En los últim os confines de la Francia oceánica, junto a San Ju a n de Luz, se abre al am paro de una fortaleza el pequeño puerto denom inado Le Socoa. H asta él tuvo que llegarse Durieu, después de buscar vanam ente en Burdeos y Bayona un navio que se dirigiese a A sturias; y habiendo1 hallado em barcación el día 2 de mayo d e 1835, hizo la travesía hasta el famoso puerto cantábrico de Pasajes. Allí estaba fondeada una flotilla france sa, vigilando las costas de C antabria por causa de la guerra civil. En seguida consiguió del com andante otra pequeña em barcación para dirigirse a S an tan d er; pero una fuerte m areja da les impidió llegar a su destino, viéndose la chalupa obligada a buscar refugio en el puerto de Castro Urdíales, donde quedó
n u e s t r o v ia je r o . A los p o c o s d ía s p u d o e m b a r c a r n u e v a m e n t e e n u n a t e r c e r a n a v e c illa y, p o r fin , e l 18 d e m a y o d e s e m b a r c a b a e n G ijó n .
A n te s d e l l e g a r a l p u e r t o d e C a s tr o , y a h a b ía to c a d o e n la m a y o r p a r t e á a la s p o b la c io n e s m a r í t i m a s d e C a n t a b r i a y d e la p r o v in c i a d e S a n t a n d e r : S a n S e b a s t iá n , L e q u e i tío , B ilb a o . P o r t u g a l e t e , S a n to ñ a . E n to d o s lo s p u e r t o s d e a r r i b a d a e x p l o ró á v i d a m e n te lo s a l r e d e d o r e s ; m a s c o m o t e n í a e l p a p e l s e c a n te e m p a q u e t a d o y e s tib a d o , n o p u d o t r a e r s e d e a l lí m á s q u e u n a s p o q u í s i m a s p l a n t a s . J u n t o a l p u e r t o d e P a s a j e s , e l 6 d e m a y o , v io p o r v e z p r i m e r a y c o le c tó L i t h o s p e r m u m p r o s t r a t u m L o is., q u e h a b ía d e s e r le d e s p u é s f ie l c o m p a ñ e r o d e to d o e l v ia je . E n S a n t o ñ a , p r o v i n c i a d e S a n t a n d e r , c o n te m p ló e l 11 d e m a y o i n n u m e r a b l e s h u e r to s c o n C i t r u s L i m o n i u m (* ) y se a d m ir ó g r a n d e m e n t e a l v e r la s c e r c a s r e v e s t i d a s d e E r i n u s a l p í n u s . A s i m is m o e r a n o r n a m e n t o d e ta le s m u r o s P h a g n a l o n t r i c e p h a l u m C a ss. y S a x í f r a g a t r i f u r c a t a S c h r a d .
(*) No solo en S a n to ñ a , sin o ta m b ié n , a u n q u e m ás e sc asam en te, se c u ltiv a con é x ito en C a s tro C itru s L im o n iu m , lo cu al p a re c e q u e se les h a p a sad o p o r a lto a todos los carpólogos y geógrafos. E n el in te rio r de E sp a ñ a no se d a n in g u n a especie de C itrus. C asi todo el lito ra l ib érico a b u n d a en ellos, ta n to la costa m e d ite rrá n e a y d el E stre c h o d e G ib ra lta r como la d e l O céano A tlán tico . Todo el m u ndo sa b e q u e P o rtu g a l e n te ro es fe racísim o en C itru s y qu e no les c ie rra el p aso el río M iño, lím ite de la n a c ió n : el gén ero p e n e tra en G a licia y, sig u ien d o la co sta a tlá n tica, to d as sus especies lleg an fu rtiv a m e n te p o r Vigo y P o n te v e d ra h a s ta P a d ró n , casi a m ed ia la titu d en a q u e l re in o (Conf. L ab o rd e, Itin. d escr. Esp. II. 1808. p. 207. Q uer, Fl. Esp. III. 1762. p. 183. B ory, G u id e du voy. en Esp. 1823. p. 404;, de d o n d e no p a sa C itru s A u ra 7 itiu m (que p ro d u c e n a r a n ja s dulces). En cam bio, sigue a d e la n te C itru s v u lg a ris (q u e p ro d u ce n a r a n ja s am a rg a s), d e l q u e n o pocos e je m p la re s fru c tifi can en los h u e rto s d e L a C o ru ñ a y q u e a d o rn a , p la n ta d o en doble h ile ra , u n la rg o cam in o d e acceso a c ie rta fin ca r u r a l s itu a d a ju n to a l pueblo de B ergondo. T a m b ié n C itru s L im o n iu m se c u ltiv a en la c o m arca de El F e rro l (según te stim o n io d e R am ó n d e la S ag ra, q u ien , com o g a llego d e L a C o ru ñ a, conocía p e rfe c ta m e n te el asu n to ). S in em bargo, p a re c e q u e am b a s esp ecies se d e tie n e n allí, no p a sa n d o h a cia el in te rio r de G alicia. F a lta n , al m enos, te stim o n io s fid ed ig n o s d e u n a u lte rio r pe n e tra c ió n .
