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Marco con ceptual

M uch o s investigadores y especialistas c o n f u n d e n el “ m a r ­ co c o n c e p t u a l ” co n la “ d e finic ión de t é r m i n o s ” o co n los que algunos d e n o m i n a n “ glosario de t é r m i n o s ” . Si bien t o d o s es­ to s c o n c e p t o s hacen p a rte del m arc o te ó ric o , e n t r e ellos exis­ ten algunas d iferencias fu n d a m e n ta le s q u e es i m p o r t a n t e acla­ rar para n o caer en el e r ro r de c o n f u n d ir el p roceso de concep- tu alizac ión de u n p ro b le m a c o n un ca tálogo o lista de d e fin i­ ciones de u n c o n j u n to de palabras o té rm in o s u tiliza dos en u n a investigación.

C ualquiera sea el p u n t o de origen o el t r a t a m ie n to del p ro b le m a , una investigación requiere u n a d elim ita ció n c o n ­ ce p tu a l, d o n d e las ca te g o rías descriptivas y operativas propias del p r o b le m a se u b iq u e n en u n sistem a y en un a e s tru c tu r a q u e les p e r m ita n d efinir c la r a m e n te los asp e c to s y los c a ra c ­ teres de los m ism os. Se p a r te del s u p u esto de que un “ c o n ­ c e p t o ” es el c o n o c im i e n to de los rasgos y p ro p ie d a d e s ese n ­ ciales y generales de los d iferen tes o b je to s y f e n ó m e n o s de la realidad objetiva, así c o m o de los n exos y relaciones e n tre ellos. E n general se d e n o m in a n “ c o n c e p t o s ” a los resultados en los cuales se c o m p e n d ia n las experiencias del ser h u m a n o y la sociedad. S on “ esenciales” estos n exos y p ro p ie d a d e s, p o r ­ q u e c o n la a y u d a de ellos, los o b je to s y fe n ó m e n o s de u n gé­ n e r o se distinguen de los d e o tro .

U n o de los p rim ero s rasgos diferenciales del c o n c e p t o es su “ g e n e ra lid a d ’', p o r q u e los n ex o s y relaciones esenciales de los f e n ó m e n o s son c o m u n e s a to d o s los o b je to s y fe n ó m e n o s de un género, clase o g ru p o en cu e s tió n . Pero ta m b ié n el c o n ­ c e p to es al m ism o ti e m p o u n a “ fo r m a del p e n s a m i e n to ” , un p ro c eso m en tal q u e c o n s t i t u y e u n a actividad intelectual gen e­ ralizada, de c a rá c te r te ó ric o . En este sen tid o , el c o n c e p t o c o ­ m o fo rm a del p e n s a m ie n to , c o m o p roceso m e n ta l de ca rác te r gene raliza do y te ó ric o , a c tú a c o m o m edio del c o n o c im i e n t o u lte rio r de los o b je to s y de los fe n ó m e n o s c o n c re to s , c o m o fuerza e fic iente en la ac tividad prá ctica y c re a d o ra del h o m ­ bre.

E n u n m a rc o c o n c e p tu a l se e n tra rá a describir y analizar los c o n c e p t o s fu n d a m e n ta le s del p ro b le m a o del tem a qu e se

plantea, los cuales se ubican s is te m á tic a m e n te en un a e s t r u c ­ tu ra am plia, t a n t o e x p líc ita c o m o en p ro p o s ic io n e s supuestas. M uchas veces en el m a rc o c o n c e p tu a l se utilizan c o n c e p to s para analizar y explicar algunas observaciones e m p íric a s p r o ­ pias del p ro b le m a p l a n te a d o o del estu d io q u e se p ro p o n e .

