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Documen
&
Statis
MINISTÈRE DE LA FRANCE D'OUTRE-MER - SERVICE DE S T A T I S T I Q U E
j
L'Enquête Démographiquo de Guinea 1954 - 1955
Résultats provisoires 1° Fasciculo
page
1.— Genèso... 1 2»- Mission préparatoire â'Avril-Mai 1S54 3
3 . - Principaux aspects de l'enquête 3 3.1*—Enquête par sondage . 3
3 . 2 . - Personnel 5 3.3»- Financement.. 6 4.—Déroulement dos opérations. 7
5.-Mécanisme de l'enquête sur le t e r r a i n . . . 8
6.— Enseignements de l'enquête 9 6.1.—Enseignements q u a l i t a t i f s 9
6 . 2 . - R é s u l t a t s quantitatifs 11 6JS..1.- Résultats d ' e n s e m b l e . . . 11
6 . 2 . 2 . - Répartition par sexe et par â g e . . 14
6 . 2 . 3 . - Fécondité... 15 6.2.4.- Polygamie. 16 6.2.5.- Mortalité 16
Conclusion 17 x
x . x
Genèse
I - La carence des données r e l a t i v e s à l a popula- t i o n autochtone des T e r r i t o i r e s d'0utre>4Ier f r a n - ç a i s a été maintes f o i s soulignée ,
L'étude démographique qui v i e n t d ' ê t r e r é a l i - sée en Guinée Française d-'octobre 1954 à a v r i l 1955 se s i t u e dans le cadre des e f f o r t s a c t u e l - lement déployés par l e service des s t a t i s t i q u e s en vue de remédier à oette s i t u a t i o n «
On r a p p e l l e r a t o u t d'abord l a genèse de c o t t e enquête,puis on t e n t e r a d'en dégager l e s p r i n c i - paux aspect s (organisation sur le t e r r a i n ) ; cer-
t a i n s r é s u l t a t s seront enfin oommuni que s. r é s u l t a t s d®nt i l convient de marquer dès à présent l e ca- r a c t è r e p r o v i s o i r e e t fragmentaire puisqu'une p a r - t i e des documents sont encore en t r a n s f e r t sur l a métropole .
De même que l e s pays é t r a n g e r s , l a Prance r e s - sent de plus en p l u s l e "besoin d'une documenta- t i o n précise sur l a s t r u c t u r e a c t u e l l e et l ' é v o - l u t i o n p r é v i s i b l e des populations autochtones . La p r é p a r a t i o n des plans d'investissement a f a i t en effet a p p a r a î t r e l ' i m p o s s i b i l i t é d ' a s s e o i r l e s programmes d'équipement prévus sur des bases d é - mographiques suffisamment sûres . Le risque qui .
en r é s u l t e pour l e s T e r r i t o i r e s d'Outre-Mer e s t grand et i l peut f o r t bien se f a i r e que l e s ef- f o r t s r é a l i s é s dans l e s d i f f é r e n t s domaines ne
soient pas en harmonie l e s uns avec l e s a u t r e s et que p a r exemple à un accroissement annuel de p o - p u l a t i o n de 1> ne corresponde qu'une augmentai t i o n de 0,5 ou 0,85£ de l a production v i v r i è r e . c e qui s e r a i t p a r conséquent l o i n d ' a s s u r e r à long terme l ' a m é l i o r a t i o n souhaitable du niveau de v i e des populations i n t é r e s s é e s •
Eépondant à ce s o u c i , d è s 1951 fut étudiée l a p o s s i b i l i t é d ' e x é c u t e r un recensement démographi- que complet s'étendant à l a t o t a l i t é d'un T e r r i - t o i r e d'Outre-Mer . Ce n ' e s t finalement qu'en 1954 - e t après bien des v i a i s s i t u d e s , f i n a n c i è r e s e n t r e s a u t r e s - que ce p r o j e t a pu prendre corps.
x
X X
S'agissant d'un premier recensement,l'opération
r e v ê t a i t un c a r a c t è r e d ' e x p é r i e n c e - p i l o t e que ses promotduiB ont jjeau à l u i conserver. A ce t i t r e , S Î S buts é t a i e n t m u l t i - p l e s :
- t o u t d'abord et n a t u r e l l o g e n t , o b t e n i r un; docu- mentation nouvelle et précise sur l'ensemble de la population d'un t e r r i t o i r d'outre-mer .
- en s cond l i e u , i n i t i e r un noyau de peraonnel euro- péen à la conduit? de semblables o p é r a t i o n s , dont la r é a l i s a t i o n dans 1^3 a u t r e s t e r r i t o i r e s est émi- nemment s o u h a i t a b l e .
- en troisième l i e u , a s s u r e r la formation d ' a g e n t s recens eurs autochtones qui, c e t t e enquête terminée, s e r a i e n t aptes à effectuer sur l e uSutS t :r r i t o i r e d ' a u t r e s i n v e s t i g a t i o n s (démographiques ou écono- miques) moyennant un complément sommaire d ' i n s - t r u c t i o n .
- forger enfin une doctrine méthodologique ,qui f a c i - l i t e r a i t en c e t t e luatier? la r é a l i s a t i o n d'enquê- t e s s i m i l a i r e s dans u ' a u t r e s t e r r i t o i r e s .
