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La oveja del pobre

C o m e n z a r e m o s co n el g én e ro de la p a r á b o l a que resulta m uy in stru c tiv o p a r a a p r e n d e r el m o d o de ex p re sa r la re a lid a d , o b s e r v a d o en la Biblia. C o m o p u n t o de p a r t i d a t o m a r e m o s u n a p a r á b o l a de Jesús, c o n c r e t a m e n te la ta n c o n o c id a del S e m b r a d o r . E n la versión de san M a r c o s dice a s í :

sembrar, p a r te d e la semilla c a y ó j u n t o al c a m i n o ,

y vinieron las aves y se la c o m i e r o n . O t r a p a r te cayó en u n p e d reg al, d o n d e n o h a b í a m u c h a tierra, y b r o t ó en seguida, p o r q u e la sem illa n o ten ía p r o f u n d id a d en la tierra, p e r o en c u a n t o salió el sol la a b r a s ó y se secó p o r n o t e n e r raíz. O t r a ca y ó e n tre espinos, y al crecer los espinos, la s o fo c a ro n y no d io fr u to . O t r a p a r te , en fin, c a y ó en b u e n a tierra y d i o f r u to lo z a n o y crecid o , p r o d u c ie n d o u nos g r a n o s t r e i n t a ; o tro s , sesenta, y o tro s , ciento. Y a ñ a d i ó : ¡El q u e ten g a o íd o s p a r a oír, q u e oiga!» (M e 4, 3-9).

A n tes d e m e te r n o s de lleno co n la fo r m a d e esta p a r á b o la , c o n v ie n e h a c e r u n a s a c o ta c i o n e s so b re su c o n te n id o . La p a r á b o la es p o c o m e n o s qu e ininteligible en el c o n t e x t o d e la a c tu a l civilización occidental. N o hay l a b r a d o r e u r o p e o t a n necio qu e d e r r a m e la semilla en el c a m i n o , en u n pe-

La narración bíblica dal Sembrador no m una «Parabal» aino una «parAbala». En contrasta can aquélla, lapariboleutiliioeéle laa cosas ordinarias, típicas, qua m repitan a menudo (viisi m ti de ptg. S3}.

dregal o entre espinos. En la antigua Palestina, en cam bio, esto estaba a la orden del día cuando llegaba la sementera, porque entonces no se sem­ braba, com o entre nosotros, después de arar, sino ya antes de pasar el arado. «El sembrador de la parábola caminaba sobre un terreno todavía no roturado y ¡se com prende que sembrara sobre el camino! Arroja la simiente sobre el cam ino con toda intención, pues se trata del cam ino que han pisado sus paisanos cam po a través, y al que tra­ bajará luego con el arado. Intencionadamente siembra también entre las espinas que están secas en el barbecho, porque luego serán removidas con el arado. Y que los granos de simiente caigan en las piedras o rocas, no es tan sorprendente: las rocas y piedras calcáreas están cubiertas por li­ geras capas de gleba, o tierra, de pan llevar, y apenas sobresalen ni se notan hasta que el arado chirría

al c h o c a r c o n t r a ellas. L o q u e a u n o ccidental le p are c e a t r a s o e in e p titu d , fue regla y c o s tu m b re en el c o n te x to de la a n tig u a civilización pales- t i n e n s e 14.»

Jesús, p o r co n sig u ien te, refleja en la p a r á b o l a del s e m b r a d o r las c o n d ic io n e s d esfa v o ra b le s y las dificultades q u e a m e n a z a b a n en a q u e l tie m p o a la se m e n te ra palestinense. D e sc ribe co sa s qu e e ra n fa m iliarísim as a c u a lq u ie r c a m p e s in o de entonces. Y lo q u e dice al fin de la p a r á b o l a , lo sabía tam b ién c u a lq u ie ra , p o r q u e lo h a b í a e x p e rim e n ta d o con frecu e n cia y lo h a b ía vivido m u c h a s veces c o m o u n m ila g ro : Pese a t o d o s los e n e m ig o s q u e a m e ­ n a z a n a la s e m b r a d u r a , pese a los bichos y an im ales, pese a la p o b r e z a del t e rr e n o y a los ab ro jo s , se logra al fin u n a a b u n d a n te cosecha. U n a p a rte , en efecto, d a el t r e in ta p o r cien to , o t r a el sesenta y o t r a el cien to p o r cien.

