• No se han encontrado resultados

Doenças crônicas, cognição, declínio funcional e Índice de Charlson em idosos com demência

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Doenças crônicas, cognição, declínio funcional e Índice de Charlson em idosos com demência"

Copied!
9
0
0

Texto completo

(1)

Revista

da

ASSOCIAÇÃO

MÉDICA

BRASILEIRA

w w w . r a m b . o r g . b r

Artigo

original

Doenc¸as

crônicas,

cognic¸ão,

declínio

funcional

e

Índice

de

Charlson

em

idosos

com

demência

Fausto

Aloísio

Pedrosa

Pimenta

a,∗

,

Maria

Aparecida

Camargos

Bicalho

b

,

Marco

Aurélio

Romano-Silva

c

,

Edgar

Nunes

de

Moraes

c

e

Nilton

Alves

de

Rezende

c aFaculdadedeMedicina,UniversidadeFederaldeOuroPreto,OuroPreto,MG,Brasil

bDepartamentodeClínicaMédica,FaculdadedeMedicina,UniversidadeFederaldeMinasGerais,BeloHorizonte,MG,Brasil cUniversidadeFederaldeMinasGerais,BeloHorizonte,MG,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo: Recebidoem25deabrilde2012 Aceitoem11defevereirode2013 On-lineem12dejulhode2013 Palavraschave: Demência Comorbidade Idoso Deficiência Doenc¸acrônica

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Esteestudoavaliouaassociac¸ãoentreasdoenc¸ascrônico-degenerativaseo declí-niofuncional,acognic¸ãoeapredic¸ãodamortalidade.

Métodos:UmestudotransversalfoirealizadoemumServic¸odeGeriatriaemBeloHorizonte, Brasil,envolvendo424pacientessubdivididosemdoisgrupos:controleecomdemência. Foramanalisadosdadossociodemográficoseambientais,doenc¸ascrônicasdegenerativas, oÍndicedeCharlson,dadossobreademência,funcionaisedecognic¸ão.

Resultados:Apósanáliseunivariada,houvemaiorfrequênciadeacidentevascularencefálico (AVE),incontinênciaurinária,constipac¸ãointestinaledistúrbiodosononogrupodemência, enquantonaanálisemultivariadahouvemaiornúmerodefatoresambientaisedistúrbio dosono.QuantoaoMiniExamedoEstadoMental(MEEM),pacientescomdoenc¸apulmonar obstrutivacrônica(DPOC),AVEeinsuficiênciacardíacaapresentaramescoresmaisbaixos. Emrelac¸ãoaoÍndicedeCharlson,houvemaiorpontuac¸ãonogrupocomdemência.

Conclusão:Ascomorbidadesforamassociadasaodeclíniofuncionalnosidososcom demên-cia.

Chronic

diseases,

cognition,

functional

decline,

and

the

Charlson

index

in

elderly

people

with

dementia

Keywords: Dementia Comorbidity Elderlyperson Deficiency Chronicdisease

a

b

s

t

r

a

c

t

Objective:Toassesstheassociationbetweenchronicdegenerativediseasesandfunctional decline,cognition,andmortalityprediction.

Methods:Across-sectionalstudywasconductedinageriatricsserviceinBeloHorizonte, Brazil,involving424patientssubdividedintotwogroups:controlanddementia.Thestudy analyzedsocio-demographicandenvironmentaldata,chronicdegenerativediseases,the Charlsonindex,anddataonfunctionalandcognitivedementia.

Results:Afteraunivariateanalysis,therewasagreaterfrequencyofcerebrovascular acci-dent(CVA),urinaryincontinence,constipation,andsleepdisorderinthedementiagroup, 夽TrabalhorealizadonaUniversidadeFederaldeMinasGerais,BeloHorizonte,MG,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](F.A.PedrosaPimenta). 0104-4230©2013ElsevierEditoraLtda.

http://dx.doi.org/10.1016/j.ramb.2013.02.002

© 2013 Elsevier Editora Ltda.Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND

(2)

while themultivariateanalysisshowedagreaternumberofenvironmentalfactorsand sleepdisorder.RegardingtheMiniMentalStateExamination(MMSE),patientswithchronic obstructivepulmonarydisease(COPD),CVA,andheartfailurepresentedlowerscores.There wasagreaterscoreinthedementiagroupwithregardingtheCharlsonindex.

Conclusion: Thesecomorbiditieswereassociatedwiththefunctionaldeclineinelderly peo-plewithdementia.

Introduc¸ão

Oprocessodeenvelhecimentogeramudanc¸asignificativanos padrõesdemorbimortalidade.Osidosospassamaenfrentaro impactodasdoenc¸ascrônicasdegenerativas,suaconsequente

fragilidade e a temida dependência, ocasionada

especial-mentepelassíndromesdemenciais1.

Dentre as principais causas de demência destaca-se a

Doenc¸adeAlzheimer(DA),queéresponsávelpor50a60%

doscasos.Atualmente,estima-sequesupere35milhõesde

indivíduosacometidosemtodoomundo,esuaprevalência

vemaumentandodeformasignificativanasdiversasfaixas

etárias.NosEUA,tornou-seaquartacausadeóbitonafaixa etáriacompreendidaentre75e84 anos,eaterceiramaior causa isolada de incapacidade e mortalidade2,3. No Brasil, estima-sequecercade700milpessoassejamacometidaspela doenc¸a.Nessecontexto,aDAtornou-seumimportante

pro-blemadesaúdepúblicaemtodoomundo,juntamentecom

ademênciavascular(DV), namaiorpartedosestudos

epi-demiológicos.Entretanto,aindanãoháconsensosobreseu

mecanismofisiopatológico4–6.Ademênciamista

manifesta-senaocorrênciasimultâneadaDAedademênciavascular,

respectivamente,comalterac¸õesneurodegenerativase

cere-brovascularesdeterminandomaiordanofuncional, quando

associadas6,7.

Osidososcomdemênciasapresentamaltaprevalênciade

comorbidades8–12,asquaispodemcomprometeracognic¸ãoe aumentarodeclíniofuncional,necessitandodeintervenc¸ões

precoces visando à melhora da qualidade de vida dessa

populac¸ãoedeseusfamiliares,considerandoamelhora funci-onaleamanutenc¸ãodasuaindependênciaparaasatividades devidadiárias(AVDs)13–15.

