ecuador
DEBATE
MAYO DE 1987 QUITO-ECUADOR
Y
DEMOCRACIA
FUCSO-Biblioteca
D E B A T E
D I R E C T O R : Jo s é S án ch e z - P arg a C O N S E JO E D I T O R I A L : G alo R a m ó n , M an el C h irib o g a, B y ro n T o l e d o , Ja i m e B o rj a , Fra n ci s co R h o n D áv ila, Jo s é S án ch e z - Parg a.
C O M IT E D E R E D A C C IO N : A l f o n so R o m án , C am p o B u rb an o , Iv án C is n e ro s , Jo s é B e d o y a, G u il le rm o T e rán , Ju a n C arl o s R ib ad e n e ira, Jo s é S o l a, A n to n i o P in e d a, Jo s é M o ra D o m o .
C O M IT E A S E S O R : A n d ré s G u e rre ro , H e rn án R o d as , Ju a n Pab lo P é re z , Fra n ci s co G a n g o te n a. D IS É Ñ O : Jo s é M o ra D o m o
D IA G R A M A C I O N : V l ad im ir L a-f e b re
PRECIO 300 SUCRES
P O R T A D A : P IN T U R A D E M A R C O 1 . 5 0 0 E JE M P L A R E S
IM P R E S O E N T A L L E R E S C A A P FO T O M E C A N IC A : G . A C O S T A C O M P O S E R : M . C O L L A G U A Z O C E N T R O A N D IN O D E A C C IO N Q U IT O - E C U A D O R
V A S Q U E Z
e cu a d o r D EB A T E
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Junt a D irectiv a del C A A P : Jo s é Laso Ribadeneira, M anuel Chiribo ga
,
A gustín A rm as,
Francisco R ho n Davila, M arco R o m ero .D irect o r Ejecutiv o : Francisco R ho n Dávila.
EC U A D O R D EB A T E es una publicació n perió dica q ue aparece tres v eces al año y cuy o s precio s so n los siguientes:
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A m érica Latina O tros países Ecuado r
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indice
Pág.
E D I T O R I A L ... 5
C O Y U N T U R A
M ED ID A S ECO N O M ICA S, SEC U ESTR O S Y TEM B LO R ES C o m ité E d it o ria l... .. .. . . .
E S T U D IO S , A N A L IS IS Y E X P E R I E N C I A S
E L M O V IM IEN TO O BR ER O E N E L EC U A D O R : PR O P U ES TA S P A R A E L A N A L ISIS D E SU S D IM EN SIO N ES O B JETI V A S Y SU S D ETER M IN A C IO N ES SU B JET IV A S.
M arco V e lasco. . . 2 5 CR ISIS, C O N FL IC TIV ID A D , Y C O Y U N TU R A S SO C IA L ES
E N EC U A D O R (1 9 8 1 - 1 9 8 5 )
J. P. Pérez S á i n z. . .
LA C O N TR O V ER TID A EX P ED IC IO N D EL CO D IG O D EL TR A B A JO
Patricio Icaz a. . .
75
M O V IM IEN TO CA M PESIN O E IN D IG EN A Y P A R TIC IP A CIO N PO LITIC A EN EC U A D O R . LA CO N STR U C C IO N D E ID EN TID A D ES E N UNA SO C IED A D H ETER O G EN EA
M anuel Chiribo ga . . r . .. .. .. .. .. . . .. .. .. .. .. .. 8 7
C O M EN TA R IO S A LA P O N EN C IA : M O V IM IEN TO C A M PE SINO E IN D IG EN A Y PA R TIC IP A C IO N PO LITICA
Jo rge Trujillo L. . . 2 2 3
C LIEN TELISM O Y PO LITIC A EN SEC TO R ES U R BA N O S
Jo ge L e ó n. . . .1 2 9 N U ESTR O S O B JETIV O S SO N PO LITICO S, N U ESTR A P R A C
TICA E S R EIV IN D IC A C IO N ISTA
Fausto ü u t á n. . . .
143
ID EN TID A D ES P O P U LA R ES: M A TER IA L P A R A U NA R U P TU R A
J. C. R ibadeneira. . . .15 1
D E B A T E B I B L I O G R A F I C O .
