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>ORO A R T ÍST IC O O. ? í f e > / í. r o s d e p o s ita d o s e n l a ^ lioteca Nación^

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(2)

> O R O A R T Í S T I C O O

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r o s d e p o s i t a d o s e n l a ^

lioteca N ación^

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C A R T A S E S T A

D E L P O B R E C I T O H O L G A Z A N , d D on Servando M azcalla,

..Vliiy Señor m ìo : corno V m d . m e tien e encargado q u e le escriba á m e ­ n u d o , y á m í p o r la misericordia d e D io s n o se m e cansan co n facilidad los d e d o s , v o i á darle p o r e l gusto y venga lo q u e v in iere. ¿Sabe V m d . am igo m i o , q u e nuestra c o rre s p o n d e n ­ cia em p ie z a á ser sospechosa para m u ­ chos , y q u e dicen p o r ahí q u e lo q u e estamos h acien do n o es mas q u e una purísim a chacota de cuantos objetos se nos p o n e en la cabeza ridiculizar?

¿Sabe V m d . q u e h a y q u ie n se da p o r o fendido y a g r a v i a d o , p o r q u e dice que alg u n o s tr o z o s de nuestras cartas son mas b ie n retratos q u e caricaturas?

i Q u e apenas leen dos r e n g lo n e s , c u a n ­ do y a fijan su idea sobre q u ie n es e l

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4

,

o r i g i n a l , y e m p ie z a n los com entarios sobre si dice demasiado o dem asiado p o c o ? ¿ Q u e así co m o para algunos es esta una com id illa s a b ro s a , h ay otros m u c h o s , y son los m a s, para quienes es u n t ó s i g o , u n a pócim a , un v e n e n o q u e lejos d e curarlos de sus e n fe rm e ­ dades , los e m p e o r a , ios desasosiega y los m ata?

i O h y q u é po co nos co n o ce n los q u e así piensan , y c ó m o su malicia les fascina los ojos y los e n te n d im ie n ­ tos! A u n c u a n d o n u estro g e n io fuese u n p o c o b u r l ó n , q u e n o io e s , ¿ h a ­ b íam o s d e te n e r conciencia para ir, sin mas ni m a s, á descorrer e l v e lo q u e c u b re á tantas buenas almas y tu rb ar e l sosiego co n q u e están disfru tan d o lo q u e tan le g ítim am e n te g an a ro n ? j Q u é se me da á mí d e q ue el píiblico haya estado engañado m u c h o t i e m p o , lla­

m a n d o Padres d e la P atria á los que n o eran sino sus padrastros; q u e t u ­ viese p o r grandes h o m b res á unos so­

le m n ísim o s majaderos ; q u e mirase c o m o santas y buenas m uch as in stitu -

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clones esencialm ente viciosas y p e r ju ­ diciales? ¿ Q u é m a y o ra z g o le v ie n e á V m d . con q u e se sepa q u e P e d r o fue un gran d ísim o h ip ó c rita , q u e A n to n io fue un infam e a d u l a d o r , q u e J u a n el d e los grandes vigores n o ha sido mas q u e un cobarde to d a su vida , q u e a q u e l fue u n d e la to r i n i c u o , el o tro iin p erseg uid o r d esap ia d ad o , y final­

m e n te q u e una g ran parre de in d iv i­

duos esten c o m ie n d o y bebiei’d ü á cos­

ta de las lágrim as y los sudores d el in fe liz trabajador?

¿ N o consideran estos m alignos q u e adem ás de la indiferencia co n q u e to d o esp añ o l debe m irar estas c o s a s , noso­

t r o s , esto es V m d . y y o , te n em o s p o r q u e callar, y p u d ie ra n refregarnos p o r los hocicos a q u e l lo , y esto o t r o , y lo dem as allá? ¿P u es q u é n o tien e cada u n o su le ng u a m u y espedíta , y su p lu m a n u y bien cortada para decir sin rodeos q u e y o soy u n afrancesado, taram bana y fra n c m a s ó n , y q u e V m d . es un abogado de gu ard illa , un ch ar­

l a r a n , y u n cajón d e sastre? P ues si

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esto nos lo llegaran á d ecir n o era cosa d e caernos m u e rto s de pesadumbre?

