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América Latina ante el "fin de la historia" (Tema central).

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(1)

::==::::::::�

La

actualidad de la

DERECHA

Agustín Cueva

José Sánchez Parga

Jürgen Schuldt

•Aiexei Páez

(2)

P O L IT IC A

E C O N O M IA

T E M A C E N T R A L

A N A L IS IS

Q u ito , E c u a d o r, fe b re ro d e 1991

S im ó n E s p in o s a .

L A P U G N A D E L O S P A L A C IO S /4

G o n z a l o M a l d o n a d o A lb á n .

L A S C IF R A S D E L A T E N S A C A L M A /1 4

A lb e r t o A c o s ta .

R A Z O N E S O C U L T A S D E L A IN IC IA T IV A P A R A L A S A M E R IC A S /1 9

W o lf g a n g S c h m id t.

A M E R IC A L A T IN A : E N T R E S U E Ñ O S D E T A IW A N IZ A C IO N Y E S P E J IS M O S D E L M E R C A D O M U N D IA L /3 1

A g u s tín C u e v a .

A M E R IC A L A T IN A A N T E E L " F IN D E L A H IS T O R IA " /4 5

J o s é S á n c h e z P a r g a

N E O L IB E R A L IS M O : ¿ D E D O N D E V IE N E Y A D O N D E V A ? /5 6

J ü r g e n S c h u ltd

D IE Z R E C O M E N D A C IO N E S (IN G E N U A S ) P A R A L A D E R E C H A (IN T E L IG E N T E ) E N A M E R IC A L A T IN A /6 6

A le x e i P á d z

L A N U E V A D E R E C H A E C U A T O R IA N A /7 7

F r e d y R iv e r a V é i e z

C A M P E S IN A D O Y N A R C O T R A F IC O /9 1

D id ie r F a s s in .

T R A N S F O R M A C IO N E S D E L E S T A D O Y P O L IT IC A S D E S A L U D /1 0 0

V íc to r H u g o T o r r e s .

¿ L A S O C IE D A D S E O R G A N IZ A O S E B U R O C R A T IZ A ? /1 1 2

J o r g e L e ó n T ru jillo

S IN P A S A D O N O H A Y F U T U R O /1 2 0

(3)

C O N S E J O E D IT O R IA L : F r a n c is c o R h o n D á v ila , J o s é S á n c h e z P a r g a , A lb e r t o A c o s t a , J o s é L a s o R ib a d e n e ir a , S im ó n E p in o s a , D ie g o C o r n e jo M e n a c h o , M a n u e l C h ir ib o g a , F r e d y R iv e r a .

D IR E C T O R : J o s é S á n c h e z P a r g a

E C U A D O R D E B A T E e s u n a p u b lic a c ió n p e r ió d ic a d e l C e n t r o A n d in o d e A c c ió n P o p u la r C A A P , q u e a p a r e c e c u a t r o v e c e s a l a ñ o . L a in f o r m a c ió n q u e s e p u b lic a e s c a n a liz a d a p o r lo s m ie m b r o s d e l C o n s e jo E d it o r ia l. L a s o p in io n e s y c o m e n t a r io s e x p r e s a d o s e n n u e s t r a s p á g in a s s o n d e e x c lu is v a r e s p o n s a b ilid a d d e q u ie n lo s s u s c r ib e y n o , n e c e s a r ia m e n t e , d e E C U A D O R D E B A T E .

S U S C R IP C IO N E S : A m é r ic a L a tin a U S $ 1 6 ; e je m p la r s u e lto : U S $ 5 . O tr o s p a ís e s U S $ 1 8 ; e je m p la r s u e lt o U S $ 6 ; E c u a d o r S /. 4 . 5 0 0 ; e je m p la r s u e lt o S /. 1 .2 0 0 .

E C U A D O R D E B A T E : A p a r t a d o a é r e o 1 7 3 - B , Q u it o , E c u a d o r . R e d a c c ió n : D ie g o M a r t í n d e U t r e r a s 7 3 3 y S e lv a A le g r e , Q u ito .

