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Descubrimiento o encuentro

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Academic year: 2020

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T E S T I M O N I O S

DESCUBRIMIENTO O ENCUENTRO

A n t o n i o G Ó M E Z R O B L E D O

L o HISTÓRICO, a lo que se piensa c o m ú n m e n t e , es lo irrevocable-mente p r e t é r i t o ; pero si a s í fuera, la historia no e s t a r í a sujeta a re-visión sino cuando el hecho b r u t o no p a s ó en los t é r m i n o s que lo ha consignado el historiador, en cuyo caso todo vuelve a quedar en paz e i n m ó v i l para siempre tan p r o n t o como aquel e r r o r ha sido corregido.

Las cosas, empero, no suelen pasar con esta descarnada senci-llez, porque lo que verdaderamente nos i m p o r t a en la historia no es el hecho b r u t o sino su significación, y como esta ú l t i m a e s t á su-j e t a a una r e v i s i ó n p r á c t i c a m e n t e continua, el pasado, no menos

que el presente, e s t á a s í en perpetuo m o v i m i e n t o , todo lo cual, por lo d e m á s , no es el m e n o r encanto de la historia.

Nadie d u d a (por lo menos a s í lo espero) que R o d r i g o de T r i a na, o como l l a m á r a s e el grumete de la nave de M a r t í n Alonso P i n -z ó n , gritó antes que nadie ¡tierra! en la noche del 11 al 12 de octubre de 1492, pero lo que ahora se cuestiona, en M é x i c o por lo menos, es si el grito aquel t u v o por correlato u n descubrimiento o un en-cuentro, o una y o t r a cosa por ventura, aunque bajo diferente res-pecto, con lo que no r e s u l t a r í a violado el principio de c o n t r a d i c c i ó n .

A decir verdad, el V centenario que se a p r o x i m a del descubri-m i e n t o de A descubri-m é r i c a ( c o n t i n u a r é usando el t é r descubri-m i n o tradicional a be-neficio de i n v e n t a r i o ) no ha sido el p r i m e r centenario p o l é m i c o , porque ya lo fue, y en grande, el cuarto centenario, el de 1892. N o lo fue, es verdad, por lo que ve al t é r m i n o " d e s c u b r i m i e n t o " , en lo cual r e m ó acuerdo u n á n i m e , pero sí en cuanto a la a t r i b u -c i ó n de la gloria del des-cubrimiento, si a C o l ó n ex-clusivamente, o por el contrario, y con igual exclusividad, a los hermanos P i n -z ó n , los capitanes de la Pinta y la Niña. L a c u e s t i ó n , como era de preverse, no ha sido resuelta hasta el d í a de hoy, y lo ú n i c o que

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registra la historia son los altibajos de la fortuna de C o l ó n , ahora su f o r t u n a postuma, y la de sus connavegantes en la magna em-presa, la del descubrimiento p o r supuesto. E l t é r m i n o estaba toda-v í a lleno de la retoda-verencia que inspiraba a Francisco L ó p e z de G o m a r a cuando d e c í a que el descubrimiento era el acontecimiento m á s portentoso desde la c r e a c i ó n del m u n d o , ''sacando la encar-n a c i ó encar-n y muerte de q u i e encar-n lo c r e ó " .

A h o r a , en cambio, viene a d e c í r s e n o s , y así de buenas a p r i m e -ras, que debemos b o r r a r el n o m b r e tradicional y prestigioso para sustituirlo por otro que por lo p r o n t o no corresponde a la realidad h i s t ó r i c a y que, mientras no se declare rigurosamente su connota-c i ó n , no pasa de ser u n mero n o m b r e . Estamos connota-como en el antiguo n o m i n a l i s m o , o en el moderno positivismo lógico: nomina nuda

tene-mus, s e g ú n podemos leer en el verso que clausura II nome delta rosa. i Pero no se trata, por si fuera necesario decirlo, de u n inocente

juego s e m á n t i c o , sino de algo m u c h o m á s profundo como lo es la p a s i ó n h u m a n a , y sin m u c h o esfuerzo podemos descubrirla.

" T a l vez nunca podamos saber, nos dice u n o de nuestros m á s recientes h i s t o r i ó g r a f o s , los m ó v i l e s profundos de la futura conme-m o r a c i ó n porque, al parecer, para decidir sobre ella no fue consul-tado el gremio de los historiadores mexicanos, o al menos aquellos que se dedican al estudio de los siglos x v y x v i , los que correspon-den al pretendido encuentro i n t e r m u n d a n o . "1

T o d o esto es verdad, por supuesto, y pone de manifiesto, una vez m á s , el desprecio del r é g i m e n actual por la inteligencia m e x i -cana y en general p o r la c i u d a d a n í a . A pesar de esto, sin embargo, no es difícil rastrear la m o t i v a c i ó n profunda de este cambio con-ceptual y t e r m i n o l ó g i c o . D í g a s e lo que se diga, el hecho es que a la vuelta del p r i m e r m e d i o m i l e n i o a p a r t i r del descubrimiento, no hemos podido t o d a v í a d i g e r i r , n i por consiguiente asimilar, aquel hecho h i s t ó r i c o , con todo lo que i m p l i c a y complica y por lo visto h a b r á que esperar cinco siglos m á s , hasta completar el milenio, para sosegar del todo la e b u l l i c i ó n pasional que nos sigue agitando las e n t r a ñ a s .

E n t r e los franceses, por ejemplo, a nadie le parece m a l el que J u l i o C é s a r haya llevado la civilización a las Galias, y todo esto sin

mengua del reconocimiento debido a V e r c m g e t o n x como defensor de su patria. Nosotros, en c a m b i o , no podemos aceptar hasta hoy (o por lo menos hay u n a m i n o r í a activa que lo resiste) haber sido incorporados a u n a c u l t u r a y a u n a civilización

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te mayores, aunque por medios atroces al p r i n c i p i o y con injusti-cias que n u n c a cesaron en el t r a t a m i e n t o de la raza vencida. L a c u a l , p o r lo d e m á s , no se v i o m á s o menos l i b r e de este flagelo, a u n q u e esta vez a manos de la o l i g a r q u í a criolla, sino hasta la re-v o l u c i ó n , la gran r e re-v o l u c i ó n de 1910.

D e a h í , pues, a lo que imagino, de la tristeza humillante de nues-tros o r í g e n e s como pueblo mestizo, como si v i n i é r a m o s de una ma-dre v i o l a d a o p r o s t i t u i d a , ha surgido con el t i e m p o , sin que sea posible decir cuando, ha surgido u n a a c t i t u d no precisamente de repulsa, pero sí de a n t i p a t í a o recelo frente a la c u l t u r a occidental, y el refugio consiguiente en la c u l t u r a a u t ó c t o n a .

