PDF superior Bullying e Educação Física na escola

Bullying e Educação Física na escola

Bullying e Educação Física na escola

O objetivo desde artigo foi fazer uma análise, por meio da revisão integrativa, do fenômeno do bulling, uma vez que ele ocorre com muita frequência no ambiente escolar, principalmente nas aulas de educação física, quando as crianças e adolescentes são estimuladas à competição e acabam por ver a agressão como algo normal. O bullying é caracterizado por uma atitude agressiva, intencional e repetitiva e sem motivo aparente, muitas vezes disfarçado de brincadeiras, apelidos, trotes, em outras ele é ainda mais sutil, é a calúnia e difamação. Todas essas formas de violência levam a vítima/alvo ao isolamento, eles se sentem infelizes, depressivos, trocam de escolas ou abandonam os estudos. Assim, buscou-se analisar como esse tema é abordado nas publicações cientificas e como os autores trabalharam suas pesquisas. O estudo apontou que esse fenômeno vem ganhando espaço cada vez maior nos trabalhos científicos de diversas áreas do conhecimento, como a psicologia, pedagogia, direito, educação física, dentre outras.
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A influência de valores sociais para combater o bullying nas aulas de educação física

A influência de valores sociais para combater o bullying nas aulas de educação física

A maneira como cada um reage frente às situações de bullying é diferente, com isso na Educação Física, o professor deve atentar-se ao comportamento dos alunos, e propor sempre atividades que englobem a participação de todos, comprometendo-se com o desenvolvimento e formação plena de indivíduos mais solidários e tolerantes. Ele deve permitir que a aula, ministrada em sala ou em quadra, seja um espaço para além do didático, um espaço onde o diálogo prevaleça. Para isso, é necessário que ao identificar a presença do bullying, a intervenção seja imediata, obviamente sem exposição da vítima ou do agressor, através de conversas onde fique claro a importância do respeito ao próximo. E a situação deve sempre ser apresentada à família dos alunos para que o trabalho de prevenção e combate seja realizado de forma plena e não se torne responsabilidade de apenas um dos lados. Quanto à prevenção ou combate ao bullying nas aulas de Educação Física através de atividades que envolvam os jogos cooperativos e a prática de valores sociais, o professor antes de elaborar a atividade deve se questionar: Que ser humano eu quero construir a partir da aula que eu vou ministrar?. Este questionamento será norteador para a elaboração de aulas voltadas aos ensinamentos de valores essenciais não só nas aulas de Educação Física, mas também no cotidiano dos alunos dentro e fora da escola.
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31 Lee mas

Educação física na educação infantil : prática pedagógica e formação docente

Educação física na educação infantil : prática pedagógica e formação docente

Na primeira aula de Educação Física que observamos, a escola estava decorada com itens relacionados à festa junina devido à aproximação desta festa popular. Neste dia, a Professora Camilla estava envolvida em ensaiar a turma para a quadrilha. Devido à impossibilidade de utilizar o espaço externo, pois era um dia de chuva, o ensaio ocorreu dentro da sala de aula. Camilla afastou as mesas e as cadeiras, deixando o espaço livre, e realizou o ensaio demonstrando paciência e, em alguns momentos, participando juntamente com os alunos. Alguns questionamentos com a observação dos ensaios foram gerados: as crianças dessa faixa etária apresentam dificuldade em memorizar a coreografia? Qual o sentido dessas atividades para as crianças? As crianças participaram do ensaio, mas com muitas distrações ampliadas pelos intervalos destinados ao lanche. Quando questionada sobre a responsabilidade de ensaio de quadrilha que é designada aos professores de Educação Física, Camilla respondeu que assume esta função por conta própria, apesar de não concordar com esta posição impositiva encontrada na maioria das escolas. Justifica, então, sua opinião em discordar com esta postura de obrigação dos professores de Educação Física de ensaiar quadrilha da seguinte forma:
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135 Lee mas

A DESIGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

A DESIGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

A perspectiva hegemônica de EF escolar, de caráter tecnicista, biologicista e que privilegia a performance esportiva, impõe a lógica competitiva e do rendimento reproduzindo na escola relações de sobreposição entre os mais «fortes» sobre os mais «fracos». Do ponto de vista pedagógico, há evidentes prejuízos de que esta perspectiva limita sobremaneira o acesso à outros conteúdos da EF e, ainda, o conteúdo esportivo é tratado somente pelo viés do desempenho físico- técnico, não abrindo possibilidades de compreensão do fenômeno esportivo de maneira mais ampla. Portanto, cerceando o acesso a este conhecimento para um numero significativo de estudantes que não experiências esportivas exitosas e acabam por terem seu aprendizado prejudicado. Outro aspecto a destacar é que o aprendizado na escola não se limita ao conteúdo das disciplinas, mas também pelas relações estabelecidas entre os sujeitos das instituições de ensino, na relação com docentes e gestores e entre os próprios estudantes que convivem com uma naturalização da desigualdade existente fora do ambiente escolar.
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14 Lee mas

ESTUDO SOBRE BULLYING ENTRE ESTUDANTES DE TERCEIROS ANOS EM UMA ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA

ESTUDO SOBRE BULLYING ENTRE ESTUDANTES DE TERCEIROS ANOS EM UMA ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA

O bullying pode ocorrer por meio de duas formas: direta e indireta. A forma direta decorre através de ações proferidas e através da violência física (NASCIMENTO; MENEZES, 2013; SILVA, 2015). Ações proferidas envolvem xingamentos, apelidos maldosos, insultos, expressões faciais e gestos que poderão repercutir na sua personalidade, já a violência física poderá envolver dano ou intimação moral a vítima (NASCIMENTO; MENEZES, 2013). Ao passo que a forma indireta envolve a intimidação indireta a vítima excluindo-os, isolando, ironizando, entre outras atitudes (SILVA, 2015; SANTOS; LOPES, 2017). Vale ressaltar que ambas formas levam a distúrbios psicológicos podendo ser imediatos ou tardios (NASCIMENTO; MENEZES, 2013; SILVA, 2015; SANTOS).
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6 Lee mas

A gênese do bullying nas aulas de educação física

A gênese do bullying nas aulas de educação física

Segundo Rato (2013), normalmente a agressão verbal é a mais praticada durante na escola assim como registrado na literatura que investiga o bullying de forma mais abrangente. Nas aulas de educação física esse tipo de violência também é comum, porém acontecerem casos de violência física e maior número do que nos demais locais, justamente pelo caráter da aula. Também são comuns os casos de exclusão dos alunos pelos demais que acontecem com mais frequência na organização das atividades que foram propostas pelo professor. Em seu estudo em três escolas de Portugal, uma pública e duas particulares, no qual 549 estudantes responderam questionários que buscavam verificar quantos alunos sofreram ou sofriam agressões durante as aulas de educação física, foi constatado que 14,8% dos alunos já haviam sofrido ou sofriam bullying durante a aula, isso equivale a 81 crianças. Dentre esse percentual de indivíduos vitimados, 5,6% eram agredidos por um agressor em específico, 6,6% por dois ou três agressores, 0,4% por mais de nove agressores e 2,2% assentiram ser constantemente incomodados, mas não quiseram especificar o número de agressores envolvidos.
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28 Lee mas

EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PERCEPÇÃO DE PAIS/RESPONSÁVEIS

EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PERCEPÇÃO DE PAIS/RESPONSÁVEIS

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996), em seu DUWLJR SDUiJUDIR ž GHILQH TXH D (GXFDomR )tVLFD () ³LQWHJUDGD D SURSRVWD pedagógica da escola, é componente curricular da Escola Básica, ajustando-se às IDL[DV HWiULDV H jV FRQGLo}HV GD SRSXODomR HVFRODU´ 6DEH-se que a EF é disciplina obrigatória nas escolas, mas na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental a EF vem sendo um processo construído lentamente no país em decorrência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que determina o desenvolvimento deste componente curricular a partir do início do processo de alfabetização, mas não a presença de professor específico da área (BRASIL, 1996).
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5 Lee mas

