A n d r é Jolles escribió en 1903 su fa m o sa o b ra
E infache F orm en [Simples f o r m a s ] 3. E n ella se o c u p ó
de d is tin ta s fo r m a s de lenguaje, c o m o la leyenda, el r o m a n c e , el e n ig m a, el p ro v e rb io , el c u e n to y el chiste, t r a t a n d o de a n a liz a r lo p ec u lia r y d istintivo de c a d a u n a de ellas. E n u n a o b r a c o m o la de Jolles p uede leerse q u e la e r a de los d e sc u b rim ie n to s re la tivos a la crítica de las fo r m a s c o m e n z ó después de la p rim e ra g u e r r a m un d ial. P o r diversas ra zo n es esta era 110 h a te r m i n a d o to d av ía.
E n p rim e r lugar, el n ú m e r o de las fo r m a s tijas y a c u ñ a d a s n o es u n a c o n s ta n te , sino q u e a u m e n t a
D e f in ic ió n de la c r ít ic a de l a s f o r m a s
E l h o m b r e d e s a r r o l l a c o n s t a n t e m e n t e n u e v a s f o r m a s d e l le n g u a j e .
de d ía en día. El d e s a rro llo c u ltu ra l y técnico p o n e al h o m b r e en situ acio n es siem pre nuevas, y c a d a n u ev a situ ació n en q u e se m ueve el h o m b r e orig in a n e c e sa ria m e n te nueva s fo r m a s d e lenguaje. En los últim o s a ñ o s, p o r e jem plo, la p re d ic c ió n del tie m p o ha t o m a d o u n a f o r m a cristaliza d a de lenguaje, con un a e s tru c tu r a sólida y del m is m o estilo («El t i e m p o .. .» « H o y el t i e m p o .. .» «Previsiones p a r a m a ñ a n a . . . » ) Este lenguaje n o ha p o d i d o surgir sino a base de d o s c o n d icio n e s f u n d a m e n t a l e s : 1. el e s tu d io científico del clim a (la m e te re o lo g ía m o d e r n a ) ; 2. la tra n s m is ió n d i a n a de las ú ltim as n o v e d a d e s c lim a to ló g ic a s en un v asto sector geográfico (los m edios m o d e r n o s de c o m u n ic a c ió n .) En c u a n to se j u n t a r o n estas d o s co n d icio n e s, la pre d ic ció n del t ie m p o c o b r ó su fiso n o m ía literaria inco n fu n d ib le.
A s im ism o surgen c o n s t a n te m e n te en la lite ra tu ra n u ev a s fo r m a s y g én e ro s de dicción. En v a n o se b u s c a rá en la lite r a t u r a de los siglos p a s a d o s u n a f o r m a lite ra ria c o m o la qu e v a m o s a d a r. Se t r a t a de un tex to de R e i n h a r d L e tta u , p u b lic a d o el a ñ o
19634.
E S C E N A E n t r a un señor.
— Soy yo —dice.
— R e p íta lo usted —le g ritam o s. E n t r a de nuevo.
— A q u í estoy —dice.
— N o h a m e j o r a d o —le gritam os. Vuelve a p e n e tr a r en la h a b ita c ió n . — Se t r a t a de mí —dice.
— M al c o m ie n z o —le g ritam o s. Vuelve a en tra r.
— H alló —grita. H a c e u n a seña.
Vuelve a in ten tarlo . —D e n u e v o yo —grita. —C asi —le g ritam o s. E n t r a u n a vez más.
— El e s p e ra d o h ac e t a n t o tiem p o —dice.
— R ep etició n — le g rita m o s. P ero , ay, esta vez h e m o s vac ila d o d e m a s ia d o , se q u e d a fuera, no quiere volver, se ha m a r c h a d o , ya n o le vem os p o r m á s q u e a b r a m o s la p u é r ta y m ire m o s calle a r rib a , calle a b a jo , a la d e re c h a o a la izquierda. ¿Q ué f o r m a literaria reviste este p á r r a f o ? ¿Es un p e q u e ñ o d r a m a ? ¿ u n a breve h is to ria ? ¿u n a p a r á b o la ? N i n g u n o de estos g éneros literarios valen p a r a clasificar este texto. L a acción se re d u ce a un a sola escena y está re s u m id a h a s ta el ex tre m o . N o se in tro d u c e ni describe a las p erso n as. N o se dice a q uién se refiere el « n o so tro s» . T a m p o c o se dice q uién es el «señor», de d ó n d e viene y a d ó n d e se ha m a r c h a d o . F a l t a n to d o s los detalles n a r r a tivos h a b itu a le s en u n a h istoria qu e p re te n d e la tra d u c c ió n realista de un h echo real. Se refiere el h ec h o c o m o si su re alid ad se cristaliza ra en una p a r á b o l a , p e r o el texto no es u n a p a r á b o la . La ú ltim a frase, a la q u e c o n c u r r e t o d o lo dem ás, expresa a lgo de los a c o n te c im ie n to s q u e se viven en un sueño, p ero el texto t a m p o c o p re te n d e ser la c o m u n ic a c ió n de un sueño.