B i e n clara está, para m í por lo menos, esta postura en el discur-so p r o n u n c i a d o por el doctor M i g u e l L e ó n - P o r t i l l a , en nombre del gobierno mexicano, ante la " R e u n i ó n de comisiones nacionales del V centenario del descubrimiento de A m e r i c a " , celebrada en San-to D o m i n g o del 9 al 12 de j u l i o de 1984. E n el curso de su o r a c i ó n , origen de la actual querella de nombres, dijo el orador que "es m u y i m p o r t a n t e que no definamos nuestro ser a la conveniencia de otros, tal y como ha sucedido hasta a h o r a " , y que, por ende, " i n s i s t i r en el concepto de una A m é r i c a descubierta implica recaer en el añejo v i c i o de proyectar la historia desde u n p u n t o de vista europeo, o m á s b i e n europeocentrista". A h o r a b i e n , y para independizarnos del todo de E u r o p a , completando a s í la obra de nuestra emancipa-c i ó n p o l í t i emancipa-c a , h a b r í a que empezar, al pareemancipa-cer, por ponerle otro mar-bete al acontecimiento cuyo q u i n t o centenario tenemos ya a la vista, al efecto de ';<conmemorar y no necesariamente celebrar lo que

enten-demos como el encuentro de dos m u n d o s que h a b í a n permanecido totalmente ajenos el u n o al otro hasta fines del siglo x v " .

Siendo el doctor L e ó n - P o r t i l l a u n excelente escritor que conoce perfectamente el valor de cada palabra, n o deja de sorprender la i n c e r t i d u m b r e que muestra en cuanto a dejar abierta la c u e s t i ó n de si en 1992 deberemos o no celebrar el encuentro de dos mundos ( a s í precisamente con su nueva fe de b a u t i s m o ) como si hubiera sido u n a desgracia el encuentro de nuestras culturas a b o r í g e n e s con l a c u l t u r a occidental. N o una sino varias veces, al leer y releer este pasaje, no he dejado de p r e g u n t a r m e si he entendido bien.

V e n d o al fondo de las cosas, m i p o s i c i ó n es que lo que real y verdaderamente hubo fue u n descubrimiento seguido de encuen-t r o . Hace algunos a ñ o s hubiera parecido esencuen-te aserencuen-to una verdad de Perogrullo, pero no ahora, cuando E . O ' G o r m a n se lanza al ruedo con esta doble n e g a c i ó n \ N i descubrimiento n i encuentro.

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L o p r i m e r o , i m p o r t a aclararlo, la p r i m e r a n e g a c i ó n , no por el m i s m o m o t i v o que M i g u e l L e ó n P o r t i l l a . Este ú l t i m o , s e g ú n v i -mos, p o r no caer dentro de la ó r b i t a europeocentrista. E d m u n d o O ' G o r m a n , a su vez, porque, en su o p i n i ó n , no puede hablarse

de descubrimiento de América sino hasta que el nuevo continente

fue identificado como la quarta pars orbis terrarum por A m é r i c o Ves-pucio. A h o r a bien, y d e s p u é s de haber seguido paso a paso su tra-yectoria desde que j u n t o s f r e c u e n t á b a m o s la c á t e d r a de J o s é Gaos en la facultad de filosofía, yo tengo para m í que E d m u n d o se ha dejado llevar de la filosofía kantiana, aunque sin p r o p o n é r s e l o , en la a n t e r i o r a p r e c i a c i ó n . M e e x p l i c a r é .

Para la filosofía t r a d i c i o n a l , la del realismo i n m e d i a t o (o realis-mo i n g e n u o , s e g ú n lo l l a m a n d e s d e ñ o s a m e n t e los neokantianos) el objeto de conocimiento tiene consistencia p r o p i a y es siempre el m i s m o cualquiera que sea la d e n o m i n a c i ó n que reciba. E n el caso a estudio, y para dejarnos de abstracciones, u n historiador tan emi-nente como Samuel Eliot M o r i s o n3 aun sabiendo perfectamente

que, incluso d e s p u é s de su tercer viaje, C o l ó n m u r i ó con la firme p e r s u a s i ó n de no haber visto sino tierras a s i á t i c a s , con todo esto no d u d a en afirmar que real y verdaderamente fue el almirante el descubridor de A m é r i c a . Es, u n a vez m á s , la vieja escuela del rea-lismo ingenuo o del sentido c o m ú n .

E n l a filosofía kantiana, por el c o n t r a r i o , el objeto de conoci-m i e n t o en cuanto tal queda configurado n o sólo por el dato b r u t o de la s e n s a c i ó n , sino t a m b i é n y acaso sobre todo, por las c a t e g o r í a s del e n t e n d i m i e n t o , aunque no del yo p s i c o l ó g i c o sino del yo trascendental. Sin la i m p r o n t a de las c a t e g o r í a s sobre la pura i m p r e -sión sensible, el objeto de conocimiento no sería sino u n caos de sensaciones.

E n c o n c l u s i ó n , y s e g ú n la filosofía que se tenga, tienen r a z ó n por igual M o r i s o n y O G o r m a n , o para ponerlo en t é r m i n o s de la comedia pirandeliana, así es si os parece: cosí é se vi pare. A h o r a bien, y desarrollando sus propias ideas, E d m u n d o O G o r m a n apos-trofa a su contrincante:

Ahora bien, no porque lo ignore o desconozca el doctor León Porti-lla, deja de ser un hecho que al conjunto de las tierras nuevamente ha-lladas —una vez desechada empíricamente su adscripción asiática— le fue concedido el ser de una hasta entonces ignorada, cuarta parte del mundo, y que para significarlo se le dio el nombre América. (Véase mi Invención de América, tercera parte, xm.) Con ese ser, pues, fue co-mo compareció en el escenario de la historia universal ese ente

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geográfico individualizado desde ese momento (1507) como Continen-te y Mundo Americanos, un enContinen-te incubado, digámoslo así, en la ma-triz creadora de la cultura europea y que, por tanto, sólo cobró realidad histórica al quedar incorporado, diría Ortega y Gasset, dentro del sis-tema de ideas y creencias constitutivo de esa cultura. Y es así que, cuando se habla de "mundo americano" (el impropiamente llamado Nuevo Mundo), de "hombre americano" y más a m i propósito, de "cultura americana", las distinciones que así se enuncian respecto al mundo euro-peo (el impropiamente llamado Viejo Mundo) del hombre euroeuro-peo y de la cultura europea, son distinciones meramente contingentes que de ninguna manera suponen la diferenciación ontològica implicada en el concepto de especie. Por tanto, hablando con rigor, cuando por ejem-plo digo "cultura mexica" y, pongamos por caso, "cultura alemana" no denoto, en cuanto el concepto cultura, especies diferentes sino mo-dalidades circunstanciales de una única posible cultura. Quede claro, entonces, que a partir del momento en que las nuevas tierras en su con-junto fueron dotadas del ser de "Cuarta parte" del único posible mun-do existente, se aniquiló la posibilidad misma de reconocerles a las culturas autóctonas americanas una realidad histórica específicamente distinta a la realidad cultural europea, concebida a su vez como la cul-tura universal o si se prefiere como la Culcul-tura así en mayúsculas y

sin posible adjetivación.* ' > X X

H e a h í , obviamente, lo que nunca p o d r á a d m i t i r la otra parte, que este mundo nuestro que se encuentra con el o t r o , haya sido i n -cubado en la m a t r i z creadora de la c u l t u r a europea, y que sólo co-b r ó realidad h i s t ó r i c a al quedar incorporado a dicha c u l t u r a .

