CATOLICISMO Y PORFIRIATO
José B R A V O U G A R T E
E L C U A R T O T O M O de l a H i s t o r i a m o d e r n a d e México se debe a l l a b o r i o s o y fecundo j o v e n h i s t o r i a d o r jalisciense Moisés G o n -zález N a v a r r o , q u i e n h a p u b l i c a d o y a muchos estudios suyos, a l g u n o s de los cuales son parte o preparación del presente c u a r t o tomo: " V a l l a r l a y su a m b i e n t e político j u r í d i c o " (1949), " L a política c o l o n i z a d o r a d e l P o r f i r i a t o " (1953), " I n s t i t u c i o -nes indígenas en M é x i c o i n d e p e n d i e n t e " (1954), " M é x i c o en u n a L a g u n a " (1955), " V a l l a r l a en l a R e f o r m a " (1956), " E l cine, ilusión y o s c u r i d a d " (1956), " L a s huelgas textiles del P o r f i r i a t o " (1956), "Estadísticas sociales del P o r f i r i a t o "
(1956) y " L a h u e l g a de R í o B l a n c o " (1957).
T i e n e , pues, e l a u t o r preparación especial p a r a poder a b o r d a r gallardamente, c o m o l o hace, l a m a t e r i a de l a V i d a s o c i a l en el P o r f i r i a t o .
E l grueso v o l u m e n se d i v i d e en cinco partes: " T r a s f o n d o h u m a n o " , " P r o p i e d a d y trabajo", " M o r a l social", " L a instruc-ción p ú b l i c a " y " L a s horas de asueto". L o s subtítulos, a veces u n tanto oscuros, a fuer de sugestivos, p r o c u r a n dejar a salvo la c l a r i d a d .
L a copiosa m a t e r i a está b i e n seleccionada y organizada, f r u t o de amplísima investigación. Lástima que en este tomo — c o m o en los a n t e r i o r e s — las fuentes sólo se citen global¬ mente para cada subtítulo, l o que hace sumamente difícil — a l e a t o r i o — el l o c a l i z a r las correspondientes a algunos
da-tos, que r e q u i e r e n citas i n d i v i d u a l e s .
E n l a V i d a s o c i a l , b i e n integrada, se h a dado cabida, e x i g u a por cierto, a l a h i s t o r i a científica, l i t e r a r i a , artística, que n o son partes suyas sino de l a H i s t o r i a general de M é x i c o .
L a historia religiosa se trata suficientemente y c o n n o t o r i a v o l u n t a d del autor de e x p o n e r l a objetivamente; pero no fal-tan, aquí y allá, algunas p u l l a s a los católicos.
Eso aparte, rechazarán ellos q u e se l l a m e " c o m u n i s m o blan-co" (p. 360) l a d o c t r i n a y o b r a social de l a Iglesia, o q u e se caracterice t o d o e l culto a l a V i r g e n de G u a d a l u p e como M a r i o l a t r í a (p. 4 6 8 ) .
E l "célebre sacerdote catalán R e g i s P l a n c h e t " (p. 490) n o era catalán sino francés. N a c i d o e n J o n z i e u x (Loire) e l 27 de j u n i o de 1864, llegó a O a x a c a e n n o v i e m b r e de 1894 y se fue a T e x a s e n octubre de 1901, h a b i e n d o tenido dificultades con el episcopado m e x i c a n o a causa de unos libros suyos, q u e al f i n f u e r o n puestos en e l í n d i c e de l i b r o s p r o h i b i d o s .
C o n relación a l a cuestión a p a r i c i o n i s t a g u a d a l u p a n a , dice el autor (p. 4 6 8 ) :
El padre Antonio Planearte y Labastida... tuvo que luchar con-tra el obispo de Tamaulipas, Eduardo Sánchez Camacho, que se oponía a la coronación [de la Virgen de Guadalupe] y, antes que ceder a la presión de la mayoría del episcopado, prefirió renunciar a su diócesis. Sánchez Camacho veía en el culto guadalupano un abuso del clero hecho en perjuicio de un pueblo crédulo e igno-rante. Otro ilustre católico, Joaquín García Icazbalceta, sin llegar a los extremos del obispo de Tamaulipas, negó, basándose en su profundo conocimiento del siglo xvi, las apariciones guadalupanas.
E r a realmente " p r o f u n d o e l c o n o c i m i e n t o d e l siglo x v i " de d o n J o a q u í n García Icazbalceta e n algunas materias, pero en otras era superficial. Así l o demuestra l a afirmación básica de su c o n o c i d a C a r t a (1888): "antes de l a publicación d e l l i b r o d e l P . M i g u e l Sánchez [en 1648], n o se encuentra m e n -ción a l g u n a de l a apari-ción de l a V i r g e n de G u a d a l u p e a J u a n D i e g o " , y a q u e hay, relativamente, muchos documentos referentes a esa aparición anteriores a l l i b r o d e l P . M i g u e l Sánchez, q u e Icazbalceta sólo conoció superficialmente o i g -n o r ó p o r completo, c o m o puede verse e-n B R A V O U G A R T E , C u e s t i o n e s históricas g u a d a l u p a n a s , " E l p r e j u i c i o de u n gran h i s t o r i a d o r " (México, 1946). T o d o s ellos y otros más suponen y a u t e n t i c a n l a tradición a n t i g u a , u n i f o r m e y constante, q u e hace respetable e l culto y l a creencia n a c i o n a l g u a d a l u p a n a d e l p u e b l o m e x i c a n o .