Le principe étant posé, un problème de choix r e s t a i t à r é g l e r ; des c o n s i d é r a t i o n s , à la f o i s techniques et p r a t i q u e s c o n d u i s a i : n t à d é s i r e r quo le t r r i t o i r e retenu p r é s e n t â t l e s conditions suivantes :
- population globale de l ' o r d r e de 2 g 3 m i l l i o n s d ' h a - b i t a n t s
- population urbain? pas trop importante
- population r é p a r t i e en groupes humains de races e t de genres de vie d i v e r s afin d ' o b t e n i r un é v e n t a i l aussi complet que p o s s i b l e des d i f f i c u l t é s s u s c e p t i b l e s d ' ê - t r e rencontrées dans l ' é t u d e de t e l s milieux ( s t r u c t u r e f a m i l i a l e , type d ' h a b i t a t .coutumes e t c . . )
- d i v e r s i t é d ' a s p e c t du pays (autant qu- possible e x i s - tence de régions de savanes et de régions de f o r l t s denses)
- e s p r i t de coopération des populations a f i n que le t r a v a i l des équipes puisse se dérouler sans h e u r t s . - enfin, i l convenait, bien entendu, que l e t e r r i t o i r e
o f f r i t par lui-même un c e r t a i n i n t é r ê t économique et s o i t disposé à p a r t i c i p e r au financement de l ' e n q u ê t e . Le choix se p o r t a finalement sur l a Guinée Française e t , dès 1^52, ce t e r r i t o i r e fut donc retenu comm^ t e r r a i n de l ' e n - quête p r o j e t é e .
^L-
2 - Mission préparatoire a'Avril-Mai 1954 •
Le financement de l'opération paraissant,au dé- but de 1954 ,pouvoir être enfin assuré,une mission préparatoire fut réalisée au cours des mois d ' a v r i l et mai de l a même année .
Cette mission qui a mené l e chef de l'organisme d'enquête dans l e s différents ceroles de l a Guinée, a permis,outre l a prise de contact nécessaire avec l e s autorités administratives e t coutumières du t e r - r i t o i r e :
- de dresser un répertoire des principales difficul- t é s à prévoir
- d'amorcer un système de recrutement des agents r e - censeurs africains
- de procéder enfin au rassemblement de l a documenta- tion de base disponible dans l e s différents chefs- lieux (cercle,subdivision ou même canton) .
Notons que c'est à cette époque que l a Mission s ' e s t vue adjoindre t r o i s enquêtes annexes demandées par l e s autorités locales (étude agricole de quatre villages,étude des échanges intérieurs de l a Guinée par contrôles routiers,étude qualitative de l ' a l i - mentation de ses habitants)dont l e s r é s u l t a t s seront publiés séparément .
3 - Principaux aspects de l'enquête . 3 . 1 . Enquête par sondage .
La Guinée est caractérisée,comme la plupart des pays sous développés par un manque de personnel tech- nique et des difficultés certaines d'équilibre budgé- t a i r e . L'économie de temps,de personnel et d'argent que l'application de l a méthode des sondages permet de r é a l i s e r pax* rapport aux procédés de recensement exhaustifs f a i t que cette méthode paraît p a r t i c u l i è - rement désignée pour l a conduite d'enquêtes en mi- lieu peu évolué •
C'est donc un recensement par sondage qui a é t é effectué en Guinée .
La base de sondage étant constituée par l a l i s t e des v i l l e s , q u a r t i e r s , v i l l a g e s e t hameaux du t e r r i - t o i r e , i l a été t i r é au hasard (1) un certain nombre
(1)Rappelons que ce procédé permet seul :
__ d'extrapoler valablement à l'ensemble du domaine étu- dié l e s caractéristiques de l'échantillon recensé;
- îa^ft^xit^^ par
de v i l l a g e s or. do hameart.: ou b i e n encore de con
fess} c.s •.*?'•.:.:i tout;. •:■'.;.:■;:: qui ■ •ejf.posaient cha
que q u a i u l e r des p r i n c i p a l e s Tlli.es:
cCe t i r a g e n
?3 ? t t o u t e f o i s intervenu q u ' a p r è s d i v i s i o n ( s t r a t i f i c a t i o n ) du t e r r i t o i r e de l a Guinée en 4 s e c t e u r s ( s t r a t e s) p l u s homogènes du p o i n t de vue ethnique e t mode de v i e :
BasseGuinée (raoes c o t i è r e s ) , F c u t a L j a l l o n ( p o p u l a t i o n Foula) ,Haute Guinée (population Malin&é") e t Foret ( p o p u l a t i o n s r e f o u l é e s ) . De p l u s , d i f f é r e n t e s d'un se&teur à l ' a u t r e l e s m o d a l i t é s mêmes de t i r a g e furent également v a r i a b l e s à l ' i n t é r i e u r de chacun d ' e u x .
C ' e s t a i n s i q u e , s i l e s e c t e u r de l a Haute Guinée e t c e l u i de l a Guinée F o r e s t i è r e , d o n t l e s cases
composant l e s v i l l a g e s sont r e l a t i v e m e n t groupées, p u r e n t f o u r n i r d i r e c t e m e n t un é c h a n t i l l o n de v i l "
l a g e a . a u Fouta D j c l l o n e t en Bnsse Guinée' où ou 'con
t r a i r e , l e s v i l l a g e s s ' é t e n d e n t prur de t r è s v a s t e s é t e n d u e s , c ' e s t l ' u n i t é "hameau" qui dût ê t r e r e t e nue comme u n i t é de sondage,et a f i n de r é d u i r e l e s déplacements des a g e n t s r e c e n s e u r s , c e sont des grappes de 3 ou 4 hameaux qui f u r e n t finalement c o n s t i t u é e s .
