UNIDADE
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METAS DE CONTROLE E SEGUIMENTO PARA OS ESTÁGIOS DE DOENÇA RENAL CRÔNICAUNIDADE
1
NEFROLOGIA
METAS DE CONTROLE E SEGUIMENTO PARA OS ESTÁGIOS DE DOENÇA RENAL CRÔNICA
AUTOR
ÉRIKA CRISTINA RIBEIRO DE LIMA CARNEIRO
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão -UFMA (2000) e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde desta universidade (2010). Atualmente, é servidora pública da UFMA, coordenadora do Ambulatório de Prevenção de Doenças Renais, tutora da Liga de Hipertensão Arterial e responsável pelo Serviço de Diálise Peritoneal do Hospital Universitário Presidente Dutra.
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Coordenação Geral
Natalino Salgado Filho
Coordenação Adjunta
Christiana Leal SalgadoCoordenação Pedagógica
Patrícia Maria Abreu MachadoCoordenação de Tutoria
Maiara Monteiro Marques leiteCoordenação de Hipermídia
e Produção de Recursos
Educacionais
Eurides Florindo de Castro Júnior
Coordenação de EAD
Rômulo Martins FrançaNŸŸNj_sŘYŸNÞsŘǼâʩO
Francisco das Chagas Monteiro Junior João Victor Leal Salgado
EQUIPE TÉCNICA DO CURSO
Coordenação Interinstitucional
Joyce Santos LagesCoordenação de Conteúdo
Dyego J. de Araújo BritoSupervisão de Conteúdo de
Enfermagem
Giselle Andrade dos Santos Silva
Supervisão de Avaliação,
Validação e Conteúdo Médico
Érika C. Ribeiro de Lima CarneiroSupervisão de Conteúdo
ōȖĶǼÞƼNjŸʩǣǣÞŸŘĶ
Raissa Bezerra Palhano
Supervisão de Produção
Priscila André AquinoSecretaria Geral
Joseane de Oliveira SantosO Curso de Especialização em Nefrologia Multidisciplinar tem como
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atenção primária, visando o cuidado integral e ações de prevenção à doença renal. Busca, ainda, desenvolver e aprimorar competências clínicas/gerenciais na prevenção e no tratamento do usuário do SUS que utiliza a Rede Assistencial de Saúde.
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Multidisciplinar da UNA-SUS/UFMA, em parceria com a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS), a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS) e o apoio do Departamento de Epidemiologia e Prevenção de Doença Renal da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Essa iniciativa pioneira no Brasil contribuirá também para a produção de materiais instrucionais em Nefrologia, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, disponibilizando-os para livre acesso por meio do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde - ARES. Esse Acervo é um repositório digital da UNA-SUS que contribui com o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias educacionais interativas.
O modelo pedagógico enquadra-se na modalidade de educação a
_ÞǣǼŘOÞʹr^ʺʰLJȖsƼŸǣǣÞEÞĶÞǼŸOsǣǣŸŸOŸŘÌsOÞŎsŘǼŸʰŎsǣŎŸsŎĶŸOÞǣ ŎÞǣNjsŎŸǼŸǣ_ŸƼâǣʰsÞŘǼs¶NjƼNjŸʩǣǣÞŸŘÞǣ_sŘâɚsĶǣȖƼsNjÞŸNjLJȖsǼȖŎŘŸǣ
diversos dispositivos de saúde. Estamos associando tecnologias educacionais interativas e os recursos humanos necessários para disponibilizar a você, nosso
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Produção
Editor Geral
Christiana Leal SalgadoEurides Florindo de Castro Júnior
Hudson Francisco de Assis Cardoso Santos
Revisão Técnica
Christiana Leal Salgado Patrícia Maria Abreu Machado Dyego José de Araújo Brito
NJsɚÞǣŸŷNjǼŸ¶Nj ʩO
João Carlos Raposo Moreira
ƻNjŸĠsǼŸµNj ʩOŸ
Marcio Henrique Sá Netto Costa
Colaboradores
Antonio Pedro Aragão Ferreira Antonio Paiva da Silva
Camila Santos de Castro e Lima Hanna Correa da Silva
João Gabriel Bezerra de Paiva Luan Passos Cardoso
Paola Trindade Garcia Priscila Aquino
Raissa Bezerra Palhano
Copyright @UFMA/UNA-SUS, 2011. Todos os diretos reservados. É permitida a reprodução parcial ou ǼŸǼĶ_sǣǼŸENjʰ_sǣ_sLJȖsOÞǼ_¯ŸŘǼssLJȖsŘŸǣsĠƼNjɚsŘ_ŸȖƼNjLJȖĶLJȖsNjʩŎOŸŎsNjOÞĶʳ A responsabilidade pelos direitos autorais dos textos e imagens desta obra é da UNA-SUS/UFMA.
Unidade UNA-SUS/UFMA: Rua Viana Vaz, nº 41, CEP: 65020-660. Centro, São Luís - MA.. Site: www.unasus.ufma.br
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Eudes Garcez de Souza Silva CRB 13ª Região Nº Registro - 453
Universidade Federal do Maranhão. UNA-SUS/UFMA
Metas de controle e seguimento para estágios de doença renal crônica/Érika Cristina Ribeiro de Lima Carneiro(Org.). - São Luís, 2015.
54f.: il.
1. Doença crônica. 2. Fatores de risco. 3. Prevenção - saúde pública. 4. UNASUS/UFMA. I. Oliveira, Ana Emília Figueiredo de. II. Salgado, Christiana Leal. III. Brito, Dyego Jose de Araújo. IV. Salgado Filho, Natalino. V. Machado,Patrícia Maria Abreu. VI. Título.
APRESENTAÇÃO
Caro (a) aluno (a).
Nesta unidade, aprenderemos que a doença renal crônica é insidiosa e progressiva e que para a realização de um diagnóstico precoce e condução adequada do paciente com DRC é necessário o reconhecimento de alguns conceitos importantes.
ƻNj ÞǣǣŸʰ ¯NjsŎŸǣ ȖŎ NjsɚÞǣŸ OsNjO _ _sʩŘÞYŸ _ _ŸsŘY renal crônica (DRC), estadiamento e progressão da doença. Diante deste OŸŘÌsOÞŎsŘǼŸʰÞ_sŘǼÞʩONjsŎŸǣŸǣƼNjÞŘOÞƼÞǣ¯ǼŸNjsǣLJȖsĶsɚŎƼÞŸNj_ doença renal crônica (progressão para estágios mais avançados).
Portanto, esta unidade está dividida em duas partes: inicialmente, ɚŎŸǣ ƼNjsǣsŘǼNj _sʩŘÞYŸ _s ^NJN s sǣǼ_ÞŎsŘǼŸ s OŸŎƼNjssŘ_sNj o conceito de progressão da doença. Posteriormente, estudaremos os principais fatores de progressão da DRC e as prinicipais estratégias para retardar a doença; discutiremos também sobre alguns nefrotóxicos que, durante o seguimento do paciente com DRC, devem ser evitados.