LA H A C IEN D A SER R A N A D E JO R G E TR U JIL L O
G alo R a m ó n. . . .
i LO PO LITICO O LA P O LITIC A EN L A S C O M U N ID A D ES O E N L A C O M U N ID A D ? SA N C H EZ P A R G A , JO S E : “LA -TR A M A D EL P O D ER E N L A CO M U N ID A D A N D IN A ”
A ndrés G ue rre ro. . . .1 6 7 R ESP U ESTA A L Sr. SA N C H EZ P A R G A
A lain C a s t elnuo v o. . . 2 7 3
R ESP U ESTA A L Sr. SA N C H EZ - P A R G A
A lain Castelnuo v o
IN T R OD U CCIO N
P uede extrañar que un epilo go o cupe el lugar de un pró lo go, p ero
dada la aridez de las explicacio nes teóricas tem o que alguno s lect o res m e abando nen a mitad del cam ino y no lleguen a esta síntesis. La justificació n de mis o pinio nes se pueden enco ntrar en el apartado subsiguiente.
C O N C L U S I O N E S
i - La crít ica, para ser tal, requiere fo rm ació n e info rm ació n p re
via del que se arro ga tal funció n. El escrito del Sr. Sánchez Parga es difícil co ntestar adecuadam ente po rque co nt iene más afirm acio nes co n pretensió n de apo dícticas que ideas a co nsiderar.
2 . - M i supuesta ignorancia no es un argum ento cient ífico válido para refutar las hipó tesis pro puestas en mi libro y dentro del ca pít ulo de las falacias po dría encuadrarse co m o argum ento s ad ho-
m ínem . Lo co rrect o hubiera sido una discusió n teó rica o clínica. 3 . - Creo ho nestam ente que el Sr, Sánchez Parga no está s uficiente m ente capacitado para criticar, positiv a o negativ amente; trabajos
psico analítico s. Tam po co se lo p uede exigir que lo esté y a que nunca estudió sistemáticam ente el tema.
4 . - A dm ito no tener la solv encia necesaria para ev aluar trabajos so cio ló gico s, pero s í tengo claro que los seres hum ano s t endem o s a
repetir m o delo s de co nductas específicas en todas las áreas de des en v olv imiento. El co m entario referido plantea el interro gante de si la ho nestidad intelectual que trasunta no se repetirá en el resto de las publicacio nes de su auto r. Para bien de las ciencias sociales y de él m ism o, espero que no sea así.
5- La o m niciencia no es un do n de los mo rtales. La diatriba y la denigració n del adv ersario y a fuero n masiv amente utilizados po r G o ebbels en la A lemania Nazi, co njuntam ente co n la quema de libro s y auto res. El territo rio intelectual en una técnica no sólo an tipática sino peligro sa, reflejo, en última instancia, de la ideo lo gía de
aquello s que la utilizan.
6 - Las reiteradas afirm acio nes respecto a nuestra ignorancia en
general y so bre etno psico análisis y m undo andino en particular, ev idencian una clara intenció n de descalificarno s respecto a dicho s campo s. Finalizada la épo ca de las M ercedes Reales, nadie p uede co n-siderarse pro pietario de un tema o una disciplina sin caer dentro de la esfera de la psico pato lo gía.
7. - Teniendo en cuenta nuestro m utuo desco no cim iento perso nal y , co ns iguient em ente, la ausencia de co nflicto s prev io s co n el Sr. Sánchez Parga, sumado al hecho que ni so m o s ni serem o s adv ersa rio s electo rales a la presidencia de la república, no es m uy difícil explicar su reacció n sin entrar en el plano de la interpretació n ps ico -analítica, niv el ét icam ente v edado. P o r lo tanto dejo al criterio del lecto r y a la almo hada de mi crítico tos reflexio nes so bre las m o t i v aciones su co nduct a.
