Crise económica - Portugal

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Repensar o Serviço Social em tempo de crise económica e financeira em Portugal

Repensar o Serviço Social em tempo de crise económica e financeira em Portugal

Este artigo tem como finalidade contextualizar as transformações da política social na área da ação social e na área da saúde em tempo de crise económica e financeira e de intervenção do fundo monetário internacional, do banco mundial e do banco central europeu (Troika), em Portugal nos últimos quatro anos. Analisamos o programa de emergência social que substituiu o plano nacional de ação para a inclusão e a evolução da implementação da rede nacional de cuidados continuados integrados. A partir destas evidências refletimos sobre os outcomes destas transformações no Serviço Social, evidenciando os aspetos negativos e os desafios para a categoria profissional. Para atingir os objetivos optamos pela análise de documentos, dados estatísticos e estudos efetuados nestes últimos anos sobre esta temática. Consideramos que num contexto de escassez de recursos e de orientação da intervenção para a emergência, o Serviço Social é desafiado a repensar-se como profissão sociopolítica tendo em conta a temporalidade da intervenção, a alocação de recursos e a formação dos profissionais.
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26 Lee mas

A política monetária não convencional do Banco Central Europeu face à crise na zona euro e a sua Influência na crise económica em Portugal

A política monetária não convencional do Banco Central Europeu face à crise na zona euro e a sua Influência na crise económica em Portugal

Face à crise económico-financeira internacional, eclodida em 2008, que assolou profundamente a Europa, tendo abalado os alicerces desta, o BCE, a atuar no contexto de um «choque assimétrico» (a crise das dívidas soberanas, despontada em 2010, na Zona Euro), teve de reformular as suas funções e tomar medidas de cariz não convencional. Desde a tradicional movimentação das taxas de juro, foi necessário ceder liquidez em quantidades avultadas e, in extremis, intervir no mercado secundário de títulos de dívida. Portugal, enquanto uma das economias mais fragilizadas por este choque, assistiu ao resvalar da sua economia para uma profunda recessão, situação que levou a que o país tivesse de pedir um resgate financeiro. Desta forma, a análise do caso português torna-se pertinente. Averigua-se que a ação do BCE, conjugada com o Programa de Assistência Económica e Financeira, constituiu-se como crucial para impedir o completo desmoronamento da economia portuguesa. A resposta do BCE foi um tanto ou quanto tardia, mas não falhou. Não obstante a incerteza do futuro, almeja- se uma recuperação de Portugal e, em caso de sobrevivência do Euro a esta intempérie, a União Europeia sairá fortalecida em todas as suas vertentes.
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50 Lee mas

Efeitos da crise económica na saúde mental : Portugal na União Europeia (2004-2012)

Efeitos da crise económica na saúde mental : Portugal na União Europeia (2004-2012)

105 destaca-se por ser o país com maior decréscimo do PIB. Como as taxas de emprego tendem a seguir o crescimento do PIB, verifica-se um aumento do desemprego, de uma forma geral, em todos os países da UE15, embora seja mais acentuado nuns países do que noutros. Destacam-se, a Grécia, Espanha, Irlanda e Portugal como os países onde a taxa de desemprego é maior e a Alemanha, onde durante este período a taxa de desemprego mais decresceu. A mesma evolução se constata no desemprego de longo prazo. Acresce ainda que a maioria dos portugueses mostra uma elevada insatisfação com a economia (90,0%), governo (84,9%) e democracia (55,2%) e Portugal é o país da UE15 onde esta insatisfação mais se fez sentir pelos cidadãos. Também no que se refere à insatisfação com o estado dos serviços de saúde, Portugal posiciona-se como o país onde esta insatisfação é mais acentuada (57,1%). A esperança de vida em Portugal é das mais baixas da UE15 (79,8 anos) mas à semelhança dos restantes países tem vindo a aumentar. Em Portugal as despesas totais em saúde mantêm-se relativamente estáveis entre 2006 e 2010. Na Grécia baixaram consideravelmente e onde mais aumentaram foi nos Países Baixos. As despesas públicas em saúde aumentaram, em Portugal. A Grécia foi o país onde a diminuição das despesas públicas em saúde foi maior. Entre 2004 e 2012, os benefícios sociais aumentaram em todos os países exceto na Alemanha. Este aumento foi uma consequência do incremento do desemprego que se fez sentir, pela maioria dos países da UE15 e foi superior em Espanha, Finlândia, Grécia e Portugal. A despesa pública com medidas sociais aumentou em Portugal, entre 2006 e 2012, mas foi a Finlândia que registou um maior aumento.
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145 Lee mas