Se autoriza la reproducción total o parcial de nuestra información, siempre y cuando se cite expresamente como fuente a ECUADOR DEBATE.

C e n tr o A n d in o d e A c c ió n P o p u la r

C A A P

D ir e c t o r e je c u t iv o :

F r a n c is c o R h o n D á v ila

(4)

L A A C T U A L ID A D D E

L A D E R E C H A

T E M A C E N T R A L

La gran resaca neoconservadora que ha removido el mundo en la década de los 80, y c u y a o n d a e x p a n siv a se proyecta sobre este fin de siglo, ha estado presidida por los ocho y once años de gobierno de Reagan y Thatcher re s p e c tiv a m e n te , los c u a le s han ejercido un gran influjo en la escena internacional.

Otros signos y efectos de la revolu­ ción conservadora fueron: a) receso de gobiernos social-demócratas a favor de la emergencia de liberales y social-cris- tianos, sobre todo en los países noreu- ropeos; b) gestión reform ista de los g o b ie rn o s s o c ia lis ta s en F ra n c ia y

España; c) pérdida de influencia ide­ ológica de los tradicionales partidos comunistas en los países mediterráneos (Italia, Francia, G recia, España); d) desmoronamiento del bloque comunista de la Europa oriental y su liberalización política y económica.

(5)

A M E R IC A L A T IN A A N T E E L

" F IN D E L A H IS T O R IA "

Agustín Cueva

T E M A C E N T R A L

La izquierda n o pued e autoengañarse; no debe perder la lu cid ez. En A m érica Latina, desafortunadam ente, la década de lo s 8 0 ’s

no fu e solam en te e l "decenio perdido para e l desarrollo", sin o tam bién e l d ecen io perdido para la izquierd a. E lla no supo detectar a tiem p o el o b v io proceso de d erechización

de O ccid en te y prepararse para luchar contra él.

I

Los grandes cam bios ocurridos en la correlación mundial de fuerzas en el segundo quinquenio de la década de los 80's no constituyen desde luego, el "fin de la historia", como pretenciosamente los ha denominado Francis Fukuyama. Pero los neoconservadores - y el capi­ talismo desarrollado en general- tienen razones suficientes para considerarse victoriosos: es un hecho innegable que los países capitalistas avanzados, con E s ta d o s U n id o s a la c a b e z a , han inflingido, en dicho lapso, una severa derrota al "campo socialista": para ser más precisos, al bloque constituido por la Unión Soviética y los "socialismos

realm ente existentes" de E uropa del Este. La d errota (no necesariam ente definitiva) ha sido además en todos los planos: económico, político, ideológi­ co, cultural, tecnológico y militar. En todo caso, la correlación m undial de fuerzas, que hasta mediados de los 80's se c a ra c te riz a b a p o r la p a r id a d

estratégica entre los Estados Unidos y

la Unión Soviética, se ha convertido en un obvia disparidad,tal como el conflic­ to del Golfo Pérsico, por ejemplo, lo ha puesto en evidencia. En la actualidad, ex iste una sola su p erp o ten cia en el mundo, que son los EE.UU.

Es verdad que los socialismos de la "periferia" siguen en pie, englobando a una población de por lo menos mil

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scientos m illones de personas; pero, pob res y a isla d o s, tien en p o r a h o ra poco peso en el escenario mundial (esto es v á lid o in c lu so p a ra la in m e n sa China) o apenas poseen fuerzas para defenderse del sistemático acoso esta­ dounidense (caso de Cuba, sobre todo). En g en eral, la izquierda mundial está en reflujo.

I I

El fin de la llamada "guerra fría" y de la confrontación E ste-O este es un hecho positivo en la medida en que parece haber alejado (ojalá que para siempre) la posibilidad de una guerra nuclear que habría marcado, ella sí, el fin de la historia, la nueva coyuntura va a perm itir, además, nuevas formas de

cooperación internacional, en principio b e n e fic io s a s p a ra a m b o s, e n tre el "primero" y el "segundo" mundos.