8 . - La falta de ubicació n respecto a nuestro s papeles po sibles den tro de una perspectiv a histó rica, genera actitudes co m o la del Sr. Sánchez Parga. P erso nalm ente pienso que ninguno de no so tro s pasará a la po steridad p o r sus trabajos, y a que ese es un priv ilegio reserv ado a un m uy p equeño grupo de superdo tado s que p ue d e n, po r raz o nes perso nales e históricas, sintetizar brillantem ente los es fuerz o s de m ucho s co m o no so tro s. El desarrollo cient ífico en un pro ces o social y , de la misma fo rm a que una prim ado nna no p uede cantar una ó pera sin el co ncurso de do cenas de co m parsas, tam po co los genio s po drían serlo sin utilizar los pro duct o s de nuestra labor. El hecho de desesperarse p o r ser M o z art y despreciar a Salieri no es una característica andina sino neo y o rkina, ideo lo gía que tiende a igno rar que el m undo se m uev e co tidianam ente gracias a miles de co mparsas co m o no so tro s. Y esto debem o s reiv indicarlo co n el mis mo o rgullo de aquel picapedrero que cuando le pregunt aro n que estaba haciendo , co nt es t ó : “Estam o s co ns t ruy endo una Catedral 9. D iscusio nes co m o esta hacen p erder tiem po y co ns um en ener gías que estarían m ejo r apro v echadas en o tro tipo de labores. Po r lo que a mi co ncierne, co nsidero este deplo rable episo dio definitiv a m ent e co ncluido .
Si tuv iera las influencias suficientes trataría que la injusticia fuera incluida ent re los pecado s capitales. P o r esta raz ón la lectura de esto s co m entario s m e han planteado el pro blem a de si los m ism o s son tan agresiv o s e infundado s co m o a mi m e parecen, o si tal apreciació n es frut o de mi hipersensibilidad o déficit de auto crítica. Para intentar darle alguna o bjetiv idad a la cuestió n he efect uado un inv entario de afirm acio nes desagradables respecto a mi perso na aparecidas en los escaso s cincuenta y do s renglo nes que m e dedican: “có m o d o ”, “ frív o lo ” , “ mal parafraseado r”, “div agado r”, “ trasladado r ilícit o ”,
“po co freudiano ”, “ falsificado r de co ncep t o s” , “igno rante” , “ etno -centrista” y “ narcisista,y. La relectura co ndensada de estas expresio nes, que m e parecen p o r lo m eno s desco m edidas, m e desco nciertan p o rque no logro ent ender co m o alguien se atrev e, gratuitam ente y
* sin ant ecedent es que lo jus tifiquen, a o pinar so bre un trabajo cien
tífico en térm ino s cuy o to no no está en co ndicio nes de so stener en el terreno perso nal y cuy o s co ntenido s no p uede justificar en el
* niv el teó rico .
La única explicació n publicable que se o curre es que existen épo cas po co pro picias para la tolerancia y la ecuanim idad que terminan p o r co ntam inar a aquello s que supuestam ente las critican. N o o bs
tante, lo más respetuo sam ente, po sible y sin apartarme del plano de discusión de ideas, esto y dispuesto a dem o strar que el Sr. Sánchez Parga carece de los co no cim iento s básicos para criticar los temas que pret ende. Esto no es atentato rio co ntra las po sibles capacidades del m encio nado seño r en algún o tro terreno , pero respecto a psico análisis y etno psico análisis no es idó neo , si to do s sus co no cim iento s son los que ex p o ne en el escrito publicado en Ecuado r- D ebate. Co m o intro ducció n m e perm ito transcribir un párrafo del co m entario publicado en la Rev ista de Psicoanálisis A rgentina, institució n decana en Latino américa, respecto al mismo libro que el Sr. Sánchez Parga co nsidera que “ no m erece siquiera una crít ica”
“La riquez a del libro de Castelnuov o es tal q ue esta apretada síntesis (cinco páginas) sólo aspira a despertar interés en su lect ura”. (Rev . de Psicoanálisis, Bs. A s. X L III,3, 1 9 8 6 )
Esta o pinió n no dem uestra que el Sr. Sánchez Parga esté equiv o ca do , pero si indica que existen pro fesio nales co n muchos más ant ece dentes que él que no co inciden en sus apreciacio nes.
