
omparti-lhamentodo analdeformaanãoimporaosistemaprimárioumnívelinadmissíveldeinterferên ia.
Emborao esquema de overlay dê ao sistemade omuni ação maior segurança quanto ao ontrole
de interferên ia sofrida pelo usuário primário, a abordagem underlay permite maior apa idade
ao sistema de omuni ação. É laro que isso também deve ser feito de forma que a operação
de usuário não-li en iado não ause degradação severa, impossibilitandoa transmissão primária.
Algumas soluções para o a esso underlay exploram a diversidade da interferên ia no anal para
fa ilitar oexistên iaentresistemas,alémdemétodospoderososde odi açãoedousodaté ni a
UWB(Ultra-Wideband).
2.5 Apli ações de Rádio Cognitivo
Como uma te nologia inovadora e e iente, o rádio ognitivo desperta o interesse de várias
áreasde sistemasde omuni ação. Algumaspodemser listadas:
•
Redes elulares: devido a exibilidade e adaptabilidade dos rádios ognitivos, é possível aumentar a área de obertura e interoperabilidade entre sistemas de omuni ações móveisem diferentes regiões, diminuindo degradação e perdas de omuni ação em deslo amento.
Além disso, pode-se ampliar a e iên ia no uso do espe tro e otimizar a apa idade das
redes;
•
Segurança públi a/Redes de emergên ia: permiteinteroperabilidade e oexistên ia entre os sistemas, tornando dispensáveis infraestrutura espe í a e alo ação de re ursos estáti os eine ientes;
•
Redes Wi-Mesh: permite que qualquer usuário om laptop ou smartphone se one te, via Wi-Fi em2,4 GHz,ao rádio ognitivo,que realizao en aminhamento dosdadosparaoutrainterfa e Wi-Fi,operandoemfaixasabaixode1GHz (sub-1GHz),quepropor ionammaior
raio de obertura;
•
Sensores sem o, WSN(Wireless Sensors Networks): soluçõesWSN utilizam espe tro não-li en iado, que atualmente apresenta desempenho omprometido devido a quantidade dete nologias que dividem a mesma faixa. Utilizando rádios ognitivos, as redes de sensores
podemen ontrar oportunidade em bura os no espe tro li en iado, fugindo da interferên ia
Canais em Desvane imento
κ
-µ
Em sistemasde omuni ações móveis,o aminho entretransmissorere eptorpossuiinúmeras
variações. Por ser aleatória e sofrer om diversos efeitos, a propagação do sinalgeralmente exige
umaanálise omplexa, levando em onsideração pro essos esto ásti os e muitas vezes empíri os.
Em um anal sem o, as fontes de ruído podem ser lassi adas em aditivas ou multipli ativas.
Oruídoaditivosurge depro essos dointeriordo dispositivo, omo ruídotérmi o, epor pro essos
externosao dispositivo, omoefeitosatmoféri os, radiação ósmi ae interferên ia de outros
equi-pamentoseletrni os. Oruídomultipli ativo a onte eemvariáveisen ontradas no aminho entre
transmissore re eptor. Algumasdessas variáveis sãoas ara terísti as dire ionaisdas antenas de
re epção (RX)e transmissão (TX),ree ção, absorção,espalhamento, difração,refração,et .
Ospro essosmultipli ativosno anal ostumamser dividiosemtrêstipos: perdade per urso,
sombreamento (ou desvane imento em larga es ala), e desvane imento rápido (também hamado
de desvane imento em pequena es ala). A Figura 3.1 ilustra o efeito dos tiposde pro essos
mul-tipli ativosemumsinalre ebido. A perdade per ursoestá rela ionada om aatenuação do sinal
no aminho entre o transmissor e o re eptor. Os pro essos físi os que ausam essa perda são
a distân ia entre as antenas, obstruções físi as, frequên ia de operação, espalhamento de ondas
transmisitas,entre outros [7℄.
O sombreamento, também hamado de desvane imento de larga es ala ou de longo prazo, é
observado emsinaisquesepropagamamédiase longasdistân iasse omparadasao omprimento
de onda. Este efeito está rela ionado a alterações signi ativas no ambiente, omo variações
temporais no índi e de refração da atmosfera, e também a obstruções, omo relevo, vegetação
e onstruções, que interferem no nível de sinal re ebido no re eptor. O desvane imento lento
determina a variação da média global do sinal re ebido e o orre em intervalos de dezenas de
omprimentos de onda.