En la práctica, el m arc o co n c e p tu a l resum e to d o s a q u e ­ llos aspectos teóricos que el investigador ha re c o p ila d o de la bibliografía c o n su ltad a sobre el p ro b le m a y los cuales son siste m atiz ad o s y organizados en este m arc o c o n c e p t u a l , q u e a la p o stre se convierte en un a síntesis orga niz ada de estos c o n ­ ce p to s qu e resum en los aspectos esenciales de los f e n ó m e n o s o cosas qu e son m otivo de e stu d io . Es el m ejor c a m in o para organizar los d a to s iniciales q u e se posee so b re el p ro b le m a , de form a que se p u e d a n percibir las relaciones e n t r e ellos.

En este m arc o c o n c e p tu a l p o d re m o s d e sc u b rir que al­ gunos c o n c e p to s están m u y e s tre c h a m e n te v in cu lad o s a los o b je to s o hec hos que re p re se n ta n , lo cual será de e n o r m e u t i ­ lidad en el instan te de definir las variables y sus indicadores en el sistem a teóric o. Según Selltiz, “ c u a n to m a y o r es la d is­ tancia en tre los c o n c e p to s o e laboracione s re su m id as, y los hec hos e m p íric o s a los que in te n ta n referirse, m a y o r es la posibilidad de-ser falsam ente in t e rp re ta d o s o utiliza d o s d esa­ c e rta d a m e n te , y m a y o r ha de ser el c u id a d o que d e b e ser t o ­ m a d o al definirlos. D eben ser definidos, p o r u n lado, en t é r ­ m in o s ab stra c to s , dán d o les el significado general que se i n t e n ­ ta dar a c o n o c e r y, p o r o tr o , e n té r m i n o de o p e ra c io n e s p or las qu e serán re p resen ta d o s en ese d e t e r m in a d o e s t u d i o ” '16.

El p r o p ó s ito del m arc o c o n c e p tu a l no es de n inguna m a ­ nera alejarnos de la realidad qu e investigam os o de los h echos em p íric o s , o sea alcanzar niveles de ab stra c c ió n su p erio r, que e q uivaldría a separarlos y aislarlos de esta realidad. No hay qu e olvidar que la investigación no se p u e d e reducir a un “ h e ­ ch o m e n t a l ” , sino que és f u n d a m e n t a l m e n te una actividad s o ­ cial y práctica, o sea u n a re sp u esta y un a s olución a u n p r o ­ blem a real y c o n c r e t o . ,

4 8 S E L L T I Z , J a h o d a y o t r o s M é t o d o s d e i n v e s t i g a c i ó n e n l as r e l a ­

El m arc o c o n c e p tu a l no es el p u n t o de p a r tid a del c o n o ­ c im ie n to , sino su re sultado. De a h í que u n o p a rta d o n d e o tro s h a y a n c u lm in a d o su tra b a jo . El m arc o c o n c e p tu a l viene a ser el p r o d u c t o de un p ro c eso de análisis y selección de los c o n o ­ c im ie n to s conseguidos, o sea la e x presión c o n c e n tra d a de c o ­ n o c im ie n to s que tie n e n relación co n el p r o b le m a p lan tea d o .

¿Q ué im p o rta n c ia tiene el c o n c e p t o para n u es tra inves­ tigación? hay que r e c o rd a r las relaciones que surgen e n tre lo universal y lo singular. C o m o ya lo señalam os a n te r io rm e n te , el c o n c e p to tie n d e más que nad a a reflejar lo universal, pero lo singular existe ta m b ié n en la génesis del p ro p io c o n c e p to . Para fo r m a r un c o n c e p t o se debe investigar un a gran c a n tid a d de fe n ó m e n o s , hec hos y cosas singulares, o sea éstos c o n s t i t u ­ yen el p u n t o de p a rtid a en la fo rm a c ió n del c o n c e p to . Ello quizás nos enseña qu e para n o so tro s t e n d rá e n o r m e utilidad el h e c h o de re m itirn o s a esta génesis de los diversos c o n c e p to s que hacen p a rte de este m arc o c o n c e p tu a l, p o r q u e allí e n c o n ­ tra r e m o s respuesta a m u c h o s in terro g a n tes con relación al p ro b le m a . No p o d e m o s q u e d a rn o s y lim itarn o s a los aspectos p u r a m e n te universales del c o n c e p t o , e n tre el c o n c e p t o y la realidad objetiva de la investigación. El c o n c e p t o refleja las p ro p ie d a d e s de un o b j e to o de un fe n ó m e n o , p e r o no se sabe de qu é o b j e t o o fe n ó m e n o .