Prosiguiendo con nuestro discurso, no tiene mayor i m p o r t a n -cia, para nuestro actual p r o p ó s i t o , el que A m é r i c a hubiera sido des-cubierta por C o l ó n o por Vespucio. L o decisivo, a m i modo de ver, son las consecuencias que pueden extraerse del hecho del descu-b r i m i e n t o en cuanto t a l , y esto sí es de larga p r o y e c c i ó n en la histo-r i a continental y en la nacional.

Antes de seguir adelante conviene reparar en que descubrimiento,

al contrario de detección, no es, en o p i n i ó n de algunos, u n acto ins-t a n ins-t á n e o , sino de ins-tracins-to c o n ins-t i n u o . E n senins-tir de Carlos Pereyra, el descubrimiento de A m é r i c a prosigue a ú n en nuestros d í a s , m i e n -tras no exploremos por completo el continente p o r todos los mean-dros de su suelo y subsuelo. Y Oscar W i l d e , por su parte, d e c í a lo siguiente:

Perhaps, after ali, America has never been discovered. I would say myself that it had merely been detected.

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E t i m o l ó g i c a m e n t e hablando, ambas voces significan al parecer exactamente lo m i s m o : detego de tego, c u b r i r o tapar (tectum, techo) y discoopertum, a su vez, de coopertum, p a r t i c i p i o de cooperio, c u b r i r .

E n u n p r i n c i p i o y hasta hoy, por lo que sabemos, no ha habido m a y o r p r e o c u p a c i ó n p o r apurar con todo rigor los t é r m i n o s , y si alguna d i s t i n c i ó n hubiere, de acuerdo con el pensamiento de Os-car W i l d e , d e t e c c i ó n p o d r í a ser la mera identificación del objeto descubierto por u n descubridor que sigue su camino, y con este sentido, sin otro requisito, llegó a hacerse valer el descubrimiento como t í t u l o adquisitivo de s o b e r a n í a en la era de los descubrimien-tos, m u c h o tiempo antes del siglo x v i y t a m b i é n d e s p u é s .

D e t e n g á m o n o s u n poco en esta c o n s i d e r a c i ó n , porque a lo me-j o r en el á n i m o de los autores de la nueva t e r m i n o l o g í a entra su-brepticiamente la creencia (aunque no lo han dicho hasta ahora) de que el descubrimiento de E s p a ñ a llevaba consigo aparejado u n t í t u l o de conquista, por lo que lo p r i m e r o que debemos hacer es cortar por lo sano, es decir p r o s c r i b i r el t é r m i n o nefando.

A h o r a b i e n , y si retrocedemos en la historia hasta la edad a n t i -gua, empecemos por t o m a r nota de que el derecho romano, si b i e n no de manera e x p l í c i t a , i m p l í c i t a m e n t e por lo menos sí h a b l ó de descubrimiento al enumerar entre los títulos originariamente ad-quisitivos de propiedad la o c u p a c i ó n de cosas sin d u e ñ o . Res nulhus primo occupanti conceditur, lo cual supone que necesariamente alguien ha descubierto la cosa de nadie antes de a p r o p i á r s e l a . A n t i c i p á n -dose a muchos siglos, como luego veremos, el derecho romano re-quiere de la a p r o p i a c i ó n efectiva como t í t u l o de propiedad y no del mero descubrimiento o i n v e n c i ó n inveniio, que es exactamente lo m i s m o que descubrimiento, y así hablan los códigos civiles, el nues-tro entre ellos, de la i n v e n c i ó n del tesoro en terreno ajeno, porque el hallazgo en el p r o p i o no plantea n i n g ú n problema j u r í d i c o .

E n la era de los descubrimientos, sin embargo, al expandirse el m u n d o y r i v a l i z a r entre sí las grandes potencias de la é p o c a en las nuevas conquistas, sobre todo a lo largo de la costa occidental africana, fue a b r i é n d o s e m a n o gradualmente de la o c u p a c i ó n co-m o coco-mpleco-mento indispensable del t í t u l o , para contentarse con la sola i n v e n c i ó n de la t i e r r a , y a s í fue en el siglo x v i y hasta el siglo x i x . Nosotros mismos, en el l i t i g i o que t u v i m o s con Francia por la isla de la P a s i ó n o C l i p p e r t o n , nos apoyamos en el solo descubri-m i e n t o del islote hecho por u n a carabela e s p a ñ o l a u n Viernes San-to del a ñ o 1781 (de a h í su n o m b r e de la P a s i ó n ) por lo cual h a b í a entrado sin m á s en el d o m i n i o e s p a ñ o l y pasado al nuestro al su-brogarnos a E s p a ñ a p o r v i r t u d de la independencia.

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N o fue sino en la conferencia africana de B e r l í n en 1885 cuando las potencias coloniales c o n v i n i e r o n en a ñ a d i r al descubrimiento la o c u p a c i ó n efectiva y permanente para perfeccionar el t í t u l o de s o b e r a n í a , y con este criterio el rey de I t a l i a , a r b i t r o en el caso de C l i p p e r t o n entre los dos países contendientes, dio la victoria a Fran-cia, la cual, es cierto, h a b í a tomado p o s e s i ó n efectiva de la isla al a r r i b a r a ella en 1858.

E n M é x i c o hemos tenido siempre por injusto este fallo, por ha-bernos aplicado el á r b i t r o retroactivamente u n a n o r m a m u y poste-r i o poste-r a la que poste-r e g í a en el m o m e n t o de descubposte-riposte-rse el islote, cuando con esto solo bastaba, no obstante M é x i c o a c a t ó ejemplarmente el l a u d o a r b i t r a l , poniendo la isla a d i s p o s i c i ó n de Francia y borran-do el n o m b r e de la P a s i ó n entre las partes integrantes del territorio n a c i o n a l s e g ú n aparecen en el texto de la c o n s t i t u c i ó n federal.