De même,la f r a c t i o n de sondage (1) u t i l i s é e (approximativement é g a l e en moyenne à 1) ne f u t p a s l a même s u i v a n t l ' i m p o r t a n c e e t l'homogénéité 10 de l a c a t o g é r i e considérée . I l e s t en e f f e t a i s é de se rendre compte qu'une même p r é c i s i o n p e u t ê t r e obtenue à p a r t i r d'une f r a c t i o n de sondage p l u s r é d u i t e s i l e s u n i t é s sont p l u s nombreuses ou p l u s homogènes ,
E n f i n , l ' é t u d e des p r i n c i p a l e s v i l l e s f u t con
d u i t e différemment : pour c e r t a i n e s d ' e n t r e e l l e s , t e l l e s l e s v i l l e s du Fouta:Labé,Mamou,Dalaba qui p r é s e n t e n t en dehors d'une agglomération r e l a t i v e ment peu importante,une f o u l e de hameaux d i s p e r s é s
s u r des d i z a i n e s de k i l o m è t r e s aux a i e n t o u r s , l ' a g glomération proprement d i t e a é t é r e c e n s é e " e x h a u s tivement , a i n s i qu'une f r a c t i o n v a r i a n t del/2à3/IC£eB hameaux e x t é r i e u r s ; p o u r d ' a u t r e s , d o n t 1'agglomera
t i o n ellemême e s t t r è s i m p o r t a n t e , c ' e s t chaque
(1)Rapport e n t r e l e nombre d ' u n i t é s r e c e n s é * ( v i l l a
ges ou hameaux)et l e nombre t o t a l des u n i t é s de l a
r é g i o n .
concession qui donna lieu à tirage au s o r t , s o i t d'après les l i s t e s fournies pa.r l'Administration,à p a r t i r de recensements récents : Macenta,Kindia,
soit d'après un inventaire établi préalablement par les agents de l'enquête : N'Zerekoré,soit d'après
des documents topographiques (cartes à grande échel- le,photographie s aériennes) : presqu'ile de Conakry, SiguirjLJCankan .
.Pour la banlieue de l a v i l l e de Conakry,enfin des sjhénas ouv été établis préoisant le nombre de mai- sons d'habitation en "dur" et le nombre de cases en terre battue et chaume,de t e l l e sorte que l'Ofc puisse constituer des grappes d'habitation d'importance sensiblement égale .
Lft gamme est donc grande des procédés'de tirage qui furent appliqués dans cette enquête,mais i l est important de signaler que tous présentaient le carac- tère probabiliste requis et que d'autre part pas une seule des unités choisies ne fut remplacée par une autre plus facile à atteindre ou d'approche plus sympathique . S ' i l f a l l a i t négliger une l o c a l i t é déterminée : fêtes r i t u e l l e s ou mauvaise exécution du travail,une l i s t e de remplacement avait été dres- sée à l'avance . Ceci ne se produisit que dans cinq cas .
3.2. Personnel -
Le caractère essentiel du personnel qui a p a r t i - cipé à cette enquête est sa diversité • Tant à l ' é c h e - lon d'exécution que pour le personnel d'encadrement, le maximum de disciplines a été mis à contribution afin que le rayonnement de l'opération pût toucher le plus grand nombre possible de milieux .
L'ensemble du personnel de recensement proprement dit é t a i t autochtone,et choisi de façon à ce que l e s différents groupements ethniques de la Guinée y soient représentés proportionnellement à leur importanoe
respective • I l comprenait des agents des Services de Santé(Infirmiers des établissements hospitaliers ou des équipes mobiles),du Service de 1'Elevage(Infir- miers vétérinaires)et du Service de l'Agriculture (Mo-
niteurs)ainsi que des agents recrutés spécialement pour l a durée de l'enquête •
L'encadrement é t a i t assuré par des Administrateurs de le'France d'Outre-Mer,des Médecins du Service de Santé,des Chercheurs de l ' I n s t i t u t Français d'Afrique Noire,des S t a t i s t i c i e n s et un Médecin Africain . Trois
élèves de l'Ecole Nationale de l a France d'Outre-Mer
affectés en outre à l'enquête purent dans certains
secteurs p a r t i c i p e r aux dernières opérations •
, La r é p a r t i t i o n du p e r s o n n e l s u i v a n t l e s d i f f é r e n t e s e c t e u r s f u t l a s u i v a n t e :
| P e r s o n n e l européen ! P £ s o n n e l ^ a | r i c a i n .
!StatisîAdmi_Elè!Méde!Cher- r -..:de ». Infir-tMc-ni r Au!
S e c t e u r Ifcîciens t n i s - I v e a l o i n s î c h e u r s t e i n s ! m i e r s tleura!!xil!
I ! t r a . ! A d . ! tIFAN lAfri 1 S a n ! E l e ! A g r i d a i ! î IFJM !F0M! ! îcains! t é tvngd coites! r e s t 1 1 ! ( 3 ) î t 1 î î î !
* î 1 1- 1 1 i _ I_ !_ î
T _ _ - - - j - — l — - — - - - -
Guinée M a r i t i m e ! 2 ! - ! l ! l ! 1 I - ! 2 ! - ! 2 !18 [Fouta D j a l l o n [ 2 J 1 ! 1 [ - J 1 .{ - j 4 | 2 j 1 {28 (Haute Guinée 1 1 ! - r 1 ! 1 t 1(2) t 1 ! 2 ! - ! 1 121 W ê t * 1 ] 1 r - l - l 1 l - ] <s l - ! 2 *23
TOTAL î 7 ( 1 ) ! 2 1 3 1 2 ! 4 ! 1 !11 i 2 ! 6 !9C 3 . 3 - Financement .
