L A FUNDACIÓN D E L A
BIBLIOTECA N A C I O N A L
L o t a M . S P E L L
S O N V A R I O S los autores que h a n trazado l a h i s t o r i a de l a Bi¬ b l i o t e c a N a c i o n a l de México,* pero n i n g u n o de ellos h a con¬ c e d i d o m u c h a atención a los detalles de su fundación; se l i m i t a n a m e n c i o n a r el decreto que l a estableció. Estos deta-lies p u d i e r o n habérseme escapado también a m í si no fuera p o r q u e en e l cuadro o c u p a u n sitio l a f i g u r a de d o n M a n u e l E d u a r d o de Gorostiza, d r a m a t u r g o de f a m a i n t e r n a c i o n a l . A s í , pues, v a l e l a pena conocer m e j o r las peculiares circuns¬ tancias relacionadas con l a creación de l a p r i m e r a b i b l i o t e c a n a c i o n a l q u e se fundó en el continente norteamericano. Esto servirá p a r a hacer j u s t i c i a a los méritos de Gorostiza, a q u i e n apenas m e n c i o n a n los citados historiadores de l a B i b l i o t e c a ; y, p o r otra parte, nos hará c o m p r e n d e r gráficamente l a parte q u e puede desempeñar l a política en l a h i s t o r i a de u n a ins¬ titución c u l t u r a l .
M É X I C O L L E V A B A apenas doce años de v i d a independiente c u a n d o G o r o s t i z a recibió en V e r a c r u z , en j u l i o de 1833, l a b i e n v e n i d a q u e le d i o u n g r u p o de f u n c i o n a r i o s del gobierno. A l l í se enteró el recién llegado de l a situación política del país: el jefe d e l gobierno era e l presidente A n t o n i o López de S a n t a - A n n a , pero V a l e n t í n G ó m e z Farías, vicepresidente, era q u i e n ejercía a l a sazón el p o d e r ejecutivo, ya que Santa-A n n a se h a l l a b a ausente. Santa-A m b o s eran m i e m b r o s d e l p a r t i d o federalista (considerado generalmente c o m o liberal) que úl¬ t i m a m e n t e h a b í a llegado a l p o d e r ; de S a n t a - A n n a se decía q u e era u n b u e n actor político, b u e n conocedor d e l gran pú-b l i c o y m u y d u c h o en e l arte de c o m p l a c e r l o ; en campú-bio, G ó m e z Farías, que p o r entonces d o m i n a b a e l Congreso, era, según se decía, q u i e n se interesaba verdaderamente p o r el b i e n de l a nación.
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Gorostiza, h o m b r e de vasta c u l t u r a y de modales refina¬ dos, había pertenecido a varios círculos literarios, h a b í a al-t e m a d o c o n l a sociedad arisal-tocráal-tica y había v i v i d o e n varias cortes europeas, y a h o r a volvía de nuevo a su país n a t a l . E n efecto, nació en V e r a c r u z d u r a n t e el período c o l o n i a l (su padre era e l gobernador español de esa p r o v i n c i a ) , pero se educó en l a corte de M a d r i d , peleó después en las guerras españolas c o n t r a N a p o l e ó n y llegó a ser el más notable de los dramaturgos de España antes de ocupar u n sitio p r o m i -nente en los círculos constitucionalistas entre 1820 y 1823. A l i g u a l q u e tantos otros p a r t i d a r i o s de l a Constitución l i -beral, tuvo que salir de España c u a n d o l a Santa A l i a n z a restableció l a m o n a r q u í a absoluta en l a persona de Fernán-d o V I I . E n 1824, c u a n Fernán-d o vivía en L o n Fernán-d r e s como emigraFernán-do, el jefe de l a legación m e x i c a n a recién establecida en esa c i u d a d le confió el encargo de e x a m i n a r las posibilidades de a b r i r relaciones diplomáticas entre M é x i c o y los Países B a j o s ;2 el b u e n éxito de esta misión de G o r o s t i z a , d e b i d o en g r a n parte, seguramente, a sus conexiones sociales, literarias y diplomáti-cas, no tardó en ser recompensado, pues se le n o m b r ó represen, tante del g o b i e r n o m e x i c a n o en H o l a n d a , y aquí permaneció hasta 1829;3 en este año recibió su n o m b r a m i e n t o de emba-j a d o r de M é x i c o ante l a corte de St. J a m e s .4 Se trasladó en-tonces a L o n d r e s , y, después de desempeñar durante cuatro años ese n u e v o cargo, recibió de buenas a p r i m e r a s unas órdenes, de fecha 26 de enero de 1833, en las cuales se le de¬ cía que dejara l a legación e n manos de u n s u b o r d i n a d o y se trasladara a M é x i c o .5 G o r o s t i z a , obedeciendo esas órdenes, se embarcó en F a l m o u t h en el b u q u e inglés " T h a i s " c o n su mujer, sus cuatro hijos y todo cuanto poseía, y, después de u n viaje de veinte días, se encontraba p o r f i n en V e r a c r u z , d e donde h a b í a salido c u a n d o era u n n i ñ o de cinco años.
Pocos días después de su llegada a l a capital, el ex emba-j a d o r fue r e c i b i d o c o r d i a l m e n t e p o r el Vicepresidente, q u i e n l e pareció u n h o m b r e serio y trabajador. G o r o s t i z a le d i j o q u e se p o n í a a sus órdenes, y que c o n gusto desempeñaría c u a l q u i e r trabajo que se le encomendara.* G ó m e z Farías n o tardó en apreciar las excelentes dotes diplomáticas de ese
h o m b r e , cuya preparación c u l t u r a l podría ser de g r a n u t i l i d a d p a r a México. Después de trazarle a grandes rasgos l a situa-ción política que r e i n a b a en e l país, le aseguró a G o r o s ú z a q u e ciertamente había u n l u g a r p a r a él en los círculos gu¬ bernamentales. E l T e a t r o P r i n c i p a l , p o r ejemplo, estaba m u y necesitado de u n director general, y quizá le interesara a G o -rostiza este puesto.
S i n embargo, el m i s m o día en que se celebró l a entrevista, estalló en l a c i u d a d de M é x i c o u n a terrible e p i d e m i a de có-l e r a que d u r ó tres semanas y que segó micó-lcó-lares de vidas. T o d o s hacían l o posible p o r quedarse en casa, huyendo de los cadáveres tirados en las calles o llevados a enterrar en fosas comunes.
D u r a n t e estas semanas, G o r o s t i z a n o tuvo más noticias de los planes d e l gobierno, pero él aprovechó el t i e m p o estu. d i a n d o las condiciones d e l país y trazando planes de acción p a r a cuando se restaurara l a v i d a n o r m a l . V i o así l a pobreza y l a i g n o r a n c i a de las masas, l a falta de trabajadores especia-lizados y l a carencia de instituciones culturales abiertas a l público, como bibliotecas y museos. N i siquiera el teatro, d o n d e seguían representando piezas algunos de los actores españoles recomendados p o r él, prestaba a l público los ser¬ vicios que debería prestar. P e r o , p o r otra parte, se d i o cuenta de que el g o b i e r n o se esforzaba en rectificar estas condiciones. C o m p r o b ó que h a b í a u n deseo sincero de crear u n a prensa l i b r e , de refrenar el p o d e r de l a Iglesia y d e l ejército y de establecer u n sistema escolar más eficaz y otros organismos educativos, m e d i a n t e l a secularización de las vastas propieda¬ des del clero. E l Congreso, ciertamente, había realizado m u y escasos progresos en cuanto a l a solución de los p r o b l e m a s más vitales; s i n embargo, había sabido despertar u n a oposición t a n vigorosa c o n t r a S a n t a - A n n a , que éste, p o r el b i e n de su f u t u r o político, h a b í a p r e f e r i d o ausentarse.
I n m e d i a t a m e n t e después de pasada l a e p i d e m i a , y e n cuan-to l a gente comenzó a r e s p i r a r más libremente, apareció en E l Telégrafo, ó r g a n o o f i c i a l d e l gobierno, u n artículo sin f i r m a , escrito seguramente p o r e l director. Este artículo, que
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l l e v a e l encabezado " B i b l i o t e c a N a c i o n a l " , se p u b l i c ó el 12 de s e p t i e m b r e y d i c e así:
Haría mucho honor a la República que se colocasen en una bi-blioteca verdaderamente nacional todas las obras, opúsculos, impre-sos y colecciones de periódicos, mapas y planos cuyos autores fuesen mexicanos, y que en lo sucesivo los impresores del Distrito y Te-rritorios estuviesen obligados a remitir un ejemplar de todo cuanto publicasen. Esta biblioteca podría formarse muy fácilmente por donaciones de obras que harían los escritores que aún viven, y los deudos de los que han muerto, u otras personas que sin duda no se rehusarían a hacer un servicio tan recomendable y de poco costo. En la misma biblioteca deberían recogerse copias de manuscritos nacionales muy interesantes y curiosos que existen en los archivos del virreinato, en las bibliotecas, y en poder de particulares, y allí se conservarían hasta que pudiesen publicarse. El Supremo Go-bierno podría auxiliar este proyecto facilitando local en alguno de los establecimientos públicos de la ciudad y haciendo que se diesen a la biblioteca colecciones de leyes y decretos, de memorias de l o s
ministerios y de los periódicos oficiales. Sólo faltaría C|U6 recocer una corta subscripción para los gastos de mesas y estantes, y para pagar un bibliotecario y un mozo de servicio.
