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El abrazo : reflexiones sobre las relaciones entre el estado y los organismos no-gubernamentales

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Academic year: 2021

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(1)

Bustelo Graffigna, Eduardo S.

El abrazo : reflexiones sobre las relaciones

entre el estado y los organismos

no-gubernamentales

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https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/ar/

Documento descargado de RIDAA-UNQ Repositorio Institucional Digital de Acceso Abierto de la Universidad Nacional de Quilmes de la Universidad Nacional de Quilmes

Cita recomendada:

Bustelo Graffigna, E. S. (1998). El abrazo : reflexiones sobre las relaciones entre el estado y los

organismosno-gubernamentales. Revista de ciencias sociales, (9), 139-158. Disponible en RIDAA-UNQ Repositorio Institucional Digital de Acceso Abierto de la Universidad Nacional de Quilmes

http://ridaa.unq.edu.ar/handle/20.500.11807/1482

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El abrazo.

R eflexiones sobre las relaciones

e n tre el e sta d o y los O rganism os

N o-G ubernam entales

E d u a r d o S. B u s te lo G raffigna*

“Vivimos probablem ente en u na condición en la cual resulta m ás sabio dejarse enga­ ñar que querer ser de lo s que engañan." Gianni Vattimo, Ética dell interpretazione

1. P la n te o

Los re c ie n te s p ro c e so s de p rivatización, d e sce n tra liz a c ió n y d e sre g u la c ió n q u e h a n llevado a u n a c la ra red u c c ió n - e n el m odelo de ec o n o m ías a b ie r ta s - del rol y fu n cio n e s del e s ta d o h a n provocado u n a “revalorización" de la so ciedad civil p a rtic u la rm e n te e n lo q u e se refiere a s u p o ten cial de “a s u m ir ”, de u n a m a n e ra m á s eficiente, c re c ie n te s fu n cio ­ n e s “sociales". Se tra ta r ía en principio d e p a s a r de u n a co ncep ció n de o ferta e s ta ta l de servicios so ciales a o tra m á s c e n tra d a en la d e m a n d a , lo q u e im plica u n a tra n s fe ­ re n c ia d e fu n cio n es, re sp o n sa b ilid a d e s y re c u rs o s fin a n ­ ciero s vía s u b s id io s a los u s u a rio s /b e n e fic ia rio s o rg an iz a ­ d o s e n u n a g ra n co n ste lac ió n de a so cia cio n e s n o g u b e rn a ­ m e n ta le s. D esd e el p u n to d e v ista m á s tra d ic io n a l del a n á ­ lisis económ ico del se c to r p úblico, el ejercicio c o n sistiría e n p riv a tiz a r lo s s e c to re s “p roductivos" del e sta d o , d o n d e el m erc ad o p u e d e g a ra n tiz a r u n a re n ta b ilid a d de los se rv i­ cios y tra n s fe rir a la so cied ad civil los g a s to s c o n sid e ra d o s “im p rod uctiv o s", com o los q u e se realizan e n los servicios sociales.

E s im p o rta n te d e s ta c a r q u e e n el c a so de los o rg a n is ­ m o s n o -g u b e rn a m e n ta le s ( o n g s ) . la s tra n s fe re n c ia s se

* UNICEF - Oficina Regional. La opinión del autor puede n o coincidir to­ tal o parcialm ente con la s de la organización a la cual pertenece.

“R e v a lo r iz a ­ c ió n " d e la s o c ie d a d c iv il

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140 Ed u a r d o S . Bu s t e l o Gr a f f ig n a

c o n c e n tra ría n p rin c ip alm e n te - a u n q u e no e x c lu siv a m e n ­ t e - so b re servicios so ciales e sp ec ialm en te d e s tin a d o s a se rv ir a los se c to re s de b a jo s in g re so s e n los q u e e s c asi im posible “re c u p e ra r co stos" y / o e n servicios d e u n eleva­ do co sto p o r beneficiario (por ejem plo, p a c ie n te s cró n ico s, d isc a p a c ita d o s, m en o res a b a n d o n a d o s , etc.). E n lo s c a s o s d e servicios a s e c to re s de in g re so s m edios y a lto s, la id ea p re d o m in a n te e s la de la privatización. Se p la n te a ría a sí u n a esp ecie de d u a lid a d : estado/O N G s p a ra los p o b re s y el m ercad o p a ra los ricos.

S igu iendo e ste m ism o p u n to de vista, se p e rse g u iría ta m b ié n tr a n s ita r d e sd e u n a concepción e sta ta l-m o n o p ó - lica e n la provisión de servicios so ciales -p ro p ia d e la s r e ­ la c io n e s e s ta d o -s o c ie d a d q u e fu e ro n p r e d o m in a n te s d u r a n te el m odelo s u s titu tiv o de im p o rta c io n e s-, a la defi­ nició n de u n w elfare-m ix con fu n c io n e s esp ecíficas a s ig n a ­ d a s al s e c to r público, ai se c to r privado, al s e c to r no g u b e r­ n a m e n ta l y al se c to r inform al re p re s e n ta d o p o r re la c io n e s so ciales p rim a ria s com o la fam ilia, la s re la c io n e s de p a ­ re n te sc o y la b u e n a v ecin d a d (B ustelo, 1989). Se a s u m e q u e la socied ad , a tra v é s de s u s e x p re sio n es o rg an iz ativ as, tien e u n p o ten cial n o tab le p a ra resolver p ro b le m a s c o n ­ c re to s de u n a m a n e ra efectiva, lo q u e s e b a s a e n el in te ré s de la s c o m u n id a d e s e n los p ro b le m as q u e la s a fe c ta n y / o e n la n e c esid ad de u n a p re sta c ió n “eficiente” d e servicios sociales. F in a lm en te se p re s u p o n e u n a rela ció n costo- efectividad m á s ó p tim a y a q u e los o rg a n ism o s y / o d is tin ­ ta s fo rm a s de aso ciativ ism o no g u b e rn a m e n ta l co n o cen m ejor s u s n e c esid ad e s, c o n tro la n m ejor la s “filtracion es" e ineficien cias y e s tá n d isp u e s to s a c o o p e ra r con tiem p o vo­ lu n ta rio c u a n d o p e rcib en q u e el d e stin o d e s u s esfu e rzo s llega en s u propio beneficio.

Así p la n te ad o , e s te enfoque d e política social aso cia d o p rin c ip alm e n te al m odelo de eco n o m ía a b ie rta p ro p ic ia en g e n e ra l u n pro ceso q u e p a re c e ría “ad m in istra tiv o ", sim ple, de relacio nes costo-efíciencfa y d e sp ro v isto d e n in g u n a significación social, económ ica o política. P o dría p e n s a r s e q u e e x iste n s o b ra d a s raz o n e s e c o n ó m icas q u e fu n d a m e n ­ ta n u n “m odelo m ixto de b ie n e s ta r social", e s p e c ia lm e n te si se tien e e n c u e n ta la excesiva b u ro c ra tiz a c ió n ,

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ineficien-cia y falta d e tra n s p a re n c ia e n la provisión de servicios so ­ ciales e s ta ta le s . No m en o s im p o rta n te, la “sobrepolitiza- ción" d e la política social h a llevado a a c e n tu a r el clien te­ lism o, el in te rca m b io d e favores p o r apoyos electorales, la idea d e m a n te n e r u n m ercad o cau tiv o de votos y la e x p a n ­ sió n de la d e p e n d e n c ia de la s p e rs o n a s n e c e s ita d a s del e s ­ tad o , de los políticos y de lo s ricos. Y a u n q u e e s ta s raz o ­ n e s p u e d e n p a re c e r válid as, no so n su fic ie n tes com o p a ra no “lee r” e n e s ta p ro p u e s ta u n a fo rm a “política” de reso l­ v er la s c u e stio n e s so ciales del desarrollo.

