las am biciones de Craso
IV. Las guerras civiles
3. Roma tras la muerte de César
El a sesin ato de C é s a r no resolvía la crisis de la R e p ú b lic a , sin o que, p o r el co n trario , venía a ag u d iz a rla ; co n su m u erte se a b re u n o de los p eríodos m ás trágicos y co n fu so s de la historia de R o m a , en el que las g u erras civiles, cinco al m enos, co n stitu y e n la s o lu ción final a la r u p tu ra de acu e rd o s y a lia n z a s c o y u n tu rales, n o r m a lm e n te sellados m e d ia n te u n a a d e c u a d a p o lítica m a tr im o n ia l; de fo rm a i n m e diata, su m u erte p ro v o c a rá la p o l a r i z a c i ó n de la s o c i e d a d r o m a n a en « c e sa ria n o s» y «cesaricidas». El m arco histórico en el q u e se d e senvuelven los a c o n te c im ie n to s está constituido, a n te todo, p o r la i n c a p a c id a d de la n o b le z a p a r a h a c e r frente a la crisis; d ividida y sin el control de resortes de p o d e r tales com o la «plebe» y el « p ro le ta ria d o militar», la n o bilitas
se m o s tra b a i n c a p a z de a d o p t a r un a línea política que p e rm itie ra la res ta u ra c ió n de la R epública.
El ordo ecuestre co n stitu ía el otro sector de la clase privilegiada sobre e.L que C icerón fo r m u la b a la necesaria
concordia ordinum, c o m o p re m isa p ara
salir de la crisis. N o era i n t e r n a m e n te un sector so c ia lm e n te h o m o g é n e o y sus ideales políticos o s c ila b a n entre la R e p ú b l i c a y el p o d e r p e r s o n a l ;
afectad o s p o r la crisis e c o n ó m ic a que a rra s tra las g u erras civiles, los c a b a lleros p re fe rirá n en el p e río d o p o ste rior a las idus de m a rz o del 44 a. C. m a n e te n e rs e a lejad o s de los c o m p r o m isos políticos, pese a q u e entre los m is m o s existían im p o rta n te s gru p o s de «cesarian o s» .
C e s a r i a n a era, asim ism o , la plebe u r b a n a de R o m a , pese a q u e d e te rm i n a d a s m e d id a s del dictador, c o m o la p r o h ib ic ió n de los collegia, la h u b i e sen p e rju d ic a d o ; en las c iu d a d e s itá licas, la d ivisión política, entre p a r t i d a r i o s y e n e m i g o s d e C é s a r , se v e rte b ra b a co n b ase en p rin c ip io s p a recidos a los de R o m a ; m ie n tra s que las o lig a rq u ía s dirigentes de las d is tin tas c i u d a d e s se h a b í a n alegrado, c o m o a firm a C iceró n , p o r los a c o n te c im ie n to s de las idus de m a rz o , la plebe era ta m b ié n fiel p a r tid a r ia de C ésar, qu e la h a b í a b en e fic ia d o con a lg u n a s de sus m edidas.
F in a lm e n te , el ejército, p r o fe s io n a lizad o y co n fuertes vínculos p e r s o n a les, era c e s a ria n o y exigía la u n id a d de los p a rtid a rio s de César; en la cri sis final se con v ertirá en el fiel de la b a la n z a .
Es d e n tr o de esta c o rre la c ió n de fuerzas d o n d e d e b e m o s e n m a r c a r los aco n tecim ien to s i n m e d ia ta m e n te p o s teriores a la m u e rte del d ictador. U n p r im e r c o n a to de so lu ció n a la p r o f u n d a división existente en el interior de la clase privilegiada se in te n ta rá c o n s e g u i r e n la se s ió n del S e n a d o del 17 de m a rz o , c u a n d o el c e sa ria no m a r c o A n to n io y C iceró n , c o m o p o rta v o z de sus adversarios, a lc a n c e n u n a c u e rd o en b a se al c o n c e p to p o lí tico griego de la « a m n is tia » , que en la co y u n tu ra histórica concreta de R o m a im p lic a b a el re c o n o c im ie n to de la va lidez de todos los actos y d isp o sic io nes de C ésar, la p r o h ib ic ió n de toda a c u s a c ió n y, en c o n s e c u e n c ia, la a m nistia p a r a los a sesinos de César.