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económico y tecnológico hasta militar) que antes le proporcionaban los países socialistas.

m

O tro hecho digno de tom arse en consideración es que el reordenamiento del cam po cap italista en los últim os años ha desembocado en una situación que nosotros denominaríamos de hege­ m o n ía f r a g m e n t a d a , en el sen tid o siguiente.

Hay, de una parte, una supremacía económ ica cada vez m ayor de países como Alemania y japón (para no hacer g e n e ra liz a c io n e s a to d a E u ro p a O c c id e n ta l o el S u d e ste A siá tic o ), frente a un d ecliv e relativ o , pero al p a re c e r irre v ersib le de la eco n o m ía estadounidense, afectada, entre otros m ales, por su baja productividad, la poca com petividad de su industria, el retraso no sólo en la investigación cien­ tífica y tecnológica, sino también en el sistema educativo en g e n e ra l; el abulta­ do déficit fiscal, la cu an tio sa deuda externa, la debilidad de las inversiones, el elevado endeudamiento empresarial e incluso familiar.

Por otra parte, en la década de los 80's se consolida la a b so lu ta s u p re ­ m a c ía p o l ít ic o - m i li ta r de E s ta d o s Unidos, sin que ninguno de sus aliados pueda com petir con ella, ni de lejos (por razones de diversa índole). Esta suprem acía constituye, por lo demás, una de las pocas "ventajas comparati­ vas" de Estados Unidos sobre sus alia­ dos; por lo mismo, es muy grande la

tentación de utilizar tal poderío para m an ten er, si es q u e no p a ra in c re ­ mentar, la re n ta im perial que Estados U n id o s o b tie n e d e l d o m in io y la e x p lo ta ció n de in m en sas zo n as del T ercer M u n d o , re n ta v ita l p a ra él. Dicho poderío m ilitar le sirve incluso para transgredir, en sus relaciones con el Tercer M undo, aquellas reglas del mercado (precios determinados por el libre juego de la oferta y la demAnda, por ejem plo). En el caso de Estados U nidos, el em pleo de fuerza en las áreas dependientes ha pasado a ser, por eso, un elem ento co n stitu tiv o de su modelo de acumulación.

IV

¿Cuáles son, en estas condiciones, las consecuencias para América Latina del fin de la guerra fría? Muchos pensa­ ban, hasta el tercer trimestre de 1989, que ello nos dejaría un mayor margen de autodeterminación en la medida en que nuestras decisiones políticas ya no aparecerían encuadradas en el marco de la confrontación Este Oeste, razón per­ m anentem ente esgrim ida por Estados Unidos para violar nuestra soberanía. Parecía, por añadidura, que si la Unión Soviética permitíá ahora la libre deter­ m inación de los países del Este e u ­ ro p eo , h asta en to n ces co n sid erad o s " s a té lite s " s u y o s, E sta d o s U n id o s estaría moralmente obligado a proceder de igual manera con sus "clientes " lati­ noam ericanos (una especie de " fa ir p la y " o d e " n o b le s s e o b lig e " , en definitiva).

(8)

Solo que esta ilusión se derrum bó cual castillo de naipes con la invasión de P an am á, en d icie m b re de 1989. C iertam ente las reglas de ju eg o eran d iferen tes en E u ro p a del E ste y en Latinoamérica: nos había tocado, una vez más, el lado obscuro de la historia.

La invasión de Panamá fue la pri­ mera intervención con tem poránea de Estados Unidos en Latinoamérica para c u y a ju s tif ic a c ió n el g o b ie rn o de Washington no invocó la "lucha contra el comunismo", y también la prim era en que se destruyó a toda la fuerza armada nacional (sustituida por el ejército inva­ sor) y se entregó la presidencia del país a un hombre taído ex professo por las fuerzas de ocupación.