Por si algunas personas que tengan suficientes relaciones en esta capital quisieren encargarse de la ejecución de este proyecto tan sen-cillo y de tanta utilidad, nosotros publicaremos bajo el rubro de este artículo catálogos bastante exactos de todas las obras escritas por mexicanos que han sido impresas, o cuyos manuscritos se conservan.
Este a r t í c u l o insiste m u y c l a r a m e n t e e n l a i d e a de u n a b i b l i o t e c a " n a c i o n a l " , quizá p o r vez p r i m e r a . S i n embargo, n o era t o t a l m e n t e n u e v a en l a c a p i t a l de M é x i c o l a i d e a de establecer u n a b i b l i o t e c a p ú b l i c a . Y a en 1820, Fernández de L i z a r d i , " e l P e n s a d o r M e x i c a n o " , se h a b í a e m p e ñ a d o e n a b r i r u n " S o c i e d a d p ú b l i c a de l e c t u r a " , y hasta h a b í a suge-r i d o l a c o n v e n i e n c i a de establecesuge-r u n sesuge-rvicio a d o m i c i l i o , sólo q u e los lectores d e b í a n entregar u n a p e q u e ñ a s u m a a c a m b i o de los folletos y periódicos q u e r e c i b i e r a n . * U n paso i m p o r t a n t í s i m o se h a b í a dado e n m a y o de 1833, después de q u e los l i b e r a l e s o c u p a r o n el p o d e r , c u a n d o se a b r i ó c o m o sala p ú b l i c a de l e c t u r a l a b i b l i o t e c a de l a Universidad.»
Telé-g r a j o n o tardó en suscitar ecos m u y interesantes. N o había pasado a ú n u n a semana, c u a n d o el señor José A . Escudero, senador p o r e l Estado de C h i h u a h u a , envió a l a dirección u n a serie de materiales relativos a su Estado, y e l periódico co¬ m e n z ó a p u b l i c a r l o s bajo e l título de " N o t i c i a s estadísticas", d e n t r o de l a sección " B i b l i o t e c a N a c i o n a l " . E l gobierno pidió entonces, e l 30 de septiembre, que cada u n o de los Estados d e l a R e p ú b l i c a r e m i t i e r a , c o n destino a l a B i b l i o t e c a , los d o c u m e n t o s y estadísticas que i l u s t r a r a n sus progresos y sus re¬ cursos. A esta invitación respondió el m i s m o Escudero c o n u n a s "Ideas generales" acerca de los Estados colindantes c o n e l suyo: S o n o r a , Sinaloa, D u r a n g o y N u e v o M é x i c o .9 C a d a u n a de las entregas llevaba el encabezado " B i b l i o t e c a N a c i o n a l " .
D E E S T A M A N E R A , l a i d e a de u n a B i b l i o t e c a N a c i o n a l se expo¬ n í a casi d i a r i a m e n t e a l a consideración d e l público; y, mien¬ tras tanto, G ó m e z Farías se o c u p a b a en tomar las medidas necesarias p a r a que esa institución fuera u n a r e a l i d a d . E l 20 de septiembre n o m b r ó u n a C o m i s i ó n de Instrucción Pública, encargada de elaborar u n p l a n de estudios para las escuelas pertenecientes a l a jurisdicción federal. L a Comisión se com¬ p o n í a de seis m i e m b r o s a quienes e l Vicepresidente estimó personas competentes p a r a d e t e r m i n a r qué cambios eran esen-ciales a f i n de hacer de M é x i c o u n a nación progresista: eran éstos d o n J u a n R o d r í g u e z P u e b l a y d o n J u a n José Espinosa d e los M o n t e r o s , respectivamente presidente y secretario de l a C á m a r a de D i p u t a d o s ; d o n A n d r é s Q u i n t a n a R o o , m i n i s t r o de J u s t i c i a y Negocios Eclesiásticos; d o n José M a r í a L u i s M o r a , clérigo l i b e r a l que h a b í a i n t e r v e n i d o activamente en l a política d u r a n t e varios años; d o n José B e r n a r d o C o u t o , protegido de M o r a ; y, f i n a l m e n t e , d o n M a n u e l E d u a r d o de G o -rostiza. E l p r o p i o V i c e p r e s i d e n t e actuaba como director de l a C o m i s i ó n , y E s p i n o s a de los M o n t e r o s como s u b d i r e c t o r .1 0 A l m i s m o t i e m p o , G ó m e z Farías n o m b r ó a G o r o s t i z a director general d e l T e a t r o P r i n c i p a l .
C u a t r o días más tarde, en l a p r i m e r a sesión que celebra, r o n estos señores, G o r o s t i z a fue electo secretario p o r unani¬ m i d a d . C o m o base p a r a l a discusión, e l nuevo secretario
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presentó entonces a l a corporación u n p l a n "de l a m a r c h a p r o g r e s i v a " de sus tareas, d i c i e n d o q u e quizá eso simplificaría los trabajos. T r a s u n a detallada discusión, se adoptó en sus¬ tancia e l p r o g r a m a de Gorostiza, f r u t o de los estudios que a n t e r i o r m e n t e había hecho sobre los sistemas educativos de Bélgica, H o l a n d a , F r a n c i a e I n g l a t e r r a . "
C o m o se había suspendido e l salario de que gozaba G o -rostiza en cuanto embajador, y c o m o n o h a b í a p o s i b i l i d a d de d a r l e u n sueldo decente c o n los escasísimos fondos del T e a t r o , a l g u i e n l l a m ó l a atención d e l V i c e p r e s i d e n t e sobre esta sitúa-ción. G ó m e z Farías se apresuró a r e m e d i a r l a , ordenando q u e se pagara a l secretario de l a Comisión l a c a n t i d a d de m i l pesos " e n c a l i d a d de suplemento o anticipación p o r los suel-dos que debe d i s f r u t a r p o r l a comisión y empleo que se v a a declarar en el r a m o de Instrucción P ú b l i c a " . !2
D u r a n t e las siguientes semanas se d i o fuerza de ley a va-rias recomendaciones hechas p o r l a C o m i s i ó n de Instrucción P ú b l i c a ; en u n decreto se declara, p o r ejemplo, que " e l Co¬ legio de Santa M a r í a de T o d o s S a n t o s . . . q u e d a e x t i n g u i d o , y sus fincas y r e n t a s . . . se i n v i e r t e n en los gastos de educación p ú b l i c a " . " E n seguida, c o m o e l r a m o de educación dependía d e l m i n i s t e r i o de R e l a c i o n e s E x t e r i o r e s e Interiores, el minis¬ tro, C a r l o s García, le p i d i ó a G o r o s t i z a que asumiera l a deli¬ c a d a tarea de hacerse cargo, en n o m b r e d e l gobierno, de las propiedades muebles e i n m u e b l e s de l a institución e x t i n g u i d a . L a operación se llevó a cabo c o n t o d a t r a n q u i l i d a d : u n a semana después, G o r o s t i z a informó a sus colegas de l a C o -misión q u e tenía en su p o d e r l a l l a v e de l a c a p i l l a . "
E l 19 de octubre, G ó m e z Farías solicitó poderes dictato-ríales d e l Congreso p a r a o r g a n i z a r u n sistema de educación p ú b l i c a y p a r a crear u n f o n d o c o m ú n destinado a f i n a n c i a r e l p r o g r a m a . E l C o n g r e s o le concedió esos p o d e r e s , " y en-tonces él se apresuró a p o n e r en práctica el p l a n a p r o b a d o p o r l a Comisión, cuyos p u n t o s p r i n c i p a l e s eran l a clausura de l a U n i v e r s i d a d y e l n o m b r a m i e n t o de u n a Dirección G e n e r a l d e Instrucción P ú b l i c a q u e actuaría como a u t o r i d a d cen¬ t r a l d e l sistema federal, ejerciendo u n a supervisión directa d e todo l o r e l a t i v o a educación p ú b l i c a y a d m i n i s t r a n d o u n
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f o n d o educativo general q u e se constituiría c o n las rentas y c o n los productos de l a venta de las propiedades seculari-z a d a s .1 6
C o m o m i e m b r o s de esta Dirección, el Vicepresidente desig¬ n ó a los m i s m o s hombres que habían planeado el sistema: el subdirector sería E s p i n o s a de los M o n t e r o s , y G o r o s t i z a el se¬ c r e t a r i o . " E n vista de que este último había l l e v a d o a cabo de m a n e r a t a n diplomática e l traslado de los bienes del Co¬ legio de Santa M a r í a de T o d o s Santos, de manos d e l clero a l d o m i n i o c i v i l , fue también él q u i e n recibió, el 20 de octubre, el encargo de tomar posesión de los edificios y propiedades de l a U n i v e r s i d a d , c o n sus muebles, su b i b l i o t e c a y sus colec-ciones de leyes.1 8
E l 23 d e l m i s m o mes, se decretó que todos los colegios d e l D i s t r i t o F e d e r a l quedarían sustituidos p o r seis instituciones, las cuales, j u n t o con los teatros y todas las bibliotecas nacio-nales públicas que en l o sucesivo se establecieran, se ponían bajo l a supervisión de l a Dirección General.1» Este organismo recomendó a G o r o s t i z a como director de " l a B i b l i o t e c a Na¬ c i o n a l que debe establecerse". A l m i s m o tiempo, E s p i n o s a de los M o n t e r o s entregó a l m i n i s t e r i o de Relaciones dos pro¬ yectos elaborados p o r G o r o s t i z a y aprobados p o r todos los m i e m b r o s de l a Dirección, "relativos el p r i m e r o a l a B i b l i o -teca y el segundo a l T e a t r o " .2 0
