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INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE AGREGADO RECICLADO DE PET NA RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO SIMPLES DO CONCRETO

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Academic year: 2020

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(1)INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE AGREGADO RECICLADO DE PET NA RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO SIMPLES DO CONCRETO. Andriellen Paz Fernandes 1 Simone Dornelles Venquiaruto 2. Resumo: O setor da Construção Civil está cada vez mais atento à Sustentabilidade Ambiental, com a utilização de materiais alternativos causando menos impacto ambiental, A Construção Civil afeta o meio ambiente, tanto com a extração de recursos não renováveis ou com depósito inadequado de resíduos. Devido o exposto, essa pesquisa buscou avaliar o comportamento mecânico de concretos convencionais com substituição parcial de agregado miúdo natural por areia de PET. O trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade da utilização do agregado reciclado de PET em substituição parcial à areia natural. O programa experimental foi desenvolvido no laboratório de materiais de construção civil da Universidade Federal do Pampa, campus-Alegrete/RS. Inicialmente os materiais utilizados foram caracterizados seguindo as orientações das normas brasileiras e atenderam os parâmetros normativos. O cimento Portland utilizado foi o CPIV32 e a areia de PET é proveniente da empresa PETCEU (Paraná/PR). O traço unitário utilizado na pesquisa foi 1:2,06:2,94, com relação a/c 0,50 e consumo intermediário de cimento de 372 kg/m³. Para a avaliação da viabilidade da substituição do agregado miúdo natural pelo agregado reciclado de PET nas propriedades mecânicas de concretos convencionais, foram feitas as substituições nos teores de 10% e 15% (em volume) de agregado miúdo natural por areia de PET. Além dos traços com substituição de areia de PET foi moldado um traço de referência para servir como parâmetro de comparação. Os corpos de prova cilíndricos (10x20cm) moldados com o concreto de referência e com os concretos com as substituições foram rompidos na idade de controle de 91 dias, o ensaio para a determinação da resistência à compressão simples foi determinado pela NBR 5739 (ABNT 2007). Comparando os valores de resistência dos concretos com teores de substituição ao concreto de referência, que possui 100% de agregado natural, temos que o concreto com 10% de areia de PET alcançou 80,17% da resistência do concreto de referência enquanto o concreto com 15% de substituição atingiu 85,60% da resistência do concreto de referência. Analisando esses valores, observa-se que mesmo havendo uma diminuição de resistência à compressão axial, com a substituição do agregado miúdo por agregado reciclado de PET, essa diminuição pode não inviabilizar a substituição dos materiais, dependendo da aplicação que vai ser destinada ao concreto. A redução da resistência dos concretos pode ter sido proporcionada pelo arranjo dos grãos de agregado de PET (formato lamelar) na matriz cimentícia, já que possuem formato diferente aos dos grãos do agregado natural. Conclui-se que do ponto de vista ambiental a viabilidade dessa substituição é relevante, pois reduzirá a exploração de.

(2) agregado miúdo natural e utilizará um material alternativo que causa um grande impacto ambiental com sua destinação inadequada.. Palavras-chave: Concreto, agregados reciclados de PET, areia de PET. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE AGREGADO RECICLADO DE PET NA RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO SIMPLES DO CONCRETO 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Docente. [email protected]. Orientador. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 21 a 23 de novembro de 2017.

(3) INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE AGREGADO RECICLADO DE PET NA RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO SIMPLES DO CONCRETO 1. INTRODUÇÃO A utilização dos recursos naturais é de extrema importância para o homem, desde os tempos mais antigos se fez uso da natureza para a sobrevivência e sustento. Com o desenvolvimento tecnológico, os recursos naturais foram cada vez mais explorados para serem utilizados nas indústrias, na geração de energia e na construção civil, entre outros. Convém citar que alguns recursos não são renováveis, pois não existe a possibilidade de eles se reporem na natureza. Em contrapartida, existem recursos que são renováveis (restaurados por processos naturais), no entanto, a velocidade de renovação leva mais tempo do que a de consumo. Nesse contexto, nota-se que nos padrões de produção e de consumo dos dias atuais, há muita exploração de recursos naturais, e também muito desperdício e geração de resíduos sólidos. São muitos materiais que são substituídos com frequência, muitas embalagens, muitos aparelhos eletrônicos que facilmente se tornam ultrapassados e que são depositados de maneira inadequada na natureza. Ao mesmo tempo, para que haja a produção destes bens, há muita extração de recursos da natureza, muita utilização de energia e de recursos minerais. Com o desenvolvimento econômico, o crescimento da população e o desenvolvimento tecnológico, houve mudanças no modo de vida e de consumo da população. Para Gouveia (2012), essas mudanças promoveram aumento e diversidade na produção de resíduos sólidos, fazendo com que fossem produzidos maiores quantidade destes resíduos sendo alguns altamente poluidores. Boa parte destes resíduos não possui destinação adequada, são depositados em locais a céu aberto chamados de lixões, podendo comprometer a qualidade do solo, da água através da produção do chorume, líquido proveniente de sua decomposição, e do ar, devido à liberação de gases tóxicos. A preocupação com o uso consciente dos materiais, com o menor desperdício e o reaproveitamento de resíduos é uma ideia que deve estar presente em todos os setores. O setor da Construção Civil, nos últimos anos, está cada vez mais atento à Sustentabilidade Ambiental, com a utilização de materiais alternativos para que haja menos impacto ambiental e também devido à resolução do CONAMA (2002), esta resolução estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais. A Construção Civil afeta o meio ambiente de várias maneiras, tanto com a extração de recursos não renováveis ou com a utilização de aterros para depósito de resíduos. Segundo Canellas (2005), a areia é um recurso natural amplamente utilizado na construção civil, porém, há danos causados pela sua extração da natureza. Conforme a Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (ANEPAC) em 2014, no Brasil, foram consumidos 439 milhões de toneladas de areia, correspondente a 2,2 toneladas per capita. Em função do exposto, essa pesquisa buscou avaliar o comportamento mecânico de concretos convencionais com substituição parcial de agregado miúdo natural por areia de PET..