C o n todo lo que acabamos de decir, p o d r í a m o s dar por conclui-do este c a p í t u l o de nuestro tema, si no fuera porque entre la per-versidad h u m a n a y la s u p e r s t i c i ó n religiosa se dieron tan buena m a n o como para hacer aparecer como res nulhus territorios, densa-m e n t e poblados por el h o densa-m b r e , con lo que daban color de justifica-c i ó n al desjustifica-cubrimiento justifica-como t í t u l o de justifica-conquista.

Para consumar esta o p e r a c i ó n m e n t a l , bastaba, en efecto, con acogerse a la autoridad de A r i s t ó t e l e s , a su d o c t r i n a de la esclavit u d n a esclavit u r a l , con arreglo a la cual los hombres se dividen en s e ñ o -res p o r naturaleza y esclavos por naturaleza {douloi physei), y de esta c o n d i c i ó n eran, para muchos europeos, los indios americanos. Y como el esclavo, así lo dice el derecho r o m a n o , no es en absoluto sujeto de derecho (servus pro nidio habetur, servile caput nullum ms ha~ beí), de lo que resultaba, en c o n c l u s i ó n , que no h a b í a por q u é preo-cuparse mayormente de la gente que habitaba estas tierras, no m á s que del ganado, por lo que con segura conciencia p o d í a n los espa-ñ o l e s entrar por ellos y arrasarlos.

E n o p i n i ó n de Silvio Zavala fue el t e ó l o g o escocés J o h n M a i o r , profesor de nominales en la u n i v e r s i d a d de P a r í s , el p r i m e r o que a p l i c ó la d o c t r i n a a r i s t o t é l i c a de la servidumbre n a t u r a l al caso de los i n d í g e n a s americanos.5 " A q u e l pueblo —escribe M a i o r — v i

-ve bestialmente... De donde el p r i m e r o en ocupar aquellas tierras, puede en derecho gobernar las gentes que las habitan, pues son por naturaleza siervas, como e s t á c l a r o " , y en seguida cita los tex-tos pertinentes de la Política.

C o m o se aprecia, M a i o r establece f o r m a l m e n t e el v í n c u l o entre

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la c o n d i c i ó n de serví a natura de los indios con el t í t u l o del descubri-m i e n t o , c o n v i r t i e n d o así en res nullius, j u r í d i c a m e n t e hablando, aquellos vastos espacios habitados por las poblaciones nativas.

E n t r e los e s p a ñ o l e s , tocados o no de las ideas de M a i o r , no lo sabemos, o simplemente por influjo directo de A r i s t ó t e l e s sobresa-len J u a n L ó p e z de Palacios Rubios y J u a n G i n é s de S e p ú l v e d a . E l p r i m e r o , por m á s que les corre a los nativos la c o r t e s í a de leerles el extravagante requerimiento ideado por él, en su tratado sobre las islas del m a r o c é a n o escribe que por lo menos " a l g u n o s de ellos (los indios) son tan ineptos e incapaces que no saben en absoluto gobernarse, por lo cual, en sentido lato, pueden ser llamados es-clavos, como nacidos para servir y no para m a n d a r , s e g ú n lo trae el filósofo en el l i b r o I de su Política, y deben, como ignorantes que son, servir a los que saben".

E n cuanto a S e p ú l v e d a , lo conocemos de sobra. N a d i e como él n i con t a n intemperante celo, aplico a nuestros a b o r í g e n e s la doc-t r i n a de la servidumbre n a doc-t u r a l , docdoc-trina que c o n o c í a como nadie, por habernos dado u n a e s p l é n d i d a t r a d u c c i ó n l a t i n a de la Política

a r i s t o t é l i c a . E n p á g i n a s que respiran odio, s a ñ a y desprecio, el h u -manista c o r d o b é s no nos baja de hombrecillos {homunculi) en quie-nes, s e g ú n sigue diciendo, "apenas si p o d r á s encontrar vestigios de h u m a n i d a d " , in quibus vix humanitatis vestigia reperies6 y poco m á s

adelante nos califica de "siervos por naturaleza, b á r b a r o s , incul-tos e i n h u m a n o s " : natura serví, barban, inculti et intiumaniJ

S e p ú l v e d a no se preocupa ya por el t í t u l o del descubrimiento, porque este t i t u l o , cuando el escribe, ha sido s o b r e s e í d o por el de la d o n a c i ó n pontificia de las bulas alejandrinas, pero es claro que su d e s e s t i m a c i ó n de los p r i m i t i v o s pobladores como sujetos de de-recho restaura en toda su entereza la c o n d i c i ó n de res nullius de es-tos t e r r i t o r i o s .

E n segundo lugar, y sólo para hacer ver por c u á n t a s avenidas quísose bloquear la condición sui luris de los indios americanos, cum-ple agregar que a la barrera obstruccionista de la filosofía clásica vino a sumarse no la r e l i g i ó n , pero si la s u p e r s t i c i ó n religiosa, en la m i s m a d e s e s t i m a c i ó n de los indios como sujetos capaces de pro-piedad y de s o b e r a n í a . Fueron varios m o v i m i e n t o s los que a esto conspiraron, y entre los cuales, pues de o t r o m o d o nunca acaba-r í a m o s , nos es foacaba-rzoso elegiacaba-r los dos siguientes.

E l p r i m e r o fue el del t e ó l o g o b r i t á n i c o Wyclef, para el cual ú n i

-^ SEPÚLVEDA, 1 9 4 1 , p. 1 0 4 . ^ SEPÚLVEDA, 1 9 4 1 , p. 1 5 2 .

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camente quienes se hallaran en estado de gracia, sin pecado m o r -t a l alguno, p o d í a n ser suje-tos de propiedad y s o b e r a n í a . E n el C o n c i l i o de Constanza, felizmente, fue declarada h e r é t i c a esta doc-t r i n a , por lo que no doc-tenemos que ocuparnos m á s de ella.

E l otro m o v i m i e n t o , y con m u c h o el m á s peligroso, por repre-sentar la a b s o r c i ó n de lo n a t u r a l en lo sobrenatural, es el auspicia-do por el cardenal de Ostia, E n r i c o de Susa, denominaauspicia-do el Ostiense, el cual razonaba del m o d o siguiente: Siendo C r i s t o rey de reyes y s e ñ o r de s e ñ o r e s , d o m i n i o universal que a s u m i ó al tér-m i n o del proceso de su p a s i ó n , tér-muerte y r e s u r r e c c i ó n , todos los dominios inferiores o particulares cesaron a partir de aquel m o m e n -to, para no subsistir en adelante sino los sancionados por el supre-m o s e ñ o r í o de C r i s t o , o sea los t í t u l o s de propiedad y s o b e r a n í a existentes en los pueblos cristianos, con lo que a u t o m á t i c a m e n t e quedan excluidos los pueblos infieles cuyo t e r r i t o r i o pasa a ser, en todo el rigor del t é r m i n o , res nullius y a d i s p o s i c i ó n , por lo m i s m o , del p r i m e r ocupante cristiano.

