RESUMO
A brinquedoteca em questão é um espaço aberto à comunidade local, atendendo crianças de
escolas da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, bem como graduandos,
pro-porcionando momentos lúdicos nos quais se estimula a leitura, a brincadeira, dramatizar,
expressar-se e experimentar diferentes tipos de jogos e brincadeiras, bem como outras atividades de caráter
pedagógico, lúdico e cultural relacionadas à temática da infância. Nas ações de pesquisa, extensão
e formação dos alunos que atuam como monitores-brinquedistas, o referencial teórico de suporte
tem sido a perspectiva histórico-cultural. Na extensão, emergiu do plano de trabalho intitulado
“Contação e dramatização de histórias infantis” o interesse em trabalhar a atividade de contação de
histórias voltadas para o debate das relações etnorraciais na Educação Infantil, nascendo daí o plano
de trabalho “Pretagogia: a contação de história na perspectiva etnorracial nas atividades da
Brinquedoteca do CAFS”. Fundamentou-se na Lei 10.639/03 bem como nas produções de autores
brasileiros e estrangeiros relacionados ao tema ora investigado. Como resultados, confirmou-se que
a prática de contar histórias é essencial para a formação da criança, ao promover situações
dire-cionadas a integração destas com a sociedade bem como a transformação do seu mundo interior.
Palavras-chave: brinquedoteca; contação de histórias; pretagogia; relações etnorraciais
ABSTRACT
Perspectiva afrocentrada nas contações de história na brinquedoteca do cafs:
fortalecimen-to da aufortalecimen-toestima e identidade negra de crianças. The fortalecimen-toy library in question is a space open fortalecimen-to the
local community, attending children from elementary school and early years of elementary school
PERSPECTIVA AFROCENTRADA NAS CONTAÇÕES DE
HISTÓRIA NA BRINQUEDOTECA DO CAFS:
FORTALECIMENTO DA AUTOESTIMA E IDENTIDADE NEGRA DE CRIANÇAS
Paulo de Tarso da Silva Júnior
Aluno do Curso de Pedagogia e monitor-brinquedista do Campus Amílcar Ferreira Sobral UFPI
[email protected] Carla Andréa Silva
Professora coordenadora do Curso de Pedagogia do Campus Amílcar Ferreira Sobral
as well as undergraduates, providing playful moments in which it stimulates to read, play,
drama-tize, express themselves, try different types of games and games, as well as other activities of a
ped-agogical, playful and cultural nature related to the theme of childhood. In the actions of research,
extension and training of students who act as monitors-toys, the theoretical support framework has
been the cultural historical perspective. In extension, emerged from the work plan titled
“Contamination and dramatization of children’s stories” the interest in working the activity of
story-telling focused on the debate of ethnoracial relations in Early Childhood Education, hence the work
plan, Pretagogia: the counting of history in the ethnorcial perspective in the activities of CAFS Toy
Library. It was based on Law 10.639 / 03, as well in national and foreign studies related with the
sub-ject. As a result, it was confirmed that the practice of storytelling is essential for the formation of the
child, in promoting situations, in the sense of integration with society and transformation of his inner
world.
Keywords: toy library; storytelling; pretagogia; ethnic-racial relations
INTRODUÇÃO
Este trabalho objetiva apresentar as experiências de extensão vividas por alunos-brinquedistas
do curso de licenciatura em Pedagogia, da Universidade Federal do Piauí, Campus Amílcar Ferreira
Sobral. As atividades aqui relatadas foram propostas pela Brinquedoteca da instituição, oriunda do
Projeto intitulado “Brinquedoteca: espaço interdisciplinar de ludicidade, arte e aprendizagem”.
Ressalta-se que o projeto visa ao desenvolvimento de habilidades que levem o aluno/monitor a
desempenhar funções necessárias ao funcionamento da brinquedoteca, tais como o laboratório de
ensino, considerando a organização e a manutenção deste espaço de aprendizagem. Ademais,
garante a interação com a comunidade beneficiária, além da produção de materiais necessários ao
desenvolvimento de atividades, como a contação de histórias e o acolhimento de crianças e outros
usuários.