C o n esta p a r á b o l a , Jesús q u iere decir lo siguiente: O c u r r e c o n la v en id a del re in o d e D io s lo q u e c o n la s e m e n te ra y la c o se c h a ; a p e sa r de t o d a s las en e m is ta d e s y resistencias qu e se o p o n e n a su p re ­ dicac ió n y a su acción, m ás a ú n , a p e sa r de qu e p o r el m o m e n t o la co sa p arece sin p erspectiva y sin a s o m o de re a lid a d , el reino d e D ios llegará al fin con u n a p le n itu d y e s p le n d o r inesp erad o s. Tal es el c o n t e n i d o d e esta p a r á b o l a . Y v a m o s a h o r a a o c u p a r n o s d e su forpia. ¿En qu é se c o n o c e q u e la n a r r a c ió n o h is tc i ia del in tré p id o s e m b r a d o r es una p a r á b o ia ?

En p rim e r J u g a r , n a t u r a lm e n te , en q u e j a n M a r c o s dice p o c o antes de n a r r a r l a : «Les e n s e ñ a b a m u c h a s co s a s en p a r á b o la s . Les decía en su e n ­ s e ñ a n z a . .. » (Iflc 4, 2). Es evidente q u e los E v a n ­ gelistas m is m o s n o s lo avisan. P e ro p o d e m o s s u ­ p o n e r ta m b ié n , sin m ie d o a e q u iv o c a rn o s , qu e Jesús m ism o c o m e n z a ría la h isto ria del s e m b r a d o r de

La p d r á b o la del S e m b r a d o r . S u u a s l o n d o y s u c o n t e n id o t a o l o y i

tal fo r m a q u e los o y en tes se d iría n sin m á s p a r a su c a p o te : «¡Va a c o n t a r n o s u n a p a r á b o la !» Q uizá la situ ació n m ism a en q u e la n a r r a b a y el to n o e m p le a d o b a s t a b a n p a r a c o n o c e r q u e se t r a t a b a de u n a p a r á b o l a . Q u iz á s utilizaría J esú s u n a f ó r m u l a especial de e x o r d io q u e c a ra c te riz a r a c o m o p a r á b o l a t o d o el d iscu rso siguiente. D e h ec h o , la trad ic ió n h a re co g id o t o d a u n a serie d e fó r m u la s de exordio. P o r eje m p lo : «¿C on q u é c o m p a r a r e m o s el reino de D io s o con q u é p a r á b o l a lo e x p o n d r e m o s ? Es c o m o un g ra n o de m o s ta z a , q u e . .. » (M e 4, 30-31). D i v a r s a s f o r m a s de p e l á b a l a s : a ) d i d a t i v o i n i c i a l : b) de f o r m a in t e r r o ­ g a t i v a ; c ) d a n o m i n a t i v o i n i c i a l . 88 o m á s breve:

«¿A qu é c o m p a r a r é el reino de D ios? Es c o m o la le v a d u r a q u e u n a m u j e r . .. » (Le 13, 20-21).

y m á s breve t o d a v ía :

«El reino de D io s es c o m o u n h o m b r e q u e echa u n a s e m illa ...» (M e 4, 26).

A las p a r á b o l a s q u e se inician en estos té rm in o s, se les ha l l a m a d o p a r á b o l a s de « d ativ o inicial». Su e x o rd io se re d u c e a la siguiente f ó r m u la : «Voy a referiros u n a p a r á b o l a . ¿ C o n q u é p u e d e c o m p a r a r s e la m a te r ia de la q u e v a m o s a h a b la r ? Es c o m p a r a ­ ble a...»

O t r a f o r m a c o n q u e p u d o Jesús h a b e r c o m e n ­ z a d o sus p a r á b o l a s es la f o r m a in te rro g a tiv a . T al es el caso, p o r e jem p lo , d e la d r a c m a p e r d id a : «¿Q ué m u je r q u e posee diez d r a c m a s , si pierde u n a , n o en c ie n d e u n a luz y b a r re la ca sa y la busca c u i d a d o s a m e n t e h a s ta e n c o n tr a rla ? Y c u a n d o la e n c u e n t r a , lla m a a sus a m ig a s y vecinas d i c ie n d o : “ R eg o cijao s c o n m ig o , p o r q u e he e n c o n tr a d o la d r a c m a q u e p e r d í.” » (Le 15, 8-9). C u a n d o la n a ­

rr a c ió n c o m e n z a b a c o n esta f o r m a in te rro g a tiv a , los o y en tes sa b ía n q u e se t r a t a b a d e u n a p a r á b o l a .