As estratégias mobilizadas pelos migrantes Cabo-verdianos em Portugal no atual contexto da crise

As estratégias mobilizadas pelos migrantes Cabo-verdianos em Portugal no atual contexto da crise

Kóvacs (citada por Pereira 2008) considera que um emprego flexível se torna precário quando: i) não resulta de opção dos indivíduos; ii) oferece uma cobertura deficiente em termos das condições de risco e proteção social; iii) o trabalhador não tem formação na área do serviço; iv) não há associações (sindicatos) para a defesa dos interesses dos trabalhadores. Sendo assim, a precariedade domina os trabalhos dos imigrantes em Portugal, uma vez que a maioria vive e trabalha na precariedade. Neste contexto, Peixoto (2008) referia como explicações para a inserção laboral dos imigrantes, para o período que precede, imediatamente, o agudizar da crise económica e social, a então relativamente dinâmica procura de trabalho na economia nacional (mormente em trabalhos precários ou informais), a pouca regulação à entrada e a posterior inserção no mercado de trabalho dos imigrantes que estão em situação irregular e a complementaridade entre a mão‐de‐obra nacional e a força de trabalho exógena. Este “modelo de recrutamento”, caracterizado pela presença “ilegal” inicial, exploração no mercado de trabalho e regularização a posteriori com compensação de jure (mas muitas vezes não de facto) no plano da abrangência dos direitos, com destaque para os laborais (Malheiros, 2012), está, hoje, esgotado, tendo para isso contribuído fortemente a presente crise da economia. Efetivamente, a atual situação da
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133 Lee mas

A crise económica e seus impactos na habitação e na vulnerabilidade social

A crise económica e seus impactos na habitação e na vulnerabilidade social

Em Portugal vários autores referem que os problemas habitacionais (Ferreira, 1987, Ferreira et al, 1993 e Serra 2002), resultaram em grande parte: do rápido crescimento das áreas metropolitanas associado ao êxodo rural; do retorno dos residentes nas ex-colónias portuguesas após o 25 de Abril; do prolongado congelamento das rendas (que contribuiu para a degradação do parque e sobrelotação); do surto de construção clandestina; da insuficiência de habitação social e a sua má qualidade construtiva (levando a uma rápida degradação do edificado); da concentração de populações carenciadas socialmente homogéneas em bairros sociais (com consequências sociais significativas) e mais recentemente, da presença de imigrantes económicos, em que uma parte significativa destes, vivem em habitações precárias.
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21 Lee mas

TítuloO impacto da crise económica na situación laboral dos inmigrantes  Comparativa de España e Galicia

TítuloO impacto da crise económica na situación laboral dos inmigrantes Comparativa de España e Galicia

1. As persoas con dupla nacionalidade (española e outra) inclúense coas de nacionalidade española. 2. Desde o primeiro trimestre de 2007 inclúense os 27 países da UE (UE 27), agás España. Por tanto, a Alemaña, Austria, Bélxica, Dinamarca, Finlandia, Francia, Grecia, Irlanda, Italia, Luxemburgo, os Países Baixos, Portugal, o Reino Unido e Suecia acrecéntanselles os dez países (Chipre, Eslovenia, Estonia, Hungría, Letonia, Lituania, Malta, Polonia, a República Checa e Eslovaquia) que entraron a formar parte da UE desde o 1 de maio de 2004, así como tamén Bulgaria e Romanía, incorporados o 1 de xaneiro de 2007. Até o cuarto trimestre de 2006 os resultados da UE corresponden á UE 25.
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21 Lee mas

