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AS GEOCIÊNCIAS E A EXTENSÃO: ALINHANDO COMUNIDADE E UNIVERSIDADE

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Academic year: 2020

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(1)AS GEOCIÊNCIAS E A EXTENSÃO: ALINHANDO COMUNIDADE E UNIVERSIDADE. Aline Silva Barbosa 1 Diogo Gabriel Sperandio 2 Natália Pinheiro Borges 3 Rafael Lima Dessart 4 Cristiane Heredia Gomes 5. Resumo: A Geologia como Ciência tem um papel fundamental no processo de compreensão do nosso planeta como um sistema dinâmico. Sendo ela, juntamente com as demais Ciências a que estuda, investiga e interpreta a Terra, procurando entender todas as suas peculiaridades (Sperandio et al, 2016). Considerada a capital gaúcha da Geodiversidade, Caçapava do Sul, cidade do Pampa Gaúcho, tem em seu entorno uma grande diversidade geológica, impressa durante 2 bilhões de anos de evolução. A universidade, além do compromisso com a educação e a pesquisa, tem também uma função social de extrema importância: buscar estratégias para agregar o ensino e a pesquisa por meio de ações de extensão, a favor da comunidade local onde ela está inserida. Partindo disso, desenvolveram-se ações voltadas à prática das Geociências com alunos de escolas de nível básico e técnico do município de Caçapava do Sul, estimulando neles a busca pelo conhecimento. A difusão e divulgação da Geologia se realizam na forma de viagens geológicas pela região, exposições (minerais, rochas, fósseis e banners acerca da geologia local) e de eventos nos municípios do Pampa Gaúcho. Há atividades para todas as idades, e o público é recebido com apresentações e palestras, onde também é convidado a participar de aulas dinâmica. O MVGP (Museu Virtual Geológico do Pampa), que promove atividades interativas de cunho extensionista, tem o intuito de estabelecer a conexão e a difusão do conhecimento sobre Geociências, estimulando a curiosidade e desenvolvendo o senso de análise, experimentação e observação nos alunos do ensino básico, mostrando a importância do aprendizado prático, principalmente na área de Geociências e tem como principal objetivo a integração entre a universidade e a comunidade. A busca de estratégias para agregar o ensino e a pesquisa a favor da comunidade, faz com que projetos como esse busquem alternativas pedagógicas mais adequadas a realidade local, desenvolvendo ações voltadas à prática das Geociências com a comunidade sem perder seu caráter técnico. Em suma, as ações de extensão realizadas demonstraram o quanto é necessário o envolvimento entre Universidade e comunidade, constatando que, a partir do momento em que o estudo teórico torna-se palpável para o aluno, o mesmo se sente motivado a entender e interagir com o que está sendo proposto e o quanto o.