Educação Física e gênero: Analisando questões na educação física escolar

Educação Física e gênero: Analisando questões na educação física escolar

No intuito de identificar e analisar as questões de gênero que ocorriam nas aulas de educação física, buscou-se primeiramente entender o contexto em que elas ocorriam e identificar possíveis motivos externos que contribuíam para a aparição destas questões. Esta contextualização foi feita através de observações da escola em geral. Buscamos compreender além das aulas de educação física, as aulas em sala de aula, o intervalo e até mesmo o momento de saída dos alunos da escola no intuito de identificar as relações entre alunos, professores e funcionários no geral. Nessas observações do contexto pude notar diversos casos de violência entre os alunos. Segundo Eyng, Gisi e Ens (2011, p. 166), na escola, a violência pode ser definida “Como um conjunto de práticas que rompem com a normalidade no cotidiano escolar”. Algumas dessas violências eram físicas, quando uma brincadeira passava um pouco do limite, outras verbais, com xingamentos e apelidos entre eles. Porém, nem toda violência é explícita, por vezes atos de violência passam despercebidos. No ambiente escolar, esse tipo de violência acontece de forma simbólica. Odalia (2004) traz que,
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32 Lee mas

Atividade estagiária na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP):  Análise de atuação profissional

Atividade estagiária na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP): Análise de atuação profissional

Objetivo: analizar e identificar la práctica profesional de los graduandos del curso de Bachillerato en Educación Física de la EEFEUSP. Metodología: investigación cuantitativa estadística. Se analizaron las prácticas realizadas entre los años 2007 al 2013 (811 procesos). Hallazgos: para mejor comprensión de los datos, se dividieron las empresas por ramas, concluyendo que los alumnos poseen mayor frecuencia de práctica en las ramas: Gimnasio/ Fitness y Club/ Escuela y Laboratorios; las dos últimas ramas son dentro de la USP. Al analizar en cual área hay mayor número de prácticas, se encuentra que el Acondicionamiento Físico es aquel que presenta frecuencia más alta. Además, la población con la que los alumnos de la EEFEUSP trabajan más es la adulta. Con relación al mercado laboral, la rama que más ofrece prácticas es Gimnasio/ Fitness. Conclusiones: la EEFEUSP desempeña un papel importante, tanto en la parte teórica como en las prácticas. Al final, un gran número de alumnos acabaron como practicantes de la propia facultad. Palabras clave: prácticas, educación física, bachillerato EEFEUSP.
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12 Lee mas

O efeito do clima escolar e localização da escola sobre o bullying na transição para o 2º ciclo

O efeito do clima escolar e localização da escola sobre o bullying na transição para o 2º ciclo

O fenómeno do bullying tem vindo a ganhar cada vez mais destaque na investigação sobre Psicologia Educacional, apresentando-se como uma variável que influencia negativamente a vivência escolar dos alunos (Hymel e Swearer, 2015; Ttofi, Farrington, Losel e Loeber, 2011). Também em Portugal os estudos sobre o bul- lying têm vindo a ganhar dimensão durante a última década (Coelho, Sousa, Marchante Brás e Romão, 2016). No entanto, a investigação acerca do bullying tem sido maioritariamente desenvolvida em contextos escolares urbanos (Smokowski, Cotter, Robertson e Guo, 2013), o que se apresenta como um problema num país como Portugal onde existe uma forte assimetria entre áreas rurais e urbanas, com as escolas em meio urbano a apre- sentarem um número muito superior de alunos (Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, 2019). Esta diferença na dimensão das escolas entre escolas em áreas rurais e urbanas pode constituir um problema dado que existem estudos que identificaram que escolas de maior dimensão apresentam um decréscimo da ligação dos alunos à escola e aos seus professores (Crosnoe, Johnson e Elder, 2004). Adicionalmente, vários autores têm identificado a existência de fatores de risco em alunos de escolas em meio rural, que poderão ter um impacto sig- nificativo nas experiências de bullying destes alunos (Smokoswki et al., 2013; Newell e Looser, 2018). Newell e Looser (2018) sugerem que aspetos como um maior isolamento geográfico, escassos recursos de apoio à comu- nidade, rede de transporte reduzida, entre outros, são importantes no desenvolvimento da saúde mental e no ajus- tamento escolar dos alunos destas áreas. No entanto, estes autores salientam que não existem muitos estudos focados nos fenómenos de bullying em zonas rurais. Desta forma, em geral, ainda não existem muitos estudos que analisem a relação entre localização da escola e a prevalência de bullying, sendo necessária a compreensão da evolução dos comportamentos de bullying em função da localização da escola, nomeadamente num período como a transição escolar para o 2º ciclo, que implica a mudança de escola.
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14 Lee mas

Experiência como consultora do Programa Saúde na Escola na capacitação dos profissionais da rede de saúde e educação

