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DIVERSIDADE FLORÍSTICA DO CERRO DO GRAXAIM, DOM PEDRITO, RS

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Academic year: 2020

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(1)DIVERSIDADE FLORÍSTICA DO CERRO DO GRAXAIM, DOM PEDRITO, RS.. Maiara Martins De Baltezan 1 Luiz Felipe Severo Garcia 2 Leonardo Paz Deble 3. Resumo: A aparência geral dos campos, sua fisionomia, é determinada pela estrutura da vegetação, mais especificamente pelo grau de cobertura do estrato herbáceo e pela presença ou ausência de espécies lenhosas na matriz herbácea. O presente estudo visa elencar as principais espécies de Angiospermas que compõe a flora do Cerro do Graxaim, sendo proposta lista de táxons ocorrentes e ameaçados de extinção e identificados na flora do local. Para execução deste trabalho realizou-se excursões na área de estudo, onde foram percorridas as diferentes fitofisionomias presentes no cerro, conforme proposição de Moreira et al. (2016). Foram elencadas e anotadas as espécies ocorrentes, através do método de caminhamento descrito por Filgueiras et al. (1994). Para a confirmação das identificações foi feita a coleta de material fértil. Em relação às espécies ameaçadas, as mesmas foram apenas fotografadas, visando não causar impacto nas populações existentes. Utilizou-se uma planilha eletrônica para transcrever o levantamento das espécies e também o uso de referenciais bibliográficos, sendo realizada a contagem das famílias botânicas, destacando, as mais predominantes, o número total de espécies e a contagem das espécies ameaçadas da região sendo considerados os status de Criticamente em Perigo (CR): espécie classificada como criticamente ameaçada, corre um risco extremamente alto de ser extinta da natureza; Em Perigo (EN): espécie apresenta um risco elevado de entrar em extinção em seu habitat e Vulnerável (VU): espécie que apresenta riscos de entrar em extinção na natureza. Foram encontradas 200 espécies, pertencentes a 48 famílias botânicas, onde destacam-se oito famílias predominantes na área que representam um percentual de 57,5% do total de espécies observadas, sendo elas: Bromeliaceae, Polygalaceae, Rubiaceae, Verbebaceae, Iridaceae, Cactaceae, Asteraceae e Poaceae. Foram identificadas 21 espécies ameaçadas, sendo as Cactaceae com 10 espécies ameaçadas a família com maior número de representantes sob algum critério de ameaça. Os dados demonstram que as duas famílias mais abundantes em número de espécies estão de acordo com o observado por outros autores, sendo as Gramíneas a as Asteraceae as mais frequentes. Foram identificados 21 espécies ameaçadas, o que corresponde a cerca de 10,5% dos táxons ameaçados, o que demonstra a importância do ambiente em relação a sua diversidade florística, merecendo medidas para a conservação e uso sustentável do mesmo..

(2) Palavras-chave: Flora, Espécies Ameaçadas, Bioma Pampa. Modalidade de Participação: Iniciação Científica. DIVERSIDADE FLORÍSTICA DO CERRO DO GRAXAIM, DOM PEDRITO, RS. 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Aluno de graduação. [email protected]. Co-autor 3 Docente. [email protected]. Orientador. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 21 a 23 de novembro de 2017.

(3) DIVERSIDADE FLORÍSTICA DO CERRO DO GRAXAIM, DOM PEDRITO, RS. 1. INTRODUÇÃO A aparência geral dos campos, sua fisionomia, é determinada pela estrutura da vegetação, mais especificamente pelo grau de cobertura do estrato herbáceo e pela presença ou ausência de espécies lenhosas na matriz herbácea (OVERBECK et al., 2015). Mudanças climáticas também influenciam na composição vegetal dos Campos, o solo, o relevo, pastejo e o uso do fogo podem ser considerados determinantes para a manutenção da fisionomia vegetal e sua biodiversidade (NABINGER et al., 2000). Quanto maior o número de fitofisionomias mais diverso é o local. Considerando as fitofisionomias campestres predominam geralmente as gramíneas, compostas e leguminosas associadas à representantes de diversas famílias botânicas (BOLDRINI et al.,2010). No entanto em determinados ambientes esse panorama pode apresentar mudanças, como é o caso de refúgios saxícolas onde muitas vezes predominam Cactaceae e Bromeliaceae, e formações de vassourais onde as espécies predominantes pertencem às Compostas (DEBLE 2011). Mesmo considerando a variação da composição florística as famílias mais frequentes na flora campestre do Rio Grande do Sul incluem as Compostas, Gramíneas, Leguminosas, Ciperáceas, Rubiáceas e Euforbiáceas (BOLDRINI, 2009). O Cerro do Graxaim localiza-se a nordeste do Município de Dom Pedrito, próximo a divisa com os municípios de São Gabriel e Lavras do Sul no Rio Grande do Sul. O local consiste de uma montanha pedregosa, associado a ecossistemas campestres, além de floresta de galeria nos pontos mais baixos e acompanhando os principais córregos. Conforme Moreira et al. (2016) sua fitofisionomia compreende: (1) campo, (2) campo rupestre, (3) capão de mato, (4) floresta de galeria, e (5) vegetação saxícola. Do ponto de vista florístico, o Cerro do Graxaim é pouco conhecido (JACINTO & OLIVEIRA-DEBLE, 2012). O presente estudo visa elencar as principais espécies de Angiospermas que compõe a flora do Cerro do Graxaim, sendo proposta lista de táxons ocorrentes e ameaçados de extinção e identificados na flora do local. 2. METODOLOGIA Para execução deste trabalho realizou-se excursões na área de estudo, onde foram percorridas as diferentes fitofisionomias presentes no cerro, conforme proposição de Moreira et al. (2016). Foram elencadas e anotadas as espécies ocorrentes, através do método de caminhamento descrito por Filgueiras et al. (1994). A área averiguada é delimitada pelas seguintes coordenadas geográficas: ƒ ¶ ¶¶S ƒ ¶ ¶¶O; 30° ¶ ¶¶S ƒ ¶ ¶¶O ƒ ¶ ¶¶S ƒ ¶ ¶¶O; 3 ƒ ¶ ¶¶S ƒ ¶ ¶¶O. Para a confirmação das identificações foi feita a coleta de material fértil. Em relação às espécies ameaçadas, as mesmas foram apenas fotografadas, visando não causar impacto nas populações existentes. Utilizou-se uma planilha eletrônica para transcrever o levantamento das espécies e também o uso de referenciais bibliográficos, sendo realizada a contagem das famílias botânicas, destacando, as mais predominantes, o número total de espécies e a contagem das espécies ameaçadas da região, separando-as de acordo.