Pero en u n a investigación n o se p u e d e q u e d a r lim itad o a las directrices señaladas p o r algunos c o n c e p to s básicos, p r o ­ d u c t o y re su lta d o de diversos a u to re s y e stu d io s anteriores, sino q u e d e b e t r a t a r en el curso de la investigación de d e s a r r o ­ llar “ nuevos c o n c e p t o s ” . Los c o n c e p to s viejos y co n o c id o s son el p u n t o de p a rtid a , p ero no n ec esaria m e n te el p u n t o de llega­ da. M uchas veces las relaciones e n tr e c o n c e p to s co n o c id o s ge­ n eran nuevos c o n c e p to s , lo cual nos está s eñ a la n d o la e x t r e ­ m a flexibilidad de éstos, aun sin p e r d e r su relativa estabilidad y claridad.

Los c o n c e p to s no ex isten al m argen de las definiciones, o sea m ien tras qu e el c o n c e p t o no ten g a u n a d e finic ión, resul­ t a difícil h a b la r de su existencia. Este p u n t o de la definición es m u y i m p o r t a n t e en el p ro c eso de elab o ració n de u n m a rc o c o n c e p tu a l, ya q u e éste no es o t r a cosa q u e u n p ro c eso d o n d e se e n tr a n a d e te r m in a r y a d elim ita r u n c o n j u n t o de c o n c e p ­

tos, o más p a rtic u la rm e n te , a registrar los asp e cto s más e s e n ­ ciales de un o b jeto o el significado de un c o n c e p to . O sea en un m arc o co n c e p tu a l se vislum bran dos aspectos básicos, que son ex p licitados t a n to p o r éste c o m o p o r el glosario o d e fin i­ ción de térm inos: el c o n te n id o y los límites. T o d a s las ideas y los ele m e n to s esenciales y sec u n d ario s del c o n c e p t o c o n s ti­ t u y e n su c o n t e n i d o , y los aspectos que m arc an sus lím ites son los aspectos estruc turales de un c o n c e p t o , y en una definición d eb e n estar p e r fe c ta m e n te ex p lictados.

Según Eli de G ortari, “ los c o n c e p to s , en t a n t o que re­ p re sen ten c o n ju n to s de procesos o grupos de esp e cím en es, c o n s t it u y e n clases. E n to n c e s, su d e finic ión co n siste en d e t e r ­ m inar las co n d icio n e s que deb e satisfacer un p ro c e s o o un espécim en para q u e d a r incluido d e n t r o de una clase” 49.

Una definición no consiste s im p le m e n te en e n u m e r a r las pro p ied a d es ca rac te rístic as incluidas en el c o n c e p t o , sino que p o r m edio de ellas se tra ta de expresar el f u n d a m e n t o m ism o y la ley de desarrollo de un p roceso, de un a clase de procesos o de algunas de las cualidades, del m o d o más a p r o x im a d o q u e p erm ita re c o n stru ir ra c io n a lm e n te los datos, c o n o c id o s sobre el p ro b le m a , los cuales son e n tre laza d o s, o rd e n a d o s , o rg a n iz a ­ dos y c o n stitu id o s en una re p re s e n ta c ió n u n ita ria que refleja el proceso o grupo de procesos en su integridad. El c o n c e p t o una vez d efin id o y f o r m u la d o , p e r m ite e n te n d e r m e jo r los d a ­ tos co n o c id o s a n te r i o r m e n t e , y sirve ta m b ié n para desc u b rir o tro s aspectos y nuevas relaciones e n tre los procesos.

T o d o s estos aspectos señalados para el c o n c e p t o en ge­ neral, son válidos para el m a rc o c o n c e p t u a l , q u e a la p o s tre n o es o tra cosa q u e un c o n j u n to e n tre la z a d o e interrelaciona- d o de c o n c e p to s d iferen tes q u e se refieren a un m ism o aspecto.