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J u n to a C astro , el 15 de m ayo, vio A s p id iu m F ilix -m a s y di~ la ta tu m , los d os m u y lu cid o s (de cinco a seis pies), W o o d w a r- d ia r a d ic a n s!, S m i l a x a sp e ra , L a u r u s n o b ilis, arb o re sc e n te y so m b re a n d o las fa ld a s de los m o n tes vecinos, O s y r is a lb a , d i v e rsa s O r o b a n c h e (p a rá s ita s so b re G a liu rn M o llu g o , P ie r is h ie- r a c io id e s?, V ic ia b ith y n ic a , etc.), M e n z ie s ia D a b eo ci (fre c u e n te e n to d a C a n ta b ria , e n la p ro v in c ia de S a n ta n d e r y en A sturias),
P h a g n a lo n tr ic e p h a lu m , H e lic h r y s u m S ta e c h a s , S a x ífr a g a h ir s u ta , S ile n e m a r í t i m a v a r. lo n g ifo lia , S ile n e n o c tu r n a y C h ei- r a n th u s in c a n u s L. (no v isto p o r mí).
L la m a la a te n c ió n e sp e c ia lm e n te la p r e s ín c ia d e W o o d w a r- d ia , h e le c h o e l d e c a r á c te r m á s a u s tra l e n tre los europeos, que s a lta d e sd e T e n e rife y M ad e ra (*) h a s ta P o rtu g a l y la isla ita lia n a d e Isc h ia . S u lím ite e x tre m o h a c ia e l n o rte a lá rg a se hoy a las co stas d e l G olfo de V izcaya. N o volvió a p re s e n tá rs e le a D u rie u en p a r te n in g u n a d a C a n ta b ria ni A s tu ria s ; p ero n ad a
No obstante, dando un salto de casi cien leguas, Citrus Lim onium aparece de nuevo en la provincia de Santander, en la costa cantábrica, región la m ás septentrional d e España, faltando por completo en los si tios interm edios y en todas las regiones situadas más al este. No inten ta ré yo explicar la causa del fenómeno, que sin duda es múltiple. Hago solo notar, siguiendo los apuntes de Durieu, que el aire de Santoña es m uy húm edo y que los montes s-e alzan muy cerca, al sur, (impidiendo el paso a los vientos australes), lo que allí, más que nada, parece ser favorable al Citrus. Y ha de considerarse que no basta uno solo de am bos factores, aire húmedo y montes cercanos hacia el sur, aisladamente. Así, en Gijón, donde el aire es muy seco y los montes quedan bastante lejanos a la costa, no puede vivir el fru tal; que tampoco se daría en S antander, aunque allí el aire es húmedo, porque los montes más pró ximos distan de la ciudad u na legua o legua y m ed ia; pero vive lozano a la intem perie y fructifica en Castro y Santoña, donde el aire está saturado de hum edad y, en ausencia de llanuras litorales, caen prácti cam ente a pico sobre el m ar los respectivos montes.
Durieu, ciertam ente, no ha realizado mediciones higrológicas; pero deduce las diferencias en este punto, con razón, de la gran abundancia y exuberancia de las plantas murícolas en Castro, Santoña y Santander, que en Gijón eran escasas y desmedradas.
más salir de Castro, puerto de la provincia de Santander, y di rigirse a la base del monte próximo, dio con cierta profunda cortada por la cual fluía el riachuelo que alimenta el acueducto de la pequeña villa, donde, acompañada por Laurus nobilis y muy abundante Saxífraga hirsuta, se ofreció a su vista la bellí sima y medio exótica Woodwardia, cuyas frondes 'radicantes en su ápicíe, inclinadas hacia el suelo, alcanzaban allí de ocho a diez pies. No teniendo a mano —ya se ha dicho— prensa ni papel de secar, se llevó los fragmentos que pudo entre el fondo de la valija y la ropa, como testimonio de tan sorprendente hallazgo.