E l o b i s p o Sánchez C a m a c h o cedió a l f i n a l a presión gene-r a l y, s i n gene-r e n u n c i a gene-r a su diócesis, antes s i n d u d a p o gene-r n o
p e r d e r l a , rectificó l a a c t i t u d abstencionista q u e había mos-t r a d o respecmos-to de l a coronación c u a n d o se l a proyecmos-taba p a r a d i c i e m b r e de 1887 y participó e n las festividades de ella cuan-d o f i n a l m e n t e se verificó en 1895. A m a b a a l a G u a cuan-d a l u p a n a y f o m e n t a b a su culto, como él m i s m o l o dice en su famosa P a s t o r a l abstencionista de 1887:
Nos amamos con toda nuestra alma a la Virgen de Guadalupe; y a Ella hemos consagrado nuestro seminario, nuestras escuelas de niños y niñas, como le teníamos consagrado nuestro corazón y per-sona toda, de simple e inocente niño, de joven ardoroso y contra-riado, de indigno sacerdote y de indignísimo obispo: porque somos mexicanos, y Guadalupe, para el mexicano, significa Fe verdadera, Fe cristiana.
P e r o n o creía e n las apariciones d e l T e p e y a c , y se i m a g i n ó ver e n l a coronación, a u n q u e n o l o fuera, u n a profesión de fe a p a r i c i o n i s t a , p o r l o q u e declaró q u e " n o contribuiría ja-más [a l a Coronación] c o n su j u i c i o y episcopal carácter": los fieles q u e d a b a n " e n c o m p l e t a l i b e r t a d " de c o n t r i b u i r a e l l a con sus limosnas. M a s c u a n d o l a Inquisición r o m a n a , poco después, " r e p r e n d i ó gravísimamente su m o d o de o b r a r y h a -b l a r c o n t r a e l m i l a g r o o apariciones" d e l T e p e y a c (9 de j u l i o de 1888), él, i n m e d i a t a y públicamente, también "reprendió su p r o p i o m o d o de o b r a r y h a b l a r " c o n t r a ellas (10 de agosto s i g u i e n t e ) . Y efectivamente, siendo o b i s p o d e T a m a u l i p a s , no v o l v i ó a hacerlo. E n 1894 firmó de su p u ñ o y letra las cartas d i r i g i d a s p o r todos los obispos mexicanos a L e ó n X I I I p a r a agradecerle e l nuevo O f i c i o de l a V i r g e n de G u a d a l u p e , y e l 8 de o c t u b r e de 1895, conforme a l p r o g r a m a de las festi-vidades de l a coronación, celebró e n l a C o l e g i a t a d e l T e p e y a c la p o n t i f i c a l correspondiente a l a m i t r a d e M o n t e r r e y , s u p r o v i n c i a eclesiástica, después de l a c u a l " t u v o q u e regresar a s u diócesis". U n a ñ o después (3 de o c t u b r e de 1806), p o r disposición de l a Santa Sede, renunció a aquélla. Y "éste fue el m o t i v o de su lamentable apostasía, a l a q u e n o quiso trar a sus feligreses, pues les e x h o r t ó a q u e " s i g u i e r a n su religión y observaran sus creencias, s i n hacer caso de l a evol u c i ó n de ideas de su P r e evol a d o " ( A N T Í C O L I , H i s t o r i a d e evol a a p a -rición, v o l . I I , p p . 306-311, 443 y G h r i s t u s , n o v y dic. de
1945 y en. de 1946: " A p u n t e s p a r a l a historia d e l m o v i m i e n t o
a n t i g u a d a l u p a n o " , p o r e l P . J . G A R C Í A G U T I É R R E Z ) .
Por último, en su " C u a r t a l l a m a d a p a r t i c u l a r " , d o n D a -n i e l Cosío V i l l e g a s hace e l bala-nce de l a o b r a social católica en estos años, d i c i e n d o (p. x x x i i ) :
El lector se formará su propia opinión sobre la agudeza del pensamiento y la eficacia de la acción católicos en materia social. Para mí, la acción fue ineficaz y el pensamiento romo. Mucho sorprende, desde luego, que se limitara a "pedir": pidió la lucha contra el alcoholismo y el trabajo dominical, o que el terrate-niente creara en sus haciendas alguna escuela, o la difusión de la buena prensa, etc. Esto, sin que la iglesia católica diera o hiciera algo, por ejemplo, combatir ella misma, directamente y con la au-toridad sin rival de su ministerio, el alcoholismo, el trabajo domi-nical o la prostitución. La iglesia "pedía" también que se enviaran misiones educativas entre los indígenas, como si no tuviera toda una organización secular que la mantenía en contacto con ellos... La obra [educativa] directa de la iglesia tampoco era para lucirse con orgullo: en su mejor época, por ejemplo, sólo contribuyó con catorce escuelas nuevas al año, mientras las oficiales se multipli-caban a un ritmo de ciento doce.
