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FEDERICO SODI

E L J U R A D í

R E S U E L V E . .

M E M O R I A S P R O E M I O D E A G U S T I N B A R R I O S G O M E Z « l i l # J D A S S . M r E D I C I O N E S O A S I S , S . A . México - 1971

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1 5 d e d i c i e m b r e d e 1 9 6 9 , d e j a n d o e n p r e p a r a c i ó n l a q u e habría d e ser s u última o b r a e s c r i t a , u n a a u t o b i o g r a f í a q u e h u m o r í s t i c a -m e n t e apellidó L a s siete v i d a s d e l g a t o , p o r q u e t a n t a s veces así e s t u v o , d u r a n t e s u agitada v i d a , a p u n t o d e m o r i r , s i n q u e los h a d o s d e las s o m b r a s p u d i e r a n c o n d u c i r l o a l o s c u r o j a r d í n d e l más allá.

O a x a q u e ñ o de n a c i m i e n t o , los rasgos sobresalientes de su v i d a q u e d a b a n plasrr ados e n l a reseña biográfica c o n q u e o t r o o a x a q u e ñ o i l u s t r e , e l l i c e n c i a d o y e x m i n i s t r o d e l a S u p r e m a C o r t e d e J u s t i c i a d e l a N a c i ó n , A l f o n s o F r a n c i s c o R a m í r e z , o r n a r a l a p r i m e r a e d i c i ó n d e s u o b r a ú l t i m a : E I J u r a d o r e s u e l v e . . . Había c o n t r a í d o m a t r i m o n i o , F e d e r i c o S o d i , c o n M a r g o t S e r r e t d e S o d i , c o n q u i e n p r o c r e a r a c i n c o h i j o s : M a r g a r i t a , A l i c i a , F e d e r i c a , F e d e r i c o y C a r l o s . E s t e , el a b o g a d o C a r l o s S o d i S e r r e t , se ha p r o p u e s t o r e a l i z a r l a s e g u n d a e d i c i ó n de este l i b r o de su p a d r e , y este p r o e m i o i n n e c e s a r i o m e h a s i d o e n c o m e n d a d o a m í , sin más v a l i m i e n t o q u e e n m e m o r i a d e a q u e l l a a m i s t a d q u e anudó las vidas d e F e d e r i c o S o d i R o m e r o y d e m i p r o p i o p a d r e , amistad q u e a l g u n a vez d e r i v ó , p o s t e r i o r m e n t e , h a c i a u n r e c o n o c i m i e n t o i n m e r e c i d o , p o r p a r t e d e S o d i , h a c i a m i i n c e s a n t e y c o n t i n u a d a l a b o r p e r i o d í s t i c a .

D e b o , pues, a Carlos S o d i S e r r e t la i n m e r e c i d a distinción que m e h a h e c h o d e e s c r i b i r u n p r o e m i o q u e c o n s i d e r o i n n e c e s a r i o , p o r q u e l a o b r a d e s u i l u s t r e p a d r e n o necesita d e n i n g u n a p r e s e n t a c i ó n . Y s o b r e t o d o , le d e b o los datos b i o g r á f i c o s de q u i e n t a n b r i l l a n t e m e n t e s o s t u v o defensas e n l a é p o c a d e l J u r a d o P o p u l a r en M é x i c o , y q u e son los casos a q u e el l i b r o se refiere e ^ í l u T ó t a h d á d , t o d o s d e r e s o n a n c i a n a c i o n a l r E a niña q u e n u n c a t u v o u n a muñeca,^El j u i c i o d e l a V e n u s r u b i a , L o s n i e t o s d e los f e n i c i o s , E l caso d e las p a r t e r a s , e t c . , e t c .

P o s t e r i o r m e n t e , y a d e s a p a r e c i d o e l s i s t e m a d e los jueces d e l p u e b l o , F e d e r i c o S o d i s e c o n v i r t i ó e n p o s t u l a n t e a n t e los l l a m a d o s jueces de d e r e c h o , y o b t u v o , comcTTíntes, sonados t r i u n f o s e n e l m a n e j o , o t r a vez, d e casos d e r e s o n a n c i a también n a c i o n a l . A d e m á s , d u r a n t e c u a t r o años i m p a r t i ó las cátedras d e D e r e c h o Penal y de P r o c e d i m i e n t o s en la Escuela de J u r i s p r u d e n -c i a d o n d e , e n t r e sus a l u m n o s d i s t i n g u i d o s , t u v o a l l i -c e n -c i a d o

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MJgueJ_Alejmín, q u i e n a l ser p r e s i d e n t e d e l a R e p ú b l i c a l e o f r e -ciera a l q u e r i d o m a e s t r o u n a c u r u l d e d i p u t a d o f e d e r a l , q u e Federico S o d i n o a c e p t ó .

S i n e m b a r g o , s T l n c u r s i o n ó e n p o l í t i c a p o r dos ocasiones, cuando m e n o s , y s i e m p r e a l l a d o d e personas q u e m i l i t a r o n e n l a o p o s i c i ó n . E n las dos f u e asesor l e g a l d e los p r o t a g o n i s t a s , l o s generales S e r r a n o y A l m a z á n , p o r q u e S o d i t u v o s i e m p r e r o m á n t i -cas ideas r e s p e c t o a Ia"c a l i d a d de las personas y de l o s sistemas sociales. C o n e l p r i m e r o d e e l l o s , a p u n t o e s t u v o d e m o r i r e n H u i t z i l a c , h i p o t é t i c a m e n t e p e r d i e n d o u n a d e a q u e l l a s S i e t e vidas d e l g a t o . F a m i l i a d e n o t o r i o s a b o g a d o s y j u r i s t a s , F e d e r i c o S o d i f u e hermano d e o t r a l u m i n a r i a d e l f o r o m e x i c a n o , D e m e t r i o S o d i ( 1 8 6 6 - 1 9 3 4 ) , o a x a q u e ñ o d e o r i g e n c o m o a q u e l , y q u i e n f u e r a m i n i s t r o U e ~ l a S u p r e m a C o r t e d e J u s t i c i a d e l a N a c i ó n , c u y a presidencia o c u p ó d e 1 9 0 8 a 1 9 1 0 . T a m b i é n m a e s t r o d e l a Es-cuela N a c i o n a l d e J u r i s p r u d e n c i a , l o f u e d e l a L i b r e d e D e r e c h o , y en las postrimerías d e l P o r f i r i s m o m i n i s t r o de J u s t i c i a , a q u i e n l e c o r r e s p o n d i ó r e d a c t a r e l t e x t o d e d e s p e d i d a d e l a r e n u n c i a d e l general D í a z a la P r e s i d e n c i a de M é x i c o . E s c r i t o r t a m b i é n , D e m e t r i o S o d i r e d a c t ó e s t u d i o s s o b r e l a moneda y la r e o r g a n i z a c i ó n de los T r i b u n a l e s ; e s c r i b i ó las o b r a s : Mis sesenta días d e m i n i s t r o , L a j u s t i c i a y l a R e v o l u c i ó n , N u e s t r a L e y Penal, L a n u e v a L e y P r o c e s a l C i v i l y u n l i b r o t a m b i é n s o b r e E l J u r a d o e n M é x i c o , q u e p u b l i c ó e n 1 9 0 9 . C o m o s u h e r m a n o Federico, también D e m e t r i o S o d i f u e a b o g a d o d e f e n s o r a n t e e l Jurado P o p u l a r , y e n 1 9 2 8 l e t o c ó d e f e n d e r a l m a t a d o r d e l general Q b r e j ^ ^ J o s é d e L e ó n T o r a l * S i e l caso l o p e r d i ó , n o f u e por f a l l a alguna e n s u s i s t e m a d e d e f e n s a , s i n o p o r las u r g e n c i a s políticas d e l a h o r a , q u e así l o d i s p u s i e r o n .

A m b o s h e r m a n o s , D e m e t r i o y F e d e r i c o S o d i , h a n d e j a d o sus fichas biográficas en m u y b u e n o s lugares de los d i c c i o n a r i o s históricos de M é x i c o , p o r q u e l l e n a r o n de i n t e l i g e n c i a y a c c i ó n muchas buenas páginas de n u e s t r a v i d a p ú b l i c a . Q u i e n e s deseen conocer o r e c o r d a r u n p o c o l a ardentía m u l t á n i m e d e F e d e r i c o Sodi, adalid del d e r e c h o y l a j u s t i c i a , n o t i e n e n más q u e repasar con cariño las páginas d e este l i b r o , E l J u r a d o r e s u e l v e . . . , q u e además del interés q u e p u e d e n t e n e r c o m o reseña y c r ó n i c a de

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t r a s u n t o d e l a n o v e l a d e u n a v i d a r i c a y p l e n a , a m o r o s a m e n t e h u m a n a , d e f i n i t i v a m e n t e p r ó d i g a y , s o b r e t o d o , p e r m e a d a d e u n a f i l o s o f í a a r r e g l a d a h a c i a l a f e l i c i d a d . E s t e l i b r o , c o m o l a v i d a t o d a d e F e d e r i c o S o d i , será así c o m o u n a estela d e l h e c h o d e h a b e r v i v i d o b i e n , y c o n alegría, de su i n s i g n e a u t o r . A g u s t í n B a r r i o s G ó m e z . C i u d a d d e M é x i c o , e n e l o t o ñ o d e 1 9 7 1 .