Intentarem o s o rdenar lo publicado en Ecuado r- D ebate, tarea no demasiado fácil y a que en los po co s juicio s allí v ertido s no incluy en sustentació n alguna. *
* “En prim er lugar incurren en un traslado ilícito y no argum enta do de los co ncept o s de simbiosis y am bigüedad de la pro blem
á-r tica blegenaria, inspirada en el mismo Freud, a o tra to talmente
x ajena” (Ecuado r- D ebate, 12, 1 9 8 6 )
En la pro ducció n de Freud predo m ina la co ncepció n del ser hum ano co m o un ent e que nace abso lutam ente aislado. Un sistema cerrado co m o el descripto hace necesaria una segunda hipó tesis para justifi car la co nexió n po sterio r del recién nacido co n el m edio : la teo ría de las pulsio nes (Trieb ) (fuerz as internas y co ngénitas que sólo tien den a la descarga). E l b eb é se v ería ent o nces o blidado a buscar un
o bjeto en el m undo ext erno capaz de satisfacer la demanda instin tiva. Inicialm ente la pulsió n libidinalse acanto naría en el Yo (1 9 1 4 ) o en el Ello (1 9 2 3 ), recibiendo esta situació n primaria el no m bre de “ narcisism o” co nfigurando un p erío do de no - relació n y de
autoabas-tecim iento eró tico .
Simbio sis ( m ahler, 1 9 6 9 ; Bleger, 1 9 8 4 ; Castelnuov o 1 9 8 2 ) es un térm ino to m ado de la bio lo gía para designar un estadio primario del desarro llo en el cual, la madre y el niño, integran una unidad indiferenciada. La po stulació n de esta estructura inicial sincrética pres upo ne una hipó tesis antitética a la freudiana, y a que el recién nacido es co ncebido co m o un sistema abierto integrado en una g u e s - t a Jt que, mediatiz ado p o r la m adre, incluy e un grupo familiar (B le
ger, 1 9 7 3 ). P o sterio rm ente el desarro llo no sería co nsiderado co m o un pro ces o de búsqueda de o bjet o s y co nexió n, sino indiv iduació n y des co nexió n pro gresiv a y parcial. (Castelnuo v o, 1 9 7 3 )
A m bigüedad es un co ncept o que intenta describir perso nalidades caracterizadas p o r la presencia de una estructura y o ica fo rm ada po r div erso s núcleo s que no se unifican en una instancia central y sinte-tizadora. En este “ Yo granular" (Bleger, 1 9 8 4 ) los div erso s s egm en tos no entran en co ntradicció n perm it iendo la simultaneidad o serialidad de térm ino s antitéticos. Esto da lugar a una estructura pro teifo rm e sum am ente adaptada al funcio nam iento grupal y co m u nitario.
L o expues t o deja claro que la afirm ació n que “ sim bio sis" y “ am bigüedad" so n de inspiració n freudiana rev ela un des co no cim ien to básico de do s auto res.
R es pect o al “ traslado ilícit o " , que ev o ca cierto pensam iento aduane ro, sería largo de desarrollar co m o tema es pecíficam ent e epistem o ló gico , p ero creo que si el Sr. Sánchez Parga tuv iera alguna no ció n de
que la “sim bio sis" y “ la am bigüedad" so n fenó m eno s univ ersales de la raza, po ndría m eno s inco nv enientes a su aplicació n a cualquier co nt ex t o hum ano .
“En segundo lugar no s extraña que tan po co freudianam ente se co ncent ren en el co ncept o de teo ría de la perso nalidad y que al precisar el pro blem a de la perso nalidad co lectiv a de los grupo s indígenas, igno ren uno de los pensam iento s clav es del psico análisis: la teo ría de la neuro sis" (Ecuado r- D ebate, 1 9 8 6 ,
12)
El Sr. Sánchez Parga se coloca en una posición inadecuada ya que no po see grado s fo rm ales ni ant ecedent es info rm ales que lo acrediten co m o juez idó neo para determ inar el grado de freudianidad que pueda t ener
una teo ría , ni tam po co para determ inar los pensam iento s “ clav es" de Freud. C reo que este tipo de actitudes no es s im plem ent e un p ro blema de lecturas superficiales sino de la incapacidad de co nceb ir un pensam ient o que no sea do gm át ico y estereo tipado . Freud co m o
creado r, es un acto r que no se apega siquiera a si m ism o .