S in duda q u e seria confiar dem asiado en la prud en cia a g e n a , o en la des­

v erg ü en z a p r o p ia , para p ro v o car así las iras de tantos c u e r p o s , y particulares constituidos en dignidad. S o lam en te esto ú ltim o bastíiria y a u n sobraría para echarm e siete sellos en los labios, y no abrirlos sino para los elogios y alabanzas q u e se m erecen. ¡ Q u é du lc e y q u e sabroso n o fuera para m í q u e e l d ía despues de haber p u blicado el p a ­ n e g íric o d e algún p o d e r o s o , m e e n ­ viase este á ll a m a r , y sin mas ni mas m e recibiera en su c u a r t o , m e hiciese s en tar ju n to á é l , m e diera las gracias c o n sem blante a lh a g ü e ñ o , m e anim ase á p ro seg u ir en aquella b rilla n te carre­

r a , y despues de h ab erm e o frecid o su p r o t e c c i ó n , m e pusiera en la m a n o u n a o n z a de o r o , ó m e mandase h a­

c e r u n m e m o r ia l para ral d cu a l d e s ­ t i n o ! ¿ N o fuera cosa de v o lv e r m e y o ta ru m b a al v er im p reso mi n o m b r e y n ii a p e llid o a i p ie d e la p o rta d a , c o n

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los lisongeros ep íteto s dé su m as hu­

milde y agradecido esclavo p e r los inauditos fa v o r e s con qu^ le. h a honrado

ta n a u gu sto M ec e n a ti

A y am ig o D o n S erv a n d o , m e e n a - geno cu an do pienso en sem ejante d i­

c h a , al paso q u e m e h o r r o r iz o de p e n ­ sar q u e haya q u ie n p ueda tild arno s de qu« llev am o s segunda in te n c ió n e n nuestras lastirneras cartas. H asta u n Soldado español que nunca perdió los derechos de Ciudadano ha salido á la palestra , y c o m o y o m e te n g o mis dudas de si e l u n if o r m e q u e llev aba era a lq u ila d o para h ace rm e m ied o , traté de av e rig u a rlo , y m e en c o n tré con lo m ism o y c o n e l m ism o q u e y o pensaba. L o es p a ñ o l n o se lo d is p u to p o rq u e e n efecto habla b ie n su lengua y la maneja c o n gracia , p e ro lo solda­

do. . . . p e r d o n e V m d . p o r a m o r de D io s ?^habia de ser so ldad o y so ldad o es!5;mol e l q u e sacase e l chafarote s o lo contra los q u e están debajo? N o h ay n in g u n o de e l l o s capaz de tal m e n ­ gua. P o r o tra p a r te si su p iera m anejar

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la tiz o n a ¿hab la d e p ed ir au x ilio al p o e ta , q u e él co n o ce y y o n o , y al m ilita r d e l 'vigote retorcido'^ M u c h o m enos. E l p r im e r o callará p o r q u e le tie n e c u e n t a , y e l seg u n d o se c o n v e n ­ cerá , sí c u m p le su promesa , de que h a y canónigos y abates q u e saben se­

g u ir un p artid o sin ad m itir em p leo s ni condecoraciones en é l , y q u e sin usar n i v ig o te ni p e r i l l a , son tan buenos p ara u n fregado c o m o para u n barrido.

P r o s ig a m o s n u estro c u e n to .

T o d a v ía te n g o m u y presente cierto se rm ó n q u e se p red icó en la capilla de p alacio d o n d e , c o m o V m d . sabe , solo p re d ic a n h o m b res grandes y em inentes, d e aq u ellos de quienes c o m u n m e n te se dice q u e son h o m b res para un C o n c i­

lio . U n o de ellos aseguraba desde el p d ip i to q u e siem pre q u e S. M . c o n ti­

n u ase accediendo d h s sabios dictam íti- ios de los sabios m in istro s, que ta n sá~

biam ente d irig ía n la na^ve del 'Estado^

a rrib a ría ésta dichosamente a l deseado p u e rto de la pro sp erida d y de la gloria.