P ero no to d a s las p a r á b o l a s de Jesús c o m e n z a b a n co n u n « d a tiv o inicial» o co n u n a f o r m a i n t e r r o ­ gativa. La p a r á b o l a del s e m b r a d o r , p o r ejem plo, c o m ie n z a llana y lisa m e n te : «Salió u n s e m b r a d o r a s e m b r a r .» El p r o t a g o n is ta de la p a r á b o l a aparece, pues, en nom inativo, y el re sto d is c u rre c o m o u n a n a r r a c ió n corriente. H a y un b uen g ru p o de p a ­ r á b o la s bíblicas q u e c o m ie n z a n asi y se les ha lla m a d o « p a r á b o l a s de n o m i n a t iv o inicial». E j e m ­ plos: « U n h o m b r e b a j a b a de Je ru sa lé n a J e r ic ó ...» (Le 10, 30). i « U n h o m b r e d a b a u n a g ra n c e n a .. .» (Le 14, 16). « U n h o m b r e tenía d o s h ijo s ...» (L e 15, 11). « U n h a c e n d a d o tenía u n a d m i n i s tr a d o r . .. » (Le 16, 1).

« H a b ía un h o m b r e rico q u e se vestía d e p ú r ­ p u r a . . . » (Le 16, 19). « D o s h o m b r e s su b ie ro n al te m p lo a o r a r . . . » (Le 18, 10). « H a b ía en u n a c iu d a d d o s h o m b r e s . .. » (2 S a m 12, 1). « H a b í a en u n a c iu d a d un juez...» (Le 18, 2). E v id e n te m e n te , ta m b i é n esta m a n e r a de c o m e n z a r las p a r á b o l a s es f o r m u la r i a y d e la t a d o r a . Los o y en tes s u p o n ía n c o n t o d a seg u rid a d q u e se e n ­ c o n t r a b a n a n t e u n a p a r á b o l a c a d a vez q u e la n a ­ rració n c o m e n z a b a co n u n n o m i n a tiv o así, desde el

En O r ie n t e , u n a n a r r a ­ c i ó n q u e c o m e n z a r a c o n el n o m i n a t i v o i n i ­ c i a l y p a s a r a a l a r g u ­ m e n to d e l r e la t o s i n p r e v ia e x p lic a c ió n , era c o n s i d e r a d a p o r l o s o y e n t e · , d e s d e u n p r in ­ c i p i o y c o n c ie r t a s e ­ g u r id a d . c o m o u n a p a ­ r á b o la .

p rin c ip io , y c o n u n a acción que, sin larg a s intró; du cc io n e s, ib a al g ra n o .

¿Se p u e d e n señalar, p a r tie n d o de la p a r á b o l a del S e m b r a d o r , o t r a s c a rac te rístic as qu e sirvan para d e te c ta r el g én e ro lite rario p a r a b ó l ic o de otras n a r ra c io n e s ? H a y p o r lo m en o s otra ca racterística q u e no con v ien e p a s a r p o r a lto : a u n q u e la p a r á b o l a se n a r r e c o m o u n a histo ria, c o m o alg o q u e o c u rrió a un a g r ic u lto r en u n a se m e n te ra y en una cosecha,

se n o ta q u e to d o s sus detalles y circ u n sta n cias , desde la p ri m e r a frase h asta la ú ltim a , se reducen a cosa s o r d in a r ia s , típic as y c o tid ia n a s . L a p a r á ­ bola h a b la de s e m b ra r, de la su erte de la sim iente, de los peligros d e la s ie m b ra y del r e s u lta d o de la cosecha.