Objetivo

O objetivo deste trabalho foi avaliar as doenc¸as crônicas degenerativas,tais como as cardiovasculares,dos sistemas respiratório, urológico, digestório e endócrino, e as doe-nc¸asmetabólicas,eassociá-lasàcognic¸ão,aosfatores

funci-onaiseaoÍndicedecomorbidadedeCharlsonempacientes

idososcomdemência.

Métodos

Trata-sedeumestudodotipotransversalcomgrupo compa-rativo(oucontrole),utilizando-sefrequências,porcentagens, medidasdetendênciacentralededispersão,realizadoemum

centroespecializadoematendimentoaidosospeloSistema

Único deSaúde(SUS), recebendopacientesprocedentes da

Atenc¸ão Primária.Oestudofoirealizadoentre2007e2010, envolvendo814idososcomqueixasdealterac¸õescognitivas oualterac¸õesobservadasporseucuidador.Destes,22 pacien-tesnegaramaassinaturadoTermodeConsentimento,56

esta-vamcomdadosinsuficientes,16apresentaramoutrostipos

dedemência,eforamexcluídos296pacientescomdepressão.

Foramobservadostodososcritériosdedepressãoe

demên-cia,segundooDSM-IV.Quantoàdemência,odiagnósticoda doenc¸adeAlzheimer(prováveloupossível)foifeitosegundo

critériosestabelecidospeloNINCDS-ADRDAoupor

apresen-tarsinais sugestivos de demênciavascular pelaanálise da

escala isquêmica de Hachinski, versão original ou

modifi-cada porLoeb16–18. Foramconsideradoscontrolesosidosos

quenãoapresentavamasíndromedemência,transtornodo

humoroucomprometimentocognitivoleve.Portanto,foram

selecionados 312 idosos com demência (vascular, mista e

doenc¸adeAlzheimer)e112idososparaogrupocomparativo. Informac¸õessobreesteservic¸otambémsãoencontradasem outrostrabalhos19,20.Opacienteidosofoiavaliadodeacordo comoProtocolodeAvaliac¸ãoMultidimensionaldoIdoso.Esse fluxoestádescritonaLinhaGuiadeAtenc¸ãoàSaúdedoIdoso daSecretariaEstadualdeSaúdedeMinasGerais21.Esteestudo foiaprovadopelocomitêdeéticalocal.

Asvariáveis estudadasforamosdadosdemográficos,as

escalas deavaliac¸ãofuncionalvalidadas22,23,o MiniExame

doEstadoMental(MEEM),osdadossobreademência(CDR

ClinicalDementiaRating24eSPCD–SintomasPsicológicose

ComportamentaisdaDemência)eoÍndicedeComorbidade

deCharlson(ICC)25.

Destaca-se que os instrumentos incluídos foram

sele-cionados para abordar as principais dimensões clínicas

possivelmente associadas à existência de comorbidades,

sendoavaliadas:osteoartrite,osteoporose,neoplasiamaligna, hipertensão arterialsistêmica (HAS), insuficiência cardíaca congestiva (IC), fibrilac¸ão arterial, doenc¸a arterial corona-riana crônica, anemia, diabetes mellitus, doenc¸a pulmonar

obstrutiva crônica (DPOC), acidente vascular encefálico

(AVE),dispepsia,deficiênciadevitaminaB12,deficiênciade ácido fólico, incontinência urinária, constipac¸ão intestinal, hipotireoidismo, hepatopatia, dislipidemia, hiperuricemia, insuficiência renal crônica, insuficiência arterial e venosa periférica, síndrome de imobilidade,instabilidade postural, queda,fraturaedistúrbiosdosono.

Os seguintes exames complementares fizeram parte da

propedêutica básica dospacientes atendidosno Centro de

Referência:hemogramacompleto,TSH,vitaminaB12,ácido

fólico, glicemiade jejum, ureia, creatinina, colesterol total e frac¸ões, triglicérides, ácido úrico, sódio, potássio, cloro, cálcio,fósforo,fosfatasealcalina,albumina,globulinas,rotina © 2013 Elsevier Editora Ltda.Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND

(3)

Tabela1–Comparac¸ãoentreascaracterísticassociodemográficaseusodemedicamentosentreospacientes comdemênciaegrupocomparativoemumapopulac¸ãodeidosos,BeloHorizonte,2007a2009

Características Grupo Valor-p OR IC95%

Demência Controle n % n % Gênero Feminino 209 71,8 82 28,2 0,271a 0,7 0,4a1,2 Masculino 103 77,4 30 22,6 1,0 Escolaridade Entre0e4anos 265 75,5 86 24,5 0,039b 6,2 0,9a49,3 Entre5e8anos 24 61,5 15 38,5 3,2 0,4a29,3 Entre9e11anos 18 72,0 7 28,0 5,1 0,6a54,1 Acimade12anos 2 33,3 4 66,7 1,0 Idade Até64anos 7 87,5 1 12,5 0,456b 2,8 0,1a107,3 Entre65e74anos 76 67,3 37 32,7 0,8 0,1a5,1 Entre75e84anos 150 75,4 49 24,6 1,2 0,2a7,4 Entre85e94anos 74 76,3 23 23,7 1,3 0,2a8,3 Acimade95anos 5 71,4 2 28,6 1,0 Estadoconjugal Casado(a) 165 74,7 56 25,3 0,287b 1,0 0,6a1,7 Separado(a) 16 84,2 3 15,8 1,8 0,5a8,3 Solteiro(a) 21 61,8 13 38,2 0,5 0,2a1,3 Viúvo(a) 95 74,8 32 25,2 1,0

Medicamentos(maisdecincoclasses)

Sim 126 92,0 11 8,0 <0,001a 6,2 3,1a12,7

Não 186 65,0 100 35,0 1,0

a Testecomcorrec¸ãodeYates. b TesteExatodeFisher.

de urina, pesquisa de sangue oculto nas fezes,

radio-grafia de tórax e eletrocardiograma. O ritmo de filtrac¸ão

glomerularfoicalculadopelafórmulaCrockoft-Gault.Outros

examescomplementaresforamsolicitadosdeacordocoma

indicac¸ãoclínica.Atomografiacomputadorizada,ou resso-nâncianuclearmagnética,foirealizadaemtodosospacientes

comdemênciavascularoumista.