El en foq ue a n te rio r d e política social e s tá siendo im ple- m e n ta d o e n v a rio s p a ís e s d e A m érica L atin a com o p a rte del en foque de a ju s te n eo c o n se rv a d o r y m u c h a s de s u s p r o p u e s ta s tr a n s ita n u n á m b ito de p ro fu n d a s co n tro v e r­ s ia s q u e no n e c e s a ria m e n te lo in v alid an e n s u to ta lid a d . M ie n tra s ta n to , y p a ra d ó jic a m e n te, d e sd e u n ángulo m á s “p ro g re sista ", ta m b ié n se p o s tu la u n re to rn o a la "socie­ d a d civil” d e sd e q u e de la m ism a y d e sd e s u s d is tin ta s for­ m a s o rg an iz ativ as se h ip o tetiza q u e ex iste u n a g ra n “c a p a ­ cidad" p a ra rea liz a r el v alo r d e la e q u id ad , q u e h a sido el objetivo h istó ric o de la política social, a sí com o im p u ls a r rela cio n e s de so lid a rid a d , cooperación cívica y ex p a n sió n de la c iu d a d a n ía . Se p ie n sa q u e la d escen tralizació n y la p a rtic ip a c ió n d e los c iu d a d a n o s org an izad o s a u tó n o m a ­ m e n te y c o m p ro m etid o s "co n cretam en te" con los g ru p o s m á s n e c e s ita d o s fortalece los p ro ce so s de d e m o c ratiza ­ ción, evita la d isc re cio n a lid a d a u to rita ria de los fu n c io n a ­ rio s y la to m a d e d ecisio n es so b re la b a s e del p u ro c á lc u ­ lo político-electoral.

A d iferen cia del enfoque an terio r, q u e prioriza la o rg a ­ nizació n d e “re d e s sociales" com o “m alla s de contención" d e la p o b reza, a q u í se po n e el é n fa sis e n la c o n stitu c ió n de “a c to re s so c ia le s” y en la g en eració n d e “m ovim ientos s o ­ ciales", q u e te n d ría n la c a p a c id a d de m ovilizar a los g r u ­ p o s so c ia les m á s p o ste rg a d o s, p a ra p la n te a r u n a ag en d a social con n u e v a s p rio rid ad es, b a s a d a s no ta n sólo e n “mi- n im ización de costos" -fre c u e n te m e n te so b re la b a s e de "m an o d e o b ra b a r a ta ” p ro v ista p o r el v o lu n ta ria d o co m u ­ n ita rio - y m ay o r “eficiencia", sino ta m b ié n o to rg an d o u n a n u e v a d ire c cio n a lid a d al d esarro llo , c e n trá n d o lo m á s so ­

A c e n tu a c ió n d e l

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142 E d u a r d o S. B u s t e l o G r a f f i g n a

b re la s p re o c u p a c io n e s h u m a n a s , la p articip a ció n p o p u la r y u n s e n tid o s u p e rio r de ju stic ia .

D ad a la p ro fu n d id a d de los efectos q u e la s re fo rm a s en

c u rs o p u e d e n te n e r so b re la s d is tin ta s rela cio n e s p o líticas y sociales a s í com o en el d e b a te e n d esarro llo , c o n v e n d ría h a c e r a lg u n a s reflexiones so b re el se n tid o de la s m is m a s a la lux de cóm o se h a ido c o n stitu y e n d o la p olítica social e n la relació n e sta d o -so c ied a d civil e n g ra n p a rte d e los p a ís e s de A m érica L atin a y s e ñ a la r a lg u n o s p ro b le m a s e m e rg e n te s a p a rtir de la im p lem en tació n del m odelo de econom ía a b ie rta . T en ien d o com o p a ñ o de fondo e s o s r a ­ z o n a m ien to s. el tra b a jo in te n ta r á ta m b ié n reflex io n ar so ­ b re el “p o ten cial” del se cto r no g u b e rn a m e n ta l p a ra h a c e r efectivo - e n s u s d o s v ertien tes: la n e o c o n se rv a d o ra y la p ro g re s is ta - los id ea les tra d ic io n a le s de la política social e n té rm in o s d e g en eració n, p o r u n lado, d e “eficiencia y efectividad” y, p o r otro , de a ltru is m o y s o lid a rid a d . T a m ­ poco p o d ría obviarse a q u í u n a breve refe re n c ia a la s “n u e ­ vas" re sp o n sa b ilid a d e s del se c to r privad o e n el d esarro llo . F inalm ente, se p ropone u n a a lte rn a tiv a “política” p a ra p la n ­ te a r u n m odo dem o crático de s a ld a r la relació n e n tre el e s ­ ta d o y la s ong s y eí se cto r privado e n el c o n tex to del m o­ delo de a c u m u la c ió n c a p ita lista de e co n o m ías a b ie rta s .

2. L a p r im a c ía d e la s o c ie d a d c iv il

E s im p o rta n te re c o rd a r q u e el enfoque d e po lítica social q u e otorga p rim a cía a la so cied ad civil se originó y se d e ­ sarro lló com o p ro p u e s ta e n la s so c ie d a d es d e orig en a n ­ glosajón, p a rtic u la rm e n te e n el n o rd e s te de lo s E s ta d o s U nidos, e n la s c u a le s la so ciedad civil -y e sp ec ialm en te los o rg an ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s - h a sido e n p rin c ip io

m u y vigorosa con resp e c to al e sta d o . Vale re c o rd a r la s a p re c ia c io n es de Tocqueville, qu e, e n s u v isita a lo s E s ta ­ d o s U nidos, identificó en la s v a ria s fo rm a s de aso ciativ is- m o social y en la s o rg an izacio n es in te rm e d ia s la fortaleza d e la Democracia e n A m érica (Tocqueville, 1945}. T o c q u e ­ ville p ercib ía q u e los g o b iern o s c re c ía n con m á s p o d e r q u e la s p e rso n a s, q u e existía u n a te n d e n c ia a la c e n traliza c ió n

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de fu n c io n e s e id en tificab a e n u n a serie de in stitu c io n e s, com o el a u to g o b ie rn o local, la s e p a ra c ió n de Iglesia y e s ­ tad o , la p r e n s a libre, la s elecciones in d ire c ta s, el P oder J u ­ dicial in d e p e n d ie n te y to d a s u e rte de aso cia cio n e s in te r ­ m ed ias, los fa c to re s q u e in h ib ía n fu e rte m e n te la s te n d e n ­ c ia s a la c o n c e n tra c ió n del poder. S e g ú n el m ism o a u to r, e s a nivel local d o n d e los c iu d a d a n o s tie n e n la o p o rtu n i­ d a d de d a r los p a s o s in iciales e n el ejercicio d e la lib ertad y la p a rtic ip a c ió n y, so b re todo, a p re n d e r los h á b ito s de co o p eració n y el co n cep to de re sp o n sa b ilid a d p ú b lica. A s u vez, el nivel local y la p a rticip a ció n e n aso cia cio n e s c i­ viles in te rm e d ia s a y u d a n a a d e c u a r el in te ré s individual d e la s p e rs o n a s a la id ea d e p r o p u e s ta s c o m u n e s y a u n s e n tid o d e m o ra lid a d p ú b lic a sin el c u a l, se g ú n Tocquevi- lle, la d e m o c ra c ia no p o d ría sobrevivir. E s, e n fin, a tra v é s d e la p a rtic ip a c ió n e n in stitu c io n e s in te rm e d ia s com o los in d iv id u o s se tra n s fo rm a n e n c iu d a d a n o s con u n eq uili­ b rio e n tre d e re c h o s y re sp o n sa b ilid a d e s y c u y a p rim e ra p re o c u p a c ió n e s el b ien público.