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Federico Sodi nació en la, ciudad de Oaxaca de Juárez, la ma-drugada del 2 de marzo de 1890. A la misma hora, un incendio des-truía el almacén mercantil de don Vicente G a l l a r d o . Eí recuerdo de la conflagración se conservó por varias generaciones, ya que por estar situado ese comercio en uno de los portales que rodean al Zócalo, y dada la intensidad del fuego, las llamas salían por los arcos del portal y aun por los extremos de éste, pues se había formado un cañón de aire. Reconstruida la tienda, fue bautizada precisamente con el nombre de " E l Incendio".

Fueron sus padres don Carlos Sodi Candiani (gran señor, rico hacendado y senador de la República durante veinticinco años_con-s'ecutivos, "representando al Estado de Michoacán por la v o l u n t a d del Gran Elector don Porfirio Díaz) y la señora doña Refugio Ro-mero de Sodi, una gran dama.

Su vida como estudiante no ofrece aspectos de original relieve. Ni muy negligente ni excesivamente adherido a los textos, como tan-tos muchachos que obtienen invariablemente las calificaciones más altas, para después fracasar o no pasar de oscuras medianías en los azares de la vida práctica. No obstante ciertas impuntualidades en su asistencia, a los veintitrés años obtuvo el título de abogado, después de los dos exámenes de rigor, en el Instituto de Ciencias y Artes y en el Tribunal Superior de Justicia.

Hermano del gran jurisconsulto don Demetrio Sodi, se esperaba que Federico se hubiera desenvuelto, bajo su dirección y ayuda, en un jurista de valía. Pero al iniciarse en la vida profesional, se había realizado en el país el gran fenómeno social del triunfo de la Revo-lución jejaturada por don Venustiano Carranza, que trajo necesaria-mente el desquiciamiento de la organización administrativa del porfirismo respetada por el maderismo; y dentro del período de re-adaptación, la inestabilidad de los sistemas judiciales desorientó ne-cesariamente a los jóvenes abogados, entre ellos a Federico.

Durante diez años, hasta 1925, abandona toda actividad de

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rácter jurídico, y si maravillosamente no se olvidó en absoluto del derecho mismo, fue sin duda porque aquella insigne Escuela de Le-yes de la capital oaxaqueña era una fábrica infalible de sólidos ju-ristas, aun tratándose de malos estudiantes, gracias a la sabiduría y severidad de los maestros y a los magníficos métodos de enseñanza empleados. En esa década Federico voló sobre todos los jardines; probó todas las mieles: a las veces intentando el periodismo, otras las actividades mercantiles; pero especialmente las gimnasias de la vida alegre e improductiva de la llamada bohemia. No parecía ser un prospecto en el que cifrar muchas esperanzas. De vez en vez apa-recía por el estudio de abogado de su señor hermano, lleno de pro-mesas para enmendar su vida, pero sus airepentimientos eran vo-landeros.

Cierto día de los primeros meses del año de 1925, Federico ama-neció saturado de arrepentimiento por el desperdicio que estaba ha-ciendo de su vida, y se dirigió al señor licenciado don Everardo J. Gallardo, distinguido oaxaqueño, que desempeñaba el cargo de Pro-curador General de Justicia del Distrito y Territorios Federales, para soi£dtflrLe_amaj^2fl_d^ Fue nombrado miembro del cuerpo de fiscales.

La reacción de Federico fue rápida y brillante, a la vez que retri-butiva para la confianza que en él había depositado el Procurador, pues a los seis meses de desempeñar el puesto se le consideraba como el más valioso elemento de la Fiscalía, dado el número de condenas de reos que lograba en el Jurado Popular.

luí insistencia de los amigos de Sodi para que abandonara la ba-rra acusadora en el Jurado y se dedicara a trabajar como defensor, y además, ciertas divergencias de apreciación técnica con el nuevo Procurador de Justicia, licenciado Juan Correa N i e t o , lo decidieron a renunciar la fiscalía y a trabajar como abogado postulante. Anduvo con mucha fortuna en esta nueva actividad, y llegó a ser considera-do como uno de los mejores criminalistas de los últimos cuatro años de existencia del Jurado. En esa tribuna popular, ilustrada un día por Francbco Bulnes (que no era abogado), Ramón Prida, Francisco de Olaguíbel, Hipólito Olea, José Peón del V a l l e , Diódoro Batalla, Francisco de P. Morales y Adolfo Valles, Federico brilló en la mis-ma línea que José María Lozano, Querido Moheno y Víctor

Veláz-quez. ' Al hacer Lozano aquella su brillantísima defensa de María

Te-resa Landa, "Mis México", en las postrimerías del sistema judicial del Jurado, al despedirse de la tribuna de defensores, pues no creía tener oportunidad de volver a aparecer en ella si el juicio por jura-dos era algún día repuesto, porque quizá ya no viviría, dedicó un largo párrafo de su discurso a elogiar a los abogados juradistas que, por ser más jóvenes, podrían volver a presentar sus defensas ante el

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12 El jurado resuelve

rácter jurídico, y si maraiñllosamente no se olvidó en absoluto del derecho mismo, {ue sin duda porque aquella insigne Escuela de Le-yes de la capital oaxaqueña era una fabrica infalible de sólidos ju-ristas, aun tratándose de malos estudiantes, gracias a la sabiduría y severidad de los maestros y a los magníficos métodos de enseñanza empleados. En esa década Federico voló sobre todos los jardines; probó todas las mieles: a las veces intentando el periodismo, otras las actividades mercantiles; pero especialmente las gimnasias de la vida alegre e improductiva de la llamada bohemia. No parecía ser un prospecto en el que cifrar muchas esperanzas. De vez en vez apa-recía por el estudio de abogado de su señor hermano, lleno de pro-mesas para enmendar su vida, pero sus arrepentimientos eran vo-landeros.

Cierto día de los primeros meses del año de 1925, Federico ama-neció saturado de arrepentimiento por el desperdicio que estaba ha-ciendo de sti vida, y se dirigió al señor licenciado don Everardo }. Gallardo, distinguido oaxaqueño, que desempeñaba el cargo de Pro-curador General de Justicia del Distrito y Territorios Federales, para solicitüxb^jina plazaule agente deL.MinisterioJP{d2lico. Fue nombrado miembro del cuerpo de fiscales.

La reacción de Federico fue rápida y brillante, a la vez que retri-butiva para la confianza que en él había depositado el Procurador, pues a los seis meses de desempeñar el puesto se le consideraba como el más valioso elemento de la Fiscalía, dado el número de condenas de reos que lograba en el Jurado Popular.

La insistencia de los amigos de Sodi para que abandonara la ba-rra acusadora en el Jurado y se dedicara a trabajar como defensor, y además, ciertas divergencias de apreciación técnica con el nuevo Procurador de Justicia, licenciado Juan Correa Nieto, lo decidieron a renunciar la fiscalía y a trabajar como abogado postulante. Anduvo con mucha fortuna en esta nueva actividad, y llegó a ser considera-do como uno de los mejores criminalistas de los últimos cuatro años de existencia del Jurado. En esa tribuna popular, ilustrada un día por Francisco Buínes (que no era abogado), Ramón Prida, Francisco de Olaguíbel, Hipólito Olea, José Peón del Valle, Diódoro Batalla, Francisco de P. Morales y Adolfo Valles, Federico brilló en la mis-ma línea que José María Lozano, Querido M o f i e n o y Víctor Velaz-quez.

Al hacer Lozano aquella su brillantísima defensa de María Te-resa Landa, "Mis México", en las postrimerías del sistema judicial del Jurado, al despedirse de la tribuna de defensores, pues no creía tener oportunidad de volver a aparecer en ella si el juicio por jura-dos era algún día repuesto, porque quizá ya no viviría, dedicó un largo párrafo de su discurso a elogiar a los abogados juraílistas que, por ser más jóvenes, podrían volver a presentar sus defensas ante el

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Jurado del pueblo, mencionando en primer término a Federico, que era ya desde entonces gran defensor.

No fue Sodi un orador especialmente brillante en el sentido lite-rario y lírico; pero sí de un estilo personal que cautivaba al oyente y lo obligaba a seguirlo en la exposición, analítica pero amena, de los problemas que tenia que resolver dentro de la tesis que defendía. Lo que fascinaba el ánimo del auditorio era el espíritu de ironía que bullía en su dialéctica, ironía a veces sutil, a ratos cruel, para manejar a los contrarios, sin provocar antipatía en el oyente, porque comenzd>a por ironizarse a sí mismo.

Aun cuando Sodi llegó a ser un famoso defensor, nunca, reclamó admiraciones ni sugirió elogios, pues una de las características de su personalidad ha sido confesar que todo en ta vida le fue fácil. No en una actitud de falsa modestia, sino más bien de displicencia y desentendimiento del esfuerzo propio, porque él siempre ha sido un admirador decidido del esfuerzo ajeno, pero reclama para sí los fue-ros de ser un perezoso afortunado, dotado por Dios de la gracia de que sus actividades le resulten fructíferas.