II. G I J O N
Finalm ente arribó a Gijón (*), cuyo emplazamiento y carac terísticas vienen a ser las que siguen.
Los promontorios de San Lorenzo y de Torres, situados res pectivamente a oriente y occidente, forman un amplio seno de no poca entrada y, desde su fondo, sale hacia el m ar una peque ña lengua de tierra cuyo nombre es Punta de Santa Catalina. Junto a la misma, por la parte occidental, se halla el puerto, cerrado por un poderoso dique, bueno, pero estrecho y de acceso más estrecho aún. Solo entran en él, durante la pleamar, pe queños navios (chasse-marées, sloops, itrés-petits bricks y seme jantes), los cuales quedan en seco al bajar la marea.
Junto al puerto está la ciudad. Tiene algo más de seis mil habitantes y es abierta, sin murallas, pero ilustre por su anti güedad e historia, de florentísimo comercio y la más bonita de Asturias. A oriente y occidente se extienden estrechas franjas de arena, desde la ciudad hasta los promontorios, en los cuales —al igual que en el extremo de la Punta de Santa Catalina— la costa se alza en bravo acantilado (falaises, en lengua france sa). Por lo demás, toda la zona circundante forma una llanada y solamente a una legua de la costa comienza el terreno a e’evar-
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se en colinas que distan aún cuatro leguas de los montes más próximos, vecinos a Oviedo. Región abierta a todos los vientos, poco fértil, m ezquina sobre todo en plantas propias de paredes y tejados (tan espléndidas en Castro y Santoña) debido a la ex trao rd in aria sequedad del aire, abundante por el contrarío en plantas m arinas y m arítim as.
D urieu pudo explorar tales alrededores del 18 al 28 de mayo, viendo todavía en flor Scilla verna, Stellaria Holostea y Chei-
ranthus Cheiri. D iré ordenada y brevem ente las especies que
allí recogió.
P ropias de las rocas litorales y de sus cuevas, son Asplenium
m arinum L., A d ia n tu m Capillus-Veneris L. y Cochlearia da-
nica L.
Sobra los acantilados, se adornaban las praderas y sitios her bosos con Serapias occultata (especie nueva).
En la zona arenosa de la costa viven P hleum arenañum L.,
Festuca rubra var. (con espiguillas pubescentes), Triticum jun-
ceum L. y Rottbolla DC., L epturus incurvatus Trin. y subula- tus K unth, M erenderà Bulbocodium Ram. (en fruto), Potamo-
geton pectinatus L., R uppia rostellata Koch, Zannichellia pe-
dunculata Rchb., Zostera marina L., Triglochin m aritim um L.,
R u m e x bucephalophorus L., Chenopodium m aritim um L., A r
m eria m arítim a W., G laux m arítim a L., Leontodon bulbosus L.,
(Prenanthes bulbosa DC. Fl. fr.), Thrincia hirta Roth, Cotula
coronopifolia L., Daucus hispanicus DC., Medicago lupulina y
striata Bast., una M alva qu'a no conozco (*), Dianthus gallicus
Pers., Sagina m arítim a Don, Spergula sabuletorum (especie nue va), A renaria marina a Sm ith y peploides L. (no vista), Ceras-
tiu m tetrandrum Sm ith, Frankenia laevisL. (no vista), A lyssum
(*) M uy afín a M alva sylvestris, a u n q u e diversa, cierto, por su in d u m en to den sísim o y estrellado, que la h ace p an n o so -h irsu ta; por los cálices m ay o res ; b rácteas m ucho m ás anchas, aovado-redondeadas, y sépalos u n ta n to larg a m e n te acum inados, m ás larg o s q u e los carpelos. Al d isp o n e r solo de un pequeño fragm ento, no m e decido a d a rla por nueva.
viontanuvi L., Cakile marítima Seop., Raphanus maritimus Sin. (no visto), Ranunculus bulbosus L., trilobus Desf., muricatus L. y parviflorus L.