OBJETIVOS
˒Apresentar os principais fatores associados à progressão da DRC; ˒Conhecer as estratégias para retardar a progressão da DRC;
˒Apresentar as formas de controle nos diferentes estágios da doença;
˒Ý_sŘǼÞʩONjŸǣŘs¯NjŸǼżɮÞOŸǣLJȖs_sɚsŎǣsNjsɚÞǼ_ŸǣŸĶŸŘ¶Ÿ_Ÿǣ seguimentos do paciente com DRC.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 Critérios para diagnóstico de doença renal crônica ...23
džȖ_NjŸˡ NĶǣǣÞʩOYŸ_s^NJNOŸŘ¯ŸNjŎsOÌ_ŸǣONjžŘÞO ...29
Quadro 3 Fatores de risco para progressão da DRC... ...37 Quadro 4 Tratamento farmacológico da dislipidemia na DRC
(hipercolesterolemia) ...42 Quadro 5 Drogas comumente prescritas que podem necessitar de
redução de dose ou até suspensão em pacientes com DRC ..43 Quadro 6 Medicações comumente prescritas que podem afetar a função
renal em pacientes com DRC ...44 Quadro 7 Fatores de risco para lesão renal por contraste endovenoso .44 Quadro 8 Estratégias de prevenção de lesão renal por contraste
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Tabela 1 Categorias de Ritmo de Filtração Glomerular (RFG) na DRC ...30 Tabela 2 Categorias de albuminúria na DRC ...30®Þ¶ȖNjˠ ƻsNj_ǣŘȖÞǣ_sNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNj˚ŸŘŸNjŎĶsŸ
patológico ...31 Figura 2 Prognóstico de risco de progressão para DRC baseado no RFG
e albuminúria ...32 Figura 3 Guia de frequência de monitorização de pacientes baseado no
RFG e albuminúria (individualizar conforme necessidade clínica do paciente) ...33
®Þ¶ȖNjˣ ®ÞǣÞŸƼǼŸĶŸ¶Þ_ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_^NJN˚ŎŸ_sĶŸǣÞŎƼĶÞʩO_Ÿ ...34
Figura 5 Desenho esquemático do glomérulo ...35 Figura 6 Modelo esquemático mostrando glomerulonefrite com perda de proteínas pelo glomérulo ...35 Figura 7 Modelo evolutivo de progressão da DRC e suas complicações ...36
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURA
ÝŗËǣ ŘǼÞ˚ÞŘʪŎǼżNjÞŸǣŘŸÌŸNjŎŸŘÞǣ
BRA Bloqueador do receptor de angiotensina CC Circunferência da cintura
CKD-EPI Chronic Kidney Disease- Epidemiology Collaboration
DM Diabetes Mellitus
DRC Doença Renal Crônica
Gpp Glicemia pós-prandial
Hbglic Hemoglobina glicosilada
IECA Inibidor da enzima de conversão da angiotensina
IMC Índice de Massa Corpórea
MAPA Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial
ō^NJ^ ōŸ_ÞʩOǼÞŸŘŸ¯^ÞsǼÞŘNJsŘĶ^ÞǣsǣsǢǼȖ_ɴ
MRPA Monitorização Residencial da Pressão Arterial PAS Pressão Arterial Sistólica
SUMÁRIO
ȕŗÝ^^rˠ ... 21 ˠ ^r®ÝŗÝXŷ^r^ŷrŗXNJrŗĵNNJŽŗÝN ... 23 ˠʳˠ ōNjO_ŸNjsǣ_sĶsǣŸNjsŘĶ ... 23 ˠʳˡ ^ÞŎÞŘȖÞYŸ_ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʹNJ®µʺ ... 24 ˠʳˢ ^ȖNjYŸ_ǣĶǼsNjYƂsǣ ... 28 ˡ rǢǻ^Ýōrŗǻŷ ... 29 ˡʳˠ NȖǣ_s^NJN ... 29 ˡʳˡ NǼs¶ŸNjÞ_sNJ®µ ... 29 ˡʳˢNǼs¶ŸNjÞ_sĶEȖŎÞŘȚNjÞ ... 30 ˢ ƻNJŷµNJrǢǢŷ^^NJN ... 31 ˢʳˠ ®ÞǣÞŸƼǼŸĶŸ¶Þ_ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_^NJN ... 34 ˢʳˡ rɚŸĶȖYŸ_^NJN ... 36(NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
Em 2013, foi publicado novo consenso internacional sobre DRC, no qual as diretrizes para seu diagnóstico e tratamento foram revistas, incluindo o estadiamento da doença baseado na diminuição
_Ÿ NjÞǼŎŸ _s ʩĶǼNjYŸ ¶ĶŸŎsNjȖĶNj sǣǼÞŎ_Ÿ s ƼsNj_ _s ĶEȖŎÞŘ Ř ȖNjÞŘ
(NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
_sʩŘÞYŸOĶ ǣǣÞO_s^NJNǼsŎOŸŎŸONjÞǼwNjÞŸǣʲ_ÞŎÞŘȖÞYŸ_ŸNjÞǼŎŸ_s ʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNj˥˟ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫sˀŸȖƼNjsǣsŘY_sŎNjO_ŸNjsǣ_s_ŘŸ
estrutural renal por um período superior a três meses (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013; NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2002). No quadro 1, você observa os critérios para diagnóstico de doença renal crônica.
Quadro 1 - Critérios para diagnóstico de doença renal crônica.
Marcadores de lesão estrutural renal (um ou mais)
Albuminúria
Anormalidades do sedimento urinário Anormalidades eletrolíticas devido a desordens tubulares
Anormalidades detectadas por biópsia renal
Anormalidades estruturais detectadas por exames de imagem
História de transplante renal
^ÞŎÞŘȖÞYŸ_ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ
glomerular (RFG) NJ®µ̣˥˟ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫
Fonte: NATIONAL KIDNEY FOUNDATION. Clinical Practice Guideline for Lipid Management in Chronic Kidney Disease. ħÞ_ŘsɴÝŘǼsNjŘǼÞŸŘĶǢȖƼƼĶsŎsŘǼǣ, v. 3, n. 3, p. 260-296, 2013.
24
Anormalidades no sedimento urinário são expressas por presença anormal de hemáceas, leucócitos, cilindros e microorganismos no sedimento urinário, ƼŸ_sŘ_ŸǣÞ¶ŘÞʩONj¶ĶŸŎsNjȖĶŸƼǼÞǣʰƼÞsĶŸŘs¯NjÞǼsǣŸȖŘs¯NjÞǼsÞŘǼsNjǣǼÞOÞĶʳ
Anormalidades estruturais detectadas por exames de imagem com ȖĶǼNjǣǣŸŘŸ¶Njʩʰ ǼŸŎŸ¶Njʩ OŸŎƼȖǼ_ŸNjÞʊ_ʰ NjǼsNjÞŸ¶Njʩ NjsŘĶʰ ÞŘOĶȖsŎ doença renal policística, displasias renais, hidronefrose por obstrução, cicatrizes OŸNjǼÞOÞǣʹ_sɚÞ_ŸƼÞsĶŸŘs¯NjÞǼsǣŸȖNjsʪȖɮŸɚwǣÞOŸ˚ȖNjsǼsNjĶʺʰsǣǼsŘŸǣs_sNjǼwNjÞ NjsŘĶʰ Ŏǣǣǣ NjsŘÞǣ ŸȖ ÞŘʩĶǼNjYŸ NjsŘĶ ʹŗǻÝŷŗĵ ħÝ^ŗrɳ ®ŷȕŗ^ǻÝŷŗʰ 2013).
ˠʳˡ^ÞŎÞŘȖÞYŸ_ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʹNJ®µʺ
A avaliação isolada da creatinina sérica não deve ser utilizada para diagnóstico de disfunção renal, sendo necessária a aplicação de fórmulas para sǣǼÞŎǼÞɚ _ ʩĶǼNjYŸ ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʳ ^sǣǼs ŎŸ_Ÿʰ _ÞŎÞŘȖÞYŸ _Ÿ NjÞǼŎŸ _s ʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjƼŸ_sǣsNjsǣǼEsĶsOÞ_ƼsĶŸOĶsNjsŘOs_sONjsǼÞŘÞŘ_Ÿǣ_Ÿ em urina de 24 horas ou de preferência estimado por fórmulas desenvolvidas ŘŸǣsǣǼȖ_ŸǣōŸ_ÞʩOǼÞŸŘŸ¯^ÞsǼÞŘNJsŘĶ^ÞǣsǣsǢǼȖ_ɴʹō^NJ^ʺsNÌNjŸŘÞO Kidney Disease - Epidemiology Collaboration (CKD-EPI).