Y hay un dato que no cabe olvidar, ya que él ubica la invasión de Panamá en su v e rd a d e ra d im e n s ió n de en fren tam ien to N o rte-S u r: la com u­ n id a d d e p a ís e s d e s a rro lla d o s de O ccidente no halló nada escandalosa e s ta v io la c ió n d e la s o b e ra n ía panam eña y latinoam ericana: al con­ tra rio , la a p o y ó (con ex cep ció n de Suecia y España); reacción que con­ trasta con la producida por la ocupación de Kuw ait por Irak.

V

La "lección" im partida en Panam á sirvió tam bién de "advertencia" a la Nicaragua sandinista. Y dió sus frutos: triu n fó la c a n d id a ta de la a d m in is­ tración Bush, doña Violeta Chamorro, g ra c ia s a dos "señ ales" c la ra m e n te inteligibles: "como soy la aliada de la

potencia agresora, les prometo terminar con la guerra", y, "como soy la candida­ ta del país más rico del m undo, les ofrezco disminuir nuestra miseria". Lo cual tuvo impacto en amplios sectores de la población nicaragüense (no hay ningún pueblo del mundo com puesto exclusivamente por héroes y mártires), atem orizados ante la eventual repeti­ ción de una "operación Panam á" en N ic a ra g u a , can sad o s de una g u erra interminable de desgaste, azotados por la consecuente crisis económica y sin duda escépticos, a estas alturas, frente a un campo socialista que venía perdien­ do mucho de su vitalidad.

Lo que sin embargo llama la aten­ ción - y d em u estra h asta qué p u n to puede llegar la hipocresía de Occidente - es que las democracias más desarrol­ ladas hayan dado por válidas unas elec­ ciones realizadas en un país cercado por un ejército mercenario, armado y aseso­ rado por una potencia extranjera, de

m anera pública y notoria; elecciones

en las que resu ltó triu n fad o ra, p ara mayor sospecha, la candidata de dicha potencia. ¿Puede llamarse a ésto elec­ ciones limpias y libres? Pareciera que no; que se trata, más bien, de un episo­ dio más de la guerra "de baja intensi­ dad", de otro triunfo del Norte sobre el Sur.

V I

(9)

cuanto al primer argumento, solo cabría hacer una pregunta: ¿es lícito invadir, entonces, todos los países del mundo en donde existe un fuerte tráfico de drogas o en los que se practica el "lavado” del dinero proced en te de esta actividad, negocios en los cuales Panamá no ocu­ paba, por cierto, el prim er lugar? Los m otivos sin d uda fueron o tro s, que tienen que ver con el valor estratégico del C anal de P an am á p ara E stad o s Unidos, sobre todo con miras al control p o lític o , e c o n ó m ic o y m ilita r de América Latina.

En cuanto al segundo argum ento, referente a la implantación de la demo­ cracia, hay que decir que la ocupación de un país por tropas extranjeras no p a re c e se r la v ía m ás id ó n ea p ara establecerla: así se crean colonias o sem ico lo n ias, p ero no d em o cracias.

Además, ¿era el Panam á de N oriega m enos d em o crático que el H a ití de Avril o incluso que la G uatem ala de C e re zo ? N o tra to - n i de le jo s de defender a Noriega; simplemente hago notar hasta qué punto la dem ocracia,

que es una legítima aspiración nuestra,

es in s tr u m e n ta liz a d a p o r E stad o s

Unidos para sus fines imperiales. En el momento presente, tal instru- m e n ta liz a c ió n ju e g a un p ap el m uy im portante en el cerco tendido contra Cuba. U na vez más preguntaríam os: ¿por qué tanta preocupación "occiden­ tal” con lo que sucede en Cuba y tanto o lv id o co n re s p e c to a H a ití y Guatemala o El Salvador? Cuba necesi­ ta, no lo dudo, flexibilizar su sistema político; pero tiene que hacerlo autode- term inándose, es decir, por la propia decisión de sus ciudadanos, y no por

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imposición externa. Si Cuba es vencida por el cerco imperialista, no es verdad que la democracia se habrá extendido "por fin" a todo el Continente -co m o a rg u m en ta la C asa B la n c a es la dominación de Estados Unidos la que se habrá consolidado en toda Latino­ américa.