La rela ció n e n tre u n a so cied ad civil rela tiv a m e n te fu e r­ te y el d e sarro llo de la s in stitu c io n e s políticas y económ i­ c a s e s a n a liz a d a c o n te m p o rá n e a m e n te p o r R o bert P u t' n a m , q u ie n , e n s u in sp ira d o r e stu d io so b re la d em o c rac ia IP u tn a m , 1993], reto m a la s reflexiones de Tocqueville a n a ­ lizand o la s rela cio n e s e n tre el n o rte y el s u r de Italia. La región n o rte , q u e exhibe u n m ay o r d esarro llo político, eco­ nóm ico y so cial resp e c to de la región su r. se h a c a ra c te ri­ zado p o r u n c o n ju n to d e n so de aso cia cio n e s civiles y u n a a c tiv a p articip a ció n d e la c iu d a d a n ía e n el g ob iern o local com o c o n tra p o sic ió n a la región su r. c a ra c te riz a d a p o r r e ­ lac io n es so c ia les y p o líticas v erticales y e n d o n d e p red o m i­ n a la d e sco n fian z a m u tu a , la d e scre e n cia e n la ley, la co­ rru p c ió n y la crim in alid ad .

E n el c a so de g ra n p a rte d e lo s p a ís e s d e A m érica L ati­ n a , la e c u a c ió n e sta d o -so c ied a d civil h a m o strad o a tra v é s d e la s d is tin ta s e ta p a s del d esarro llo histó rico del proceso d e a c u m u la c ió n econó m ica -m o d elo ag ra rio exportador, s u s titu tiv o de im p o rta c io n e s y de econom ía a b ie r ta - u n a ten d e n c ia o p u e s ta a la descrip ta en el se n tid o d e u n claro desequilibrio hacia el lado d e l e sta d o con u n a d eb ilid ad e n

P a r tic ip a c ió n e n

i n s t i t u c i o n e s i n te r m e d ia s

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144 Ed u a r d o S . Bu s t e l o Gr a f f ig n a

g e n e ra l m u y fu e r te d e la so cied a d civiL D u ra n te la vigencia del m odelo ag rario-exportador, b a s a d o en la g ra n p ro p ie­ d a d a g ra ria com o u n id a d b á sic a de p rod ucción, se co nso li­ dó u n esta d o p a trim o n ialista , con “d u eñ o s" con fo rm ad o s p o r la clase fu n d iaria, de clien telas tra d icio n a le s y c o n tro ­ lado p o r u n a fuerte a u to rid a d c e n tral. E n rea lid a d , e n el e s ­ tad o se e x p re sa b a u n a m o dalid ad de relacio n es so ciales q u e, en varios p a íse s de A m érica L atina, h a n e s ta d o m a r ­ c a d a s por u n m odelo de autoridad p a te rn a l-v e rtic a l de ori­ gen. com o se dijo, p atrim o n ial, y d e fu e rte s c a ra c te rís tic a s “p atro n al-cau d illescas". Y p ese a la evolución del m odelo de a c u m u lac ió n económ ica, y a u n a c e p ta n d o u n a g ra n d iv er­ sid a d de v a ria n te s y m atices, sig u e p red o m in an d o e n Am é­ ric a Latina u n estilo político de fu erte con ten id o c a rism á ti- co-caudillesco. E sto e s lo q u e n o s viene de la h isto ria y p e r­ vive en el p re se n te . Así, la idea de q u e la a d m in is tra c ió n de lo público - ta n to e sta ta l com o de o n g s - e s tá e n m a n o s d e fu n cio n ario s y / o líderes civiles a isla d o s d e la s le a lta d e s de p a re n te s c o y / o de in te re s e s re la c io n a d o s con a lg u n a for­ m a de p ro p ie d a d o v e n ta ja s e c o n ó m icas o de c u a lq u ie r ti­ po y de q u e la política social c o rre sp o n d e a u n s is te m a a u ­ tón om o de d e re c h o s y obligaciones d e c iu d a d a n ía p a re c e a ú n lejos de legitim arse en A m érica Latina.

3 . E l c a u d illo - p a tr ó n

La d im e n sió n política y social “cau d illo -p a tró n " m erece u n a m ay o r elab o ració n d a d a s u relev an cia e n la s rela cio ­ n e s so ciales y p o líticas e n A m érica L atina. La rela ció n de a u to rid a d “cau d illo -p atró n " evoca u n a d im e n sió n p a te r ­ nal-v ertical re la cio n a d a co n el á m b ito fam iliar y con la r e s ­ p o n sa b ilid a d im plícita de p ro te g e r a los s ú b d ito s a cam b io d e la le a lta d a q u ie n ejerce la a u to rid a d . Lo d e “cau d illo - p a tró n " ta m b ié n e s tá asociad o al c a rá c te r o m ním od o y no su je to a reg las con q u e se ejerce la a u to rid a d . E sto im pli­ ca q u e al caud illo se le to lera la tra n s g re s ió n , y com o no h a y m ed iacio n es d e id ea s o reg la s - p u e s to q u e la relació n de a u to rid a d e s d ire c ta e in te rp e rs o n a l e n tre el cau d illo y

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ab o lié n d o se la p osibilid ad del d esarro llo d e u n a “legalidad" b a s a d a e n la titu la rid a d d e d e re c h o s y o bligaciones recí­ p ro c a s. La p ro tecció n y los favores q u e se recib en so n e n ­ to n c e s a c titu d e s “g ra c io s a s ” del p a tró n y tie n e n com o co­ rre la to p rio rita rio la lealtad exclusiva h a c ia s u p e rso n a . Com o n o e x iste u n ám b ito re g u la d o r explícito y la s relacio ­ n e s se d e fin e n v e rtica lm e n te e n tre la s p e rs o n a s , la n o tr i ­ b u ta c ió n de le a lta d e s in te rp re ta d a com o “tra ic ió n ” y q u ie n la p ra c tic a e s excluido -g e n e ra lm e n te con v io len cia- de la relación. C onvendría aqu í re c o rd a r a J o s é H ern án d ez c u a n ­ do en el M artin Fierro, al d escrib ir la relación p a tro n a l y r e ­ firiéndose a los g a u c h o s, expresaba: “P a ra él so n los c a la ­ b o z o s ,/ p a ra él la s d u r a s p ris io n e s ,/ e n s u boca no h ay r a ­ z o n e s / a u n q u e la razó n le s o b re :/ q u e so n c a m p a n a s de p a lo / la s raz o n e s de los pobres".

A hora b ien , c ie rta m e n te lo s s ú b d ito s tie n e n a cceso a a l­ g u n o s beneficios o to rg ad o s com o “g ra c ia ” p o r el p a tró n , p e ro ello e s sólo en v irtu d de la fidelidad p ro m e tid a a s u cau d illo o jefe. Asi, el cam in o de la lealtad e s al m ism o tiem p o el c a m in o de la a sc e n s ió n en la e sc a la de re s p o n ­ sa b ilid a d e s q u e el p a tró n p u d ie se e v e n tu a lm e n te delegar, a u n q u e e sto favorece la o b se cu e n c ia ya q u e, e n a u s e n c ia d e u n s is te m a q u e recono zca o tro s m érito s, a m ay o r lea l­ ta d in co n d ic io n a l al cau dillo, m ay ores re c o m p e n sa s. Aquí e s d o n d e p u e d e n reco n o cerse la s b a s e s so ciales del “serv i­ lism o ” político. Com o c o rre la to al “c a u d illo -p a tró n ” y de la m o d alid a d fam iliar d e g estió n , a p a re c e y crece “la fem ini­ zació n ” d e la política social e n u n estilo p erso nalizad o en la figura de la “p rim e ra d am a" con la resp o n sa b ilid ad s o ­ cial de a m p a r a r a los m á s v u ln erab les: n iñ o s, a n c ia n o s, d isc a p a c ita d o s y p o b res e n general; relació n ta n b ien d e s ­ c rip ta p o r Á ngeles M a stre ta e n s u novela A rrá nca m e la vi­ da. E sto ta m b ié n e s sim ila r e n el cam po del se c to r p riv a ­ do co n la s “d a m a s de c a rid a d ” y / o la e s p o sa del e m p re s a ­ rio, u s u a lm e n te al c u id a d o de u n a g u a rd e ría , co m ed o r e s ­ colar, e sc u e la , el c u id a d o de los e n ferm o s de la fáb rica, e tc., d o n d e se n u e s tr a el “co m p ro m iso ” de la e m p re sa con la c o m u n id a d .