La d i v e r s i t é m a r q u e , l à e n c o r e , l ' o r i g i n e d e s c r é d i t s qui f u r e n t u t i l i s é s m a i s i l f a u t d i r e que c e t t e d i v e r - s i t é n ' a p a s é t é voulue p a r l e s o r g a n i s a t e u r s de 1 ' e n - q u ê t e ; r é s u l t a n t , dans une l a r g e mesure,de l a d i f f i c u l - t é à c o u v r i r l e s dépenses n é c e s s a i r e s à de t e l l e s o p é - r a t i o n s , i l e s t c e r t a i n q u ' e l l e a o c c a s i o n n é aux g e s - t i o n n a i r e s de l ' e n q u ê t e une c o m p l i c a t i o n supplémen- t a i r e * Le financement a é t é a s s u r é en d é f i n i t i v e de l a m a n i è r e s u i v a n t e :
M i l l i o n s de f r . C . F . A Budget l o c a l Guinée E x e r c i c e 1954 5 . Budget g é n é r a l A.O.F. " 54 . » 3 , 5
" " " Tranche 55 2 F . I . D . E . S , S e c t i o n G é n é r a l e Tranche 5 4 / 5 5 . . . 5
F-ïeJDiEiS,, S o c t i o n Outro-IIer 1953/1954 2 . Commissariat Général à l a P r o d u c t i v i t é . . . 3 , 5
dont : 21
- pour enquête démographique proprement d i t e 1 7 ; 2 ( 4 )
- enquête r o u t i è r e 0 j 8 - e n q u ê t e s économiques l j 5 - r e l i q u a t pour e n q u ê t e s campagne 1955-1956 1,5
( l ) y compris l e chef de l ' e n q u ê t e qui a s s u r a l a l i a i s o n e n t r e l e s d i v e r s s e c t e u r s - ( 2 ) R e l e v a n t de l ' I n s t i t u t d e s Hautes E t u i o s de Dakar - ( 3 ) A compter du 15 mars 1955 s e u l e m e n t - ( 4 ) d o n t 4,6 p o u r l ' a c h a t de h u i t v é h i c u l e s .
4./ Déroulement des Opérations.
4.1.-
La mise en place de l'organisation a débuté par une réunion du personnel d'encadre- ment à Conakry du 6 au 15 Octobre 1954. Outre
la mise au point du fonctionnement matériel et comptable de chaque centre, cette réunion a permis l'essai du projet de quostionnaire dans un quartier du centre urbain de Conakry (re-
censement exhaustif d'îlots comprenant environ 3.000 personnes).
4.2.-
La dernière quinzaine du mois d'Oc- tobre a été occupée par une tournée générale des responsables européens dans leurs secteurs respectifs, (contacts avec les Commandants de cercle, reconnaissance des villages sièges des monographies, compléments de la base de sonda- ge, etc . . . ) .
4 ^ - _
La période de formation du personnel africain s'est étendue du 1er Novembre 1954 au 15 Janvier 1955.
Elle s'est déroulée en deux phaseg» : a) d'abordj la formation d'un noyau d'a- gents destinés à constituer un échelon supé- rieur dit "de contrôle", (Novembre 1954),
b) ensuite, à l'aide de ces premiers a- gents, la formation des agents recenseurs pro prement dits (8 Décembre 1954 - 15 Janvier 1955).
Chacune de ces formations a compor- té des cours en classe, tests, exercices de .i calcul mental, étude d'un manuel d'agent re-
censeur, des essais sur le terrain et une sé- rie d'expériences-pilotes au cours desquelles les agents se trouvaient placés dans les con- ditions mêmes de l'enquête réelle.
4.4.-
L'enquête proprement dite a débuté à des dates qui se sont échelonnées suivant les secteurs du 15 Janvier aux tout premiers jours de Février.
•A la fin du mois de Mars 1955. 90$ des villages de l'échantillon étaient recensés au prix d'un effort soutenu de la part des agents qui, il est juste de le signaler, n'ont généralement pris aucun jour de repos durant la période d'enquête.
5./ Mécanisme de l'enquête sur le terrain.
Les agents recenseurs ont été répartis en équipes de 2 ou 3* Les équipes étaient encadrées par les contrôleurs qui assuraient, d'une part, la liaison avec les superviseurs européens ainsi qu'a- vec les autorités coutumières. Chefs de villages, Chefs de hameaux, etc ..., d'autre part, le premier échelon de contrôle, revoyant systématiquement tou- tes les fiches collectives remplies par chaque a- gent de leur équipe et remplissant les bordereaux de village ou de hameau qui fournissent une récapi- tulation rapide des personnes recensées (présents, visiteurs, naissances, décès).
Chaque superviseur européen s'est vu con- fier la responsabilité d'un certain nombre d'équi- pes (de 3 à 6 ou 7J suivant les secteurs). Son rô- le était de les visiter successivement et, à l'oc- casion de chacune de ces visites : de s'assurer de la manière dont se déroulait l'enquête à tous les points de vue (contact avec les habitants, pose des questions, remplissage des imprimés . . . ) , d^assurer la fourniture du matériel nécessaire aux équipes et le ramassage des imprimés remplis et contrôlés, éventuellement d'aider au transport des équipes d'un village ou d'un hameau à un autre.