Marketing: estratégias de sucesso em tempos de crise económica

Marketing: estratégias de sucesso em tempos de crise económica

Como já referido, a crise iniciada nos EUA alastrou-se pelo mundo, com um impacto particularmente severo na Europa. Portugal foi também fortemente afetado pela crise, cujo impacto foi ainda mais severo, pois o país já apresentava grandes fragilidades na sua estrutura económico-financeira. O forte impacto da crise em Portugal, fez com que o país fosse sujeito a partir de 2011, e com uma duração prevista de 3 anos, a um exigente Programa de Assistência Económica e Financeira por parte dos seus credores internacionais, nomeadamente o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Portugal vive hoje uma situação de crise económica e social que se agrava continuamente. O agravamento do desemprego, do qual resulta o empobrecimento da população, torna-se numa das principais consequências da atual situação económica. Assim, será fundamental promover políticas públicas que possam contrariar a tendência verificada nos últimos anos, promovendo a recuperação económica, financeira e social do país.
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85 Lee mas

Crise económica e dificuldades familiares: Duas faces da mesma moeda?

Crise económica e dificuldades familiares: Duas faces da mesma moeda?

The media have promoted the idea that the economic crisis is strongly associated with a decline in mental health and with family important consequences. However, this seems to be a “truth” poorly studied in Portugal, despite being almost dogmatically assumed. Thus, this study analyses a sample of people (N = 287) which perceives the economic crisis as its main family problem, according to the following variables: family difficulties (SCORE-15), quality of family life (QOL), marital adjustment (DAS), marital satisfaction (EASAVIC), congruence (EC) and psychopathological symptoms (BSI). The results show that, although the crisis affects the quality of life, participants are resilient in terms of their family functioning, thus being conjugality the most affected relational area. Though they are sadder and more worried, the participants show themselves emotionally healthy. This study has some limitations, such as the sample characteristics, but nevertheless it contri- butes to fill the gap in scientific evidence concerning the impact of the economic crisis on the Portuguese families by means of a more psychosocial and less pathological approach. Keywords: economic crises; family, marital and individual functioning; Portuguese study
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15 Lee mas

A responsabilidade social empresarial num contexto de crise económica

A responsabilidade social empresarial num contexto de crise económica

A amostra escolhida para a presente investigação contempla quatro instituições do sector financeiro de Portugal, e quatro instituições do sector financeiro Espanhol. Foram selecionados tendo em conta os critérios de maior dimensão e visibilidade pública. A amostra de bancos Portugueses contempla: o Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A., o Millennium bcp – Banco Comercial Português, S.A., o BES – Banco Espírito Santo, S.A. e o BPI – Banco Português de Investimento, S.A.. A amostra Espanhola contempla: o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, S.A. (BBVA), o Banco Banesto – Banco Español de Crédito, S.A., o Banco Popular, S.A. e o Banco Santander, S.A.. Para o efeito foram recolhidos, nos respetivos Web-Sites das empresas incluídas na amostra, os Relatórios e Contas Anuais e os Relatórios de Sustentabilidade relativos aos anos de 2006, 2008 e 2010. Este cenário escolhido permite averiguar o impacto da crise financeira mundial nas práticas de divulgação de informação sobre RSE, sendo o período temporal de análise de três anos, 2006 – ano antes do da crise, 2008 – como primeiro ano da crise económica instalada, e 2010 – ano pós crise.
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124 Lee mas

