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A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES NA DISCIPLINA DE SOLOS

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Academic year: 2020

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(1)A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES NA DISCIPLINA DE SOLOS. Kellyn Klein 1 Alisson de Mello Deloss 2 Iolanda da Luz Duarte 3 Carlos Yuri de Oliveira da Silva 4 Mirla Andrade Weber 5 Frederico Costa Beber Vieira 6. Resumo: Este trabalho representa uma análise e reflexão acerca da extensão universitária e como a mesma desempenha um papel importante no aprendizado e na construção do conhecimento de universitários, como também fornece o acesso da comunidade a informações científicas, desempenhando um papel social. O ensino de solos está intimamente ligado à educação ambiental, e o mesmo prevê conscientizar as pessoas sobre a importância do solo para o equilíbrio do ecossistema. Durante a disciplina de Solos para Ciências Biológicas, dentre outras formas de avaliação, houve uma atividade de extensão realizada na escola Carlota Vieira da Cunha para uma turma de 6º ano. Os alunos matriculados na disciplina foram encarregados a criar uma atividade interativa dentro dos temas propostos sobre o tema principal solo. No final da disciplina foi aplicado um questionário aos discentes para uma autoavaliação da Atividade de Extensão de Solos com seis perguntas. Ao analisar as respostas obtidas pôde-se observar um consenso em relação à contribuição positiva da atividade no processo de aprendizagem e formação dos universitários. Desta forma, há a confirmação da importância da realização de atividades de extensão na vida acadêmica.. Palavras-chave: projeto de extensão; formação universitária; ensino de solos; aprendizagem eficiente.. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES NA DISCIPLINA DE SOLOS 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Estudante de Engenharia Florestal; Universidade Federal do Pampa - Campus São Gabriel. [email protected]. Co-autor 3 Estudante de Engenharia Florestal; Universidade Federal do Pampa - Campus São Gabriel. [email protected]. Co-autor 4 Estudante de Engenharia Florestal; Universidade Federal do Pampa - Campus São Gabriel. [email protected]. Co-autor 5 Docente. [email protected]. Orientador 6 Professor Adjunto, Universidade Federal do Pampa - Campus São Gabriel. [email protected]. Co-orientador. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE.

(2) A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES NA DISCIPLINA DE SOLOS 1 INTRODUÇÃO A universidade desempenha papéis que vão além da sala de aula com o ensino, a pesquisa e a extensão universitária. O exercício de tais funções é solicitado como dado de excelência na graduação, fundamentalmente voltado à formação de um profissional cidadão relacionado com a apropriação e produção do conhecimento científico e compromissado ainda com a realidade social (MENEZES NETO, 1983 apud FERNANDES et al. 2012, p.170). De certa forma, não precisamos apenas estender os muros da universidade para a comunidade, precisamos também trazer a população para dentro, oportunizando à mesma e aos universitários grandes contribuições, assim como viabilizar uma forma de colocar em prática o que foi aprendido em sala de aula. Ainda que não haja no meio acadêmico a devida valorização acerca do papel da extensão, que muitas vezes acaba perdendo espaço e investimentos para a pesquisa, há de se perceber que a extensão universitária vai muito além de promover o compartilhamento do conhecimento com a comunidade, contribuindo para a formação de indivíduos profissionais e sociais, incentivando a divulgação científica, havendo a troca de informações e o benefício mútuo. Apresenta-se, ainda, como uma das práticas acadêmicas com potencial para interpretar, na universidade, as demandas que a sociedade impõe, uma vez que permite socializar o conhecimento e promover o diálogo entre o saber científico e o saber popular. (FADEL et al. 2013, p. 937) A sustentabilidade ambiental depende do adequado funcionamento do solo, isso porque as principais relações e interações bióticas, e, consequentemente, a regulação dos ecossistemas ocorrem no solo. (VEZZANI, F. M., MIELNICZUK, J. 2011, p. 11). Dada tal importância do solo em nossas vidas, deve-se incentivar os universitários a levarem o conhecimento acadêmico sobre o solo para fora da universidade. Com isso, na tentativa de despertar na comunidade o cuidado e respeito com o solo, promover a educação em solos é essencial para que se evite a degradação e se introduza o pensamento conservacionista, mantendo a qualidade dos nossos solos. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é relatar e analisar os resultados obtidos com a participação dos universitários na atividade de extensão realizada como método avaliativo dentro da disciplina de Solos para Ciências Biológicas e buscar conhecer as contribuições da mesma na sua aprendizagem e formação. 2 METODOLOGIA Este trabalho foi realizado com 11 estudantes universitários dos cursos de Ciências Biológicas e Gestão Ambiental matriculados no componente curricular de Solos para Ciências Biológicas do semestre letivo 2018/1, que participaram da atividade de extensão proposta no plano de ensino da disciplina. A atividade ocorreu no final do semestre e foi realizada na Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(3) escola municipal Carlota Vieira da Cunha em São Gabriel/RS com 16 alunos de uma turma do 6º ano do Ensino Fundamental (Figura 1).. (Figura 1: Universitários com a turma do 6º ano da escola Carlota Vieira da Cunha), São Gabriel, 2018.. Os universitários se organizaram em duplas e individualmente e foram orientados a elaborar uma atividade prática e contextualizada que abordasse os assuntos propostos em sala de aula, relacionados ao tema solos que foram estudados pelos alunos no decorrer da disciplina, como propriedades físicas do solo ± porosidade e compactação, cores e textura do solo, infiltração e retenção de água no solo, solos do Brasil e tipos de solos, composição do solo, matéria orgânica e minhocas do solo e perfil do solo (Figura 2).. (Figura 2: atividades práticas sobre solos elaboradas pelos universitários) São Gabriel, 2018.. Após ser realizada a visita na escola os universitários foram convidados a responder um questionário autoavaliativo com seis questões, das quais duas eram objetivas e quatro GLVFXUVLYDV $V TXHVW}HV REMHWLYDV FRQWLQKDP DV VHJXLQWHV SHUJXQWDV 4XHVWmR ³9RFr concorda em divulgarmos em um evento de extensão ± SIEPE ± as atividades que desenvolvemos, bem como suas respostas abaixo?´ WHQGR FRPR DOWHUQDWLYDV SDUD UHVSRVWDV ³VLP´ H ³QmR´ 4XHVWmR ³9RFr Mi WLQKD SDUWLFLSDGR GH DOJXPD DWLYLGDGH GH H[WHQVmR QD UNIPAMPA ± Campus São Gabriel?´ WHQGR FRPR DOWHUQDWLYDV SDUD UHVSRVWDV ³VLP´ H ³QmR´ Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(4) E DV GLVFXUVLYDV FRQWLQKDP DV VHJXLQWHV TXHVW}HV 4XHVWmR ³&RPR YRFr VH VHQWLX desenvolvendo esse tipo de atividade?´ 4XHVWmR ³9RFr DFUHGLWD TXH R GHVHQYROYLPHQWR desse tipo de atividade dentro de um componente curricular pode contribuir para sua formação acadêmica e profissional? ([SOLTXH ´ 4XHVWmR ³&RPHQWH VREUH DVSHFWRV SRVLWLYRV GHVWD DWLYLGDGH ´ 4XHVWmR ³&RPHQWH VREUH DVSHFWRV QHJDWLYRV GHVWD DWLYLGDGH RX TXH GHYHP VHU PHOKRUDGRV SDUD XPD IXWXUD GLVFLSOLQD ´ 3 RESULTADOS e DISCUSSÃO Responderam ao questionário onze universitários que participaram da atividade de extensão. A análise das respostas resultou em um consenso de que a atividade extensão tenha contribuído no aprendizado do conteúdo, no aproveitamento da disciplina e na comunicação em grupo e com a comunidade. 1DV TXHVW}HV REMHWLYDV FRPR ³9RFr FRQFRUGDU HP GLYXOJDUPRV HP XP HYHQWR GH extensão ± SIEPE ± as atividades que desenvolvemos, bem como suas respostas abaixo?