La im p licacio n es so ciales de e s ta relació n p re c iu d a d a - n a so n m u y sig nificativas e n el c a so de los “necesitados** y

“F e m in iz a ­ c i ó n ” d e la p o lític a s o c ia l

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146 E d u a r d o S. B u s t e l o G r a f f i g n a

h a n sido m u y b ien ex p licad as p o r R. B endix. q u ie n e n s u libro E sta d o nacional y c iu d a d a n ía (Bendix, 1974) h a c e u n a c ita m u y a d e c u a d a de J o h n S tu a r t Mili d e s u s Princi­ p io s d e econom ía política:

(...) la suerte de los pobres, en todo lo que los afecta en forma colectiva, debe estar regulada para ellos, no por ellos. No de­ be exigirseles que piensen por sí mismos ni alentarlos a h a ­ cerlo, ni permitirse que su s reflexiones o pronósticos ejerzan influencia en la determinación de su destino. [...] Los ricos de­ ben ubicarse in loco parentis con respecto a los pobres, guián­ dolos y limitándolos como se hace con los niños. Nada se les pedirá sino que cumplan con su jornada de trabajo y que sean morales y religiosos. Su moralidad y religión les será da­ da por sus superiores, quienes deben tomar los recaudos pa­ ra que les sean adecuadamente impartidas y hacer todo lo ne­ cesario para que, a cambio de su trabajo y fidelidad, reciban alimento, vestimenta y vivienda adecuados, sean espiritual­ mente edificados y gocen de inocentes diversiones.

P u ed e d e d u c irse de la cita el c a rá c te r “p ro du cid o" del s e r p o b re y el p a p e l q u e la religión y s u s a d m in is tra d o re s p u e ­ d e n d e s e m p e ñ a r e n la c o n stru c ció n y legitim ación de u n a relación de d e p e n d e n c ia y d o m inación.

La “p ro d u cc ió n ” de la p o b reza com ienza d e sd e la in fa n ­ cia, en la c u a l se a c o stu m b ra a los n iñ o s -p rin c ip a lm e n te a la s n i ñ a s - a “s e r dirigidos", no se los re s p e te e n s u id e n ­ tid a d d iferente de ia del a d u lto y se los e d u c a s in u n s is ­ te m a de in d u c c io n e s a la id ea de d e re c h o s. C om o b ie n e x ­ plica B endix, u n a relació n de tal d e p e n d e n c ia y d o m in a ­ ción p u e d e te n e r im p o rta n te s c o n s e c u e n c ia s psicológicas. De u n lado, el caudillo-am o llega a c o n s id e ra r a s u s v a s a ­ llos com o s u p a rte “inferior y s e c u n d a ria ” d eb id o a l c o n ­ ta c to fre c u e n te e íntim o con los m ism os. A s u vez,

(...1 los servidores se atribuyen complacientes ia riqueza y rango de su amo. Para compensar la obscuridad de su s vidas y su eterna obediencia tienden a n u trir su mente de grande­ za prestada, y por medio de esta identificación personal sal­ van la distancia que los separa de sus señores.

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de “b a n d o le rism o social" d e sd e q u e al caud illo se le to le ra la violación a la ley y el a rb itrio sie m p re q u e g a ra n tic e el s is te m a de p ro tecció n básico: p ién se se , p o r ejem plo, e n la eco n o m ía ilegal de los n a rc o tra fic a n te s , la protecció n a los c u ltiv a d o re s c a m p e sin o s q u e ellos g a ra n tiz a n y s u “g e n e ­ ro sid a d social" al c o n trib u ir a fin a n c ia r ac tiv id a d e s a s is ­ te n c ia le s o d epo rtivas.

La p re d o m in a n c ia del estilo “cau d illo -patrón" h a m a rc a ­ d o la s rela cio n e s so ciales e n A m érica L atin a con la a u s e n ­ cia del con cep to y ejercicio de d erech o s, lo q u e conlleva aso cia d o fre c u e n te m e n te u n estilo político en el c u a l se p ri­ vilegia la acció n colectiva d ire c ta y la fuerza (la o rg an iza­ ción, la m a rc h a , la calle, la a sam b lea , etc.) p o r so b re m a r­ co s re g u la d o re s de conflicto y negociación indiv idu al o co­ lectiva. El estilo d e marido vertical-autoritario, q u e ha p e rd u ­ rado h a s ta n u estro s dios, m arcando las relaciones entre e s ­ ta do y so c ie d a d civil, e s pred o m in an te e n el m u n d o d e las relaciones y representaciones políticas y, tam bién, en las re­ laciones económ icas y sociales incluyendo las d ive rsa s fo r ­ m a s d e asociativism o no-gubernam ental. Y e ste estilo p a tri­ m on ial v ertical q u e h a im p reg n ad o y a ú n im p reg n a a la so ­ ciedad civil e s tá lejos de g a ra n tiz a r u n esp acio de d e m o c ra ­ tización al estilo del visu alizado p o r Tocqueville o p o r las fo rm a s id ea liz a d a s de “hegelianism o" p ro g re sista o la s d i­ v e rs a s fo rm a s de c ristia n ism o al estilo de s u s “c o m u n id a ­ d e s p rim itiv a s”, to d a s hoy e x iste n te s e n A m érica Latina.

A hora bien , d e sd e q u e se p o s tu la u n m ay o r in v o lu c ra ­ m ie n to de los o rg an ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s e n u n a n u e v a m o d alid a d de relación e n tre e sta d o y so ciedad civil, e sto ú ltim o m erecería a lg u n a s p recisio nes.

4 . La f r a g m e n ta c ió n s o c ia l

R eflexionando so b re la s c a ra c te rís tic a s d e la m o d e rn id a d (Taylor, 1994), el filósofo c a n a d ie n se C h a rle s Taylor id e n ­ tificab a com o u n o d e los “m ales" s o b re s a lie n te s de la m is ­ m a el in d iv id u alism o extrem o q u e su p o n e u n c e n tra rs e ex­ clusivo e n el yo, em p o b recien d o la vida social d e se n tid o p ro fu n d o , lo q u e vacía el in te ré s por lo s d e m á s y p o r la s o ­

E s tilo d e m a n d o v e rtic a l- a u t o r i t a r i o

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148 E d u a r d o S. B u s t e l o C r a f f i g n a

ciedad. P u es bien, e n la m ay o ría de los p a ís e s de A m érica L atin a h em os a sistid o so bre todo a p a rtir d e la rec ien te im ­ p lem e n ta c ió n de los m odelos de econom ía a b ie rta a u n a ex p a n sió n significativa del in te ré s individ ual com o c e n tro o rg an izad o r de la c o n d u c ta h u m a n a y del h e d o n ism o com o fo rm a s u p re m a de vida. La d ifu sió n y prom oción d ire c ta o in d ire cta a tra v é s de los s is te m a s de c o m u n ic ac ió n m asiv a de los v alores relacio n ad o s con el in te ré s individual. 2a p ri­ m ac ía del ám b ito privado, la im p o rta n c ia del c o n su m o p e r­ so n a l e in m ed iato y la d escu lp ab ilizació n del egoísm o, p a ­ recen h a b e r debilitado se ria m e n te los s is te m a s d e so lid a ri­ d a d asi com o los h á b ito s de cooperación y a ltru ism o . E n s u a n á lis is so b re la s c o n tra d ic c io n e s c u ltu ra le s del c a p ita ­ lism o, D aniel Bell h a d e sta c a d o q u e la é tic a p ro te s ta n te y el te m p e ra m e n to p u rita n o e n la s e ta p a s in iciales del c a p i­ talism o e n los E s ta d o s U nidos fu ero n códigos q u e e x a lta ­ b a n el tra b a jo , la so b ried ad , la fru g alid ad y. e n g en eral, u n a a c titu d de co n tro l y m od eració n e n la vida, lo q u e se h a perdido e n el p re se n te , con la em erg en cia in d is c u tid a del m ercad o y del c o n su m o m asivo.