E l reglamento de l a B i b l i o t e c a constituye u n a p r u e b a de q u e G o r o s t i z a conocía b i e n el negocio que se le había con-fiado, y de que tenía b i e n delineado ya todo el p r o g r a m a .2 1 Se autoriza el establecimiento de " u n a b i b l i o t e c a n a c i o n a l y p ú b l i c a " , l a c u a l deberá o c u p a r el edificio del " e x t i n t o C o l e -gio de T o d o s Santos"; sus fondos iniciales serán los de las bibliotecas de esta m i s m a institución y de l a U n i v e r s i d a d , y a ellos se sumarán otras posibles adquisiciones. C a d a año se le asignarán en el presupuesto tres m i l pesos, destinados a l a c o m p r a de l i b r o s y periódicos y a l a satisfacción de otras ne¬ cesidades. S i l a B i b l i o t e c a recibe donativos, se inscribirá el n o m b r e del d o n a d o r en cada v o l u m e n , y se dará n o t i c i a d e l obsequio en el d i a r i o oficial. L a organización y l a a d m i n i s -tración q u e d a n en manos de u n b i b l i o t e c a r i o r e c o m e n d a d o
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p o r l a Dirección G e n e r a l y a p r o b a d o p o r " e l g o b i e r n o " ; su salario será de dos m i l pesos anuales; deberá r e n d i r cuentas de su gestión a l a Dirección G e n e r a l . Se prevé asimismo el n o m b r a m i e n t o de u n subdirector de l a B i b l i o t e c a y de tres empleados de m e n o r categoría, además d e l mozo y e l portero de rigor. T o d a l a correspondencia de l a institución estará l i b r e de cargos postales. L o s l i b r o s y manuscritos se clasifica¬ rán y se acomodarán en los estantes de acuerdo c o n su tema, y serán n u m e r a d o s y evaluados p o r peritos. D e b e r á n redac-tarse tres índices alfabéticos (por autor, p o r título y p o r a s u n t o ) ; en u n cuarto índice, p a r a uso d e l personal de l a B i b l i o t e c a , se anotarán el n ú m e r o de clasificación y e l v a l o r de cada o b r a . A d e m á s , en u n a h o j a de cada l i b r o o manus¬ c r i t o se estampará el sello de l a B i b l i o t e c a . A m e d i d a que se hagan nuevas adquisiciones, e l catálogo deberá irse m o d i f i -cando, y cada tres años será objeto de u n a reorganización. E n cada u n a de las secciones d e l edificio que estén abiertas a l público deberá h a b e r u n a c o p i a del catálogo, c o n objeto de que éste p u e d a ser consultado cómodamente p o r los visitan-tes, los cuales podrán así p e d i r claramente las obras q u e deseen leer. N a t u r a l m e n t e , q u e d a p e r m i t i d o c o p i a r y tomar notas, y los empleados tienen l a obligación de prestar toda l a ayuda posible. L a B i b l i o t e c a estará abierta todos los días de las nueve de l a m a ñ a n a a l a u n a de l a tarde, y p o r l a no-che de las seis a las ocho; los días festivos, sólo de las diez a l a u n a . E n n i n g ú n caso p o d r á n sacarse los l i b r o s fuera del local, y este aviso, j u n t o c o n el de las horas de servicio de l a B i b l i o t e c a , deberá colocarse en l a entrada p r i n c i p a l . E l bi¬ bliotecario tendrá obligación de entregar a l a Dirección Gene-r a l , el p Gene-r i m e Gene-r día de cada tGene-rimestGene-re, su pGene-resupuesto p a Gene-r a los tres meses siguientes, j u n t o c o n u n a lista de los l i b r o s a d q u i -ridos hasta entonces p o r c o m p r a o p o r d o n a t i v o , y o t r a de l i b r o s o manuscritos cuya adquisición se considere recomen-dable. E l ú l t i m o día d e l año deberá someter su cuenta de gastos p a r a q u e sea e x a m i n a d a y aprobada. C a d a dos meses, u n comité de l a Dirección llevará a cabo u n a inspección, y cada ocho meses hará u n i n v e n t a r i o en toda f o r m a .
de G o r o s t i z a como el reglamento redactado p o r él p a r a l a B i b l i o t e c a , y así ambas cosas t u v i e r o n fuerza de ley.*2 S i n n i n g u n a tardanza, se hizo entrega de l a b i b l i o t e c a de l a U n i ¬ v e r s i d a d a G o r o s t i z a , q u i e n firmó el recibo o f i c i a l :
En esta fecha queda entregada la Biblioteca de la extinguida Uni-versidad con todos los muebles qe contiene, por su último Rector al Comisionado del Supremo Gobierno, quien la recibió por el pre-sente índice, firmado por los Bibliotecarios y referente a los otros dos índices de gobierno y servicio de la Biblioteca.
México, Octubre 26 de ¡833.
M. E. de Gorostiza [firma]
Dor José María Puchet [firma]
Man. Nep. Iglesias [firma] 23
E n l a siguiente j u n t a de l a Dirección G e n e r a l , se autorizó a G o r o s t i z a a trasladar esa b i b l i o t e c a a l edificio d e l C o l e g i o de T o d o s Santos, que q u e d a b a justamente u n a cuadra más a l N o r t e , en l a acera opuesta, y a disponer de los fondos de l a U n i v e r s i d a d q u e f u e r a n necesarios p a r a c u b r i r los gastos d e l traslado e instalación.2*
E N T R E L O S M U E B L E S de l a b i b l i o t e c a de l a U n i v e r s i d a d que se entregaron a d o n M a n u e l E d u a r d o de G o r o s t i z a f i g u r a b a n sobre todo los siguientes:
Ciento setenta y dos estantes con Alambreras... Cinco mesas con cuatro carpetas y otra carpeta de más. Doce Bancos sin res-paldo, de los q. se encuentran provisionalmte cuatro en la capilla. Onze sillas antiguas de diversas echuras y tamaños. Dos Atriles ordinarios. Un docel de Damasco morado con galón de oro... Dos tinteros de vidrio, uno de loza, y una salvadera de plomo. Tres-cientos ochenta libros ordinarios en nueve vidrieras con sus alam-brados. Todas las llaves de la oficina, qe son seis chicas con su argoya y tres grandes sueitas.25
D e acuerdo c o n e l " I n v e n t a r i o " redactado y f i r m a d o p o r los dos bibliotecarios, el doctor V i c e n t e O r t i z y el doctor Basi-l i o A r r i Basi-l Basi-l a g a , Basi-los Basi-l i b r o s de Basi-l a b i b Basi-l i o t e c a se distribuían aproxi¬ m a d a m e n t e e n esta f o r m a :
458
E s t a n t e s
L O T A M . S P E L L
A s u n t o s Número d e
volúmenes 20
1- 72 Teología 3,850
73- 9° Derecho 968
91- 97 Historia 371
98-111 Lengua y literatura 1,001
112-140 Teología 1,764
140-144 [ N o se d i c e ] —
145 Periódicos —
146-148 Literatura 238
149-159 Medicina 779
160-165 Historia natural 401
166-169 Filosofía 231
170-172 Economía política 165
J u z g a d o a u n siglo y cuarto de distancia, el " I n v e n t a r i o " d e j a m u c h o q u e desear: los datos que ofrece son m u y escasos. Se d a ciertamente el número de volúmenes de que consta c a d a o b r a , su tamaño y l a clase de e n c u a d e m a c i ó n , pero n o se señala l a fecha de impresión n i se dice de q u é edición se trata. P o r o t r a parte, el n ú m e r o de volúmenes que se asignan a u n a o b r a d e t e r m i n a d a n o siempre corresponde a los q u e c o n s t i t u y e n l a o b r a completa, sino q u e representa simplemen-te l a c a n t i d a d de tomos que h a y e n u n a n a q u e l . A m e n u d o f a l t a n los nombres de los autores, o, si se d a n , aparecen en u n a f o r m a difícil de i d e n t i f i c a r . P o r ejemplo, l a indicación " M e n k e n Charlatanería" corresponde seguramente a i l i b r o d e J o h a n n B U R C K H A R D T M E N C K E , Declamaciones c o n t r a l a charlatanería d e l o s e r u d i t o s ( M a d r i d , 1787), p u b l i c a d o origi¬ n a l m e n t e en latín en L e i p z i g , 1715. C o n todo, el " I n v e n t a r i o " nos hace saber que l a b i b l i o t e c a contenía a p r o x i m a d a m e n t e c i n c o m i l volúmenes de teología e h i s t o r i a eclesiástica, m i l d e derecho, ochocientos de m e d i c i n a , m i l doscientos sobre m a -terias lingüísticas y literarias, y cuatrocientos de cada u n a de las otras materias: historia, h i s t o r i a n a t u r a l , filosofía y política. Se puede tener u n a idea general de l a r i q u e z a y v a r i e d a d d e l a b i b l i o t e c a encomendada a l c u i d a d o de Gorostiza si con-sideramos algunos grupos de l i b r o s p a r t i c u l a r m e n t e notables o a l g u n o s de los títulos. E n t r e las obras teológicas se destacan las B i b l i a s y concordancias, los l i b r o s de los Padres de l a
Igle-sia y acerca de ellos, las historias de l a IgleIgle-sia y de los distintos institutos religiosos. E n t r e las obras de consulta más impor¬ tantes hay q u e contar l a colección de l a España s a g r a d a y los A c t a S a n c t o r u m de Joannes B o l l a n d u s . Solamente de sermones h a y unos ochocientos volúmenes; a u n q u e son en su mayoría panegíricos, funerales o mariales, aparecen también los de J e a n - B a p t i s t e M a s s i l l o n , que s i r v i e r o n m u c h o como modelos p a r a l a o r a t o r i a de pùlpito. H a y u n b u e n n ú m e r o de obras relativas a cuestiones de r i t u a l y l i t u r g i a . A l l a d o de más de setenta y c i n c o diferentes catecismos y de u n a i n f i n i t a v a r i e d a d de vidas de santos, encontramos, f i n a l m e n t e , las obras de fray L u i s de G r a n a d a (19 v o l s . ) , de San F r a n c i s c o de Sales (9 vols.), del obispo P a l a f o x y M e n d o z a (16 vols.), y l a H i s t o r i a d e l a Inquisición de Llórente (10 v o l s . ) .