Defendió muchos casos, algunas docenas, con fortuna emítante y llegó a hacerse pagar, cuando pudo, como los más acreditados de-fensores de la época; pero muchísimas veces defendió casos en que no cobró un centavo a los afligidos que no tenían para pagarle.

Ha escrito varias novelas muy gustadas: La c i u d a d t r a n q u i l a , Feliciano cumple medio siglo, Clase media. Produjo obras teatrales de éxito clamoroso en aquellos días en que lograr que el espectador entrara al teatro para ver una obra de autor mexicano era algo casi inimaginable.

Es un ameno conversador, y en las delicias de la plática cuenta que mucho del dinero que ganó lo ha derrochado en los catares de Dyonisos, Citerea y Birján, y que no se duele de haberlo hecho, sino tal vez de no poder seguir haciéndolo.

Este lifcro es una recopilación de memorias personales sobre sus experiencias de defensor criminalista. Todo lo escrito en él es ver-dadero, no ha sido creado por la fantasía del novelista; el lector lo va a encontrar como la más divertida y fascinadora novela, escrita en estilo claro, fluente y ameno, que sin duda le interesará, porque las historias que forman el libro no son la historia de Sodi, sino pá-ginas arrancadas al lino de la vida.

A L F O N S O FRANCISCO RAMÍREZ.

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Lo llamaremos prólogo

" A n i m u s mernmisse horreî..

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nocimiento me p i d e n q u e escriba alguna relación sobre los casos j u -diciales en que actué ante el Jurado Popular, n a t u r a l m e n t e que antes de que esa forma de j u i c i o desapareciera d e l procedimiento j u d i c i a l mexicano.

La sugestión me halaga y me produce, al m i s m o t i e m p o , cierta Bensación nostálgica. Porque c u a n d o se espera lo q u e podrían l l a marse memorias de un h o m b r e , a la par q u e se estima q u e éste t e n -drá algo interesante que referir, en cierta f o r m a se le insinúa q u e se apresure a decir lo que pueda decir antes de q u e se agote el ciclo de su existencia.

Probablemente lo que tenga q u e referir de m i s actividades como abogado de personas que f u e r o n juzgadas por el t r i b u n a l p o p u l a r carezca de interés, pero los q u e me h a n embarcado en la empresa hallarán su castigo en el hecho m i s m o de no encontrar, en esta co-lección de recuerdos, el arrastrante interés q u e supusieron h a l l a r . Es justo, por lo demás, que me acompañen en el fracaso, por a q u e l l o de haber sido "encaminadores de a l m a s " .

E n verdad m i carrera como c r i m i n a l i s t a , especialmente como " j u -radista", fue, si no clásica ni académica, por lo menos activa hasta el límite de las posibilidades físicas y digamos intelectuales. C o m o abogado " j u r a d i s t a " no trabajé sino unos cinco o seis años, los últi-mos de la existencia de ese sistema j u d i c i a l ; y a u n c u a n d o actué en ambos lados de la barricada, quiero decir en el l a d o de la acusación y en el lado de la defensa, más se me tiene como defensor a f o r t u

-nado que como acusador impío.

Como defensor debo haber aparecido en unos sesenta y cinco casos, de los cuales sesenta y dos f u e r o n resueltos por la absolución de mis afligidos clientes, siendo curioso observar q u e los tres casos en que los desafortunados sujetos que pusieron la defensa de su libertad en mis manos fueron condenados, estuvieron manejados, por parte de la acusación, por los tres agentes d e l M i n i s t e r i o Público a

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18 El Jurado resuelve

los q u e se concedían las mínimas posibilidades de pulverizar mis de-fensas.

No en vano dicen las Escrituras q u e el h u m i l d e será ensalzado y el orgulloso será h u m i l l a d o .

N u n c a he sido vanidoso, a menos de q u e esté enfermo de esa f o r m a de v a n i d a d , un poco difícil de d e f i n i r , de no considerarme vanidoso. Lo c u a l es u n a f o r m a vergonzante de la v a n i d a d .

Q u i e r o asentar que las tres veces, no más de tres, porque cuento y recuento las abolladuras de mi escudo y no pasan d e l cuarto de docena, en que perdí mis casos, no fue porque subestimara la capa-c i d a d de mis oponentes en la barra de la acapa-cusacapa-ción. O b t u v i e r o n ellos el éxito porque t u v i e r o n mayor razón q u e yo o porque t u v i e r o n ma-yor h a b i l i d a d y seso que yo para presentar su razón. Las gentes del m u n d i l l o de Belén (antiguo C o n v e n t o de los Betlemitas en México, d o n d e estaban instalados los Juzgados) fueron los que comentaron: " I V a y a , con quién fue a perder Sodi t a l J u r a d o ! "

Por supuesto que ese asombro no era sino u n a manifestación de d i s i m u l a d o regocijo, porque es m u y satisfactorio descubrir que los ídolos reverenciados por la m u l t i t u d hipnotizada t i e n e n los pies de frágil barro.

Sentí siempre m u c h a atracción por trabajar ante el Jurado Po-p u l a r Po-porque siemPo-pre he considerado que esa es la f o r m a Po- privile-giada de a d m i n i s t r a r justicia; pero no me fue fácil entrar por las puertas d e l t e m p l o . A decir v e r d a d , inclusive traté de introducirme en él en u n a f o r m a sorpresiva y subrepticia. La confesión de las cul-pas trae aparejada la absolución de ellas, según los doctores de la Iglesia.

A l l á por el año de 1923 h u b o un Jurado m u y ruidoso, tanto por el caso c r i m i n a l de que se trataba c o m o por la nombradía de los abogados q u e i n t e r v i n i e r o n en el j u i c i o . Se había consumado el se-cuestro de un conocido m i l l o n a r i o m e t r o p o l i t a n o para exigirle un fuerte rescate. La banda de los plagiarios estaba jefaturada por un m u y conocido abogado de esta c i u d a d capital de la República M e x i c a n a , t a n t o por su abolengo social, c u a n t o por lo sólido de su clientela. La víctima era un h o m b r e de muchos millones de pesos y de los más significados en las columnas de la crónica social de los periódicos. D u r a n t e los días en que el m i l l o n a r i o estuvo secuestrado, la emoción pública fue paroxistica; pero cuando se descubrió su pa-radero y la Policía lo rescató, la sensación ciudadana traspasó todos los límites de la emoción al ponerse en descubierto quién era el jefe de la b a n d a de los plagiarios.

El objetivo era, n a t u r a l m e n t e , d a r un sustancioso mordisco en la f o r t u n a d e l plutócrata plagiado; pero el destino real del precio del rescate era allegarse fondos para el f o m e n t o de un m o v i m i e n t o

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sedi-cioso en contra del G o b i e r n o : a q u e l conocido con el n o m b r e de la "Revolución de los Cristeros".

La banda de plagiarios y toda la mecánica d e l secuestro estaban organizadas dentro d e u n p l a n cinematográfico. A l secuestrado s e l e tuvo encerrado en u n a cueva de arena de u n a m i n a abandonada por las cercanías de Tacubaya. T o d a la banda se movía bajo órdenes d e l jefe expresadas en un lenguaje misterioso. Los componentes de aque-lla organización no se presentaban ante el m i l l o n a r i o plagiado sino envueltos en negras hopalandas y tocados c o n capuchas puntiagudas de color negro con unas aberturas al n i v e l de los ojos, lo q u e hacía imposible establecer su i d e n t i d a d . No se usó de malos tratos en contra de la presa; pero los doce o catorce días q u e permaneció alo-jado en la cueva, el no alimentarse a la cuisine française, el d o r m i r sobre la arena y las olvidadas comodidades d e l c u a r t o higiénico, se llevaron al trote una veintena de kilos d e l peso b r u t o d e l d i s t i n g u i d o señor.

Formaban la organización de j u r a m e n t a d o s unos diez o doce i n -dividuos, todos sujetos a la v o l u n t a d d i c t a d o r a d e l abogado, y las funciones de cada m i e m b r o d e l capítulo estaban perfectamente d e f i -nidas y circunscritas.