Al m ism o tiem po, y com o re s u lta d o de p ro fu n d a s t r a n s ­ fo rm acio n es e n los p ro ce so s d e p ro d u cc ió n d e b ie n e s y servicios y de la deb ilid ad de la s fo rm a s de a c ció n colecti­ va sin d ic a l-o b re ra, po d em o s c o n te m p la r -co m o fenó m eno co rrelativo a la “re tira d a del e s ta d o ”- u n a p é rd id a de c e n ­ tra lid a d de los id eales colectivos, a c o m p a ñ a d a p o r u n a e n o rm e proliferación de o rg a n ism o s y fo rm a s a so c ia tiv a s cuyo eje a g ru p a tiv o p a s a p o r el in te ré s p a rtic u la r, e sp e c í­ fico y realizable e n lo m á s in m e d ia to p osible (la d isc a p a c i­ d a d , el sida, la drogadicción, el tra s p la n te de ó rg a n o s, la m u je r golpeada, la s c o o p erativ as de h o s p ita le s o e sc u e la s, los n iñ o s de la calle, etc.). La socióloga L ucía B occacin (Boccacin, 1993) e n u n a investigación e m p íric a s o b re los

organism os no-gu b erna m en ta les realizad a e n Italia, los h a llam ado m ovim ientos ‘,egoísticos,t p a ra e n fa tiza r el carácter d e solidaridad restringida a un grupo y / o a c o ta d a a u n pro­ blem a específico, la s d im e n sio n e s "micro" d e s u actuación, a s í como s u s lim itaciones p a ra ejercer a ltruism o concebido como la cap a cid ad d e a su m ir “in tereses d e o tros" com o in­ tere se s propios. S e h a llegado in c lu so a la e x a g e ra c ió n -d is­

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to rsió n , com o e s e s el c a so d e u n p re s id e n te d e u n a A so­ ciació n de S o rd o s e n los E s ta d o s U nidos, q u e se h a o p u e s ­ to al d e sa rro llo d e los p ro ce so s tecnológicos q u e h a ría n a los s o rd o s oír, bajo el a rg u m e n to , n o p u eril, de q u e con e sa tecn olo gía los s o rd o s p e rd e ría n s u “id en tid a d social” com o so rd o s. E s q u e , e n rea lid a d , la frag m en tació n social p u e d e s e r d efin id a com o u n a d isc o n tin u id a d c o m u n icacio n al b a ­ s a d a e n el n o q u e re r o ír a o tro s. D eb ería re c o rd a rse ta m ­ b ié n e n e s te p u n to q u e los conflictos y la s lu c h a s so ciales p re s e n te s n o tie n e n y a c o n te n id o ideológico ni direcciona- lidad p olítica com o en el c a so de la s viejas lu c h a s o b re ra s, e s tu d ia n tile s y c a m p e s in a s e n A m érica L atina, sino q ue m á s b ie n a p u n ta n a u n a reivindicación c irc u n s c rip ta , in- m e d ia tis ta y p a rc ial, no p la n te á n d o s e ni m e ta s ni p rá c ti­ c a s d e acció n colectiva to ta liz a n te s co ex te n sib le s a l c o n ­ j u n to d e la so ciedad . E n m u c h o s c a so s, ni siq u ie ra existe

la c o m p re n sió n d e q u e u n b ien p a rtic u la r p u e d e coincidir con el del c o n ju n to de la sociedad.

A s u vez, la s d is tin ta s fo rm a s de asocíativism o social h a n sid o e n g ra n p a rte in flu id a s p o r u n a visión “p ro d u cti- v ista y co m p etitiv ista" de la acción q u e e je c u ta n , de h a c e r m á s c o n m e n o s re c u rso s, d e la eficiencia e n la gestión, de la “excelencia" com o objetivo p e rm a n e n te del h a c e r m á s y m ejo r p ero c irc u n s c rip to y lim itado. La p ro p u e s ta de “ele­ v ar la p ro d u ctiv id a d de lo s pobres", h oy p o p u lariza d a en A m érica L atin a, c o m b in a el h ech o d e p re c is a r c asi n u lo s niveles d e a h o rro (no c u e s ta m ucho) con la e sc a la m icro de la s in ic ia tiv a s, a sí com o la d e m a n d a de ro les e m p re s a ria ­ les com o p a rá m e tro d e la acció n social: e s com o si a h o ra to d o s tu v ie ra n q u e s e r e m p re sa rio s, m icro em p resario s, m ic ro c o m e rc ia n te s, m ic ro p ro d u c to re s, e tcétera.

F in a lm e n te , la s m u e s tr a s de "solidaridad" filantrópica d e s a fo rtu n a d a m e n te tam p o co p o d ría n to m a rse com o u n a “fortaleza" d e la so cied ad civil ni, m u ch o m en o s, com o u n in d ic a d o r de p re o c u p a c ió n p o r lo p úb lico y p o r el b ien de to do s. Así, h a s ta la tra d icio n a l p rá c tic a de lev a n tam ien to de fo n d o s p a ra fin a n c ia r a c tiv id a d e s a s is te n c ia le s se “p ro ­ d u c e co m u n ic ac io n a lm en te ", se p ro m u ev e com o m a rk e ­ tin g e m p re s a ria l y com o u n a o lim p íad a de la beneficencia: sh o w s fila n tró p ic o s q u e b u s c a n ré c o rd s de d in ero y a z u ­ L as lu c h a s s o c ia le s a p u n t a n a u n a r e iv in d i­ c a c ió n c ir ­ c u n s c r ip ta , i n m e d ia t is t a y p a r c ia l

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150 Ed u a r d o S . Bu s t e l o Gr a ff ig n a

z a n lo h u m a n ita rio com o c u rio sid a d , com o “p u rific a c ió n ” form al, e n terta in m en t y fiesta. E sp e c tá c u lo e n el q u e, s e ­ g ú n G ilíes Lipovetsky (Lipovetsky, 1986), no h a y u n a r e s ­ ta u ra c ió n d e u n a é tic a por los m á s débiles ni u n c o m p ro ­ m iso h u m a n ita rio com o re sp o n sa b ilid a d cívica d e iodos, sino, m á s bien , u n p la n te o de vivir sin su frim ie n to , v is u a ­ lizando la p o b reza d e sd e la lejanía, com o e sp e c tá c u lo e n la p a n ta lla d e t v y a c o m p a ñ a n d o la d ra m á tic a in d ig en cia h u ­ m a n a com o im ag e n -h o rro r y. tal vez.... a l final y p o r fin co n u n gesto generoso.