(2) contato dos alunos do ensino básico com o meio universitário é uma importante, como uma ferramenta de educação e inclusão social.. Palavras-chave: Extensão; Geociências;. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. AS GEOCIÊNCIAS E A EXTENSÃO: ALINHANDO COMUNIDADE E UNIVERSIDADE 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Aluno de Graduação. [email protected]. Co-autor 3 Aluna de Graduação. [email protected]. Co-autor 4 Aluno de Graduação. [email protected]. Co-autor 5 Docente. [email protected]. Orientador. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(3) AS GEOCIÊNCIAS E A EXTENSÃO: ALINHANDO COMUNIDADE E UNIVERSIDADE 1 INTRODUÇÃO A Geologia como Ciência tem um papel fundamental no processo de compreensão do nosso planeta como um sistema dinâmico. Sendo ela, juntamente com as demais Ciências a que estuda, investiga e interpreta a Terra, procurando entender todas as suas peculiaridades (Sperandio et al, 2016). A cidade de Caçapava do Sul-RS atualmente foi considerada a capital gaúcha da Geodiversidade (Figura 1 e 2). É fácil observar á sua volta uma grande diversidade geológica, impressa durante 2 bilhões de anos de evolução. Borba (2015) destaca essa diversidade do contexto geológico do município, descrevendo sobre evidências de fundos oceânicos e mares tropicais de idades muito antigas, GLIHUHQWHV WLSRV H FRPSRVLo}HV GH HUXSo}HV YXOFkQLFDV ³JUDQLWRV FULVWDOL]DGRV QDV profundezas da Terra e rios cascalhosos de grande energia, que corriam em um grande deserto GRV SULPyUGLRV GR VXSHUFRQWLQHQWH *RQGZDQD > @´ %25%$ S 5). O autor ainda comenta sobre a beleza das formas de relevo, as paisagens de Caçapava GR 6XO H RV SURFHVVRV JHROyJLFRV PDLV UHFHQWHV ³$V *XDULWDV H D 6HUUD GR 6HJUHGR VmR evidências claras das variações climáticas dos últimos milhares de anos: climas úmidos e climas secos sucederam-se, acompanhando os períodos glaciais e interglaciais do Continente Sul-$PHULFDQR´. Figura 1. Pedra do Segredo, Caçapava do Sul, RS. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(4) Figura 2. Guaritas, Caçapava do Sul, RS Com o intuito de ensinar, divulgar e conscientizar as novas gerações a respeito da Geologia do escudo Sul-rio-grandense, projetos de extensão como o Museu Virtual Geológico do Pampa (http://porteiras.unipampa.edu.br/MVGP) abrem oportunidades de vincular a comunidade e a universidade, através de atividades de extensão, sem perder o caráter técnico. Para que assim, tanto estudantes de Geologia quanto pessoas leigas no assunto possam sentirse atraídas pela Geologia (GOMES et al, 2017). A propagação destes conhecimentos geológicos ultrapassa o meio cientifico e acadêmico. A comunidade local compreende a importância do estudo e preservação da área, bem como desperta o interesse dos jovens envolvidos (GOMES et al, 2017). Tendo em conta que os processos geológicos estão presentes em todos os lugares e têm influência direta na sociedade, busca-se levar o conhecimento de como esses processos aconteceram ao maior número de indivíduos, e para que seja possível alcançar pessoas que não estão ligadas diretamente à universidade, elaboram-se ações de extensão que envolvem a comunidade. A propagação destes conhecimentos geológicos ultrapassa o meio cientifico e acadêmico e a comunidade local compreende a importância do estudo e preservação da área, bem como desperta o interesse dos jovens envolvidos (GOMES et al, 2017). A importância do ensino de Geociências para o público que está além das fronteiras da universidade é um compromisso com a educação e com a pesquisa e tem uma função social de extrema importância: buscar estratégias para agregar o ensino e a pesquisa por meio de ações de extensão que promovam, além do ensino, a conscientização da geoconservação e preservação do patrimônio geológico local, a favor da comunidade onde ela está inserida. Desenvolver ações de extensão que se adequam com a realidade da comunidade é um dever social da universidade. Diante disso, desenvolveram-se ações focadas à prática das Geociências com alunos de escolas de nível básico e técnico do município de Caçapava do Sul (Figura 3), estimulando neles a busca pelo conhecimento.