Por e x t r a ñ o que parezca, esta peregrina d o c t r i n a que n i siquie-r a en la E d a d M e d i a fue, n i con m u c h o , de a c e p t a c i ó n genesiquie-ral, e n c o n t r ó t o d a v í a secuaces en la E s p a ñ a del siglo x v i , y entre los primeros tratadistas de la controversia i n d i a n a , como M a t í a s de Paz y Palacios R u b i o s . Los dominicos de Salamanca, sin embar-go, a la cabeza de ellos Francisco de V i t o r i a , la c o m b a t i e r o n re-sueltamente, y para ello encontraron el m á s amplio apoyo en el magisterio de T o m á s de A q u i n o .

El p r i n c i p i o c a r d i n a l , en efecto, tal y como lo encontramos for-m u l a d o en la Suma teológica, y que r e p e t i r á n incansablemente sus adictos es que el orden de la fe no afecta para nada al o r d e n de la naturaleza, o como lo expresa santo T o m á s , el derecho d i v i n o , que proviene de la fe, no cancela el derecho h u m a n o , que se funda en la r a z ó n n a t u r a l : IUS dwinum quod est exfide, non tollit IUS humanum, quodest ex naturah ratione. De donde se infiere, entre otras cosas, que el d o m i n i o de los infieles, tanto el d o m i n i o p ú b l i c o como el d o m i -nio p r i v a d o , p r o p i e d a d y s o b e r a n í a , se mantiene en su ser y en to-da su entereza, lo m i s m o antes que d e s p u é s del advenimiento de C r i s t o , y no puede ser afectado en forma alguna, n i p o r el empera-dor n i por el papa, mientras no recibamos n i n g ú n agravio de los infieles o, como se d e c í a entonces, una iniuria.

Escudado en esta d o c t r i n a , a s í como en el p r i n c i p i o n a t u r a l y cristiano de la igualdad radical entre todos los hombres, V i t o r i a , nuestro g u í a , puede dar p r i n c i p i o a la relectio prior de Indis asentan-do en el p r e á m b u l o que n i con pretexto de servidumbre n a t u r a l ,

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n i por sus pecados o su infidelidad, puede privarse a los i n d í g e n a s de sus propiedades y s e ñ o r í o s . " C o m o c o n c l u s i ó n cierta —dice V i -t o r i a cerrando el p r e á m b u l o de la r e l e c c i ó n — queda la de que an-tes de la llegada de los e s p a ñ o l e s , eran los indios verdaderos s e ñ o r e s , así en derecho p ú b l i c o como en derecho p r i v a d o " : veri domini, et pubhce et prwatitn.

Los e s p a ñ o l e s , por lo m i s m o , no llevaban consigo n i n g ú n t í t u l o o r i g i n a r i o de conquista. E l t í t u l o o títulos que pudieran surgir ten-d r í a n que ser aten-dventicios y como resultaten-do ten-de las circunstancias que p u d i e r a n presentarse. A estos t í t u l o s h i p o t é t i c o s , tanto ilegíti-mos como l e g í t i m o s , pasa revista V i t o r i a , y el tercero de los t í t u l o s i l e g í t i m o s , el pretendido derecho de descubrimiento (ius inventionis}

cae en seguida por su base y V i t o r i a lo despacha en dos palabras, u n a vez que ha establecido firmemente que las tierras descubiertas no son, salvo a l g ú n islote o a t o l ó n desierto, territorios nullius. " P o r sí solo —-dice el maestro salmantino— no justifica este título la po-sesión de aquellos b á r b a r o s , no m á s que si ellos nos h u b i e r a n des-cubierto a nosotros": non plus quam si ilh invenissent nos.

Conjeturamos que los auditores de V i t o r i a , en el general de teo-logía de Salamanca, debieron estremecerse al escuchar aquellas pa-labras. E r a n , en efecto, el p r i m e r enunciado del p r i n c i p i o , hoy umversalmente aceptado, de la igualdad j u r í d i c a entre los Estados. Si fuera v á l i d o el derecho de descubrimiento — a s í arguye V i t o r i a — t e n d r í a que serlo erga omnes y, consecuentemente, una piragua de M o c t e z u m a , que por azar h u b i e r a llegado a las playas de E u r o p a , h a b r í a tenido el mismo derecho de conquista que la armada de Cor-tés al aportar a tierras mexicanas. N i n g ú n desnivel cultural puede i n f i r m a r el principio de igualdad j u r í d i c a . V i t o r i a , en efecto, conce-de que nuestros a b o r í g e n e s eran b á r b a r o s , pero no obstante esta diferencia c u l t u r a l (no insuperable, como la racial) los h a c í a ante el derecho iguales en todo a los e s p a ñ o l e s .

De manera, pues, que V i t o r i a , si bien reconociendo como reco-noce el hecho p a l m a r i o e i n c o n t r o v e r t i b l e del descubrimiento, nie-ga r o t u n d a m e n t e que tennie-ga u n efecto j u r í d i c o cualquiera en lo tocante a los a b o r í g e n e s americanos. N o hay por q u é negar el he-cho, sino que basta con negar el derecho que de él pretende deri-varse. A h o r a bien, al abrazar el b i n o m i o descubrimiento-conquista, M i g u e l L e ó n - P o r t i l l a y sus a d l á t e r e s , parecen aceptarlo como los antiguos, como Palacios R u b i o s , por ejemplo, y por esto no ven otra salida que la de negar el p r i m e r t é r m i n o para poder negar el segundo. Palacios R u b i o s , en efecto, era perfectamente consciente de que el nuevo m u n d o estaba m á s que habitado y organizado;

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ro como era seguidor del Ostiense, no r e c o n o c í a n i propiedad n i s o b e r a n í a sino en los cristianos, por lo cual, y , con perfecta lógica, eran para él res nullius las tierras americanas densamente pobladas. A m í , en c o n c l u s i ó n , me parece m á s realista el colocarnos en el te-r te-r e n o de V i t o te-r i a , la a c e p t a c i ó n del hecho b te-r u t o del descubte-rimien- descubrimien-t o , pero despojado de descubrimien-todo efecdescubrimien-to j u r í d i c o en lo que respecdescubrimien-ta a la s o b e r a n í a sobre las tierras y los pueblos del nuevo m u n d o .

Para ser fieles en todo al pensamiento de V i t o r i a , y no falsearlo o m u t i l a r l o en n i n g ú n sentido, reparemos a ú n en que V i t o r i a dice que el ius inventionis nada vale " p o r sí s o l o " , con lo que da a enten-der a la clara que combinado con otro sí pudiera tener a l g ú n valor. A h o r a b i e n , fue cabalmente lo que a c o n t e c i ó en la b u l a Ínter celera,

p o r la cual hizo el papa d o n a c i ó n a los reyes católicos de las islas y t i e r r a firme descubiertas y por descubrir {inventas et inveniendas)

con tal de no trasgredir el m e r i d i a n o trazado en la m i s m a bula. E l descubrimiento era la c o n d i c i ó n sitie qua non de la d o n a c i ó n , mas l o i m p o r t a n t e era la d o n a c i ó n m i s m a . E n ella, sin embargo, no he-mos de e n t r a r por ahora, es decir en su h e r m e n é u t i c a , porque so-bre ser c u e s t i ó n harto litigiosa hasta hoy, está fuera de nuestro tema actual.