VII

Si lo s e je m p lo s de P a n a m á y Nicaragua muestran el rápido deterioro de la so b eran ía latin o am erican a (en función directa de la prepotencia esta­ dounidense y de nuestras débiles, casi nulas respuestas a ella), el ejemplo de Cuba ilustra, adem ás, algunos de los e fe c to s d el re s q u e b ra ja m ie n to del antiguo "campo socialista" en nuestra región. No se olvide, por ejem plo, la m ilitante p articip ació n del g o bierno c h e c o s lo v a c o en e l c e rc o id e o ló - gico-político a Cuba y - lo que a medi­ ano plazo podría ser aún más grave las severas rep ercu sio n es sob re la e c o ­ nomía cubana de la crisis del "socialis­ mo" del Este europeo y de las dificul­ tades por las que atraviesa la propia URSS.

Los efectos indirectos de las trans­ form aciones ocurridas en Europa del E ste se h a c en s e n tir ta m b ié n en América Latina, y no precisamente de un modo favorable. Es bien conocido el temor, expresado por los propios círcu­ los de poder latinoamericanos, de que los capitales occidentales que eventual­ m ente hubieran podido invertirse en n u e stra re g ió n , ah o ra e sté n sie n d o

"desviados" hacia Europa del "Este. Temor bien fundado, por los demás: los países de esta área son más atractivos que los nuestros para los inversionistas por una razón muy sencilla: por grande que haya sido, allí, el fracaso económi­ co del capitalismo en América Latina. Polonia, a pesar de todo, no es Perú, ni la RDA era comparable con Argentina.

V III

El declive de América Latina en el e s c e n a rio e c o n ó m ic o m u n d ia l es innegable. Pesa sobre la región aquello que la CEPAL ha denominado el "dece­ nio perdido par el desarrollo", es decir, el retroceso de diez años (o más, según el país de que se trate) en el nivel de vida de la población. Además, el sub­ c o n tin e n te tien e una d eu d a ex tern a su p e rio r a los 400 m il m illo n es de dólares , absolutamente im pagable por razones que ahora son de sobra conoci­ das y admitidas por todos. Frente a tal situación, ¿Existe alguna posibilidad de renegociación de esa deuda, en térmi­ nos fa v o ra b le s a n o s o tro s , en las actu ales condiciones de predom inio omnímodo de Estados Unidos?

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respetado hasta ahora al pie de la letra por los gobernantes de la región, nos coloca en una situación de debilidad,

in h e r e n te a c u a lq u ie r n e g o c ia c ió n

bilateral con Estados Unidos. Desde el

momento en que tal regla de juego es aceptada, nuestro destino queda librado a las in ic ia tiv a s de la p o ten c ia del N o rte, llá m e se 'p lan B ak er", "plan Brady", "iniciativa para las Américas", o lo que fuese. L os gobiern o s la ti­ noamericanos n hacen más que plegarse a dichas propuestas, o regatear, en el mejor de los casos, dentro del marco fijado por el país hegemónico.