Experiência como consultora do Programa Saúde na Escola na capacitação dos profissionais da rede de saúde e educação

O Programa Saúde na Escola (PSE) foi instituído no âmbito dos Ministérios da Educação e da Saúde através do Decreto Nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, com finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por uma enfermeira, que atuou como Consultora no Programa Saúde na Escola no município de Santo Estevão – Bahia, durante o período de 6 meses. A consultoria aconteceu de forma específica para o componente III do referido projeto, no eixo dos temas transversais (Bullying, drogas, violência, DST e AIDS, saúde sexual e reprodutiva e gravidez na adolescência). As oficinas foram estruturadas de acordo agenda dos educadores da rede e profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família (ESF). Com o objetivo de formar grupo de multiplicadores nas escolas contempladas com o PSE e encaminhamento das demandas para ESF, havendo um feedback entre ambos. Os profissionais de saúde e professores participantes das oficinas foram escolhidos de acordo a área de localização das escolas e unidades de saúde. Um total de 21 pessoas representando as 8 escolas municipais e as 8 equipes da ESF participaram das oficinas. Após as capacitações e reuniões com os Grupos de Trabalho, vários pontos importantes para implementação dos serviços e ou programas foram sinalizados. Sendo priorizada a organização de agenda de trabalho com GT / PSE, mantendo reuniões contínuas para planejamento e avaliação dos trabalhos.
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13 Lee mas

O papel da educação física frente à violência no ambiente escolar na Escola Estadual Mª Meriam dos Santos Cordeiro Fernandes

O papel da educação física frente à violência no ambiente escolar na Escola Estadual Mª Meriam dos Santos Cordeiro Fernandes

Quanto aos dados coletados com a professora, o que se percebeu é que há por parte dela uma consciência a respeito de atos violentos no contexto das aulas de educação física, para que isso fique proporcionalmente entendido compreende-se que a escola é uma “[...] instituição criada com objetivo de educar, desenvolver valores e princípios éticos na formação humana [...]” (RAMOS; SANTOS e LEITE, 2008, p. 05) e a educação física, dentre em outras ciências, possui uma grande responsabilidade de trabalhar o ajustamento ou melhoria do comportamento do aluno no ambiente escolar, já que está estuda o aprimoramento do corpo e da mente humana, “[...] para com a sua saúde, para com a sua própria vida e com as dos outros [...]” (LIPPELT, 2009, p. 20), por meio de atividades está disciplina favorece o pensar juntos em razão de muitas variáveis: amizade, respeito às regras e normas, disciplina, solidariedade, cooperação que ajudam a descarregar as tensões agressivas.
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69 Lee mas

PET NA ESCOLA: trabalhando a diversidade escolar em contexto de ataque a educação pública

PET NA ESCOLA: trabalhando a diversidade escolar em contexto de ataque a educação pública

Em seguida perguntamos o que eles en- tendiam por bullying e apesar da diversida- de de resposta, tivemos um eixo em comum, violência física ou psicológica que tem a intenção de diminuir o colega ou o grupo a quem são direcionados os ataques, causan- do dor e sofrimento aos atingidos. Após as nossas apresentações, mostramos dois en- velopes e entregamos duas folhas em bran- co para cada um. No primeiro envelope eles tinham que colocar o que não gostavam de serem chamados pelos colegas e o segundo precisam escrever o que eles chamavam os colegas da turma.

10 Lee mas

EDUCAÇÃO E SAÚDE NA ESCOLA: INSERÇÃO DO PROGRAMA FIFA 11 PELA SAÚDE

EDUCAÇÃO E SAÚDE NA ESCOLA: INSERÇÃO DO PROGRAMA FIFA 11 PELA SAÚDE

Assim, a escola não é apenas um espaço onde se destaca a formação de um cidadão, mas sim onde há a promoção de saúde, de atividades educativas quanto a uma boa qualidade de vida (Camozzi et al., 2015). Considerando que é na infância e adolescência onde surge o período de grandes transformações, associados com os hábitos de vida, é importante que a escola assuma seu protagonismo em abordar temas em saúde, envolvendo temáticas sobre alimentação, pratica regular de atividade física, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas e também o uso de drogas (Raphaelli et al., 2016).
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6 Lee mas