OICCfoioriginalmenteconcebidocomoumamedidado

riscodemortalidadeemumanoatribuívelàcomorbidadeem

umestudolongitudinal,tendosidovalidadoemumacoorte

depacientesfemininoscomcâncerdemama.Seuconteúdo

esistemadeponderac¸ãoforamcriadoscombasenomodelo

deriscosproporcionaisdeCox.25

Asinformac¸õescoletadasforaminseridasemumbancode dadosdesenvolvidoutilizando-seosoftwareAccess®,versão

2007.Posteriormente,osdadosforamanalisadosnosoftware

Rversão2.7.1,dedomíniopúblico.

Os resultados descritivos apresentados foram obtidos

utilizando-sefrequênciaseporcentagensparaas caracterís-ticasdas covariáveiscategóricaseobtenc¸ãodemedidasde tendênciacentral(médiaemediana)ededispersão (desvio-padrão)paraasvariáveisquantitativas.Ascomparac¸õesentre asvariáveis(comparativoedemência)ecovariáveisnaforma

categórica foram feitas a partir de tabelas de

contingên-cia, sendo aplicadoo teste Qui-quadrado com correc¸ão de

Yatesparacomparac¸ãodeproporc¸õesquandoexistiamduas

categoriasem cada variável.Quando onúmero de

catego-riasfoi superioradois,utilizou-seotesteQui-quadradode

Pearson.Napresenc¸adepelomenosumafrequência

espe-radamenorquecinco,utilizou-seotesteexatodeFisher.Na comparac¸ãoentreasvariáveiseco-variáveisquantitativasfoi utilizadootestetdeStudentquandoassuposic¸õesusuaisdo modeloforamatendidas.Casocontrário,foiutilizadooteste deMann-Whitney.Assuposic¸õesdotestetdeStudentforam verificadasutilizando-seotestedeShapiro-WilkeLevene.

Resultados

Os familiares ou cuidadores relataram que o tempo entre

asalterac¸õesobservadasnos indivíduoseodiagnóstico de demênciaapresentoumedianade27,6mesese,paraoinício dotratamentoespecíficocomanticolinesterásicosparaDA,a medianafoide33,9meses.

Osdadosdemográficosestãodemonstradosnatabela1e

apontamsimilaridadeentreosgrupos.Foiconstatadomaior

número de medicamentos no grupo demência, refletindo

maiornúmerodecomorbidades.

Oresultado daanáliseunivariadaestárepresentadonas

tabelas 1e 2, e demonstraque ambos os grupos apresen-tam alta prevalênciadedoenc¸as crônicas. Houvediferenc¸a com significânciaestatística para distúrbiosdo sono, AVE, constipac¸ão intestinal eincontinência urinária, estas mais

prevalentesnogrupodemência.

Utilizandoaregressãologísticanaanálisemultivariável,

osdistúrbiosdosonoapresentaram-se superioresnogrupo

(4)

Tabela2–Comparac¸ãodascaracterísticasrelacionadasàsprincipaiscomorbidadesentreospacientescomdiagnóstico dedemênciaegrupocomparativoemumapopulac¸ãodeidosos,BeloHorizonte,2007a2009

Características Grupo Valor-p OR IC95%

Demência Controle n % n % Distúrbiosdosono Sim 187 91,7 17 80,3 <0,001a 8,4 4,6a15,3 Não 125 56,8 95 43,2 1,0 Constipac¸ãointestinal Sim 68 86,1 11 13,9 0,009a 2,5 1,2a5,3 Não 244 70,9 100 29,1 1,0 AVE Sim 48 85,7 8 14,3 0,041a 2,4 1,03a5,6 Não 264 71,7 104 28,3 1,0 Incontinênciaurinária Sim 68 90,7 7 90,3 <0,001a 4,2 1,8a10,3 Não 243 70 104 30,0 1,0 HAS Sim 225 74,3 78 25,7 <0,708a 1,1 0,7a1,9 Não 87 71,9 34 28,1 1,0 Hiperlipidemia Sim 87 74,4 30 24,4 0,920a 1,1 0,6a1,8 Não 225 73,3 82 26,7 1,0 DeficiênciadevitaminaB12 Sim 80 78,4 22 21,6 0,252a 1,4 0,8a2,5 Não 232 72,1 90 27,9 1,0 Osteoporose Sim 74 71,8 29 28,2 0,797a 0,9 0,5a1,4 Não 228 73,8 81 26,2 1,0 Instabilidadepostural Sim 104 79,4 27 20,6 0,100a 1,6 0,9a2,6 Não 208 71,2 84 28,7 1,0

AVE,acidentevascularencefálico;HAS,hipertensãoarterialsistêmica.

a Testecomcorrec¸ãodeYates.

Emrelac¸ãoaoICC,houvediferenc¸acommaiorpontuac¸ão nogrupodemência,commedianade5,5(p<0,001).

Onúmerodefatorespsicossociaisocorridosnosúltimos

cinco anos correlacionou-se, neste estudo, ao diagnóstico

dedemência. Osprincipais estressorespsicossociais foram perdadoparceiro(viuvez),surgimentodedoenc¸as,

incapaci-dadesedoenc¸aemparentepróximo.

Emrelac¸ãoaoMEEM,asassociac¸õesdetectadas, indepen-dentementedogrupo,estãodescritasnastabelas3e4.Há umaassociac¸ãodiretaentreapontuac¸ãonoMEEMe escola-ridadeenúmerodefatoresambientaiseinversacomidade,

medicamentoseICC.

Emrelac¸ão às comorbidades, DPOC,AVE einsuficiência

cardíacaapresentarammenorpontuac¸ãonoMEEM,

indepen-dentementedogrupo.Comoesperado,acognic¸ãoapresentou resultadospioresquandoassociadoàdependênciafuncional.

Discussão

Osidosos apresentaramaltaprevalênciade doenc¸as

crôni-cas. Este estudo procurou contemplar as maisprevalentes

disfunc¸õesquepoderiamcausarimpactonavidados indiví-duosedeseusfamiliares.