E n lo relativo al t í t u l o de descubrimiento, en cambio, no hay d u d a que V i t o r i a , al menospreciarlo y vilificarlo en la forma que v i m o s , fue u n profeta de los tiempos futuros, porque t o d a v í a a fi-nes del siglo x i x la perversidad h u m a n a continuaba convirtiendo

en res nullius territorios densamente poblados por el h o m b r e , como

los del continente africano. E n la conferencia africana de B e r l í n , en efecto, celebrada hace u n siglo (1885) las potencias europeas re-glamentan minuciosamente entre ellas el reparto del continente ne-gro, pero sin tener para nada en cuenta la personalidad de la p o b l a c i ó n i n d í g e n a , como si se tratara verdaderamente de

territo-rios nullius. A este p r o p ó s i t o , los autores hacen m e n c i ó n de la

de-r de-r o t a que en la confede-rencia sufde-rió la p de-r o p o s i c i ó n del delegado norteamericano Kasson, a tenor de la cual h a b r í a de requerirse tam-b i é n , para la o c u p a c i ó n j u r í d i c a de u n t e r r i t o r i o africano, " e l con-sentimiento v o l u n t a r i o de los i n d í g e n a s " . L a propuesta fue votada negativamente, porque para aquellos hombres, las tierras habita-das p o r razas " i n f e r i o r e s " eran simplemente res nullius, n i m á s n i menos.

L o m á s triste de todo era que la ciencia j u r í d i c a de la é p o c a jus-tificaba c í n i c a m e n t e el colonialismo. E l internacionalista m á s pro-m i n e n t e en aquel pro-m o pro-m e n t o , J u a n Gaspar B l u n t s c h l i , dejaba consignado lo siguiente en su c ó d i g o de derecho de gente:

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A r t . 2 8 0 : L'état colonisateur a le droit d'étendre sa souveraineté sur le territoire occupé par des peuplades sauvages pour favoriser la civili-sation et 1'extension des cultures.8

B l u n t s c h l i recomendaba, es verdad, t r a t a r h u m a n a m e n t e a los nativos, " p e r m i t i é n d o l e s e m i g r a r en paz y d á n d o l e s u n a i n d e m n i z a c i ó n e q u i t a t i v a " , pero, en suma, d e b í a n salir de su t i e r r a (a d ó n -de, no se dice) de u n a tierra cuya propiedad y s o b e r a n í a pasaba a los nuevos colonos.

De manera, pues, que el descubrimiento como p r á c t i c a y como i n s t i t u c i ó n j u r í d i c a tuvo una negra historia, en Africa sobre todo, pero en lo que hace al continente americano es j u s t o reconocer que el tus inventionis fue reducido a la nada j u r í d i c a desde el a l c á z a r de la inteligencia e s p a ñ o l a que era, en aquel m o m e n t o , la c á t e d r a de Salamanca. Y siendo a s í , no tiene por q u é h u m i l l a r n o s el reconoc i m i e n t o del hereconocho esreconocueto del desreconocubrimiento, el reconocual, j u r í d i reconoc a -mente hablando, no afectaba en nada a los diversos s e ñ o r í o s a b o r í g e n e s .

A h o r a bien, si rechazamos el t é r m i n o " d e s c u b r i m i e n t o " , es por-que no por-queremos aceptar por-que fuimos incardinados a una c u l t u r a incomparablemente superior a la nuestra, y en civilización t a m -b i é n , en la cual hay p a r á m e t r o s t é c n i c o s respectivamente compa-rables y de fácil i d e n t i f i c a c i ó n , como para p e r m i t i r establecer u n criterio seguro de superioridad e i n f e r i o r i d a d . Desde esta perspec-tiva, parece obvio que la civilización del A n á h u a c , para no i r m á s lejos, era notoriamente inferior a la c i v i l i z a c i ó n europea, y no por n i n g u n a inferioridad racial, ya que el i n d i o y el mestizo y el m u l a -to h a n demostrado ser tan capaces como el criollo o el europeo, sino simplemente en r a z ó n de los elementos que e s t á n en la subes-t r u c subes-t u r a de u n a civilización superior, comenzando por Grecia, y que a q u í , en el A n á h u a c , faltaban del todo lamentablemente, sien-do los principales el t r i g o , el o l i v o , la v i d , la rueda y los vertebra-dos superiores, a su cabeza el animal de t i r o . ¿ C ó m o iba a ser posible e m u l a r aquellas civilizaciones con tamemes y guajolotes?

Pasando ahora al otro t é r m i n o que aspira a remplazar al anti-guo, o sea el de encuentro, es el m o m e n t o de hacer varias conside-raciones que me propongo d i r i g i r de la periferia al centro, de la s e m á n t i c a del t é r m i n o m i s m o al meollo de la c u e s t i ó n .

D e s e m i ó t i c a sé yo b i e n poco o nada, pero lo que me parece evi-dente es que todo t é r m i n o m e n t a l , y consiguientemente el verbal, lleva consigo, al lado de su significación estricta, u n cortejo de

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T E S T I M O N I O S 295

m ó n i c a s , resonancias concomitantes o alusiones t á c i t a s y oblicuas

(innuendos, como dicen tan expresivamente los ingleses) y con las cuales hay que contar si se quiere percibir en su i n t e g r i d a d el aura significativa del vocablo, variable siempre en función de la circuns-tancia espacio-temporal.

De acuerdo con todo esto, p a r é c e m e igualmente claro que los abogados del nuevo t é r m i n o encuentro, no lo esgrimen en su i n m e -diata significación, simple y h u m i l d e , de impacto o colisión, que es el p r i m e r o que da el diccionario, al definir encuentro de la ma-nera siguiente:

Acto de coincidir en un punto dos o más cosas, por lo común cho-cando una contra otra.

N o es esta n o c i ó n , a buen seguro, la que han tenido en m i r a los autores de la propuesta, siendo obvio que no quieren a l u d i r a u n encuentro choque entre dos mundos, sino a una convergencia entre dos entidades que marchan u n a al encuentro de la otra, con el designio presumible de una c o l a b o r a c i ó n o a s o c i a c i ó n c o m ú n . Y si aspiran a encontrarse con esta i n t e n c i ó n , es porque cada u n o de los dos mundos tiene algo o m u c h o que comunicar al o t r o , con m i r a s a u n e n r i q u e c i m i e n t o r e c í p r o c o . H e a h í lo que hay d e t r á s de la. idea de estos dos m u n d o s , equivalentes entre sí, o poco me-nos, en riqueza cultural, y destinados a perfeccionarse mutuamente.

