2B Lengua_sXX -Solucionario
240
0
0
Texto completo
(2) ÍNDICE UNIDAD 1: LAS LENGUAS DE ESPAÑA ....................................................................................... 5 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 7 ................................................................................................... 5 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 10.......................................................................................... 6 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 13.......................................................................................... 8 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 20.......................................................................................... 9 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 21........................................................................................ 10 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 22 ..................................................................................... 12 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 23 ..................................................................................... 13 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 25.................................................................................................. 15 UNIDAD 2: EL ESPAÑOL ACTUAL Y SUS VARIEDADES.......................................................... 16 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 27 ............................................................................................... 16 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 31........................................................................................ 16 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 32........................................................................................ 18 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 36........................................................................................ 21 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 37........................................................................................ 23 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 42........................................................................................ 25 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 43........................................................................................ 27 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 44 ..................................................................................... 28 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 45 ..................................................................................... 29 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 47.................................................................................................. 31 UNIDAD 3: LA PALABRA. ESTRUCTURA Y SIGNIFICADO....................................................... 32 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 49 ............................................................................................... 32 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 52........................................................................................ 32 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 53........................................................................................ 34 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 58........................................................................................ 36 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 59........................................................................................ 39 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 60........................................................................................ 40 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 64........................................................................................ 42 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 65........................................................................................ 45 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 66 ..................................................................................... 47 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 67 ..................................................................................... 48 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 69.................................................................................................. 50 UNIDAD 4: LA ORACIÓN GRAMATICAL Y SUS CLASES.......................................................... 51 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 71 ............................................................................................... 51 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 75........................................................................................ 52 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 76........................................................................................ 55 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 80........................................................................................ 59 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 85........................................................................................ 61 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 86........................................................................................ 63 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 91........................................................................................ 65 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 92........................................................................................ 67 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 93........................................................................................ 70 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 94 ..................................................................................... 72 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 95 ..................................................................................... 73 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 97.................................................................................................. 75 UNIDAD 5: EL TEXTO. CARACTERÍSTICAS Y CLASES ............................................................ 76 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 99 ............................................................................................... 76 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 103...................................................................................... 76 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 104...................................................................................... 78 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 108...................................................................................... 80 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 109...................................................................................... 81 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 110...................................................................................... 83 2.
(3) ACTIVIDADES PROPUESTAS -PÁG. 113..................................................................................... 85 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 114 ................................................................................... 87 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 115 ................................................................................... 88 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 117................................................................................................ 90 UNIDAD 6: VARIEDADES TEXTUALES (I) .................................................................................. 91 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 119 ............................................................................................. 91 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 123...................................................................................... 92 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 124...................................................................................... 94 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 128...................................................................................... 97 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 129.................................................................................... 100 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 132.................................................................................... 102 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 133.................................................................................... 104 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 134 ................................................................................. 106 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 135 ................................................................................. 106 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 137.............................................................................................. 109 UNIDAD 7: VARIEDADES TEXTUALES (II) ............................................................................... 110 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 139 ........................................................................................... 110 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 142.................................................................................... 111 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 148.................................................................................... 113 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 149.................................................................................... 115 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 150.................................................................................... 117 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 154.................................................................................... 118 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 155.................................................................................... 120 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 156 ................................................................................. 122 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 157 ................................................................................. 123 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 159.............................................................................................. 125 UNIDAD 8: LOS TEXTOS LITERARIOS ..................................................................................... 126 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 161 ........................................................................................... 126 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 164.................................................................................... 127 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 165.................................................................................... 128 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 168.................................................................................... 131 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 169.................................................................................... 132 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 172.................................................................................... 134 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 173.................................................................................... 135 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 174 ................................................................................. 137 TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 175 ................................................................................. 138 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 177.............................................................................................. 140 UNIDAD 9: LA POESÍA EN EL PRIMER TERCIO DEL SIGLO XX ............................................ 141 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 179 ........................................................................................... 141 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 184.................................................................................... 142 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 185.................................................................................... 144 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 186.................................................................................... 146 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 189.................................................................................... 148 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 193.................................................................................... 149 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 194.................................................................................... 151 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 195.................................................................................... 153 GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 197...................................................................... 154 COMENTARIO DE TEXTO-PÁG. 199.......................................................................................... 156 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 201.............................................................................................. 157 UNIDAD 10: LA NOVELA Y EL ENSAYO A PRINCIPIOS DEL SIGLO XX ............................... 158 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 203 ........................................................................................... 158 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 208 Y 209 ......................................................................... 158 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 210.................................................................................... 162 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 212.................................................................................... 163 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 216.................................................................................... 165 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 217.................................................................................... 167 3.
(4) GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 219...................................................................... 169 COMENTARIO DE TEXTO-PÁG. 221.......................................................................................... 170 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 223.............................................................................................. 171 UNIDAD 11: EL TEATRO EN EL PRIMER TERCIO DEL SIGLO XX ......................................... 172 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 225 ........................................................................................... 172 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 230.................................................................................... 173 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 231.................................................................................... 175 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 232.................................................................................... 177 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 235.................................................................................... 178 GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 237...................................................................... 180 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 241.............................................................................................. 182 UNIDAD 12: LA POESÍA DESDE MEDIADOS DEL SIGLO XX ................................................. 183 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 243 ........................................................................................... 183 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 246.................................................................................... 184 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 247.................................................................................... 186 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 250.................................................................................... 188 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 251.................................................................................... 189 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 254.................................................................................... 191 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 255.................................................................................... 193 GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 257...................................................................... 195 COMENTARIO DE TEXTO-PÁG. 259.......................................................................................... 195 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 261.............................................................................................. 197 UNIDAD 13: LA NOVELA Y EL ENSAYO HASTA LA ACTUALIDAD ....................................... 198 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 263 ........................................................................................... 198 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 266.................................................................................... 199 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 267.................................................................................... 201 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 271.................................................................................... 203 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 272.................................................................................... 204 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 273.................................................................................... 205 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 277.................................................................................... 207 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 278.................................................................................... 209 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 281.................................................................................... 210 GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 283...................................................................... 212 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 287.............................................................................................. 213 UNIDAD 14: EL TEATRO DESDE MEDIADOS DEL SIGLO XX................................................. 214 CUESTIONES INICIALES-PÁG. 289 ........................................................................................... 214 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 292.................................................................................... 215 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 293.................................................................................... 216 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 296.................................................................................... 218 ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 297.................................................................................... 219 GALERÍA DE TEMAS Y PERSONAJES-PÁG. 299...................................................................... 220 TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 303.............................................................................................. 221 ANEXOS....................................................................................................................................... 222 ACTIVIDADES SOBRE LAS NORMAS LINGÜÍSTICAS-PÁG. 318 ............................................. 222 ACTIVIDADES SOBRE LAS NORMAS LINGÜÍSTICAS-PÁG. 319 ............................................. 223 ACTIVIDADES SOBRE LAS NORMAS LINGÜÍSTICAS-PÁG. 320 ............................................. 226 ACTIVIDADES SOBRE LAS NORMAS LINGÜÍSTICAS-PÁG. 321 ............................................. 228 ACTIVIDADES SOBRE LAS NORMAS LINGÜÍSTICAS-PÁG. 322 ............................................. 231 EL COMENTARIO DE TEXTO-PÁG. 329 .................................................................................... 233 CINE Y LITERATURA-PÁG. 334.................................................................................................. 238 CINE Y LITERATURA-PÁG. 335.................................................................................................. 239. 4.