5.3 Sistem a te ó ric o

H e m o s d e n o m in a d o co n el n o m b r e de “ sistem a t e ó r i c o ” aquel c o n j u n t o c o o r d in a d o y c o h e r e n t e de c o n c e p t o s , s u p u e s ­

to s y p ro p o sic io n e s qu e han sido definidas o p e r a c io n a lm e n te , de tal m o d o q u e nos a y u d e n a resolver y e jec u tar to d a s las a c ­ ciones y tareas in h e re n te s al p ro c eso investigativo. N o se p u e ­ de tra b a ja r y realizar una investigación c ie n tífic a a niveles m uy elevados-de generalidad o a b s tra cció n , sino a niveles de una c o n c re c ió n que nos p e r m ita trab a jar en m ejores c o n d ic i o ­ nes operativas co n la realidad que se investiga. En té rm in o s in stru m e n ta le s p o d r í a m o s afirm a r c a te g ó ric a m e n te qu e no existe la investigación de lo general, sino de lo p a r tic u la r y de lo c o n c r e t o , y para ello hay qu e crear el p u e n t e qu e sirva de n e x o e n tre el sistem a te ó ric o y los m ecanism os operativos p ro p io s de la investigación. No hay qu e olvidar q u e lo teó ric o y lo o p e ra tiv o están in d iso lu b le m e n te vinculados e n tre sí, ya que lo p rim e ro e n c u e n t r a en lo op erativ o su en c a rn a c ió n p r á c ­ tica. Pero si bien lo te ó ric o está vinculado a lo o p e ra tiv o y c o n d ic io n a d o p o r ello, sin e m b arg o , es relativo este vín cu lo en la p rá ctica y p u e d e en algunos casos ap a rtarse de éste. En algunos casos, c u a n d o el sistem a te ó ric o se encierra en sí mis­ m o , c u a n d o co nsidera su d inám ica c o m o algo a b s o l u t a m e n t e a u t ó n o m o e in d e p e n d ie n te del m u n d o objetiv o y de la activi­ d ad p rá ctica, llega un divorcio to ta l de la prá ctica. O tras ve­ ces, un c ie r to a p a r t a m i e n t o de la prá ctica diaria es preciso p a ­ ra te n e r un espacio m a y o r, o quizás m a y o r flexibilidad para resolver las necesidades p ropias de la práctica.

Un sistem a te ó ric o p u e d e influir e f ic a z m e n te en el c a m ­ p o e s tric ta m e n te o p e ra tiv o de u n p ro c eso investigativo, sólo en el caso de que lo te ó ric o esté p o r la lógica in te rn a de su d e ­ sarrollo, v inculado al m u n d o e x t e r io r y objetivo de un a inves­ tigación. Llegará e n to n c e s a re sultados q u e ab rirán a lo o p e r a ­ tivo am plias posibilidades de desarrollo y de avance ulterior.

Y d e n t r o de esta perspectiva que se p la n te a para las re ­ laciones e n tr e lo te ó ric o y lo op erativ o en un a investigación, t a m p o c o hay q u e olvidar q u e el crite rio de veracidad o b j e ti ­ va de un a investigación c ie n tífic a es la prá ctica. Los nexos te ó ric o s e n tr e el sujeto y el o b je to , e n tre la te o r í a y la p r á c ­ tica, son útiles en la m edida en qu e ellos f u n c io n e n y que nos a y u d e n a in stru m e n ta liz a r to d o s los c o n c e p to s , su p u esto s teó ric o s y ca te g o ría s generales que hacen p a r te de las p r o ­ p u e sta s de solución teó ric a del p ro b le m a . Hay que re co rd a r qu e la investigación p a rte de lo te ó ric o para con c lu ir en lo t e ó ric o , p ero es f u n d a m e n t a lm e n t e un a actividad y u n a p r á c ­

tica individual y social. Lo te ó ric o es f u n d a m e n t a l en la o rg a ­ nización, e s tru c tu r a c ió n y o rie n ta c ió n de to d o s los e le m e n to s que p a rtic ip a n en una investigación, p e r o a n te to d o ésta no t e n d r í a s e n tid o y justific ació n fuera de la realidad objetiva d o n d e asienta su trabajo.