Ascomorbidadesmaisfrequentesforamhipertensão

arte-rialsistêmica(74,3%),distúrbiosdosono(48,3%)edislipidemia

(28,9%),eseassemelharamàquelasencontradasem

ambu-latórios depacientescom idadesuperiora 60anos26,27. Na

Tabela3–Comparac¸ãoentreasvariáveisquantitativas eoMinimentalemumapopulac¸ãodeidosos,Belo Horizonte,2007a2009 Características Coeficiente de correlac¸ão Valor-p Idade(anos) −0,214 <0,001a Escolaridade(anos) 0,268 <0,001a

Númerodefatoresambientais 0,118 0,002a

Númerodemedicamentos −0,134 0,001a

ICC −0,400 0,001a

ICC,ÍndicedeComorbidadedeCharlson.

(5)

Tabela4–ModelofinalderegressãolinearparaavariávelMinimentalemumapopulac¸ãodeidosos,BeloHorizonte, 2007a2009

Modelo Coeficiente IC95% Erro-padrão Valor-p

Inferior Superior Constante 29,1 1,5 <0,001 Escolaridade Acimade12anos Entre9e11anos −1,1 −4,2 2,0 1,6 0,491 Entre5e8anos −0,8 −3,7 2,1 1,5 0,612 Entre0e4anos DPOC Sim −3,2 −6,1 −0,3 1,5 0,031 Não −1,1 −2,1 −0,1 0,5 0,049 AVE Sim −1,9 −2,9 −0,9 0,5 <0,001 Não Insuficiênciacardíaca Sim −1,7 −2,9 −0,5 0,6 0,003 Não AVDbásica Dependente −1,1 −2,1 −0,1 0,5 0,045 Dependenteparcial −9,2 −11,0 −7,4 0,9 <0,001 Independente AVDinstrumental Dependente −1,7 −2,7 −0,7 0,5 <0,001 Dependenteparcial −3,0 −4,4 −1,6 0,7 <0,001 Independente

DPOC,doenc¸apulmonarobstrutivacrônica;AVE,acidentevascularencefálico;AVD,atividadedevidadiária.

populac¸ão estudada, houve uma prevalência mais elevada decomorbidadesnogrupodemência,quandocomparadoao grupocontrole.

Aincontinênciaurináriamostrou-semaisfrequenteentre ospacientescomdemênciamaisidosos,oqueéconsistente comosdadosencontradosemoutraspesquisas.Koetal.28,ao

estudaremumaamostraaleatóriadeidosos,observaramque

25%dosindivíduostinhamdificuldadenocontroleurinário. Destes,30%apresentaramidadesuperiora75anos. Destaca-sequeaincontinênciaurináriaécausadeestigmatizac¸ãoe isolamentosocial,estandoassociadaàsintomatologia depres-siva.Naliteratura,éfrequentementenegligenciada28.

Ainstabilidadepostural,tambémfrequentenesteestudo, associadaàdisfunc¸ãodoequilíbrio,acarretaoriscodequeda, masassequelasfísicasepsicossociaisdareduc¸ãoexcessiva

dosmovimentospodemsermaisdeletériasqueaqueda

pro-priamentedita29.Estefato,provavelmente,estárelacionado

àinclusãodeindivíduoscom demênciaavanc¸ada,ao

com-prometimentofuncional,maiorusodemedicamentosealta

prevalênciadequedas30–32.

Aconstipac¸ãointestinalassociou-seaogrupocom

demên-cia, à maior dependência para AVDs instrumentais, ao

acidentevascularencefálico,àincontinênciaurináriaeà ins-tabilidadepostural.Estedado,possivelmente,éconsequência darestric¸ão da mobilidade,dousodeantidepressivoseda ausênciadapráticadeatividadefísica.Aconstipac¸ão

intes-tinal também é parte da cascata iatrogênica que poderá

culminar emmaiordeclíniofuncionalepiorada qualidade

de vidadosidosos,poishaveránecessidadedemais

medi-camentosedemaiorcuidadodiário,aumentandoofardodo

cuidador33.

A deficiência de folato (3,5%), de vitamina B12 (23,6%)

e a anemia (6,2%) foram semelhantes a outros estudos

brasileiros34,35,podendo estarassociadosafatores

nutricio-naise/ouaousodemedicamentosquepossaminterferirna

absorc¸ãodosnutrientes.

Quanto à func¸ão renal, sabe-se que o melhor método,

mesmo com todas as limitac¸ões para sua avaliac¸ão, é a

determinac¸ão da taxa de filtrac¸ãoglomerular. Este método

é influenciado por diversos fatores, tais como a idade e

a massa muscular36. Chamamos atenc¸ão para este dado

nãopelaprevalênciadas alterac¸õesrenais (8,6%),maspelo seupotencialiatrogênico,principalmentenapopulac¸ãocom

demência, uma vez que este grupo fazia uso de maior

número de medicamentos e de classes de medicamentos,

quandocomparadoaogrupo controle(mediana=5

medica-mentos;chance6,2vezesmaiordeusarmaisdecincoclasses

diferentes demedicamentos emrelac¸ão aogrupo controle,

comp<0,01).

Pesquisasdemonstraram diferenc¸asnotipode

comorbi-dade quando comparados idosos com demência a grupos

controle. Dentre estas, destaca-se, na demência vascular,

menor prevalência de insuficiência cardíaca congestiva e

(6)

Não foram encontradas, na literatura, diferenc¸as em

relac¸ão às comorbidades entre os pacientes com ou sem

demência. No entanto, diferenc¸as metodológicas

dificul-tam comparac¸ões11. Zhu et al.38 em estudorealizado com

180pacientescomdemência,observaramquemetadedestes

nãoapresentavacomorbidades.

Poucosestudosforamrealizadoscompopulac¸õesde

ido-soscomalterac¸õescognitivasnoBrasil.Osestudosexistentes

são baseados em estudos populacionais, com análise de

doenc¸asautorreferidas,ouemestudosobservacionais

trans-versais. No entanto, mesmo nas maiores coortes, há um

viésdodiagnósticodeváriascondic¸õesespecíficasdoidoso, e a avaliac¸ão funcional é frequentemente negligenciada39.

Uma das dificuldades para se realizar estes estudos é o

temponecessárioparaodiagnósticocorreto,com

propedêu-tica adequada, que pode levar semanas ou meses.Duarte

eRego34,emestudorealizadonoservic¸odeGeriatria,onde

adepressão e ademência foram avaliadascomo

comorbi-dades, encontraram 95% dos indivíduos com pelo menos

uma doenc¸a crônica, sendo as principais: HAS (62,2%),

osteoartrose (40%) e incontinência urinária (35%). Estes

dadosforam similares àscomorbidades encontradasneste

estudo.