A l l í vería V m d . tornarse las miradas

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p d e los o y e n te s ácia c ie rto b an co q u e ocup ab an ciertos Señores, c u y o s e m ­ b la n te h u m i l d e y c o m p u n g i d o , a p e ­ nas se m o v ía sino para dar signos d e aprobación bajando s u av em en te la c a ­ b e z a , y m ira n d o de cu an d o en c u a n d o á la tribuna. j E r a ta n n u e v a la c o m p a ­ ración ! E r a n tan á p r o p o s ito aq u ello s t e s t o s , q u e parecía q u e solo fáltaba añ adir u n D o n á los personages q u e iba n o m b ran d o . H u b ie r a y o dad o u n b r a z o p o r ser e l p r e d i c a d o r , y p o r recibir el d u lc e p r e m io q u e é l recibid, y q u e sino m e engaño fué u n a p in g ü e canongía. Y q u e se v en gan lu e g o ll a ­ m á n d o le á u n o intmicus homo , q u e á fé q u e esas palabrillas se las llev a e l v i e n t o , y lo q u e se q u e d a en casa es la r e n ta , el descanso , y d e c u a n d o e n cu an d o la Señoría. N o s in o , ándese V m d en s á ti r a s , y v e rá q u e caldo e n ­ c u en tra en su p u c h e ro .

Ya q u e hab lam o s d e serm ones y de tex tos ¿ n o po d ría V m d . in d icarm e a l­

gunos q u e solo se h u biesen aplicado á ciertos y d ete rm in a d o s g o b i e r n o s , á

«<

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IO

tales y precisas circunstancias, á ciertas y señaladas acciones d personages? D í- g o lo p o r q u e h e o b serv ad o q u e jamás dejan de acom odarse unos m ism os i t o d o c u an to sucede en el m u n d o , y y o te n g o para m í q u e ¡ » r e p r e s e n ta c ió n d e un T r a ja n o n o debiera acom odarse á u n T i b e r i o n i los sucesos de u n a m i ­ serable c o lo n ia r o m a n a á los de u n r e y n o podero so é in d e p e n d ie n te . V e r ­ dad es q u e m ien tras v iv e n ^ to d o s los soberanos son T r a j a n o s , y todas las naciones d eb en ser manejadas c o m o colonias ; p ero p u d ie ra n variar u n p o ­ q u ito los temas , en ate n c ió n á q u e los q ue están en uso los saben ya d e m e ­ m o r ia hasta. las viejas y lo s legos de lo s conv en to s. Y o co n o c í u n estu d ian te, q u e p o r cierto era un. v alien te g a lo p in , e l c u a l tenia un m a m o tr e to co m p u e sto de v e in te y cu a trO ; t e x t o s ,, á s a b e r s e i s para pastorales , seis para oraciones f ú ­ nebres , otros seis para cofradías , y los dem ás para to da clase de. serm ones. E ra o b ra m u y curiosa , p o r q u e sin mas q u e ojearla se sacaba ta n to f r u t o , c o m o con

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II asistir á cuantos serm ones se h an p re­

dicado , desde q u e la predicación paso á ser u n oficio c o m o o tr o cualquiera.

E n eso de las c o f r a d ía s , n o sé y o p o r q u e e l estu d ian te las fue á sacar á c o l a c i o n , p o r q u e > n v e rd a d q u e u n a cosa mas b u ena ni se ha in v e n ta d o , n i es posible q u e se in v e n te . i Q u ié n será el g u a p o q u e im p id a a l mas e m p o l ­ vad o de los cofrades po n erse á la p u e r ­ ta d e la Iglesia c o n su ta m b o r il y su tro m p e ta , á p reg o n ar u n a puja de p i ­ cho n es enjaezados , d u n a cartera c o n la n tejue las, ó u n a sandía mas gorda q u e la cabeza d e u n turco? ¿ Q u i é n e n a q u e ­ lla a lm o n e d a se ha de dar p o r agraviado de pagar p o r u n escapulario relu cien te la miseria de cu a tro ó seis d u r o s , sa­

b ie n d o q u e apénas paga las hechuras cu anto mas la v ir tu d infiernífuga q u e está in h e re n te á la b a y e t a ? A llí á n a ­ die se le obliga á q u e c o m p r e nada, pues lo mas q ue suele hacerse es c e l e ­ brar e l co n curso á los q u e tie n e n p ese­

tas. A q u e l ta p ete en carn ad o co n su r i ­ bete d e plata 5 aq u ella silla p o ltr o n a