Frecuent em ent e no v uelv e atrás cuando cambia un punt o d e vista,
razó n p o r la cual no brinda po sibilidades para una o rto do xia rígida basada en un t exto único, o bligando más a captar el sentido general de su pensam iento que a cudricularse en su letra.
D ejando de lado esta reco nv enció n catequística, que m e hace el Sr.
Sánchez Parga creo co nv enient e llamar la atenció n s o bre la co nfusió n co ncept ual tan magistralmente sintetizada en tan p o co espacio . 1 Fre ud co nsideraba neuro sis de transferencia a la neuro sis o bsesi va, la histeria y las fobias. A l respecto no desarro lló una teo ría sino varias, que fuero n sufriendo m o dificacio nes en la m edida que aum en taba su co m prensió n de los fenó m eno s.
2 . — La teo ría clásica freudiana siem pre co nsideró la. neuro sis co m o un co nflicto ent re instancias endo psíquicas (co ns cient e vs. inco ns ciente o Yo vs. Ellof aliándo se el Supery o a cualquiera de las partes
en co nflict o s )
3 . — La teo ría freudiana de la neuro sis es impo sible d e utilizar en
el m undo andino, que el Sr. Sánchez Parga dice co no cer tan bien,
p o r la presencia en él de estructuras de perso nalidad que no se ajus tan a las co nsideradas p o r Freud. La presencia de entidades m ásgru-pales que indiv iduales, la ausencia del Supery o clásico, la presencia de un y o granular co n un sentido de realidad es pecífico que difiere del y o sintetiz ado r de Fre ud y, para terminar; de un Ello que tampo co se ajusta al pensam iento freudiano y a que lo co nsideram o s co m o un reperto rio de relacio nes sociales significativ as y no co m o reser-
v orio m ito ló gico de los instintos.
4 O bv i ament e do nde prima la indiferenciació n grupal o co m unal no es factible utilizar una teo ría a la cual no sólo le es im prescindible una clara discriminació n y o- no y o (indiv iduació n) sino diferencia cio nes dent ro de la diferenciació n (Yo - Supery o - Ello )
“N o se les ha o currido que son precisam ente los grupo s indí genas, do nde no se ha dado una intro y ecció n de la imágen paterna, co n el co nsiguiente desarrollo del superego , los que acusarían un m eno r co m po rtam iento neuró tico que el de las so ciedades “ civ ilizadas” (Ecuado r- D ebate, 12, 1 9 8 6 )
E n un libro que mi crít ico deb e t ener en su biblio teca, y a que es co auto r del m ism o; o en su o ficina, y a que fué publicado po r el C .A .A .P ., se incluy e un trabajo mió do nde y a se no s o currió hace alguno s año s algo similar, pero más claro, desarrollado y fundam en tado. Si el Sr. Sánchez Parga lo hubiera leído co n atenció n no ha blaría tan peregrinam ent e de “ int ro y ecció n” en los grupo s indí genas, y a que este m ecanism o implica una discriminació n ent re y o y no - y o así co m o ent re m undo ext erno y m undo interno , que no predo m ina en estas estructuras de perso nalidad . Inclusiv e en la misa católica no se habla de intro y ecció n o internaliz ació n de la hostia sino de co m unió n. Tam po co hubiera incurrido en su acepció n men-talista de los trasto rno s psico ló gico s, y a que los co nflicto s tam bién existen en las culturas tradicionales- agrarias y en los secto res de transición, aunque tienden a expresarse co m o disfuncio nes co rpo ra les (enferm edades tradicio nales) o actuacio nes psico páticas. La misma perso na que seis renglo nes arriba m e acusaba de no int ro du cir la teo ría freudiana de las neuro sis, aho ra preco niz a co m o pro pias ideas ajenas respecto a la no internaliz ació n del Supery o (K o - hut, 1 9 7 7 , Bleger, 1 9 8 4 , Castelnuov o , 1 9 8 4 ) Sin internalización de un Supery o no cabe hablar de neuro sis, de tal m anera que reco m enda m o s a nuestro interlo cuto r que en prim era instancia se po nga de acuerdo co nsigo mismo .