(5) UNIDAD 1: LAS LENGUAS DE ESPAÑA CUESTIONES INICIALES-PÁG. 7 1. ¿Cuántas lenguas existen en el mundo? Enumera las principales lenguas europeas y los países en que se hablan. Se calcula que existen en la actualidad unas cuatro mil lenguas en todo el mundo, aunque muchas de ellas están desapareciendo rápidamente. Por lo que respecta a Europa, las principales lenguas, además de las lenguas habladas en España, son: • • • •. El inglés, hablado en Gran Bretaña, Irlanda, Malta y utilizado como lengua de contacto entre los diversos países. El francés, hablado en Francia, Bélgica, Luxemburgo, Suiza y norte de Italia. El alemán, hablado en Alemania, Austria, Bélgica, Luxemburgo y Suiza. El italiano, hablado en Italia y Malta.. 2. ¿Cuál crees que es la causa de que exista tanta diversidad de lenguas? No hay una explicación clara del porqué de la diversidad lingüística. Sin embargo, parece evidente que se justifica en gran medida por la evolución que sufren las lenguas, evolución que origina variedades dialectales que pueden dar lugar a nuevas lenguas. 3. Explica con tus propias palabras la diferencia entre los conceptos de lengua y dialecto. •. La lengua es el idioma que los hablantes de cada comunidad utilizan como instrumento de comunicación y que consideran parte fundamental de su cultura, independientemente de las variedades regionales o locales que presente. El castellano, el catalán, el gallego y el euskera, por ejemplo, son lenguas.. •. Un dialecto es una variedad local o regional de un idioma que no impide la comunicación entre los hablantes. En la historia de las lenguas puede ocurrir que un dialecto se diferencie de la lengua de origen hasta dificultar la comunicación y acabe siendo una lengua distinta. Por ejemplo, el latín hablado en la Península durante la dominación romana presentaba variedades dialectales según las diferentes zonas. Con la desmembración del Imperio Romano, esas variedades se diferenciaron del latín y dieron origen a diferentes lenguas: el castellano, el catalán y el gallego.. 4. ¿Qué significa la palabra bilingüismo? El bilingüismo es la convivencia de dos idiomas en un mismo territorio. Una sociedad es bilingüe cuando amplios grupos de hablantes emplean dos lenguas, aunque no todos sus miembros sean bilingües. 5. ¿Cuántas lenguas se hablan en España? En España se hablan cuatro lenguas diferentes. 6. ¿Cómo se denominan las lenguas de España y dónde se hablan? España es una nación plurilingüe en la que conviven el castellano o español, el catalán, el euskera y el gallego. Todas estas lenguas están reconocidas como cooficiales junto con el castellano en sus respectivos territorios: el catalán en Cataluña y las Islas Baleares, y con el nombre de valenciano en la Comunidad Valenciana, el euskera en el País Vasco y en las zonas vascoparlantes de Navarra, y el gallego en Galicia.. 5.
(6) 7. ¿Proceden del latín todas las lenguas de España? El castellano, el catalán y el gallego son lenguas romances o románicas, es decir, derivadas del latín. El euskera ya se hablaba cuando los romanos ocuparon la península Ibérica. Las cuatro lenguas cuentan con dialectos o variedades geográficas.. ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 10 1. Lee los siguientes textos y responde a las cuestiones que se plantean a continuación: Era la tierra toda de una sola lengua y de unas mismas palabras. En su marcha desde oriente hallaron una llanura en la tierra de Senaar y se establecieron allí, y dijeron: «Vamos a edificar una ciudad y una torre, cuya cúspide toque a los cielos y nos haga famosos, por si tenemos que dividirnos por la faz de la tierra». Bajó Yavé a ver la ciudad y la torre que estaban haciendo los hijos de los hombres, y se dijo: «He aquí un pueblo uno, pues tienen todos una lengua sola. Se han propuesto esto, y nadie les impedirá llevarlo a cabo. Bajemos, pues, y confundamos su lengua, de modo que no se entiendan unos a otros». Y los dispersó de allí Yavé por la faz de la tierra, y así dejaron de edificar la ciudad. Por eso se llamó Babel, porque allí confundió Yavé la lengua de la tierra toda. La Biblia: Génesis 11 (versión de Nácar Colunga). Esta leyenda [indochina] nos cuenta que habitando todos los hombres en una sola ciudad y hablando todos ellos una misma lengua, como consideraran poco práctico que la Luna no se hiciese siempre visible, se decidieron a levantar una torre a fin de poder alcanzarla. A medida que la torre iba ganando en altura sus constructores pasaban a aposentarse en los diferentes pisos, y al mismo tiempo desarrollaban diversas lenguas. Pero cuando la torre estaba a punto de ser terminada, el espíritu de la Luna se enojó y soplando contra ella la echó por los suelos, y los hombres se dispersaron por la faz de la Tierra, pasando a morar allí donde el viento los había llevado... ENRIQUE WULFF: Lenguaje y lenguas. a) El primer texto es el relato bíblico de la torre de Babel. ¿Qué significa el nombre de Babel? ¿La diversidad de lenguas, según este relato, es considerada como algo bueno o malo para los seres humanos? El nombre de esta ciudad procede del verbo hebreo balál, «confundir», pero su fundador, el rey Nemrod le dio el nombre de Bab-el, es decir, «Puerta de Dios», ya que tenía el propósito de hacer de esta ciudad y de su torre, el lugar donde se podría tener comunicación directa con el cielo y, por lo tanto, con Dios mismo. Según el relato bíblico, la diversidad de lenguas es un castigo divino provocado por el orgullo de los seres humanos que, desde entonces, han estado condenados a no poder comunicarse. b) El segundo texto resume una leyenda del sureste de Asia sobre el origen de la diversidad lingüística. Compárala con el relato de la torre de Babel y señala los elementos comunes y las diferencias entre ambos. Como elementos similares se encuentran la construcción de una torre que pretende alcanzar los cielos, el enojo del dios (en este caso la Luna) y la dispersión de los hombres por la faz de la Tierra. Son elementos diferentes: la intención de los seres humanos (en el primer caso, alcanzar a Dios; en el segundo, conseguir que la Luna fuera siempre visible); el hecho de que ya al construir la torre los hombres iban hablando diferentes lenguas; y la forma del castigo, un soplo de la Luna que lleva a los hombres hasta los distintos lugares donde habitan.. 6.