Estas fórmulas estão disponíveis em sites da internet e podem ser acessadas através do link: http://goo.gl/1wtfLQ. Em geral, necessitam de dados como a creatinina, idade, sexo e etnia.
Foram desenvolvidas por um grupo de estudiosos brasileiros, tabelas coloridas nas quais são utilizadas creatinina, sexo e idade e estabelecido o NjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjƼsĶǣ¯żNjŎȖĶǣ_sNjÞɚ_ǣ_ŸǣsǣǼȖ_Ÿǣō^NJ^s CKD-EPI (BASTOS et al., 2005; MAGACHO, 2012). As tabelas supracitadas são descritas em seguida.
26
ǻEsĶɚĶÞ__ƼNjÞ_sŘǼÞʩOYŸ_sǻ®µǼNjɚwǣ_¯żNjŎȖĶō^NJ^ƼNj
28
ǻEsĶ ɚĶÞ__ ƼNj Þ_sŘǼÞʩOYŸ _s ǻ®µ ǼNjɚwǣ _ ¯żNjŎȖĶ Nħ^˚rƻÝ
para mulheres (MAGACHO, 2012)
1.3 Duração das alterações
ƻNj _sʩŘÞYŸ _s ^NJNʰ ÞŘ_ w ŘsOsǣǣ NjÞŸ LJȖs Ÿ ǼsŎƼŸ sŎ LJȖs ǣ ĶǼsNjYƂsǣ_ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʹNJ®µʺsˀŸȖƼNjsǣsŘY_sŎNjO_ŸNjsǣ
de lesão renal estejam presentes seja superior a três meses, possibilitando a diferenciação de doenças renais agudas (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
2 ESTADIAMENTO
Inúmeros estudos estabelecem relação entre aumento de mortalidade cardiovascular e aumento de albuminúria relacionado à diminuição do
NJ®µʳŗsǣǼsOŸŘǼsɮǼŸʰ¯ŸÞƼNjŸƼŸǣǼŸƼsĶŸħ^ݵŷȖŎŎŸ_sĶŸ_ssǣǼNjǼÞʩOYŸ
baseado no RFG e albuminúria (ASTOR et al., 2011; GANSEVOORT et al., 2011; MATSUSHITA et al., 2010).
2.1 Causa de DRC
Devido ao grande número de patologias que podem acometer os rins, deve-se estabelecer a causa de DRC, se o acometimento é sistêmico ou isolado ao rim, e instituir o tratamento adequado, sendo estas medidas importantes para o prognóstico e tratamento da DRC. (Quadro 2)
džȖ_NjŸˡ˚NĶǣǣÞʩOYŸ_s^NJNOŸŘ¯ŸNjŎsOÌ_ŸǣʩǣÞŸƼǼŸĶż¶ÞOŸǣʳ
DOENÇAS EXEMPLOS
Doenças glomerulares Diabetes, doenças autoimunes, infecciosas, neoplasias, glomerulopatias Doenças túbulo-interticiais Sarcoidose, autoimunes, drogas, toxinas,
infeccões, obstruções, litíase Doenças vasculares Aterosclerose, hipertensão, isquemia,
30
OsĶsNj_ʰ ÞŘǣȖʩOÞyŘOÞ OŸNjŸŘNjÞŘʰ sǼOʳʺʰ sŘ_żONjÞŘǣ ʹŘsŎÞ _sɚÞ_Ÿ _sʩOÞyŘOÞ _s sNjÞǼNjŸƼŸÞsǼÞŘʰ _ÞǣǼȚNjEÞŸ ŎsǼEŸĶÞǣŎŸ ŎÞŘsNjĶ s żǣǣsŸʰ sǼOʳʺʰ
desnutrição, neuropatia e piora da qualidade de vida (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2002).
ÝōƻŷNJǻŗǻrʵ
Ressalta-se, no entanto, que nos estágios G1 e G2 sem alterações NjsŘÞǣƼŸ_sŘŸǣÞ¶ŘÞʩONj^NJNʰƼNjÞŘOÞƼĶŎsŘǼssŎÞŘ_Þɚâ_ȖŸǣŎÞǣÞ_ŸǣŸǣ ʹŗǻÝŷŗĵħÝ^ŗrɳ®ŷȕŗ^ǻÝŷŗʰˡ˟ˠˢʺʳōǣʰƼŸ_sǣÞ¶ŘÞʩONjŎÞǣOȖǼsĶ com estes indivíduos (grifo nosso).
Tabela 1 - Categorias de Ritmo de Filtração Glomerular (RFG) na DRC-01.
Categoria RFG NJ®µʹŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫ʺ Termo
G1 ̦˨˟ Normal ou alto
G2 60-89 Levemente diminuído G3a 45-59 Leve a moderamente diminuído G3b 30-44 Moderado a severamente
diminuído G4 15-29 Severamente diminuído G5 <15 Falência renal
2.3 Categoria de albuminúria
Quanto maior a albuminúria, pior o risco cardiovascular e progressão da DRC, independente do RFG (ASTOR et al., 2011; GANSEVOORT et al., 2011; MATSUSHITA et al., 2010).
Tabela 2- Categorias de albuminúria na DRC.
Categoria Taxa de excreção de
albumina( mg/24h) Razão albumina/ creatinina (mg/g) Termos A1 <30 <30 Normal ou levemente aumentado A2 30-300 30-300 Moderadamente aumentado A3 >300 >300 Severamente aumentado ǻrŗXŷʵ
Diante do exposto, recomenda-se que o estadiamento da DRC seja Eǣs_ŸŘOȖǣʹdžȖ_NjŸˡʺʰŘOǼs¶ŸNjÞ_sNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNj (Tabela 1) e na albuminúria (Tabela 2), como exposto no quadro e nas tabelas.
ao longo da vida (por exemplo, hipertensão arterial ou diabetes mellitus não OŸŘǼNjŸĶ_ŸǣʺʰsǣǣƼsNj__sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjƼŸ_sǣsNj_sˤˠ˟ŎĶˀŎÞŘˀ ano, o que levaria este indivíduo à DRC avançada com o decorrer dos anos ʹǢŗǻrĵĵŷʰˡ˟˟˦ʺʳNŸŎŸ_sŎŸŘǣǼNj_ŸŘʩ¶ȖNjˠʰɚsŎŸǣŸ_sOĶâŘÞŸʩǣÞŸĶż¶ÞOŸ _ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjNjsƼNjsǣsŘǼ_ŸŘĶÞŘÌŎÞǣOÞŎŘʩ¶ȖNjs as linhas mais abaixo, 2ml/min/ano a 5ml/min/ano, representando o declínio ŘŸ˚ʩǣÞŸĶż¶ÞOŸ_ŸNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʳ
®Þ¶ȖNjˠ˛ƻsNj_ǣŘȖÞǣ_sNjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNj˚ŸŘŸNjŎĶsŸƼǼŸĶż¶ÞOŸ
Fonte: Adaptado de: SANTELLO, J.L. Avalie o rim para proteger o coração. São Paulo: BBS, 2007. p. 37-48.