Gênero na educação física escolar : a prática do futsal na contemporaneidade

Gênero na educação física escolar : a prática do futsal na contemporaneidade

o trabalho de reprodução esteve garantido, até época recente, por três instâncias principais, a Família, a Igreja e a Escola, que, objetivamente orquestradas, tinham em comum o fato de agirem sobre as estruturas inconscientes. É, sem dúvida, à família que cabe o papel principal na reprodução da dominação e da visão masculinas; é na família que se impõe a experiência precoce da divisão sexual do trabalho e da representação legítima dessa divisão, garantida pelo direito e inscrita na linguagem. Quanto à Igreja, marcada pelo antifeminismo profundo [...] ela inculca explicitamente uma moral familiarista, completamente dominada pelos valores patriarcais e principalmente pelo dogma da inata inferioridade das mulheres... Por fim, a Escola, mesmo já liberta da tutela da Igreja, continua a transmitir os pressupostos da representação patriarcal e sobretudo, talvez, os que estão inscritos em suas próprias estruturas hierárquicas, todas sexualmente conotadas, entre as diferentes faculdades, entre as disciplinas, entre as especialidades, isto é, entre as maneiras de ser e as maneiras de ver, de se ver, de se representarem as próprias aptidões e inclinações.
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50 Lee mas

Escola e programa na educação integral:  abordagens e singularidades

Escola e programa na educação integral: abordagens e singularidades

Ainda na década de 1980 – entre 1984 e 1987, a educação integral foi introduzida em outros Estados, a exemplo do Rio de Janeiro, num programa que buscou inspiração nas ideias de Aní- sio Teixeira. Tratava-se da implantação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEP), pelo governo de Leonel Brizola, sob a coordenação de Darcy Ribeiro. Seu objetivo declarado era operar uma revolução no sistema educacional capaz de diminuir os altos índices de evasão e repetência (MIGNOT, 2001, p. 155). Na análise da equipe responsável pela educação, o quadro de abandono da escola pública só poderia ser revertido pela expansão da rede física, pela revisão de objetivos e metodologias, pelo fornecimento de materiais didáticos a professores e alunos, pelo provimento de assistência mé- dica e nutricional. Porém, ampliar a rede física escolar foi entendido como criar uma nova escola para novos tempos. A nova proposta de trabalho pedagógico implicava, ao lado das atividades de estudo, também a priorização das atividades ligadas à saúde, à nutrição e ao esporte (MIG- NOT, 2001, p. 157).
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21 Lee mas

BOXE NA EDUCAÇÃO FÍSICA: Possibilidades e tensões no ensino das lutas na escola.

BOXE NA EDUCAÇÃO FÍSICA: Possibilidades e tensões no ensino das lutas na escola.

O boxe é uma modalidade muito antiga, caracterizada por uma atividade física completa, não sendo necessários materiais sofisticados para a realização deste esporte nas escolas. As lutas, como conteúdo da Educação Física, fazem parte dos PCN’s, porém a maioria dos profissionais de Educação Física não se encontram suficientemente, seguros para trabalhar com este conteúdo, sem suporte adequado da formação inicial e/ou continuada. Portanto, é oportuno relatar a experiência do ensino do boxe, através do estágio supervisionado II e propor estratégias de ensino, para esta modalidade. Esta pesquisa configura-se como um estudo de caso descritivo e de natureza qualitativa, os participantes do estudo, são os escolares do nono ano de uma escola da rede municipal de Florianópolis. Para a realização, da coleta de dados, foram utilizado dois questionários um antes (Ex ante) do módulo de aulas e um após (Ex post), além de, um diário de campo, no qual as observações das aulas eram registradas. Sendo assim, buscou-se centralizar as lutas na Educação Física escolar nos seguintes pontos: lutas e a violência; a prática do boxe e a percepção dos estudantes, de acordo a modalidade ensinada. Analisando os dados, foi possível observar que, dificilmente, os estudantes possuem aula de lutas na Educação Física escolar, no entanto, a prática das lutas e do boxe foi bem aceita por eles, que enumeraram os diversos benefícios provenientes do esporte, logo as estratégias de ensino propostas, nessa pesquisa, foram satisfatórias e alcançaram os objetivos a que ela se propôs.
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70 Lee mas

Inclusão educacional de estudantes com deficiência:  práticas pedagógicas da educação física na escola