Para R. Bayes, “ un a d e finic ión o p e ra c io n a l es aquella qu e nos indica el “ qué h a c e r ” , p ara que c u a lq u ie r investiga­ d o r p u e d a observar el f e n ó m e n o d e fin id o , y consiste en la e n u m e r a c ió n detallada de las o p e ra c io n e s necesarias p ara p r o ­ d u cir el f e n ó m e n o ” 50 . Si este c o n j u n t o de su p u e s to s teóricos no se tr a d u c e n al lenguaje o p e ra tiv o de aquellas acciones, a c ­ tividades y tareas ejecutables, observables y sujetas a p ru e b a s de c o m p r o b a c i ó n co n el p r o p ó s i t o de id en tificar u n o b j e t o o un p ro b le m a d efin id o , la investigación p r o p i a m e n te dicha no t e n d r ía se ntido. Los in s tru m e n to s m e d ia d o re s q u e nos a p o r ta n el m é t o d o y la investigación c ie n tífic a son las variables e h i ­ p ótesis, las cuales ana liz are m os a c o n t i n u a c ió n y qu e a la p o s ­ tre se c o n s ti t u y e n en los e le m e n to s fu n d a m e n t a le s de este sis­ te m a teórico.

5.3.1 El sistem a de variables

El c o n c e p t o o la n o c ió n de “ varia bles” es u n o de los a p o r te s del p aradigm a positivista a la investigación c ie n tífic a , qu e ha alc a n z a d o tal grado de universalización qu e h o y d ía la m a y o r í a de los investigadores no p u e d e n p re scin d ir de ellas en sus diseños y p ro c e d im ie n to s m e to d o ló g ic o s , a u n en las in ­ vestigaciones de tip o cu a litativo. El viejo positivism o c read o p o r B acon y C o m te , y p o s t e r i o r m e n te e n r iq u e c id o p o r los r e ­ p re s e n ta n te s del d e n o m i n a d o p ositivism o lógico m o d e r n o o n eo p o sitiv ism o (C arnap, N e u r a th , K a u ffm a n y o tro s), c o n su c o n c e p c ió n em pirista y objetiva del m u n d o , su visión a t o m i ­ zada de la realidad, su a c ti tu d m istific a d o ra de los h ec h o s, es el p r o m o t o r de un c o n c e p to que se ha c o n v e r t i d o en el a u x i ­ liar más s o c o r rid o de la investigación y de los investigadores.

5 0 B A Y E S , R. C i t a d o p o r A d o l f o C r i t t o , E l m é t o d o c i e n t í f i c o e n las

c i e n c i a s s o c i a l e s . P a i d ó s , B u e n o s A i r e s , 1 9 8 2 .

Cada a u t o r ensaya una definición d iferen te para u n e le ­ m e n t o qu e ha sido d esc rito c o m o “ un a sp e c to o d im en sió n de u n f e n ó m e n o ” , “ p re se n ta c ió n de los c o n c e p to s de u n a i n ­ vestig ac ió n ” , “ c a ra c te rís tic a observable o asp e c to discernible en u n o b je to de e s t u d i o ” , “ c o n c e p t o s c lasific atorios” , “ cuali­ d ad e s del o b je to e s t u d i a d o ” , etc. Pero in d e p e n d i e n te m e n t e del s e n tid o y el significado que se le asigne en estas d e fin ic io ­ nes, no hay d u d a de qu e existe un d e n o m i n a d o r c o m ú n en t o ­ das ellas, y es el h e c h o de a c e p t a r qu e u n a variable es u n a de las fó rm u las más c o m u n e s en el proceso de o p eracio n aliza ció n de los e le m e n to s teóric os de un a investigación. Se p a r te del s u ­ p u e sto de qu e el e stu d io de un a realidad, y más c o n c r e t a m e n ­ te de u n p ro b le m a , no se p u e d e asum ir g lo b alm en te, o sea en su to t a l id a d , ya que n o existe la investigación de lo general sino de lo particular. P or eso de a c u e rd o c o n los p o stu la d o s p o ­ sitivistas, la realidad que se investiga, para los efe c to s de su c o n o c im i e n t o , deb e ser tra t a d a en fo rm a similar que la n a t u ­ raleza, o sea se p u e d e d e s c o m p o n e r en sus p ro p ie d a d e s o as­ p e c to s c o n s t i tu y e n t e s m ás significativos.