L o m ism o sucede en o tra s m u c h a s p a r á b o l a s de Jesús, en q u e se refieren co sa s sa b id a s p o r t o d o s , cosas q u e o c u rre n en t o d a s p arte s, co sa s q u e se

".piten constantemente. Hablan del crecimiento

de

! \ siembra; de los abrojos en el trigal; del fermento en la masa de harina; de la

pesca

por el arte de

la

red; de la construcción de una torre y de los es­ trategas; de los niños que juegan; de la alegría al encontrar el dinero perdido; de com o se guarda >el tesoro escondido; de lo que se hace con la hi­

guera que no da fruto. Las cosas referidas

en

estas parábolas están a la orden del día, las saben todos, 1 están sujetas a las leyes comunes y ordinarias, son jde la vida cotidiana. Aquí radica precisamente el

vigor argumentativo y didáctico de la parábola; nadie puede impugnar el curso cotidiano de las

J

cosas.

Por consiguiente, una característica de muchas parábolas de Jesús es su referencia a las cosas :omunes y cotidianas. Sólo este hecho bastaría para hacernos pensar que se trata de parábolas. Por lo demás, esta característica explica la razón Je que las parábolas de Jesús sean generalmente tan cortas y concentradas: un narrador no se de­ tiene a describir las cosas comunes que ocurren con frecuencia y son conocidas de los oyentes. U na sola frase basta para evocarlas.

Pero no faltan parábolas en las que Jesús no se refiere a hechos o acontecimientos com unes y or­ dinarios, sino todo lo contrario. Tal, por ejemplo, la parábola de las bodas reales:

«Un hombre daba una gran cena e invitó a muchos. A la hora de la cena envió a sus siervos a decir a los invitados: “Venid, que ya está preparada la cena.” Y todos a una comenzaron a excusarse. El primero dijo: “Compré un cam po, y necesito ir a verlo; te ruego que me excuses.” Otro dijo: “Compré cinco pares de bueyes, y voy a probarlos; te ruego que me excuses.” U n tercero dijo: “Me

Mucha· paribolai ampliad·· peí J w é »

raflajan la vida corriaata y normal da id · eyantM.

casé y no puedo ir.” Regresando el siervo, refirió esto a su señor. Irritado entonces el señor, dijo a su siervo: “Sal de prisa a las plazas y calles de la ciudad y trae aquí a los pobres y a los lisiados, a los ciegos y a los cojos.” Después el siervo dijo: “Señor, está hecho lo que mandaste, y todavía hay sitio.” Y el señor dijo al siervo: “Sal a los ca­ minos y a los cercados y obliga a la gente a entrar, para que se llene mi casa. Pues os digo que ninguno de aquellos que habían sido invitados probará mi cena.”» (Le 14, 16-24).

En esta parábola también hay cosas que ocurren com o suelen ocurrir siempre y com o podía espe­ rarlas cualquier oyente. Un señor da un gran ban­ quete y cursa de antemano las invitaciones. Según la costumbre de los círculos distinguidos de Israel, la invitación se cursaba por segunda vez inmediata­ mente antes del banquete. Hasta aquí, pues, todo es normal. Pero viene lo sorprendente: todos los

ρ·γ» Jmús tabla invitados, que habían dado el sí a la primera invi-

íóThidhos'orVinarias tación, recusan la segunda y com ienzan a discul- d á n d o ia s u n g i r o parse. Todos tienen sus buenas razones para no • • r p r a n d a n t · . asistir, y no acude nadie. ¡He aquí una situación bien extraña y anómala! Tal situación impulsa al señor a tomar una medida extraordinaria. Invita a los pobres y a los sin-casa de la ciudad y no para hasta que se abarrota la sala del festín y se cubren todos los puestos. Hay que imaginarse la tremolina: ¡Toda la casa llena de lisiados, zarrapastrosos y vagabundos! Lo que el señr>' hace, es plausible a su aire. Cabe comprenderle. Pero el conjunto es algo extraordinario.

A simple vista se observa que tenem os delante una forma de narración muy distinta de la parábola del Sembrador. La exégesis bíblica reserva un nombre especial para este tipo de parábolas en

y o r d i n a r ia y en que, p o r el c o n t r a r io , se echa m a n o de accio n es o c i rc u n sta n c ia s e x t r a o r d i n a r i a s y h asta únicas: las llam a P arabel*. Son, p o r ejem plo,

P arabel la p a r á b o l a del H ijo p r ó d ig o (Le 15, 11-32),

los o b r e r o s de la viña (M t 20, 1-6), el siervo des­ p i a d a d o ( M t 18, 23-35), el a d m i n i s t r a d o r infiel (Le 16, 1-8), los m a lo s v iñ a d o re s (M e 12, 1-11).