Um dos objetivos do diagnóstico e tratamento dos pacientes com doença renal crônica é tentar diminuir o ritmo de progressão da doença, pois sabe-se que quanto mais se avança nos estágios de DRC, maior a incidência
100 90 80 70 60 50 40 30 20 25 10 0 35 45 Idade (anos) Perda normal de TFG Perda patológica de TFG
Doença Renal Crônica
55 65 75 FG ml/min / 1,73m 1 ml/min/ano 2 ml/min/ano 3 ml/min/ano 5 ml/min/ano
32
Figura 2 - Prognóstico de risco de progressão para DRC baseado no RFG e albuminúria.
Fonte: Adaptado de: Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. ħÞ_ŘsɴÝŘǼsNjŘǼÞŸŘĶǢȖƼƼĶsŎsŘǼǣ, v. 3, n. 1, p. 5-150, 2012.
REFLITA COMIGO!
ŗŸǼsÞŎƼŸNjǼŘOÞ_ĶEȖŎÞŘȚNjÞŘŸsǣǼ_ÞŎsŘǼŸʰ ŸȖ ǣsĠʰ ŎsǣŎŸ sŎ ƼOÞsŘǼsǣ OŸŎ NjÞǼŎŸ _s ʩĶǼNjYŸ glomerular normal, mas com albuminúria elevada, o risco de progressão da doença renal é de moderado a alto.
muito alto risco Moderado risco
Baixo risco alto risco
Vermelho
Amarelo
Verde Laranja
Prognóstico de DRC por TFG e Categorias de Albuminúria: KDIGO 2012
Categorias de albuminúria persistente. Descrição e alcance A1 A2 A3 Normal a ligeiramente aumentado Moderadamente aumentado Gravemente aumentado < 30 mg/g <3 mg/mmol 30-300 mg/g 3-30 mg/mmol >300 mg/g 30 mg/mmol C a tegorias TFG (ml/min/1,73 m²). Descrição e alcanc e G1 Normal ou alto ≥90 G2 Levemente diminuída 60-89 G3a Levemente a moderadamente diminuída 45-59 G3b Moderadamente a gravemente diminuída 30-44 G4 Gravemente diminuída 15-29 G5 Insuficiência renal <15
Verde: baixo risco (se não houver outros marcadores de doença renal, sem DRC); Amarelo: risco moderadamente aumentado; Laranja: alto risco; Vermelho: risco muito alto.
de Albuminuria ligeiramente
aumentado aumentado aumentado < 30 mg/g <3 mg/mmol < 30 mg/g 3-30 mg/mmol < 300 mg/g 30 mg/mmol C a tegorias TFG (ml/min/1,73 m²). Descrição e alcanc e G1 Normal ou alto >90 1 if CKD 1 2 G2 Levemente diminuída 60-89 1 if CKD 1 2 G3a Levemente a moderadamente diminuída 45-56 1 2 3 G3b Moderadamente a gravemente diminuída 30-44 2 3 3 G4 Gravemente diminuída 15-29 3 3 4+ G5 Insuficiência renal <15 4+ 4+ 4+
Fonte: Adaptado de: Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International Supplements, v. 3, n. 1, p. 5-150, 2012.
Portanto, diante de um paciente com diabetes mellitus, RFG 30ml/
ŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫ s NjʊŸ ĶEȖŎÞŘˀONjsǼÞŘÞŘ Ř ȖNjÞŘ ÞǣŸĶ_ ̤ˢ˟˟Ŏ¶ˀ¶ ǼsŎŸǣ
estadiamento provável de nefropatia diabética, G4, A3. Desta maneira, podemos estimar que este paciente tem risco muito alto de progressão da DRC e suas complicações e deve fazer mais de quatro consultas anuais de monitoramento.
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Qual seria o estadiamento dos seguintes pacientes, o risco de pro-gressão para DRC grave e a frequência mínima de monitoramento?
tomogra-34
ˢʳˠ®ÞǣÞŸƼǼŸĶŸ¶Þ_ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_^NJN
ʩǣÞŸƼǼŸĶŸ¶Þ_ĶsǣŸNjsŘĶsƼNjŸ¶NjsǣǣŸƼNjĶsǣŸONjžŘÞOƼǣǣŸȖ
por diversos experimentos laboratoriais e clínicos que evidenciaram que a lesão inicial leva à redução do número de néfrons e hipertensão intraglomerular, aumento da permeabilidade glomerular a proteínas e proteinúria, com consequente liberação de uma série de mediadores químicos que
ƼsNjƼsǼȖNjÞŎĶsǣŸsĶsɚNjÞŎʩENjŸ¶yŘsǣssOÞOǼNjÞʊsǣNjsŘÞǣʹNJrōȕʉʉÝʱ
PISONI; SCHIEPPATI, 2009). Um resumo deste processo pode ser visualizado
Řʩ¶ȖNjˣʳ
®Þ¶ȖNjˣ˚®ÞǣÞŸƼǼŸĶŸ¶Þ_ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_^NJN˚ŎŸ_sĶŸǣÞŎƼĶÞʩO_Ÿ
Fonte: Adaptado de: (REMUZZI; PISONI; SCHIEPPATI, 2009).
Proteinúria
ƼNjŸǼsÞŘȚNjÞ w OŸŘǣsLJȖyŘOÞ _s ÌÞƼsNjʩĶǼNjYŸ ¶ĶŸŎsNjȖĶNj s ŎNjO_ŸNj
da integridade da barreira glomerular. Contribui para a progressão do dano do néfron por ter papel importante também na lesão túbulo-intersticial, levando a estimular reabsorção tubular e liberação de inúmeros mediadores
ÞŘʪŎǼżNjÞŸǣLJȖsĶsɚŎʩENjŸǣsʹNJrōȕʉʉÝʱƻÝǢŷŗÝʱǢNËÝrƻƻǻÝʰˡ˟˟˨ʺʳəsĠ Řʩ¶ȖNjˤŸ_sǣsŘÌŸsǣLJȖsŎ ǼÞOŸ_Ÿ¶ĶŸŎwNjȖĶŸʳ Injúria real Redução do número de néfrons Hipertensão capilar intreagloerular Aumento da permeabilidade glomerular a macromoléculas Aumento da reabsorção tubular Liberação de mediadores químicos inflamatórios Fibrogênese Cicatrizes renais Aumento da filtração de proteínas plasmáticas PROTEÍNAS
REFERÊNCIAS
Fonte: http://www.pond5.com/pt/illustration/23636932/estrutura-corpusculo-renal.html ƻNjŎƼĶÞNjǣsȖǣOŸŘÌsOÞŎsŘǼŸǣʰɚsĠŘʩ¶ȖNj˥Ÿ_sǣsŘÌŸsǣLJȖsŎ ǼÞOŸ que evidencia como ocorre o processo de proteinúria no capilar glomerular. Figura 6 - Modelo esquemático mostrando glomerulonefrite com perda de proteínas pelo glomérulo Arteríola eferente Arteríola aferente Túbulo contorcido proximal Um capilar glomerular normal mantém moléculas de proteínas no sangue Glóbulo vermelho Proteína
36
ˢʳˡrɚŸĶȖYŸ_^NJN
NŸŎŸ _sǣONjÞǼŸ ŘǼsNjÞŸNjŎsŘǼsʰ ^NJN ǼsŎ ɚ NjÞǣ sǼÞŸĶŸ¶Þǣ LJȖs _sʪ
-gram o início da doença e apresenta, durante a evolução, vários fatores que favorecem a progressão. Um modelo conceitual desenvolvido pela K/DOQI 2002 demonstra de forma didática a história natural da DRC.