E n la l i te ra tu ra a l e m a n a a p a re c e n p o r vez p rim e ra
textos de este tip o con F r a n z K a f k a (1883-1924). L a p r o s a c o rta , L u e g o se h a n m u ltip lic a d o los ejem plos. E vidente- ,orma m ente, n o s e n c o n tr a m o s co n u n a n u ev a f o r m a lite
ra ria q u e re su lta s in g u la rm e n te a p r o p i a d a p a r a reflejar, p o r h a b la d o o p o r escrito, las c o m p lic a d a s ex p eriencias del siglo xx. Pues, a u n q u e la fo rm a de este texto es t r a n s p a r e n t e en c a d a u n a d e sus
q u e las experiencias del e s c rito r de hoy. L a ciencia de la lite ra tu ra n o ha e n c o n tr a d o t o d a v ía el té rm in o preciso p a r a d esig n a r este g én e ro de te x to s; p o r el m o m e n t o se h a b la s im p le m e n te de « p ro s a c o r t a » 3. T e n e m o s, p o r t a n t o , a n t e los ojos u n c a m p o d o n d e la crítica de las f o r m a s tiene m u c h o q u e descubrir.
A h o r a bien, n o sólo se va d i l a t a n d o el c a m p o de n u e s tro s c o n o c im ie n to s so b re las n u ev a s e stru c tu r a s literarias en fo r m a c ió n . L a era de los d e sc u b ri m ie n to s deja t a m b ié n m u c h o q u e d e se a r en o rd e n a los g é n e ro s literarios del p a s a d o . E s ta m o s to d av ía m u y lejos de c e rra r esta era de d esc u b rim ie n to s. E n las ú ltim a s d é c a d a s, p o r ejem plo, se h a n des c u b ie r to en la Biblia m u c h a s fo r m a s literarias, de las q u e a n te s n o se ten ía idea y c u y a existencia ni se so sp e c h a b a . ¿ C ó m o se h a llegado a estos des c u b r im i e n to s ?
S u p o n g a m o s q u e u n especialista en las ciencias bíblicas se p o n e a a n a li z a r el tex to de los H echos de los A p ó s to le s, 9, 3-6. Este te x to dice lo siguiente: « I b a n c a m i n a n d o , y p ró x im o s ya a D a m a s c o , de re p e n te le c i r c u n d ó un r e s p la n d o r del cielo, y c a y e n d o a tierra, o y ó u n a voz q u e le dec ía : “ S aulo, S aulo, ¿p o r q u é m e p e r s ig u e s ?” Y p r e g u n t ó : “¿Q uién eres. S e ñ o r ? ” Y El: “ Y o soy Jesús, a q u ien tú persigues. P e ro le v á n ta te y e n tr a en la c iu d a d , y se te d irá lo qu e debes h a c e r ” .».
E n este tex to llam a la ate n c ió n el h ec h o de que la voz celestial re p ita el n o m b r e (h e b re o ) de P ab lo d o s veces consecutivas. E ste fe n ó m e n o estilístico resulta co n frecuencia u n indicio m u y valioso p a r a la investigación crítica de las fo rm a s . H ay, en efecto, en la Biblia o tro s textos en q u e se repite ta m b ié n el n o m b r e d o s veces c o n se c u tiv a s y q u e p u ed e n servir p a r a u n a c o m p a r a c i ó n , q u e ha de ser lo m ás m in u c io sa y ex h a u stiv a posible. P a r a ello, el exe- geta en c ue stión tiene q u e re p a s a r t o d a la Biblia,
p o r q u e n o hay m a n u a l de c o n c o r d a n c ia s bíblicas q u e re c o ja f e n ó m e n o s estilísticos c o m o el de la re ite ració n del n o m b r e . A este re sp ecto n o cabe, al m e n o s p o r a h o r a , re c u rrir a u n a c o m p u t a d o r a . P e ro el t r a b a j o de re p a s a r y releer t o d a la Biblia vale la pena , p u es le lleva a c o n s t a t a r q u e la reite ra c ió n del n o m b r e no es co s a t a n r a r a en la Biblia. M á s to d a v í a : en u n a b u e n a p a r te de los textos bíblicos, e n los q u e a p a re c e u n a re ite ra c ió n c o n se c utiva del n o m b r e , se h a b la , c o m o en el pasaje c ita d o de los H e c h o s de los A p ó s to le s 9, 3-6, de a p a ricio n es . S o n te x to s de apariciones.