Perfil e comportamento do consumidor verde no contexto de crise económica

Perfil e comportamento do consumidor verde no contexto de crise económica

Em Portugal foi apenas nos anos 80 que os problemas ambientais e os movimentos ecologistas ganharam força na sensibilização da opinião pública para os problemas do ambiente (Lima & Schmidt, 1996). Segundo Paiva & Proença (2011), os primeiros estudos surgiram como estudos isolados sobre o comportamento de reciclagem dos consumidores portugueses, a sua recetividade a campanhas de comunicação, e ao comportamento de compra de alimentos biológicos. Mais tarde, o II inquérito nacional sobre “Os Portugueses e o Ambiente” (Instituto Superior das Ciencias do Trabalho e Empresa - Universidade de Lisboa, 2001), veio proporcionar melhor informação sobre o consumidor verde. Os estudos levados a cabo nesta época chegaram à conclusão que são os portugueses do sexo feminino, jovens adultas, de elevado nível de escolaridade e de maior rendimento que se enquadram melhor e que admitem refletir mais sobre as suas preocupações ambientais nas escolhas de consumo que praticam. Mais tarde Paço (2005) apresentou um estudo onde apresenta o tipo de consumidor verde português que vai de encontro a muitos perfis definidos por outros investigadores internacionais. O consumidor, apresentado pela autora, apresenta não diferenças significativas entre género, tem uma idade compreendida entre os 18 e os 34 anos, um nível de escolaridade superior, tem um trabalho executivo ou profissional e é residente em zonas urbanas maioritariamente do centro.
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121 Lee mas

Crise económica e (in)cumprimento da Directiva Quadro da Água

Crise económica e (in)cumprimento da Directiva Quadro da Água

Sado e Tejo, alvos de descargas frequentes e consequente morte de milhares de peixes. Foram também divulgados alguns estudos sobre a qualidade das águas de consumo. A década de 90 foi marcada por dois outros fenómenos aparentemente opostos: a seca, que afectou sobretudo o Sul, mostrou que a água era cada vez mais um recurso escasso e uma necessidade estratégica para o país; as cheias, registadas em 1997 na região de Lisboa, mostraram que a água é também um agente destruidor. Entretanto, a água passou a ser encarada cada vez mais como um recurso sobre o qual é necessário obter mais informação, para estimular o conhecimento e o planeamento. A este propósito, assinale-se a publicação do Decreto-lei 45/94, que marca o arranque do Plano Nacional da Água e dos Planos de Bacia, e a criação do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), em 1995. Assinale-se ainda o facto do sector da água e saneamento contar com a comparticipação avultada de Fundos Europeus, absorvendo cerca de 80% dos fundos destinados ao Ambiente. E saliente-se o facto de o sector passar a organizar-se em alta e em baixa, ficando a empresa Águas de Portugal (AdP), criada em 1993, grosso modo, com a gestão em alta e as autarquias com o sector em baixa. Do ponto de vista das relações bilaterais, a água assumiu-se também como um foco de conflito transfronteiriço, designadamente porque os transvases previstos no Plano Hidrológico Espanhol, do início da década de 1990, ameaçaram os caudais que deveriam chegar a Portugal (um conflito atenuado com a assinatura da Convenção de Albufeira em 1998).
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12 Lee mas

Impacto da crise económica e financeira na performance das PME’s

Impacto da crise económica e financeira na performance das PME’s

Hoje em dia, o setor têxtil e do vestuário é caracterizado por ser uma das indústrias com maior crescimento em Portugal, constituindo uma base fundamental na indústria transformadora europeia e, desempenhando um papel crucial na economia nacional. O peso na economia portuguesa deste setor evoluiu desde o início da crise económica, contudo, continua a ter quase metade do peso que tinha em meados dos anos 1990. A principal quebra fez-se sentir entre 1997 e 2005, período que coincidiu com a entrada da China para a Organização Mundial de Comércio (OMC), assim como alargamento da União Europeia a leste. O setor têxtil e do vestuário apresenta vantagens comparativas relacionadas com a capacidade de produzir projetos que capturam gostos e tendências e, por terem a capacidade de influencias gostos e preferências. Este setor esta maioritariamente concentrado a norte do país, englobando a maioria das microempresas existentes nas regiões norte.
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87 Lee mas