P re c isa m e n te p o r q u e la P urabel n o se c o m p o n e de ele m e n to s c o m u n e s y típicos de la vida o r d i­ n a r ia , sino de h ec h o s e x tr a o r d in a r io s , re su lta m ás difícil d e te c ta r su c a rá c te r p a r a b ó l i c o q u e en las p a r á b o l a s en s en tid o estricto, d e q u e h e m o s ha-

(*) N o s e n c o n tra m o s a n te un p ro b le m a in so lu b le de trad u cció n . El a lem án u tiliza d o s té rm in o s, q u e m a tiz a n y d istin g u en la m ism a re a ­ lid a d : ü l t ichiiis y Parabel. A m b o s significan parábola, p e ro el p rim e ro tiene un se n tid o m ás e stricto , insiste m ás en el c a rá c te r « p arab ó lico » de la p a rá b o la . A si pues, p a ra d istin g u ir y e n te n d e rn o s, tra d u c ire m o s G leichnis p o r « p a rá b o la » y co n se rv a re m o s el té rm in o alem án Parabel p a ra el o tro tip o de p a rá b o la s. El r e la t o b í b li c o de la y i a n c e n a e s u n a « P a - r a b e l u . E n c o n t r a s t e c o n la p a r á b o l a p r o ­ p i a m e n t e d i c h a , la « P a r a b e l u d e s c r ib e s u ­ c e s o s r a i o s y e x t r a o r ­ d in a r io s .

b la d o an tes ., ¿E n q u é c o n o c e re m o s , p o r ejem plo, q u e la n a r r a c ió n d e las b o d a s reales es f o r m a l ­ m e n te u n a p a r á b o l a y n o u n a in f o r m a c i ó n h istó ­ rica? N o s fijarem os, d esd e luego, en el n o m in a tiv o inicial: « U n h o m b r e d a b a u n a g r a n c e n a .. .» N o se dice ni q u ién e r a este h o m b re , ni d ó n d e vivía, ni c u á n d o ni p o r q u é m o tiv o s d a b a el festín. Se dice e s c u e ta m e n te : « U n h o m b r e d a b a u n a gran cena e in v itó a m u c h o s .» E v id e n te m e n te , el o y ente o rien ta l a g u z a b a los o íd o s en c u a n t o la h isto ria c o m e n z a b a en sem eja n te s té rm in o s. I n m e d i a ta ­ m e n te s o s p e c h a b a q u e se t r a t a b a de u n a p a r á b o l a . A p e s a r d e lo in só lito del caso, la n a r r a c i ó n viene m u y e s q u e m a tiz a d a . L as a n d a n z a s del c r ia d o en la p r i m e r a gira p o r fu e rza h u b i e r o n d e a b u n d a r en peripe cias al a f r o n t a r a to d o s los in v ita d o s y a n o t a r sus respectivas excusas, q u e t o d a s ellas se re su m e n en u n a escena. El c r ia d o ha ido, h a v u e lto y p re s e n ta las n eg a tiv a s de tres in v ita d o s c o m o r e p r e s e n t a ­ tivas de t o d o s . A c o n t in u a c ió n la P arab el se d e s ­ d o b l a en d o s escenas, estilizadas c o n esm ero , sobre la m a n e r a de lle n a r la sala del festín y lo q u e en ella o cu rrió . Es c u r io s o q u e en t o d o el re la to n o actúa m ás qu e un s iervo: se t r a t a de u n e le m e n to técnico del n a r r a d o r , p o r q u e e n O rie n te a b u e n seguro q u e los c r ia d o s e n v ia d o s p a r a s e m e ja n te m isión serían v ario s o m u c h o s. L a sim plificación artifi­ ciosa de la n a r r a c ió n , q u e se atiene al hilo del dis­ c u rso l o g r a n d o u n efecto d r a m á t ic o , es típ ic a de to d a s las p a r á b o l a s bíblicas y e s p e cialm en te de las

Parabel. Así pues, p o r este d a t o p o d í a n c o n o c e r

los o yentes d e Jesús, incluso en el ca so de la P a ­

ra b el, q u e se t r a t a b a d e u n a p a r á b o l a , p e r o sin llegar

to d a v ía a u n a se g u rid a d plena, p o r q u e en cierta in se g u rid a d está el secreto d id á c tic o d e las p a r á ­ bo las y la técn ic a n a r r a t i v a e m p l e a d a a b u n d a b a e n o t r o s g é n e ro s n a r ra tiv o s .