O desvane imento em pequena es ala, onhe ido omo desvane imento rápido ou de urto
prazo,resultadeinterferên ias onstrutivasedestrutivas, omodiferençaemamplitudeedefasagem
de fase, entre múltiplas ondasque hegam no re eptor. Ele é usado para des rever asutuações
rápidasdasamplitudes, fasesou atrasosde aminhosmúltiplos de umsinalderádio emum urto
desvan imento empequena es ala do sinal, omo Rayleigh, Ri e e Nakagami-
m
. Neste trabalho, iremostratar da distribuiçãoκ
-µ
.Figura 3.1: Componentesdo sinalquesofreram efeitosdo ruídomultipli ativo [7 ℄.
3.1 A Distribuição
κ
-µ
A distribuição
κ
-µ
[13 ℄ é uma distribuição de desvane imento que pode ser usada para re-presentar as variaçõesde pequena es ala de sinais em redes sem o tanto em ondições de linhade visada, LOS (do inglês, Line Of Sight), quanto em ondições de multiper urso. Este modelo
onsideraumsinal ompostopor lusters deondasdemultiper ursopropagandoemumambiente
não-homogêneo. Dentrode qualquer umdos lusters asfasesdasondas espalhadassão aleatórias
epossuemtempo de atraso próximos. Em relação a outros lusters,o espalhamento de tempo de
atraso é relativamente grande. Assume-se que os lusters tem ondas espalhadas om potên ias
idênti as, masem ada luster é per ebidauma omponentedominante ompotên ia arbitrária.
Como seu nome sugere, a distribuição
κ
-µ
é es rita em termos de dois parâmetros físi os, hamadosdeκ
eµ
. Oparâmetrosκ
estárela ionadoarazãoentreapotên iatotaldas omponentes dominantes eapotên iatotal dasondasespalhadas,enquantoo parâmetrosµ
está rela ionadoao número de lustes multiper ursos. Ambososparâmetros devemsermaiores quezero.Para um sinaldesvane ido om envoltória
R
,sendor =
ˆ
pE(R
2
)
o valor rms de R, a função
densidade de probabilidade, PDF (do inglês, Probability Density Fun tion), e a função de
distri-buição umulativa, CDF (do inglês, Cumulative Distribution Fun tion), da envoltória podemser
es ritas,respe tivamente, omo
f
R
(r) =
2µ(1 + κ)
µ+1
2
κ
µ−1
2
exp(µκ)
1
ˆ
r
r
ˆ
r
µ
exp
µ(1 + κ)
r
ˆ
r
2
I
µ−1
h
2µpκ(1 + κ)
r
ˆ
r
i
,
(3.1)F
R
(r) =
h
1 − Q
u
p2κµ,
p2µ(1 + κ)
r
ˆ
r
i
,
(3.2)emque
I
ν
(·)
éafunção deBessel modi adade primeirotipo eordemν
[18,Eq. 9.6.20℄eQ
µ
(·, ·)
é a função Mar um-Q generalizada [19℄. As Figuras 3.2 e 3.3 mostram as PDFs para diferentesvaloresde
κ
eµ
. Paraen ontrar aPDFe CDFda razãosinal-ruído(SNR), éne essáriorealizara mudança de variáveis partindo de suas expressõesem relação aenvoltória do sinal (3.1) e (4.25).Utilizando aseguinte identidade
f
Γ
(γ) = f
R
(r) ·
∂r
∂γ
,
(3.3)emque
γ
representa a razãosinal-ruído instantânea, é possívelen ontrar asfunçõesdensidade de probabilidade edensidade umulativa darazão sinal-ruídoda distribuiçãoκ
-µ
omof
Γ
(γ) =
µ (1 + κ)
µ+1
2
κ
µ−1
2
exp (µκ)
√
γ · ¯γ
γ
¯
γ
µ
2
exp
µ(1 + κ)
γ
¯
γ
I
µ−1
2µ
r
κ (1 + κ)
γ
¯
γ
,
(3.4)F
Γ
(γ) =
1 − Q
u
p2κµ,
r
2µ(1 + κ)
γ
¯
γ
,
(3.5) emqueγ
¯
éa SNR média.___ Distribuição Κ-Μ
- - - Distribuição Rayleigh
Κ
= 0, 2, 3, 5, 7, 10
Μ
= 0.7
0.0
0.5
1.0
1.5
2.0
2.5
3.0
0
1
2
3
4
5
6
7
Ρ
f
R
HΡ
L
___ Distribuição Κ-Μ
- - - Distribuição Rayleigh
Μ
= 0.3, 0.5, 0.8, 1, 1.5, 2, 3, 5
Κ
= 1
0.0
0.5
1.0
1.5
2.0
2.5
3.0
0
1
2
3
4
5
6
Ρ
f
R
HΡ
L
Figura3.3: Função densidade de probabilidade
κ
-µ
omκ
xo3.2 Casos Parti ulares da
κ
-µ
Adistribuição