H e a q u í algunos de los p r i n c i p a l e s títulos de l a sección de derecho: los O p e r a o m n i a de H e i n e c c i o , l a Recopilación d e In¬ d i a s y a s i m i s m o l a Novísima recopilación de 1805, l a Política i n d i a n a de Solórzano P e r e i r a , e l S u m a r i o d e l a s cédulas de M o n t e m a y o r , el G a z o p h i l a t i u m — c o m p i l a c i ó n de las leyes del Perú, h e c h a p o r E s c a l o n a A g ü e r o s — , l a Librería d e es¬ críbanos de José Febrero, de l a c u a l se c i t a n 20 volúmenes en l a edición y refundición de E u g e n i o de T a p i a , y l a Prácti-c a Prácti-c r i m i n a l de José M a r Prácti-c o s Gutiérrez, m a n u a l m u y u t i l i z a d o en los t r i b u n a l e s .
E n t r e las obras históricas tenemos las Décadas D e o r b e n o v o de P e d r o Mártir de A n g l e r i a , l a H i s t o r i a u n i v e r s a l de A n g u e t i l (17 vols.) y varios l i b r o s de R a y n a l , R o l l i n y Gib¬ bons. Es sorprendente l a c a n t i d a d de títulos relativos a l a R e v o l u c i ó n francesa. España está representada p o r M a r i a n a y M a s d e u ; M é x i c o , p o r los cronistas de l a C o n q u i s t a y p o r e l p a d r e C l a v i g e r o .
E n l a sección lingüístico-literaria a b u n d a n los dicciona-ríos y gramáticas de varias lenguas: hebreo, siríaco, latín, grie-go, alemán, francés, i t a l i a n o e inglés ( B a r e t t i ) , además d e l español (más de u n centenar de volúmenes, comenzando con N e b r i j a ) . T r a s los manuales de retórica — a s í l a t i n a como e s p a ñ o l a — f i g u r a n montones de discursos. Están b i e n repre¬ sentados todos los autores latinos más conocidos; entre los
4Óo L O T A M . S P E L L
griegos, Aristóteles se l l e v a l a p a l m a , pero también f i g u r a n , m á s modestamente, Platón, E s q u i l o , Sófocles y Demóstenes. C o m o representantes de las literaturas modernas encontramos sobre todo a C o r n e i l l e (4 vols.), Molière (5 v o l s . ) , Petrarca, D a n t e , Tasso, Camoens y E r a s m o , a u n q u e de este último sólo aparece e l inofensivo tratado D e c o n s c r i b e n d i s e p i s t o l i s . H a y dos historiadores de l a l i t e r a t u r a , los abates L a m p i l l a s y A n ¬ drés, ambos jesuítas desterrados en I t a l i a y cuyas obras fue-r o n m u y populafue-res entfue-re finales d e l siglo x v m y comienzos del x i x . E n cuanto a las colecciones de l i t e r a t u r a española, l a más m o d e r n a es l a de M e n d í v i l . M e r e c e n señalarse las obras de Cervantes ( D o n Q u i j o t e , 4 v o l s . ) , de Quevedo (6 v o l s . ) , de Gracián, Góngora, los A r g e n s o l a , fray L u i s de L e ó n , C a l d e r ó n de l a B a r c a (12 v o l s . ) , el p a d r e Feijóo ( T e a t r o cri¬ t i c o u n i v e r s a l , 15 vols.) y de M o r a t í n . L a l i t e r a t u r a m e x i c a n a hace acto de presencia c o n l a G r a n d e z a m e x i c a n a de B a l b u e -na y c o n tres volúmenes de Sor J u a n a Inés de l a C r u z . Ex¬ t r a o r d i n a r i a m e n t e numerosos son los "arcos" u homenajes poéticos que durante l a época c o l o n i a l se f a b r i c a b a n con oca-sión de unas exequias, de l a coronación de u n m o n a r c a o del r e c i b i m i e n t o de u n virrey, y que ofrecen u n v a r i a d o mués-t r a r i o de l a poesía de dismués-tinmués-tas épocas.
Los periódicos más dignos de mención son el S e m a n a r i o e r u d i t o , el D i a r i o d e l o s L i t e r a t o s , el Espíritu d e l o s m e j o r e s d i a r i o s (11 vols.) y las M e m o r i a s d e Trévoux (11 v o l s . ) , que f u e r o n u n eficaz d i s e m i n a d o r de ideas d u r a n t e e l siglo x v m . P a r a M é x i c o , el n ú m e r o n o es m u y crecido: l a G a c e t a d e L i t e r a t u r a (1788-95) de A l z a t e , el D i a r i o d e México, p u b l i c a d o a p a r t i r de 1805 (11 v o l s . ) , E l R e d a c t o r M e j i c a n o y E l F a r o l
("periódico a p r e c i a b l e " este ú l t i m o , según u n a n o t a ) . A d e -más, las G a c e t a s de G u a t e m a l a .
E n t r e los ochocientos volúmenes sobre m e d i c i n a hay dos obras extensas: e l D i c c i o n a r i o d e c i e n c i a s médicas (39 v o l s . ) , traducción d e l francés, y e l D i c c i o n a r i o a b r e v i a d o (11 volú-menes) . D e especial interés son e l T e s o r o d e m e d i c i n a , tra-tado sobre las plantas m e d i c i n a l e s de M é x i c o escrito p o r e l famoso G r e g o r i o L ó p e z e i n c l u i d o en l a V i d a del autor que c o m p u s o Francisco L o s a ( M a d r i d , 1727), y l a M e d i c i n a d o
-méstica, o b r a de W i l l i a m B u c h a n p u b l i c a d a o r i g i n a l m e n t e en E d i m b u r g o en 1769, y e n traducción española e n M a ¬ d r i d , 1785. A l lado de las escasas obras sobre f a r m a c i a apa-rece el D i c c i o n a r i o d e a g r i c u l t u r a de R o z i e r .
L a H i s t o r i a n a t u r a l de B u f f o n , en dos ediciones distintas (una de 14 volúmenes y l a otra de 2 4 ) , es l a p r i n c i p a l auto-r i d a d sobauto-re l a m a t e auto-r i a . L a Geogauto-rafía u n i v e auto-r s a l de C u v i e auto-r , l a G e o g r a p h i a histórica de M u r i l l o V e l a r d e (1752, 10 vols.) y el D i c c i o n a r i o d e América de A l c e d o son algunos de los más notables l i b r o s de geografía, a los cuales h a y q u e añadir el célebre E n s a y o político en que A l e j a n d r o de H u m b o l d t cuenta su viaje a M é x i c o y los hallazgos hechos aquí. S o n m u y con-tados los títulos relativos a astronomía y a matemáticas, como el V i a j e a l p l a n e t a de Hervás y el C o m p e n d i o mathemático de T o s c a . A l l a d o de ellos, encontramos el único v o l u m e n q u e representa a los Estados U n i d o s : las E s p e r i e n c i a s s o b r e l a e l e c t r i c i d a d , de B e n j a m í n F r a n k l i n .