En prados muy húmedos cercanos al mar, se encuentra Ca- rex pulicaris L., divisa Huds., extensa Good., distans L. y ripa ria Curt., Juncus compressus Jacq. y Alisma ranunculoides L. En los sembrados es frecuente Phalaris brachystachys Link. Las restantes especies herborizadas en Gijón son éstas: Equisetum ramosum Schl., Chara foetida A. Br., Air a caryophil- lea L., Avena fragilis L., Danthonia decumbens DC., Bromus maximus Desf., Festuca uniglumis Sol., Koeleria albesoens DC., Briza media L., Tritícum ciliatum DC., Juncus bufonius L., As- phodelus albus L. (no visto), Scilla vem a Huds., Crocus nudiflo- rus Smith (en fruto), Iris foetidissima L. (no vista), Ophrys anthropophora L., Serapias Lingua L., una Euphorbia que no co nozco (*), Atriplex patula L., Acinos alpinus Moench (parasita- do por cierta Orobanche), Teucrium pyrenaicum L., Rhinanthus Crista-galli L., Orobanche Hederae Vauch., Scrophularia Scoro- donia L., Erinus alpinus L., Am m i Visnaga Lam., Polycarpon tetraphyllum L., Scorpiurus subvillosa L., Erodium malacoides W. y moschatum W., Sagina procumbens L. y apétala L., Poly- gala vulgaris L. y Senebiera pinnatifida DC.
III. O V I E D O
A cinco leguas de Gijón se halla Oviedo, la capital de As turias. Llegado allá Durieu, el 29 de mayo, no fue bien recibido por el gobernador de la provincia (**), hombre que solo pensa ba en sus tareas administrativas y no era lo suficientemente culto para elevarse a otros planos. De primera intención, se vio Durieu volviendo a casa y teniendo que renunciar a su propó-
(*) Cápsula y glándulas de Euph. segetalis, semillas de Euph. pro- vincialis.
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s i t o ; pero las ca rtas de recom endación q>ue tra ía le ganaron d i versos pro tecto res, p o r cuya m ediación obtuvo el perm iso para seg u ir adelan te.
De m a n e ra especialísim a le fu e ú til el ilu stre P érez (don Be nito P é re z de V aldés), anciano m uy aficionado a la Botánica y em in en tísim o en toda clase de conocim ientos, conversando con el cual pu d o a p re n d e r m uchas cosas, de sum a im portancia, re fe re n te s a la geog rafía y condiciones físicas de A sturias. Le sirvió, adem ás, de guía y com pañero en las cu atro prospecciones efec tu a d a s en to rn o a la población y en la base del m onte que lla m an N a ran co (3).
C erca de Oviedo, pues (e n tre el 29 de m ayo y el 5 de junio), herb o rizó S e ra p ia s co rd ig era L. y L in g u a L., A c in o s a lp in u s
M oench, V e ró n ic a s e r p y llifo lia L., L in a ria trio rn ith o p h o ra W.,
E r in u s a lp in u s L., G a liu m v e r n u m Scop., B u n iu rn d e n u d a tu m p y r e n a e u m DC., S a x ífr a g a tr ifu r c a ta Schrad., L y t h r u m H ys- so p ifo lia L., P o te n tilla s p le n d e n s Ram., G e ra n iu m s a n g u in e u m
L., L y c h n is corsica Lois., S a g in a a p éta la L., S p e r g u la a rven sis L . y s a b u le to r u m (especie nueva), D raba m u r a lis L. y A c o n itu m N a p e llu s L. (no visto). Especies e n tre las que son dignas de sub
(3) A continuación traducimos lo que sobre Pérez Valdés añadía Gay al describir Lmaria Perezii en los inéditos publicados al cabo de un siglo por L acaita: "Este don Pérez es el que Ortega tuvo por competi dor en sus aposiciones a la Cátedra de Botánica madrileña, en 1778. En 1811 Lagasca dedicó a.1 mismo, si no yerro, el género Perezia, de las com puestas, recientemente aceptado por Lessing (Synops. Gen. Composit. p. 408). Ya octogenario en la actualidad (aunque lleno aún de vida y de ardiente amor a la Botánica), honra y prez de Asturias, ha sido el de fensor acérrimo de que allí hubo menester D urieu: a su llegada, por la guerra civil en que ardían las vecinas regiones, suscitó, como extranje ro, toda clase de sospechas; y entonces Pérez, tras haber hospedado al francés en su casa, logró defenderle con su prestigio y diligencia infati gable incluso del propio desconfiado gobernador civil, con lo que pudo continuar hasta las cumbres de la Cordillera. Lleve, pues, una especie asturiana el nombre de tan probo y docto varón, al que Durieu confiesa deberse todos cuantos frutos haya podido producir su viaje” (Joum, Bot., Lcttid. 67: 207s).