Do plano de trabalho “Dramatizações e contação de histórias infantis”, executado em 2018,
den-tre as atividades de extensão da Brinquedoteca do CAFS, emergiu o interesse em trabalhar a
ativi-dade de contação de história em uma perspectiva da educação que reconhece a importância da
dis-cussão em torno das relações etnorraciais na Educação Infantil, mediante a formulação do plano de
trabalho intitulado “Pretagogia: a contação de história na perspectiva etnorracial nas atividades da
Brinquedoteca do CAFS”. Nesse momento, considera-se relevante recordar que da população de
Floriano, um percentual considerável de habitantes se declara negro, especificamente 78,6%1 da
população, segundo dados da PNAD de 2016.
A discussão que se segue tem como marco orientador a compreensão da criança como um ser
de direitos, em desenvolvimento, que esteja numa faixa etária entre 0 e 12 anos, conforme
estabe-lece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Brasil,1990). O compartilhar sobre o
entendi-mento acerca da criança presente na legislação brasileira se faz necessário neste relato, uma vez que
nossas ações na referida Brinquedoteca incorporam as concepções acerca da infância que não são
estáticas ou heterogêneas, e dizem respeito à garantia de bem-estar destas.
METODOLOGIA
Este relato levou em consideração em sua construção os princípios inerentes à abordagem
qua-litativa em pesquisa que, segundo Lakatos e Marconi (2009), tem por preocupação a análise e
inter-pretação de aspectos mais profundos, detendo-se sobre a descrição com vista a apreender a
com-plexidade do comportamento humano. Esta abordagem segundo os autores fornece análises mais
A experiência relatada teve como lócus a Brinquedoteca Mundo Encantado e quatro escolas da
rede municipal de educação de Floriano, cujos participantes foram os alunos devidamente
matricu-lados nas referidas instituições, na faixa etária de 3 a 5 anos de idade.
RELAÇÕES ETNORRACIAIS: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA DA CRIANÇA
Para iniciar esta discussão, consideramos relevante recordar que o conceito raça encontra-se
ultrapassado, tendo em vista o entendimento de que não existe necessidade de diferenciação entre
os seres humanos nesse sentido, e muito menos nos caberia uma classificação em “raças”.
Portanto, a denominação mais apropriada seria “etnia”. Gomes (2005), afirma que a palavra “raça”
seria um termo amplamente utilizado para designar a subjetividade de pessoas com pele negra, a
partir de uma análise fenotípica, com a intenção de subalternizar a etnia negra e pessoas retintas2.
Discutir identidade, sobretudo sua construção, requer aprofundamento no entendimento no que
se diz respeito ao ser “criança” e como são estabelecidas suas relações sociais. Para Rios (2011),
a identidade é uma construção multirreferencial, definida por processos complexos de significação
socialmente determinados por experiências vivenciadas pelo indivíduo. Portanto, a identidade não é
uma positividade, tampouco um absoluto que se encerra em si mesmo, e sim uma relação.
Em convergência, encontra-se a perspectiva de Goffman (1975), que dentro da sua teoria sobre
o estigma da identidade pessoal, trata sobre o multirreferencialismo cultural, destacando o sujeito
como capaz de moldar suas ações com base nas expectativas dos outros. Estas seriam uma forma
de controle social, no qual se seleciona de acordo com os princípios da sociedade o que se é
ade-quado ao pensamento hegemônico da época e o que é tido como anormal.