(7) c) Busca y recopila mitos y leyendas procedentes de distintas culturas sobre el origen del lenguaje y de la diversidad de lenguas. Actividad libre. Puede consultarse en Google, la búsqueda de libros. Allí se encontrarán reproducidas unas páginas del libro de J. G. Frazer El folklore en el Antiguo Testamento, en las que se analizan diferentes mitos relacionados con el origen de la diversidad lingüística. d) Redacta un texto argumentativo que responda al siguiente título: «¿Por qué hay tantas lenguas distintas en el mundo?». Respuesta libre. El objetivo de la redacción es, principalmente, ir acostumbrando al alumno a razonar sus opiniones, utilizar argumentos diversos y válidos, y elaborar una presentación de un texto coherente y bien organizado. 2. Indica qué lenguas se hablan en cada uno de los siguientes países y a qué rama y familia pertenecen: Bélgica, Irlanda, Francia, Suiza, Gran Bretaña, Italia y Lituania. ¿Existe más de una lengua en alguno de estos países? ¿Están todas esas lenguas reconocidas como oficiales? Cita algún estado europeo monolingüe. En Bélgica se hablan y son oficiales el flamenco (neerlandés), el alemán y el francés. En Irlanda, el irlandés y el inglés. En Francia, aunque solo es oficial el francés, se hablan el catalán, el bretón, el gascón, el provenzal y el euskera. En Suiza, se hablan el francés, el alemán, el italiano y el retorrománico. En Gran Bretaña, se hablan el inglés, el galés y el escocés. En Italia se hablan el italiano, con muchas variantes dialectales, y el sardo en la isla de Cerdeña. En Lituania, el idioma oficial es el lituano, aunque también se habla el ruso. Exceptuando el euskera, única lengua preindoeuropea sobreviviente, he aquí la distribución de estas lenguas según sus ramas lingüísticas, todas ellas pertenecientes a la familia indoeuropea: -. Rama céltica: irlandés, bretón, galés, escocés. Rama germánica: inglés, alemán, flamenco (neerlandés u holandés). Rama románica: catalán, francés, italiano, sardo, gascón, provenzal, retorrománico. Rama báltica: lituano. Rama eslava: ruso.. 3. Para evitar la confusión producida por la diversidad lingüística, a lo largo de la Historia se han creado de forma artificial distintas lenguas que proponían erigirse en lenguas universales. Consulta en internet el origen y las características de las que figuran en esta lista. Puedes buscar también textos y artículos de enciclopedia escritos en ellas. esperanto ido interlingua volapuk La Wikipedia es una herramienta de consulta imprescindible para esta actividad. Allí se pueden encontrar artículos sobre cada una de estas lenguas universales, en los que se explica su origen, desarrollo y características. Pero además se pueden encontrar artículos de la Wikipedia escritos en ellas. Sirva como ejemplo la definición del idioma ido: «Ido esas internaciona auxiliara linguo kun poka polisemio sate konciza kreita da Louis de Beaufront en 1907 kom Esperanto reformita, adoptita internacione en Paris ye oktobro 1907, kom “idiomo helpanta internaciona”, da la Delegitaro (Délégation pour l’adoption d’une langue auxiliaire internationale). Yen la maxim bazala gramatiko intencante ke anke nesavanto pri Ido povus saveskar ulo. Vu povas lernar Ido altraloke en la reto per ula nacionala linguo.». 7.
(8) ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 13 1. En la formación de los dialectos románicos del latín influyeron otras lenguas que han dejado huella en el léxico castellano. Lee este texto del siglo XVI donde se habla de la influencia del árabe en el castellano y realiza después las actividades que se te proponen. Esta conquista, como creo sabéis, duró hasta el año de mil y cuatrocientos y noventa y dos, en el cual año los Reyes Católicos, de gloriosa memoria, ganando el reino de Granada, echaron del todo la tiranía de los moros de toda España. En este medio tiempo no pudieron tanto conservar los españoles la pureza de su lengua, que no se mezclase con ella mucho de la arábiga, porque, aunque recobraban los reinos, las ciudades, villas y lugares, como todavía quedaban en ellas muchos moros por moradores, se quedaban con su lengua; y, habiendo durado en ella hasta que pocos años ha, el emperador les mandó se tornasen cristianos o se saliesen de España, conversando entre nosotros, nos han pegado muchos de sus vocablos. Esta breve historia os he contado, porque, para satisfaceros a lo que me preguntasteis, me pareció convenía así. Ahora, pues habéis visto cómo, de la lengua que en España se hablaba antes que conociese la de los romanos, tiene hoy la castellana algunos vocablos y algunas maneras de decir, es menester que entendáis cómo de la lengua arábiga ha tomado muchos vocablos; y habéis de saber que, aunque para muchas cosas de las que nombramos con vocablos arábigos tenemos vocablos latinos, el uso nos ha hecho tener por mejores los arábigos que los latinos; y de aquí es que decimos antes alhombra que tapete, y tenemos por mejor vocablo alcrevite que piedra sufre, azeite que olio, y, si mal no me engaño, hallaréis que para solas aquellas cosas que habemos tomado de los moros, no tenemos otros vocablos con que nombrarlas que los arábigos, que ellos mismos, con las mismas cosas, nos introdujeron; y, si queréis ir avisados, hallaréis que un al, que los moros tienen por artículo, el cual ellos ponen al principio de los más nombres que tienen, nosotros lo tenemos mezclado en algunos vocablos latinos, el cual es causa que no los conozcamos por nuestros. Pero, con todos estos embarazos y con todas estas mezclas, todavía la lengua latina es el principal fundamento de la castellana, de tal manera que, si a vuestra pregunta yo hubiera respondido que el origen de la lengua castellana es la latina, me pudiera haber excusado todo lo demás que he dicho; pero mirad que he querido ser liberal en esta parte, porque me consintáis ser escaso en las demás. JUAN DE VALDÉS: Diálogo de la lengua.. a) Juan de Valdés distingue entre dos tipos de arabismos: ¿Cuáles? ¿Siguen empleándose los ejemplos que pone? ¿Por qué muchos arabismos comienzan por la sílaba al? Juan de Valdés distingue entre los arabismos introducidos en el idioma para los cuales hay palabras propias procedentes del latín, y los arabismos introducidos necesariamente para nombrar las realidades nuevas que ellos introdujeron. De los ejemplos que pone siguen utilizándose alfombra y aceite, no así alcrebite. Juan de Valdés explica también la razón por la que muchos arabismos comienzan con la sílaba al-: en realidad es el artículo que acompaña a las palabras árabes, pero en español se ha tomado unido a la palabra. b) Busca en un diccionario 20 palabras de origen árabe y explica su significado. Son arabismos las siguientes veinte palabras: aceituna, aceña, acequia, alberca, albornoz, alcahuete, alcalde, alcayata, alcázar, algarabía, álgebra, almacén, almena, almohada, atalaya, atún, cifra, fanega, noria, zanahoria.. 8.