κ
-µ
é umadistribuiçãogeneralizada quein lui outrasdisitribuiçõesde desvane- imento em seus asos parti ulares, apenas ajustando seus parâmetros, omo as distribuições deRayleigh, Ri e, Nakagami-
m
e GaussianaUnilateral. Noteque tanto Ri e omo Nakagami-m
são distribuiçõesquein luem a distribuiçãode Rayleigh, eNakagami-m
tambémin lui adistribuição Gaussiana Unilateral. Dessa forma, todas essas distribuições podem ser obtidas através daκ
-µ
[13℄.A distribuição de Ri e des reve um sinal desvane ido om um luster multiper urso em que
há uma omponente dominante entre as ondas espalhadas. Logo, a modelagem de Ri e pode ser
obtidaquando fazemoso parâmetro
µ = 1
. Nesse aso, o parâmetroκ
oin ide omo parâmetro kdadistribuição deRi e. Fazendoµ
=1eκ → 0
nadistribuiçãoκ
-µ
,omodelodaRayleighpode serobtido.UmsinalNakagami-
m
é omposto de lusters de multiper urso sem omponentesdominantes emseus lusters. Portanto, quandoκ → 0
,temosarepresentaçãodadistribuiçãode Nakagami-m, emquem representa onúmero de lusters de multiper urso. A distribuição GaussianaUnilateralpode ser obtida fazendo
µ = 0.5
eκ → 0
. A Tabela 1 resume as alterações de parâmetros ne essáriasparaa obtençãodasdistribuiçõesaqui itadas.Tabela3.1: Quadroresumodosvalores
κ
eµ
usados paraaobtenção de outras distribuições. Distribuiçãoκ
µ
Rayleighκ → 0
µ
=1 Ri eκ = k
Rice
µ
=1 Nakagami-mκ → 0
µ
=m Gaussiana Unilateralκ → 0
µ
=0.5Sensoriamento do Espe tro por
Dete ção de Energia sob Canais em
Desvane imento
κ
-µ
4.1 Dete ção de Energia para Um Limiar de Dete ção
Modelos onven ionais onsideram apenas um limiar de dete ção para realizar a dete ção de
energiae de idirpelapresença ouausên iade umsinalno analde radiofrequên ia. Como itado
naseção 2.3.1,duashipótesespara essemodelo dedete ção podem serdenidas:
H
0
: y(t) = n(t),
H
1
: y(t) = hx (t) + n(t),
(4.1)emque
y(t)
éo sinaltransmitido pelousuárioprimário,x(t)
éosinalre ebidopelousuário se un-dário,n(t)
é o ruído bran o gaussiano aditivo (AWGN) eh
é o oe iente do anal. Utilizando o dete tor de energia, ilustrado pela Figura 2.4b, o sinal na saída do integrador é usadoestatis-ti amente para a tomada de de isão. Este sinal Y na saída do re eptor possui a distribuição a
seguir:
H
0
: χ
2
2T W
,
H
1
: χ
2
2T W
(2γ),
(4.2)emque
γ
éarelaçãosinalruído(SNR),χ
2
2T W
eχ
2
2T W
(2γ)
sãodistribuições hi-quadrado entrada enão- entrada,respe tivamente, om2TWgrausdeliberdadeeumparâmetrodenão entralidadede
2γ
para a segunda distribuição. TW é o produto tempo-largura de banda, que é um inteiro, denotadopor u. Caso Y sejamenor queλ
, onsidera-se queo anal está disponível. Caso Y seja maiorqueλ
, onsidera quehá sinalprimário sendotransmitido no anal.A partir desse modelo de dete ção, foram denidas métri as para al ular de forma onável
e e iente a presença de usuários primários no anal. Em ambientes em que não há
realmente o upado. Em outras palavras,
P
d
pode ser denida omo a probabilidade de o rádio ognitivo dete tar um anal omo o upado eele de fatoestar sendoutilizado. Matemati amente,aprobabilidade de dete ção é dadapor [8 ℄
P
d
= P {Y > λ|H
1
} = Q
u
(p2γ,
√
λ),
(4.3)emque
λ
éolimiardedete çãopreviamenteestipulado. AfunçãoMar um-Qgeneralizada,Q
u
(·, ·)
, podeser es rita omo [19℄Q
u
(a, b) = exp
−
a
2
2
∞
X
i=0
1
i!