(4) 2. METODOLOGIA O programa experimental foi desenvolvido no laboratório de materiais de construção civil da Universidade Federal do Pampa, campus- Alegrete/RS. Anteriormente à confecção dos concretos os materiais foram caracterizados seguindo as orientações das normas brasileiras mostradas a seguir no Quadro 1. Quadro 1 - Ensaios e Normas utilizados para a caracterização dos agregados. Agregados Agregado miúdo natural Agregado reciclado de PET Agregado graúdo. Ensaio. Norma Regulamentadora. Granulometria Massa unitária Massa específica Granulometria Massa unitária Massa específica. NBR NM 248 (ABNT, 2003) NBR NM 45 (ABNT, 2006) NBR 9776 (ABNT, 1987) NBR NM 248 (ABNT, 2003) NBR NM 45 (ABNT, 2006) NBR NM 53 (ABNT, 2003). Os resultados obtidos nos ensaios de caracterização dos agregados naturais atenderam os parâmetros normativos. O cimento Portland utilizado foi o CPIV 32 (Cimento Portland Pozolânico), adquirido na cidade de Alegrete/RS. A areia de PET é proveniente da empresa PETCEU (Paraná/PR), conforme Figura 1.. Figura 1. Areia de PET A areia de PET apresentou a curva granulométrica entre os limites ótimos recomendados pela NBR 7211 (ABNT 2009), viabilizando o seu uso na produção de concretos e argamassas, a curva está mostrada na Figura 2.. Figura 2. Curva granulométrica do agregado miúdo reciclado de PET.

(5) Para a avaliação da viabilidade da substituição do agregado miúdo natural pelo agregado reciclado de PET nas propriedades mecânicas de concretos convencionais, foram feitas as substituições nos teores de 10% e 15% (em volume) de agregado miúdo natural por agregado reciclado de PET. A definição do traço foi baseada nos resultados da pesquisa de Jardim (2016). Dentre os traços investigados pela pesquisadora, optou-se por escolher um traço com consumo de cimento intermediário, conforme apresentado na Tabela 1. Tabela 1 ± Traço unitário utilizado na pesquisa. Traço Unitário Relação a/c Consumo de cimento Fonte: Jardim (2016, p. 41). 1:2,06:2,94 0,50 372 kg/m³. Além dos traços com substituição de areia de PET foi moldado um traço de referência (100% de areia natural) para servir como parâmetro de comparação. Os corpos de prova (I10x20cm) moldados com o concreto de referência e com os concretos com as substituições foram rompidos na idade de controle de 91 dias. O ensaio para a determinação da resistência à compressão simples em corpos de prova cilíndricos é determinado pela NBR 5739 (ABNT 2007), conforme apresentado na Figura 3.. Figura 3. Corpo de prova posicionado na prensa 3. RESULTADOS e DISCUSSÃO Os resultados obtidos na realização do ensaio de resistência à compressão simples para cada traço de concreto estão apresentados na Figura 4..

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(7) compressão simples. Existe uma tendência de a substituição ser viável, porém serão necessários mais estudos para que se possam verificar outras propriedades dos concretos, como durabilidade, por exemplo. Do ponto de vista ambiental a viabilidade dessa substituição é relevante, pois reduzirá a exploração de agregado miúdo natural e utilizará um material alternativo que causa um grande impacto ambiental com sua destinação inadequada. 5. REFERÊNCIAS ANEPAC. Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção. O Mercado de agregados no Brasil. São Paulo, 2015. 11p. BRASIL. Resolução n° 307 de 05 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Diário Oficial da União, Brasília, 17 julho 2002. CANELLAS, S. S. Reciclagem de PET, visando a substituição de agregado miúdo em argamassas. Dissertação (Mestrado em Ciência dos Materiais e Metalurgia), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010. GOUVEIA, N. Resíduos Sólidos Urbanos. Ciência e Saúde Coletiva, v. 17, p. 15031510, 2012. JARDIM, R. R. Estudo da viabilidade da substituição parcial do agregado miúdo por agregado miúdo reciclado de pet em concretos convencionais. Trabalho de conclusão de curso. UNIPAMPA, Alegrete, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR NM 45: Agregados Determinação da massa unitária e do volume de vazios. Rio de Janeiro, 2006. _______________ - ABNT. NBR NM 53: Agregado Graúdo - Determinação da massa específica, massa específica aparente e absorção de água. Rio de Janeiro, 2003. _______________ - ABNT. NBR NM 248: Agregados - Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro, 2003. _______________ - ABNT. NBR 5739: Concreto ± Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. Rio de Janeiro, 2007. _______________ - ABNT. NBR 7211: Agregados para Concreto - Especificação. Rio de Janeiro, 2009. _______________ - ABNT. NBR NM 9776: Agregados - Determinação da massa específica de agregados miúdos por meio do frasco de Chapman. Rio de Janeiro, 1987..

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Figura 2. Curva granulométrica do agregado miúdo reciclado de PET
Tabela 1 ± Traço unitário utilizado na pesquisa.

Referencias

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