Le point fondamental de ce mécanisme, qui a orienté - on peut le dire - les efforts de tous les membres de la mission du début à la fin, a été :
- d'abord, que chaque concession recensée soit systématiquement visitée par les agents recenseurs ; aucune "convocation" ne fut tolérée et les agents devaient revenir au moins une fois dans les conces-
sions dont certains membres se trouvaient momentanément absents au moment de la première visite,
- ensuite, que tout travail devait être contrôlé•sur le ter- rain ", une fois par le contrôleur africain, une aitre fois par le sup-rviseur.
C'est l'application rigoureuse et continue de c prin- cipe qui paraît, daas une très large mesure, être le plus sur garant d^ la qualité de la docum ntation rassembléi.
6./ Enseignements do 1'.enquête.-
Répondant, on l'a vu, à des buts multiples, cette enquête a fourni des enseignements également divers.
6.1.- Enseignements qualitatifs.-
6.1.1.- Le caractère d'expériencc-pilote de l'opé- ration revêtait un aspect psychologique non négligeable qui consistait en la possibilité ou non d'utilisation de personnel africain à des investigations délicates, parfois pénibles, souvent difficiles.
Il faut dire que cette tentative a pleinement réussi.
Certes, il a fallu recourir à une sélection rigoureuse et pro- gressive des éléments les plus valables. La nécessité d'un contrôle constant à tous les échelons et de tous les instants s'est trouvée confirmée (chaque superviseur ne devrait pas dans -'autres enquêtes avoir plus de 4 ou 5 équipes à contrôler);
mais il paraît cependant significatif que jusqu'à la fin des opérations aucune démission, aucun abandon de service n'a été à enregistrer; la plupart des liaisons des superviseurs, même imprévues, ont rencontré les équipes à la tâche, et les agents recenseurs n'ont cessé, dans leur totalité, de manifester le meilleur esprit, la meilleure volonté, malgré des conditions de travail souvent très dures (longues marches à pied, ravi- taillement précaire, milieux contaminés par la variole, la méningite, contact de lépreux, de trypanosomés,etc ). Et,
•/-
i l n; faut pas oublier que c? personnel é t a i t éminemment temporaire, q u ' i l c o n n a i s s a i t l a b r i è v e t é de la m i s s i o n . . . . e t que l ' A d m i n i s t r a t i o n et l e Secteur privé ne s ' é t a i e n t
généralement pas d e s s a i s i s des m e i l l e u r s éléments.
6 . 1 . 2 . - Sn ce qui concerne l a p a r t i c i p a t i o n de personnel européen de d i s c i p l i n e s d i v e r s e s , s i l e s r é s u l t a t s obtenus dans l'ensemble sent s a t i s f a i s a n t s , i l semble cependant que le personnel n o n - s t a t i s t i c i e n ne s ' a s - t r e i g n e pas t r è s v o l o n t i e r s à la foule de tâches i n g r a t e s e t d'aspect souvent peu noole que comportent obligatoirement l a conduite et l e contrôle de t e l l e s enquêtes en milieu
sous-développé. I l e s t des besognes i n g r a t e s que l ' o n ne peut supprimer et qui conditionnent l a q u a l i t é f i n a l e des r é s u l t a t s .
6 . 1 . 3 . - Un peu en marge des r é s u l t a t s propres et des enseignements de c e t t e enquête, i l e s t i n t é r e s s a n t de s i g n a l e r que l ' A d m i n i s t r a t i o n du t e r r i t o i r e s ' e s t mise, à tous l e s échelons, à l a d i s p o s i t i o n de l'organisme pour l u i f a c i l i t e r l a t â c h e , dans t o u t e l a mesure de ses moyens.
Si l e s Finances du T e r r i t o i r e avaient été plus à l ' r i s e , i l e s t d ' a u t r e part vraisemblable qu'un t r è s grand nombre d'agrents recenseurs a u r a i t été gardé par 1'Administration t e r r i t o r i a l e .
6 . 2 . - Résultats q u a n t i t a t i f s . -
Le chiffrement et l ' e x p l o i t a t i o n nécanographique des do- cuments rassemblés ainsi que leur interprétation proprement dite exigeront de longs délais; un dépouillement rapide des questionnai- res a été mis sur pied, dépouillement qui fournira des données som- maires sur la répartition de la population par sexe et par â g e , l ' i n - t e n s i t é de la polygamie, la fécondité suivant l'âge des femmes et la mortalité par âge des personnes de chaque sexe.
Les r é s u l t a t s présentés ci-dessous sont t i r é s de ce dé- pouillement à la date du 1er Juin ainsi que de la comptabilité t e - nue dans chaque secteur au fur et à mesure de l ' a r r i v é e des docu- ments.
6 . 2 . I . - Résultats d'ensemble.-
Le tableau 1 f a i t r e s s o r t i r la centralisation des r é s u l - t a t s t e l l e qu'elle se présentait à la date du 1er Juin 1955.
Compte tenu des r é s u l t a t s non encore parvenus, la popu- lation recensée au t o t a l doit dépasser 300.000 habitants.
Le tableau 2 indique d'autre part le r é s u l t a t de la comptabilité tenue dans chaque secteur au sujet des naissances et des décès intervenus dans la période des 12 derniers mois.
I l importe de bien préciser la signification des données présentées dans ce tableau.