ra y a rs e A c in o s a lp in u s y E r in u s a lp in u s , frecu e n tísim o s e n la zona b aja de A stu ria s y no m e ra m e n te alpinos com o e n F ra n cia ; L in a r ia tr io r n ith o p h o r a . p la n ta p recio sa q u e se ex tien d e , sin in te rru p c ió n , d esd e P o rtu g a l a A stu ria s (*) y no es ra ra en sus v a lle s; S a x ífr a g a tr ifu r c a ta S chrad., cuya p a tria e ra h a s ta hoy desconocida (¡y que, al flo recer, hace q u e los tejados ovetenses b lan q u ee n d an d o la im p resió n de qu e la niev e les ha cu b ie rto !). P o r fin, S p e r g u la s a b u le to r u m, especie m ás b ien m a rítim a , d e la q u e solo recogió D u rie u u n a m u e s tra e n Oviedo, m ucho m ás g ra n d e q u e las d e l lito ra l (véase m i descripción).
A stu ria s e s tá se p a ra d a del R eino d e L eón p o r una cad en a m o n tañ o sa q u e se p ro lo n g a d esd e C a n ta b ria h a s ta G alicia. En sus cu m b re s y la d e ra s m e rid io n a le s y se p tre n tio n a le s, c a re n te s p o r com pleto de arbolado, p a s ta n d u ra n te todo el v e ra n o re b a ños in n ú m ero s (**). A m ita d de la C o rd ille ra se a b re el P u e rto de P a ja re s, p o r el qu e pasa el cam ino re a l de O viedo a L eón (***). No hem os de o cu p a rn o s e n ab so lu to d el trozo de co rd illera situ a d o a l este.
(*) Quer y Ortega dan testimonio, en Fl. Esp. V (1784) p. 361, de que se ve con frecuencia en tierras de Galicia y asimismo se halla tanto en los montes de León como en los de Burgos, capital de Castilla la Vieja. P. Hermann, Quer y Ortega, Ventenat y otros afirm aron que la planta era de rizoma repente. Nosotros, después de cultivarla, podemos coincidir en lo esencial: Durieu vio en su huerto estolones subterráneos que, desde el cuello de la raíz, se alargaban hasta dos pies (y yo también los he observado, aunque más pequeños, en el Jard ín de Luxembourg). No obstante, creo que la raíz es de poca duración, más bien perenni zante que perenne.
(**) En parte vienen desde los últimos confines de Extrem adura, atravesando el Reino de León cada año, en mayo, de sur a ncurte: cami no de más de ciento cuarenta leguas que volverán a desandar en sep tiembre. Pastan, sin dejar uno, todos los puertos de los montes austra les de Asturias, aunque asentándose, por lo general, en la vertiente sur (es raro que pasen a la del norte). A causa de tales migraciones se les llama rebaños trashum antes. Están constituidos por una sola raza de ovejas, de lana finísima, que bajo el nom bre de m erinas se conocen universalmente.