a
2
2
i
Γ[i + u,
b
2
2
]
Γ[i + u]
.
(4.4)A hamada probabilidade defalsoalarme,
P
f
,pode serdenida omoaprobabilidade ondi ional de o sinal Y estar a ima deλ
, enquanto na verdade o anal está deso upado. Basi amente,P
f
é a han ede o rádio dete tar que o anal está heio quando não está. A probabilidade de falsoalarmeédenida omo[8℄
P
f
= P {Y > λ | H
0
} =
Γ(u,
λ
2
)
Γ(u)
,
(4.5)em que
Γ(·)
eΓ(·, ·)
são as funções gamma ompleta [20℄ e in ompleta [21 ℄, respe tivamente. Finalmente, podemos denir aprobabilidade de perda, ou probabilidade de nãodete ção, omoaprobabilidade denão dete tarumsinalquando eleestá presente no anal, dada por
P
m
= 1 − P
d
.
(4.6)4.1.1 In erteza do Ruído
O limiar de dete ção depende sensivelmente da razão sinal-ruído. Na presença de in erteza
do ruído no anal, NU (Noise Un ertainty), para valores médios de SNR muito baixos, torna-se
imprati ável a dete ção de usuários primários. Assumindo a presença de
β
dB de in erteza na estimação da potên ia doruído, então a potên ia real do ruído estána ordem de(δ
2
s
/α, αδ
2
s
)
, em queα = 10
β
10
. Consequentemente, aquantidade desejadade amostras ne essáriaspara obterP
f
eP
d
édenida omo[22℄N =
2(C
−
1
(P
f
) − C
−
1
(P
d
))
2
(SN R − (α −
α
1
))
2
, γ
s
> γ
wall,
(4.7)em que
C(·)
é a função omplementar da distribuição a umulada gaussiana,γ
wallé o limiar da
SNRnoqualadete çãoirásemprefalhar,eoSNRwall sobum analAWGNéSNR energy
wall
=
α
2
−
1
α
.Quandoapotên iadoruídoésuperestimada omo
¯
δ
2
P
f
= P
(
1
¯
δ
2
s
N
X
i=1
x
2
(i) > ¯
λ | H
0
)
= P
Z
¯
δ
2
s
> α¯
λ | H
0
= P
f
(α¯
λ),
(4.8) em queZ =
P
N
i=1
x
2
(i)
é a potên ia re ebida. Por outro lado, quando¯
δ
2
s
é subestimado omo¯
δ
2
s
=
δ
2
s
α
,a probabilidade de falsoalarmeé obtida omoP
f
= P
Z
¯
δ
2
s
>
λ
¯
α
| H
0
= P
f
¯
λ
α
.
(4.9)BaseadonasEquações(4.3)e(4.5),per ebe-sequetanto
P
d
quantoP
f
sãofunçõesde res entesdeλ
. Porém, onsiderando queo valor realdapotên ia doruído podeassumir qualquer valordentro de(δ
2
s
/α, αδ
s
2
)
,paragarantir arestriçãodo espe troutilizado,olimiar dedete çãoadequado deve serdenido omoλ = αλ
¯
. Portanto, opior asodeP
d
a onte equando¯
δ
2
s
= αδ
s
2
eP
d,
pior= P
Z
¯
δ
2
s
> ¯
λ | H
1
= Q
u
p2γ, α
√
λ
.