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(5) Figura 3. Extensão em Geociências na Educação Básica, 27° Feira do Livro de Caçapava do Sul. 2 METODOLOGIA A difusão e divulgação da Geologia se realizam na forma de excursões geológicas pela região, exposições (amostras de minerais, rochas, fósseis e banners acerca da geologia local) e participação em eventos nos municípios do Pampa Gaúcho, com atividades para todas as idades. Nessas ações, o público é recebido com apresentações e palestras, onde a comunidade é convidada a participar de aulas dinâmicas, observar amostras em lupa de mesa, fazer experimentos sensoriais e são instigados a questionar. No geral, os materiais utilizados são de baixo custo financeiro e de fácil acesso para os alunos (como as amostras de diferentes tipos de rochas e minerais do acervo do campus Caçapava do Sul, particular da coordenadora do projeto ou coletadas dos afloramentos geológicos dos arredores da cidade). Lupas, bússolas e GPS são materiais de uso comum na universidade, e tem seu uso supervisionado pelos bolsistas do projeto. Para a realização das atividades e para facilitar o aprendizado dos alunos das escolas participantes, estuda-se a melhor forma de fazer com que as visitas nas escolas, viagens de campo e atividades nos laboratórios sejam uma experiência diferente para os alunos. Sempre promovendo atividades interativas, o MVGP, em agosto de 2017, desenvolveu uma atividade com os alunos do curso técnico em Agropecuária da Escola Técnica Estadual Dr. Rubens da Rosa Guedes (ETERRG), localizada no município de Caçapava do Sul. Foram planejados dois dias de atividades, sendo o primeiro dia uma viagem de campo e o segundo uma visita técnica ao laboratório de Mineralogia e Petrografia da Universidade Federal do Pampa, onde foram instigados a observar e a questionar as rochas e minerais. 1º etapa: No primeiro dia de atividade, os alunos visitaram diversos afloramentos ao longo da RS-357 (estrada que dá acesso a Lavras do Sul, RS). Para auxiliar na atividade foram levadas lupas de mão, bússolas, mapas de campo impressos em tamanho A0, martelos e GPS. Durante o campo, os alunos tiveram a oportunidade de aprender sobre a Geologia local, a reconhecer o tipo de rocha dos afloramentos e coletar amostras, bem como técnicas de manuseio de bússola, GPS, observação e localização em mapas topográficos. 2º etapa: No segundo dia de atividade, os alunos foram convidados a visitar o laboratório, acompanhados dos bolsistas do projeto e da professora da escola, para que levassem suas amostras coletadas em campo para observação em lupa de mesa. Lá, os alunos, aprenderam de forma didática, sobre os três grandes grupos de rochas e suas formações Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(6) (ígnea, metamórfica e sedimentar), os diferentes processos de formação dessas rochas, a formação de alguns minerais e a composição química. Após as explicações feitas pelos bolsistas, muitas questões foram levantadas pelos alunos, como a necessidade do entendimento dos processos geológicos, a composição química dos minerais e até sobre como mudanças climáticas podem interferir no uso do solo. Estes foram apenas alguns exemplos dentre os diversos questionamentos e dúvidas que surgiram. 3 RESULTADOS e DISCUSSÃO Com o intuito de estabelecer a conexão e a difusão do conhecimento sobre Geociências, as ações de extensão têm como principal objetivo a integração entre a universidade e a comunidade. A busca de estratégias para agregar o ensino e a pesquisa a favor da comunidade e a busca de alternativas pedagógicas mais adequadas a sua realidade, desenvolvem ações voltadas à prática das Geociências com a comunidade sem perder seu caráter técnico. Dentre as ações que mais se destacaram entre a comunidade, podemos citar as aulas realizadas em laboratório com o uso de lupa de mesa e as saídas de campo (Figura 4). Durante as atividades os próprios alunos foram os protagonistas. Eles realizaram todas as etapas de coleta de amostras e localização geográfica de forma interativa e, muitas questões IRUDP OHYDQWDGDV D H[HPSOR GH XPD SHUJXQWD IHLWD ³6H H[LVWH URFKD YXOFkQLFD HP QRVVR PXQLFtSLR H[LVWLUDP YXOF}HV DTXL"´ (QWmR IRL H[SOLFDGR TXH D PLOK}HV GH DQRV DWUiV TXDQGR