(9) 2. Lee los siguientes textos correspondientes a los dialectos aragonés y astur-leonés e indica todos los rasgos lingüísticos propios de estas hablas que encuentres en ellos. Alredeor de mediu centenar de persones manifestaronse ayeri ante la sede de la esposición Astures, nel edificiu de la cai de Xovellanos, pa protestar pola ausencia total de la llingua asturiana. Baxo un sol d’agostu y les gueyaes que cruciaben dellos turistes sorprendíos, l’actu de protesta, convocáu pola Xunta pola Defensa de la Llingua Asturiana, entamó a les seis de la tarde, con una concentración ante la entrada principal a la esposición.. L’aragonés ye una luenga romanica u neolatina, isto ye una luenga naxita de o latín, igual como as atras luengas romanicas. Por ixo, ye chirmana de o castellano, catalán, portugués, oczitano, franzés, ezetra.. El primer texto pertenece al astur-leonés. Entre los rasgos que aparecen en él destacan: -. Diptongación de e y o latinas: gueyaes (derivado de oculum). Pérdida de consonantes intervocálicas: alredeor (alrededor), sorprendíos (sorprendidos). Las vocales finales -o, -e, se cierran en -u, -i: mediu (medio), edificiu (edificio), agostu (agosto), actu (acto), cai (calle). La vocal final -a se cierra en -e: persones (personas), turistes (turistas). La l- inicial palataliza: llingua (lengua). Posposición de los pronombres: manifestaronse. Unión de preposiciones y artículos: nel (en el), pola (por la).. El segundo texto pertenece al aragonés. Entre los rasgos que aparecen en él destacan: -. Diptongo de o y e en ue, ie: ye (es). Uso del artículo determinado o, a, os, as: o latín (el latín), o castellano (el castellano). Conservación de la j ante e, i pronunciada como una ch francesa: chirmana (hermana).. ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 20 1. A continuación aparecen palabras catalanas, gallegas y castellanas procedentes del latín. Indica a qué lengua pertenece cada una y explica el diferente proceso de evolución que han seguido respecto a la lengua de origen. LATÍN. CATALÁN. GALLEGO. CASTELLANO. terra(m). terra. terra. tierra. nocte(m). nit. noite. noche. pluvia(m). pluja. chuva. lluvia. oculu(m). ull. ollo. ojo. ventu(m). vent. vento. viento. filiu(m). fill. fillo. hijo. jocu(m). joc. xogo. juego. luna(m). lluna. lua. luna. blancu(m). blanc. branco. blanco. llet. leite. leche. lacte(m). hijo, ollo, lua, fill, noche, leite, tierra, vent, fillo, lluvia, vento, blanc, ojo, ull, nit, leche, blanco, lluna, xogo, noite, luna, viento, pluja, llet, choiva, joc, branco, juego, terra. 9.
(10) 2. Lee el siguiente texto escrito en las cuatro lenguas habladas en España y responde a las preguntas que se te formulan a continuación.. El valor de los derechos de autor Manifiesto de CEDRO en su vigésimo aniversario En el vigésimo aniversario de la creación de CEDRO, manifestamos que: 1. El trabajo de escritores, traductores y editores es una de las bases de la riqueza intelectual de la sociedad. 2. La dignidad profesional de autores y editores tiene su fundamento en el Derecho de Autor. Es legítima su aspiración a obtener una remuneración por el uso de sus obras, y a que su trabajo creativo se respete y se proteja. 3. El acceso a la información y a la cultura no puede ni debe realizarse sacrificando los derechos de autor. 4. Las obras de autores y editores constituyen un valor insustituible para la educación, la formación permanente y la innovación en empresas, organismos públicos y centros educativos. 5. El sector del libro y de las publicaciones periódicas tiene en España una relevancia estratégica: contribuye de forma significativa al producto interior bruto, a la creación de puestos de trabajo, a la mejora de la balanza comercial y a la generación en el extranjero de una imagen positiva de nuestro país. Madrid, 1 de julio de 2008.. ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 21 El valor dels drets d´autor Manifiest de CEDRO en el seu vintè aniversari En el vintè aniversari de la creació de CEDRO, manifestem que: 1. La feina d’escriptors, traductors i editors és una de les bases de la riquesa intel·lectual de la societat. 2. La dignitat professional d’autors i editors es fonamenta en el Dret d’Autor. És legítima la seva aspiració a obtenir una remuneració per l’ús de les seves obres, i que la seva feina creativa es respecti i es protegeixi. LATÍN CATALÁN GALLEGO CASTELLANO 3. L’accés a la informació i la cultura no es pot ni s’ha de dur a terme sacrificant els drets d’autor. 4. Les obres d’autors i editors constitueixen un valor insubstituïble per a l’educació, la formació permanent i la innovació en empreses, organismes públics i centres educatius. 5. A Espanya, el sector del llibre i de les publicacions periòdiques té una rellevància estratègica: contribueix de manera significativa al producte interior brut, a la creació de llocs de treball, a la millora de la balança comercial i a la generació d´ una imatge positiva del nostre país a l´estranger. Madrid, 1 de juliol del 2008. 10.
(11) O valor dos dereitos de autor Manifesto de CEDRO no seu vixésimo aniversario No vixésimo aniversario da creación de CEDRO, manifestamos que: 1. O traballo de escritores, tradutores e editores é unha das bases da riqueza intelectual da sociedade. 2. A dignidade profesional de autores e editores ten o seu fundamento no dereito de autor. É lexítima a súa aspiración a obter unha remuneración polo uso das súas obras e a que o seu traballo creativo se respecte e se protexa. 3. O acceso á información e á cultura non se pode nin debe realizar sacrificando os dereitos de autor. 4. As obras de autores e editores constitúen un valor insubstituíble para a educación, a formación permanente e a innovación en empresas, organismos públicos e centros educativos. 5. O sector do libro e das publicacións periódicas ten en España unha relevancia estratéxica: contribúe de forma significativa ao produto interior bruto, á creación de postos de traballo, á mellora da balanza comercial e á xeración no estranxeiro dunha imaxe positiva do noso país. Madrid, 1 de xullo do 2008. Egile-eskubideen bailoa CEDROren agiria, bere hogeigarren urteurrenean CEDRO sortu zeneko hogeigarren urteurrenean, hau adierazten dugu: 1. Idazleen, itzultzaileen eta argitaratzaileen lana gizartearen aberasgarritasun intelektualaren oinarrietako bat da. 2. Egileen eta argitaratzaileen duintasun profesionalaren oinarria Egile Eskubidea da. Legitimoa da beren lanak erabiltzeagatik ordainsari bat eskuratu nahi izatea, baita beren sormen-lana errespetatzea eta babesturik egotea nahi izatea ere. 3. Informazioa eta kultura ez dira egile-eskubideak baztertuz eskuratu behar. 4. Egile eta argitaratzaileen lanek balio ordeztezina dute hezkuntza, etengabeko trebakuntza eta berrikuntzarako, enpresetan, erakunde publikoetan eta ikastetxeetan. 5. Liburuen eta aldizkako argitalpenen sektoreak garrantzi estrategikoa du Espainian: barneproduktu gordinari laguntzen dio, eta lanpostuak sortzen, merkataritza-oreka hobetzen eta atzerrian gure herriaren irudi positiboa sortzen laguntzen du. Madrid, 2008ko uztaila 1. a) ¿En qué lengua está escrito cada uno de los comunicados? ¿Eres capaz de leer y entender el texto en las cuatro lenguas? ¿Cuáles te resultan más fáciles de comprender? Los comunicados están escritos en castellano, catalán, gallego y euskera, respectivamente. Seguramente, el texto en castellano sea el más familiar para todos los alumnos, aunque en las comunidades bilingües también serán conocidos algunos de los textos escritos en otra lengua cooficial. Los textos escritos en castellano, catalán y gallego son más fáciles de comprender para los hablantes del castellano.. 11.