¿Qué persiguen tales iniciativas? En p rim era lugar un efecto ideológico: mostrar que entre el vecino del Norte y Am érica Latina existen relaciones de c o o p e ra c ió n y b u e n a v o lu n ta d . Lo demás, depende de las distintas coyun­ turas. El "plan Baker", por ejemplo, no pasó de ser letra muerta: jam ás se con­ cretó en ningún lugar el "plan Brady", en cambio, se ha aplicado hasta ahora en tres países: M éxico, Costa R ica y VEnezuela. ¿Con qué resultados? En principio, ha consistido en una reduc­ ción de entre el 10 y el 20 por ciento del monto total de la deuda, gracias a lo cual la adm inistración Bush ha co n ­ seguido rev en d ern o s n u estra p ro p ia deuda m uy por encim a de su valor de

m ercado, y bastante por encima, tam­

bién, de nuestra capacidad de pago (que no ponga en peligro nuestro desarrollo). Recuérdese que, en promedio, la deuda latinoamericana se cotiza en el mercado internacional apenas por arriba del 40% de su valor nominal. La renegociación

auspiciada por el "plan Brady" es, pues, un típico ejem plo de cóm o E stados Unidos consigue, m ediante presiones políticas y chantajes de todo orden, transgredir las leyes del mercado que tanto dice venerar.

Además, estas "reducciones" se rea­ lizan con la condición, previa y poste­ rior, de que nuestros países apliquen, sin desviaciones, las normas impuestas por el Fondo Monetario Internacional: venta de las em presas p úblicas más lu c ra tiv a s , p a ra co n el d in e ro a sí obtenido pagar lo más que se pueda de la deuda exterior; reducción de empleos y salarios para por ese lado ahorrar también para el mismo fin; etcétera.

¿Añade algo nuevo la "iniciativa par las Am éricas"? En prim er lugar, hay una a y u d a de E sta d o U n id o s p a ra Latinoamérica del orden de los 100 mil­ lones de dólares, suma que, dividida para una población de 400 millones de habitantes de la región, equivale a 25 centavos de dólar per cápita o, si se pre­ fiere una referencia más concreta, a una botella de Coca Cola, tamaño individu­ al, p o r p erso n a. Ni m ás ni m enos. Luego, la "iniciativa" insiste en la obli­ gación nuestra de aplicar una política ortodoxamente neoliberal, y finalmente propone la creación de una "zona de libre comercio", pero que de tal tiene muy poco: se parece más a un conjunto de acuerdos bilaterales (Bush ha insisti­ do en ésto). Una vez más, el gobierno estadounidense busca sacar ventaja de la inevitable asimetría de las negocia­ ciones "a solas" entre el grande y el chico, pára obtener el máximo

(12)

ció para su país.

IX

L os com entarios p recedentes nos colocan, obligadamente, ante una pre­ gunta crucial: ¿es posible una unidad latinoam ericana o, por lo m enos, un mínimo de acuerdos que nos permitan e n fre n ta r c o n ju n ta m e n te lo s re to s planteados por la reestructuración de la econom ía mundial y de las relaciones internacionales a todos los niveles?

Una prim era observación va en el sentido de señalar que la década de los 80’s fue un período de desintegración práctica y teórica de nuestro subconti­ nente. A utores com o A lain R ouquié han llegaao a preguntarse si no estare­

mos asistiendo al "final de A m érica L a tin a ”, y algunas o b servaciones de e s p e c ia lista s co m o A lain T o u rain e apuntan en igual dirección. Inm ensa paradoja: en esta época de formación de lo s g ra n d e s b lo q u e s m u n d ia le s (Comunidad Económica Europea, país­ es de la Cuenca del Pacífico, Estados U nidos -C a n a d á ), A m érica latin a pareciera m archar a contrapelo de la historia: deviene un verdadero archip­ iélago.

(13)

espejismos, ilusiones. Cada gobernante latinoam ericano procura com placer lo m ás qu e p u e d e a la a d m in istra c ió n americana de tum o, primero para evitar ser " p e rtu rb a d o " y lu eg o -m áx im a esperanza, para tratar de convertirse en el aliado priviügiado La formación de un mercado común con Estados Unidos o, al menos, de una zona conjunta de libre com ercio, es el sueño de todos. Nadie, hasta ahora, ha conseguido gran cosa (ni siquiera el panameño Endara o la señora C ham orro), pero la ilusión persiste. En todo caso, los gobiernos de la región parecen haber aceptado, como algo ya dado y normal, como un hecho "natural", la pérdida de nuestra sober­ a n ía y la im p o s ib ilid a d de te n e r cualquier iniciativa histórica. No hay posibilidad alguna, por el momento, ni siquiera de conform ar una asociación de deudores latinoamericanos (simple­ m ente para negociar de igual a igual con n u e stro s a c re e d o re s) y, m enos todavía, de dar los pasos conducentes a la construcción de un mercado común latinoamericano o alguna forma pareci­ da de integración. El futuro de América L atina no se decide aquí, sino en el Norte y en ultramar.