A q u í se p la n te a un p r o b le m a c o n c e p tu a l sobre el cual n o existe a c u e rd o e n tre los investigadores y c ientíficos. Nos re ferim o s a la relación e x is te n te e n t r e el t o d o y sus p arte s, e n ­ tre la realidad qu e se investiga y los c o m p o n e n t e s en los c u a ­ les se divide. S a b e m o s p o r ex p e rien cia q u e los e le m e n to s del to d o , sin e x c e p c ió n d e p e n d e n de m an era esencial de su e s t r u c ­ t u ra , d e s e m p e ñ a n un papel c u a lita tiv a m e n te d is tin to en d e ­ p e n d e n c ia del m o d o y del sistem a de sus n exos y de su o r g a ­ nización. P ero p ara algunos filósofos el t o d o n o es n ecesaria­ m e n te la sum a de sus p a rte s , sino qu e este a sp e cto es c u a lita ­ tiv a m e n te d ife r e n te a cada una y a la to ta lid a d de sus partes. El e je m p lo más c o m ú n qu e se utiliza para ex plicar este c o n ­ c e p to es el caso de la célula viva, de la cual se han lo grado ais­ lar y e la b o r a r artific ia lm e n te to d o s sus c o m p o n e n te s , p ero al j u n ta rlo s n o se logra crear un a célula viva. Se c o n o c e n con cierta e x a c t itu d el t i p o de c o m p o n e n t e s , su e s t r u c tu r a , su f u n ­ c i o n a m ie n t o , p ero c u a n d o se u n e n n o fu n c io n a n . Ello los ha llevado a c o n c lu ir qu e la vida es más que la fusión de u n áci­ do nu cleic o , A D N y o tro s c o m p u e s t o s , o sea u n tip o de es­ t r u c t u r a c o m p le ja e im prede cible .

¿ Q u é es un a variable? Es evidente que el t é r m i n o ha si­ d o t o m a d o de la lógica m a te m á t ic a , el cual se usa para desig­

nar una c a n tid a d que p uede t o m a r d iferentes valores. T a m ­ bién en álgebra se utiliza c o m o expresión re p re s e n ta d a por una letra “ a ” , a la cual se le p u e d e n asignar valores diferentes. En la lógica m a te m á tic a las variables se em p lea n p o r lo g e n e ­ ral al fo rm u la r las leyes de la lógica, los axiom as y reglas de inferencia de los cálculos lógicos, lo cual su b ra y a el ca rác te r general de dichas m agnitudes. No se sabe a ciencia cierta q u ié ­ nes iniciaron la práctica de utilizar este c o n c e p t o en la investi­ gación cien tífica , pero se piensa que su uso viene de las inves­ tigaciones y experiencias de la b o ra to rio a d e la n ta d a s por las ciencias naturales, la q u ím ic a y la biología, d o n d e el c o n c e p ­ to de variable tiene dife re n te s significados. En b iología por e jem plo, la variable es s in ó n im o de “ f a c t o r ” , o sea de un e le ­ m e n t o circunstancial que c o n t r i b u y e a la realización de un efecto. El té rm in o fue p o s t e r i o r m e n te traslad a d o de forma b a s ta n te elástica al á m b ito de las ciencias h u m a n a s y sociales, el cual c o m e n z ó a ser usado c o m o s in ó n im o de “ a s p e c t o ” , “ p r o p i e d a d ” o “ d i m e n s i ó n ” .