Autores como Kramer (2007) ressaltam que as visões sobre a infância são construídas dentro
do fator social e histórico do meio em que elas se inserem. A inserção concreta das crianças e seus
papéis variam conforme os modos de organização da sociedade. Desse modo, a ideia de infância
não permanece estática, sendo modificada constantemente, apresentando variações de uma
socie-dade para outra, inclusive quanto à sua duração. Assim, crianças constituem-se como sujeitos
sociais e históricos, marcados pelas contradições das sociedades em que estão inseridas. A
crian-ça não se resume a ser alguém que não é, mas o que se tornará (o adulto, no dia em que deixar de
ser criança) (Kramer, 2007).
Nessa direção, Kramer (2007) nos alerta de que normalmente vivemos em uma linha tênue,
onde em um lado temos grandes discussões e considerações sobre a criança e em outro
encontra-mos inúmeras dificuldades em lidar com o público infantil. Ainda se caracteriza a criança como um
ser não social, que por sua vez, ainda é um ser a-histórico, apolítico e acrítico, que não possui
pro-dutividade como um adulto. As imagens utilizadas em instrumentos didáticos de muitas escolas no
Brasil, apesar do título de país miscigenado, remetem em sua maioria a características fenotípicas
eurocentradas da criança, ou seja, loiras de cabelos lisos (Courtney, 1990).
Na formulação deste projeto, quando sentimos a necessidade de pesquisar quais estórias
infan-tis comumente são contadas para as crianças, com sentido de “moral da estória”, pudemos
obser-var que são sempre colocadas como protagonistas mulheres meigas e doces, que apresentam como
características pele clara, cabelos loiros, quando não, bem pretos, porém lisos escorridos, olhos
claros, corpo esbelto e de uma beleza inimaginável. Tal cenário converge com o pensamento de
Bento (2011) de que as ilustrações presentes nos ambientes escolares inferem que ainda existe uma
hierarquia racial ancorada no padrão branco em detrimento do retinto, o que pode não oferecer
parâmetros de construção de identidade valorizada à criança negra e também, de modo nocivo,
ensinar à criança branca, equivocadamente, que ela compõe um grupo superior.
máscaras brancas”, que a postura de uma criança em se identificar como branca e desconhecer-se
como negra foi socialmente construída a partir de suas experiências na sociedade. Dessa forma
surge o racismo cordial ou preconceito velado que permeia nossa sociedade que, de modo peculiar,
reconhece a existência do racismo sem que as pessoas se assumam como racistas (Gomes, 2005).
O cenário retratado nesta discussão só torna mais explícita a disparidade social existente entre
as etnias, ainda mais quando se pensa em um desenvolvimento típico de uma criança negra, sua
construção identitária e a formação da autoestima desta, lembrando que esse caso se assevera a
depender do quanto retinta essa criança possa ser.
Subsidiada em dados assustadores, a Lei 10.639/03 que trata dos desdobramentos das
Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação das Relações Etnorraciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, reúne3 índices que ilustram que as pessoas negras no
Brasil estudam em média 4,2 anos, enquanto pessoas brancas estudam 6,2 anos. Na faixa de 14 e
15 anos, há um total de 12% a mais de negros analfabetos em relação aos brancos. Cerca de 15%
das 72 crianças brancas de 10 a 14 anos de idade estão inseridas de algum modo no mundo de
tra-balho, enquanto o percentual de crianças negras inseridas neste mesmo mundo do trabalho é de
40%.
Ao refletirmos sobre o referido cenário, verifica-se que políticas públicas educacionais relativas
às relações etnorraciais, como a meta de reeducação da população sobre a conscientização ao
racis-mo estrutural, constitui, certamente, uma alternativa. Gomes (2005) compartilha desse
pensamen-to, quando afirma que a escola é um espaço primordial para a promoção de conhecimentos e
que-bras de paradigmas arcaicos acerca das relações étnicas, sendo a ludicidade uma ferramenta para
a desconstrução da subalternização do povo negro, produto da formação histórica da população
brasileira. A ação da escola se estende não somente aos alunos, mas deve se direcionar aos
pró-prios educadores e outros adultos que vivenciaram outro tipo de formação.