Cuando el proceso que se siguió fue l l e v a d o ante el Jurado Po-pular, la sensación del público era casi histérica. A p a r t e de la reso-nancia social de los nombres de los protagonistas, se movían en a q u e l juicio los abogados criminalistas más conocidos de M é x i c o . El M i nisterio Público estaba representado por d o n E n r i q u e M e d i n a , b r i -llante jurisconsulto que llegó a ser Procurador G e n e r a l de Justicia de la República. La acusación p r i v a d a , q u e en aquellos días se l l a maba por la ley " l a parte c i v i l " , había sido encomendada al i n i g u a -lable tribuno José María Lozano, al que tendré q u e referirme más de una vez en este l i b r o . La defensa de la docena de plagiarios se había puesto en manos de abogados como d o n Ramón Prida, viejo lobo de las lides judiciales que era l l a m a d o por sus amigos el " m i r a balas", porque contaba que habiendo sido testigo de u n o de los c o n -tendientes en un duelo, allá en los días de sus mocedades, había "visto" pasar cerca de su cabeza u n o de los proyectiles disparados por una de las pistolas de los duelistas. Estaba también N e m e s i o García Naranjo, ese gran lírico mexicano q u e apareció m u y raras ve-ces ante el Jurado porque su espíritu era demasiado d i l e c t o para co-locarse en la realidad d e l ambiente criminalístico; estaba también don Víctor Velázquez, que en aquellos días era j o v e n y había e n t r a -do de lleno por la puerta grande de la carrera de juradista con paso firme y audaz, y que en aquella ocasión iba encargado, nada menos, que de la defensa del abogado jefe de la banda de secuestradores. Y había también un grupo de esa b r i l l a n t e pléyade de defensores de oficio que defendían a los menesterosos y que eran fogueados y m u y

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inteligentes muchachos, entre los que recuerdo de a q u e l caso a José García G a m i n d e y a Gustavo L e n d e c h , muertos los dos; a Oscar M e -néndez, el clarísimo talento yucateco caído lamentablemente después en la dipsomanía q u e lo llevara a u n a m u e r t e lastimosa y que para mí siempre fue y seguirá siendo u n a m e n t e privilegiada; y no recuer-do qué otros recuer-dos o tres muchachos de aquella gloriosa mesnada de los defensores que pagaba el Estado para q u e defendieran a los reos insolventes.

Me colé entre aquella b r i l l a n t e constelación y en aquel caso t a n difícil, defendiendo a u n o de los miembros menores de la banda de plagiarios, un m u c h a c h i l l o que se l l a m a b a E d u a r d o C r u z Téllez, c u -yas funciones d e n t r o de aquella organización de secuestradores eran de menor i m p o r t a n c i a , tales como las de ir a buscar agua fresca para el secuestrado y sus guardianes a la fuente pública más próxima; ir a comprar cigarrillos para los q u e andaban escasos de ellos; hacer recados, y t a l vez ir a arrojar no m u y lejos de !a cueva de los secues-tradores los d e t r i t u s humanos. Logré que aquel inexperto sujeto me designara como defensor, ya q u e carecía de u n o p a r t i c u l a r , y t a l vez le prometí para seducirlo una l i b e r t a d al clamor de u n a f a n f a r r i a de clarines cuando saliera absuelto de la Sala de Jurados; y me hice presente como su defensor en el segundo día de las audiencias del juicio.

El juez, d o n G u i l l e r m o Schultz, también m u e r t o ahora, y los abogados de u n a y otra de las Barras recibieron mi presencia con d i s p l i -cencia poco alentadora para mi ánimo. Ni había antes t o m a d o parte en j u r a d o alguno, ni conocía tampoco una página de las actuaciones d e l proceso.

Pero a mi audacia correspondió la alardosa a c t i t u d de mi joven defendido, y a través de mis interrogatorios y de sus respuestas casi logramos, él y yo, demostrarle al Jurado que mi clinte era el Deus ex machina de todo el asunto.

Los debates de aquel caso f u e r o n quizá los más brillantes que nunca se oyeran en el Salón de Jurados de la desaparecida cárcel de Belén, en d o n d e estaban instalados los Juzgados de lo c r i m i n a l y la Sala de Jurados. H a y que recordar quiénes intervenían en ellos; pero de todos, el que o b t u v o un t r i u n f o deslumbrador fue Nemesio García N a r a n j o , que en el solo exordio de su discurso dedicado a saludar a los abogados de la parte contraria y a los compañeros de la barra de la defensa, arrancó u n a ensordecedora ovación de muchos m i n u t o s de aquel público de las audiencias que abarrotaba el Salón de Jurados. Y que, en el segundo período de su requisitoria, dedicado a los "muchachos de la prensa", logró entusiasmarlos hasta la locu-ra no obstante estar criticando irónicamente la parcialidad de-sus reseñas d e l juicio, evocando el episodio que Cervantes cuenta en el prólogo de la segunda parte del Quijote, de c ó m o un loco en las

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ca-lies de Toledo logró la admiración de la plebe que por millares se reunió a su alrededor mientras él soplaba incansablemente en u n a bolsa hecha de un pellejo reseco, hasta que logró d a r l e con el aire que introdujo en él la f o r m a de un a n i m a l , operación que duró a l gunas horas, mientras tenía pendiente la atención de aquella m u c h e -dumbre bobalicona y prendida en todos los movimientos del necio; el que dio por terminada su faena cuando en el odre vacío se con-figuró la forma de un can, y, d a n d o por rematada su labor y mos-trando su obra a los que estuvieron pendientes de ella, les d i j o con sorna: " Y a ven ustedes señores, c u a n fácil es, en un pellejo cualquie-ra, inflar un perro".

Y el resultado del juicio fue, debo decirlo inmodestamente, el más inesperado t r i u n f o para mí. A todos aquellos brillantes abogados, defensores de todos aquellos significados reos, no les fue p r o p i cia la suerte, pues todos sus clientes f u e r o n condenados por el t r i b u -nal popular. El juez impuso sentencias a los autores principales d e l delito: el abogado jefe y un h o m b r e de negocios que había f i n a n -ciado el plan fueron senten-ciados a sufrir once años de prisión, que todos cumplieron, menos el abogado, que falleció en la cárcel antes de extinguir su condena. Los demás f u e r o n condenados a penas m e -nores. Pero Cruz Téllez, mi cliente, el h u m i l d e mandadero de la banda, los empequeñeció a todos, pues fue condenado, gracias a mi atinada defensa, a diecisiete años de presidio.

Incomprensiblemente, aquel t r i u n f o mío no fue debidamente apre-ciado y no tuve ocasión de aparecer, d u r a n t e algunos años, ante el Jurado Popular.

Por lo demás, y para tranquilizar a mis lectores, les diré que C r u z Téllez se fugó de la cárcel, que n u n c a fue reaprehendido y que sé que es en la actualidad un h o m b r e respetable y respetado, sólido comerciante en una de las ciudades de la República.

Para la generación actual, el Jurado Popular es algo arcaico y d e l que hablan las personas mayores, igual q u e h a b l a n del " B a i l e de Palacio", número social c u l m i n a n t e en los festejos de la celebración del Centenario de la Independencia nacional en 1910; o d e l desfile de hermosas mujeres reclinadas en opulentos carruajes tirados por magníficos troncos de caballos al mediodía por la calle de Plateros; o de aquel Jockey C l u b exclusivo para millonarios de la época por-firiana; o del encanto del recato de las mujeres decentes y a u n de las no muy decentes de "aquellos tiempos". En f i n , "cosas de museo". No resulta ocioso, pues, d a r u n a idea de lo que era aquello del Jurado Popular.

La institución judicial del t r i b u n a l del pueblo es de origen i n -glés, y se funda en la teoría de que el h o m b r e debe ser juzgado por sus pares, por sus iguales. En realidad, la inspiración inglesa de la institución era la de que los nobles deberían ser juzgados por los

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bles y los plebeyos por los plebeyos. Por lo demás, los nobles no de-mostraban demasiada nobleza c u a n d o juzgaban y condenaban a sus pares, pues además de ser crueles eran un t a n t o sucios al i n v e n t a r las penas, como a q u e l l a de que al reo se le arrancaran de cuajo los intestinos; o que se le descuartizara por cuatro caballos a cuyas co-las estaban debidamente atados los cuatro miembros d e l i n f o r t u n a d o reo, y otras compasivas formas de ejecución de la pena de m u e r t e , que se les ocurrían a los señores Pares d e l Reino. Por supuesto que sin o l v i d a r la confiscación de los bienes d e l ejecutado, p o r q u e la jus-ticia de todas las épocas n u n c a ha sido g r a t u i t a . La Constitución Po-lítica de nuestro país se p r o n u n c i a d i c i e n d o que la justicia será gra-t u i gra-t a y expedigra-ta. Dos calumnias a la diosa T h e m i s q u e nada gra-tiene de desinteresada ni de diligente.

C u a n d o la institución d e l j u i c i o p o p u l a r fue acogida por los paí-ses democráticos, se e n c o m e n d ó s i m p l e m e n t e al pueblo la misión de declarar la c u l p a b i l i d a d de un a c i i s a d o , d e j a n d o la solemnidad de la función de i m p o n e r las nenas a los jqeces letrados.

E n México, e l T r i b u n a l Popular"se"formaba d e l a siguiente m a -n e r a : d u r a -n t e el mes de e-nero de cada año se publicaba u -n a lista de personas idóneas f o r m a d a por d o ¿ j n | l _ n o m b r e S j separados en cuatro grup.pj_d^qujni¿njtos, correspondientes a Tos c j j a ^ o ^ r i m e j ^ e s _ e n que se d i v i d e el año. La publicación de esas listas tenía por objeto que las personas nombradas que t u v i e r a n algún m o t i v o que les i m p i d i e r a desempeñar el cargo de j u j z _ p o p u l a r manifestaran sus razones, y si éstas se ajustaban a" la ley, ¿e borraba de las listas al i m p e d i d o . Se saneaban, pues, diremos, las listas, y u n a vez formadas en d e f i n i t i v a se^Egían_d^_ejj_as p o £ ^ o j t e o los nombres de las personas que debe-rían imeg£ar__£ÍJuTado en_caidaL caso. A este sorteo se le l l a m a b a j¡>

saculación.

