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Educación y trabajo en el Porfiriato

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Academic year: 2020

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EDUCACIÓN Y TRABAJO E N EL

PORFIRIATO

Moisés GONZÁLEZ N A V A R R O

E L I N S T I T U T O N A C I O N A L de E s t u d i o s Históricos de l a R e v o l u c i ó n M e x i c a n a continúa su tarea c o n u n estudio de L e o p o l -d o Z e a sobre l a e-ducación.* E n él i n t e n t a trazar su trayecto-ria ideológica, de l a I n d e p e n d e n c i a a l a R e v o l u c i ó n , fijándose en l a solución de c o n t i n u i d a d d e l l i b e r a l i s m o , c o n su propó-s i t o de hacer de M é x i c o u n a n a c i ó n m o d e r n a . A n a l i z a l a ge-n e r a c i ó ge-n ege-ncabezada p o r M o r a ; los coge-nstituyege-ntes d e l 57, q u e por su i n e x p e r i e n c i a desembocaron en e l callejón s i n s a l i d a del p o r f i r i s m o ; l a generación n e o l i b e r a l que adquiere c u e r p o p r i n c i p a l m e n t e c o n los F l o r e s M a g ó n , y l a R e v o l u c i ó n m e x i -c a n a , que, en o p i n i ó n d e l autor, aprove-cha l a e x p e r i e n -c i a porfírica y p e r m i t e a l a burguesía l i b e r a l buscar u n e q u i l i -b r i o entre e l l a y las clases o -b r e r a y campesina en q u e se apoyó p a r a destruir a l P o r f i r i a t o ; de éste h a b í a sacado l a m e j o r ta-j a d a l a burguesía o c c i d e n t a l , a l a c u a l estuvo s u b o r d i n a d a la burguesía m e x i c a n a . E n s u m a , e l propósito de esta o b r a es " c a p t a r las ideas que, desde e l c a m p o educativo, m o v i e r o n a l a generación r e v o l u c i o n a r i a a l a acción, así como los pro-b l e m a s q u e sopro-bre l a educación e n M é x i c o se v i n i e r o n plan-t e a n d o desde los i n i c i o s de nuesplan-tra eplan-tapa i n d e p e n d i e n plan-t e " .

P a r a satisfacer este f i n el a u t o r estudia en sucesivos capí-t u l o s " E l nuevo l i b e r a l i s m o " , " L a h e r e n c i a l i b e r a l " , " E l h i a capí-t o p o s i t i v i s t a " y " E l l i b e r a l i s m o c o n t r a e l p o s i t i v i s m o " . E n los tres últimos capítulos m e n c i o n a d o s resume sus conocidas mo-nografías sobre el p o s i t i v i s m o . E l p r i m e r o presenta a l g u n a n o v e d a d , pues i n c o r p o r a a ese f o n d o c o m ú n algunas p u b l i c a -ciones recientes sobre e l l i b e r a l i s m o m e x i c a n o . E s p r o b a b l e

* Leopoldo Z E A , D e l l i b e r a l i s m o a l a Revolución e n la educación

m e x i c a n a . Biblioteca del Instituto N a c i o n a l de Estudios Históricos de

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que e l uso de las fuentes secundarias i n c l i n e aún más l a ten-d e n c i a ten-del a u t o r a estuten-diar l a larga etapa q u e abarca ten-d e l ten- doc-tor M o r a a d o n Justo Sierra sobre l a base casi exclusiva de esos dos personajes, de tal m a n e r a que desaparece e l trasfondo histórico e n q u e se m u e v e n .

E n el c a p í t u l o " H a c i a u n n u e v o l i b e r a l i s m o en l a educac i ó n " , el a u t o r aproveeducacha l a educaconoeducacida o b r a de Franeducaciseducaco L a -r -r o y o pa-ra p-resenta-r a los p-recu-rso-res de l a educación l i b e -r a l nacionalista, entre quienes descuella J o a q u í n B a r a n d a , minis-tro de Instrucción y J u s t i c i a durante largos años d e l r e i n a d o de P o r f i r i o D í a z .