5 . L o s O rg a n is m o s N o -G u b e rn a m e n ta le s

S in p re te n d e r in v alid a r el com prom iso y la a c tu a c ió n de los o rg a n ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s, d eb e ten e rse e n c u e n ta , no o b sta n te , q u e ía relación de a u to rid a d “c a u d illo -p a tró n ” ta m b ié n se e x p re sa fre c u e n te m e n te e n s u se n tid o p a trim o ­ n ial y vertical en los o rg an ism o s de la sociedad civil. É sta e s “m i” fu n d ació n , é s ta e s “mi" o n g , é ste e s “m i” te m a , é s ­

to s so n “m is p a c ie n te s ”, é ste e s “mi p ro yecto”, etc., p u e d e n s e r ejem plos de Ja ap ro p iació n patrim o n ial de e sp a c io s in s ­ titu cio n a le s, g ru p a le s y / o de tem a s. A sim ism o, p u e d e o b ­ s e rv a rse e n m u c h a s in stitu c io n e s no g u b e rn a m e n ta le s la d e p e n d en c ia unipersonal en u n líder interno o “tutor” ex te r­ no, la e s c a s a o ca si nula ca p acidad p ara renovar s u s a u to ­ ridades. q u e parecen q u ed a r "d u e ñ a s" a p e rp etu id a d d e e s ­ p a cio s d e actuación y los ca s i in existen tes m eca n ism o s d e ­ mocráticos d e elección y participación. F re c u e n te m e n te , es ta m b ié n o b serv ab le la im p lem entación de fo rm a s d e in te r­ v en ció n a u to rita ria s d e p royectos sin la prom oción d e c iu ­ d a d a n ía , e n d o n d e los “p ro p ie tario s-su je to ” de u n a p ro ­ p u e s ta d efin en so b re los “o b jetos d e in terv en ció n ” el tr a t a ­ m ien to social “a d e c u a d o ”. No m en o s im p o rta n te e s el “p u ­ rism o c o n c e p tu a l” o “ética de ex clusión” co n q u e m u c h o s o rg a n ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s se m a n e ja n , lo q u e se tra d u c e e n la c re e n c ia de q u e u n d e te rm in a d o en foque o m etodoiogía de tra b a jo so n los ú n ic o s y m ejores, a sí com o e n la convicción de q u e c a d a u n o ex p re sa u n a m o d alid ad p rís tin a , tra n s p a re n te y é tic am e n te definitiva e n el tra b a jo

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p o r los d e m á s, lo qu e, p o r definición, excluye o tra s fo rm as im p o rta n te s de co m p ro m iso social.

U n a sp e c to rele v an te e s la c a re n c ia c asi to ta l de “esfera púb lica" e n m u c h a s o n g s , lo q u e se “ocu lta" g e n e ra lm e n te bajo la s fo rm a s de acción social m á s “c o m p ro m etid a s” e n la lu c h a c o n tra la s m o d alid a d e s m á s e x tre m a s y den igra- to ria s de la p o b reza y la in dig en cia h u m a n a , lo q u e re d i­ m iría a e s to s o rg a n ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s de c u a l­ q u ie r c o m p ro m iso ideológico-político. El " m a d reteresism o ”

y el “la d y d ia n is m o” com o a c titu d social so n b u e n o s ejem ­ plos: se tra b a ja p o r los n iñ o s d e s a m p a ra d o s , e n accio nes “e je m p la re s” y c o n c re ta s (“sin v e rso s”) a u n q u e , p a ra d ó jic a ­ m en te , e n la s p re s e n te s c ir c u n s ta n c ia s h istó ric a s le r e s u l­ ta c o m p le ta m e n te irre le v a n te si a u m e n ta o no la p o b reza y la d e sig u a ld a d e n el m u n d o o e n el p a ís d o n d e se a c tú a (in­ cluy end o la p ro p ia á re a de im p lem e n ta c ió n del proyecto).

ni d e d ó n d e p ro v ien en los re c u rs o s q u e fin a n c ia n “su" p ro ­ yecto. S e p r e s e n ta u n co m p ro m iso "conm ovedor” -y c ie rta ­ m e n te re s p e ta b le - q u e convoca al S a n to P adre, a la S ra. T h a tc h c r, a l p re s id e n te C linton, a L uciano Pavarotti, al p re s id e n te M enem . a m odelos y a c tric e s fam osas, a Geor- ge S o ro s y h a s ta a Giorgio A rm ani... T a n am plio y a d m ira ­ ble e sp e c tro de co in c id en c ia s, "¿no h a c e tal vez inofensivo el m e n s a je ? ” P o rq u e u n a de la s “v e n ta ja s ” de m u c h o s p ro ­ y e c to s so c ia le s e s q u e “g a ra n tiz a n ” la se p a ra c ió n de lo so ­ cial de la p olítica, co n c eb id a e s ta ú ltim a com o el ám b ito de lo q u e divide, lo q u e s e p a r a y lo q u e d e n ig ra la s fo rm as "p u rific a d a s” del co m prom iso n o -g u b e rn a m e n ta l.

F in a lm e n te , no e s tá n e x e n to s de m u c h a s de la s o b s e r­ v a c io n e s a n te rio re s y, e n a lg u n o s c a so s, h a s ta la s e x p re ­ s a n e n m ay o r m a g n itu d , los o rg a n ism o s in te rn a c io n a le s de co o p e ra c ió n té c n ic a y fin a n c ie ra y la s a g e n c ia s de coo­ p e ra c ió n e x te rn a de los p a ís e s d o n a n te s de fondos p a ra eJ d esarro llo .

6 . E s ta d o y d e m o c r a c ia

A hora b ie n , si e n A m érica L atina h a existido u n a trad ició n h istó ric a q u e n o s llega d e sd e el m odelo ag ra rio ex p o rta d o r

‘‘M a d re te r e ­ s is m o ’' y ‘ la d y d ia - n i s m o 1’

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152 E d u a r d o S. B u s t e l o G r a f f i g n a

y to m a fuerza In stitu c io n a l e n el m odelo s u s titu tiv o d e im ­ p o rta c io n e s. d á n d o le u n a c la ra p rim a cía a l e s ta d o p o r so ­ b r e la so cied ad civil, la p re g u n ta es: “¿d e q u é e s ta d o se tr a ta ? ”. Y a q u í no d eb e olv idarse qu e, so b re todo d u r a n te la fase del m odelo s u s titu tiv o de im p o rta c io n e s e n A m éri­ c a L atina, la acció n directa del e sta d o e ra c o n s id e ra d a m á s im p o rta n te q u e la s c u e stio n e s re la c io n a d a s co n la d e ­ m o cratizació n , con la re p re se n ta c ió n política de los re p re ­ s e n ta d o s y los d e re c h o s de c iu d a d a n ía . E n el d esarro llo h istó ric o e u ro p e o , e n cam bio, se a c ep tó p rim ero el s u fr a ­ gio u n iv ersa l com o m edio d e a c ce d e r al poder, luego la s li­ b e rta d e s y d e re c h o s in d iv id u ales “fo rm ales”, la ju s tic ia in ­ d e p e n d ie n te y la organización de los p a rtid o s políticos, so ­ b r e todo de lo s tra b a ja d o re s . Com o b ien explica F e rn a n d o H en riq u e C ard o so (C ardoso, 1990), e n A m érica L a tina n a ­ ció y s e desarrolló un p e n sa m ien to m á s e s ta tiz a n te q u e d e ­ m ocratizante, m ucho m á s corporativista q u e distribucionis-ta, m á s p ro p en so a a p o ya r la d e fe n s a d e los gru p o s organi­ z a d o s d e la so cied a d q ue d e l p u eb lo e n g e n e r a l confiado e n el p o d e r del e s ta d o com o a g e n te d istrib u id o r del in g re ­ so - a veces reg resiva y p e rv e rsam e n te , com o en el c a so de la in fla ció n - q u e e n la gen eralización del b ie n e s ta r g ra c ia s a la elevación de la p ro d u ctiv id a d g en eral de la econo m ía, lo q u e p o n d ría é n fa sis en la p osib ilid ad de o p tim iza r la in ­ v ersió n , la com pe ti tividad y el p ro g reso tecnológico. S e g ú n el m ism o a u to r, e n A m érica L a tin a la reivindicació n social -v ía p o p u lism o - y la b ú s q u e d a de m ay o res o p o rtu n id a d e s de d e sarro llo económ ico -v ía retó ric a a n tiim p e ria lis ta - s u rg c n a n te s q u e la reivindicación de la in stitu c io n a lid a d d e m o c rá tic a y. h a s ta cierto p u n to , co n d esp recio h a c ia la m ism a.