Figura 7 : Modelo evolutivo de progressão da DRC e suas complicações
Neste modelo, é possível visualizar que pacientes que já tenham lesão
sǣǼEsĶsOÞ__sɚsŎǼsNjOŸŎƼŘÌŎsŘǼŸOŸŎʩŘĶÞ__s_s_ÞŎÞŘȖÞNjƼNjŸ
-gressão da doença e tratar as complicações (NATIONAL KIDNEY FOUNDA-TION, 2002).
SAIBA MAIS!
Aprofunde seus conhecimentos, clicando no link http://www. facenf.uerj.br/v17n3/v17n3a16.pdf contendo um artigo que fala sobre a atuação do enfermeiro na prevenção e progressão da do-ença renal crônica.
ˢʳˢ®ǼŸNjsǣ¶NjɚŘǼsǣŸȖLJȖsOsĶsNjŎƼNjŸ¶NjsǣǣŸ
Para que possamos atuar na diminuição da progressão da DRC, deve-mos saber quais fatores de risco levariam à progressão da doença (REMUZZI; PISONI; SCHIEPPATI, 2009). No quadro 3, são listados os principais fatores de risco para progressão (avanço) da doença renal crônica.
Normal
Riscoaumentado
Lesão
renal RFG FFR
Óbito
COMPLICAÇÕES
DRF = taxa de filtração glomerular; FFR= Falência funcional renal. RFG=ritmo de filtração glomerular
Obesidade Hiperlipidemia Tabagismo Dieta hiperproteica Retenção de fósforo Acidose metabólica
A seguir, discutiremos como podemos atuar em cada fator de risco para progressão da DRC.
^ÞŎÞŘȖÞNjƼNjŸǼsÞŘȚNjÞ
ƼNjŸǼsÞŘȚNjÞ w OŸŘǣsLJȖyŘOÞ _s ÌÞƼsNjʩĶǼNjYŸ ¶ĶŸŎsNjȖĶNj s ŎNjO_ŸNj de perda da integridade da barreira glomerular e contribui para a progressão do dano do néfron por ter papel importante na lesão túbulo-interticial, levan-do ao estímulo de reabsorção tubular e liberação de inúmeros medialevan-dores ÞŘʪŎǼżNjÞŸǣLJȖsĶsɚŎʩENjŸǣsʳ
®ÝɭrrǢǻrNŷŗNrÝǻŷʵ
A proteinúria é marcador de lesão renal e fa-tor de risco para progressão da DRC e morbimotali-dade cardiovascular (ISEKI, 2008; JAFAR et al., 2003).
38
ĶwŎ _sǣǼs s¯sÞǼŸ ÌsŎŸ_ÞŘŎÞOŸʰ Ÿ ǢNJ exerce papel central na modulação da resposta in-ʪŎǼżNjÞŘƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_^NJNʳŷǢNJƼNjǼÞOÞƼ ativamente da regulação vasomotora e proliferação celular, podendo afetar a função e estrutura renal, bem como promover alterações cardiovasculares (VIANNA et al., 2011).
Foi demonstrado em vários estudos experimentais e clínicos que a inibi-ção do SRAA por meio de inibidor da enzima de conversão (IECA) ou bloque-ador do receptor da angiotensina (BRA) retardam a progressão da DRC, tanto ƼŸNjOŸŘǼNjŸĶs_ƼNjsǣǣŸNjǼsNjÞĶLJȖŘǼŸƼŸNjsɮsNjOsNjsŎs¯sÞǼŸǣŘǼÞ˚ÞŘʪŎǼż -rios, antiproliferativos e antioxidantes (VIANNA et al., 2011).
ATENÇÃO!
A principal ferramenta antiproteinúrica é o bloqueio do SRAA. Deve-se usar inibidores da enzima de conversão ou bloqueadores do receptor da angiotensina.
NŸŘǼNjŸĶs_ƼNjsǣǣŸNjǼsNjÞĶ
A hipertensão arterial está presente em cerca de 60-100% (de acordo com po-pulação estudada) dos pacientes com DRC (CAMPESE; MITRA; SANDEE, 2006; RITZ, 2007). Os principais mecanismos que le-vam à hipertensão nestes pacientes são a sobrecarga de volume e ativação do siste-ma renina angiotensina aldosterona (SRAA)
(RITZ, 2007; NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2012; MANCIA et al., 2007). A meta a ser atingida é de PA < 140x90mmHg, todas as classes são sʩOʊsǣʰŎǣÞŘ_ÞɚÞ_ȖĶÞʊNjŸǼNjǼŎsŘǼŸsŸEǣsNjɚNjLJȖsǣs_sɚsŘŸƼsŘǣ reduzir a PA, mas também a proteinúria. Portanto, em pacientes com algum grau de albuminúria, os inibidores do SRAA - inibidores da enzima de conver-são (IECA) ou bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) - devem ser utilizados (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2012).
O uso preferencial de IECA/BRA é devido à sua ação em reduzir a pres-são arterial e intraglomerular, reduzindo a proteinúria. Quando a proteinúria estiver presente, valores abaixo de 130mmHg pressão arterial sistólica (PAS)
controle da PA. O controle da pressão arterial no paciente com disfunção renal deve ser uma meta obrigatória.
ATENÇÃO!
Deve-se, portanto, otimizar o uso de anti-hipertensivos, as mais diversas classes, lembrando que IECA e BRA têm comprova-da ação renoprotetora, principalmente em pacientes proteinúricos, lembrar o uso de anti-hipertensivos em doses ótimas (SICCA; CARL, 2005).
Não esquecer de acrescentar ao esquema anti-hipertensivo diuréticos (os tiazídicos para fases iniciais e os diuréticos de alça para fases avançadas __ŸsŘYʰƼNjÞŘOÞƼĶŎsŘǼsOŸŎNJ®µ̣ˢ˟ŎĵˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫ʺʹǢÝNNʱNNJĵʰˡ˟˟ˤʱ KHOSLA; BAKRIS, 2006; LEWIS et al., 2001).
Se necessário, utilizar-se de estratégias como a automedida da PA, mo-nitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) ou momo-nitorização resi-dencial da pressão arterial (MRPA), se possível, para acompanhamento dos níveis pressóricos e avaliação da resposta terapêutica. Especialmente MAPA para avaliar o real controle da pressão arterial (descartar hipertensão mascara-_ʺsȖǣyŘOÞ_s_sǣOsŘǣŸŘŸǼȖNjŘŸʩǣÞŸĶż¶ÞOŸ_ƼNjsǣǣŸNjǼsNjÞĶʰǣÞǼȖYŸ mais prevalente nos portadores de DRC (AGARWAL, 2006, 2009).
40
Deve-se ter cuidado com sulfanilureias e biguanidas, principalmente a ƼNjǼÞNj_ŸsǣǼ ¶ÞŸˢ_^NJNʰƼŸNj_ÞŎÞŘȖÞYŸ_ŸOĶsNjsŘOs_sǣǼǣǣȖEǣǼŘOÞǣʰ favorecendo mais episódios de hipoglicemia e possibilidade de indução de acidose metabólica com biguanidas (BASTOS; KIRSZTAJN, 2011; ROCCO et al., 2012; BASTOS; BREGMAN; KIRSZTAJN, 2010).
ATENÇÃO!
Recomenda-se manter hemoglobina glicosilada (HbA1c) me-nor que 7% e glicemia pós-prandial (gpp) meme-nor que 140 (ROCCO et al., 2012).
NŸŎEǼssɮǼsŘǣÞɚŸŸǼE¶ÞǣŎŸ
O tabagismo tem associação forte com alto risco cardiovascular; isso ocorre por seu efeito vasoconstrictor, e tromboembólico direto no endotélio vascular, portanto deve ser pesquisado durante história clínica e desencora-jado (BASTOS; KIRSZTAJN, 2011).