Inclusão educacional de estudantes com deficiência: práticas pedagógicas da educação física na escola

Devido à necessidade de entender mais sobre a inclusão educacional de estudantes com deficiência, especialmente na área da Educação Física, e as novas demandas e desa- fios que a inclusão tem apresentado para a escola como um todo e em particular para a EF, vejo então a importância de investigar práticas pedagógicas de professores/as que têm estudantes com deficiência em suas turmas. Por práticas pedagógicas entendem-se as prá- ticas intencionais de ensino e aprendizagem (VERDUM, 2013) que subsidiam as inter- venções que o/a professor/a utiliza para promover as aulas. O significado dessas interven- ções, depende de como o/a educador/a se apropria dos conteúdos, quais os seus principais objetivos, a fundamentação teórica que utiliza, enfim vai desde o planejamento, da prática e da reflexão. Betti (2005) define prática pedagógica como uma dinâmica comunicativa, cheia de intencionalidade e valores, na qual interagem o/a professor/a e o/a aluno/a, com as diferentes possibilidades da cultura corporal de movimentos, podendo ser através da linguagem corporal, verbal, entre outras. Verdum (2013, p. 103) aponta que “o conceito de prática pedagógica ainda permanece muito arraigado à ideia de transmissão do conhe- cimento, à competência instrumental”. Para a autora, as questões metodológicas e técni- cas são importantes, entretanto, as práticas pedagógicas precisam ir além destes aspectos para incluir a possibilidade de reflexão crítica e do estabelecimento de uma relação dife- renciada com o conhecimento e com a sociedade. Para tanto, faz-se necessário compre- ender a construção do conhecimento como um processo realizado na interação entre pro- fessores/as e alunos/as, como também citado por Betti (2005).
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47 Lee mas

A Educação Física e a integração das TDIC na escola de educação básica Walter Probst

A Educação Física e a integração das TDIC na escola de educação básica Walter Probst

Mesmo com a presença das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) no nosso cotidiano, o professor, como mediador, deve integrar a forte e marcante presença das TDIC, mesmo que do setor de entretenimento, na produção e transmissão de conhecimentos. Aproveitando que a maioria das crianças, jovens e adolescentes, vive em uma sociedade interconectada, e utilizar os suportes digitais trazendo possibilidades de reflexão e construção de conhecimentos, além de formas de comunicação, socialização e consumo de conhecimento. Essa realidade de nossos estudantes nos faz pensar sobre o processo de apropriação dessas informações. E o professor pode aproveitar a sociedade multitela 1 , particularmente presente nas vidas de crianças e jovens, e incluir essas ferramentas e discussões sobre as mesmas no cotidiano escolar, minimizando assim o consumo inconsciente, e aumentando a possibilidade dos alunos pensarem por sua própria conta, não serem moldados constantemente sem se darem conta do processo em que estão inseridos.
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34 Lee mas

Os Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano e a realidade da Educação Física na escola pública

Os Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano e a realidade da Educação Física na escola pública

Esta pesquisa objetivou compreender a realidade da organização escolar estruturada em Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano, a partir do olhar dos professores de educação física que atuam na escola pública. Como objetivo específico procurou investigar as mudanças que ocorreram a partir da implantação do novo modelo e quais as consequências pedagógicas para o ensino da educação física na escola. A pesquisa fundamentou-se no método da pesquisa-ação e do trabalho coletivo, mediado por diálogos e reflexões com os professores/as de Educação Física onde se procurou identificar as problemáticas, os conceitos, as concepções, as formas de avaliação educativa e os posicionamentos dos professores acerca do novo modelo escolar. Os resultados das análises possibilitaram identificar os elementos mais recorrentes relacionados aos problemas e estrangulamentos dos ciclos e as ações propositivas acerca da qualidade da prática da educação física nos ciclos de escolarização. De forma geral, pode se afirmar que os Ciclos de Desenvolvimento promovem avanços sobre o processo de escolarização e que a educação física apresenta contribuições significativas no processo de aprendizagem, principalmente em razão do trabalho coletivo. Foi possível constatar que o modelo seriado permanece enraizado nas práticas dos professores no cotidiano da escola, sustentado pela resistência à mudança, pela não compreensão do modelo de ciclos e pela dificuldade de ir contra a lógica hegemônica do modelo da escola capitalista.
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