E sto s textos de ap a ric io n e s c o n re ite ra c ió n del n o m b r e a c a p a r a n n a t u r a l m e n te la a te n c ió n . Si se s o m e te n a u n análisis m in u c io s o y se c o m p a r a n d e te n id a m e n te , se observa q u e un b u en n ú m e r o S a b a m o s , p o r s u s c a r t a s , q u a s a n P a b l o tu v o u n a v i s i ó n d a C r i s t o an a l c a m in o d a D a m a s c o . L a t r a d i c i ó n c r i s t i a n a p r i m i t i v a d e s c r i b ió a s t a a p a r i c i ó n c o n a l a m a n t o s f ó r m a l a s d a l A n t i g u o T a s t a m a n t o . L a v i s i ó n s a c o n f ig u r ó c o n fo r m a a l e s q u e m a d a lo s t id i á - l o g o s d a a p a r i c i ó n » u s a d o s an al A n t i g u o T a s t a m a n t o .
de los tex to s d e a p a ric ió n e s tá n c o m p u e s to s desde el p u n t o de vista fo r m a l de u n m o d o sem eja n te a H e c h o s 9, 3-6. El p a r a le lo m á s in te re s a n te n o s lo ofrece G é n esis 46, 1-3. E ste texto reza a s í fc:
« P a r ti ó Israel ( = J a c o b ) c o n t o d o lo q u e tenía. L le g a d o a B erse ba ofreció sacrificios al D io s de su p a d r e Isaac. Y D io s h a b l ó a Israel en u n a visión n o c t u r n a , d ic ie n d o : “ ¡Jacob, J a c o b ! ” , y él r e s p o n d ió : “ H e m e a q u í ” . D io s c o n t i n u ó : “ Y o soy D ios, el D io s d e tu p a d re . N o t e m a s d e sc e n d e r a E g ip to , p o r q u e allí h a ré yo d e ti u n g ra n p u e b l o ” .».
El te x to del A n ti g u o T e s t a m e n to y el del N u e v o o bed e cen al siguiente e s q u e m a :
(D D e sc rip ció n d e la situación. © I n t r o d u c c i ó n del discurso.
© D o b l e a p e la c ió n p o r p a r te del q u e se aparece. 0 I n t r o d u c c i ó n del discurso.
© P r e g u n t a del h o m b r e . © I n t r o d u c c i ó n del discurso.
© A u t o p r e s e n t a c i ó n del q u e se aparece. M isió n e n c o m e n d a d a al h o m b re .
U n a s e m eja n za tal en el e s q u e m a d e v ario s textos de a p a ricio n es , q u e o b s e r v a m o s en pasa je s bíblicos t o ta l m e n t e distin to s, n o p u e d e ser e v id e n te m e n te u n a m e ra c a s u a lid a d . U n a investigación u lte rio r n o s h ac e ver q u e, en o tr o s textos j u d í o s q u e no p erte n ece n a la Biblia, las n a r r a c io n e s d e las a p a
riciones se a j u s t a n ta m b ié n al m is m o e s q u e m a f o r m al. Y a n o c a b e d u d a a l g u n a : en el A n t i g u o T e s t a m e n t o y en la lite ra tu ra j u d í a h u b o m a n ifie s ta m e n te u n e s q u e m a só lid a m e n te a r tic u la d o q u e ser vía p a r a n a r r a r c o n viveza el d iá lo g o e n tre u n a p a re cid o celeste y la p e r s o n a beneficiada c o n la a p a r i c i ó n 7. E s u n e s q u e m a q u e ta m b i é n se e n c u e n tra en el N u e v o T e s t a m e n to y, d esd e luego, en los H e c h o s de los A p ó s to les. R e s u l ta d o : Se h a d e s c u b ierto u n n u e v o e s q u e m a o fo r m a , c u y o c o n o c i m ie n to p re ciso será d e s u m a im p o r t a n c i a p a r a e n te n d e r y j u z g a r el te x to de aparición en cuestión.
E v id e n te m e n te , el d e s c u b rim ie n to de u n a f o r m a lite ra ria e s t e r e o t ip a d a p u e d e d i sc u rrir p o r cauces m u y diferentes. P e ro el ejem p lo a d u c id o n o tenía o t r a fin alid ad q u e la d e m o s t r a r p rá c t i c a m e n t e c ó m o , a p e sa r de los c in c u e n ta a ñ o s d e estu d io s so b re la crítica de las fo r m a s a p lic a d a a la Biblia, n o se h a c e r r a d o to d a v ía la p u e r t a d e la era de los de sc u b rim ie n to s.