" E d u c a c i ó n p a r a e l p u e b l o " es el título d e l siguiente ca-pítulo, d e d i c a d o a l estudio d e l Congreso de Instrucción re-u n i d o de fines de 1889 a marzo de 1890. E l a re-u t o r l o estre-udia en l a p u b l i c a c i ó n periódica L a E s c u e l a M o d e r n a ; pero esta fuente es i n s u f i c i e n t e , pues en ella sólo se i n c l u y e r o n breves crónicas sobre los debates y los dictámenes presentados a dis-» cusión. A c a s o p o r este m o t i v o e l a u t o r se contenta c o n trans-c r i b i r a b u n d a n t e y generosamente ditrans-chos ditrans-ctámenes; despren-didos de su contexto, además, suelen sufrir distorsiones. Puede decirse que hasta i n v e n t a los grupos que a c t u a r o n en ese C o n -greso; a l g u n a vez subraya c o n sentido a c t u a l ideas b i e n co-rrientes de l a época, o a u n d a carácter p r i v a t i v o a l o que era una aspiración c o m ú n de entonces.

E l a u t o r j u s t i f i c a las l i m i t a c i o n e s bibliográficas de su l i -bro c o n a g u d o d r a m a t i s m o , manifestándonos l a angustia de su c o l a b o r a d o r E d u a r d o B l a q u e l a l repasar las diversas p u -blicaciones educativas de l a época y su desesperación a l n o encontrar e n ellas prácticamente n i n g u n a crítica a l porfiris-mo en el c a m p o educativo, hasta l a aparición de las obras de Flores M a g ó n . Y s i n embargo, el p r o p i o trasfondo histórico de esta época n o se estudia suficientemente, pues en p r i m e r lugar n a d a se dice sobre el Congreso de Instrucción r e u n i d o a fines de 1890 y clausurado en 1891, en que p a r t i c i p a r o n muchos de los m i e m b r o s d e l p r i m e r o de estos congresos; tam-poco se m e n c i o n a e l Congreso de Educación P r i m a r i a de 1910, y n i s i q u i e r a se a l u d e a l D i a r i o d e l o s D e b a t e s de ambas Cámaras. Estamos seguros de que e l estudio de esta

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docu-mentación h u b i e r a hecho más fecunda l a consulta de l a prensa. De paso puede recordarse l a singular afirmación d e l i n -forme r e n d i d o p o r e l autor a l Instituto p a t r o c i n a d o r de esta o b r a , en el q u e asegura que Regeneración fue e l órgano más vigoroso de oposición, p a r a luego i n c l u i r entre los de m e n o r cuantía E l M o n i t o r R e p u b l i c a n o , E l D i a r i o d e l H o g a r y n a d a menos q u e E l I m p a r c i a l (!!), el más patente ejemplar de l a prensa s u b v e n c i o n a d a de l a época.

E n e l ú l t i m o capítulo e l autor estudia u n tema q u e le re-sulta más f a m i l i a r : J u s t o Sierra como exponente d e l naciona-l i s m o naciona-l i b e r a naciona-l educativo. C o n c naciona-l u y e naciona-l a o b r a c o n u n epínaciona-logo e n q u e r e l a c i o n a las discusiones de los constituyentes de 1857 Y los de 1917 sobre l a l i b e r t a d de educación, s u b r a y a n d o e l c a m b i o decisivo de l a connotación d e l término l a i c o e n ambos casos: e n e l p r i m e r o en el sentido de 'neutral', y e n e l segun-d o segun-de ' r a c i o n a l ' .

Esta o b r a , escrita p o r u n o de nuestros más competentes investigadores de l a h i s t o r i a de las ideas, deja abiertos varios caminos p a r a c o m p r o b a r afirmaciones que n o son sino hipó-tesis apenas planteadas.

P A R A C O N M E M O R A R el quincuagésimo aniversario de l a h u e l -g a de C a n a n e a , se le h a consa-grado el tomo tercero de las Fuentes p a r a l a H i s t o r i a de l a R e v o l u c i ó n M e x i c a n a . * C u a tro partes constituyen esta o b r a . E n l a i n i c i a l , M a n u e l G o n -zález R a m í r e z expone en esquemático prólogo e l a m b i e n t e histórico en que o c u r r i e r o n los sucesos, apoyado e n m u y a m -plias transcripciones, p r i n c i p a l m e n t e de las n a d a recónditas obras de L u i s W i s t a n o O r o z c o sobre L a cuestión a g r a r i a , y de K r o p o t k i n sobre L a c o n q u i s t a d e l p a n .