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J2

p ara e l m a y o r d o m o , y a q u e l b an co c o n sus arm as pintadas e n e l resp ald o in sp iran mas d ev o c io n y re c o g im ie n to q u e cuantos actos sagrados su p o dictar la sabiduría d e los concilios. Solo le h a llo y o u n in c o n v e n ie n te m u y g rav e, y es q u e cu an d o llu e v e d u ran te t o d o el n o v e n a r i o , apenas tien e salida n i n ­ g u n o d e aquellos preciosos g éneros, p o r eso en algunos co n v e n to s d e esta C o r t e se ha to m a d o la sabia p recaución d e p o n e r e l m o s tra d o r d e n t r o d e la m ism a I g l e s i a , y esto es lo derecho.

E n v e rd a d q u e este añ o nos v am os á v e r privados de una d e las funciones mas vistosas y concurridas q u e se h a n celeb rad o jamás. P o r cierto q u e la cos­

teaba u n E xcelentísim o denoto de q u ie n n a d ie sospecho n u n c a q u e lo hiciese p o r interés ni p o r m iras ambiciosas, s in o p o r p u ra d e v o c io n y cariño e n tra ­ ñ ab le q u e profesaba al dispensador de lo s e m p leo s. H o m b r e s d e aq u ella sen­

sibilidad n o se e n cu e n tran á dos tiron es n i n acen y a en estos t i e m p o s , p o r q u e padecía unos raptos así á m a n era d e es*

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ta s ís , q u e el p o b re c ito se quedaba p a­

rado en m e d io d e l n ego cio mas ard u o , m ir a n d o de h ito en h ito los bellos ojos d e l amo. ¡ q u é p iedad la suya! ¡ q u é afición á las rogativas d e la Iglesia! ¡ y sobre to d o q u é pasión p o r aliviar la suerte de los desgraciados! E n cu anto llegaba á saber q u e a l g u n o d e estos se h allaba en c u a lq u ie r c o n v e n to de esos

^ u e h a y mas co n o cido s p o r e l b u llicio i n t e r i o r , c o m o 'verbt g r a tia u n a c a rtu ­ j a , al m o m e n t o d isponía q u e fuese trasladado á o tra mas sosegadita para q u e pudiese estudiar y m ed itar á su gusto. E r a e n e m ig o d eclarado de la adulación p o r activa y p o r p a s i v a , y todas sus ansias se dirigían á estender los privilegios d e su o r a t o r i o : en una palabra era h o m b r e q u e p o r ser cosa de Iglesia h u b iera aceptado a u n q u e fuese el c a p e lo de C ard en al. P e r o n o quiso D ios p o r entonces c u m p lir le la v o ca­

ción , y e l p o b re c illo se ha c o n te n ta d o con q u e le señalen txQ sm a xim im en la o tería.

E n e f e c t o , fue cierto l o q u e V m d .

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.

n ie insinuaba sobre las prisiones de los fra ile s , p e ro y o estoi para m í q u e se les. debe d efen d er p o r locos ^ ó en caso d e q u e esto n o p ueda probarse d el t o d o , q u ed a e l recurso d e d ecir q u e estaban b e b id o s , p o r q u e siem p re es m e n o s m a lo q u e á u n o le tengan p o r aficionado al v i n o , q u e n o q u e le a p rie te n el pescuezo. Ya ten em o s va­

rias causas p o r este m ism o o r d e n , en q u e algunos in d iv id u o s han g rita d o l o m ism o q u e V m d . y y o gritaríam os e n d o n d e n o nos p u d iera o ir nad e, esto es, m uera la Constitución. V erd ad es q u e ellos g rita ro n d o n d e les oian, y c o m o en lu g ar de im ita r lo s , q u e es l o q u e se d e s e a b a , to d o el m u n d o se l l e n ó de in d ig n ació n , n o nos ha q u e ­ d a d o mas a rb itrio q u e e l decir q u e es­

ta b an locos, ó q u e salían de pasar la ta rd e en u n a taberna. C o n esta discul- p illa diga V m d . q u e no s e n tre n ; á fé q u e c o m o e n cada p u e b lo podam os j u n t a r dos ó tres locos y o tro s tantos borrachosj q u e n o será d i f í c i l , al cabo Ip g rarém o s q u e en a l g u n o p e g u e la