(12) b) ¿Entre qué textos encuentras más similitudes? ¿Qué idioma presenta mayores diferencias respecto a los otros? Busca palabras y expresiones que sean parecidas en las cuatro lenguas y ordénalas en una tabla comparativa. Los textos escritos en castellano, catalán y gallego guardan más similitudes por ser lenguas románicas, es decir, procedentes del latín. El texto escrito en euskera difiere considerablemente de los otros tres, pues es una lengua preindoeuropea sin relación con las familias lingüísticas conocidas. Castellano derechos manifiesto aniversario escritores traductores editores información libro. Catalán drets manifest aniversari escriptors traductors editors información llibre. Gallego dreitos manifiest aniversario escritores tradutores editores información libro. Euskera (eskubide) (agiria) (urteurrenea) (idazle) (itzultzaile) (argitaratzaile) informazioa liburua. TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 22 Dignidad e igualdad de las lenguas Los científicos del siglo XIX creyeron que los aborígenes australianos eran el eslabón perdido entre el mono y el hombre. Hoy en día sabemos que todos los seres humanos de cualquier rincón del planeta pertenecemos exactamente a la misma especie (Homo sapiens sapiens) y lo sabemos porque nuestros conocimientos antropológicos son mucho más exactos que los que había el siglo pasado. Una vez aceptado esto, todavía hay quienes piensan que, a pesar de todo, los aborígenes australianos o de otros lugares de nuestro planeta son inferiores culturalmente a nosotros y esto se refleja en que sus lenguas son menos complejas, flexibles, ricas y potentes que las nuestras. Se sabe que el ser humano habita Australia desde hace por lo menos sesenta mil años y que ha estado prácticamente aislado en ese continente hasta el siglo XIX. Por ello, se puede decir sin temor a equivocarse que los aborígenes australianos están entre los pueblos más antiguos de la tierra. El estudio científico de las lenguas indígenas australianas se ha producido a mediados del siglo XX. Las lenguas autóctonas australianas que se han descrito hasta la fecha presentan una estructura de un grado de complejidad fonética, morfológica, sintáctica y semántica del todo equiparable al de nuestras lenguas europeas. El supuesto primitivismo cultural de los aborígenes australianos no se corresponde en absoluto con un primitivismo lingüístico. Ese presunto primitivismo no se puede demostrar en términos lingüísticos. Lo mismo hay que concluir a partir de los estudios científicos actuales de las lenguas aborígenes de otros lugares: desde América hasta Nueva Guinea pasando por África. De hecho, puede afirmarse que una de las aportaciones fundamentales de la lingüística es haber puesto de manifiesto que no existen lenguas primitivas. Ello indica que a una única especie humana (Homo sapiens sapiens) le corresponde una única especie lingüística, que hemos de denominar lengua humana. De aquí se deduce que la valoración jerarquizadora de las lenguas humanas no puede basarse en criterios lingüísticos, que la discriminación lingüística no puede justificarse gramaticalmente, por más que a veces se oigan cosas como «esa lengua es muy difícil», «aquella lengua no es útil», «esa lengua es más perfecta que esta». JUAN CARLOS MORENO CABRERA: La dignidad e igualdad de las lenguas.. 12.
(13) Lenguas y percepción de la realidad Las distintas lenguas disponen de medios para transmitir su propia percepción de la realidad: diferencias en cuanto al vocabulario, la estructura gramatical y también en cuanto a la distinción entre lo real y lo imaginario. En principio, todo conocimiento humano depende de los criterios aplicables para determinar similitudes y diferencias. [...] Un ejemplo interesante es el de los nombres de los colores. La misma franja del espectro puede tener un solo nombre en una lengua, dos en otra y tres en una tercera. Si se habla en una lengua que no distingue entre verde y azul, por ejemplo (como en galés glas), se ignorará la diferencia entre esos dos colores en la vida corriente. Los nombres de las plantas varían también considerablemente de un idioma a otro, y cuando una planta es vital para una cultura, es sorprendente el grado de precisión a que puede llegar el vocabulario. Así, en algunas lenguas de Nueva Guinea existen decenas de nombres para los distintos tipos de hojas de cordilina, según se usen para el vestido, la decoración, la magia u otros fines. Una precisión similar se observa en las jergas especializadas de algunos grupos de las sociedades occidentales, por ejemplo, los mecánicos, los pintores, los médicos o los banqueros. P. MÜHLHÄUSLER: «Salvar Babel», El Correo de la Unesco.. TEXTOS COMPLEMENTARIOS-PÁG. 23 Lenguas en guerra Creo que en los últimos tiempos estamos demasiado acostumbrados a que las noticias sobre las lenguas de España aparezcan en las páginas de los periódicos dedicadas a política. Esto es un hecho sintomático de que en España tenemos trastocado el papel de las lenguas y de que quizá estamos habituándonos a que se utilicen como ariete de reivindicaciones políticas. Sin embargo, para quienes admiramos esa facultad tan asombrosa y maravillosa que es el lenguaje, esa facultad específicamente humana que tantos progresos ha permitido a nuestra especie, resulta verdaderamente desoladora esta utilización espuria de las lenguas como armas de reivindicación política. Por ello, deseo criticar a quienes utilizan esta facultad humana del lenguaje con esos fines y mostrarme como todo aquel que ama su lengua materna, abierta a todas las lenguas que se hablan en España, absolutamente respetuosa con la dignidad de cada una, pero considerando el alto valor que tiene el español como lengua de intercambio. Intentaré demostrar que ese uso de las lenguas para levantar barreras pervierte los rasgos esenciales de las lenguas; que esa instrumentalización política es un fenómeno relativamente reciente, el cual, aunque nos parezca propio y normal de la situación de contacto de lenguas, no tiene por qué ser así ni lo ha sido a lo largo de la larga historia de convivencia de lenguas en España; y que esa utilización de las lenguas con fines políticos también es ajena a los intereses de los hablantes y, a veces, incluso contraria a ellos. IRENE LOZANO: «Lenguas en guerra», en <http://www.elcorreodigital.com>.. 13.
(14) Defensa de las lenguas Como amante de la lengua, de las lenguas, de todas las lenguas —y no digamos de las españolas: el español, el catalán, el gallego y el vasco— preconizo que juguemos a sumar y no a restar, que apostemos al alza y no a la baja, que defendamos la libertad de las lenguas y sus hablantes, soñemos con la igualdad de propósitos y troquemos la fraternidad de los juegos florales y los discursos de artificios y su escenografía caduca e inoperante, por la justicia de la implacable erosión semántica, esa ilusión que acabaría perfeccionando al hombre en paz. Sí. No usemos la lengua para la guerra, y menos para la guerra de las lenguas, sino para la paz, y sobre todo para la paz entre las lenguas. De la defensa de la lengua, de todas las lenguas, sale su fortaleza, y en su cultivo literario se fundamenta su auge y su elástica y elegante vigencia. CAMILO J. CELA: «Aviso de la defensa del español», Discurso de inauguración del II Congreso Internacional de la Lengua Española.. 1. Elabora un resumen de cada uno de los dos primeros textos. Intenta expresar en pocas líneas las ideas principales que se expresan en ellos. Texto 1: Los estudios lingüísticos han demostrado que no hay lenguas primitivas frente a lenguas desarrolladas: cualquier lengua presenta un grado de complejidad tal que es imposible basar en las características lingüísticas una supuesta jerarquización de las lenguas. Texto 2: Las peculiaridades léxicas de cada lengua implican una distinta percepción de la realidad. Cada cultura ve en la realidad aquello para lo cual dispone de palabras. 2. Los textos de Irene Lozano y Camilo José Cela hablan de la convivencia de lenguas en España. ¿Cómo es esa convivencia según los autores? ¿Cómo debería ser? En ambos textos los autores denuncian la utilización de las diferencias lingüísticas como instrumento de separación y de lucha entre las distintas comunidades que las hablan. Esa instrumentalización de las lenguas ha provocado una convivencia difícil en los últimos años en nuestro país. Los dos autores reivindican la validez y la defensa de todas las lenguas, y expresan su deseo de una convivencia pacífica y fructífera entre ellas y sus hablantes. En los dos textos se defiende también al idioma español como el idioma que permite la comunicación entre los habitantes del país, más allá de cualquier diferencia ideológica y lingüística. 3. Redacta un texto argumentativo en el que defiendas tu opinión sobre cuál es la actitud más sensata para afrontar el bilingüismo en un territorio. Puedes emplear como argumentos las experiencias personales que hayas tenido. Respuesta libre.. 14.