Se tr a ta b a de u n in te n to de a c u e r do. cuya fragilidad q u e d a r á c o n s ta ta d a i n m e d ia ta m e n te , al verse d e s b o r
d a d o p o r los a c o n t e c i m i e n t o s . En efecto, el 18 de m a r z o se leía el testa m e n to de C ésar, en el q u e se n o m b r a b a c o m o h e re d e ro de las tres cu artas partes de sus b ie n e s a su so b rin o C. O ctavio; el otro c u a r to era d e ja d o a otros dos s o b rin o s m e n o s próxim os, Q. Ped io y L. P in a rio ; c o m o segundos h erederos, en ca so de m u erte p r e m a tura o de r e n u n c ia de Octavio, se d e sig n a b a a M. A n to n io y a u n o de los asesinos, D. Bruto. Al p u e b lo ro m a n o se le g a b a n los j a r d i n e s del Ja n ic u lo
de los c e s a ria n o s y de los dos c ó n s u les del 44 a. C., M. A n to n io y Do- labela.
Sin e m b a rg o , las disp o sicio n es tes t a m e n t a r i a s d e C é s a r a r r a s t r a r í a n u n a c o n s e c u e n c ia a ú n m ayor; se tra tab a del n o m b r a m i e n t o de su sobrino c o m o heredero; octavio, qu e no h a b ía c u m p lid o los diecinueve años, se e n c o n tr a b a en estos m o m e n to s en Apo- lo nia, p r e p a r a n d o la c a m p a ñ a co n tra los partos; r á p i d a m e n t e regresará a R o m a , d o n d e llegó a finales de abril;
Marco Antonio (entre 44-30 a. C.). Denario
m ás u n a s u m a de 300 sestercios p o r cabeza.
La lectura del te s ta m e n to de C é s a r c o n trib u y ó a c re a r u n c lím a x p o p u la r de e x a lta c ió n del d ictad o r, q u e iría en a u m e n t o h a s ta los f u n e ra le s de C é s a r , c e l e b r a d o s el 20 de m a r z o , c u a n d o la m u l t i t u d d e s b o r d a el ac u e rd o del c o n c o rd ia a lc a n z a d o p o r M. A n to n io y C iceró n , b u s c a n d o a los c o n ju r a d o s , q u e p re firie ro n a b a n d o n a r la c iu d a d . D e esta form a, R o m a q u e d a b a c o m p l e t a m e n t e e n m a n o s a d o p t a n d o el n o m b r e de C. Julio C é sa r O ctav ian o , será b ie n acogido p o r los v e te ra n o s de C ésar. I n d u d a b l e m ente, el n o m b r a m i e n t o de Octavia- no c o m o h e re d e ro y el regreso de éste a R o m a c re a b a u n a s itu a c ió n política a ú n m ás co m p le ja , en ta n to que p r o p ic ia b a la a p a ric ió n de u n a d oble c a beza al frente de las filas cesarianas, d ific u lta n d o la política de M. A n to nio; m á x im e c u a n d o O c ta v ia n o ini ciará u n a política de a c e rc a m ie n to a C ic e ró n y al S enado.
54 Akal Historia del M undo Antiguo
En este c o n tex to se p la n te a el p r o b le m a de la d is trib u c ió n de las p r o vincias; co n a n te r io r id a d a las idus de M a r z o , la G a l i a C i s a l p i n a h a b í a sido c o n fia d a a D. Bruto; en c o n s e cu encia, tras el a se s in a to de César, esta p rovincia, rica en h o m b r e s y m e dios, p o d ía convertirse en u n b a lu a rte que c o n t r a p o n e r p o r p arte de la nobi
litas a los cesa ria n o s; de hecho. A p ia
no la c o n s id e r a b a c o m o u n a a c r ó p o lis del se n a d o , c o n la p o sib ilid a d de que q u ie n c o n tro la ra esta pro v in cia fuera d u e ñ o a su vez de Rom a.