Hasta q u é p u n t o corresponde o no esta r e p r e s e n t a c i ó n a la rea-l i d a d h i s t ó r i c a , rea-lo veremos poco d e s p u é s , pero antes digamos que el encuentro en c u e s t i ó n no o p e r a r í a , si acaso, sino con las grandes culturas a b o r í g e n e s del altiplano peruano y del mexicano, pero no con respecto a espacios inmensos, la m a y o r parte, por cierto, de la América, continental e insular, donde no h u b o " m u n d o " algu-n o que pudiera ealgu-ncoalgu-ntrarse coalgu-n el m u algu-n d o europeo, sialgu-no salvajes m á s o menos organizados, pero siempre salvajes. Y si de lo que se trata es de b o r r a r el n o m b r e de descubrimiento (de A m é r i c a , se entiende, porque tal es el alcance de la propuesta mexicana) no hay sino pensar en que la nueva nomenclatura es totalmente ina-plicable no sólo a C a n a d á y a Estados U n i d o s , sino t a m b i é n a la m i t a d , en n ú m e r o s redondos, de la c o m u n i d a d iberoamericana, es decir a Brasil. Desde que los portugueses aportaron con A l v a r e z C a b r a l ( a ñ o de 1500) a la b a h í a de Guanabara, no encontraron, n i por asomo, nada parecido a los señoríos dominados por A t a h u a l -pa o M o c t e z u m a , sino las t r i b u s de a y m o r é s o de t u p i n a m b á s que hasta hoy flechan los aviones que cruzan por su cielo y

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permane-cen i n d ó m i t o s en la i n f i n i t u d del m a t o brasilero. Y aun circunscri-b i é n d o s e a la colonización e s p a ñ o l a , Silvio Zavala aduce numerosos acontecimientos que e s t á n por completo al m a r g e n del contacto hispano-mexicano, como el descubrimiento del o c é a n o pacifico p o r Vasco N u n e z de Balboa, nada menos, no seguido de n i n g ú n en-cuentro, así como el viaje de rVlagallanes y Elcano que parte de E s p a ñ a y t e r m i n a con el retorno de Elcano, cerrando la p r i m e r a c i r c u n n a v e g a c i ó n del globo con u n a estela de descubrimientos fas-cinantes. ' ' S o n grandes hechos —comenta Zavala— ajenos al con-tacto hispano-azteca.'

C o n arreglo a estas juiciosas observaciones, tenemos, en con-c l u s i ó n , que los fautores de la nueva nomencon-clatura han i n con-c u r r i d o en una s i n é c d o q u e g e o g r á f i c a , si podemos decirlo asi, al haber to-mado la parte por el todo, el encuentro de E s p a ñ a con el A n á h u a c , por la t o m a de contacto europea con el continente hasta entonces ignoto. E n segundo l u g a r , y a u n reducido el encuentro a u n esce-n a r i o meesce-nor, auesce-nque siempre graesce-ndioso, como lo fue el aesce-ntiguo V a l l e de N í é x i c o , ' ' e s p l é n d i d o como u n vasto j a r d í n '5, t o d a v í a

ob-serva Silvio, y no sin gracia por cierto, que h a b r á que esperar al ano 2021 para poder solemnizar debidamente el encuentro, el cual no empieza sino con la c a í d a de T e n o c h t i t l a n y en el m o m e n t o en que el ú l t i m o emperador azteca pasa a la galera de G a r c í a r í o l g u í n a constituirse en prisionero de H e r n á n C o r t é s .

Q u e los indigenistas e hispanistas, por consiguiente, empiecen desde hoy a hacer acopio de argumentos para ' polemizar y declam a r ' ' , codeclamo dice Zavala, sobre sus respectivas tesis. Siendo el declam o -mento harto prematuro para entrar en el debate, me limitare a dejar constancia de lo que sobre el p a r t i c u l a r e s c r i b i ó Alfonso Reyes en su Discurso por Virgilio'.

Lo autóctono, en otro sentido más concreto y más conscientemente apre-hensible es, en nuestra América, un enorme yacimiento de materia pri-ma, de objetos, formas, colores y sonidos, que necesitan ser incorporados y disueltos en el fluido de una cultura, a la que comuniquen su condi-mento de abigarrada y gustosa especiería. Y hasta hoy las únicas aguas que nos han bañado son —derivadas y matizadas de español hasta donde quiera la historia— las aguas latinas. No tenemos una representación moral del mundo precortesiano, sino sólo una visión fragmentaria, sin más valor que el que inspiran la curiosidad, la arqueología: un pasado absoluto. Nadie se encuentra ya dispuesto a sacrificar corazones hu-meantes en el ara de divinidades feroces, untándose los cabellos de sangre y danzando al són de leños huecos. Y mientras estas prácticas no nos

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T E S T I M O N I O S

sean aceptas — n i la interpretación de la vida que ellas presuponen— no debemos engañarnos más ni perturbar a la gente con charlatanerías perniciosas: el espíritu mexicano está en el color que el agua latina, tal como ella llegó ya hasta nosotros, adquirió aquí, en nuestra casa, al correr durante tres siglos lamiendo las arcillas rojas de nuestro suelo.

U n a ú l t i m a reflexión me sale al paso, y es que aunque q u i s i é r a -mos b o r r a r el nombre de descubrimiento quoad nos, en lo relativo al episodio M o c t e z u m a - C o r t é s , no p o d r í a m o s hacerlo erga mundum totum, por la tremenda i m p r e s i ó n que aquel hecho t u v o en la histo-r i a en genehisto-ral y fuehisto-ra pohisto-r completo de la cihisto-rcunstancia amehisto-ricana. A c o p i a r testimonios s e r í a tan fácil como i n t e r m i n a b l e , por lo que me l i m i t a r é a citar esta p á g i n a del Manifiesto comunista'.1®

El descubrimiento de América, así como la circunnavegación de Afri-ca, abrieron un nuevo campo de acción a la burguesía ascendente. Los mercados de China y las Indias orientales, la colonización de América, el comercio con las colonias, el incremento de los medios de cambio y de las mercancías, dieron al comercio, a la navegación y a la indus-tria un impulso hasta entonces desconocido y, por esto mismo, un rá-pido desarrollo al elemento revolucionario en la sociedad feudal en descomposición.

E l elemento revolucionario era, no hay n i que decirlo, la bur-g u e s í a , por lo que el descubrimiento de A m é r i c a e s t á de modo emi-nente en la progenie de la R e v o l u c i ó n francesa. Y siendo así, ¿ c ó m o s e r á posible condenar aquel n o m b r e al silencio y al olvido?