(15) TEST DE EVALUACIÓN-PÁG. 25 1. Indica cuál de estas afirmaciones es cierta: a. Al principio de los tiempos había una sola lengua y de ella surgieron todas las demás. b. Hoy en día sabemos cómo surgieron el lenguaje y la diversidad lingüística. c. El origen del lenguaje y de la diversidad lingüística son enigmas de difícil explicación. 2. Escoge la definición correcta: a. Las familias lingüísticas se determinan por la proximidad geográfica. b. Las familias lingüísticas se agrupan por similitudes en su estructura. c. Cada una de las lenguas es distinta de las demás y no hay relaciones entre ellas. 3. ¿Cuál es la diferencia entre lengua y dialecto? a. La lengua es la facultad de todos los seres humanos de hablar y el dialecto es cada una de las formas de hablar. b. La lengua es el instrumento de comunicación de una comunidad y el dialecto es una forma incorrecta de la lengua. c. La lengua es el instrumento de comunicación de una comunidad y el dialecto es una variedad geográfica de esa lengua que no impide la comunicación. 4. ¿Cuál es la diferencia entre bilingüismo y diglosia? a. El bilingüismo es la convivencia equilibrada de dos lenguas en un mismo territorio; la diglosia se produce cuando una lengua tiene mayor poder que la otra. b. El bilingüismo se produce cuando en un territorio conviven dos lenguas y una tiene mayor poder que la otra; la diglosia es la convivencia equilibrada de dos lenguas en un mismo territorio. c. El bilingüismo es la convivencia equilibrada de dos lenguas en un mismo territorio; la diglosia es la convivencia de más de dos lenguas en un mismo territorio. 5. Los dialectos hispánicos medievales herederos del latín fueron: a. El catalán, el francés, el castellano, el navarro-aragonés y el gallego. b. El catalán, el navarro-aragonés, el castellano, el astur-leonés, el gallego y los dialectos mozárabes. c. El catalán, el portugués, el castellano, el francés, el provenzal, el italiano, el retorrománico y el rumano. 6. Relaciona correctamente los términos de la primera columna con las afirmaciones de la segunda. EL GALLEGO. EL EUSKERA. EL CATALÁN. EL CASTELLANO. es el resultado de la evolución del latín vulgar en el noroeste de la Península. Cuenta con dos millones y medio de hablantes. es una lengua antiquísima: la única lengua preindoeuropea que sobrevive en Europa occidental. En la actualidad, hablan esta lengua en torno a un millón de personas. es el resultado de la evolución del latín vulgar en los territorios del noreste peninsular. En la actualidad es hablada por más de siete millones de personas. es en la actualidad una de las lenguas más importantes del mundo. Se calcula que la emplean más de 400 millones de personas.. 15.
(16) UNIDAD 2: EL ESPAÑOL ACTUAL Y SUS VARIEDADES CUESTIONES INICIALES-PÁG. 27 1. ¿Existe un único español homogéneo o diferentes realizaciones según las zonas? Todos los hablantes del español forman una misma comunidad lingüística, pero todos los hablantes no hacen un uso homogéneo de la lengua. Las variedades históricas, geográficas, sociales o de competencia comunicativa impiden la uniformidad del idioma. 2. ¿Hay alguna variedad dialectal o local en la zona en la que vives? Respuesta libre. En casi todas las zonas existe una modalidad diferente de uso del castellano. En unos casos, responderá a las variedades meridionales, en otros a las septentrionales y, en algunos casos, se deberá a la convivencia del castellano con alguna lengua cooficial. 3. ¿En qué otros lugares fuera de España se habla español? Se habla español en América Central y América del Sur, Estados Unidos, Filipinas, Guinea Ecuatorial, Marruecos, Sahara y el sefardí en algunas zonas. 4. ¿Cuántos países hispanoamericanos eres capaz de citar? En la página 33 aparece la relación de países hispanoamericanos que hablan español. 5. ¿Qué otras variedades de la lengua existen, además de las geográficas? Existen variedades relacionadas con el sexo, con la naturaleza socioeconómica, cultural y profesional de los hablantes, además de las variantes geográficas ya señaladas. 6. ¿Qué diferencias generacionales se dan en la forma de expresarse? La edad determina la forma de expresarse. El uso que hacen de la lengua niños, jóvenes, adultos y ancianos suele tener diferencias notables en algunos casos. Especialmente significativa es el habla de los jóvenes cuya intención principal es la de diferenciarse del mundo de los adultos. 7. ¿Qué diferencias se producen entre los registros formal e informal? El registro formal, al realizarse en situaciones formales, es más elaborado, utiliza un léxico más preciso y variado y los enunciados son más extensos. El registro informal, al realizarse en situaciones más familiares o afectivas es más impreciso y espontáneo, utiliza gran variedad de recursos expresivos y su léxico es más sencillo.. ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 31 1. Lee el siguiente texto y responde a las preguntas que se formulan a continuación: La repetida cita de Max Weinreich «una lengua es un dialecto que tiene ejército y armada» recoge la importancia del poder político y la soberanía de una nación-estado para que la variedad que habla sea llamada «lengua» y no «dialecto». El acuerdo general para considerar que estamos ante una lengua lo produce la conjunción de factores sociales, políticos, psicológicos e históricos, y no ningún tipo de propiedades lingüísticas inherentes. En China existe toda una suerte de variedades que un lingüista consideraría lenguas diferentes y que sin embargo pasan por dialectos del chino porque están unidas por un sistema común de escritura. Los hablantes de cantonés o chino mandarín no se entienden cuando hablan, pero escriben de forma semejante, de modo que cada uno de ellos representa las mismas «palabras» por los mismos símbolos, mientras la versión oral de esas palabras es completamente distinta. SUZANNE ROMAINE: El lenguaje en la sociedad. 16.