Éprovávelqueascomorbidadesempacientescomprejuízo cognitivogeralmentesejamsubdiagnosticadasemaltratadas,

possivelmenteporquepacientescomdemênciaapresentam

maiordificuldade dese queixaremobjetivamente40–42. For-migaetal.27observaramprevalênciadeHASde51%emuma coortedepacientescomDA.Artzaetal.42,emseusestudos, observaramprevalênciade45%paraestapopulac¸ão.Schubert etal.11encontraramprevalênciade39%emestudorealizado empacientescommédiadeidadede75,6anosecomdiabetes mellitus.

Para muitas das doenc¸as crônicas predominantes em

idososcomdemênciasuaspercentagensmostraram-se

seme-lhantesàsdescritasnaliteratura,comoinsuficiênciacardíaca (14%),DPOC(12,2%),osteoartrite(41,1%),AVE(10,3%)ecâncer (12%)11. Provavelmenteesses percentuaisvariamde acordo comosdiagnósticosclínicoseadisposic¸ãodeautópsia.Fu etal.,9emestudorealizadocom52pacientescom diagnós-ticodedemênciadetodosostipos,comautópsiasdisponíveis, constataramevidênciade20%dedoenc¸aarterialcoronariana e73%dedoenc¸acardiovascularaterosclerótica.

Umamaneiraindiretadeverificarapresenc¸ade

comorbi-dadescrônicaséaquantificac¸ãodemedicamentos.Formiga

etal.,27emestudorealizadocom311pacientescomdemência comidadeacimade64anos,encontrarammédiadeseis medi-camentos,semelhanteaoencontradoporLyketsosetal.,40em

estudorealizadocom149pacientescomdemência.Schubert

etal.,11emseusestudos,encontrarammédiade5,1 medica-mentos.Aindanoquedizrespeitoaosestudosrealizadospor Formigaetal.,27enfatiza-seopercentualde70%de

pacien-tesquetinhamumadoenc¸acrônica efaziamusodecinco

oumaismedicamentos.Corroborandoestesdados,oestudo

realizadoapresentou,paraogrupocontrole,medianade

qua-tromedicamentos,eparaosgruposdemênciaedepressão,

medianadecinco medicamentos,nãosendoestes

diferen-ciadosporclasse.Aoserealizaradiferenciac¸ãoporclasse, houvediferenc¸aentreosgruposdemênciaecontrole(OR:6,2; IC:3,1-12,7).

Neste estudo,houvediferenc¸anoICC,comsignificância

estatística entreosgrupos, sendo esteíndicemaiselevado

no grupo demência. A demência é um item do ICC,

por-tanto,apontuac¸ãonãofoiconsideradanaanálisedosgrupos. Dessaforma,pode-seconcluirqueademênciaéumfatorde impactoimportantenamorbimortalidadedapopulac¸ãoidosa, oqueestádeacordocomoutrosestudos11,25,39.Nesteestudo, utilizou-seoICCcorrigidopelaidade.Assim,estefoimaiorno

grupodemência,indicandonãosómaiornúmerode

comorbi-dadescomotambémmaiorgravidadedestasnestapopulac¸ão,

mesmoretirandooitemdemênciadoíndice.

AmédiadoMEEMnapopulac¸ãoavaliadacomdemênciafoi

13,eoICCiguala5,8,superioraoapresentadopelogrupo con-trole(4,3).Reforc¸a-sequeoaltonúmerodecomorbidadesna

populac¸ãoestudada,juntamentecomsuagravidade,podem

terinfluenciadoestesdados.

Artzaetal.,42emestudorealizadonaFranc¸acom579

paci-entescom DA,com médiadeidade de77,4 anosevalores

médiosdoMEEMde20,1,quantificaramacomorbidadecomo

ICCnãocorrigidopelaidade,quefoi,emmédia,de1,5. Formigaetal.27encontraram,empacientescomdemência

vascular,médiadeidadede80,6anos,MEEMcommédiade

13,7ecomorbidadesquantificadaspeloICCcommédiade2,1.

Doraiswamyetal.,39 aoavaliarem679pacientescomDA

com idadeegravidadesemelhantesàsdopresenteestudo,

encontraramMEEMmédiode11,8,nãotendosidoutilizado,

noentanto,oICC,oquenãopermitecomparac¸õesentreas comorbidades.

Acomparac¸ãoentreosgruposdemênciaecontrole

Odiagnósticodasdemênciasnãodeveserrealizadotão

tar-diamente, como acontece emvárias partesdomundo38–41.

Um melhorconhecimento das manifestac¸ões clínicas, das

bases genéticas e da biologia molecular da doenc¸a,assim

como uma definic¸ão aprimorada de sua patogenia,

pode-rão contribuir para a conduc¸ão adequada dos casos6.

O presente estudo observou, para a demência, um tempo

extensoentreasalterac¸õesobservadaspelosindivíduoseseus

familiares e o diagnóstico (mediana de 46 meses) e o

tra-tamentoespecíficocomanticolinesterásicos(medianade48

meses). Possivelmente, este fato estejaassociado à dificul-dadedeacessodospacientesaprofissionaiscapacitadospara odiagnósticocorretodadoenc¸a.Mesmocomoviésda memó-ria,oiníciodotratamentotambémfoitardio,considerandoo

usodemedicamentosespecíficosparaadoenc¸a.

Dentre os fatores sociodemográficos associados às

doenc¸as, após análise multivariada, a baixa

escolari-dade associou-se ao diagnóstico de demência. Apesar

das controvérsias existentes entre os diferentes estudos,

Caama ˜no-Isorna et al.43 demonstraram, em meta-análise,

queobaixoníveldeescolaridadepodeserumfatorderisco

para ademência,especialmentepara aDA.Indivíduosque

apresentamreservacognitivaalta,reflexodeelevada

escola-ridade,têmmaiorcapacidadedemanteremsuashabilidades

cognitivas,independentemente deapresentaremalterac¸ões

neuropatológicas44. A educac¸ão determina maior reserva

cognitivapormeiodeatividadeseducacionaiselaboraismais

complexas,desencadeandomudanc¸asnoestilodevidaque

(7)

doconsumodeálcooledotabagismo,melhoralimentac¸ão epráticadeatividadefísica45.Dessaforma,obaixonívelde escolaridadepoderefletiremfatorderiscopara demência, principalmentenospaísesemdesenvolvimento,ondeabaixa escolaridadeseconstituiumproblemafrequente.