En premier l i e u , les événements enregistrés (naissances et décèe) sont ceux qui sont intervenus dans chaque concession v i -
s i t es alors que la population recensée comprend non seulement l e s membres de la xamille habituellement domiciliés dans chaque conces- sion mais encore les " v i s i t e u r s " c ' e s t - à - d i r e l e s personnes de passage présents dans c e l l e - c i le jour du recensement. I l en r é - sulte que les taux de n a t a l i t é et de mortalité calculés dans ces conditions doivent être considérés coame des valeurs approchées des taux r é e l s .
En second l i e u , s i la distinction des différents s e c - teurs et à l ' i n t é r i e u r de chacun d'eux des populations " urbaines "
e f r u r a l e s " a été respectée, i l n'en reste pas moins que chaque t o t a l présenté comporte des effectifs ressortissant à des fractions de sondage différentes, fractions de sondage qui en toute logique auraient dû être u t i l i s é e s pour pondérer les r é s u l t a t s obtenus dans chaque c a s .
• • •/ • • •
Tableau !.■ Population recensée et Agglomérations Visitées
- i Population Agglomérations ' Population '
totale (a)
recensée visîitée..
Cercle
Population '
totale (a) a u Cen- ' VilJ- Ha- ' approximative
total
présente très ' Urbains
la-' ges1
meaux'
Milliers
' Conakry 50,0 5.689* 5.231*'
1'
n 1' Porecariah ' 57,2 7.060 ' 6.551 '
1'
69 '' Dubreka 64,0'' 9.604 ' 8.750 ' l1 n t
1 Boffa 1 57.8 ' 7.821 6.858 ' IÎ 1 77 '
' Boké ' 73.3 ' 4.398" it n 1 78 '
' Kindia.
i 7e,9
7.130- 6.510;1'
n t' Mamou ; 59,2 ' 14.005* 12.101
1'
75* '' Labé 390,3 46.049 41.519
3'
281 '' Gaoual 97,3 ' II.96O 10.763 1' 60 «
1 Pita 187,0 21.566 19.347 2 176 '
' Dalaba 83,5 8.315 ' 7.678 l1 55 '
' Dabola 113,7 7.662» 6.715* 2' 32 *
' Kankan 134,9 17.682 15.003 1
14
/ '' Kouroussa 77,5 10.031* ti ' 1
8
/1 Siguiri 140,2 23.397 20.495 1
14
/ *' Beyla 141,5 3.356* 1! 1 n t u n t
' N'Zérékoré 1 150,8 27.C98 1 24.018 ' 1
26
/ ' ' Macenta 102,7 ' 13.890 1 12.696 1 117
' / »' Gueckedou 92,3 7.662 .6.D61 1 n 1 201 / ■ ' Kissidougou
; 98,1
4.688* 4.004*1 18
; / ;1 Total
2.250,2
1 259.663*r 1 1 r 11 it 1 11 ta) Evaluation de l'administration.
* Résultats partiels.
Tableau 2.- Naissances et décès survenus au cours des 12 derniers mois.-
Secteur
JGuinée Laritime Centres u r b a i n s
!Brousse
Fouta D j a l l o n Centres u r b a i n s Brousse
Haut o—Guinée
P o p . r e e l J Evénem.des 12 dern.mois t o t a l au î Nais
v i v a n t e s Décès
! Nb.pour _!_ 1.000 h a b . V
•totaux !de - 1 an
i
!
!
8.790! 411 32.912! I . 9 3 I
! 212
11.154
Centres u r b a i n s Brousse
Guinée F o r e s t i e r 0 e n t r e s u r b a i n s ! 2rousse
.ÎJ11ZÎ3 ENTIERE {;entres u r b a i n s
Brousse
15.850!
74.764{
U . 3 0 3 ; 39.807 ;
! 6.236!
51.058!
Î
! 42.179!
! 198.541!
1
929 4.375 522 2.327 354 2,914 2.216 11.547
!2.
366 699
331 .487 220 .826
129 166
57 380 116 875 89 406 94 686 356 2.347
N a i s . ! t
!-j
t 1
!
! v i v .
47 59
Décès
24 35
! Décès de l moins 1 an
"î.pour 10G
! ' n a i s . v i v .
Ï
! !
! !
! 59 ! 23
! 59 ! 36
!
!
!
! !
! 46 ! 29
! 58 ! 37 57 57
53 58
35 36
36 27
T
14 20
12 20
17 17 27 24
20 16 --*-
! Rappelons que la composition de chaque secteur était approximativement la suivante :
Cercles Conakry F o r e c a r i a h Dubreka Boffa Boké Kindia liamou Labé Gaoual P i t a Dalaba Dabola
S e c t e u r
Guinée liaritime
Fouta Djallon
C e r c l e s Kankan Kouroussa S i g u i r i
Beyla N'Bérékoré Macenta Kissidougou
Gueckedou
Secteur Haute Guinée
)
) Guinée ) F o r e s t i è r e )
)
C'est dire que l e s chiffres fournis ne sauraient être u t i - l i s é s aans précaution. Néanmoins, la s t a b i l i t é des taux obtenus duns les différents secteurs, surtout si l'on envisage plus spé- cialement la brousse, qui représente plus des 9/10° de la popu- lation guinéenne, paraît bien significative d'un état de f a i t r é e l . Dans chacun d'eux, les taux obtenus sont révélateurs d'une s i t u a - t i o n nettement expansive puisque le taux d'accroissement s ' é t a b l i t partout à un niveau annuel au moins égal à 2J& (ce qui signifie, rappelons-le, un doublement approximatif d'effectif en 40 ans).