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í g y e s c a , y q u ie n sabe lo q u e se p o d rá conseguir. E n tie m p o d el b u e n g o ­ b i e r n o , ya q uisieron disculparse alg u ­ nos C o n s titu c io n a le s c o n la supuesta l o c u r a , p e r o nosotros q u e sabíamos mas q u ó M e r lin , los p lan tam o s en la N . para q u e a p ren d ieran á ser cuerdos' y n o b e b ieran .m as q u e agua.

E l o tr o dia m e d io muchas m e m o ­ rias para V m d . u n a m ig o q u e le esti­

ma , p e ro m e encargó m u c h o e l secre­

t o , p o r q u e n o q u ie re q ue se sepa d o n ­ de anda hasta q u e pase esta n ube. E s h o m b r e d e m u y buenas entrañas , t o ­ le ra n te , m o d e r a d o , y e n e m ig o d e m e ­ terse e n l o q u e n o le va ni le vienen en u n a palabra , es u n eclesiástico eg em p lar y c o m o ' y o quisiera q u e fuesen to d o s. C o n tr a g e am istad c o n é l , desde q u e co rrí c o n las pruebas para q u e se pusiera la v e n e ra d e nues­

tra S a n ta , p o r q u e c o m o es ex tra n g e ro , y no nos constaba si ten d ría algún as­

cendiente judío , fué m e nester escribir á F ran cia y asegurarnos de su lim p ie z a de sangre. B ien es v e rd a d q u e é i tenia

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i 6

o t r o co lgag lllo en la so ta n a , al cual ta m b ié n h an d a d o e n lla m a rle venera, a u n q u e n o es ni ha sido n u n c a mas q u e u n a cucarda d e los realistas de su tierra. P e r o al fin lo g r o p o n e rs e a q u e ­ llo s dos cascabeles, co n los cuSles a n ­ daba siem p re e l p o b re c o n la m olestia d e n o poderse e m b o z a r a u n q u e se h e - lá ra de f r i ó , p o r q u e en to n ces n o se lo s p o d rian v e r n i los ciegos. H a ju n ­ ta d o una rentita tal cu a l en u n a casa de b eneficencia, d o n d e sin saber c o m o , se h a llegado á hacer e l a m o , y unas v e ­ ces co p ia n d o lib rito s viejos q u e lu e g o b a u t iz a c o m o n u e v o s , y otras d e la ta n ­ d o hereges á n u estro s an to t r i b u n a l , va p asa n d o su vida h o n r a d a m e n t e ; y aun h a estado á p iq u e de ser m é d ico espi- tu a l d e l alm a mas p u ra y sana d e estos rey n o s.

E n m e d io d e t o d o e s to , o p o r m e ­ j o r d ecir d e todos e s to s , lo q u e n o me disgusta nada es q u e á l o q u e y o v o y v ie n d o n i los q u e ab o rrece n la C o n s ­ titu c i ó n , n i m u ch o s d e ios q u e la a m a n d em asiad o e n tie n d e n u n a pala­

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bra de ella. E s to al fin y á la postre ha de ocasionar divergencias q u e pa­

rarán en l o q u e paren , y nosotros q u e siem p re estaremos a l e r t a , sabre­

m os a p ro v ec h arn o s de to d a majadería.