Este estudo não mostrou associac¸ão entre o tabagismo

ea demência (p=0,907), em discordância com a literatura mundial.Cataldo,ProchaskaeGlantz46, pormeiode meta-análise,realizaramestudosqueinvestigaramarelac¸ãoentre

tabagismoedemência.Osresultadosdemonstraramque,nos

estudosdecoortesempatrocíniodaindústria dotabaco,o riscomédioparaDA,determinadopelotabagismo,foi

esti-madoem1,72.Esses dadosindicamqueotabagismoéum

importantefatorderiscoparaadoenc¸a.

Asalterac¸õesencontradas,relacionadasaodeclínio funci-onaleaoMEEM,foramsignificativasnogrupodeindivíduos

com demência. O CDR foi analisado descritivamente para

a populac¸ão com demência. A maioria dos pacientes com

demênciaapresentouCDR1ou2(87,3%),ouseja,demência

leveoumoderada.Issofavoreceaconfiabilidadedosdados clí-nicosaseremcomparadoscomoutrosgrupos,umavezque,na demência,emsuafaseavanc¸ada,hádificuldadenaobtenc¸ão deinformac¸ãoparadiagnósticosprecisos,tendoemvistaa incapacidadecomunicativa8.

AoseanalisaraamostradepacientessomentecomDA,

observou-se que a ocorrência de SPCD de (43,7%) está em

concordânciacoma literatura47. Observou-se,ainda, queo

número de mulheres foi superior ao número de homens

nestegrupo,resultadodamaiorprevalênciadadoenc¸aentre asmulheres,maiortaxadesobrevidaemrelac¸ãoaoshomens

emaiorprocurapelosservic¸osdesaúde,comaumentodas

taxasdediagnóstico48.Estefatorestárelacionadoaonúmero elevadodeantipsicóticoseantidepressivosnestapopulac¸ão.

Gilletal.49 demonstrarammaiormortalidadeemidosos

com demência emuso de antipsicóticos, sendo observado

maiorrisco paraos convencionais, quandocomparado aos

atípicos.Portanto,devemserusadoscomcritérios.

Noestudorealizado,tanto oSPCDquantoaprópria

sin-tomatologia depressiva podem explicar a associac¸ão entre

distúrbiosdosonoedemência(OR=8,4,IC=4,6-15,3),quando

comparadoogrupodemênciaaogrupocontrole.

Comparados os grupos demência ao grupo controle,

observou-sepior pontuac¸ãonoMEEMquandopresentes as

seguintescaracterísticas:DPOC,AVE,IC,epioranasfunc¸ões

dasAVDs.

Quandoseparadososgruposdemênciaassociadaà

depres-são dogrupo demência, observou-se menorpontuac¸ão no

MEEMparaogrupodemência,quandocomparadoaogrupo

demência associada à depressão, mesmo com as demais

variáveiscontroladas.Esteapontamentocontrariadadosda literatura,quesugeremqueadepressãoassociadaà demên-ciapioraacognic¸ão50,51.Dessaforma,oMEEMpodenãoter sidosuficienteparadetectarestaalterac¸ão.

Paraaincontinênciaurinária,oMEEMapresentoumenor

pontuac¸ãonaanálisemultivariada,comtendênciaà signifi-cânciaestatística(p=0,056),provavelmenterelacionadaaos

quadros de demência e depressão mais graves associadas

a alterac¸ões da mobilidade. Reforc¸a-se a possibilidade da associac¸ãoentreoMEEMeadepressãoocorrerdevidoàcausa eefeitodapioracognitiva.

Conclusão

Estetrabalhoreforc¸aanecessidadedeabordagemintegraldo

idoso,especialmenteaquelescomdemência,quese

mostra-ramfrágeis,comaltaprevalênciadecomorbidadeseusode

grandenúmerodemedicamentos.Umaavaliac¸ãocuidadosa

poderádetectarcondic¸õesclínicasdegranderelevânciaque podemalteraracognic¸ão,ograudedependênciaeinfluenciar namortalidadedoindivíduo,independentementedaevoluc¸ão

daprópriademência.

Pacientesidosospodemapresentardemênciaeestapode

estarassociadaadoenc¸ascrônicas,comoesteestudo demons-trou,particularmenteaDPOC,oAVEeainsuficiênciacardíaca.

Uma abordagem corretadessas doenc¸aspoderia contribuir

paraumamelhoracognitivaefuncionalnessesidosos.Outros

estudospoderiamconfirmarestahipótese.

Ousodomedicamentoespecíficoparaademênciadeverá

estarassociadoaumaindicac¸ãoqueconsidereas comorbi-dades.Dessaforma,origornaprescric¸ãodemedicamentos poderáajudaramelhorareadequaraindicac¸ãodos anticoli-nesterásicoseglutamatérgicos,prevendoefeitoscolateraise

interac¸õescomoutrosmedicamentos.

Osresultadosencontradospoderãoserúteisaosmédicos

que atendem ao idoso,pois poderão nortear a abordagem

demúltiplasdoenc¸as,asolicitac¸ãodeexames complemen-taresedapolifarmácianessespacientes,contribuindopara

umamelhorqualidadedevidadestes indivíduosede seus

familiares.

Suporte

financeiro

ConselhoNacionaldeDesenvolvimentoCientíficoe

Tecnoló-gico(CNPq).

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

i

a

s

1.WorldHealthOrganization.EnvelhecimentoAtivo:uma políticadesaúde.Traduc¸ãoSuzanaGontijo.Brasília: Organizac¸ãoPan-AmericanadaSaúde;2005. 2.RitchieK,LovestoneS.Thedementias.Lancet.

2002;360:1759–66.

3.NitriniR,BottinoCM,AlbalaC,CustodioCapu ˜nayNS, KetzoianC,etal.PrevalenceofdementiainLatinAmerica: acollaborativestudyofpopulation-basedcohorts.Int Psychogeriatr.2009;21:622–30.