´ WRGRV RV DOXQRV DVVLQDODUDP D DOWHUQDWLYD ³VLP´ 4XDQGR TXHstionados se já haviam participado de alguma atividade de extensão com a UNIPAMPA, seis alunos assinalaram a DOWHUQDWLYD ³VLP´ H FLQFR DOXQRV D DOWHUQDWLYD ³QmR´ As respostas das questões discursivas foram variadas. Entretanto, todas foram positivas em relação à atividade. Na questão 3, onde era questionado como o aluno se sentiu GHVHQYROYHQGR D DWLYLGDGH GH H[WHQVmR UHVSRVWDV FRPR ³(PSROJDGD HVSHUDQoRVD H IHOL] ´ ³ÒWLO ´ ³6HQWL RUJXOKR HP SRGHU HQVLQDU DOJR ´ H ³0H VHQWL IHOL] p PXLWR JUDWLILFDQWH WUDEDOKDU HP DWLYLGDGHV FRPR HVWD ´ IRUDP REWLGDV 1D TXHVWmR TXH VH UHIHULD DR aproveitamento da atividade de extensão na contribuição da formação acadêmica e profissional dos universitários, todos os alunos concordaram que há uma contribuição para si, obtiveram-VH UHVSRVWDV FRPR ³6LP $SUHQGHU R FRQWH~GR GD GLVFLSOLQD ILFRX PDLV GLYHUWLGR FRP HVVD DWLYLGDGH DOpP GH FXPSULU FRP R SDSHO VRFLDO TXH PXLWDV YH]HV GHL[DPRV GH ODGR ´ ³&HUWDPHQWH XPD YH] TXH p QHFHVViULR QmR VH OLPLWDU DSHQDV DR DPELHQWH DFadêmico. Levar FRQKHFLPHQWR SDUD D FRPXQLGDGH H[WHUQD p SDUWH GD IRUPDomR GR HGXFDGRU ´ H ³6LP p VHPSUH ERP FRORFDU HP SUiWLFD DTXLOR TXH VH DSUHQGH GHQWUR GD XQLYHUVLGDGH ´ Nas questões 5 e 6 onde foi solicitado comentários sobre aspectos positivos e QHJDWLYRV GD DWLYLGDGH UHVSHFWLYDPHQWH DV UHVSRVWDV GH DOJXQV DOXQRV IRUDP ³7UDEDOKDU FRP essas temáticas e com crianças é positivo, pois eles levam esse conhecimento para suas FDVDV ´ ³&RPSDUWLOKDU R FRQKHFLPHQWR FRP D FRPXQLGDGH LQWHUDomR FRP DV FULanças e maior DSUHQGL]DGR GR FRQWH~GR SRU QRVVD SDUWH ´ ³$ DWLYLGDGH IRL LQWHUHVVDQWH SDUD PLP SRLV QXQFD tinha feito algo relacionado a crianças. Acredito que contribuiu para aflorar a criatividade, não Vy PLQKD FRPR GRV PHXV FROHJDV ´ DFHUFD GRV DVSHFWRV SRVLWLYRV ³2 DVSHFWR QHJDWLYR JHUDO p TXH HVVD LQLFLDWLYD QmR p FRPXP HQWUH RXWURV SURIHVVRUHV GLVFLSOLQDV ´ ³$FUHGLWR TXH RILFLQDV e atividades mais rotineiras com o mesmo grupo seja interessante para ver o desenvolvimento GDV FULDQoDV RX MRYHQV ´ ³3RGHULD WHU PDLV DWLYLGDGHV GH H[WHQVmR DR ORQJR GD GLVFLSOLQD ´ H ³4XHULD WHU XP IHHGEDFN VH HVWDPRV UHDOPHQWH HQVLQDQGR DOJR SDUD DV FULDQoDV H VH KRXYH DSURYHLWDPHQWR GDV DWLYLGDGHV ´ GHQWUR GRV DVSHFWRV QHJDWLYRV Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(5) Desta forma, observa-se que todos os universitários concordam com a premissa de que atividades de extensão podem auxiliar na aprendizado, na formação profissional e como cidadão, além de darem respostas muito positivas na forma como se sentiram realizando a atividade. Os aspectos negativos foram todos relacionados ao pouco tempo realizando a atividade e as poucas vezes que práticas extensionistas são aplicadas e incentivadas em componentes curriculares dentro da universidade. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Atividades de extensão acadêmica são de suma importância na formação profissional e social dos universitários, bem como na fixação do conhecimento e na melhoria do aprendizado, além da comunidade em geral que adquire benefícios. É recomendado a utilização de tais práticas e iniciativas em mais componentes curriculares e em projetos voltados à comunidade, trazendo junto uma reflexão e um levantamento das demandas sociais. Promover atividades variadas pode ser favorável para manter o interesse de universitários, promovendo um melhor aproveitamento das disciplinas e incentivando a prática de extensão, preparando-os para a vida profissional e social fora do âmbito acadêmico. REFERÊNCIAS FADEL, C. B. et. al. O impacto da extensão universitária sobre a formação acadêmica em Odontologia. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/icse/v17n47/17.pdf>. Acesso em 02 set. 2018. FERNANDES, M. C. et al. Universidade e a extensão universitária: a visão dos moradores das comunidades circunvizinhas. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/edur/v28n4/07.pdf>. Acesso em 03 set 2018. TAVARES, C. A. R.; FREITAS, K. S. de. Formação dos profissionais da educação básica: As contribuições da extensão universitária. Disponível em: <http://www.anpae.org.br/iberoamericano2012/Trabalhos/ChristianeAndradeRegisTavares_re s_int_GT3.pdf >. Acesso em 02 set. 2018. VEZZANI, Fabiane Machado; MIELNICZUK, João. O solo como sistema. Curitiba: edição dos autores, 2011.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

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