L a se g u rid a d to ta l de q u e se t r a t a b a d e u n a p a r á b o l a , p o d r í a a lc a n z a rla el o y e n te de n u e s tra

P arabel, bien al p rin c ip io , p o r la f o r m a d e c o m e n z a r

la n a r r a c ió n , o bien al fin, c u a n d o , al a c a b a r s e la n a r ra c ió n , se veía p e r s o n a l m e n te in te rp e la d o . E n san L ucas, efectivam ente, hay un p a so b ru s c o del sin g u la r al p lu ral. H a s t a ese m o m e n to , el s e ñ o r se dirigía al siervo y le h a b l a b a en singular, m ie n tra s que, al fin, sale c o n u n : «P ues os digo qu e n in g u n o de a q u e llo s q u e h a b í a n sido in v ita d o s p o b r a r á mi cena.» ¿Q uién h a b la aquí? ¿Jesús m is m o o el se ñ o r de la p a r á b o l a ? N o es fácil d ilu c id a r la cuestión. P e ro lo c ie r to es q u e e s ta frase es indicio m anifiesto de q u e la n a r r a c ió n d e b ía ser c o n s i d e r a d a c o m o p a r á b o l a o, en su caso, c o m o Parabel.

Q u e d a , p o r co n sig u ien te, d e m o s t r a d o qu e re­ su lta m u c h o m á s difícil d istin g u ir e n tre u n a n a ­ rr a c ió n o r d in a r ia y la P ara b el q u e e n tre u n a n a r r a ­ ción o r d i n a r ia y la p a r á b o l a . Bien lo sa b ía n los n a r r a d o r e s d e e n to n ce s. Ellos p e rc ib ía n el p a r e n ­ tesco de la P arabel c o n el re la to h is tó ric o o c o n la noticia, y a p r o v e c h a b a n d ic h o p a r e n te s c o a ciencia y c o n c ie n cia p a r a o b te n e r las reacciones apetecidas. A este re sp ecto el e jem plo m á s in s tru c tiv o n o s lo ofrece el s e g u n d o libro de S am u el c o n la fa m o sa

P arabel d e la oveja del p o b re , q u e el p r o f e t a N a t á n

le c u c a t a al rey D a v id .

El c o n te x to es c o n o c i d o : D a v id solicita a Betsabé, m u je r d e U ría s , el je te o , q u e está e n el c a m p o de batalla. P a r a e v ita r c o m plicac ione s, D a v id se las a p a ñ a p a r a h a c e r m a t a r s o l a p a d a m e n t e a U ría s y t o m a r p o r e s p o s a a B etsabé. L lega e n to n c e s el p ro f e ta N a t á n , q u e le c u e n ta lo siguiente:

« H a b í a en u n a c iu d a d d o s h o m b r e s , u n o rico Le «Parabel»

y o t r o p o b re . El rico ten ía ovejas y v acas en g r a n de 11 ova,a del pohre' c a n tid a d . El p o b r e no ten ía n a d a , a n o ser u n a sola

N a t á n j u e g a c o n la f o r ­ m a d e la « P a r a b e l » . R e l i a r a u n a h i s t o r i a q u a o s c i l a c o n s c ie n t e ­ m e n te e n tre u n a n o t i ­ c ia y u n a « P a r a b e l » . Y a s i . D a v i d n o s e d a c u e n t a d e q u e 41 e s el a lu d id o .

y h a b í a cre c id o c o n él y c o n sus h ijo s ; c o m ía de s p a n , bebía de su v aso y d o r m í a en su seno. La teníaj c o m o u n a hija.

Llegó u n h u é s p e d al h o m b r e rico, y éste nc q u is o t o m a r d e sus ovejas ni d e sus bueyes parí servir al v iajero q u e h a b ía llegado a él. R o b ó 1 c o rd e rilla del h o m b r e p o b r e y se la sirvió al h o m b n q u e h a b ía llegado a él» (2 S a m 12, 1-4).