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L a p a r te o c c id e n ta l, c u y a lo n g itu d es d e u n a s v e in tic in c o le g u a s, p r e s e n ta e n el c e n tr o su s m a y o re s a ltitu d e s (m o n te s d e T e v e rg a y d e S o m ie d o ), a lg u n a s d e la s c u a le s ca si a lc a n z a n el lím ite d e la s n ie v e s p e r p e tu a s . C o n s titu y e n e l b a s a m e n to d e ta le s c u m b re s ro c a s g r a n ític a s y c a liz a s p rim a ria s . M ás allá, los m o n te s so n m e n o s e le v a d o s (C u e to d e A rb a s, etc.) (4), todos p iz a rro s o s , a u n q u e h a y m á rm o l e n ello s (*), y se d e sp o ja n y a d e la n ie v e a m e d ia d o s d e ju lio . D e la lín e a d e la C o rd ille ra en
e s t? su tr a m o o c c id e n ta l, s a le n h a c ia el n o rte , p e rd ie n d o p a u la t i n a m e n te a ltitu d , m u c h ís im o s ra m a le s s e c u n d a rio s ; y d e s c ie n d e n o tro s t a n to s c u rso s de a g u a q u e, e n ú ltim o té rm in o , v a n a p a r a r a l N a ló n u n poco m á s a b a jo de G ra d o , no le jo s y a d e l m a r. A c a d a c o rd a l y a c a d a ria c h u e lo c o rre sp o n d e su v a lle m a y o r o m e n o r, o rie n ta d o s to d o s h a c ia e l n o rte , d e tie r r a fé rtil, a m o ro s a m e n te c u ltiv a d a . Si e x c e p tu a m o s la zo n a e n t r e O v ied o y A v ile s, a p e n a s h a y o tr a l la n u r a e n la p a r te o c c id e n ta l de A s tu ria s .
la C ordillera, en concreto, los m ontes contiguos al pueblo de Arbas [ “ S an ta M arra de A rv as” ]: pero no había pisado n atu ra lista ninguno zonas ulteriores.
(4) “ Pico de A rv as”, escribe Gay. A propósito de grafías y confu siones posteriores, cf. Collect. Bot. 5: 430, nota 4.
(*) El m árm ol abunda, sobre todo, en el valle superior del Nar- cea desde Cangas h asta Vega de Rengos y más allá. Sus tonalidades v a ría n m ucho (en Cangas, en el palacio de los Toreno, puede verse toda u n a colección de tales variaciones). Ju n to a Vega de Rengos hay una ca n te ra de la v aried ad casi totalm ente blanca, poco inferior al mármol de C a rrara, de donde se e x trajo el bloque p ara la estatu a de Carlos III q u e hay en el Palacio Real de M adrid (fren te por frente de la gran es calinata). En el valle han aparecido tam bién, iunto a Corias y Vega de Rengos, criaderos riquísim os de am ianto (según inform aciones del ilus tre Conde de Toreno).
Me inform ó asim ism o este señor de que apenas hay m etales en As tu ria s o, al menos, pocos o ninguno se beneficia. En cambio, ya es muy im p o rta n te la producción de h u lla en los alrededores de Langreo, no lejos de O viedo; en Avilés, ju n to a la m ism a costa, y en otros lugares. Dicho carbón, tran sp o rtad o ñor m ar al Reino de G ranada, se utiliza p a ra la m etalu rg ia del plomo procedente de los riquísim os filones que hay en las A lpujarras,
P uebla esta tie rra accidentada una raza p u ram en te española y autóctona, sin mezcla ninguna de san g re m ora. V iven p rin ci palm ente de la ag ricultura, mal provistos de m uchas cosas, pero insignes por su honradez ex trem a y sus pacíficas costum bres: allí se puede an d ar por todas p artes sin peligro alguno de la drones, au nque no se lleven arm as.
El clim a da las zonas bajas y próxim as al m a r es tem plado (*), poco más o m enos como el de nuestro lito ral de B retaña (e igualm ente desfavorable p ara la vid y el olivo). Sin em bargo, no excluye del todo —par'ece increíble— la palm era d atilera (P hoenix dactylifera): como a tres m illas de Oviedo se ven a l gunos ejem p lares la m ar de prósperos. De m anera local, en al gunos rincones abrigados de los valles, el calor del verano es inclusive suficiente p ara q u e m ad u ren las uvas.
Se cultivan por doquier T riticu m s a tiv u m, Secale cereale.
Zea M ays (vulgo maíz), Solanum tuberosum y P anicum itali-
cum . El maíz, en el valle de Grado, frecu en tem en te se siem bra a m ediados de junio, después de la recolección del centeno, pu- diendo aún com pletar su ciclo ( y así, como suelen acom pañarle de habichuelas y nabos, se obtiene de un mismo terren o cuatro clases de cosecha). Y con el m aíz se p rep ara ta n saludables ali m entos como con el trigo: en toda la com arca llam ada Conce jo de Gozón se alim en tan casi exclusivam ente de una papilla espesa, hecha con harin a de maíz, que llam an borona (5), sien