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(5) Verbenaceae Fonte: O autor. Lippia coarctata. 1. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Foram inventariadas 200 espécies pertencentes a 48 famílias botânicas. Os dados demonstram que as duas famílias mais abundantes em número de espécies estão de acordo com o observado por outros autores, sendo as Gramíneas a as Asteraceae as mais frequentes. Cactaceae foi a terceira família mais representada, isso justificasse pela fisionomia do ambiente, onde predominam afloramentos rochosos e refúgios saxícolas, locais onde representantes dessa família são mais comuns. Foram identificados 21 espécies ameaçadas, o que corresponde a cerca de 10,5% dos táxons ameaçados, o que demonstra a importância do ambiente em relação a sua diversidade florística, merecendo medidas para a conservação e uso sustentável do mesmo. 5. REFERÊNCIAS BOLDRINI, I.I.; A flora dos Campos do Rio Grande do Sul. In: PILLAR,V.P.;MULLER,S.C.;CASTILHOS,Z.M.S.;JAQUES,A.V.A.; (Orgs). Campos Sulinos, Brasília-DF,MMA, 4: 63-77, 2009. BOLDRINI, I.I.; FERREIRA, P. M. DE A.; ANDRADE, B. O., SCHNEIDER, A. A., SETUBAL, R. B.; TREVISAN, R.; FREITAS, E. M. de. Bioma Pampa, Diversidade Forística e Fisionômica, Palloti: Porto Alegre, 64p,2010. DEBLE,L.P.; A vegetação Campestre no Bioma Pampa. In: OLIVEIRA-DEBLE,A.S.; LEÃO,A.L.S.; (Orgs). O Bioma Pampa: Contribuição Científicas. Bagé-RS, 4: 84143,URCAMP,2011. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Decreto n°52.109 de 1°de Dezembro de 2014. Declara as espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no Estado do Rio Grande do Sul. DOE nº 233, Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, de 02 de dezembro de 2014. FILGUEIRAS,T.S;NOGUEIRA,P.E;BROCHADO,A.L;GUALA,G.F; Caminhamento: um método expedito para levantamentos florísticos qualitativos. Cadernos de Geociências., 12: 39-43, 1994. IUNC- União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais: Red List JACINTO, D.G.; OLIVEIRA-DEBLE,A.S.; Levantamento das Cactáceas no Cerro do Graxaim em Dom Pedrito, RS. In: OLIVEIRA-DEBLE,A.S.; DEBLE,L.P.;JACINTO,D.G.; (Orgs). Bioma pampa: ambiente x sociedade. Bagé-RS, p.160-171,2012..

(6) MOREIRA, S.P.;DEBLE,L.P.; MOREIRA,B.P.; SEVERO,L.F.G.; Caracterização fitofisionomica do Cerro do Graxaim, Dom Pedrito, RS. In: Anais do 8° Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão. v.8, n.2, 2016. NABINGER C; DE MORAES, A. MARASCHIN, G.E. Campos in Southern Brazil Grassland Ecophysiology and Grazing Ecology (GLemaire et al. Eds.), 1996: 355± 376. 2000. OVERBECK,G.E;BOLDRINI,I.L;CARMO,M.R.B; et al. Fisionomia dos Campos. In: LANGE,O.;PILLAR,V.P.; (Eds). Os Campos do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 3: 31-39, 2015..

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Referencias

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