Se sacaban ^rxinta nornbres para cada j u i c i o y en los momentos de hacer la insaculación, t a n t o el reo, por m e d i o de su defensor, como el M i n i s t e r i o Público, tenían derecho a rechazar hasta seis, por cada parte, de los designados por el azar. En todo caso, se completaba un g r u p o de t r e i n t a personas que eran citadas por el juez para que se presentaran en la Sala de Jurados. Se daba por supuesto que u n a vez que esos t r e i n t a llamados estuvieran presentes se procedería a hacer u n a se^und^Josaculación y, también designados por la suerte, se constituiríael j u r a d c T q u e ' funcionaba con nueve miembros p r o -pietarios y H^sr"a"tres~Suplentes"q5e~Tgnían que estar todós"presentes hasta el f i n a l del juicio.

C i e r t a m e n t e q u e aquellos t r e i n t a primeros sorteados no se presentaban en su t o t a l i d a d , a pesar de las prevenciones que se les h a -cían de imponerles u n a m u l t a o un arresto>>asta ele cinco chas, por-que a la gente le causaba terror a q u e l l o de perder cuatro días o u n a semana sentados en los no m u y cómodos sillones que se destinaban

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a los jueces populares, oyendo historias que no les i n t e r e s a b a n f e n un salón cerrado y muchas veces abarrotado*3e~público que caFgaba el aire con tufos desagradables.

Por esta razón cuando acudían a la cita d e l juez personas de m u -chas ocupaciones, hombres de negocios que tenían, precisamente aquella mañana d e l j u r a d o , que cerrar alguna i m p o r t a n t e operación mercantil; o algún c i r u j a n o al que estaban esperando justamente en esos momentos en el quirófano de cualquier hospital con el paciente anestesiado ya sobre la mesa de operaciones para que le extirpara un glaucoma p u l m o n a r ; o el ingeniero famoso que tenía que t e r m i -nar los cálculos de cimentación de un rascacielos, todos trataban de escaparse de salir sorteados en la insaculación d e f i n i t i v a para i n t e grar el jurado, ya hablándole al Presidente de la audiencia o al M i -nisterio Público, o al defensor para " q u e la suerte no los señalara", y librarse del engorro de pasarse u n a semana admimsjtrando^la jus-t i c j a ^ e L j i u e b l o ^ Y por arjus-tes de magiafnoTaTTan sorjus-teados*

Pero acontecía que cuando se declaraba constituido el j u r a d o y se iba a iniciar el juicio, había transcurrido ya media mañana; y la operación comercial del banquero se había frustrado; y el rascacie-los se había terminado de construir, y el enfermo que iba a ser acu-chillado por el cirujano había t o m a d o la resolución de morirse o de sanar de su enfermedad por obra de la naturaleza y se había m a r -chado a su casa. Y aquellos señores de tantos quehaceres que habían perdido su valioso tiempo y que n u n c a antes habíarrtenido ocasión de ver cómo era un j u r a d o Popular d e t e r m i n a b a n quedarse c u r i o -seando para ver cómo era la cosa. Y se levantaba el telón para el primer acto del drama j u d i c i a l ante los ojos de aquellos espectadores tan calificados, que permanecían acomodados como podían en la plataforma oficial de la Sala de Jurados, hasta que terminaba la a u -diencia de la mañana.

Pero al ir a comenzar la de la tarde y cuando el público se a p i -ñaba ya a las puertas del salón que todavía no se abrían, entre la muchedumbre estaban aquellos señores esperando la llegada d e l juez, del defensor o del agente del M i n i s t e r i o Público amigos, para que los colaran de rondón en la Sala de Jurados, porque la v e r d a d era que "ya les había interesado a q u e l l o " . /

Y así, durante todos los días que duraba el j u i c i o , por la mañana y por la tarde, permanecían incómodamente de pie haciendo conje-turas de lo que iba pasando, indignándose por el cinismo del acusa-do o justificanacusa-do la comisión del d e l i t o por los móviles que lo habían determinado; odiando a los testigos de cargo o indignándose en con-tra de los que presentaba la defensa, o b i e n riendo a todo con-trapo en los incidentes pintorescos que m u y frecuentemente se presentaban; y finalmente, cuando los jueces d e l pueblo abandonaban el salón para encerrarse a deliberar sobre la c u l p a b i l i d a d o la inocencia d e l

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24 El Jurado resuelve

reo, emitían su opinión y decían en q u é sentido h u b i e r a n votado, sinceramente arrepentidos de haber rehusado ejercer la alta y tras-cendental función de i m p a r t i r justicia, no la justicia técnica de los jueces rígidos de Derecho, sino la s u b l i m e justicia d e l h o m b r e h o n -rado.

T o d o esto hará pensar q u e el Jurado P o p u l a r no era otra cosa sino u n espectáculo m u y entretenido, a l a m a n e r a d e u n a comedia interesante representada por buenos comediantes c o n un tercer acto espectacular: u n a justa oratoria sonora y e m o t i v a de los abogados, q u e preparaba el epílogo encomendado a los jurados al p r o n u n c i a r su veredicto de absolución o de condena.

N a d a más equivocado. El j u i c i o ante el t r i b u n a l sí que era un espectáculo atractivo, m e j o r aún, subyugante, porque se ponía al des-cubierto el f o n d o d e l corazón h u m a n o ; p o r q u e se desenvolvía ante los ojos el misterio de la psicología y de las reacciones d e l ser h u m a -no; p o r q u e se tomaba p a r t e en esa i n q u i e t u d m o t o r a de la m e n t e : el descubrimiento de la v e r d a d . Los discursos con que se cerraba el j u i -cio, lo que se l l a m a b a los debates, no d e t e r m i n a b a n n u n c a la suerte de un procesado. Un caso se ganaba o se perdía a través de las p r u e -bas q u e se ponían a la vista de los jueces d e l pueblo, a través d é l o s i n t e r r o g a t o r i o s ' a l procesado,^ a los testigos, a los peritos en su caso. Él instinto d e l j u r a d o le hacia distinguir la v e r d a d de la m e n t i r a con u n a precisión m a t e m á t i c a ^ n a respuesta sencüla y clara, u n a m i r a d a serejTadel^testigo, u n gesto, ú h t e m b l o r d e manos, u n a a c t i t u d agre-siva c o n t r a algrTna.de: las¡partes contendientes, operaban sobre la m e n t e d e l juez p o p u l a r para descubrir quién estaba d i c i e n d o la ver-d a ver-d o quién estaba m i n t i e n ver-d o ; t o ver-d o por un m a r a v i l l o s o fenómeno intuitivos, ?

Los debates con los q u e se cerraba el caso ante el Jurado, el m o -m e n t o en q u e los abogados que representaban a la acusación, a la defensa o a la parte c i v i l abrían la espita de su elocuencia o hacían exposición de sus facultades lógicas, analíticas, deductivas para sostener el p u n t o de vista q u e c o n v i n i e r a al interés q u e les estaba e n -comendado; eran a la m a n e r a de los licores c o n los q u e se acompaña la taza de café después de u n a c o m i d a : algo q u e facilitaba la digestión de los p l a t i l l o s fuertes que se habían servido. Y esos p l a t i l l o s fuertes se i n i c i a b a n c o n los interrogatorios que se hacían al acusado, comen-zando c o n los d e l presidente de la A u d i e n c i a , que oficialmente se l l a m a b a Presidente de los Debates, c u y o interrogatorio, por concepto de la función i m p a r c i a l que se suponía desempeñaba, se esperaba fuera e q u i t a t i v o y ecuánime, analítico pero sereno. En la mayoría de los casos, desgraciadamente, era un interrogatorio tendencioso, pues generalmente el f u n c i o n a r i o , por a q u e l l o de la cuestión d e l o f i -cio, más estaba d e l l a d o d e l M i n i s t e r i o Público q u e de la defensa. Y el interrogatorio se perfilaba siempre hacia los cargos y no atendía

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a los descargos del afligido procesado. En algunas ocasiones la cosa era tan decidida que, cuando el presidente agotaba su interrogatorio y había exprimido los sesos y el espíritu d e l c u i t a d o acusado, y se daba_pox. satisfecho y pasaba al infeliz a las manos d e l M i n i s t e r i o Público para que lo interrogara, ya había q u e d a d o agotada t o d a l a _ materia tendiente. ,a_exhibjr a l ^ r p c e s a d o c o m o culpable. El M i n i s t e rio Público tenía que recalentar el interrogatorio siempre c o n la p a -sión del acusador, pues a u n c u a n d o el M i n i s t e r i o Público siempre ha clamado á voz en cuello que su función es u n a función ejercida de biipna fp, lo cierto es que el procesado, u n a vez q u e ha caído en el engranaje judicial, no tiene esperanzas desque se c u m p l a a q u e l l a prevenciónlegal^tan prometedora como|fáls¡u de q u e t o d o acusado será considerado inocente, mientras no se-^ruebe q u e existió un delito y que él lo cometió.