(17) a) Según el texto, ¿qué criterios diferencian una lengua de un dialecto? ¿Son nítidas las fronteras entre lengua, dialecto y habla? ¿Por qué? ¿Qué factores extralingüísticos intervienen? Según el texto, los límites entre lengua, dialecto y habla son muy difusos en algunos casos, pues son factores sociales, políticos, psicológicos e históricos los que determinan su distinción, no factores de carácter lingüístico. b) Las diferencias entre las distintas variedades de una lengua, ¿son fundamentalmente orales o escritas? ¿Por qué? Las diferencias entre una lengua y un dialecto son principalmente de carácter oral, como lo demuestra el ejemplo que introduce sobre las variaciones del chino. Los hablantes de una lengua utilizan su variedad dialectal cuando se expresan oralmente, pero se expresan de un modo homogéneo cuando escriben. c) ¿Qué circunstancias se deben dar para que un dialecto se constituya en lengua? Para que un dialecto se convierta en lengua debe diferenciarse notablemente de la lengua de origen de modo que los hablantes lo perciban como un instrumento de comunicación diferente; sin embargo, tal y como se cita en el texto, el concepto de nación-estado es muy importante para identificar una lengua desde un punto de vista político. 2. Lee el siguiente texto y responde a las preguntas que se formulan a continuación: Este empeño por el mantenimiento de la unidad de una lengua dominante con una amplia extensión geográfica no puede consistir en impedir y enmendar las variedades o dialectos de una lengua pues tal tarea es manifiestamente imposible: sería ir contra la naturaleza misma de la lengua. La idea de impedir que las variedades lleguen a constituirse como lenguas autónomas y distintas de la variedad estándar vale lo mismo, en las situaciones de dominio y sometimiento, que negar a las comunidades que las hablan su derecho a ver reconocida su variedad como un instrumento de comunicación y de cultura situado a estos efectos al mismo nivel que la variedad estándar. Esta nivelación, en las situaciones de desequilibrio, supondría arrebatar a esa variedad estándar una de sus parcelas de poder idiomático y cultural. Por ello, defender la unidad de una lengua dominante equivale de hecho, en muchas ocasiones (no necesariamente en todas), a defender la imposición de una variedad lingüística sobre las demás. Esto es de hecho así, porque hemos intentado demostrar que la lengua estándar no es más que una variedad lingüística entre otras; una variedad que ha visto privilegiada su situación por determinados factores de carácter extralingüístico (que nunca lingüísticos). [...] Las personas que han tenido acceso a la educación pueden conocer mejor la variedad lingüística estándar que las que no han podido acceder a ella. Que estas hablen variedades lingüísticas no estándar no quiere decir que hablen peor o incorrectamente. Simplemente, hablan de distinta forma. JUAN CARLOS MORENO CABRERA: La dignidad e igualdad de las lenguas.. a) Según el autor del texto, ¿debemos considerar las variedades geográficas de una lengua como usos incorrectos y contrarios a la norma? ¿Por qué? No, pues las personas que hablan variedades lingüísticas distintas de la estándar no hablan mejor o peor, sino que hablan de distinta forma. Entre los hablantes de una variedad geográfica podemos encontrar hablantes más o menos cultos independientemente de esa variedad lingüística. b) ¿Por qué es imposible evitar que las lenguas evolucionen y den origen a distintas variedades? En el texto se explica la respuesta de este modo: La idea de impedir que las variedades lleguen a constituirse como lenguas autónomas y distintas de la variedad estándar vale lo mismo, en las situaciones de dominio y sometimiento, que negar a las comunidades que las hablan su derecho a ver reconocida su variedad como un instrumento de comunicación y de cultura situado a estos 17.
(18) efectos al mismo nivel que la variedad estándar. Es decir, las variedades lingüísticas son un instrumento de comunicación y de cultura y deben reconocerse al mismo nivel que la variedad estándar. Este empeño por el mantenimiento de la unidad de una lengua dominante con una amplia extensión geográfica no puede consistir en impedir y enmendar las variedades o dialectos de una lengua pues tal tarea es manifiestamente imposible: sería ir contra la naturaleza misma de la lengua. c) ¿Crees que se debe evitar o promover el uso de las variedades dialectales? Si las lenguas son instrumentos de comunicación y los hablantes de una determinada zona se expresan según una variedad lingüística geográfica, debe respetarse y fomentarse su uso ya que favorece los procesos de comunicación y el sentimiento de identidad cultural.. ACTIVIDADES PROPUESTAS-PÁG. 32 3. Lee el siguiente texto en voz alta procurando marcar los rasgos fónicos propios de la variedad dialectal que se representa. Señala los distintos rasgos lingüísticos de esta variedad del castellano con ejemplos del texto. A continuación, responde a las preguntas que se formulan más abajo. He leío ssu novela. Ettá plena d’assierto prometedoreh; pero huhgada com’un tó, he de dessille que é una obra demassiao inmadura, lo cua no é un defetto, ssino que é normá. Tenga utté en cuenta que para eccribí una novela é nessessario musha edá y ehperienssia [...]. Pelmítame que ssea suavemente ssínico. La novela, hoy por hoy, ssarvo que vuerva ssu cabessa hassia lo inefable y sse haga lírica hatta en ssu lujareh má recónditoh, ehtá llamá a dessaparassé, sse lo dijo sho, que soy conssehero de loh editores y de la revittah máh importanteh. Hoy por hoy, una novela realitta a lo don Benito Jarbanssero é impensable. ¿Quién lee hoy por hoy ar pobre don Pío? Cuatro viehoh y toah la shashah. ANTONIO OREJUDO: Fabulosas narraciones por historias. • • • • • • • •. La confusión de -r y -l en posición final de sílaba: dessil-le, pelmítame, ar, vuerva. La aspiración de s en final de sílaba o de palabra: prometedoreh, recónditoh. La aspiración de la j: huhgada, conssehero. La supresión de sonidos y sílabas finales en algunas palabras: tó, cua, normá, edá. El seseo o pronunciación de c y z como s: nessessario, ssínico. La pérdida de -d- intervocálica o ante -r-: leío, demassiao. La relajación en la pronunciación de la ch: musha. La distinción entre el singular y el plural mediante la mayor abertura de la vocal final en el plural: lujareh, recónditoh.. a) ¿De qué variedad dialectal se trata? ¿Los rasgos lingüísticos reflejados son orales o escritos? Se trata del andaluz, aunque hay rasgos lingüísticos compartidos con otras variedades meridionales. Los rasgos representados en este texto escrito son de carácter oral; de ahí que las grafías intenten representar de un modo fiel los sonidos propios del habla andaluza. b) El personaje del texto, ¿sesea o cecea? ¿Se trata de un rasgo específico de esta variedad? ¿Qué otros rasgos de los que has señalado son comunes a otras variedades meridionales? El personaje que habla sesea. Este rasgo lingüístico es compartido con otras variedades meridionales como el canario; también es un rasgo característico del español de América. Otros rasgos comunes con otras variedades meridionales son: la confusión de –r y –l en posición final de sílaba, la aspiración de s en final de sílaba o de palabra, la aspiración de la j, la supresión de sonidos y sílabas finales en algunas palabras. 18.