4.RománGC.Definingdementia:clinicalcriteriaforthe diagnosisofvasculardementia.ActaNeurolScandSuppl. 2002;178:6–9.

5.HerreraJrE,CaramelliP,SilveiraAS,NitriniR.Epidemiologic surveyofdementiainacommunity-dwellingBrazilian population.AlzheimerDisAssocDisord.2002;16:103–8. 6.JellingerKA,AttemsJ.Neuropathologicalevaluationofmixed

dementia.JNeurolSci.2007;257:80–7.

7.ViswanathanA,RoccaWA,TzourioC.Vascularriskfactors anddementia:howtomoveforward?Neurology.

(8)

8. FriedLP,FerrucciL,DarerJ,WilliamsonJD,AndersonG. Untanglingtheconceptsofdisability,frailty,andcomorbidity: implicationsforimprovedtargetingandcare.JGerontolA BiolSciMedSci.2004;59:255–63.

9. FuC,ChuteDJ,FaragES,GarakianJ,CummingsJL,VintersHV. Comorbidityindementia:anautopsystudy.ArchPatholLab Med.2004;128:32–8.

10.McKhannGM,KnopmanDS,ChertkowH,HymanBT,JackJr CR,KawasCH,etal.Thediagnosisofdementiadue toAlzheimer’sdisease:recommendationsfromtheNational InstituteonAging-Alzheimer’sAssociationworkgroupson diagnosticguidelinesforAlzheimer’sdisease.Alzheimer’s Dement.2011;7:263–9.

11.SchubertCC,BoustaniM,CallahanCM,PerkinsAJ,CarneyCP, FoxC,etal.Comorbidityprofileofdementiapatientsin primarycare:aretheysicker?JAmGeriatrSoc.2006;54:104–9. 12.FormigaF,FortI,RoblesMJ,RiuS,RodriguezD,SabartesO.

Featuresdifferentiatingcomorbidityinelderlypatientswith Alzheimer-typedementiaorwithvasculardementia.Rev Neurol.2008;46:72–6[ArticleinSpanish].

13.ZekryD,HerrmannFR,GrandjeanR,MeynetMP,MichelJP, GoldG,etal.Dementedversusnon-dementedveryold inpatients:thesamecomorbiditiesbutpoorerfunctional andnutritionalstatus.AgeAgeing.2008;37:83–9.

14.FongTG,JonesRN,ShiP,MarcantonioER,YapL,RudolphJL, etal.DeliriumacceleratescognitivedeclineinAlzheimer disease.Neurology.2009;72:1570–5.

15.HolmanH.Chronicdisease:theneedforanewclinical education.JAMA.2004;292:1057–9.

16.HachinskiVC,IliffLD,ZilhkaE,DuBoulayGH,McAllisterVL, MarshallJ,etal.Cerebralbloodflowindementia.Arch Neurol.1975;32:632–7.

17.LoebC,GandolfoC.Diagnosticevaluationofdegenerative andvasculardementia.Stroke.1983;14:399–401.

18.McKhannG,DrachmanD,FolsteinM,KatzmanR,PriceD, StadlanEM.ClinicaldiagnosisofAlzheimer’sdisease:report oftheNINCDS-ADRDAWorkGroupundertheauspices ofDepartmentofHealthandHumanServicesTaskForceon Alzheimer’sDisease.Neurology.1984;34:939–44.

19.MoraesEN.Princípiosbásicosdegeriatriaegerontologia.Belo Horizonte:Coopmed;2008.

20.HansenEO,TavaresSTO,CândidoSA,PimentaFAP, MoraesEN,RezendeNA.Classificac¸ãoInternacionalde Funcionalidade,deDoenc¸asePrognósticoMédicoem PacientesIdosos.RevMedMinasGerais.2011;21:55–60. 21.MinasGerais.SecretariadeEstadodeSaúde.Atenc¸ãoàsaúde

doidoso.BeloHorizonte:SAS-MG;2006.[citadoem15fev 2012].Disponívelem:http://www.saude.mg.gov.br/

publicacoes/linha-guia/linhas-guia/LinhaGuiaSaudeIdoso.pdf 22.KatzS,FordAB,MoskowitzRW,JacksonBA,JaffeMW.Studies

ofillnessintheaged.TheindexofADL:Astandardized measureofbiologicalandpsychosocialfunction.JAMA. 1963;185:914–9.

23.LawtonMP,BrodyEM.Assessmentofolderpeople: self-maintainingandinstrumentalactivitiesofdailyliving. Gerontologist.1969;9:179–86.

24.MorrisJC.TheClinicalDementiaRating(CDR):current versionandscoringrules.Neurology.1993;43:2412–4. 25.CharlsonME,PompeiP,AlesKL,MacKenzieCR.Anewmethod

ofclassifyingprognosticcomorbidityinlongitudinalstudies: developmentandvalidation.JChronicDis.1987;40:373–83. 26.TaddeiCF,RamosLR,deMoraesJC,WajngartenM,

LibbermanA,SantosSC,etal.Multicenterstudyofelderly patientsassistedatoutpatientcardiologyandgeriatrics clinicsinBrazilianinstitutions.ArqBrasCardiol. 1997;69:327–33[ArticleinPortuguese].

27.FormigaF,FortI,RoblesMJ,BarrancoE,EspinosaMC,RiuS, etal.Medicalcomorbidityinelderlypatientswithdementia.

Differencesaccordingageandgender.RevClinEsp. 2007;207:495–500[ArticleinSpanish].

28.KoY,LinSJ,SalmonJW,BronMS.Theimpactofurinary incontinenceonqualityoflifeoftheelderly.AmJManag Care.2005;114Suppl:S103–11.

29.StudenskiS,Quedas,In:CalkinsE,FordAB.KatzPR, organizadores.In:Geriatriaprática.RiodeJaneiro:Revinter; 1997.p.227–33.

30.WildD,NayakUSL,IsaacsB.Characteristicsofoldpeople whofellathome.JClinExpGerontol.1980;2:271–87. 31.OleskeDM,WilsonRS,BernardBA,EvansDA,TermanEW.

EpidemiologyofinjuryinpeoplewithAlzheimer’sdisease. JAmGeriatrSoc.1995;43:741–6.