os continentes estavam em processo de separação, a região onde Caçapava do Sul está, foi cenário de intenso vulcanismo. Durante as atividades, descrição de afloramentos geológicos, observação das amostras de rochas em lupa de mesa, e escolha análise das amostras no laboratório, os alunos foram excepcionalmente detalhistas e interessados. O resultado que mais chamou atenção dos alunos foram as informações geológicas passadas pelos monitores a respeito da formação das rochas da região e a observação dessas rochas em lupa de mesa. Foi nítida a expressão de curiosidade e de satisfação demonstrada SHORV DOXQRV GXUDQWH DV DWLYLGDGHV 1HVWH VHQWLGR R DOXQR $ GLVVH ³0H VHQWL PRWLYDGR D DSUHQGHU H D HQWHQGHU RV SURFHVVRV JHROyJLFRV H R VHX FRQWH[WR QD UHJLmR TXH PRUR´. Figura 4. Viagem de campo para Lavras do Sul com os alunos do curso Técnico em Agropecuária da Escola Técnica de Caçapava do Sul (ETERRG). Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(7) Em suma, as ações de extensão realizadas demonstraram o quanto é necessário o envolvimento entre Universidade e comunidade, consistindo essas questões em amplos espaços a serem explorados por projetos de ensino, pesquisa e extensão. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Após esta ação de extensão do MVGP, percebe-se que estimular a curiosidade e desenvolver o senso de análise, experimentação e observação nos alunos do ensino básico mostra a importância do aprendizado prático, principalmente na área de Geociências. Constata-se que, a partir do momento em que o estudo teórico torna-se palpável para o aluno, o mesmo se sente motivado a entender e interagir com o que está sendo proposto. No caso da viagem de campo, o reconhecimento dos afloramentos vistos pessoalmente e a coleta de amostras pelos próprios alunos, para em seguida serem analisadas no laboratório para observação em lupa, tornou todo o processo de aprendizagem muito mais interessante, curioso e didático para eles. As atuações dos monitores nessas atividades modificaram também a forma de lidar com os conteúdos disciplinares da Universidade e ampliaram a importância do quão significativas são as atividades de ensino e extensão voltadas para alunos do ensino básico/comunidade. Constatou-se após as atividades, que a capacidade do aluno de aprender e absorver informações é muito maior quando aliada á prática, além do que, o contato dos alunos do ensino básico com o meio universitário é uma importante ferramenta de educação e inclusão social. 5 REFERÊNCIAS %25%$ $ : 3URSRVWD GH XPD JHR LGHQWLGDGH YLVXDO SDUD &DoDSDYD GR 6XO ³&DSLWDO *D~FKD GD *HRGLYHUVLGDGH´ *HRJUDSKLD 0HULGLRQalis, Pelotas, v. 1, n. 2 jul-dez. 2015. Disponível em: Acesso em: 02 mai. 2016. GOMES, C. H. DESSART, R. L. SPERANDIO, D. G. OLIVEIRA, J. G. BARROSO, I. XAVIER, C. F. O. ANTUNES, C. C. Praticando Saberes e Construindo Ideias em Geociências. Revista Conexão, v. 13 n.1 - jan. /abr. 2017. 110 ± 119 Ponta Grossa ± PR DOI: 10.5212/Rev. Conexao. v.13.i1.0008 SPERANDIO, D.G. BORGES, N.P. CEOLIN, A.C.G. GOMES, C.H. Geologia de Campo como Ferramenta para Entender e Decifrar o Planeta Terra de Forma Prática. In: Anais VIII Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão ± SIEPE. 2016, Uruguaiana. v. 8, n. 2. SPERANDIO, D. G. BORGES, N. P. GOMES, C. H. Geologia e Geodiversidade do Escudo Sul-Rio-Grandense: Museu Virtual Geológico do Pampa como Ferramenta de Ensino. In: VIII Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, Anais, VIII SIEPE, Uruguaiana, 2016. VILLAR, A. E. V. Nova concepção de extensão universitária no Brasil. 2011. 131f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) ± Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2011.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

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Figure

Figura 1. Pedra do Segredo, Caçapava do Sul, RS
Figura 2. Guaritas, Caçapava do Sul, RS
Figura 3. Extensão em Geociências na Educação Básica, 27° Feira do Livro de Caçapava do  Sul.
Figura 4. Viagem de campo para Lavras do Sul com os alunos do curso Técnico em  Agropecuária da Escola Técnica de Caçapava do Sul (ETERRG)

Referencias

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