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Al o ír esta h is to ria , D a v id m o n t a en cólera. ^ dice a N a t á n : «Vive Y avé, q u e el q u e h a h ec h o tí co s a es d i g n o de m u erte , y p a g a rá c u a t r o veces t

valor de la cord erilla p o r h a b e r hecho esto y h a b e r o b r a d o sin p ie d a d .» N a t á n dice en to n c e s a D a v id : «¡Tú eres ese ho m b re!» (2 S am 12, 5-7).

La d esc rip ció n del p ro f e ta N a t á n p in ta m i n u ­ c i o s a m e n te la vileza y la i n h u m a n id a d de D a v id co n U rías. P o r q u e D avid se a p r o p i a la m u je r de un o de sus fieles generales, p re c isa m e n te c u a n d o d is­ p o n e de to d o u n harén. P ero D a v id n o se p e rc a la de q u e la h isto ria de N a t á n le está d e s e n m a s c a r a n d o . ¿ P o r q u é n o lo no ta? P o r q u e la n a r ra c ió n no parece a p r i m e r a vista una p a r á b o l a ; bien p o d ría ser el re la to de lo q u e ha o c u r r i d o en a lg ú n rin có n de su ¿ P o d r í a r e c o n o c e r s e a p r im e r a v ís t a bI c a r á c t e r p a r a b ó l i c o de la n a r r a c ió n de la ove|a del p o b re ? ‘>7

reino, d o n d e un rico d e s c o n s id e ra d o se ha a p o d e ­ r a d o del ú nico bien de a lg ú n pobre.

El c o m ie n z o « H a b í a d o s h o m b r e s en un a c iu ­ d a d » (n o m i n a ti v o inicial) p o n e alerta al oyente a v e z a d o : ¿Es el c o m ie n z o de u n a p a r á b o l a ? P o r o t r a p a r te , tr a t á n d o s e d e u n a noticia o de u n in­ f o rm e ¿qué m e n o s q u e n o m b r a r siq u iera la ciudad? F in a lm e n te , la d esc rip c ió n estilizada y figurativa de la con v iv en c ia del p o b r e c o n su ovejita llam a la a te n c ió n y hace p e n s a r en u n a p a r á b o la . Sin e m ­ b arg o , el c o m p o r t a m i e n t o del rico es ta n in fam e y sucio q u e la m en te se c o n c e n t r a y se inclina a es­ c u c h a rlo t o d o c o m o si fu e ra un suceso real y c o n ­ creto.

N o ca b e d u d a de q u e N a t á n tra b a ja a quí con d o s g én e ro s n a r r a ti v o s distintos. Refiere u n a his­ to ria q u e oscila i n t e n c i o n a d a m e n t e e n tre el in fo rm e y la p a r á b o l a . L a reviste co n la fo rm a de u n a n o ­ ticia d e sg r a c ia d a y e n e rv a n te , d á n d o le la función d e u n a p a r á b o la . D a v id p u ed e ap e rcib irse de que lo n a r r a d o es u n a p a r á b o l a , y ap lica rse el cue nto. P ero la n a r r a c ió n es t a n tensa, ta n e x t r a o r d i n a r i o el ca so, q u e su m e n te está c o m o «en suspense», d i s p a r a d a al p l a n o de la h istoria. N o p re te n d e m ás N a tá n .

T a m p o c o las P ara bel p r e te n d e n o t r a cosa. Sería d ig n o de e stu d ia rse si, en sus orígenes, el género de las P arabel n o fue sino el a r te de j u g a r con la noticia, es decir, si el p a r a b o l i s t a p re te n d ía p re cisa­ m e n te s u m ir al o y en te en un « suspense»: ¿Está c o n t a n d o un h ec h o h is tó ric o o se t r a t a de una invención ilustrativa , a p a s io n a n te a la cu rio sid ad ? El o y ente ha d e e s c u c h a rla c o m o u n a historia, tiene q u e o lv id a r el m o m e n t o pre sente e identificarse c o n la s ituación descrita. S ólo al fin se p e r c a t a r á de q u e él m ism o es el in t e rp e la d o y d e q u e está en j u e g o su p r o p i o c o m p o r t a m i e n t o , su p r o p i a p e rso n a .