(4.10) 4.1.2 Canais em Desvane imentoEmambientes omdesvane imento,o oe ientedo anal
h
évariável. Logo,asprobabilidades que dependem da hipóteseH
1
devem ser uma média estatísti a sob o anal de desvane imento. Neste ontexto, aprobabilidade de dete ção é obtida fazendo a média entre a probabilidadeon-di ionale afunção densidade de probabilidade da SNR,
f
Γ
(·)
, omoP
d
=
Z
x
Q
u
(p2γ,
√
λ)f
Γ
(x)dx.
(4.11)Para os asos emquetambém existein erteza do ruídono anal, a probabilidade de dete ção
éen ontrada substituindo(4.10) em(4.11):
P
d
=
Z
γ
s
Q
u
p2γ, α
√
λ
f
Γ
(x)dx.
(4.12)4.2 Dete ção de Energia para Dois Limiares de Dete ção
Neste modelo de dete ção de energia, a de isão por
H
0
ouH
1
será tomada baseada em dois limiaresde dete ção,λ
1
eλ
2
,enãoapenasemumúni olimiar, omoilustraaFigura4.1. Aregra dede isãoé modelada omote ção te ção
Figura4.1: Modelode Dete çãode Energia
D=
H
0
,
seY ≤ λ
1
SemDe isão,seλ
1
< Y < λ
2
H
1
,
seY ≥ λ
2
em que Y é a energia do sinal re ebido y(t) e D é a de isão do rádio ognitivo. Logo, o
usuá-rio se undário de ide por
H
0
quando a energia re ebida for menor queλ
1
, de ide porH
1
se a energia re ebida for maior queλ
2
, ou não toma de isão se o valor de energia observado estiver entre os limiaresλ
1
eλ
2
. O desempenho do sensoriamento de espe tro para o modelo de dois limirespode serinvestigada omonomodelo lássi odeumlimiar omputando asprobabilidadesde dete ção (
P
d
), de falso alarme (P
f
) e de perda na dete ção (P
m
), mas agora a probabilidade denãode isão(∆
)tambéméin luida naanálise. Dessaforma, onsiderandoahipóteseH
0
,P
d
0
é denida omoa probabilidade de de idirpelaausên iado usuário primário,∆
0
éa probabilidade denãode isãoeP
f
omoaprobabilidadedede idirpresençadousuárioprimário. Paraambientes semdesvane imento omAWGN,P
d
0
,∆
0
eP
f
sãodadospor[24 ℄P
f
(λ
2
) = P {Y > λ
2
|H
0
} = G
u,
λ
2
2
,
(4.13)∆
0
= P {λ
1
< Y < λ
2
|H
0
} = P
f
(λ
1
) − P
f
(λ
2
),
(4.14)P
d
0
= P {Y < λ
1
|H
0
} = 1 − ∆
0
− P
f
(λ
2
),
(4.15) emqueG(a, z) =
Γ(a,z)
Γ(a)
é afunção Gamma Regularizada [25℄. Damesma maneira,soba hipóteseH
1
,P
d
1
é denida omo a probabilidade de de idir pela presença do usuário primário,∆
1
é a probabilidadede nãode isãoeP
m
éaprobabilidade dede idirpelaausên iado usuárioprimário. Logo,P
d
1
(λ
2
) = P {E > λ
2
|H
1
} = Q
u
(p2γ,
pλ
2
),
(4.16)∆
1
= P {λ
1
< E < λ
2
|H
1
} = P
d
1
(λ
1
) − P
d
1
(λ
2
),
(4.17)P
m
= P {E < λ
1
|H
1
} = 1 − ∆
1
− P
d
1
(λ
2
).
(4.18) Curiosamente, fazendoλ
1
= λ
2
, a região de não-de isão passa a não existir e o modelo de dois limiaressereduz aomodelo deumlimiar tradi ional.O desempenho de um dete tor de energia, dado um valor médio de SNR
γ
¯
e um produto tempo-largura de bandau
, pode ser ara terizado por urvas ROC. Elas são uma representação grá a e rela ionam a probabilidade de perda de dete ção om a probabilidade de falso alarme.Estas urvaspodemserusadaspara ara terizar aperforman e tanto dosdete tores deumlimiar
4.2.1 Canais em Desvane imento
κ
-µ
Como no modelo de um limiar, as probabilidades que derivam da hipótese
H
1
devem ser um médiaestatísti a sobo analde desvane imento. Logo,P
d
=
Z
x
P
d
1
f
Γ
(x)dx.