X

E n s e m e ja n te c o n te x to , lo q u e parece más probable a corto plazo es una c o n tin u a c ió n de la c ris is , una especie de "putrefacción de la historia", con el deterioro cada vez más acentua­ do de las co ndiciones de vida de la p o b lació n . En p rim er térm in o , todo

indica que seguirá incrementándose el espacio de la p o b r e z a a b s o lu ta , es decir el de q uienes viven en co n d i­ ciones infrahumanas. En segundo lugar, parece también fuera de duda que con­ tin u ará crecien d o el se cto r llam ad o "informal", o sea, esa inmensa franja de econom ía subterránea, m arginal, a la que por algo ensalza tanto la "nueva d e re c h a " . E n te r c e r lu g ar, r e s u lta inevitable que el proceso de "lum p- enización” social, ya muy visible en urbes com o R ío de Janeiro, B ogotá, Medellín, Lima, Panamá o Guayaquil, tienda a agravarse y generalizarse, con sus expresiones de crim inalidad, dro- gadicción, tráfico ilegal de todo tipo (incluyendo el rapto y venta de niños, el comercio de ojos extraídos a la fuerza), etcétera. En cierto modo, las sociedades latinoamericanas son ya, desde la base hasta la cúspide, sociedades marcadas po r las fig u ra s del d e lic u e n te y el mendigo: o se trafica con drogas o se apela a la caridad del Norte. En cuarto lugar, la degradación am biental va a continuar, ya que hoy, más que nunca, carecemos del dinero necesario para la preservación ambiental (gasto "no redi­ tuable", según las esferas del poder). En quinto lugar, los retrocesos en campos com o los de la educación y la salud proseguirán, am enazando con ello no solo el presente sino también el futuro de América Latina.

Todo e llo no im p e d irá , p o r s u ­ puesto, el que simultáneamente se pro­ duzca la "m odernización" de ciertos sectores de punta de la economía y la sociedad: serán los sectores

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m en te ‘'in te r n a c io n a liz a d o s " de Latinoamérica . Solo que su efecto de difusión del progreso sobre el conjunto de la sociedad será mínimo, convirtién­ dose más bien en polos ilustrativos de una nueva y m uy acentuada h etero ­ g e n e id a d e s tru c tu ra l. E s el tip o de inserción en le m ercado m undial que nos espera.

X I

Q ueda po r averiguar las posibles repercusiones de todo ello en el plan político interno, comenzando por lo que es más importante saber: ¿sobrevivirá la democracia en tales condiciones?

En p rin cip io y en la m ayoría de países, la respuesta parecería ser afir­ mativa por más de una razón. En primer térm ino, porque la m ayor parte de la población está cansada de las aventuras inciertas, escarmentada por las pasadas dictaduras y, además, bastante escéptica - p o r e l m o m e n to al m en o s - con respecto a la búsqueda de soluciones anticapitalistas (aun en América Latina, donde ha fracasado rotundamente como fórmula de progreso y bienestar, el cap­ italism o tiene aires de triunfador). Al no sentirse am enazado, el e s ta b lis h ­

m en t no tiene m ayor razón en p ro ­

mover golpes de Estado como los de las décadas pasadas. En fin, los medios de co m u n ic ac ió n c o le c tiv a , hoy com o nunca co n tro lan los corazones y las mentes de gran parte de la población: son m á q u in a s p ro d u c to ra s d e c o n ­

formismo, de ilusión.