Los tres estantes dedicados a las obras filosóficas contienen las de Platón y sobre todo las de Aristóteles, en muchas edi-ciones y c o n m u c h o s comentarios; las de sus defensores San A l b e r t o M a g n o y Santo T o m á s de A q u i n o , y las de D u n s Scoto, r e f u t a d o r de Santo T o m á s . E l pensador más m o d e r n o q u e encontramos es F r a n c i s B a c o n .
E n e l c a m p o de l a economía política f i g u r a n R i c a r d o , Stuart M i l i , M a q u i a v e l o , M a l t h u s , A d a m S m i t h ( L a r i q u e z a d e l a s n a c i o n e s , t r a d u c i d a de l a traducción francesa de C o n -dorcet p o r C a r l o s I r u j o , embajador de España en los Estados U n i d o s ) , C a n g a A r g u e l l e s (5 v o l s . ) , V a t t e l , Jovellanos, Filan¬ gieri, M u r a t o r i , y e l censo de España hecho en 1787.
E n c u a n t o a los manuscritos, l a única información q u e se s u m i n i s t r a es l a siguiente:
Desde el estante 107 hasta el 91 y desde el 169 hasta el 166 corren pr el cajón 4«? quinientos setenta y cuatro manuscritos. En los estantes 123, 124 y 125 hay muchísimos legajos de diversos papeles, en la mayor parte sermones antiguos... Desde el estante 91 hasta el 101, multitud de legajos de papeles manuscritos de los antiguos jesuí-tas sobre materias científicas y corresponda particular.2T
46 2 L O T A M . S P E L L
Se m e n c i o n a n tres catálogos de l a b i b l i o t e c a de l a Univer¬ sidad: e l " I n v e n t a r i o " , u n a lista de duplicados cuya v e n t a se ordena, y o t r a lista de d u p l i c a d o s aún n o vendidos. A este propósito vale l a p e n a señalar que, cuando l a Dirección Gene-r a l estudió e l b o Gene-r Gene-r a d o Gene-r d e l Gene-reglamento de l a B i b l i o t e c a some¬ tido p o r Gorostiza, e l artículo cuarto, que autorizaba l a venta de los ejemplares d u p l i c a d o s , fue objetado p o r E s p i n o s a de los M o n t e r o s , José M a r í a L u i s M o r a y José B e r n a r d o C o u -to, los cuales d i j e r o n que " e n los l i b r o s de estudio podría c o n v e n i r que hubiese l i b r o s d u p l i c a d o s , y que además n o debían darse p o r tales los que fuesen de diversas ediciones. E l artículo se reprobó". L a versión f i n a l del reglamento, donde los artículos tienen n u e v a numeración, no hace m e n -ción a l g u n a de los d u p l i c a d o s . P e r o trece de sus veinte ar-tículos f u e r o n aprobados en l a f o r m a en que los presentó Gorostiza.2»
N o T E N Í A N E C E S I D A D G o r o s t i z a de u n examen m u y atento de esta b i b l i o t e c a p a r a c o m p r e n d e r q u é atrasados se h a l l a b a n sus fondos en relación c o n el pensamiento de l a época. S i l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l había de c u m p l i r de v e r d a d su c o m e t i d o , era preciso s u m i n i s t r a r a l p ú b l i c o lector materiales más m o -dernos. P o r esa razón, n o obstante que sus tareas c o m o secre-t a r i o de l a Dirección G e n e r a l eran cada vez más absorbensecre-tes, y a pesar de q u e a esto se añadían sus funciones de d i r e c t o r del T e a t r o P r i n c i p a l , q u e a b r i ó sus puertas el 11 de octubre, consagró muchas horas a l a reconstrucción y a m u e b l a m i e n t o de las salas d e l C o l e g i o de T o d o s Santos seleccionadas p a r a servir de B i b l i o t e c a . Quería, e n efecto, q u e l a institución p u d i e r a prestar servicio a l p ú b l i c o l o antes posible. A d e m á s , h a b í a m u c h o quehacer p a r a q u e los l i b r o s mismos estuvieran listos, y a que l a ley exigía u n a catalogación d e t a l l a d a y l a elaboración de u n a lista totalmente nueva para uso de los empleados; además, h a b í a q u e p o n e r en cada v o l u m e n el sello de l a B i b l i o t e c a .
Gorostiza p r o p u s o q u e se conservara c o m o subdirector a l a n t i g u o encargado, pero A r r i l l a g a renunció en cuanto se d i o cuenta del trabajo que le aguardaba.2» E l n o m b r a m i e n t o
re-c a y ó entonre-ces en U r b a n o Fonsere-ca, pero éste pidió l i re-c e n re-c i a tres semanas después, d i c i e n d o q u e prefería permanecer en T o l u c a .3 0
E r a n verdaderamente desalentadoras estas dificultades p a r a conseguir personal competente. Gorostiza, sin embargo, se sin¬ tió alentado desde el p r i m e r día p o r l a a c t i t u d de u n a parte d e l público h a c i a e l proyecto, especialmente cuando tuvo no-t i c i a de que en l a Tesorería se había r e c i b i d o u n a l i b r a n z a p o r diez m i l pesos, e n v i a d a p o r d o n Pascual V i l l a r p a r a q u e esa suma se e m p l e a r a en l a creación de " u n a B i b l i o t e c a nacio-n a l y p ú b l i c a " .3 1 Se apresuró a escribir u n a carta en l a c u a l l e agradecía a V i l l a r su generoso d o n a t i v o en n o m b r e d e l g o b i e r n o , a ñ a d i e n d o a l m i s m o t i e m p o e l testimonio de su a g r a d e c i m i e n t o personal. D e acuerdo c o n l a ley, entregó in¬ m e d i a t a m e n t e a l a prensa u n a c o p i a de su carta y o t r a de l a c a r t a del b i e n h e c h o r de l a B i b l i o t e c a . " T a m b i é n le d i o las gracias a l senador Escudero p o r los materiales que h a b í a env i a d o a l a prensa, y q u e luego se conserenvarían e n l a B i -b l i o t e c a .
Desgraciadamente, n o t o d o e l p ú b l i c o se portó en esa f o r m a . G o r o s t i z a se h a l l a b a demasiado atareado quizá p a r a darse cuenta, pero ciertos sectores de l a sociedad d i s t a b a n m u c h o de v e r l o c o n simpatía. S u C a r t i l l a política, publi¬ c a d a i n i c i a l m e n t e en L o n d r e s pero dedicada a su Estado
n a t a l de V e r a c r u z , se había reimpreso en E l Demócrata y estaba a l a venta en l a librería de G a l v á n . ^ Esto le g a n ó m u y pocos amigos. E l clero y muchos católicos a machamar¬ t i l l o v i e r o n en él u n i n t r u s o ' que estaba colaborando activa¬ mente c o n u n g o b i e r n o e m p e ñ a d o en arrebatarle a l a Iglesia e l c o n t r o l de l a educación, y que se h a l l a b a a p u n t o de p o n e r m u c h o s l i b r o s p r o h i b i d o s a l alcance del público lector. Este
.sentimiento de h o s t i l i d a d t u v o que intensificarse c u a n d o se p u b l i c a r o n en E l I n d i c a d o r sus puntos de vista acerca de las relaciones entre l a Iglesia y e l Estado: " E s necesario cortar cuentas c o n R o m a p a r a s i e m p r e " , consejo que había trans¬
m i t i d o a l g o b i e r n o en 1827, a l e n v i a r su i n f o r m e sobre e l .Concordato entre los Países Bajos y l a I g l e s i a .3 4
464 L O T A M . S P E L L
a s i m i s m o l a h o s t i l i d a d de los aficionados, p o r q u e , en vista de q u e los fondos eran tan escasos que n i s i q u i e r a se podía pagar r e g u l a r m e n t e el sueldo de los actores, él había a u m e n t a d o el p r e c i o de las entradas, l i m i t a n d o , p o r o t r a parte, e l uso d e l a b o n o a su p r o p i e t a r i o , y s u p r i m i e n d o l a venta de asientos reservados en las noches de o p e r a d
Pocas semanas después v i o bruscamente que tenía otra clase de enemigos personales. E n u n o de los periódicos de la c i u d a d se p u b l i c ó u n a carta en que se l a n z a b a c o n t r a él, en m e d i o de otras insinuaciones injuriosas, l a acusación de des-lealtad.»» G o r o s t i z a acababa de d i r i g i r justamente el ú l t i m o ensayo de l a p r i m e r a de sus comedias que se representaba en M é x i c o bajo su supervisión personal, R e c e t a p a r a c a s a r a u n a h i j a * "1 — o b r a que tenía l a característica de ser l a p r i -m e r a en l a h i s t o r i a d e l teatro -m e x i c a n o que to-maba a l a c i u d a d de M é x i c o c o m o escenario en que transcurría l a a c ciónos—, c u a n d o cayó en sus manos a q u e l cobarde ataque. S u m a m e n t e i r r i t a d o , envió a l m i s m o periódico u n a réplica en l a que n o sólo d a b a r i e n d a suelta a su p r o f u n d a i n d i g n a -ción, sino q u e c i t a b a casos de su actuación diplomática que e r a n u n r o t u n d o mentís a los cargos e insinuaciones que se h a b í a n l a n z a d o c o n t r a él. H i z o n o t a r asimismo q u e las prue¬ bas de cuanto decía se e n c o n t r a b a n fácilmente a l a m a n o en el a r c h i v o d e l m i n i s t e r i o de Relaciones.»»