L as P arabel, p o r e jem plo, de la gran cena, del hijo p r ó d ig o o la de los m a lo s v iñ ad o re s, ¿las c o n ta r ía Jesús d e este m o d o ? ¿Q uizá ta m b i é n él, in te n c io n a d a m e n te , d e jó alg,una vez c a er a sus oyentes en la d u d a de si e staría p r o p o n i e n d o u n a p a r á b o l a , o n a r r a n d o un suceso real? H o y p o r h o y n o p o d e m o s verificarlo. P e ro sí p o d e m o s pe n sa r, p u es los E vangelios lo a te s tig u a n , q u e Jesús d e ­ m o s t r ó un a g ra n m a e stría al utilizar los géneros literarios t a n t o de la P arabel c o m o de la p a r á b o l a .

D e c u a n t o v enim os d icien d o se d e s p r e n d e que h ay p a r á b o l a s q u e p u e d e n re co n o ce rse c o m o tales p o r su c o m ie n z o o p o r lo típico de su c o n te n id o , y hay ta m b i é n p a r á b o l a s q u e velan al prin cip io su g én e ro literario, q u e ju e g a n in te n c io n a d a m e n te con la f o r m a de un a noticia y que, p a r a id e n ti­ ficar su c a r á c te r p a r a b ó lic o , hay q u e a te n d e r a la s ituación y a ,las c irc u n s ta n c ia s c o n c o m ita n te s .

T e n i e n d o en c u e n ta t o d a s estas c o n sid e ra c io n e s so b re la f o r m a de las p a r á b o l a s , e sta m o s a r m a d o s p a r a a b o r d a r la c ue stión qu e m ás nos interesa a q u í: ¿Q ué relación hay e n tre la p a r á b o l a y la re alid ad histórica?

E sta p r e g u n t a está justificada, p o r q u e la p a r á b o l a c u e n ta u n a historia. Y la c u e n ta a m e n u d o co n un d r a m a t i s m o e x tre m o y un interés c a u tiv a d o r. T a n t o , q u e en u n p rim e r m o m e n t o hace p e n s a r que se t r a t a d e sucesos verídicos. L a p a r á b o l a del s e m b r a d o r , p o r e jem plo, n o m u e s tra el m e n o r interés en d esc rib ir las vivencias c o n c re ta s de un d e t e r m in a d o c a m p e s in o qu e vivía en u n lugar de P alestina.

Y la P ara bel d e la g ra n cena n o tiene la m e n o r i n ten ció n de d a r n o s a c o n o c e r la p re h is to ria y las c i r c u n s ta n c ia s d e u n a in v ita ció n real de la cena. T a m p o c o la P arabel de la oveja del p o b r e p re te n d e a f ir m a r que, en u n lu g a r del reino de D a v id , le

L a s p a r á b o l a s de la B i b l i a n o p r a c t ic a n id e a s r e l i g i o s a s a b s t r a c t a s . 100 h a b í a n r o b a d o u n a oveja a un p o b re . La verd ad de u n a p a r á b o l a , en efecto, n o está en el p l a n o de la m e ra o b je tiv id a d o fa cticidad del suceso. E n o tra s p a l a b r a s : U n a p a r á b o l a n o p r e te n d e c o m u n i ­ c a r n o s u n o s h e c h o s h istó rico s qu e c o r r e s p o n d e n ra sgo a ra sg o a la n a r r a c ió n p a ra b ó lic a .

N o o b s ta n te , t o d a s las p a r á b o la s bíblicas tienen algo q u e ver co n la h is t o r i a : L a p a r á b o l a del s e m ­ b r a d o r h a b la de u n a c o n te c im ie n to real, p u es h a b la de c ó m o crece el re in o de D io s pese a to d a s las re ­ sistencias y d ificultades y viene a n o s o t r o s c o m o u n a co se ch a a b u n d a n t e . La P arabel de la gra n c e n a a p u n t a a un suceso r e a l : D io s llam a a Israel al g ra n b a n q u e te e sc a to ló g ic o ; si éste re c h a z a la in v ita c ió n , o t r o s s e r á n los inv ita d o s. Y, so b re todo, la P arabel de la oveja del p o b r e n o s in f o r m a de un o s sucesos reales y c o n c re to s, a sab e r: lo que hizo D a v id co n U ría s. Lo m ism o c a b e decir de