Ainsi, s ' i l ne saurait naturellement être question d'extrapo- l e r aux autres t e r r i t o i r e s de l'Afrique Occidentale Française et encore moins à l'ensemble des T e r r i t o i r e s d ' Outre-lier français l e s r é s u l t a t s observés en Guinée, voici néanmoins le cas d'un t e r r i - t o i r e pour lequel les perspectives d'évolution avancées précédement ne paraissent nullement exagérées.
6 . 2 . 2 . - Répartition par sexe et par â g e . -
l e dépouillement dont les r é s u l t a t s sont présentés ci-après a porté sur un ensemble de 21.400 personnes dont 9.200 résidant cn brousse (Forêt et Fouta Djallon) et 11.200 r é p a r t i s dans les centres urbains de Conakry et de Kankan.
Le tableau 3 reproduit la d i s t r i b u t i o n de ces 2 populations suivant le sexe et l'âge d'une part et selon le lieu de naissance
(lieu de recensement ou non) d'autre p a r t .
Tableau 3»- Répartition par sexe, âge et l i e u de naissan e (p. 1.000 de chaque sexe)
!~Ne~âu Groupe d'âge
Sexe
!lieu de
!reoense
! ment
Moins de 15 ans.
15 ans à 59 a n s . . . . 60 ans et plus
1
;
1
* * ! f i
233 141
Ensemble j 38I 7
Moins de 15 a n s . . . . t 389 15 ans à 59 a n s . . . . ! 442 60 ans et p l u s . . . l 38 Ensemble I 869
masculin Né
a i l l e u r s ! Ensemble
111 488 20 619 37 86
t*
Né au
!lieu de îrecense
ment
Sexe féminin I
!
Centres urbains 344
629 1.000 2J_
Brousse 426 528 _4_6
1.000
!
239 176 10 425 334 198 548 16
Né ailleurs
138 419 18 575 31 403 18 452
Ensemble!
• l 1
377 495 28 J1.000
!
! 365
! 601 11.000 !
J L
s u i v a n t l e se:,;, , i. ' £g;;, e t. 1<. l i e u de î.frj usance
BROUSSE
Age Nés r u l i e u de recenseme
T o t a l
100
masculin Sexe Sexe
féminin
0
T 1 1 r
1000
CENTRES URBAINS
1
Nés au l i e u de recensemerîy70
Total j
_ _ ^ i
~ 1 r
1000 "500 n——i r
60
50 40
30.
20 10 C
L-.
I
L.T r -i r-
500
T 1 1 ■—T"
1000 E f f e c t i f de chaque groupe d ' â g e
plus
La jeunesse de l a population étudiée r e s s o r t dea proportions des d i f f é r e n t s groupes d'âge : même dans l e s centres u r b a i n s , l e s enfants(moins de 15 ans) r e - présentent plura du t i e r s de l ' e f f e c t i f , e t l e s v i e i l - l a r d s (60 ans e t plus)ne représentent jamais plus de 5$ de l'ensemble .
Les pyramides j o i n t e s à l a présente nate mettent d ' a u t r e p a r t en évidence :
- l e caractère récent de l a formation des centres u r - bains (pour l e sexe masculin oomme pour le sexe fémi- n i n , p r è s des 2/3 des h a b i t a n t s sont d ' o r i g i n e e x t é - r i e u r e au centre)
- l e caractère exogamique et p a t r i l o c a l des mariages contractés en brousse •
La d i s t r i b u t i o n i»éme des âges - autant qu'on en puisse juger sur l e s seules r é p a r t i t i o n s quinquenna- l e s examinées jusqu'à présent - semblent p a r ailleurs"
r é g u l i è r e s en milieu urbain qu'en m i l i e u r u r a l . Faut- i l y v o i r le r é s u l t a t d'un niveau p l u s avancé des po- p u l a t i o n s urbaines qui f a c i l i t e r a i t l a détermination de l ' â g e des recensés ou simplement l a conséquence ac-
c i d e n t e l l e du f a i b l e nombre d ' h a b i t a n t s ruraux consi- dérés on ne s a u r a i t l e d i r e pour l ' i n s t a n t . 6 . 2 . 3 - Fécondité .
Si le nombre moyen d ' e n f a n t s mis au monde v i v a n t s par chaque femme ménopausée p a r a î t s ' é t a b l i r , e n brous- se comme dans l e s centres urbains,aux a l e n t o u r s de 5,5,1a fécondité " a c t u e l l e " semble par contre d i f f é - r e r sensiblement selon le m i l i e u , a i n s i que l e font r e s - s o r t i r l e tableau 4 c i - a p r è s e t l e graphique c o r r e s - pondant .
La fécondité s e r a i t , d ' a p r è s ces données,plus élevée en milieu r u r a l qu'en milieu urbain .
Tableau 4 . - Fécondité selon l ' â g e Age des
femmes
!Nombre de naissances annuel ZI
jles pour 1.000 femmes de (baye Centres urbains !