P e r o n i s i q u i e r a l a entusiasta acogida q u e se dispensó esa noche a su pieza dramática y las numerosas solicitudes de q u e se r e p i t i e r a l a representación *> consiguieron m i t i g a r l a amar-g u r a que l a carta de marras había dejado en su pecho. D a d o s sus infatigables esfuerzos p o r m e j o r a r las escuelas, p o r esta¬ blecer u n a b i b l i o t e c a pública y p o r elevar e l n i v e l d e l teatro, veía en ella el más i n m e r e c i d o de los ataques. P e r o u n a sem a n a después llegaba l a n o t i c i a de l a sem u e r t e de F e r n a n -d o V I L Esto le h i z o concebir nuevas esperanzas p o r u n a España democrática, y a l m i s m o tiempo r e n o v ó sus ánimos p a r a seguir trabajando en p r o de l a c u l t u r a de su país n a t a l .
C o n los fondos asignados a l a B i b l i o t e c a p a r a l a adquisi¬ ción de nuevos libros, se llevó a cabo l a p r i m e r a c o m p r a i m p o r t a n t e unos días más tarde. Se trataba de l a b i b l i o t e c a
p e r s o n a l de d o n L o r e n z o de Z a v a l a . E l 22 de noviembre ya h a b í a n sido entregados estos libros, y, además, el director fue a u t o r i z a d o p o r l a Dirección G e n e r a l p a r a aceptar u n a oferta del D i c t i o n n a i r e de Bayle, l a colección o r i g i n a l de Mémoires d e Trévoux, l a Encyclopédie y las obras de M o r e r i , todo p o r trescientos pesos.4 1 A fines de ese mes presentó el p r i m e r pre-supuesto de l a B i b l i o t e c a . L a Dirección l o a p r o b ó y ordenó q u e se entregaran los fondos respectivos; l o m i s m o ocurrió con e l presupuesto presentado a fines de d i c i e m b r e .4 2
D U R A N T E E L M E S de diciembre, e l presidente S a n t a - A n n a pasó u n o s días en l a capital, pero luego, el día 20, entregó p o r tercera vez e l gobierno en manos de G ó m e z Farías. A esto s i g u i e r o n algunos cambios internos en los círculos guberna-mentales: Francisco L o m b a r d o pasó a ocuparse d e l minis¬ t e r i o de Relaciones, y G ó m e z Pedraza, que había sido presi. d e n t e en los primeros meses d e l año, entró a formar parte de la Dirección G e n e r a l .4 3 Ésta continuó n o m b r a n d o maestros, revisando planes de estudios y proyectos de museos —tareas de G o r o s t i z a todas é s t a s — y ocupándose de l a reparación de distintos e d i f i c i o s .4 4
Los progresos eran sumamente lentos. P e r o Gorostiza, en p a r t i c u l a r , se sentía cada vez más .exasperado por las d i f i c u l -tades q u e se o p o n í a n a l a inauguración de l a B i b l i o t e c a . A m e d i d a que avanzaban los trabajos, se i b a n descubriendo nuevos defectos cuyo r e m e d i o era necesario. A fines de fe-b r e r o se v i o o fe-b l i g a d o a i n f o r m a r que era i m p r e s c i n d i fe-b l e r e p a r a r las cañerías.4 3 D u r a n t e u n t i e m p o p u d o v i g i l a r más de cerca los trabajos: en efecto, trasladó a l a a n t i g u a U n i v e r -s i d a d , a u n a c u a d r a apena-s de l a B i b l i o t e c a , l a o f i c i n a que tenía c o m o secretario de l a D i r e c c i ó n ;4 8 además, renunció a " l a plaza q u e se le había d a d o en l a Comisión del T e a t r o " , a raíz de q u e esta C o m i s i ó n recomendó que el edificio se a r r e n d a r a a l mejor postor en l u g a r de seguir siendo adminis¬ trado p o r e l g o b i e r n o ;4? r e n u n c i ó asimismo a l puesto de direc-tor general d e l T e a t r o , que h a b í a v e n i d o a resultar bastante i n g r a t o ;4 8 y, p o r último, dejó de asistir a las sesiones de l a Dirección en los días en q u e ésta estudió el destino que se
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daría a l T e a t r o , asunto en el c u a l tenía él u n interés perso-nal, pues era u n o de los postores. A p a r t i r del 20 de marzo, fecha en q u e se le notificó que se h a b í a aceptado su oferta de a l q u i l a r p o r cinco años e l T e a t r o m e d i a n t e u n a renta de tres m i l pesos anuales, volvió a asistir regularmente a las sesiones.4 9
G r a c i a s a su supervisión más atenta de los trabajos de l a B i b l i o t e c a , G o r o s t i z a se d i o cuenta de l o que hacía falta, y c o m p r e n d i ó que, si a l g u n a vez había de q u e d a r listo e l edi¬ f i c i o , los trabajadores tenían que poner manos a l a o b r a de m a n e r a constante, y p a r a esto debía él a n t i c i p a r el d i n e r o p a r a su paga, puesto que l a Tesorería era incapaz de atender a las demandas que se le hacían. Así, puso de su b o l s i l l o hasta 2,200 pesos, y aceptó q u e se le reembolsara esta s u m a en mensualidades de 250 o 300 pesos, arreglo que sancionó l a Dirección, m u y agradecida.«» D e esta m a n e r a , había espe-ranzas de que los trabajos q u e d a r a n concluidos en mayo.
E n a b r i l e n t r a r o n a f o r m a r parte de l a Dirección G e n e r a l dos nuevos m i e m b r o s , José M a r í a T o r n e l , que había sido e m b a j a d o r de M é x i c o en los Estados U n i d o s y últimamente g o b e r n a d o r d e l D i s t r i t o F e d e r a l , y M a n u e l Crescencio R e j ó n , q u e había sido a l m i s m o t i e m p o d i p u t a d o y senador. Algu¬ nos días después regresó S a n t a - A n n a a l a c a p i t a l , y poco a poco tomó e n sus manos las riendas d e l gobierno.
C O M O L A L E Y exigía que l a Dirección G e n e r a l presentara a l Congreso u n i n f o r m e a n u a l de los progresos alcanzados en el c a m p o de l a educación, G o r o s t i z a se h a b í a d i r i g i d o opor-t u n a m e n opor-t e a los direcopor-tores de las disopor-tinopor-tas insopor-tiopor-tuciones y a h o r a trabajaba asiduamente en l a preparación de ese docu-m e n t o ,3 1 a l a vez que seguía tratando de apresurar las repa¬ raciones d e l e d i f i c i o y l a catalogación y reacomodación de los libros. E l p r i m e r i n d i c i o de q u e h a b í a n comenzado a soplar nuevos vientos fue u n a o r d e n de suspender l a publi¬ cación de E l I n d i c a d o r ? * periódico d i r i g i d o p o r M o r a , u n o de los m i e m b r o s de l a Dirección G e n e r a l .
G o r o s t i z a entregó su i n f o r m e e l 28 de a b r i l . Inmediata¬ mente después, l a Dirección le e n c o m e n d ó a él, en cuanto
secretario, l a tarea de codificar sus reglamentaciones a p a r t i r del mes d e octubre anterior. T a l es e l o r i g e n d e l R e g l a -m e n t o g e n e r a l d e instrucción pública, que constaba de c i n c o secciones y 276 artículos. L a s secciones I , I I y I I I f u e r o n a p r o b a d a s p o r los m i e m b r o s de l a Dirección e l 17 de m a y o , y, c o n autorización de G ó m e z Farías — q u e se h a l l a b a pre-s e n t e — , pre-se ordenó pre-su imprepre-sión. L a pre-sección I V , que com¬ p r e n d í a los artículos 235 a 258, relativos a l a B i b l i o t e c a , y l a sección V , q u e se refería a l T e a t r o , se a p r o b a r o n e l 26 de m a y o ,5 3 y e l 2 de j u n i o se d i o n u e v a o r d e n p a r a que se im¬ p r i m i e r a e l R e g l a m e n t o en su t o t a l i d a d .