Por todo lo que puede verse, la querella de nombres no ha he-cho sino empezar, y de entre los ú l t i m o s participantes me compla-ce destacar la coincidencia s e m á n t i c a ( c o n m i g o , claro) de E n r i q u e Dussel, q u i e n tiene de ' ' e n c u e n t r o " el concepto siguiente:

¿Encuentro de dos mundos? U n encuentro (Begegnung) es, exactamen-te, el cara-a-cara de dos personas como realización de un movimiento de ir el uno hacia el otro en la libertad, el afecto, y esto mutuamente. Cada uno va hacia el otro sabiendo que el otro viene hacia uno, en el reconocimiento del otro como otro y en el respeto de su dignidad. Pero si el encuentro es desigual, en el sentido que uno va hacia el otro con la intención de constituirlo en ente explotable, no puede entonces ha-ber encuentro y habrá que encontrar para tal acontecimiento la pala-bra apropiada.5 1

^ NÍARX, s.a., p. 9, 1 1 DUSSEL, 1 9 8 5 , p. 1 5 ss.

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N a d a hay que objetar, por supuesto, a esta idea del desagravio h i s t ó r i c o como empresa s i m b ó l i c a del V centenario, y lo ú n i c o que h a b r í a que definir es c u á l e s p o d r í a n ser hoy el agente y el paciente del agravio. Todos recordamos, por ejemplo, la guardia del presi-dente T r u m a n en el m o n u m e n t o de los n i ñ o s h é r o e s , con perfecta c o n t i n u i d a d h i s t ó r i c a entre el pueblo agresor y el pueblo agredido. E n el o t r o caso, empero, las cosas e s t á n m u y lejos de ser tan sim-ples, ya que, en p r i m e r lugar, los descendientes de los conquista-dores somos nosotros mismos, criollos y mestizos, por lo que t e n d r í a m o s que ser conjuntamente desagraviadores y desagraviados. Por o t r a parte, la antítesis inicial descubrimiento-encuentro empieza a su vez a complicarse con la i n t r o d u c c i ó n de nuevos t é r m i -nos tan inesperados como peregri-nos. Para Leopoldo Zea, en efecto, no debe hablarse m de descubrimiento n i de encuentro, sino de en-c u b r i m i e n t o , " e l e n en-c u b r i m i e n t o que haen-ce E u r o p a , E s p a ñ a , sobre lo que encuentra en L a t i n o a m é r i c a " . Sit venia verbo, dicho sea con todo respeto, porque la entidad cultural que denominamos A m é r i

-ca L a t i n a , viene siglos d e s p u é s y sólo en el C a r i b e .

¿Y q u é sería de nosotros, podemos preguntar a ú n , si h u b i é r a -mos p o d i d o seguir campeando al sol, sin el e n c u b r i m i e n t o o rem-plazamiento de la cultura occidental? Pues que s e r í a m o s hoy lo que era entonces la gran m a y o r í a : macehuales puros, con la sola ex-c e p ex-c i ó n de la nobleza m u y restringida de M é x i ex-c o , Iztapalapa, Tex-coco, Chalco y T l a c o p a n .

A quienes parecen a ñ o r a r tan r i s u e ñ o pasado, buen provecho les haga. L a m a y o r í a del pueblo mexicano, sin embargo, continua-mos c o m p a r t i e n d o el dictamen que, como eco de la o p i n i ó n gene-r a l , ha expgene-resado E d m u n d o O ' G o gene-r m a n del m o d o siguiente:

El sentido íntimo y último de la incorporación del indio americano a la civilización occidental cristiana, es el de la realización del hom-bre... en último y definitivo término, h u m a n i z a c i ó n .! 2

Para quienes a s í pensamos, la mayor infelicidad h u b i e r a sido la de no haber podido j a m á s asomarnos siquiera al maravilloso m u n -do c u l t u r a l que se configura, digamos, de P a r m é n i d e s a Sartre. Y cuando este m u n d o se repudia, no puedo dejar de pensar que en esta repulsa interviene el resentimiento, s e g ú n lo entendemos a par-t i r de Niepar-tzsche: " e l senpar-timienpar-to del odio impopar-tenpar-te (das Gefül des ohnmächtigen Masses) contra lo que no hemos podido alcanzar".

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N o lo hemos podido nosotros, con respecto a aquello, porque hasta ahora no podemos presentar, como e x p r e s i ó n universal de corte mexicano, sino nuestra p i n t u r a m u r a l , la de Diego y J o s é Cle-mente sobre todo. E n todo lo d e m á s , en el ápice de la c u l t u r a , que es la filosofía, no tenemos hasta hoy u n solo filosofema o r i g i n a l . Y en estas condiciones, ¿ n o s e r á mejor desprendernos de todo aque-llo para quedarnos con lo nuestro p r í s t i n o , con nuestra cosmovi-sión de los cantares nahoas?

E n fin, desde cualquier punto de vista, lo mejor tal vez del V cen-tenario (de lo que pueda ser) es el de invitarnos a reflexionar sobre nuestros o r í g e n e s y con ello t a m b i é n en nuestra r a z ó n de ser como sentido y pauta del futuro.

H e a q u í lo que debemos hacer, en seno y a solas con nosotros mismos, en lugar de endechar quejumbrosamente a una a n t i g ü e -dad aborigen para siempre difunta, y que si la endechamos es por-que nunca p u d i m o s alcanzar la altura por-que hubiera sido deseable en la civilización que recibimos, y a la cual, nos plazca o nos des-plazca, pertenecemos irrevocablemente. Es algo semejante a la mas-carada h i s t r i ó m c a del paseo de los s í m b o l o s patrios: la bandera, la campana (la de Dolores) y la c o n s t i t u c i ó n , por todo el t e r r i t o r i o nacional, y cuya farsa, por carnavalesca que haya sido, o b e d e c i ó , sin embargo, a una r a z ó n profunda: la de reavivar el sentimiento, actualmente m o r i b u n d o , de nacionalidad c o m ú n .

De muchos a ñ o s a t r á s viene el intento resurrector del p a n t e ó n azteca, con todo " e l sollozar de sus m i t o l o g í a s " , y nadie menos que J o s é Clemente O r o z c o lo describe, con inigualable patetismo, en este pasaje de su Autobiografía'?L''

Parece que fue ayer la conquista de México por Hernán Cortés y sus huestes; tiene m á s actualidad que los desaguisados de Pancho Villa; no parece que haya sido a principios del siglo X V I el asalto al Gran Teo¬ calli, la Noche Triste y la destrucción de Tenochtitlán sino el año pasa-do, ayer mismo. Se habla de ello con el mismo encono con que pudo haberse hablado del tema en tiempos de Don Antonio de Mendoza, el primer virrey. Este antagonismo es fatal.

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