A continuación, en u n apéndice, se insertan las conocidas leyes sobre accidentes de trabajo de J . V i c e n t e V i l l a d a y d e l general B e r n a r d o Reyes. E l cuerpo de l a o b r a l o constituye u n g r u p o de documentos ordenados y anotados p o r e l p r o p i o

* M a n u e l G O N Z Á L E Z R A M Í R E Z (ed.), F u e n t e s p a r a la h i s t o r i a d e l a

Revolución m e x i c a n a . T o m o 3: L a h u e l g a d e C a n a n e a . Prólogo,

orde-nación y notas d e . . . F o n d o de C u l t u r a Económica, México, X956; l x v i i + 154 p p . + 39 ilustraciones fuera de texto.

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p r o l o g u i s t a , pertenecientes a l general Esteban B . Calderón, y en su mayor parte a l archivo general d e l Estado de S o n o r a . Se inserta p r i m e r o l a correspondencia cruzada entre las autoridades y algunos particulares de Sonora del i<? a l 13 de j u n i o , y después l a de los funcionarios de ese Estado y el vice-presidente d e l país, R a m ó n C o r r a l , antiguo cacique de l a región. Se i n c l u y e n también recortes de l a prensa norteameri-cana y mexinorteameri-cana, en especial de E l C o r r e o d e S o n o r a , perió-d i c o eperió-ditaperió-do e n G u a y m a s .

Estos documentos, aparte de c o r r o b o r a r l o ya conocido so-bre l a huelga, aclaran dos puntos: l a organización d e l C l u b U n i ó n L i b e r a l H u m a n i d a d , encabezado p o r M a n u e l M . Diéguez y Esteban B . C a l d e r ó n (de acuerdo c o n los Flores M a gón) c o n m i r a s a f o r m a r l a L i g a M i n e r a de los Estados U n i -dos M e x i c a n o s , y l a d e l C l u b L i b e r a l de Cananea, auspiciado por L á z a r o Gutiérrez de L a r a . D e los documentos se despren-de q u e l a h u e l g a tomó despren-de sorpresa a quienes a l a postre se c o n v i r t i e r o n en sus conductores, pues n o estaban preparados p a r a sostener u n m o v i m i e n t o de t a l naturaleza.

L a correspondencia cruzada entre R a m ó n C o r r a l y R a f a e l Izábal, gobernador de Sonora, demuestra perfectamente l a c u l p a b l e condescendencia d e l segundo a l p e r m i t i r el paso de norteamericanos armados (fueran tropas regulares o no) e n apoyo de l a negociación m i n e r a de C a n a n e a . Y p r u e b a tam-bién l a n o menos c u l p a b l e a c t i t u d de C o r r a l — y p o r supues-to, de D í a z — a l tergiversar los acontecimientos p a r a darles u n cariz de i n o c e n c i a e n cuanto a l a violación d e l t e r r i t o r i o m e x i c a n o y de justificación de l a m a t a n z a obrera. T o d o esto lo h a b í a i n d i c a d o L e ó n Díaz Cárdenas en su folleto sobre esta h u e l g a ( C a n a n e a , p r i m e r b r o t e d e l s i n d i c a l i s m o e n Mé-x i c o , P u b l i c a c i o n e s d e l D e p a r t a m e n t o de Bibliotecas de l a Secretaría de Educación Pública, M é x i c o , 1936); pero a h o r a se ofrece l a comprobación de l a r e s p o n s a b i l i d a d del g o b i e r n o de S o n o r a y del federal e n estos hechos.