B ie n sabe D io s q u e ya tres d cuatro veces m e h e puesto á v e r si la podia l e e r , y n unca p u d e pasar d e l p rim e r c a p í t u l o , hasta q u e ay er p o r la m añ a­

na q u e acabé de reso lv erm e á tragarla to d a entera. A pesar d el gran disgusto con q u e la fui t a r a r e a n d o , n o dejé de conocer q u e la ta l C o n s t i t u c i ó n , d c o m o quiera lla m a rs e , es e sen cialm en ­ te m o n á rq u ica , y q u e n i siquiera h a y un a rtíc u lo q u e suene á democracia, P ero h a y , c o m o te n g o d i c h o , m u cho s de nuestros amigos q u e d i c e n , au n q u e n o lo s ie n ta n , q u e esto n o es mas q u e una p u ra rep ú b lica c o n u n R e y adem ás de eso. O tr o s con fines contrarios p ie n ­ san q u e p o rq u e los españoles se p u e d e n llam ar ciudadanos y eleg ir rep resen ­ tantes, n o h ay s in o arrear co n e llo y to m ar las mismas formas d e g o b ie rn o

<Jiie en A th e n a s d e n E sp arta. Eso es

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Jo q u e y o quisiera , q u e se estraviárafi hasta ese p u n t o , y estraviáran la o p i- n io n d e los d e m á s , p o r q u e y o les ase­

g u r o q u e c o m o ellos rep ublicanicen u n p o c o , n o nos faltará m u y p ro n to q u ie n nos v en g u e con- usuras de sus g rito s inconsiderados. L a C o n s titu c ió n , tal cual es, nos ha d e hacer sudar á los q u e q u erem o s echaría abajo , p e ro ú p o r purísim a ignorancia nos ay u dan á d e s tru irla los m ism os q u e la sostienen, no s hacen e l caldo g o r d o , y les d eb e­

m os estar m u y agradecidos.

P e r o y o sin saber c o m o m e v o y m e tie n d o en asuntos serios y o lv id o n u e s tr o bien p a r ti c u la r , q u e es e l que tín icam en te debiera lla m a r nuestra aten cjo n . C o m o de día y d e n och e no h a g o mas q u e cabílar para v er e l m odo d e m a n te n e r mis o b lig a c io n e s , esta­

ba p ensando en a p ro v e c h a rm e de la lib e r ta d de im p r e n ta para im p r im ir un lib ro de cocina. V m d . sabe c u á n esca­

sa está nuestra literatu ra en este ram o tan i n t e r e s a n te , y c u án fundadas son las quejas de los aficionados á la bu co -

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líca sobre la estu p id ez de nuestras c o ­ cineras. M i miiger q u e de m ed io c u e r ­ po arriba es bizcaina , sabe cuasi d e m em o ria todos los guisos y conservas que se hacían en casa d e su an tig u o a m o , y c o n q u e y o les añada algu.ii otro in g re d ie n tillo que iré sacando de un lib ro francés q u e le p u d e qu itar á un p reso , p u e d o c o m p o n e r u n a o b ra que m e dé fama y dineros. Y o n o he podido n unca c o n fo rm a rm e c o n q u e se ha de c o m e r p recisam ente á la es­

pañ o la, ni á la fran cesa, ni á la turca, sino á la bu en a y barata , c o m o e n todo. V e rd a d es q u e esto y persu a­

dido á q u e ni en c o m id a ni en g o b ie r­

no se p u e d e adelantar u n p u n t o sobre lo q u e y a teniam os. E l g u iso d e p o llo lo c o m p a ro y o á las leyes d e partida, que en echándolas u n p o lv i to de aza- fran saben á to d o c u a n to se q u ie re . El guisado co n o cid o en A n d alu cía c o n el n o m b r e de ropa wieja es u n s ím b o lo perfecto d el consejo de las o rdenes.

La o lla p o d rid a nos rep resen ta u n a imagen d e l an tig u o consejo de E sta d a,

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y los sabrosos espárragos m e hacen acordar de n u estro C r é d ito público.

P o r este o rd e n d ig o y o q u e podría co m p o n e rse una obrira de substancia, capaz de in m o rta liz a r á los cocineros es p a ñ o le s, á quienes n o les falta mas para ser perfectos q u e el a p re n d e r á g u isar, y á ser aseados.