32.AsadaT,KariyaT,KinoshitaT,AsakaA,MorikawaS, YoshiokaM,etal.Predictorsoffall-relatedinjuriesamong community-dwellingelderlypeoplewithdementia.Age Ageing.1996;25:22–8.

33.BourasEP,TangalosEG.Chronicconstipationintheelderly. GastroenterolClinNorthAm.2009;38:463–80.

34.DuarteMB,RegoMA.Depressionandclinicalillness: comorbidityinageriatricoutpatientclinic.CadSaúde Pública.2007;23:691–700[ArticleinPortuguese]. 35.Colares-BentoF,SilveiraS,PaulaR,CórdovaC,SilvaA,

NóbregaO.Intakeanalysisofhematopoieticmicronutrients andanemia:prevalenceinBrazilianfemaleolder-adults.Acta MedPort.2009;22:553–8[ArticleinPortuguese].

36.OlivaresJ,GuillénF,SánchezJJ,Morales-OlivasFJ.Effectof arterialpressureandageonrenalfunction.The“Careforthe Kidney”study.Nefrologia.2003;23:137–44[ArticleinSpanish]. 37.SandersonM,WangJ,DavisDR,LaneMJ,CornmanCB,

FaddenMK.Co-morbidityassociatedwithdementia.AmJ Alzheimer’sDisOtherDemen.2002;17:73–8.

38.ZhuCW,ScarmeasN,TorganR,AlbertM,BrandtJ,BlackerD, etal.ClinicalfeaturesassociatedwithcostsinearlyAD: baselinedatafromthePredictorsStudy.Neurology. 2006;66:1021–8.

39.DoraiswamyPM,LeonJ,CummingsJL,MarinD,NeumannPJ. PrevalenceandimpactofmedicalcomorbidityinAlzheimer’s disease.JGerontolABiolSciMedSci.2002;57:M173–7. 40.LyketsosCG,SteinbergM,TschanzJT,NortonMC,

SteffensDC,BreitnerJC.Mentalandbehavioraldisturbances indementia:findingsfromtheCacheCountyStudyon MemoryinAging.AmJPsychiatry.2000;157:708–14. 41.McCormickWC,KukullWA,vanBelleG,BowenJD,TeriL,

LarsonEB.Symptompatternsandcomorbidityintheearly stagesofAlzheimer’sdisease.JAmGeriatrSoc.

1994;42(5):517–21.

42.ArtazMA,BoddaertJ,Hériche-TaillandierE,DieudonnéB, VernyM,legroupeREAL.FR.Medicalcomorbidityin Alzheimer’sdisease:baselinecharacteristicsoftheREAL.FR Cohort.RevMedInterne.2006;27:91–7[ArticleinFrench]. 43.Caama ˜no-IsornaF,CorralM,Montes-MartínezA,

TakkoucheB.Educationanddementia:ameta-analyticstudy. Neuroepidemiology.2006;26:226–32.

44.RoeCM,XiongC,MillerJP,MorrisJC.Educationand Alzheimerdiseasewithoutdementia:supportforthe cognitivereservehypothesis.Neurology.2007;68:223–8. 45.ScazufcaM,MenezesPR,ArayaR,DiRienzoVD,AlmeidaOP,

GunnellD,etal.Riskfactorsacrossthelifecourseand dementiainaBrazilianpopulation:resultsfromtheSãoPaulo Ageing&HealthStudy(SPAH).IntJEpidemiol.2008;37:879–90. 46.CataldoJK,ProchaskaJJ,GlantzSA.Cigarettesmokingisarisk

factorforAlzheimer’sDisease:ananalysiscontrolling fortobaccoindustryaffiliation.JAlzheimer’sDis.2010;19: 465–80.

47.TatschMF,BottinoCM,AzevedoD,HototianSR,MoscosoMA, FolquittoJC,etal.NeuropsychiatricsymptomsinAlzheimer diseaseandcognitivelyimpaired,nondementedelderly

(9)

fromacommunity-basedsampleinBrazil:prevalenceand relationshipwithdementiaseverity.AmJGeriatrPsychiatry. 2006;14:438–45.

48.VerasRP,CoutinhoE.Prevalenceoforganicbrainsyndromein anelderlypopulationinametropolitanareaofthe

southeasternregionofBrazil.RevSaúdePública. 1994;28:26–37[ArticleinPortuguese].

49.GillSS,BronskillSE,NormandSL,AndersonGM,SykoraK, LamK,etal.Antipsychoticdruguseandmortalityinolder

adultswithdementia.AnnInternMed.2007;146: 775–86.

50.HargraveR,ReedB,MungasD.Depressivesyndromesand functionaldisabilityindementia.JGeriatrPsychiatryNeurol. 2000;13:72–7.

51.KalesHC,BlowFC,CopelandLA,BinghamRC,KammererEE, MellowAM.Healthcareutilizationbyolderpatientswith coexistingdementiaanddepression.AmJPsychiatry. 1999;156:550–6.

Referencias

Documento similar

rírse al interés que la Unión Soviética lia despertado en todos los sectores de la opinión británica desde que lucha con- tra Alemania, el autor contesta a la pri- mera

Aunque dichos resultados no sean tan notables como hubiese deseado quien se halla al frente del Proyecto, sobre todo por la defección de algunos miembros del

Ahí están, igualmente, esos jóvenes de- di ca dos a las tareas arqueológicas, que han enco ntrado e n el Museo Arqueológico de Córdoba no sólo aliento para

En cumplimiento del Reglamento de Grados y Títulos de la Universidad César Vallejo presento ante ustedes la Tesis titulada “Actitudes hacia la lectura y

Foram utilizadas 17 novilhas Nelore, com 20 meses de idade e peso médio inicial de 343,9 kg, durante 28 dias, para estudar o efeito de fontes de gordura ômega-3 (semente de linho,

por la Secret cación de crite ción entre las el título de o n de estudios o actividades f úmero de créd estino: Dicho e se refiere el e, excepto p Universidad d n la correspon

Resultados: Diferencias significativas entre grupos de estado nutricional en las variables antropométricas (sexo e IMC), capacidad funcional (Índice de Barthel y escala

podrán ser créditos eur ptiembre. ser objeto de de reconocim n, adaptación a el mismo tí aptación o eq onocimiento ntren en proc ndiente “tabla miento present de los de ca ditos