(4.19)Neste trabalho será analisado o desempenho do sensoriamento espe tralsob anais de
desvane i-mento
κ
-µ
. Substituindoafunçãodensidade deprobabilidadedaSNRγ
dada por(3.4) em(4.19), eapósalgumassimpli açõesalgébri as,aprobabilidadededete çãosob anaisdedesvane imentoκ
-µ
podeser derivadaem suaformaexata omoP
d
1
(λ
2
) =
µ (1 + κ)
¯
γ + µ (1 + κ)
µ
∞
X
i=0
1
i!
¯
γ
¯
γ + µ (1 + κ)
i
×
Γ[i + µ]G[i + u,
λ
2
2
]
exp[κ(1 + µ)]
1
F1
n + µ, µ,
κ(1 + κ)µ
2
¯
γ + µ (1 + κ)
,
(4.20)em que
1
F1
[·, ·, ·]
é a função hipergeométri a onuente de Kummer [18, Eq. 13.1.2℄.∆
1
eP
m
também podemserobtidas emsuaforma fe hada substituindo(4.20) em(4.17)e (4.18),respe ti-vamente.
AsFiguras 4.2e 4.3 mostram a omparação entre urvas ROC sob anais de desvane imento
κ
-µ
para os esquemas de dete ção de dois limiares e de um limiar. Assume-se queu
e¯
γ
são 5 e 10 dB, respe tivamente. Para o esquema de dois limiares, a probabilidade de não-de isão sobhipótese
H
0
é dada por∆
0
= 0.01
. A Figura 4.2demonstra que aumentando o efeito de luster de multiper urso, a probabilidade de perda de dete ção diminui para ambos os esquemas. Notequeparabaixosvaloresdeprobabilidadedefalsoalarme, ométododedoislimiaresreduzbastante
a probabilidade de perda de dete ção, e para altos valores de
P
f
ambos os métodos são quase oin identes. A Figura4.3demonstra que aumentandoas omponentesdominantes de sinaissemo,a probabilidade de não dete ção diminui. Para ambos osesquemas, a prin ipal diferençaestá
na região de baixasprobabilidades de falso alarme, em que a variação pode hegar a 0.4quando
κ = 16
.4.2.1.1 Canais
κ
-µ
om In erteza do RuídoAnalogamente aosistemadeumlimiar,oesquemadedoislimiarestambémsofre omosefeitos
dein erteza do ruído. Por isso,asprobabilidades podemser denidas omo
P
f
= P
Z
¯
δ
2
> β ¯
λ
2
|H
0
= G
u,
β ¯
λ
2
2
,
(4.21)P
d1
= P
Z
¯
δ
2
> β ¯
λ
2
|H
1
= Q
u
(p2γ, βpλ
2
).
(4.22)∆
0
eP
d0
podemseren ontradassubstituindo(4.21) em(4.14) e(4.15),respe tivamente.∆
1
eP
m
podem ser obtidas substituindo (4.22) em (4.17) e (4.18), respe tivamente. Para ambientes omΚ
= 1
Μ = 0.3, 1, 2, 5
Dois Limiares (desvanecimento Rayleigh)
Um Limiar (desvanecimento Κ-Μ)
Dois Limiares (desvanecimento Κ-Μ)
10
-
4
0.001
0.01
0.1
1
10
-
4
0.001
0.01
0.1
1
P
f
P
m
Figura 4.2: Comparação entre urvas ROC para os modelos de um e dois limiares de dete ção
(
κ = 1
,γ = 10
¯
dBandu = 5
).Μ =
0, 7
Κ =
0, 3, 7, 16
Dois Limiares (desvanecimento Rayleigh)
Um Limiar (desvanecimento Κ-Μ)
Dois Limiares (desvanecimento Κ-Μ)
10
-
4
0.001
0.01
0.1
1
10
-
4
0.001
0.01
0.1
1
P
f
P
m
Figura 4.3: Comparação entre urvas ROC para os modelos de um e dois limiares de dete ção