González Ramírez, p r e o c u p a d o a l parecer p o r d i v u l g a r los documentos de más difícil acceso, o l v i d ó los más cercanos, c o m o en el caso serían los de l a Secretaría de Gobernación. C i e r t a m e n t e se conocen e n a l g u n a m e d i d a , dado que e n e l

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a r c h i v o d e Sonora existe l a correspondencia d i r i g i d a a l go-b e r n a d o r , pero c o n sólo atenerse a los documentos p u go-b l i c a d o s por l a Secretaría de G o b e r n a c i ó n e n l a M e m o r i a de 1904-1906 h a b r í a aclarado algunos p u n t o s dudosos de l a o b r a . T a l es el caso d e l i n f o r m e general r e n d i d o p o r Izábal a C o r r a l el 19 de j u n i o de 1906, que González R a m í r e z c o p i a de E l C o r r e o d e S o n o r a , añadiendo sólo algunos de los anexos que encontró en el a r c h i v o del gobierno de Sonora, pero q u e se p u b l i c ó íntegro e n l a M e m o r i a antes citada. A s i m i s m o , sólo se i n c l u -yen breves recortes de l a prensa p r o v i n c i a n a y se m e n c i o n a n otros, c u a n d o a l p r o p i o p r o l o g u i s t a le h u b i e r a sido fácil ofre-cer algunos de los textos de l a prensa c a p i t a l i n a .

E n l a ú l t i m a parte d e l l i b r o se i n c l u y e n los testimonios d e dos actores de ese episodio. E l p r i m e r o y más i m p o r t a n t e corresponde a l general Esteban B . Calderón, q u i e n i n f o r m a con a m p l i t u d y precisión de los antecedentes de esta h u e l g a y las penalidades de sus p r i n c i p a l e s directores. C u r i o s a m e n -te, en u n a información t e s t i m o n i a l se i n c l u y e u n a larguísima transcripción d e l folleto antes m e n c i o n a d o de Díaz Cárdenas. De paso p u e d e recordarse que, poco antes de l a aparición de este l i b r o , e l p r o p i o C a l d e r ó n p u b l i c ó en f o r m a de folleto ( J u i c i o s o b r e l a g u e r r a d e l Y a q u i y génesis d e l a h u e l g a d e C a n a n e a , 1? d e j u n i o d e 1 9 0 6 , E d i c i o n e s d e l S i n d i c a t o M e x i -cano de Electricistas, M é x i c o , 1956), c o n m u y pequeñas va-riantes, e l m i s m o texto i n c l u i d o a q u í c o m o declaración testi-m o n i a l . C i e r r a e l l i b r o el testitesti-monio de Plácido Ríos, testi-m i n e r o q u e t a m b i é n participó activamente e n l a huelga.

U n o d e los mayores atractivos de este v o l u m e n es l a exce-lente colección de grabados q u e nos hacen conocer el escena-rio y los p r i n c i p a l e s personajes d e l conflicto. P o r último, c o m o casi siempre los l i b r o s e m p i e z a n a leerse p o r l a solapa — d e l a c u a l n o se pasa muchas veces—, conviene señalar que la calificación que se hace e n e l l a de l a h u e l g a de C a n a n e a c o m o " e l pasaje i n i c i a l de l a h i s t o r i a de las luchas obreras en M é x i c o " , es inexacta. S i n remontarse a l o q u e varios i n -vestigadores h a n señalado a u n p a r a e l siglo x v n i , cuando me-nos h u b i e r a c o n v e n i d o precisar que esta h u e l g a fue l a prime¬ rs. Q U C p o r su v i o l e n c i a , y quizá a ú n más p o r l a invasión d e l

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t e r r i t o r i o n a c i o n a l , l l a m ó l a atención de l a o p i n i ó n públi-ca, p e r o q u e d e n i n g ú n m o d o fue l a p r i m e r a . C o m o e n e l p r ó l o g o sólo se m e n c i o n a n las huelgas posteriores de R í o B l a n c o , V e l a r d e ñ a y a l g u n a o t r a más, p r o b a b l e m e n t e hubier a c o n v e n i d o insistihubier en las antehubieriohubieres, ciehubiertamente i n c hubier u e n -tas, p e r o n o escasas n i insignificantes.

E n suma, esta o b r a d e l P a t r o n a t o de H i s t o r i a de Sonora d i r i g i d o p o r M a n u e l González Ramírez es u n a i m p o r t a n t e contribución p a r a u n mejor conocimiento de l a h i s t o r i a obre-r a m e x i c a n a .

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