S a n t a - A n n a asistió a cuatro de las sesiones de j u n i o , d a n d o señales evidentes de que a p r o b a b a las m e d i d a s que se estaban t o m a n d o . P e r o l a asistencia a las juntas comenzó a menguar, por u n a razón que n o es difícil de suponer. E n las sesiones del día 2 y d e l día 5, a las cuales asistió Santa-Anna, se h a l l a b a n presentes E s p i n o s a de los M o n t e r o s , Gorostiza, R e j ó n y M o r a ; e l d í a 7, R e j ó n solicitó u n a l i c e n c i a de dos meses, y el día 9, M o r a p i d i ó l a m i s m a l i c e n c i a p o r tres meses. E l d í a 11, sólo asistieron E s p i n o s a de los M o n t e r o s , G o r o s t i z a y C o u t o .5 4
H a c i a estos momentos, estaba y a a p u n t o de ser r e a l i d a d l a i n a u g u r a c i ó n de l a B i b l i o t e c a , después de haberse pos¬ puesto varias veces. E l e d i f i c i o se e n c o n t r a b a en bastante b u e n estado, los muebles estaban en su sitio, y l a catalogación h a b í a avanzado de t a l m o d o , que l a B i b l i o t e c a podía ya pres¬ tar servicio a l p ú b l i c o . D e u n día p a r a o t r o se esperaba el a n u n c i o o f i c i a l d e l i n i c i o de las labores.
L a D i r e c c i ó n se reunió e l 16 de j u n i o , pero c o m o los únicos asistentes eran e l subdirector y e l secretario, n o se t o m ó n i n g u n a m e d i d a en cuanto a los asuntos pendientes.^ A l día siguiente, S a n t a - A n n a e x p i d i ó n o m b r a m i e n t o s p a r a una D i r e c c i ó n G e n e r a l c o m p l e t a m e n t e n u e v a , y t u v o el cui-d a cui-d o cui-de e n v i a r copias cui-de l a lista a los antiguos m i e m b r o s . E l día 21 t o m ó posesión el n u e v o g r u p o , que tenía a Q u i n -tana R o o c o m o director. E l desconcierto causado p o r esta m e d i d a fue Dernicioso o a r a l a m o r a l de los maestros direc-íores y otros empleados de l a Dirección, y se extendió p o r
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o t r o s organismos gubernamentales. L a B i b l i o t e c a n o abrió sus puertas, y quienes trabajaban e n e l l a s i n t i e r o n q u e sus puestos se les i b a n de las manos.
Así fue, e n efecto. E l 31 de j u l i o , e l presidente A n t o n i o L ó p e z de S a n t a - A n n a p r o m u l g ó u n decreto en v i r t u d d e l c u a l q u e d a b a n abolidos todos los cambios realizados d u r a n t e e l régimen de G ó m e z Farías. S i g u i e n d o e l ilustre ejemplo d e F e r n a n d o V I I a l regresar de F r a n c i a e n 1814, e l presidente de M é x i c o ordenó q u e todo regresara a su estado p r i -m i t i v o e n u n plazo de t r e i n t a d í a s .5 6 D e esa m a n e r a dejó de e x i s t i r l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l .
P E R O N O P A R A S I E M P R E . U n a d é c a d a m á s tarde, después de q u e los l i b r o s se h a b í a n trasladado d e l C o l e g i o de T o d o s Santos a l de S a n Ildefonso, y luego otra vez a l a U n i v e r s i -d a -d , se h i z o u n -débil esfuerzo p o r resucitar l a institución, p e r o fracasó, pues poco después sobrevino l a guerra. Pasados otros diez años, se s u m a r o n a esos l i b r o s otros 90,000 prove-nientes de los conventos q u e se d e c l a r a r o n p r o p i e d a d de l a nación. P o r último, e n 1867 se les asignó a todos u n hogar e n e l viejo t e m p l o de S a n Agustín. A h o r a n o había y a u n G o r o s t i z a , y los preparativos p a r a su alojamiento r e q u i r i e -r o n n o nueve meses, sino q u i n c e años. M i e n t -r a s tanto, se añadieron otras grandes coleciones: m á s de 10,000 de l a rica b i b l i o t e c a de C a t e d r a l , m á s de 11,000 de l a b i b l i o t e c a de los jesuítas, y más de u n m i l l a r d e l Desierto, convento de los agus-tinos. P e r o e l p ú b l i c o t u v o q u e esperar para tener a su alcance t a n grandes tesoros. L a B i b l i o t e c a N a c i o n a l n o se i n -a u g u r ó o f i c i -a l m e n t e h-ast-a e l -a ñ o 1884, m e d i o siglo después de q u e l a p l a n e ó G o r o s t i z a . "
L a s o m n o l i e n t a existencia q u e llevó durante las siete dé-cadas siguientes — t a n d i s t i n t a de como se l a había i m a g i n a d o su p r i m e r d i r e c t o r — sólo se v i o p e r t u r b a d a p o r l a llegada de m i l l a r e s de volúmenes provenientes de otras instituciones religiosas s u p r i m i d a s a raíz d e l a ñ o 1917. N o había sitio p a r a ellos, n i d i n e r o p a r a catalogarlos y p a r a ocuparse de su con-servación. P o r último, i n c a p a z de sufrir tanta carga, e l edi-f i c i o comenzó a amenazar r u i n a , v todos los l i b r o s y
manus-critos de l a B i b l i o t e c a f u e r o n sepultados en cajones, d o n d e descansaron durante cinco largos años, en tanto que estallaba u n a controversia acerca de su destino. A l crearse l a n u e v a C i u d a d U n i v e r s i t a r i a , se consideró l a p o s i b i l i d a d de trasla¬ darlos a ella, pero a l f i n n o cuajó l a idea.
D e nuevo en el a n t i g u o edificio que h a o c u p a d o d u r a n t e tres cuartos de siglo, l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l revive a h o r a las etapas p o r que pasó en los días de su p r i m e r a fundación. L a fase de reparación del edificio —-que tanto exasperó a G o r o s t i z a — n o h a t e r m i n a d o a ú n p o r completo. L o s l i b r o s están saliendo poco a poco de sus cajones para ser catalo-gados, pero en tarjetas, según sistemas más modernos. A l i g u a l que en 1833, el personal preparado es escaso, y difícil de conservar c o n salarios bajos. Son m u y deficientes los fon¬ dos para nuevas adquisiciones, y éstas son indispensables p a r a p o n e r a l a B i b l i o t e c a a tono c o n nuestros tiempos y p a r a hacerla prestar u n servicio verdaderamente eficaz a l p u e b l o m e x i c a n o . Y hoy, l a administración es más difícil. Goros-tiza no tenía q u e responder sino ante l a Dirección G e n e r a l de Instrucción Pública, de l a c u a l era m i e m b r o él m i s m o ; además, fue él q u i e n redactó e l reglamento de l a institución. P e r o l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l n o es hoy u n a e n t i d a d i n d e p e n -diente: sus l i b r o s y manuscritos pertenecen a l a U n i v e r s i d a d N a c i o n a l A u t ó n o m a de M é x i c o , mientras que e l e d i f i c i o en q u e están guardados y e l p r e d i o en q u e éste se l e v a n t a son a d m i n i s t r a d o s p o r B i e n e s N a c i o n a l e s , departamento de l a secretaría de H a c i e n d a . E l d i r e c t o r que o c u p a hoy l a posición q u e tuvo G o r o s t i z a es designado p o r el rector de l a U n i v e r -sidad c o n l a a p r o b a c i ó n de su J u n t a de G o b i e r n o , de l a c u a l n o f o r m a parte n i n g u n a persona n o m b r a d a p o r l a institución. S i n embargo, a pesar de las trabas que existen, l a B i b l i o -teca N a c i o n a l de M é x i c o , l a p r i m e r a en su género e n el continente n o r t e a m e r i c a n o , promete u n f u t u r o más b r i l l a n t e . G o b e r n a d a p o r u n n u e v o director, j o v e n , entusiasta y cora-pétente, consciente d e l p a p e l que esta B i b l i o t e c a debe des-e m p des-e ñ a r des-en l a v i d a i n t des-e l des-e c t u a l ddes-e M é x i c o , su u t i l i d a d sdes-erá m u y p r o n t o , seguramente, m u c h o m a y o r que en n i n g ú n otro m o m e n t o de su h i s t o r i a . Sólo hace falta que sus recursos
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sean conocidos, p a r a q u e los estudiosos a c u d a n a sus puer¬ tas. P e r o l a función n a c i o n a l de l a B i b l i o t e c a es más a m p l i a . S i los m e x i c a n o s h a n de ser l i b r e s e ilustrados, si h a n de c u m -p l i r sus deberes y o b l i g a c i o n e s de c i u d a d a n o s , l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l tiene q u e a y u d a r a los maestros a enseñar, y a los g o b e r n a n t e s a g u i a r . T a l vez e l l e m a q u e h a b r á q u e c o l o c a r sobre l a e n t r a d a d e l e d i f i c i o de l a g r a n B i b l i o t e c a N a c i o n a l d e l f u t u r o , d e b a ser e l q u e eligió c o m o e x - l i b r i s d o n G e n a r o G a r c í a , u n o de los mejores historiadores de M é x i c o : S A B E R P A R A O B R A R .
N O T A S
1 Luis GONZÁLEZ OBREGÓN, L a B i b l i o t e c a N a c i o n a l d e México, Méxi-co, 1910; Rafael CARRASCO PUENTE, H i s t o r i a d e l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l d e
México, México, 1948; Juan B. IGTJÍNIZ, " L a Biblioteca Nacional de
Mé-xico", en sus D i s q u i s i c i o n e s bibliográficas, México, 1943.