La aplicación del c o n c e p t o “ varia b le” se justifica en la m edida en que la necesidad de id en tificar las c a ra c te rístic a s o

p ro p ied a d es esenciales de un p ro b le m a o de una realidad,

con el p r o p ó s ito de relacionarlas y sacar de ellas algunas c o n ­ clusiones p e r tin e n te s al n ú cleo del p r o b le m a qu e se desea re ­ solver. O sea según los p artid a rio s del uso de variables en una investigación, sin su c o n c u rso es im posible e stu d ia r u n a reali­ dad, un h e c h o o un fe n ó m e n o d e t e r m in a d o .

S on tan tas las definiciones o los e n f o q u e s so b re la u tili­ zación y significado de las variables, qu e ellos fá cilm e n te p u e ­ den variar según las ten d en c ias d o m i n a n t e s e n el c a m p o de la investigación, ya qu e su se n tid o p u e d e ser d i fe r e n te si el tipo de investigación que se a d e la n ta sea del tip o .c u a n tita tiv o o cualitativo, o si está influido u o r ie n ta d o p o r los paradigm as m arxistas, funcionalistas, a n a lític o o c u a litativ o -in terp retati- vo. Pero no t o d o es relativo en este t e r r e n o , ya q u e en to d as estas co n c ep cio n es ex isten aspectos c o m u n e s qu e vam os a analizar y que a la p ostre son a c e p ta d o s c o m o las c a ra c te rís ­ ticas más significativas de las variables. Algunos p lantean que c o m o el p ro b lem a se pre senta c o m o un a serie de c o n ­ ceptos y abstracciones, es fu n d a m e n ta l co nve rtirlos en varia­ bles e insertarlos en un c o n ju n to o serie de valores qu e los li­ gue a la realidad e m p íric a d o n d e le c o r re s p o n d e ac tu a r a la

investigación p ro p ia m e n te dicha. De a h ía que se afirm e que u n a variable aislada no tiene s e n tid o , y s im p le m e n te es un c o n c e p t o in c o n e x o y suelto. Para que ellas tengan existencia c ie n tífic a c o m o 'tales, debe existir un sistema de variables, o sea un tip o de relaciones que nos indicarán el c a m in o para r e ­ solver el p r o b le m a en el te rre n o op erativ o de la investigación. De ello se p u e d e inferir qu e las variables son c o n c e p to s clasi- ficatorios, q u e de a c u e rd o co n lo señalado p o r G u illerm o Brio­ nes, “ p e r m ite n u b icar a los individuos en ca te g o rías y clases, y son susceptibles de identificac ión y m e d ic i ó n ” ' 1.

Karl P o p p e r nos habla de las co n d icio n e s q u e a la p ostre p u e d e n d e te r m in a r las relaciones e n tre los h echos y e n tre és ­ tos y las variables. E stas c o n d ic io n e s p u e d e n ser: necesarias, c u a n d o son indispensables para qu e se p ro d u z c a un h ec h o ;

suficientes, c u a n d o están pre sen tes en un h e c h o , p ero que és­

te se p u e d e p ro d u c ir p o r o tra causa; c o n tr ib u y e n te s , p o rq u e inciden d ecisivam ente en el h ec h o pero sin ser necesarias ni suficientes, y co n tin g e n te s, q u e son circunstancias que p u e ­ den o no d e te r m in a r favorecer el h ec h o . E s p e c íf ic a m e n te la “ c o n d i c i ó n ” ha sido definida c o m o un a c a te g o ría que expresa la relación del o b je to co n los fe n ó m e n o s que lo ro d e a n , sin los cuales n o p u e d e existir. El o b j e t o m ism o apa rec e c o m o al­ go c o n d ic io n a d o , m ien tras que la co n d ic ió n apa rec e c o m o la m u ltip lic id a d del m u n d o objetivo, e x te r n a al o b je to . A d ife­ rencia de la causa, que en g e n d ra d ire c ta m e n te tal o cual f e n ó ­

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