Y si para el M i n i s t e r i o Público era cuestión difícil encontrar a l -gunos puntos nuevos sobre los interrogatorios, no digamos c ó m o se ponía la cosa para el representante de la p a r t e c i v i l , es decir, la a c u -sación privada, que llevaba la voz de los parientes de la víctima.

Porque de todos los personajes que intervenían en un Jurado Po-pular, el papel más desagradecido, c o m o se dice en la jerga t e a t r a l , era el que le tocaba desempeñar al abogado q u e representaba la a c u -sación privada.

Actué yo ante el j u r a d o en varias ocasiones c o m o representante de la parte civil, y en las páginas de este l i b r o me referiré a u n o o dos casos en que f u i acusador p r i v a d o . Quizá en consideración a que generalmente llevaba la voz de la defensa, el público q u e asistía a las audiencias no me manifestaba exagerada antipatía; pero a abo-gados de más escasa actuación que la mía, les pasaba q u e tenían que revestirse de todo el estoicismo de que e r a n capaces para soportar la actitud del público espectador.

Es que acontece que la indignación q u e se apodera d e l ánimo d e l ciudadano en los días inmediatos al c r i m e n y q u e lo l l e v a n a desear, con todo su ser, que el culpable sea castigado con t o d o el rigor de la ley, se adormece con el transcurso d e l t i e m p o . Y c u a n d o el a c u sado, que es un ser h u m a n o que ha sufrido ya larga prisión, c o m p a rece en el Jurado para ser juzgado, la pasión pública ha t e n i d o t i e m -po de calmarse y ya no se niega a escuchar las razones o sinrazones, a considerar los estados de ánimo, las perturbaciones psíquicas q u e llevaron al acusado a d e l i n q u i r . ¿El__odio de los primeros días se ha adormecido, y el delincuente deja de ser a Ios_oios d E T ^ u b l Í c o j e i ~ víctimáfto-y se convierte en un ser humano~eñ desgracia, q u e se eru~~ frenta-él solo a toda una m a q u i n a r i a f o r m i d a b l e , estando todos los porcentajes de ser t r i t u r a d o en su contra.

Ahora que hace lustros ha desaparecido de la organización j u d i -cial mexicana el juicio ante el jurado, y que las condenas o

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absolu-26 El Jurado resuelve

ciones las p r o n u n c i a n los jueces con la f r i a l d a d de un criterio técni-jco^el público no se i r r i t a contra"el reo absuelto, sino contra el juez

que absuelve, sin pensar que el juez de derecho, cuando absuelve, es porque no tiene más remedio que absolver. Así acontecía en el Ju-r a d o : el_Juez_jJopuiaicjat haceJu-r lo contJu-raJu-rio de a c u e r d o T o n su_gentido i n n a t o de justicia. No obstante, el público qüe"tetjía^t^ñido o p o r t u n i d a d de informarse sobre los móviles del d e l i t o y había sopesado la fuerza y a u t e n t i c i d a d de la prueba, esti-maba los casos de d u d a razonable, y no se indignaba por u n a abso-lución.

El último q u e interrogaba al procesado era el defensor. También a los testigos que se i b a n presentando, pues, como en todas las eta-pas d e l j u i c i o , tocaba a la defgjigamd_ecir l a s t i m a palabra. Esto, que

parecía u n a ventaja, no dejaba de tener sus riesgos. En p r i m e r lugar porque generalmente c u a n d o el reo llegaba a las manos de su de-fensor para que lo interrogara, había sido sometido a un largo tra-t a m i e n tra-t o q u e le había destra-trozado el sistra-tema nervioso. Y estra-taba de t a l manera excitado que en cada pregunta veía u n a t r a m p a , y en frecuentes ocasiones, el m i s m o defensor, que para f u n d a r algún punto f o r m u l a b a tres o cuatro preguntas relacionadas, al hacer la p r i -mera producía en el procesado un estado de desconcierto y angustia, porque le sonaba como peligrosa a su causa sin poder a d i v i n a r cuál era el p l a n d e l interrogatorio y contestaba titubeante y desconfiado. Y algunas veces contestaba en contra de las esperanzas d e l defensor. Para nosotros la parte más delicada de u n a defensa fue siempre la de los interrogatorios. En la época en que actuamos ante el Jurado Popular, se tenía por el más peligroso interrogador al señor licen-ciado Q u e r i d o M o h e n o . Efectivamente, su técnica era m u y hábil, pues p r o c u r a h a ^ a c e r que; el testigo se le confiara» a u n los testigos q u e i b a n en contra de su parte; nunca les hacía preguntas en voz altanera sino hasta que consideraba que les había inspirado la se-g u r i d a d de que el tan, famoso interrose-gador no lo era t a n t o , y se sen-tían seguros de " p o d e r con é l " , y entonces les lanzaba tres o cuatro interrogaciones aplastantes. Por lo general lograba el objeto que se proponía e impresionaba a los jurados en el sentido de q u e la decla-ración era falsa, si se trataba de un testigo en contra de su cliente. Sus interrogatorios eran amenos y los interrumpía a m e n u d o para contar un cuento o decir un chascarrillo o p o r t u n o .

Tenía f a m a de gran interrogador el señor licenciado Telésforo O c a m p o , pero su técnica no nos gustaba porque preparaba sus inte-rrogatorios por escrito y al j u r a d o no se podía llevar un cuestionario escrito, porque t a l clase de j u i c i o era un c o n t i n u o ejercicio de agi-l i d a d m e n t a agi-l y agi-las situaciones que se presentaban de improviso ha-bía q u e resolverlas en el acto; y los interrogatorios tenían que

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ajus-tarse a las incidencias d e l m o m e n t o y no se podía prever c ó m o ni qué iban a preguntar los contrarios.

Don José María Lozano, ese magnífico t r i b u n o , el q u e iba a m u -chos kilómetros de distancia adelante d e l mejor de los abogados que trabajábamos en el j u r a d o a la hora de los debates, era un pobre interrogador. No resistimos contar esta graciosa anécdota:

Chema Lozano, que t a l era el n o m b r e con que se le conocía, más que por José María, y el que esto escribe representábamos a la acu-sación privada en el j u r a d o de un siriolibanés l l a m a d o Julián K a n a h a n ,

acusado del h o m i c i d i o de otro siriolibanés. C u a n d o el juez que presidía el juicio dio la palabra a la parte c i v i l para interrogar al p r o -cesado, inició el interrogatorio el licenciado Lozano; y con aquella su voz profunda que parecía salirle de lo más h o n d o d e l pecho hizo la primera pregunta, t a n sencilla como ésta: "Dígame K a n a h a n , ¿cuántos años tiene usted de haber v e n i d o al país?" En r e a l i d a d no podía haber pregunta más inofensiva; pero aquel h i j o d e l Líbano era una pieza m u y seria; y en lugar de responder a lo que se le p r e g u n -taba, se dirigió a C h e m a Lozano y le d i j o : "Señor, no me hables, tiemblo ante t i , tú eres el huracán y yo soy la miserable h o j i t a de un rastrojo en el desierto." Lozano lo increpó, hablándole de tú: " C o n -téstame a lo que te pregunto, no me vengas con orientalismos." Y el procesado volvió: "Señor, te lo repito, tú eres el sol que me ciega, no puedo verte, no puedo alzar mis ojos hacia t i , soy un miserable insecto en tu presencia." Francamente i r r i t a d o ya, Lozano le d i j o : "Tú eres un truhán, contéstame a lo q u e te p r e g u n t o . " Y el otro, en el mismo tono: "Señor, tu voz resuena en m i s oídos como el t r u e n o , la catarata no produce el estruendo q u e tus palabras me hacen sen-t i r . " Y se volvió Lozano hacia mí y me d i j o desesperado: " L i d i e us-ted a este marrajo."

Y como el marrajo no me consideró ni el sol, ni el v e n d a v a l , ni la catarata, tuve la f o r t u n a de lograr algunas declaraciones m u y f a -vorables para la causa q u e m a n c o m u n a d a m e n t e representábamos José María Lozano y yo.

Como decíamos antes, el j u r a d o iba n o r m a n d o su criterio a t r a -vés del desarrollo de las audiencias, iba haciendo su propia composición de lugar, de t a l manera que cuando se llegaba a la parte m e -ramente literaria del juicio, como eran los debates, era m u y poco lo que se podía lograr para hacer variar la decisión que ya se habían f o r -mado los jueces populares.

En dos formas se calumnió siempre al j u r a d o . Se d i j o de él q u e era venal; y se le imputó que e r a u n a máquina absoLvedora. Las dos imputaciones son falsas de to3a~TaTiedad.

No negamos que alguno de los jueces populares haya sido capaz de poner ajeníate su voto; pero eso era desusado y los defensores de algún presngToTRj osaban arriesgar el éxito de un caso t e n t a n d o a

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los jueces populares c o n dádivas. Sobre t o d o en los casos en que las insaculaciones de los jurados se hacían c o n c u i d a d o y apego a la ley, p o r q u e los que eran designados por la suerte, t o m a b a n m u y en serio y m u y honestamente su función de jueces.