2 Carta de Mariano Michelena a Gorostiza, Londres, 24 de julio de 1824, en L a s r e l a c i o n e s diplomáticas e n t r e México y H o l a n d a , Méxi-co, 1931, p. 3¬
3 Véase i b i d . , p. xviii, una lista de documentos relativos a sus nom-bramientos durante este período.
4 Carta a Gorostiza del ministro de Relaciones de México (José María Bocanegra), México, 5 de junio de 1829, exped. H-131/1377 (ex-pediente personal de Gorostiza), archivo general de la Secretaría de Relaciones Exteriores, México.
5 Carta a Gorostiza del ministro de Relaciones de México (González Angulo), México, a6 de enero de 1833, l o e . c i t .
6 Carta abierta de Gorostiza a los directores de E l Telégrafo, en E l
Telégrafo, 19 de noviembre de 1833.
7 José Joaquín FERNÁNDEZ DE LIZARDI, S o c i e d a d pública d e l e c t u r a ,
México, 1820. Véase Jefferson R. SPELL, T h e Ufe a n d w o r k s of José J o a
-quín Fernández d e L i z a r d i , Filadelfia, 1931, p. 35.
8 E l Fénix d e l a L i b e r t a d , 19 de mayo de 1833.
9 E l Telégrafo, 19 de septiembre de 1833, y días subsiguientes. 10 Una copia de este nombramiento se encuentra entre los papeles de J. M . L. Mora conservados en la biblioteca de la Universidad de Texas. Las Actas originales de la Comisión de Instrucción Pública están en el Archivo General de la Nación (México), J u s t i c i a e Instrucción
Pú-b l i c a ; véase el vol. X, fols. 290-312.
471 12 Decreto del 3 de octubre de 1833, en la Colección d e l e y e s y d e
-c r e t o s , Méxi-co, 1829-1840, vol. V I I , p. 181.
13 Decreto del 12 de octubre de 1833, i b i d . , vol. V I I , p. 65.
14 Carta del ministro de Relaciones (Carlos García) al ministro de Justicia y Negocios Eclesiásticos (Andrés Quintana Roo), 18 de octubre de 1833, en l a cual se transcribe la sustancia de una carta de Gorostiza al ministro de Relaciones, 16 de octubre de 1833, A . G . N . , l o e . c i t . , vol. V I I I , fol. 108.
15 Decreto del 19 de octubre de 1833, en Colección d e l e y e s , o p . c i t . , vol. V I I , p. 65.
16 "Proyecto de organización de u n a Dirección de Estudios", lecha-d o e l 18 lecha-de octubre lecha-de 1833, A . G . N . , l o e . c i t . , vol. X , fols. 154156. I m
-preso en Colección d e l e y e s , v o l . V I I , p p . 187-189.
17 Carta de J . J . Espinosa de los Monteros (subdirector de la Direc-ción General de InstrucDirec-ción Pública) al ministro de Relaciones (Carlos García), 22 de octubre de 1833, A . G . N . , l o e . c i t . , vol. X , fol. 165.
18 Carta del ministro de Relaciones (Carlos García) a Manuel E. de Gorostiza, 20 de octubre de 1833, en "Comunicaciones oficiales del Sup r e m o G o b i e r n o . . . y bandos, 18231850", A . G . N . , A r c h i v o d e l a U n i
-v e r s i d a d . Impresa en Cristóbal PLAZA Y JAÉN, Crónica d e l a R e a l y P o n
-t i f i c i a U n i v e r s i d a d d e México, vol. II, México, 1926, pp. 392-393.
18 Decreto del 23 de octubre de 1833, Colección d e l e y e s , vol. V I I , pp. 196-201.
20 Carta del subdirector de l a Dirección General de Instrucción Pú-b l i c a (Espinosa de los Monteros) al ministro de Relaciones (Carlos García), 23 de octubre de 1833, A . G . N . , J u s t i c i a , vol. X , p. 171. Los " p r o -yectos" aludidos no se archivaron junto con l a carta.
21 Acta de la Dirección General de Instrucción Pública, 23 de octubre de 1833, A . G . N . , J u s t i c i a , v o l . X , fol. 312 rov»; impresa en la C o
-lección d e l e y e s , vol. V I I , p p . 201-203, y en PLAZA Y JAÉN, Crónica...,
Apéndice, p. 398.
22 A . G . N . , l o e . c i t . , v o l . X , fols. 233-234.
23 "Inventario de l a biblioteca de l a Nacional y Pontificia Universi-dad de México, y razón de los volúmenes contenidos en cada uno de sus estantes y cajones. Año de 1833" (manuscrito conservado en la Biblio-teca Nacional de México), fol. 125 v».
24 Acta de la Dirección General, 28 de octubre de 1833, A . G . N . , l o e .
c i t . , vol. X I , fol. 14 v°.
25 " I n v e n t a r i o . . . " , ms. cit., fol. 124 ro-vo.
26 Estas cifras las he sacado yo de acuerdo con los títulos y otras i n -dicaciones del "Inventario".
27 "Inventario", fol. 124 ro-vo.
28 Acta de la Dirección General, 23 de octubre de 1833, A . G . N . ,
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29 Actas de la Dirección General, 28 octubre y 4 de noviembre de 1833, A . G . N . , l o e . c i t . , vol. X I , fols. 14 y 28.
30 Actas del 23 de noviembre y del 14 de diciembre de 1833, i b i d . , fols. 47 y 63.
31 Carta del ministro de Relaciones (Carlos García) al secretario de la Dirección General de Instrucción Pública (Gorostiza), 2 de noviembre de 1833, publicada en E l Telégrafo, 13 de noviembre del mismo año.
32 E l Telégrafo, 11 de noviembre de 1833; E l Fénix d e l a L i b e r t a d ,
13 de noviembre del mismo año.
33 E l Demócrata, 30 de agosto de 1833 y días subsiguientes; E l
Telé-g r a f o . 15 de septiembre; E l Fénix d e l a L i b e r t a d , 17 de septiembre.
34 E l I n d i c a d o r , año I, núm. 5 (6 de noviembre de 1833), pp. 127-170.
35 E l Fénix d e l a L i b e r t a d , 3 de octubre de 1833.
38 E l Telégrafo, 17 de noviembre de 1833.
37 I b i d . , 16 de noviembre de 1833.
38 i b i d . , 18 de noviembre de 1833.
39 I b i d . , 19 de noviembre de 1833.
40 I b i d . , 18, 22 y; )24 de noviembre de 1833.
41 A c t a de la Dirección General, 22 de noviembre de 1833, A . G . N . ,
J u s t i c i a , vol. X I , fols. 35 y 46. E l 8 de noviembre, la Tesorería había
presentado u n a lista de los libros.
42 Actas del 3 y del 31 de diciembre de 1833, A . G . N . , l o e . c i t . , vol. X I , fols. 53 y 71.
43 A c t a del 1? de enero de 1834, i b i d . , fol. 73.
44 Actas del 1? de enero de 1834 y de las sesiones subsiguientes, l o e .
c i t . , fols. 73-210.
45 A c t a del 24 de febrero de 1834, i b i d . , fol. 112. 46 Acta del 10 de febrero de 1834, i b i d . , fol. 98.
47 I b i d . ; el nuevo régimen del Teatro había sido recomendado por
la Comisión respectiva, y se había discutido en el mes de diciembre. Véanse las actas del 19 y del 20 de ese mes, A . G . N . , J u s t i c i a , vol. X L I V , fols. 285-287.
48 L a noticia de su renuncia aparece en E l Fénix d e la L i b e r t a d , 11 de febrero de 1834.
49 A c t a de la Dirección General, 20 de marzo de 1834, A . G . N . , J u s
-t i c i a , vol. X I , fols. 138 y 138 bis.
50 Actas del 3 de abril y del 12 de mayo de 1834, l o e . c i t . , fols. 150 y 181.
51 Algunos de estos informes se encuentran entre los papeles de J . M . L . M o r a conservados en la Universidad de Texas.
52 A c t a del 26 de mayo de 1834, l o e . c i t . , vol. X I , fol. 190.
53 Actas del 17 y del 26 de mayo de 1834, A . G . N . , J u s t i c i a , vol. L X I V , fols. 196-220 y 318-324.
54 Actas del 2, 5, 7, 9 y 11 de j u n i o de 1834, i b i d . , fols. 334, 330, 355, 324 Y
338-473 55 Acta del 16 de junio de 1834, l o e . ext., vol. X I , fol. 210.
50 Colección d e l e y e s , vol. V I I , p p . 289-292. U n a copia del
nombra-m i e n t o de l a nueva nombra-mesa directiva, firnombra-mada por el nombra-ministro de Relaciones (Lombardo), 17 de junio de 1834, se encuentra entre los papeles de Gómez Farías conservados en la Universidad de Texas. E l acta del 21 de j u n i o de 1834 se encuentra en A . G . N . , J u s t i c i a , vol. X L I V , fol. 325. 57 Los hechos y cifras de este párrafo proceden de CARRASCO PUENTE,