Não poderíamos deixar de recordar ao final desta discussão que colocamos na educação a
espe-rança de ressarcimento da dívida histórica que os negros carregam desde o fim do processo de
escravidão, pois nos alinhamos à perspectiva de Munanga (2005), que concebe o lugar do resgate
da memória coletiva e da história da comunidade negra como algo que não interessa apenas aos
alunos de ascendência negra. Interessa também aos alunos de outras ascendências étnicas,
princi-palmente branca, pois ao receber uma educação envenenada pelos preconceitos, eles também
tive-ram suas estruturas psíquicas afetadas.
Recorda-se, ainda, que esta memória não pertence somente aos negros. Ela pertence a todos,
tendo em vista que a cultura da qual nos alimentamos quotidianamente é fruto de todos os
seg-mentos étnicos. Apesar das condições desiguais nas quais se desenvolvem, contribuíram cada um
de seu modo na formação da riqueza econômica, social e da identidade nacional.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A experiência aqui descrita foi desenvolvida como parte de um projeto maior, intitulado
“Brinquedoteca: espaço interdisciplinar de ludicidade, arte e aprendizagem”. Dentro deste projeto
maior se encontra o plano de trabalho que relatamos, no caso, “Dramatização e contação de
histó-rias infantis”. Na execução do referido plano emergiu o interesse em trabalhar a atividade de
conta-ção de histórias que de algum modo promovesse a discussão em torno das relações etnorraciais
desde a Educação infantil, tendo em vista que essa discussão tem sido marginal em muitas escolas
brasileiras, apesar das exigências legais de se garantir a mesma nos diferentes espaços sociais,
dentre eles a escola.
desde os tempos remotos, têm contribuído para a formação da memória coletiva de uma
comuni-dade, pois por meio do ato de contar histórias na forma de contos, lendas e mitos, transmitem-se
as raízes culturais de um povo. A autora aponta também que nos dias atuais a arte de contar
histó-rias ganhou conotação e espaço maior, tornando-se valioso instrumento no processo educativo,
devido ao seu aspecto lúdico, e tendo como principal objetivo divertir e estimular a imaginação das
crianças.
Também tomamos por suporte o pensamento de Kuhlmann Jr. (1998), de que as crianças
par-ticipam das relações sociais, sendo este processo não exclusivamente psicológico, mas social,
cul-tural e histórico. As crianças buscam essa participação, apropriam-se de valores e
comportamen-tos próprios de seu tempo e lugar, porque as relações sociais são parte integrante de suas vidas e
de seu desenvolvimento. Dessa forma, corroborando com a lei 10.639/03 que torna obrigatório o
ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas públicas e particulares, do
Ensino Fundamental até o Ensino Médio, a contação de histórias assume caráter de recurso
forma-tivo a ser utilizado pelo professor no processo de educação das relações etnorraciais, com o
obje-tivo de combater o racismo, a injúria e o preconceito racial.
Embora a legislação brasileira assegure alguns direitos à criança, como o direito ao lazer, ao
esporte, à cultura e à educação (Brasil, 1988), e inserido entre eles o brincar, devido a questões
liga-das às contingências da sociedade contemporânea, esses mesmos direitos têm sido subtraídos da
vida de milhares de crianças em nosso país. Frente a essa realidade, percebeu-se que momentos de
contação de histórias com foco nas relações etnorraciais, como os que foram realizados em 2018,
funcionaram como ferramenta de combate ao preconceito e ao racismo junto às crianças da cidade
de Floriano. Mediada pelo enredo e pela situação-problema, coloca-se na prática da contação de
his-tória a possibilidade de a criança fazer uma autorreflexão em relação ao meio em que vive,
posicio-nando-se dentro do processo de imaginação como personagem principal da história.
Assim como Ferrarini, Valore e Camargo (2012), compreendemos que a discussão sobre a
iden-tidade racial integra o processo de reflexão sobre as múltiplas determinações que impactam a
for-mação da identidade como um todo, bem como na configuração da subjetividade. Nessa direção,
busca-se a apropriação da objetividade de forma menos alienada com vistas à participação ativa do
sujeito enquanto ser histórico nesse processo identitário.