T a m p o c o es v e r d a d q u e f u e r a n absolvedores contumaces. Sí h u b o algunos casos en q u e a u n con la convicción de la c u l p a b i l i d a d de un reo lo ponían en la calle; pero era porque no consideraban q u e la pena q u e esperaba al reo condenado fuera la q u e merecía por el de-l i t o que había cometido; y t o m a b a n en cuenta q u e un veredicto con-denatorio producía u n a sentencia de m u c h o s años q u e era excesiva para la falta q u e se juzgaba.

Por lo demás, esta consideración de lo inadecuado de la pena q u e iba a caer sobre el reo, no era solamente u n a de las fallas d e l j u r a d o en México. En todos los países latinos p r o d u j o siempre el m i s m o temor. Las nuevas leyes d e l Jurado francés h a n encontrado la solución a ese peligro; y ahora el Jurado en Francia tiene i n t e r -vención también en la determinación de la pena. No en su aplica-ción, p o r q u e ésa sigue siendo f a c u l t a d exclusiva d e l juez; pero se pone a la consideración d e l j u r a d o la pena mínima y la máxima y los términos intermedios c o n que se puede castigar el d e l i t o ; el j u -rado va v o t a n d o la duración de esa pena y el juez la i m p o n e .

La v e r d a d de las cosas es que el Jurado era un termómetro de la^ m o r a L s o c i a f ^ C o m o agente del Ministerio Público acusé en cierta ocasión a un ladronzuelo que u n a mañana se había i n -t r o d u c i d o por un balcón a la casa de u n a m u j e r , y encon-trando un ropero abierto se apoderó de u n a pequeña c a n t i d a d de d i n e r o . Lo acusé como responsable de un robo en casa habitada, d e l i t o fuertem e n t e penado por la ley. A d e fuertem á s , el t i p o tenía antecedentes de l a -drón; pero contó al Jurado u n a historia d e l i n m i n e n t e parto de su m u j e r , y de la absoluta p e n u r i a en que se hallaba q u e lo obligó a introducirse a robar esos cuantos pesos, para proporcionar asistencia médica a la m a d r e de su h i j o . La pena q u e le correspondía era de seis o siete años y el j u r a d o lo absolvió.

Me indignó el veredicto, y comentándolo después c o n algunos de los jurados, haciéndoles ver que el absuelto era un ratero vulgar, alguno de ellos me contestó: "Es v e r d a d , licenciado, pero cuando ve u n o a v n m i n i s t r o d e Estado a l q u e todos e n M é x i c o conocían como un sujeto que no tenía camisa que cambiarse y ahora tiene un pala-cete en un barrio residencial, y ha hecho poner de oro las llaves del baño de la casa de su amante, nos parece u n a gran injusticia social m a n d a r a la cárcel a un pobre diablo q u e t a l vez robó por u n a ex-t r e m a necesidad, en u n a siex-tuación de angusex-tia en q u e cualquiera de nosotros también es capaz de entrar en u n a casa a r o b a r . "

Esto no es sentimentalismo, esto es en r e a l i d a d la más pura de las justicias, porque es la q u e p r o n u n c i a un juez q u e no tiene

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dere-cho de condenar a un h o m b r e si considera q u e puesto en el caso d e l delincuente, hubiera obrado como éste.

Sí, oigo el clamor de los apóstoles. ¡El c u i d a d o de la seguridad social! IE1 r o m p i m i e n t o d e l e q u i l i b r i o de la c o m u n i d a d l I L a protec-ción del Estado al ciudadano!

Todo eso está m u y bien; pero es convencional, impuesto p o r la necesidad, contrario a la admonición escrita q u e se ponía a la vista de los jurados:

" L A L E Y NO TOMA EN CUENTA A LOS JURADOS LOS MEDIOS POR LOS} CUALES HAN FORMADO SU CONVICCION. SÓLO L E S MANDA INTERROGARSE^ CONFORME A SU CONCIENCIA SOBRE SI EL ACUSADO ES CULPABLE O NCJ

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Procuraduría de Justicia del D i s t r i t o Federal. Llevaba un poco más de un año desempeñando el cargo y había t e n i d o f o r t u n a , pues h a -bía logrado un porcentaje considerablemente alto de condenaciones del Jurado Popular en las ocasiones en que llevé la voz de la acu-sación pública. Comenzaba a decirse de mí que tenía c a l i d a d de

abogado juradista, y las voces de las sirenas llegaban a mis oídos i n -sinuando que abandonara la barra de la acusación y me lanzara a la de la defensa.

Acababa yo de casarme, y para instalar el hogar conyugal me había hundido hasta el cuello en el p a n t a n o de las deudas, y no veía manera de salir de él si mis aletas de natación tenían que seguir siendo las raquíticas de mi sueldo de fiscal. La administración de justicia y lós~orgíñisrrios~coñéxo siempre los parientes po-bres de la gran familia que mantiene el Padre Presupuesto N a c i o n a l . Mi soldada era, pues, anémica, y se desangraba todavía cuando el día de pago tenía que pasar sucesivamente por las manos impías de dos o tres usureros, de aquellos que lucían rubicundos con la sangre que iban chupando a jueces, secretarios y gente m e n u d a d e l perso-nal de justicia. En aquellos días, un agente d e l M i n i s t e r i o Público no comía sino de su sueldo, y si hubiera q u e r i d o m o r d e r por fuera, hubiera tenido que morderse sus propios codos, porque la i n s t i t u -ción de la " m o r d i d a " , otros la l l a m a n cohecho, no había llegado a tener la nombradía y prestigio de estos días.

l A h , pero si me dedicara a defender reos en vez de acusarlos, caería sobre mí un chaparrón de d i n e r o ! "

Me decidí a empaparme en aquella l l u v i a salvadora, renuncié a la fiscalía y abrí una modesta oficina de abogado postulante.

El aguacero aquél no cayó sobre mí y f u e r o n pasando los días y las semanas sin que yo me estrenara como defensor p a r t i c u l a r y, por consiguiente, s i r q u e entrara un peso en m i . b o l s i l l o .

Fue don Jós"e María Lozano, insigne t r i b u n o que después llegó

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3 4 El Jurado resuelve

a concederme u n a estrecha amistad y estimación, el q u e me propor-cionó mi p r i m e r caso, u n o que a él no le convenía patrocinar. Era un h o m i c i d i o entre i n d i v i d u o s de nacionalidad cubana, gente de t r u e n o y de cuidado; y a u n cuando el honorario que se me ofrecía era bastante modesto, mi necesidad me hizo aceptarlo, subordinando e J j M b r o d e _ r m j s a l a r i o al éxito de la defensa, dándosemé7esó~sl7uña' garantía verbal de pago, de cierto diplomático cubano. Llevé el caso, lo gané, el inculpado fue absuelto y en caluroso agradecimiento me invitó la misma tarde del Jurado a comer en un restaurante mo-desto y a presenciar un partido de béisbol; pero la garantía verbal de pago se la llevó el viento y aún no he cobrado los trescientos dó-lares en que contraté este mi p r i m e r caso como defensor indepen-diente.

Después de llevar algunas otras oscuras defensas afortunadas, mi parroquia comenzó a crecer. Un día me buscó mi amigo el perio-dista Leopoldo T o q u e r o , al que sus amigos l l a m a b a n cariñosamente " e l G a t o " por sus ojos verdes que se destacaban en su piel morena., Venía a ofrecerme la defensa de u n a c h i q u i l l a , María Teresa Mor-I f i n , que no llegaba aún a los dieciocho años de edad, a la que se estaba procesando por haber alojado una bala en la nuca de su es-poso, el capitán de ingenieros Moisés Gómez.

A u n cuando en el caso no había un centavo de honorarios que ganar, lo acepté por lo que en p u b l i c i d a d pagaba, y fue así como atendí la defensa de esa c h i q u i l l a i n f o r t u n a d a , que no supo de la emoción de tener en su infancia una muñeca, y que alosdieciochol años no cumplidos aún era ya conyuguicida y m a d r e 3e un niño de] cuatro anosl

María Teresa Morfín había nacido en la c i u d a d de Morelia, del Estado de Michoacán. Q u e d ó huérfana de m a d r e cuando solamente! tenía tres o cuatro semanas de vida. El padre había desertado del hogar y unas parientes, gente pobre también, ya se había hecho car-go de otra niña hermana de María Teresa, unos tres o cuatro años mayor que ella. A q u e l l o s parientes, que a duras penas iban viviendo, no p u d i e r o n encargarse de la recién nacida y la colocaron en un asilo para huérfanos.

Es de suponer que su infancia transcurrió entre las estrecheces] de aquella casa, que se sostenía de la caridad pública por el esfuenof maravilloso de unas hermanas religiosas; pero seguramente María. Teresa no supo de los infantiles entusiasmos y de las emociones del vestidito de alegres colores, ni de jugar a la madrecita con una po-bre muñeca en los brazos.

C u a n d o tenía doce años, la h e r m a n a mayor, que se había

casa-do, logró del marido que le permitiera retirar a la hermanita del asi- • lo y traerla a v i v i r a su hogar, establecido en u n a h u m i l d e barriada ] en esta capital de nuestra República.