Dentre os potenciais mecanismos que induzem le-são renal, estão: ativação do sistema nervoso simpático ʹĶǼsNjYŸ_ÌsŎŸ_ÞŘŎÞOÞŘǼNjNjNjsŘĶ˚sǣǼâŎȖĶŸ_ŸǣÞǣ -tema renina angiotensina aldosterona) e efeitos endote-liais (causando diminuição de oxido nítrico e hiperplasia da camada íntima do endotélio) (ORTH, 2002).
Alguns estudos demonstram associação como fator de risco relacionado tanto ao início quanto com a progressão para DRC em diferentes modelos de nefropatias. (BURCHARLES, PECOITS-FILHO, 2009; PHISITKUL et al., 2008). Foi documentada associação positiva entre tabagismo e aumento da albuminúria em indivíduos sem diabetes mellitus ou hipertensão arterial (ORTH, 2002).
IMPORTANTE
Devido a estas evidências, o tabagismo deve ser fortemente desencorajado tanto para diminuir a progressão da doença renal crônica quanto para minimizar os efeitos cardiovasculares.
albuminúria, podendo ser reversível com a perda de peso. Entretanto, algumas lesões patológicas podem surgir, como expansão mesangial, lesão de podócitos, glomerulomegalia e glomeruloesclerose, favorecendo tanto o aparecimento de lesão renal quanto a progres-são da DRC. Deste modo, a presença de obesidade am-ƼĶÞʩOŸNjÞǣOŸsǣOŸŘǣsLJȖyŘOÞǣ_s^NJNsŎƼOÞsŘǼsǣ diabéticos, hipertensos, com síndrome metabólica e doença cardiovascular (EKNOYAN, 2011).
Estudos experimentais e clínicos associam o papel dos adipócitos, es-ƼsOÞĶŎsŘǼsʰɚÞǣOsNjÞǣŘĶÞEsNjYŸ_sǣȖEǣǼŘOÞǣɚǣŸǼÞɚǣLJȖsĶsɚNjÞŎ lesão renal (HURLEY et al., 2010).
O papel da ativação do sistema renina angiotensina aldosterona no in-divíduo obeso parece ser um dos mais importantes, favorecendo aumento de reabsorção tubular de sódio, prejuízo na natriurese pressórica e, conse-quentemente, expansão de volume intravascular e hipertensão arterial. Outro importante mecanismo seria a lipotoxicidade causada por ácidos graxos livres, favorecendo lesão túbulo-intersticial (THETHI; KAMIYAMA; KOBORI, 2012).
ATENÇÃO!
Deve ter por meta alcançar índice de massa corpórea (IMC) _sˠ˧ʰˤˡˣʰ˨Ĩ¶ˀŎ˫sOÞNjOȖŘ¯sNjyŘOÞ_OÞŘǼȖNjʹNNʺ̣ˠ˟ˡOŎƼNj homens e <88cm para mulheres. Encorajar prática de exercícios por pelo menos 30 a 60 minutos, três a cinco vezes por semana, em pacientes sem contraindicações médicas (BASTOS et al., 2010; KIR-SZTAJN et al., 2011).
42
Baseado no KDOQI e no National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III, recomenda-se que todo adulto com doença renal crôni-OǼsŘÌǣsȖƼsNjʩĶĶÞƼâ_ÞOŸŎŸŘÞǼŸNjÞʊ_ŸsǼsŘÌOŸŎŸŎsǼǣĵ^ĵOŸĶsǣǼsNjŸĶ <100mg/dl e triglicérides <150mg/dl (RIVERA; O’HARA; HARPER, 2012). O Quadro 4 mostra como proceder com o tratamento farmacológico da dislipi-demia (hipercolesterolemia) de acordo com a faixa etária (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
Quadro 4 -Tratamento farmacológico da dislipidemia na DRC (hipercolesterolemia).
RFG 18-49 anos Acima de 50 anos
RFG maior 60
ml/min Não tratar somente nas seguintes situações: doença coronariana conhecida/ diabetes mellitus/ acidente vascular cerebral/ risco cardiovascular >10% em dez anos
Tratar com estatinas
RFG <60ml/min Não tratar somente nas seguintes situações: doença coronariana conhecida/ diabetes mellitus/ acidente vascular cerebral/ risco cardiovascular >10% em dez anos
Tratar com estatinas ou estatinas associadas a ezetimibe
RFG <60ml/min
em diálise Não iniciar tratamento, mas manter, caso paciente já esteja usando Não iniciar tratamento, mas manter, caso paciente já esteja usando
Fonte: NATIONAL KIDNEY FOUNDATION. Clinical Practice Guideline for Lipid Management in Chronic Kidney Disease. ħÞ_ŘsɴÝŘǼsNjŘǼÞŸŘĶǢȖƼƼĶsŎsŘǼǣ, v. 3, n. 3, p. 260-296, 2013.
Não tratar a hipertrigliceridemia com medicações; deve-se tentar o tra-ǼŎsŘǼŸ ŘŸ ¯NjŎOŸĶż¶ÞOŸ OŸŎ ŎŸ_ÞʩOYƂsǣ _s sǣǼÞĶŸ _s ɚÞ_ʳ Ƽżǣ ɚ -rios estudos, não houve benefício em reduzir risco cardiovascular ou risco de pancreatite com o tratamento farmacológico. O tratamento não farmacológi-co da hipertrigliceridemia inclui dieta farmacológi-com restrição de gorduras, redução de carboidratos e uso de óleo de peixe, sempre individualizando os casos pela frequência aumentada de desnutrição nesta população (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
NJsǣǼNjÞYŸ_ÞضsǣǼƼNjŸǼsÞO
O efeito da restrição proteica tem sido foco de inúmeros estudos com resul-tados diversos. Em geral, recomenda-se restringir a ingesta de proteínas para 0,8g/ Kg/dia, principalmente para controle de hiperfosfatemia e acidose metabólica. O OŸŎƼŘÌŎsŘǼŸ_sƼNjŎsǼNjŸǣŘȖǼNjÞOÞŸ
-nais é necessário, periodicamente, para evitar desnutrição, complicação fre-quente nestes pacientes (REMUZZI; PISONI; SCHIEPPATI, 2009). Outros fa-tores importantes na progressão da DRC, como anemia, acidose metabólica, metabolismo mineral e ósseo serão abordados em outras unidades.
ˢʳˣōs_ÞOYƂsǣŘ^NJN
Muitas medicações têm excreção renal e ne-cessitam de correção de dose ou até não prescri-ção em pacientes com DRC. O último consenso internacional de tratamento de DRC recomenda aos médicos que atendem pacientes com DRC que saibam quais as principais drogas nefrotóxi-cas, além da correção de dose de algumas medi-cações (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013). Recomenda-se a suspensão temporária de diuréticos, metformina, IECA ou BRA se paciente
renal crônico apresentar intercorrências clínicas (como desidratação, diarreia, vômitos, hipotensão). Nestas situações, pode-se ter o volume sanguíneo di-ŎÞŘȖâ_Ÿʰ Ÿ LJȖs OȖǣ ÌÞƼŸʪȖɮŸ NjsŘĶ OŸŎ OŸŘǣsLJȖsŘǼs ƼÞŸNj ¯ȖŘYŸ NjsŘĶʳ (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013).
Lembrar que IECA e BRA podem causar diminuição da função renal re-versível no início do tratamento, mas se esta diminuição exceder 25% do RFG inicial, estes anti-hipertensivos devem ser suspensos e o paciente encami-nhado ao nefrologista para investigação (pela possibilidade de estenose de artérias renais). Não se deve prescrever IECA e BRA em associação pelo risco de elevação do potássio sérico (CHRONIC KIDNEY DISEASE, 2012).