D a d a la i m p o r ta n c ia de la G a lia C isa lp in a , M. A n to n io va a p re s e n ta r ante los com icios trib u n o s u n pro y ec to de ley p o r el q u e se m o d ific a b a la d istrib u c ió n de p ro v in c ia s existentes; el proyecto fue a p r o b a d o y la c o n s e cuente ley (lex de perm utatione provin
ciarum ) c o n c e d ía a M. A n to n io p o d e
res p o r c in c o a ñ o s (43-39 a. C., se m ejantes, en c o n se c u e n c ia, a los q u e se le h a b ía c o n c e d id o a C é s a r m e d ia n te la leX Vatinia del 59 a. C.), so bre la G a lia C is a lp in a y G o n a ta , en lugar de M a c e d o n ia q u e le h a b ía c o r re sp o n d id o ; en agosto del 44 a. C., los c a m b io s en la d is trib u c ió n de las p rovincias se c o m p l e t a b a n m e d ia n te la a p r o b a c ió n de u n a nueva ley qu e c o n ced ía a los cesaricidas, D. Bruto y C. Casio, la a d m in is tr a c ió n de C reta y C irenaica.
O b v ia m e n te , se m e ja n te r e d is trib u ción del p o d e r p ro v in cial d e b ilitab a a ú n m ás a los ce sa ric id as y cre a b a u n a correlación de fuerzas a ú n m ás fa vorable a M. Antonio. El Senado, ante I la s itu ació n c read a, re a c c io n a rá co n todos los m ed io s a su alc ance. De u n lado, C ic e ró n c o m e n z a r á sus d is c u r sos c o n tra M. A n to n io («filípicas»), en los que se exigía que éste fuese d e c la ra d o al m a rg e n de la ley, e in clu so lograba o b te n e r del S e n a d o la a n u l a ción de las d isp o sic io n e s a d o p ta d a s en las a s a m b le a s p o p u la re s; al m is m o tiem po, se c o n se g u ía la a l ia n z a con el hijo superviviente d e P om peyo. Sexto, al q u e se le n o m b r a praefectus
classis et orae maritimae, y se perm ite
q u e O ctavio c o m ie n c e a reclutar so l d a d o s, lo g ra n d o , incluso, que dos le giones qu e M. A n to n io tenía a s e n ta d a s en M a c e d o n ia se p u sie ra n de su parte; co n ello, el S e n a d o ro m p ía su a is la m ie n to y la co rrelació n de fuer zas se re e q u ilib ra b a.
A finales de noviem bre, M. A n to nio a b a n d o n a b a R o m a y se dirigía a la G a l i a C is a lp in a ; a c o n tin u a c ió n , los a c o n te c im ie n to s se precipitarían. D. B ruto es sitiado p o r los c o n tin g e n tes m ilitares de M. A n to n io en M óde- na; in m e d ia ta m e n te , el S e n a d o envía en a y u d a de los sitiados a los c ó n s u les del 43 a. C., los c e sa ria n o s Aulo H ircio y C. V ibio P ansa, cuyos c o n tingentes m ilitares se veían p o te n c ia dos p o r las fuerzas de O ctav ian o , a q u ie n el S e n a d o le h a b ía c o n c e d id o el cargo de p ropretor. C o n esta c o n j u n c i ó n de fuerzas, el S e n a d o logrará d e r r o ta r su c e siv a m e n te a M. A n to n io e n el Forum Gallorum y en M u tin a , p ero en el d e sarro llo de las o p e r a c io nes m ilitares u n o de los cónsules, A. Ircio, m oría, m ie n tra s que el otro, C. V ibio P ansa, resu ltab a herido.
C o n la g uerra de M ó d e n a del 43 a. C. se p o n ía fin a los tenues esfuer zos de c o n s e g u i r q u e los a c o n t e c i m ie n to s de las idus de m a r z o n o d e s e m b o c a r a n de nuevo en u n a guerra civil; los ideales cicero n ian o s, sobre los qu e se p r e te n d ía teó ric a m e n te res ta u r a r la R e p ú b lica de la concordia or
dinum y la a m n is tía del 17 de m arzo,
q u e d a b a n c o y u n t u r a l m e n t e s e p u l tados.