Todo lo cual no quiere decir que el futuro inmediato vaya a estar caracteri­ zado por una calm a chicha, ni mucho menos. La inconformidad va a seguir expresándose, por ejem plo, cada vez que haya un nuevo shock de tipo fon- domonetarista (que los hay perm anente­ mente en América Latina), a través de paros, huelgas, manifestaciones, saque­ os, etc. y los brotes de violencia armada van a proseguir, aunque muy probable­ mente de manera localizada, sin articu­ lación nacional ni perspectivas de toma del poder (en el cercano plazo al m e­ nos). En las situaciones de mayor dete­ rioro, ello puede conducir a la "peru- anización" de ciertos países, con una generalización de la violencia de diver­ so tipo, brotando por todos los poros de la sociedad.

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duda, en los otros tres campos: hoy ten­ emos menos soberanía nacional, menos desarrollo económ ico, m ucho m enos justicia social que hace diez años. Lo que es peor, los propios avances en el terreno de la dem ocracia política han sido usados como una especie de "valor de cam bio", parar no decir como una pieza de "valor de cam bio", para no d e c ir co m o una p ie z a de ch a n ta je : "ahora ya tienen dem ocracia política, no in sis ta n en re c la m a r lo d e m á s, p o rq u e lo s g o b ie rn o s d ic ta to ria le s p u eden v o lv er y p o n e r o rden en el país..." Signo elocuente de estos tiem­ pos, la propia social democracia ha sido trasladada a América Latina sin su con­ tenido social, y su modelo económico poco se diferencia, entre nosotros, del modelo neoliberal.

x n

¿Cuadro exageradamente pesim ista de la situación? Pienso que no. Lo que pasa es que la izquierda no puede auto- engañarse; no debe perder la lucidez. En A m érica L a tin a , d e s a fo rtu n a d a ­ m ente, la década de los 80’s no fue solamente el "decenio perdido para el d esarrollo", sino tam bién el d ecen io

p e r d id o p ara la izq u ie r d a .E sta no

supo detectar a tiempo el obvio proceso de d e re c h iz a c ió n d e O c c id e n te y prepararse para luchar contra él; tam ­ poco consiguió ver que tras la frase­ ología democratizante de Estado U ni­ dos y sus m ás próxim os aliad o s, se ocultaban el an titercerm u n d ism o , el racismo y, en general, un proyecto de

reconstrucción im perialista de todo el orden internacional. En fin, la izquierda de este lado del mundo no percibió a tiempo los límites de nuestras propias democracias subdesarrolladas, y con­ siguientemente no buscó la manera de profundizarlas, confiriéndoles un con­ tenido social (parecía haber asumido, más bien, la consigna neoderechista de democracia "sin adjetivos"). El desarme ideológico fue muy grande. En diciem­ bre de 1989, cuando Panamá fue inva­ dido , las protestas (de masas y de las otras) fueron realm ente mínimas: era como si la noción misma de dignidad y soberanía continentales hubiera desa­ parecido de la conciencia latinoam eri­ cana.

Nos espera, por eso, un largo cami­ no por recorrer en dirección de la re­ construcción de una nueva conciencia de izquierda, nacional y continental, con m iras a la u n id ad de A m érica Latina y a su rescate histórico. La crea­ ción de amplios frentes antimperialistas es como nunca necesaria, puesto que la gran superpotencia intenta apoderarse de la totalidad del planeta, por cu al­ quier medio y a cualquier precio. Como necesario es reelaborar un proyecto pro­ pio de sociedad y de cultura, de identi­ dad, no para aislarn o s del resto del mundo, sino para incorporamos activa­ mente a él, como sujetos históricos de verdad; y no para dar las espaldas a la modernidad, sino para definir el perfil de la que nosotros queremos, de acuer­ do con n uestro p royecto y nuestros intereses.»

Referencias

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