Explicar ao paciente com DRC sobre riscos ao usar medicações ou su-plementos nutricionais proteicos, além da cautela com o uso popular de ervas (chás). O quadro 5 mostra alguns medicamentos que devem ter sua dose re-duzida em pacientes com DRC e no quadro 6 são apresentadas algumas me-dicações que podem afetar a função renal (CHRONIC KIDNEY DISEASE,2012).
44
Quadro 6 - Medicações comumente prescritas que podem afetar a função renal em pacientes com DRC.
ŘǼÞ˚ÞŘʪŎǼżNjÞŸǣŘŸÌŸNjŎŸŘÞǣʹÝŗËǣʺˀÞŘÞEÞ_ŸNjsǣ_Nŷɭ˚ˡ
Inibidores do SRAA (IECA ou BRA) e diuréticos Contraste radiológico
Aminoglicosídeos Lítio
Inibidores da calcineurina (imunossupressor)
IMPORTANTE!
OŸŎEÞŘYŸ_sÝrNŸȖDNJʰ_ÞȖNjwǼÞOŸsŘǼÞ˚ÞŘʪŎǼżNjÞŸ não hormonal é considerada muito perigosa, principalmente se houver diminuição de volume sanguíneo ou se o paciente apresen-tar DRC. Portanto, deve-se buscar outras alternativas para analgesia no paciente com disfunção renal (CHRONIC KIDNEY DISEASE, 2012).
ˢʳˤNŸŘǼNjǣǼssŘ_ŸɚsŘŸǣŸ
^sʩŘs˚ǣs ĶsǣŸ NjsŘĶ ƼŸNj uso de contraste endovenoso o aumento > 0,5mg/dl de cre-atinina e/ou aumento de 25% do valor basal da creatinina dentro de três dias após uso de contraste endovenoso. Como estratégia de prevenção deste tipo de lesão, agrupou-se
fato-res de risco descritos no quadro 7 (NATIONAL KIDNEY FOUNDATION, 2013). Observe no quadro 7 abaixo os fatores de risco para lesão renal por contraste. Quadro 7 - Fatores de risco para lesão renal por contraste endovenoso.
- RFG <60ml/min particularmente <30ml/min - Diabetes mellitus
- Desidratação
˚ÝŘǣȖʩOÞyŘOÞONj_âO
- Idade maior de 70 anos
- Uso concomitante de agentes nefrotóxicos como AINH - Uso de contraste hiperosmolar
- Uso de altas doses de contraste - Hiperuricemia
O mecanismo pelo qual o contraste endovenoso pode levar à lesão renal pode ter várias explicações, mas postula-se que possa causar citotoxicidade
1
2 3
Deve-se evitar contraste hiperosmolar Usar a menor dose possível
Evitar outros agentes possivelmente nefrotóxicos antes e após o procedimento Fazer adequada hidratação salina antes e após o procedimento
əsNjÞʩONjŸNJ®µˣ˧˚˨˥ÌŸNjǣƼżǣŸƼNjŸOs_ÞŎsŘǼŸ Ý_sŘǼÞʩONj¯ǼŸNjsǣ_sNjÞǣOŸsOŸNjNjÞ¶ÞNj¯ǼŸNjsǣŎŸ_ÞʩO ɚsÞǣ
46
4 INTERVENÇÕES CLÍNICAS CONFORME
ESTADIAMENTO CLÍNICO
De forma didática e prática, um grupo australiano criou uma forma
_sOŸŎƼŘÌŎsŘǼŸ_ŸǣƼOÞsŘǼsǣNjsŘÞǣONjžŘÞOŸǣsŎOĶǣǣÞʩOOŸ_sNjÞǣ
-co dividido em -cores, nas quais o verde seria o grupo de menor ris-co de progressão de DRC e grupo vermelho o de maior risco. Os grupos de inter-venção estão expostos abaixo. Para este grupo australiano, independente do RFG estar normal, mas se o paciente apresenta albuminúria acima de 300mg/24h ele é considerado de alto risco de progressão de DRC. (CHRO-NIC KIDNEY DISEASE, 2012).
No quadro em destaque verde, estão os pacientes
classi-ʩO_ŸǣOŸŎEÞɮŸNjÞǣOŸ_sƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_s^NJNʰŸȖǣsĠʰLJȖsĶsǣ
que apresentam estágio 1 ou 2, mas sem albuminúria, podendo apresentar hematúria ou outros marcadores de lesão renal. No quadro a seguir, estão resumidas as principais recomendações para este grupo de pacientes.
µNjȖƼŸɚsNj_sʲƼOÞsŘǼsǣOŸŎNJ®µ̤˥˟ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫OŸŎŎNjO_ŸNj_s ĶsǣŸNjsŘĶOŸŎÌsŎǼȚNjÞʰŎǣǣsŎĶEȖŎÞŘȚNjÞʹµˠŸȖµˡsˠʺʳ - monitoramento anual;
- orientação sobre mudanças de estilo de vida; - controle de fatores de risco;
- evitar nefrotóxicos;
- investigar e excluir causas tratáveis de DR.
No quadro em destaque amarelo, estão os pacientes
OĶǣǣÞʩO_Ÿǣ OŸŎ NjÞǣOŸ ŎŸ_sNj_Ÿ _s ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ _s ^NJNʰ ŸȖ
seja, aqueles que apresentam estágio 1 ou 2, apresentando al-buminúria moderada (marcador de lesão renal) ou pacientes em estágio 3 (RFG <60ml/min) sem proteinúria. No quadro a seguir, são resumidas as principais recomendações para este grupo de pacientes.
µNjȖƼŸŎNjsĶŸʲƼOÞsŘǼsǣOŸŎNJ®µ̤˥˟ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫OŸŎĶEȖŎÞŘȚNjÞ _sˢ˟˚ˢ˟˟Ŏ¶ˀ¶ʹµˠŸȖµˡsˡʺŸȖƼOÞsŘǼsǣOŸŎNJ®µsŘǼNjsˣˤ˚˥˟ŎĶˀ ŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫ǣsŎĶEȖŎÞŘȚNjÞʹµˢsˠʺ
- investigar para excluir causas tratáveis da doença renal; - monitoramento anual;
- orientação sobre mudança de estilo de vida; - controle dos fatores de progressão;
Baixo risco
Verde
Moderado risco
ǣÞʩO_ŸǣOŸŎĶǼŸNjÞǣOŸ_sƼNjŸ¶NjsǣǣŸ_s^NJNʰŸȖǣsĠʰLJȖs
-les que apresentam estágio 3a com albuminúria moderada ou pacientes em estágio 3b (RFG <45ml/min) sem proteinúria. No quadro a seguir, são resumidas as principais recomendações para este grupo de pacientes.