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A pesar de las disciplinas d e l orfanatorio, a los doce años la c h i -quilla era independiente de carácter, un t a n t o voluntariosa y se-dienta de vivir y de divertirse, t a l vez como desahogo i n s t i n t i v o de la represión que su carácter había sufrido en la casa de caridad.

A u n cuando su estatura no se había desarrollado m u c h o , ya a los doce años era María Teresa Morfín u n a m u j e r c i t a que había l o -grado todas las curvas femeninas, precozmente, sin d u d a alguna. Su cara no era bonita, pero sí graciosa y simpática; morena clara de co-lor, poseía una cabellera negra de la c u a l se sentía orgullosa, y en su carita retozaban un par de ojitos negros, traviesos e inquietos. A decir verdad, la c h i q u i l l a parecía una ratoncita simpática.

En cuanto vino a v i v i r al lado de la h e r m a n a comenzó a hacerse de amiguitas de su edad, especialmente de aquellas que, como ella, anhelaban investigar los secretos de la v i d a . Se supondrá, pues, q u e dio a la hermana cariñosa más de un disgusto por sus escapadas de casa para irse de correría con sus amigas. Pero María Teresa no se afligía por las amonestaciones de la h e r m a n a mayor y vivía según su propio y caprichoso i m p u l s o .

Aquella buena m u j e r tenía un m a r i d o amoroso que la sostenía con cierto desahogo, con los beneficios de una pequeña negociación en la que vendía esa q u i n c a l l a que pomposamente se l l a m a "joyas de fantasía", y daba pretexto para que su pequeña tienda ostentara un pretencioso rótulo en que se leía: Joyería El Rubí, y trataba de compensar a la hermanita de la tristeza de los largos años d e l asilo de huérfanos.

Que María Teresa era u n a c h i q u i l l a i n q u i e t a pero no m a l a en el fondo, ya se lo habían dicho las " m a d r e s " del O r f a n a t o cuando ella la fue a retirar; pues al dejar que se la llevara, hasta habían d e r r a -mado alguna lagrimita de tristeza, porque se les iba aquella niña que habían recibido cuando apenas tenía dos o tres meses de nacida, y que había crecido en la santa casa sin darles mayores quebrantos, pues dijeron que era m u y dócil, atendía con entusiasmo a las clases que se daban a las asiladas, y rara vez se había hecho merecedora de castigos, porque sus faltas a la disciplina n u n c a t u v i e r o n carac-teres graves.

Por tanto, ahora que tenía a la h e r m a n i t a en la casa, y que observaba cómo ésta en las primeras horas del día se afanaba por a y u -darla en los menesteres de la casa, y era h a r t o dispuesta a p r o c u r a r aliviarla de sus tareas hogareñas, encontraba m u y n a t u r a l que la m u -chachita quisiera divertirse un poco. Y como la casa no era el mejor lugar para hallar diversión, era explicable que anduviera callejeando.

Su distracción consistía en ir a la casa de las otras amiguitas y hacer milagros con ellas a f i n de c o n j u n t a r los centavos necesarios para entrar a algún cine de barriada, o dejarse a veces i n v i t a r por algunos jovenzuelos d e l r u m b o a t o m a r un refresco o un helado en

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algún establecimiento baratón. Las aventuras de María Teresa no hubieran sido peligrosas si no fuera porque lo que a ella y a sus ami-guitas las hacía perder el seso, y las mantenía en un estado de per-petua impaciencia era asistir los jueves de cada semana a los bailes que se daban en el Colegio M i l i t a r , para f o r m a r en los cadetes el gusto y las maneras por lo que pomposamente se designaba "vida social".

Y el lector nos va a perdonar si dedicamos unos párrafos a los bailes del Colegio M i l i t a r .

Esos festejos informales eran parte de la tradición de d i c h o plan-t e l . Se celebraban, ignoro desde cuándo, las plan-tardes de plan-todos los jue-ves en los días en que el Colegio M i l i t a r tenía su casa en una dependencia d e l C a s t i l l o de Chapultepec, y seguramente que los cadetes y las novias de los cadetes, y las amigas ansiosas de incorpo-rarse a las filas de novias de los futuros ingenieros militares esperaban con ansia la llegada d e l día y hora en que las reuniones comenzaban; especialmente, según me h a n contado, las jovencitas de la población de Tacubaya, que, por estar t a n cerca de la sede d e l Colegio, venía a ser la sementera donde se c u l t i v a b a n aquellas jovencitas que querían caer en los brazos de los Martes en ciernes.

El Colegio M i l i t a r pasó por la t o r m e n t a social de la Revolución y salió de ella con todas o casi todas sus tradiciones inquebrantadas, entre ellas la d e l baile de los jueves. Pero si aquellas fiestas antes siempre se significaron por el o r d e n y galantería que observaban los cadetes, en la época en que María Teresa comenzó a ir a ellas ha-bían bajado de categoría, pues entre la asistencia femenina de los jueves se había producido cierta mescolanza indeseable de gentes, que t a l vez fue la razón por la c u a l María Teresa p u d o asistir a aquellas reuniones.

Es que el Colegio, que no estaba ya en el C a s t i l l o de Chapulte-pec, pues se descubrió que la atmósfera de aquella sede estaba in-fectada por haber respirado sus aires el dictador Díaz — q u e había pasado los veranos en otra ala d e l C a s t i l l o — atravesaba por una prueba crítica en la que p u d i e r o n ahogarse sus prestigios, pero de la que salió airoso. En aquella época el gobierno surgido de la Revolu-ción estaba resolviendo el peliagudo problema de reorganizar el Ejér-cito revolucionario, y después de licenciar a la mayoría d e l elemen-to campesino y de ir r e f u n d i e n d o las diversas fracciones armadas para ir f o r m a n d o el Ejército regular, se encontró con un remanente de oficialidad revolucionaria entre la cual había hombres inteligentes y capaces de convertirse en buenos militares técnicos, y a los que así lo quisieron, se les incorporó como alumnos al Colegio. En el plan-tel tenían categoría y disciplina de simples cadetes, pero en el Ejér-cito continuaban con los grados q u e habían alcanzado en las lides

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revolucionarias, cuando los ascensos eran fáciles; de ahí q u e h u b i e r a capitanes, mayores y aun coroneles entre el a l u m n a d o .

Pero también conservaban, fuera d e l Colegio, se entiende, los gustos adquiridos en la guerra para celebrar los triunfos, entre ellos el de las empresas y las travesuras amorosas, por lo que aquellos

cadetes, que eran ya hombres hechos y derechos, hacían ir a las r e u -niones sociales de los jueves a sus amiguitas ocasionales de los días que salían con licencia, y de las noches que se i b a n d e l p l a n t e l sin per-miso, burlando a los centinelas.

Es fácil, pues, comprender que las muchachas que concurrían al baile de los jueves ya no eran t a n selectas como las de antes, porque aquellos cadetes de tipo especial, los días que les tocaba salir de pa-seo, y las muy frecuentes noches en que se escapaban d e l colegio burlando la vigilancia de centinelas y oficiales, frecuentaban u n a c o m -pañía de mujercitas poco exigentes respecto a m o r a l y buenas for-mas, a las que invitaban a las reuniones d e l Colegio, de manera que la parte femenina en aquellas reuniones era m u y heterogénea.

Aquello fue transitorio y el Colegio M i l i t a r ha recuperado todo^-su prestigio.

Pero aquellos días eran aquellos días; y en u n o de esos jueves, María Teresa Morfín, asistente p u n t u a l a los famosos bailes, cono-ció al cadete, en el colegio, y capitán en el ejército, Moisés Gómez, que se preparaba para ingeniero m i l i t a r , y que tenía treinta y dos años de edad cuando la muchacha aquella acababa de c u m p l i r los trece.

Se inició una historia vulgar y abyecta. A los trece años de edad, bajo una de las escaleras de u n a de las dependencias d e l Colegio Militar, Moisés Gómez sedujo, mejor d i c h o , violó a la m u c h a c h u e l a . Ante el hecho consumado ella lloró amargamente; pero el h o m -bre, veinte años mayor y con m u c h a experiencia en lides amorosas, usó para calmarla, y sobre todo para evitar que por las lágrimas de la chica se fuera a descubrir su hazaña, la promesa de que se casaría con ella inmediatamente, y que para arreglarlo debían verse el d o -mingo siguiente, que era el día en que el cadete obtendría permiso de salida, en algún jardín de la c i u d a d para hacer los planes de la boda, que los uniría para siempre, y ser m u y felices.

A la cita del domingo siguiente no apareció el cadete Moisés G ó -mez. Pero tampoco pudo ella volver a verlo en el Colegio M i l i t a r en ninguno de los bailes de los jueves siguientes, a los que llegó ansiosa por encontrarlo la afligida mujercita, que estaba embarazada. Ignoramos de qué arte o de qué complicidades de sus compañeros y a m i -gos del Colegio se valió Moisés para escamotear su presencia ante la cuitada María Teresa, pero nunca más lo p u d o ella encontrar. A su tiempo, antes de c u m p l i r catorce años, María Teresa d i o a luz un chico.

Referencias

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