F in alm en te, y no m en o s im p o rta n te , n o p u e d e d e ja r de m e n c io n a rse la relació n de m a n ip u la c ió n y c o o p tació n qu e. p o r ra z o n e s de la c lá sica “d e p en d en cia" eco nóm ica de la s o n g s , se e sta b le c e fre c u e n te m e n te e n tre el g o b iern o e n la a d m in is tra c ió n del e sta d o y la s o n g s , lo q u e h a c e d e e s ­ ta s ú ltim a s - e n m u c h o s c a s o s - v e rd a d e ro s o rg a n ism o s n e o g u b e rn a m e n ta le s .

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7 . E l s e c t o r p riv a d o

E n rela ció n con la s in te ra c c io n e s e n tre el se c to r no g u b e r­ n a m e n ta l co n el priv ado e n lo q u e se refiere a la s p rá c ti­ c a s d e a c ció n social, tam p o co p o d ría a firm a rse q u e el s e c ­ to r p riv ad o h a a su m id o n u e v a s re sp o n sa b ilid a d e s so c ia ­ les, p ro p o rc io n a le s a l m en o s, con el c re c ie n te rol de los e m p re s a rio s e n el d e sarro llo vis a vis “la re tira d a ” del e s ­ tad o . E s sa b id o q u e las ventcyas d e la s e m p re sa s e n d es-g ra va cion es im p ositiva s y otros privilees-gios J isca les Que ob­ tien en e n concepto d e “a y u d a social" so n d e s tin a d a s a s u s pro p ia s ju n d a c io n e s u organizaciones, d o n d e reciclan s u im agen con “lifting so cia lp a ra v e n d er m á s o tener m ayor influencia y prestigio. No p o d ría d e ja r de c o m e n ta rse ta m ­ b ién q u e la m ay o ría d e la s d o n a c io n e s h e c h a s p o r el s e c ­ to r p riv ad o se d e s tin a n fu n d a m e n ta lm e n te a fin a n c ia r a c ­ tiv id ad e s a rtís tic a s , de e sp arc im ie n to y h a s ta a siste n c ia le s (por ejem plo, prom oción de co n cierto s, d o n ació n de e q u i­ p o s d e a lta tecnología m édica, etc.), d e s tin a d a s a los s e c ­ to re s de a lto s in g re so s. A ú n m ás, c re c ie n te m e n te el se cto r priv ad o d e s tin a significativos re c u rs o s a fin a n c ia r f u n d a ­ cio n e s de in v estig ació n y / o e stu d io s d e s tin a d o s a prom o- c io n a r y / o d e fe n d e r s u s in te re s e s corpo rativo s. Y, m á s r e ­ lev an te a ú n , el s e c to r privado c re c ie n te m e n te co financia su e ld o s y / o c o m p le m e n ta sa la ria lm e n te la re trib u c ió n m o­ n e ta ria re g u la r d e im p o rta n te s fu n cio n a rio s p ú b lico s con c o m p e te n c ia s p a ra d e fe n d e r s u s in te re se s. A sim ism o, y com o ta m b ié n lo a firm a Lipovetsky (Lipovetsky, 1994), la d e n o m in a d a n u e v a b u s in e s s eth ics de la s e m p re s a s p riv a ­ d a s . a u n q u e p u d ie s e s e r efectiva e n el apoyo restrin g id o a a lg u n a s fo rm a s de acció n social, fu n cio n a con el m ism o s e n tid o e m p re sa ria l, no de a s u m ir u n co m prom iso so lid a ­ rio y u n a re s p o n s a b ilid a d p ú b lica, sin o com o p a rte de la e s tra te g ia c o m u n ic a c io n a l de la firm a, de relacio n es p ú b li­ c a s y de g e stió n d e u n a m arc a.

A quí h a b ría tal vez q u e d e c ir con c ru d e z a q u e toda e m ­ p re sa e s u n negocio pero no todo negocio e s u n a em presa.

T oda e m p re s a to m a u n c a p ita l ecológico de la n a tu ra le z a q u e u s a e n s u beneficio, to m a u n c a p ita l social de la so ­ cied ad e n fo rm a d e in fra e s tru c tu ra física d isp o n ib le y en

E s t r a t e g i a c o m u n ic a ­ c io n a l d e la f ir m a

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Ed u a r d o S . Bu s t e l o Gr a ff ig n a

c u ltu r a , ed u c ac ió n , valo res, in stitu c io n e s, e tc., y ta m b ié n to m a u n cap ital finan ciero q u e le p o sibilita g e n e ra lm e n te s u n a cim ien to y / o ex p a n sió n y desarro llo. Así, e n to n c e s, la re sp o n sa b ilid a d de u n a e m p re sa d eb ería e v a lu a rse a tra v é s de u n b a la n c e financiero p ero ta m b ié n d e u n b a la n ­ ce ecológico y, so b re todo, social. Y el cam in o q u e va d e s ­ d e la filan tro p ía (la m u je r del e m p re sario h a c ie n d o ben efi­ cencia) al de la inv ersió n social (lo social p a ra m e jo ra r la im ag en in stitu c io n a l de la em presa) y, d e sd e allí, a la res­ p o n sa b ilid a d social (que im plica el in te ré s p o r lo benéfico p ero ta m b ié n el c u id a d o del e n to rn o físico y u n a d ev o lu ­ ción económ ica a la co m u nidad ), e s tá sólo e n s u v e rd a d e ­ ro com ienzo e n A m érica Latina.

8 . C o n c lu s io n e s

S e ría difícil n e g a r q u e a p a rtir de la d é c a d a de los o c h e n ­ t a e n A m érica L atin a la s in stitu c io n e s del s e c to r público,

p a rtic u la rm e n te los servicios sociales, h a n su frid o u n m a rc a d o deterio ro c u a n tita tiv o y cu alitativ o d eb id o a la b a ja p rio rid a d política, la e s c a s a c a p a c id a d a d m in is tra tiv a y la falta de fin an ciam ien to ad e cu a d o . El v irtu a l colap so d e m u c h a s in stitu c io n e s del se c to r público fre c u e n te m e n ­ te se rela cio n a con el tipo de a ju s te económ ico ¿m píem en- tad o , pero tam b ié n co n el tipo de g estió n p olítica del s e c ­ to r público, c a rg a d a de in co m p eten cia técn ica, a lta d isc re ­ c io n a lid a d y c a re n c ia de p articip ació n d e m o c rática . Es, e n tre v a ria s raz o n e s, la in co m p eten cia d e los re s p o n s a b le s d e la g estión del e sta d o e n a s u m ir u n liderazgo e n el n u e ­ vo p a tró n de a c u m u la c ió n lo q u e h a m ovilizado la c o n fia n ­ z a de g ra n d e s s e c to re s de la población h a c ia m ec a n ism o s de a u to rre g u la c ió n , com o el m ercad o , com o lo s m á s efi­ c ie n te s p a ra a s ig n a r re c u rso s. É s ta e s la p rin c ip al c a u s a s u b y a c e n te a los p ro ce so s de privatización, d esre g u lac ió n , d e sc e n tra liz a c ió n y tra n s fe re n c ia de servicios so ciales -o la re sp o n sa b ilid a d de s u g e s tió n - a d is tin ta s fo rm a s de aso ciativ ism o social.

S in em bargo, e s ta id ea de in tro d u c ir el lado de la d e ­ m a n d a en la g estió n de los servicios sociales, d e d a r m a ­

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y o r “p articip ació n " a los o rg an ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s q u e p e rte n e c e n a los ben eficiario s y / o e s tá n m á s próxim os a s u s n e c e s id a d e s no e s sólo u n p ro b le m a de “eficiencia e c o n ó m ic o -a d m in istra tiv a ” y debe s e r reco lo cada en té rm i­ n o s d e la tra d ic ió n e n política social de A m érica L atina y de los n u e v o s p ro ce so s so ciales em erg entes.