(19) c) En el texto se marcan gráficamente otros rasgos lingüísticos. Explica en qué consisten los rasgos señalados en estos ejemplos: d’assierto, huhgada, sho, shashah. Otros rasgos que aparecen son: la pronunciación sibilante de la s (ssu, ssea), la aspiración de la s implosiva (etta, utté, eccribí), la velarización de la g (lujareh, dijo). d’assierto: contracción de la preposición y la palabra que se inicia por vocal. huhgada: aspiración de la z. sho: pronunciación especial de la y. shashah: relajación o pronunciación fricativa de la ch. 4. Lee el siguiente fragmento en el que aparecen rasgos dialectales del andaluz. ¿Encuentras algún rasgo lingüístico diferente a los del texto anterior? ¿Se incluyen vulgarismos? Busca información sobre las características lingüísticas de cada zona de uso del andaluz y pon ejemplos de ambos textos. Como er principio nunca lo tengo que penzá, por ezo me zale tan de gorpe. «Juan, de lo que me dices de que ya estás güeno, tú no zabes la alegría que nos ha entrao a tu padre y a mí. A tu tío —ya tú le conoces er flaco— demaziá alegría. Ze alegró, como zi en vé de un zobrino, ze le hubieran puesto güenos los cuatro que tiene. No te rías Juaniyo.» Póngazelo usté azín, que a é le hace gracia. HERMANOS ÁLVAREZ QUINTERO: Carta a Juan Soldado. En este fragmento en lugar de seseo aparece el ceceo: penzá, ezo, zale, póngazelo. Además aparece un caso de yeísmo: Juaniyo. Los otros rasgos ya aparecían en el texto anterior: supresión de sonidos, confusión de l y r, pérdida de d intervocálica. Vulgarismos: güeno, güenos, azín. A pesar de la tradicional percepción del ceceo como fenómeno rural, existen una buena cantidad de ciudades en Andalucía con mayoría ceceante. Málaga, segunda ciudad más grande de Andalucía, conserva una mayoría de hablantes ceceantes, a pesar del seseo con /s/ coronal propio de ciertos barrios (La Caleta o El Palo) y del descenso de ceceantes en favor de la distinción, por influjo de la inmigración desde zonas no ceceantes. Jerez de la Frontera, con la mayor población de su provincia, es una ciudad mayoritariamente ceceante, aunque existe un porcentaje creciente de hablantes con distinción o seseo, el ceceo sigue predominando. Al contrario que en la capital provincial, Cádiz, donde predomina el seseo, aunque tiene gran influencia de los demás municipios de la provincia que sí son ceceantes. Huelva ha recibido el influjo de los venidos desde el seseante Andévalo o la sierra distinguidora, además de gran cantidad de ciudadanos no andaluces llegados en las últimas décadas, no obstante lo cual el ceceo mantiene cierto vigor en esta ciudad. Otras ciudades de Andalucía que tienen la solución ceceante como proporcionalmente mayoritaria son Marbella, Dos Hermanas, Sanlúcar de Barrameda, Utrera, Algeciras, San Fernando, El Puerto de Santa María, Vélez-Málaga, o El Ejido. Las grandes capitales del seseo de Andalucía son Cádiz, Sevilla y Córdoba. En las dos primeras se usa /s/ predorsal, mientras que en Córdoba se usa la /s/ coronal plana, caracterizando entre las tres ciudades los dos tipos de seseo andaluz. El seseo es mayoritario en el Andévalo onubense, Sierra Norte de Sevilla, la propia ciudad de Sevilla y parte de su área metropolitana por la recientemente influencia de la capital. También se da en las comarcas de la Alta y Baja Campiña cordobesa, así como la Subbética de la provincia de Córdoba (con un forzamiento curioso del sonido /s/ coronal plano, siendo máxima exponente la ciudad de Lucena). También en los Llanos de Antequera, al norte de la provincia de Málaga, predomina el seseo aunque coexiste con el ceceo según el área y el sociolecto. El seseo se adentra en el noroccidental de la provincia de Granada, en zonas del oeste y del valle del Guadalquivir en la provincia de Jaén y es casi testimonial en Almería. 19.
(20) Por todo lo dicho sobre el ceceo y el seseo, no puede decirse que uno de ellos sea occidental y otro oriental, como se observa en el mapa. Además hay zonas en Andalucía donde se da distinción entre /s/ y /θ/, debido a la influencia de las hablas de transición entre el andaluz y castellano. Asimismo existen muchos hablantes andaluces que distinguen /s/ y /θ/ debido a diglosia generada por el sistema educativo oficial en todo el territorio.. el la el la. La pronunciación fricativa de la /ch/ también es un rasgo discontinuo, que aparece en las provincias de Cádiz, Sevilla y Málaga, en los dos tercios sureños de la de Granada y testimonial en el sur de Almería. En Huelva, Córdoba y Jaén su uso mayoritario se limita a algunas poblaciones concretas. La pronunciación de la /g/ y la /j/ como /h/ aspirada, se da en toda Andalucía Occidental, y se adentra en las tres provincias orientales en una diagonal imaginaria noroeste-sureste, desapareciendo a partir de esa línea, coincidiendo en gran medida con el área de distinción entre /s/ y /z/ (mitad suroccidental de Granada, poniente almeriense y pequeñas zonas de la de Jaén). La aspiración de la h inicial se ha conservado más en las zonas rurales que en las urbanas, especialmente en Andalucía Occidental. 5. A continuación te presentamos unos fragmentos escritos en otras variedades meridionales del castellano. Léelos y señala los rasgos específicos de esos dialectos que encuentres.. Murciano Por curpa d’un dequivoco pudo haber una trigedia. Hogaño, en nuestro partío, según las presonas cuentan, pos resurta qu’el tío Blas, El Zamarrero, sin juerzas y con tan poca salú que ya las patas le tiemblan, no pue ni echarse un caliche polque al manejar la pieza se le quea tan corta c’al sitio marcao no allega. Romancero Panocho de Velasco.. Extremeño ¡Qué güeno es el Cristu de la ermita aquella! Pa jacel más alegri mi vía, ni dineros me dio ni jacienda, polque ice la genti que sabi que la dicha no está en la riqueza. Ni me jizu marqués, ni menistro, ni alcaldi siquiera, pa podel dil a misa el primero con la ensinia los días de fiesta y sentalmi a la vera del cura jaciendu fachenda. JOSÉ Mª GABRIEL Y GALÁN: El Cristu Benditu.. Texto en murciano: -. Confusión de r y l en posición implosiva: curpa, polque. Pérdida de sonidos y sílabas finales: pue, salú. Pérdida de -d- intervocálica: quea, marcao, désmayao. Confusión de f- inicial por j-: juerzas. Confusión de vocales: trigedia. Monoptongación de ue: pos. Metátesis del sonido r: presonas. Anteposición de la vocal a-: allega.. 20.
Outline
LA PALABRA ESTRUCTURA Y SIGNIFICADO
LA ORACIÓN GRAMATICAL Y SUS CLASES
EL TEXTO CARACTERÍSTICAS Y CLASES
VARIEDADES TEXTUALES (I)
VARIEDADES TEXTUALES (II)
LOS TEXTOS LITERARIOS
LA NOVELA Y EL ENSAYO A PRINCIPIOS DEL SIGLO XX
EL TEATRO EN EL PRIMER TERCIO DEL SIGLO XX
LA POESÍA DESDE MEDIADOS DEL SIGLO XX
Documento similar