Sobre eso del C r é d ito publico ¿qué q u ie re V m d . q u e y o le diga? N ada^

nada', n ad a absolutam ente, p o r q u e nada m e p u ed e o c u rrir acerca d e u n a cosa q u e c o m o todas las dem as quisiera yo q u e siguiese en e l m ism o pie q u e án- tes. Y o te n g o para m í q u e el dnico m o d o de te n e r m u c h o c réd ito es tener m u c h o d in e ro y m u c h a gana de pagar Jo q u e se debe. ¿ P e ro eso q u é gracia ti e n e ? ¿ L e parece á V m d . q u e es ne­

cesario h ab er estudiado e n Salamanca para saber q u e de cu atro se p u e d e n sa­

car dos? L o q u e p id e m u c h o ingenio es hacer de d o s , do scien to s, y de cua­

t r o , cu atro m il. Esa es la ciencia fa­

m o sa p o r e s c e le n c ia , y q u e y o creo q u e h a lleg ad o e n E spaña al ültimo

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grado de perfección. P dblíco es el eré- diro , y tan pilbÜco c o m o q u e está ahí ju n to á los con sejo s; á bien q u e aquí en M a d rid á nadie se engaña cuando p reg u n ta las señas para ir á cualquiera p a r te , adem ás de q u e en llegando u n forastero n o tien e mas que ponerse á la puerta de su casa y en c u a lq u ie r calle q u e viva , lu e g o que vea pasar á eso de las o c h o d e la mañana una procesion m u y larga de gente de todos trages y c o l o r e s , uno?

con u n ifo rm e , o tro s sin é l , unos con escarapela de cinta n e g r a , otros con cinta e n c a r n a d a , som b rero s de t o ­ das formas y e d a d e s , y en fin , desde la vieja peluca hasta el eleg an te calicó, todos esos, to d o s, todos son empleados en el Crédito P úblico. Y co n todos esos t o d o s , he visto y o alg u n a v e z q u e no se podia pagar á n a d i e ; q u ie ro decir en d i n e r o , p o r q u e lo q u e es firmas, nin g u n o d e los acreedores se p u e d e quejar de q u e n o tien e m uchas y m u y enrevesadas. E s verdad q u e los tales acreedores son los p e o res cristianos q u e

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h a y en e l m u n d o : sin fé, sin esperanza n in g i i n a , y m o lie n d o sin cesar á a q u e­

llos pobres señores para q u e les pa­

g u e n lo q u e se les debe. V a y a n mucho n o ram a la los grandísimos bribones y sepan q u e y a se les pagará cu an d o se les pague. ¿Pues q u e n o h a y mas que venirse con su d o c u m e n to en e l b o l­

s ill o , sin mas reco m en d ación , ni mas esquela d e alg ú n señor de Palacio á llevarse u n p u ñ a d o de pesos duros, c o m o si a q u e llo fuera la hacienda de a lg ú n n e g r o l E l C r é d ito P tiblico es p a ra lo q u e e s , y bastante se aguanta c o n e l retraso de las contribuciones, sin q u e nos v en g an ahora á p ed ir co­

tufas en e l go lfo . Si prestaro n á la R e a l H acien d a en alg ú n a p u r o ¿para q u é fu ero n to n to s? Si im p u sie ro n v i­

talicios d to m a r o n acciones, d c o m ­ p r a r o n vales ¿ p o r q u é n o m iraro n lo q u e se hacian? Y finalm ente si quieren ser pagados d e alguna cosa, q u e reba­

jen las n u e v e décim as partes de sus c r é d i t o s , y se dará c u en ta á S. M . por e l m in is te rio co rre s p o n d ie n te para ver

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si se d ig n a aprobar esta cristiana tr a n - sacion. L o d em ás n o v ie n e al caso, ni tiene pies ni cab eza, y es gana de perd er e l tie m p o y d e recibir sofiones sin q u é ni para qué.

Basta de c a r ta , y au n creo q u e d e cartas, p o r q u e las paredes o y e n y n o m e fio m u c h o de los correos. L o m e ­ jor será q u e usemos d e alg u n a cifra cuya clave solo la sabrá V fn d . y o y las b erduleras. A b u r a m ig o siem p re de V m d .

£ ¡ L am entador.

M A D R I D :

I M P K E N T A Q U E F U E D E F Ü E N T E N E B R O .

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Se h a lla rá con las anteriores en la librería de S a n z , calle de las Carretas, Su p recio i 3 cuartos»

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Referencias

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