µNjȖƼŸĵNjŘĠʲƼOÞsŘǼsǣOŸŎNJ®µˣˤ˚˥˟ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫OŸŎĶEȖŎÞŘȚNjÞ _s ˢ˟˚ˢ˟˟Ŏ¶ˀ¶ ʹµˢ ˡʺ ŸȖ ƼOÞsŘǼsǣ OŸŎ NJ®µ ˢ˟˚ˣˤ ŎĶˀŎÞŘˀˠʰ˦ˢŎ˫ ǣsŎĶEȖŎÞŘȚNjÞʹµˢEˠʺ
- monitoramento de 3 - 6 meses; - controle dos fatores de progressão;
- controle de fatores de risco cardiovascular; - detecção precoce e tratamento de complicações; - orientação sobre mudança de estilo de vida; - controle dos fatores de progressão;
- evitar nefrotóxicos;
- controle da pressão arterial/ dislipidemia/ glicemia; - detecção precoce e tratamento de complicações; - ajuste de medicações de acordo com a função renal;
- controle do metabolismo mineral ósseo - cálcio, fósforo, parator-mônio, 25 OH vitamina D, acidose metabólica;
- controle da anemia;
˚ɚsNjÞʩONjɚOÞŘYŸÌsƼǼÞǼsDʰƼŘsȖŎŸOŸOŸʰÞŘʪȖsŘʊʹNËNJŷŗÝN
alto risco Laranja
48
No quadro em destaque vermelho, estão os
pacien-Ǽsǣ OĶǣǣÞʩO_Ÿǣ OŸŎ NjÞǣOŸ ŎȖÞǼŸ ĶǼŸ _s ƼNjŸ¶NjsǣǣŸ _s ^NJNʰ
ou seja, são aqueles que apresentam albuminúria acima de 300mg/24h, independente do estágio de DRC, e aqueles em estágio 4 e 5. No quadro a seguir, são resumidas as principais recomendações para este grupo de pacientes. Algumas destas medidas são direcionadas àqueles pacientes em estágio 4 e 5, como por exemplo, confecção de fístula-arteriovenosa.
µNjȖƼŸ əsNjŎsĶÌŸʲ NjÞǣOŸ ŎȖÞǼŸ ĶǼŸ ˚ µˣ µˤ OŸŎ LJȖĶLJȖsNj ¶NjȖ _s ĶEȖŎÞŘȚNjÞŸȖµˢµˢEOŸŎĶEȖŎÞŘȚNjÞ
- referenciar ao nefrologista;
- medidas para reduzir progressão da doença; - reduzir risco cardiovascular;
- detecção precoce e manejo de complicações; - evitar nefrotóxicos;
- ajustar doses de medicações para RFG estimado; - envolvimento de equipe interdisciplinar;
- monitorização clínica de 1-3 meses (pressão arterial, edema, peso, dispneia) (estágio 4 e 5)
- controle da pressão arterial/ dislipidemia/ glicemia;
- controle do metabolismo mineral ósseo - cálcio, fósforo, parator-mônio, 25 OH vitamina D, acidose metabólica; (estágio 4 e 5) - controle da anemia; (estágio 4 e 5)
˚ɚsNjÞʩONjsǣLJȖsŎ_sɚOÞŘYŸʱ
- oferecer opções de terapia renal substitutiva (TRS): hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante pré-emptivo; (estágio 4 e 5) - confecção de fístula arteriovenosa com certa antecedência (1 a 4 meses para maturação); (estágio 4 e 5)
- providenciar acesso para diálise peritoneal assim que optado pelo paciente e ele estiver na iminência de usá-lo (estágio 4 e 5). (CHRONIC KIDNEY DISEASE, 2012).
OBSERVAÇÃO!
ǻNjŘǣƼĶŘǼsƼNjssŎƼǼÞɚŸ˚ǣÞ¶ŘÞʩONjsOsEsNjȖŎNjÞŎ_sȖŎ_Ÿ
-ador vivo antes do início da diálise. Deve ser oferecido como al-ternativa com antecedência para que se possa realizar os exames preparatórios. Pode ser uma alternativa quando RFG 8-15ml/min, mas o paciente ainda não tem urgência dialítica..
muito alto risco
Nesta unidade, revisamos acerca do estadiamento da doença renal
crô-ŘÞO s ÞŎƼŸNjǼŘOÞ _s ͶȖŘǣ OŸŘOsÞǼŸǣʰ OŸŎŸ ĶEȖŎÞŘȚNjÞʰ ƼNjŸǼsÞŘȚNjÞ s NjÞǼŎŸ_sʩĶǼNjYŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjʹNJ®µʺʳ
˒ Aprendemos como ocorre a progressão da lesão renal desde a in-ĠȚNjÞÞŘÞOÞĶƼǣǣŘ_ŸƼsĶĶsǣŸ¶ĶŸŎsNjȖĶNjsʩŘĶŎsŘǼsĶsɚŘ_Ÿ
cicatrizes renais.
˒ Abordamos, também, os fatores clínicos mais associados à
progres-são da DRC, como por exemplo, o descontrole da presprogres-são arterial e da glicemia, e que medidas devemos tomar para diminuir a progres-são nestes pacientes.
˒ Aprendemos, ainda, que tanto o ajuste de medicações como o
cui-dado com o uso de contraste endovenoso são medidas importantes na assistência ao paciente com DRC.
Deste modo, esperamos que você tenha feito bom proveito e que possa aplicar esse conhecimento em usa prática diária.
Bons estudos!
µNJɟĵʰNJʳsǼĶʳŷȖǼ˚Ÿ¯˚Ÿ¯ʩOsEĶŸŸ_ƼNjsǣǣȖNjsŎŸŘÞǼŸNjÞضÞŘOÌNjŸŘÞOĨÞ_Řsɴ
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1 INTRODUÇÃO
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como o conjunto de atividades cujo propósito primário é promover, NjsǣǼȖNjNjsŎŘǼsNjǣȚ_s _sȖŎƼŸƼȖĶYŸƼNjǣsǼÞضÞNjŸǣǣs¶ȖÞŘǼsǣŸEĠsǼÞɚŸǣʲ
O alcance de um nível ótimo de saúde, distribuído de forma equitativa;
A garantia de uma proteção adequada dos riscos para todos os cidadãos;
O acolhimento humanizado dos cidadãos, a provisão de serviços seguros;
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A doença renal crônica (DRC) caracteriza-se pela diminuição progressiva da função dos rins e, por sua característica de cronicidade, acarreta limitações físicas, sociais e
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de DRC.
Tais intervenções devem ser focadas na abordagem global dessa população, por meio de equipes interdisciplinares, uma vez que se pode obter melhor qualidade do atendimento prestado e, consequentemente, maior adesão dos pacientes ao tratamento.
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equipe interdisciplinar no tratamento de pacientes com DRC, com base em intervenções psicoeducacionais. Esses estudos têm como objetivo principal a divulgação de informações sobre a DRC, sua prevenção e seu tratamento para os pacientes e seus familiares. Os benefícios desse tipo de intervenção foram observados em um estudo no qual os pacientes que receberam cuidado interdisciplinar na pré-diálise tiveram sobrevida de oito meses a mais após entrarem em terapia dialítica, quando comparados aos pacientes que receberam apenas o cuidado médico tradicional (DEVINS et al., 2005).
Você sabe qual é a diferença entre os conceitos de multidisplinaridade e interdisplinaridade?
2 O PAPEL DA ENFERMAGEM
A atuação do enfermeiro na prevenção e diminuição da progressão da DRC se dá de uma forma ampla, a partir da necessidade do usuário.
É necessário que se conheça os fatores de risco, bem como o diagnóstico e a GOVERNO FEDERAL
Presidenta da República
Dilma Rousseff
Ministro da Saúde
Ademar Arthur Chioro dos Reis
Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Hêider Aurélio Pinto
Secretária de Atenção à Saúde (SAS)
Lumena Furtado
Diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Alexandre Medeiros de Figueiredo
Secretário Executivo da UNA-SUS
Francisco Eduardo de Campos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Reitor
Natalino Salgado Filho
Vice-Reitor
Antônio José Silva Oliveira
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação
Fernando Carvalho Silva
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE - UFMA
Diretora - Nair Portela Silva Coutinho
COORDENAÇÃO GERAL DA UNA-SUS/UFMA