Confecção de recursos de contação de histórias
Para que os momentos de contação se efetivassem, foram utilizados os recursos da
brinque-doteca confeccionados pelos alunos monitores do CAFS destinados aos momentos de contação de
Foto 1 – Confecção da “Menina Bonita do Laço de Fita” Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Foto 2 – Recursos de “O Pássaros de Todas de Todas as cores” Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
O processo de confecção de material foi essencial ao projeto, pois envolveu um estudo
delica-do sobre materiais didáticos e recursos pedagógicos. O objetivo foi entender o métodelica-do que se
uti-lizaria na prática das contações, no que diz respeito às intervenções entre o material físico dentro
fala do contador de história, e de que forma esses recursos poderiam auxiliar no processo de
com-preensão da história pela criança.
PERSPECTIVA AFROCENTRADA NAS CONTAÇÕES DE HISTÓRIA NA BRINQUEDOTECA DO CAFS: FORTALECIMENTO DA AUTOESTIMA E IDENTIDADE NEGRA DE CRIANÇAS
Confecção de recursos de contação de histórias
Para que os momentos de contação se efetivassem, foram utilizados os recursos da
brinquedoteca confeccionados pelos alunos monitores do CAFS destinados aos momentos de
contação de histórias. Em geral os recursos produzidos têm o intuito de prender a atenção dos
ouvintes através dos jogos de cores e divertimento da história contada.
Foto 1 – Confecção da “Menina Bonita do Laço de Fita”
Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Foto 2 – Recursos de “O Pássaros de Todas de Todas as cores”
Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
O processo de confecção de material foi essencial ao projeto, pois envolveu um estudo
delicado sobre materiais didáticos e recursos pedagógicos. O objetivo foi entender o método
que se utilizaria na prática das contações, no que diz respeito às intervenções entre o material
físico dentro fala do contador de história, e de que forma esses recursos poderiam auxiliar no
processo de compreensão da história pela criança.
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Confecção de recursos de contação de histórias
Para que os momentos de contação se efetivassem, foram utilizados os recursos da
brinquedoteca confeccionados pelos alunos monitores do CAFS destinados aos momentos de
contação de histórias. Em geral os recursos produzidos têm o intuito de prender a atenção dos
ouvintes através dos jogos de cores e divertimento da história contada.
Foto 1 – Confecção da “Menina Bonita do Laço de Fita”
Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Foto 2 – Recursos de “O Pássaros de Todas de Todas as cores”
Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Nossos momentos de contação de histórias
As práticas de contação de histórias, bem como outras atividades, acontecem por meio de
agen-damento do espaço da brinquedoteca, ou nos momentos em que ocorre a itinerância da
Brinquedoteca em escolas públicas municipais de Floriano. No que tange à proposta do trabalho
relatada, na contação de histórias infantis etnorraciais nas escolas visitadas foram selecionadas as
histórias “A menina bonita do laço de fita” e “O pássaro de todas as cores”. Estas histórias foram
contadas nas seguintes escolas e creches: Centro Educacional Solimar Alencar Lima, Creche
Municipal Binú Leão, Escola Municipal Marenice Attem e Escola Municipal Raimundinha Carvalho.
Os momentos de contação foram registrados conforme as imagens abaixo:
Foto 3 – Contação de história “O pássaro de todas as cores” Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Foto 4 – Contação de história “A menina bonita do laço de fita” Fonte: Acervo fotográfico da Brinquedoteca (2018).
Nos momentos de contação, percebeu-se que as crianças identificavam nas histórias contadas
a existência de personagens que se pareciam fisicamente com elas (cor de pele e cabelo, por
exem-plo). Isso ficou evidente em falas das crianças, tais como “meu cabelo é lindo igual o da menina do
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