D isc u tie n d o so b re la s relacio n es e n tre d em ocracia y c a ­ p ita lism o y c o m e n ta n d o los tra b a jo s so b re la d em ocracia d e G iovanni S a rto ri, N orberto Bobbio (Bobbio, 1988) h a in­ terpretado e s ta relación conflictiva, o como un “abrazo vi­ ta l”, e n el s e n tid o d e q u e u n a so cied ad d o m in a d a po r el m ercado a c e p ta la vía dijicil, con to d a s s u s lim itaciones, del fu n c io n a m ie n to d e la dem ocracia o, tam bién, como un “a b ra zo m ortal" e n el s e n tid o d e q u e la so cied a d d e m erca­ do so foca la dem ocracia o induce e n é s ta deform aciones, la m ercantilización u n iv ersa l. el “e s ta d o m ínim o" y la concen­ tración d e la riqueza y los ingresos e n los m á s poderosos.

A m érica L a tin a no e s a je n a a e s ta relev an te d isc u sió n y, u tiliz a n d o e s a m ism a im agen, p o d ríam o s de igual m odo re fe rirn o s a la s rela cio n e s e n tre el e sta d o y la sociedad ci­ vil con esp ecial refe re n c ia a los o rg an ism o s-n o g u b e rn a ­ m e n ta le s: o se tr a ta de u n “a b razo m o rta l” e n d o n d e los o r­ g a n is m o s n o -g u b e rn a m e n ta le s se tra n s fo rm a n a tra v é s del clien telism o , la c o o p tació n política y la d e p e n d en c ia a s is te n c ia l e n organism os neog u b ern a m en tales, o, de lo c o n tra rio , se tr a ta de u n “a b ra z o vivificador", p o sib ilitad o r y h a b ilita n te de n u e v a s p r o p u e s ta s d e relacio n am ien to so ­ cial a p a r tir de la c o n stitu c ió n de u n a esfera p ú b lica y del d e sarro llo de u n a a u to n o m ía política y económ ica q u e p o ­ sibilite la realización de los d e re c h o s y resp o n sa b ilid a d e s d e c iu d a d a n ía .

E n la m ay o r p a rte de A m érica L atina p erm an ece, se g ú n vim os, en s u s d iv e rsa s fo rm as, la tra d icio n a l relación “cau d illo -p a tró n " y el á m b ito discrecio n al-vertical e n la g estió n y a sig n a c ió n de fo n d o s d e s tin a d o s a los o rg a n is­ m o s n o -g u b e rn a m e n ta le s . Las in fo rm acio n es so b re d isp o ­ n ib ilid ad y m o n to de re c u rs o s p a ra fin a n c ia r in iciativas so ­ ciales, a sí com o los c riterio s p a ra ac ce d e r a los m ism os c a ­ si n u n c a e s tá n d isp o n ib les p a ra el c o n ju n to d e los o rg a n is­ m o s d e la so cied ad civil ni m u c h o m en o s s u je to s al control

A b ra z o v ita l y a b ra z o m o r ta l

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156 Ed u a r d o S . Bu s t e l o Gr a ff ig n a

P o s ib ilid a d d e u n a r e la c ió n e q u ilib r a d a

dem ocrático. S e ría u n a in g en u id a d no p e n s a r q u e la p o si­ b ilid ad de u n “a b ra z o m ortal" e s a lta m e n te factible a p e s a r de la s d e c la ra c io n es de b u e n a v o lu n ta d de los b u r ó c r a ta s e s ta ta le s , de los políticos, d e la s e m p re s a s y d e los se c to ­ r e s d e a lto s in g reso s. La a lte rn a tiv a de m ayor a siste n c ia - lism o, g en e ra c ió n de d e p e n d en c ia y clientelism o electo ral e s tá a ú n lejos de s e r d e rro ta d a e n A m érica Latina.

La po sib ilid ad d e u n a relación e q u ilib ra d a e n tre el e s ­ ta d o y los o rg a n ism o s n o -g u b e rn a m e n ta le s d eb ería p a s a r p o r a c o rd a r u n s is te m a de d e re c h o s y re sp o n sa b ilid a d e s p ú b lic a s e n u n a C arta Social q u e g a ra n tic e la a u to n o m ía - e n el s e n tid o de crec ie n te “a cto ralid ad " y lib e rta d e s p o si­ tiv a s - y la d em o cratizació n de la política social y explicite, d e u n a m a n e ra sim p le y tra n s p a re n te , el to ta l de los r e c u r ­ so s d isp o n ib les, los c riterio s p a ra ac ce d e r a los m ism o s, la ev alu ació n de los re s u lta d o s y u n a a u d ito ría in d e p e n d ie n ­ te. A sim ism o, del lad o de los o rg an ism o s n o -g u b e rn a m e n ­ ta le s, q u e d a ta m b ié n u n largo cam in o a re c o rre r p a r a c o n ­ s o lid a r u n enfoque p ro g ram ático b a s a d o e n s u je to s de d e ­ re c h o s y n o e n “o b jeto s de tra ta m ie n to " y c o m p a tib iliz ar Ja d e m a n d a de “m á s estad o", com o fre c u e n te m e n te se re ­ q u iere , co n m ay o r a u to n o m ía , a u to d e te rm in a c ió n y e q u i­ v a le n te s resp o n sa b iJid a d es. No m e n o s im p o rta n te , la a g e n d a n o -g u b e rn a m e n ta l e s tá lejos de e s ta r c e rra d a y s e ­ ría a c o n se jab le q u e in co rp o rase, e n tre o tro s a s p e c to s , los te m a s de g e stió n p o r re s u lta d o s , m ejo ran d o la eficiencia de s u s in iciativ as pero, so b re todo, a v a n z a r e n los p ro ce ­ s o s de d e m o cratizació n d e s te rra n d o el m icrocaud illism o p a trim o n ia l, el verticalism o in h ib id o r de la c o n s titu c ió n de d e re c h o s y la lógica de co m p ro m iso s a b so lu to s, q u e no r e ­ co n o ce o tra s fo rm a s d ife ren te s d e acción social n i la p re o ­ c u p a c ió n p o r la c iu d a d a n ía c o m ú n a la q u e p e rte n ec e m o s p o r vivir e n sociedad.

Con resp e c to a la s resp o n sa b ilid ad e s so ciales del se cto r privado, e s m u ch o lo q u e p u e d e h a c e rs e m á s a llá de la p ro ­ m oción de u n a firm a, en d o n d e lo serio e s la eco n o m ía de la e m p re sa , m ie n tra s q u e la co m p asió n p o r los p o b re s e s u n p ro b le m a de v o lu n tariad o . E n el s is te m a de a c u m u la ­ ción c a p ita lista d e b e ría ex istir u n a lógica p o sg a n a n c ia fu n ­ d a n te de u n a c iu d a d a n ía económ ica. C om pro m iso s q u e

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s u p e re n ta n to la idea del solo beneficio com o la de ben efi­ cencia. Y h a y ejem plos im p o rta n te s en A m érica L atina p a ­ r a ilu s tr a r los n u ev o s co m p ro m iso s del se c to r privado con la sociedad , com o so n los c a so s, p o r c ita r sólo alg u n o s, de la F u n d a c ió n C arb ajal e n C olom bia y la F u n d a c ió n Ode- b re c h t e n el B rasil.

F in a lm e n te , e s c ru c ia l q u e en c u a lq u ie ra de los w elfare m ix q u e se esco ja no se e v ad a \a p e rte n e n c ia de la política social a la “e sfe ra pública", com o la definía H a n n a h A ren d t e n s u s in d a g a c io n e s so b re la condición h u m a n a (Arendt, 1958), e n té rm in o s d e u n a p reo c u p a c ió n s u p e rio r p o r el c o n ju n to , p o r el fu n cio n a m ie n to sistém ico de com plem en- ta rie d a d e s y p o r la id ea d e d e re c h o s a c o p la d a a la de r e s ­ p o n s a b ilid a d e s p ú b lic a s. ♦

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Referencias

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