Impacto da crise económica nas emissões atmosféricas industriais

Impacto da crise económica nas emissões atmosféricas industriais

Segundo a Agência para o Investimento e Comercio Externo de Portugal (AICEP), dentro do ramo da indústria transformadora em 2011, a indústria têxtil e do vestuário era responsável por cerca de 10% das exportações nacionais, 20,5% do emprego, 7,5% do volume de negócios. A indústria do calçado representava cerca de 3,2% das empresas, 5,6% do pessoal ao serviço, 2,4% do volume de negócios. Os produtos florestais representavam cerca de 14% do PIB industrial, 5% do emprego industrial e cerca de 11% das exportações portuguesas. Dentro do sector da cortiça, que assume particular importância para a economia nacional, representava 1,3% do emprego, 1,6% do volume de negócios, 2% do total das exportações nacionais (crescimento de 7% em 2011 e de 15,5% face a 2009) e cerca de 17,5% do total das exportações de produtos florestais. Em termos de Valor Acrescentado Bruto (VAB) os sectores que se destacam são os referidos anteriormente e encontram-se distribuídos como mostra a Figura 2.4.
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102 Lee mas

A crise, os direitos dos doentes auto-imunes e igualdade de género em Portugal

A crise, os direitos dos doentes auto-imunes e igualdade de género em Portugal

Tendo em conta o que foi dito relativo à adoção do PAEF, nomeadamente: o estudo realizado por Constantino Sakellarides e um grupo de peritos em que relata que o Programa não se debruçou sobre as implicações sociais das medidas, para além de que a falta de informação não permite, para já, revelar se as medidas adotadas foram adequadas aos fins a que se propunham; o Relatório da Primavera 2016, do OPSS, em que afirma que o impacto da austeridade não é conclusivo porque a crise económica e a dívida pública ainda não acabaram, mas consideram que as políticas de cortes orçamentais acarretam riscos para as áreas sociais; o Relatório da Cáritas, em que relata que os sistemas de proteção social continuam a ser pressionados e obrigados a adotar critérios restritivos; por último, os comentários do Comissário dos Direitos Humanos do CoE, afirmam que as políticas de austeridade devem ser estudadas de forma a que o impacto nos direitos humanos seja minimizado.
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103 Lee mas

"Entre marido e mulher, a crise mete a colher" : a relação entre pressão económica, conflito e satisfação conjugal

"Entre marido e mulher, a crise mete a colher" : a relação entre pressão económica, conflito e satisfação conjugal

Relações familiares e bem-estar na adolescência: Factores protectores e de risco em contexto de crise económica Descrição: Portugal atravessa actualmente uma época de crise financeira na qual várias famílias estão sujeitas a mudanças ao nível da sua situação profissional e rendimento mensal. Neste sentido, a literatura científica indica que a existência de dificuldades financeiras aumenta o conflito conjugal através do stress exercido nos indivíduos. Por outro lado, vários estudos indicam que os filhos são muitas vezes envolvidos no conflito entre os pais, directa ou indirectamente, por iniciativa própria ou dos pais. Embora o envolvimento dos filhos no conflito interparental ocorra na maioria das famílias saudáveis, quando esta situação se torna demasiado frequente e intensa pode perturbar o ajustamento sócio-emocional do adolescente, afectando o seu bem-estar. Considerando as evidências empíricas que indicam que as dificuldades financeiras aumentam a probabilidade de conflitos conjugais, faz sentido pensar que, em contexto de crise financeira, seja também mais difícil para os pais evitar discutir quando os filhos estão presentes, aumentando, desta forma, a probabilidade dos filhos serem envolvidos no conflito interparental. Contudo, o papel mediador do envolvimento dos filhos no conflito interparental, na relação entre este conflito e o bem-estar do adolescente, não foi ainda investigado no contexto de dificuldades económicas. Por outro lado, o papel que as estratégias de coping diádico do casal, e as estratégias de coping individual usadas pelos pais e pelos filhos, na relação entre o conflito interparental e o bem-estar do adolescente, também se encontra ainda pouco investigado.
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67 Lee mas

Influência da Crise Económica na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde

Influência da Crise Económica na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde

consequências da crise, podem levar a perturbações físicas e mentais. Outro estudo referiu que os suicídios tendem a subir durante as recessões económicas (Gili, Basu, Mckee & Stuckler 2012). Uma débil saúde mental é comum nas crises económicas e está associada com a depressão, suicídio e ansiedade (Chen, Li, He, Wu, Yan & Tang, 2012). A crise económica cria um nível de insegurança nas famílias e na comunidade, associada a efeitos secundários na saúde mental com probabilidade de aumento da taxa de suicídio e de mortalidade (OMS, 2012). Também o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) considera, no relatório de Primavera (2012), que a crise agrava os problemas de depressão, perda de autoestima, ansiedade, risco de comportamentos suicida e de dependências, bem como a prevalência de doenças infecciosas. Em Portugal, o referido OPSS cita os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE, 2010), em que os valores do suicídio foram mais elevados do que os dos acidentes rodoviários. As pessoas mais suscetíveis à crise económica atual são as crianças, jovens, famílias monoparentais, desempregados, minorias étnicas, imigrantes e idosos (Salgueiro, 2013; Butterworth, Bryan & Windsor, 2009). Outros autores referiram que a crise económica mundial de 2008 resultou em taxas de desemprego em massa estando estas associadas a níveis mais elevados de depressão, suicídio e ansiedade (Chen, Li, He, Wu, Yan & Tang, 2012). Se, por um lado, o desemprego pode piorar a saúde mental, por outro, os problemas de saúde mental podem tornar difícil manter o emprego (Cooper, 2011).
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11 Lee mas

A crise económica e financeira e o desafio da Estratégia Europa 2020: as políticas de austeridade na imprensa económica

A crise económica e financeira e o desafio da Estratégia Europa 2020: as políticas de austeridade na imprensa económica

lê-se na avaliação do think thank Bruegel ao programa (Jornal de Negócios, 21/02/2014). Face ao insucesso da consolidação orçamental e da inflexão da trajetória da dívida, o FMI continuou a insistir na continuação da re- dução dos salários (Pereira, 2014, p. 4), mas Governo e troika discordam sobre reforma do mercado laboral (Pires & Peixoto, 2013, p. 4). Á medida que o programa de ajustamento avançava mais se ia dando conta da queda do PIB, obrigando Portugal a viver uma recessão profunda. O investimen- to diminuiu de forma acentuada, destruindo cada vez mais o emprego e aumentando o desemprego, levando os jovens a emigrar, e agravando as desigualdades do rendimento. As consequências sociais do ajustamento no emprego, no desemprego, na desproteção social, no aumento das de- sigualdades e na emigração foram devastadoras (Costa & Caldas, 2013, p. 106). Entre o segundo trimestre e o primeiro trimestre de 2013, o desem- prego aumentou 60% e o número de desempregados 107%, e alteraram-se as condições de atribuição das prestações sociais de desemprego (Costa & Caldas, 2013, p. 102). O desemprego atingiu, assim, na sétima avaliação, os 18,5% (Pires, 2013, p. 10). O jornalista de Economia Nicolau Santos apon- tou, neste sentido, várias falhas ao programa de ajustamento. A troika no início do programa previu um ano de recessão e Portugal teve três anos. Previu que a recessão seria de 4%, e teve uma recessão acima dos 7% acu- mulada. Previu que o desemprego não ultrapassasse os 13%, e o desempre- go no final de 2013 chegou aos 17%, previu que a dívida pública descesse ao fim de um ou dois anos e a dívida pública aumentou. A receita da troika fez com que Portugal parasse de crescer quando a chave de todos os pro- blemas estaria no crescimento económico (Santos, 2017).
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20 Lee mas

Influência da crise económica nas escolhas alimentares dos trabalhadores da Universidade do Porto

Influência da crise económica nas escolhas alimentares dos trabalhadores da Universidade do Porto