Sin d u d a que, j u z g a n d o a l a Iglesia como u n a de tantas ins-tituciones d e l P o r f i r i a t o , llegado e n estos años a su m a y o r p r o s p e r i d a d , se creerá q u e su acción fue ineficaz y su pensa-m i e n t o r o pensa-m o . M a s si se considera a l a Iglesia en su r e a l i d a d de institución totalmente i n d e p e n d i e n t e d e l Estado, sólo to-lerada e n su existencia y o p r i m i d a p o r las Leyes de R e f o r m a , q u e siempre l a amenazaban y q u e a veces se le a p l i c a b a n , recién m u t i l a d a e n los bienes c o n q u e sostenía su o b r a educa-t i v a y de beneficencia, y e n sus p r o p i o s órganos, de los cuales las órdenes y congregaciones religiosas l l e g a r o n casi a extin-guirse, se verá q u e su acción fue eficaz p a r a conservarse y m a n t e n e r v i v o e l catolicismo de l a mayoría, y p a r a rehacerse v o l v i e n d o a comenzar, como tantas veces e n e l siglo x i x , su o b r a y su acción católica social. A este " v o l v e r a comenzar" correspondiente a l P o r f i r i a t o pertenecen los datos, s i n d u d a incompletos, q u e Moisés González N a v a r r o , c o n su tenacidad de b u e n investigador, h a r e u n i d o en e l presente tomo.
ordina-441
rio, para los concurrentes asiduos de sus templos, y e l extra-o r d i n a r i extra-o , p a r a lextra-os alejadextra-os, de "las misiextra-ones" que se prextra-ocuró dar por toda l a R e p ú b l i c a , a u n en regiones distantes y poco atendidas (obra en q u e se señalaron, entre otros religiosos, los jesuítas, c o m o e l P. F é l i x A l d a s o r o , que d i o más de dos-cientas, y e l P . A n t o n i o L a b r a d o r , que d i o ciento doce) — l u c h ó l a Iglesia c o n t r a el alcoholismo, el trabajo d o m i n i c a l y la prostitución, u r g i e n d o n o tanto sus propias disposiciones, sino las más eficaces de l a L e y de Dios.
" E n l a enseñanza y educación católicas — d i c e u n alto dirigente d e l clero en a q u e l l a é p o c a — hízose u n esfuerzo su-p r e m o hasta conseguir, c o n m u y raras excesu-pciones, que n o h u b i e r a c a p i t a l de Estado s i n u n centro católico i g u a l o supe-r i o supe-r a l laico sostenido p o supe-r el G o b i e supe-r n o , y que en las p supe-r i n c i p a l e s ciudades d e l país h u b i e r a los necesarios p a r a contrarrestar los perniciosos efectos de l a enseñanza o f i c i a l " (Francisco B A N E -GAS G A L V Á N , C u e s t i o n e s m e x i c a n a s , San A n t o n i o Béjar, 1915; i n é d i t o ) . Y a l parecer, se siguió e l m i s m o c r i t e r i o p a r a pro-veer de escuelas católicas a los pueblos, conforme a las más urgentes necesidades locales.
Permítaseme consignar u n dato poco conocido de l a o b r a educativa de los jesuítas d u r a n t e el P o r f i r i a t o . T u v i e r o n en-tonces 4 colegios, c o n 1,181 alumnos, para las clases acomo-dadas; y 29 escuelas, c o n 1,090 niños, 2,960 niñas y 370 obre-ros, para las pobres ( D E C O R M E , H i s t o r i a d e l a Compañía d e Jesús e n l a República M e x i c a n a d u r a n t e e l s i g l o x i x , v o l . I I I , p. 488; i n é d i t o ) .
N o es de creer que el m i s m o pensamiento católico social, tan fecundo y útil en Bélgica, F r a n c i a y España, fuese " r o m o " en M é x i c o : los sucesos políticos frustraron su desarrollo.
C o n l a r e p e t i d a supresión, durante el siglo x i x , de las órdenes religiosas misioneras —franciscanos, d o m i n i c o s y j e s u í t a s -perdió l a Iglesia su m i s i o n a l "organización secular", su brazo misionero. Y tan sólo los últimos, ya m e d i a n a m e n t e reorga-nizados, p u d i e r o n v o l v e r en 1900 a su a n t i g u a misión de l a T a r a h u m a r a , C h i h . , en l a que, p a r a 1907, tenían c i n c o resi-dencias c o n 6 escuelas p a r a 200 niños y 260 niñas indígenas tarahumaras.