Moins de 20 ans
t20 à 24 ans 25 à 29 ans 30 à 34 ans 35 à 39 ans 40 à 44 ans 45 à 49 ans
Ensemble
202 241 230 158 86
32 178Brousse
275 313
307 246
196
29 234Les taux de n a t a l i t é reproduits au tableau 2 révêlent d ' a i l - leurs une différence analogue, pour l e s centres de Haute et de Basse Guinée, centres pour lesquels le caractère urbain est le plus accusé et qui correspondaient-- en gros à ceux (Conakry et Kankan) étudiés i c i . De même, la proportion des enfants de moins d'un an dans l'ensemble de la population, qui fournit une mesure approchée
(abstraction f a i t e de la mortalité infantile) de la n a t a l i t é , est do 51>ie90 brousse, contre 43$«seulement en milieu urbain.
Notons enfin que le taux de masculinité parmi l'ensemble dos naissances déclarées s ' é t a b l i t à 104,3 (naissances de garçons pour 100 naissance de f i l l e s ) ce qui est conforme aux normes h a b i t u e l l e - ment admises.
6 . 2 . 4 . - Polygamie.-
Légèrement moins intense en milieu urbain qu'en brousse, la polygamie est partout notable; c'est aux alentours de 40 à 45 ans que le nombre des polygames devient du même ordre ou même - le plus souvent - plus élevé que celui des monogames. Parmi les polygames, l e s bigames dominent nettement et i l s e r a i t possible que le nombre d'épouses déclarées ne soit supérieur à 4 qu'en milieu non iftttjuliaan,.
Dans l'ensemble, le taux de polygamie s ' é t a b l i r a i t aux envi- rons de 1,5 en v i l l e et 1,6 en brousse.
6 . 2 . 5 . - M o r t a l i t é . -
Plusieurs approches de la mortalité sont possibles.
Les renseignements fournis par l e s femmes snr le nombre de nouveau-nés mis au monde et la proportion parmi ceux-ci d'enfants encore vivants permettent tout d'abord de calculer un taux de sur- vie " global " qui, évidemment fonction de la r é p a r t i t i o n par âge de la population féminine ainsi que de 3a fécondité par âge ne sau- r a i t donner d'indications que sur la mortalité des personnes de chaque sexe et encore considérée de manière " globale " (résultante de la mortalité à chaque âge et aax différentes époques antérieures), Quoiqu'il en s o i t , ces " taux de survie " s ' é t a b l i s s e n t J. 57,9$
pour le sexe masculin et 59,4$ pour le sexe féminin - Le sexe mas- culin semblerait donc, l à aussi, e t dans l'ensemble accuser une plus forte mortalité que le sexe féminin.
Voici comment so présentent en second l i e u pour chaque sexe et chacun des milieux considérés, l e s proportions d'enfants nés v i - vants et décédés au cours des 12 derniers mois.
Tableau 5»- Proportion d'enfants nés vivants qui'aont'décédés au cours de 12 mois consécutifs. (p.IOO)
J Milieu
i
UrbainRural
Sexe masculin ISexo féminin ! 13,4 ; 12,9 ;
25,4
J23,3
Nombre de n a i s s a n c e s p o u r I 000 femmes de chaque âgé
300-
200 _
100.
0
•
\ N
Guinée (brousse )
Guinée (Conakry ,Kankan, CU ) M é t r o p o l e , 1 9 5 3 .
— i 1 1 1 r
15 20 25 30 35 40 45 50
300-
Nombre de d é c è s p o u r 1.000 p e r s o n n e s
""de chaque age "
200
100 1
o.
F r a n c e , 1 8 5 0 Guinée
S" 1
0I
501
Age 0
I l e s t i n t é r e s s a n t de c o n s t a t e r a i n s i , d'une p a r t , l a géné- r a l i t é de l a s u r m o r t a l i t é i n f a n t i l e masculine, d ' a u t r e p a r t , l e c a r a c t è r e nettement p l u s élevé de l a m o r t a l i t é i n f a n t i l e en m i l i e u r u r a l .
La m o r t a l i t é par âge e n f i n , dont l e t a b l e a u 6 r e t r a c e Los va- r i a t i o n s pour l'ensemble de l a population c o n s i d é r é e , semblerait a t t e i n d r e son minimum aux environs de 35 ^ n s , s o i t à un âge n e t t e - ment p l u s élevé qu'en m i l i e u européen.
Tableau 6 . - M o r t a l i t é par â g e . -
! ! Nombre annuel do j
! ! décès parmi 1000 p o r - 1
! Age ! sonnes de chaque âgo !
! l E c h a n t i l l o n ! France !
! ! guinébn ! 1850 !
t ! 1 ;
- 1 an 1 à 4 an3 5 à 14 a n s . . . . 15 à 24 a n s . . . . 25 à 34 ans 35 à 44 ans 45 à 54 a n s . . . . 55 à. 64 a n s . . . . 65 ans e t p l u s .
Ensemble,
237 67 18 15 14 17 20 31 75 .34
236 40 8 10 10 16 30 67
24
CONCLTJSION.-
La f a i b l e s s e de l ' é c h a n t i l l o n é t u d i é - e t son c a r a c t è r e non r e p r é s e n t a t i f ( i l s ' a g i t , r é p é t o n s l o , d'un dépouillement a c t u e l l e - ment on cour3)-~cmpêchent de pousser p l u s avant ce bref examen o t d'en considérer comme d é f i n i t i v e a , l a d quelques conclusions avancées i c i .
Nous cn r e t i e n d r o n s sculcŒ^nt W . r a c t è r e v a l a b l e , gage prometteur, nous l ' e s p é r o n s , do l a q u a l i t é de l a documentation r a s - semblée, e t p a r t a n t de l ' i n t é r ê t do son étude u l t é r i o u r o . -
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