Disponibilidades Alimentares As disponibilidades alimentares per capita atingiram em média as 3 963 kcal no quinquénio 2008-2012 (+2,1% que no período 2003-2008), o que permite satisfazer as necessidades de consumo de 1,6 a 2 adultos, tendo por base o aporte energético médio recomendado (2000 a 2500 kcal). Esta análise revela dois períodos marcadamente distintos: até 2010 um período de expansão caracterizado por elevadas disponibilidades alimentares e energética e a partir de 2010 com reduções acentuadas das disponibilidades alimentares. O ano de 2012 detém os níveis mais baixos de disponibilidades alimentares de carne de bovino dos últimos 10 anos. Seria igualmente necessário recuar 13 anos, para se encontrar um nível semelhante de disponibilidades alimentares de carne de suíno, passando a carne de aves, pela primeira vez de que há registos estatísticos, a garantir a principal disponibilidade de carne em Portugal (INE, 2014).
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89 Lee mas

Os ucranianos em Portugal : impacto da crise na interculturalidade

Os ucranianos em Portugal : impacto da crise na interculturalidade

Um aspeto crucial na exploração da imigração é a análise da evolução do fluxo imigratório no país de destino, determinando a sua dinâmica nos períodos certos, formada sob pressão de vários fatores, o que levará a prever o comportamento deste fluxo num futuro próximo. A monitorização e definição das principais tendências imigratórias começam a merecer uma atenção especial em virtude da crise económica, devido ao seu impacto social, que ativa o repensamento sobre as “necessidades” de acolher populações estrangeiras, especialmente com um fim laboral. Assim, com base no levantamento histórico do processo emigratório contínuo da Ucrânia, dirigido, principalmente, por razões económicas, constatamos que, do ponto de vista quantitativo, os imigrantes ucranianos, em comparação com as outras nacionalidades estrangeiras residentes nos países de destino, estão representados em concentração elevada, especialmente nos países geograficamente próximos. Contudo, a emigração ucraniana tem-se tornado, recentemente, de natureza global, com os emigrantes estando ou permanecendo, em grande quantidade, em países não conectados geográfica, cultural, histórica ou economicamente, como é o caso de Portugal. Como já se mencionou, na viragem do século, a paisagem imigratória de Portugal mudou, fundamentalmente em diversidade e quantidade, graças aos recém-chegados da Europa de Leste, com predominância da nacionalidade ucraniana. Desta forma, em 2001 a quantidade destas pessoas que obtiveram autorizações de residência, e que anteriormente se encontravam de forma irregular, foi estimada em mais de 45 000. Neste momento, “a hierarquia das principais nacionalidades deixa de ser encabeçada pelos imigrantes originários dos países lusófonos e passa a ser dominada pelos nacionais de países da Europa de Leste, com dominância dos ucranianos” (ver Tabela nº3) (Lages et al., 2006:68).
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97 Lee mas

TítuloAnálise da crise económica e dos seus efectos nos movementos migratorios hispano suízos

TítuloAnálise da crise económica e dos seus efectos nos movementos migratorios hispano suízos

A emigración a Europa cesou coa crise de 1973. O 6 de outubro de 1973, en plena celebración do Yom Kippur –Día do Perdón– xudeu, as tropas dos países árabes ve- ciños lanzaron unha ofensiva a grande escala contra Israel. Despois de tres semanas de loita, os israelís conseguiron restablecer a súa hexemonía coa axuda dos Estados Unidos. Esta breve guerra ía deixar un rastro profundo e non só no Oriente Próximo. Os países árabes, coñecedores do apoio que os países occidentais prestaran ao Estado hebreo, decidiron utilizar o petróleo como arma económica e bloquearon os envíos previstos aos defensores de Israel. Os prezos triplicáronse en moi poucas semanas –o barril de petróleo pasou de custar 3 dólares en outubro do ano 1973 aos 11,70 dólares de xaneiro de 1974– e aínda aumentaron máis nos anos seguintes. Foi o detonante da fin dunha época dourada, a longa etapa de crecemento económico que seguiu á segunda guerra mundial, que naqueles intres sufría a crise do sistema monetario internacional e as conseguintes presións inflacionistas.
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16 Lee mas

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