“N o só lo es artificioso el m ét o do de aplicar m ecánicam ente una teo ría, la blegariana, a un o bjeto para la que no fué p e n sada, lo étnico , sino que Castelnuo v o y P edersen, trabajan co n supuesto s falsificado s: no ent ienden la distinció n de L e e n-hhardt ent re perso na y pers o naje” . (Ecuado r- D ebate, 1 9 8 6 ,
12
)
La teo ría que aq uí se deno m ina co m o blegariana, es un cuerpo social de co no cim ient o s al que han apo rtado , en m ay o r o m eno r m edida, num ero sas perso nas ent re las que m e incluy o , La idea de que la mis ma no fue pensada para lo étnico co rre p o r la exclusiv a cuenta de su auto r. H e trabajado co n B leger hasta su m uert e y m e co nsta que según sus pro pias afirm acio nes fue de m ucha impo rtancia para él su activ idad co m o m édico rural en una z o na quichua de la A rgen tina. P ero aunque sus hipó tesis las hubiera elucubrado en D etro it no logro co m prender p o r qué una teo ría explicativ a de las estructuras ev olutiv as del ser hum ano no p uede ser explicada a o tro s seres hum ano s, y a que creo que lo ét nico no es una catego ría a- psico ló gica, p o r lo m eno s a partir de la Bula Papal de Paulo III.
Supo niendo que po r un m o m ent o nuestro co m entarista estuv iera acertado sus afirmacio nes, la po stura implícita en la misma de que las hipó tesis sólo deben ser utilizadas para aquello q ue fuero n pensadas rev ela una co ncepció n cuadriculada de la ciencia. Po r ejem plo , las tarjetas perfo radas fuero n desarro lladas para telares auto m át ico s antes que H o llerith las utilizara para el co nt ro l estadís
tico d e migrantes a los Estado s U nidos, y que a su v ez los ingeniero s textiles franceses se inspiraro n en los canillo nes alemanes. P o r lo tanto el p rim er e n o r del m encio nado p ánafo se o casio na en una co ncepció n individualista de la pro piedad priv ada de las teo rías científicas, el segundo en el desco no cim ient o de la hipó tesis que utilizó B ieger y el tercero en el po stulado im plícito de que la psico lo gía d e lo ét nico es radicalm ente diferent e d e la del resto de seres humano s. Perso nalm ente, y pido disculpas p o r anticipado po r cursio nar en disciplinas que no so n las mías, ent iendo que lo étnico se refiere a estructuras sociales cultural e histó ricam ente mino rita rias, incluidas en situació n de inferio ridad dent ro d e o tras may o res. D e ser esto co rrect o aum entaría mi disco nfo rm idad co n el térm ino “ etno psico análisis" y a que se co nstituiría en algo así co m o una ciencia de los v encido s, reserv ándo se el térm ino
para los do m inado res.
Rescatando , ento nces, la necesidad d e una teo ría psico analítica co n capacidad explicativ a para to do el género hum ano , insistimo s en la legitimidad de nuestro s enfo ques y sim plem ent e para ev iden ciar los juego s malabares que el Sr. Sánchez Parga hace co n los apelli do s de auto res cuy as ideas no ha tenido tiem po , capacidad o ganas de revisar, citarem o s a D ev ereaux para ratificar que no es artificio so la utiliz ació n de hipó tesis psico analíticas en el terreno d e ío étnico . C reo tam bién que nuestro co m entarista no ha alcanz ado a percibir la pro funda ruralización psico ló gica del ‘‘o ccident e civ iliz ado ” , y a ¡ ue un sinfín d e pato lo gías existentes en el m ism o co rres po nden a la persistencia d e elem ent o s estructurales, pro pio s de lo étnico (adicio nes, psico patías, enferm edad et c.).
‘ ‘En este capítulo exam inaré la utilidad del psicoanálisis en cuanto a técnica de indagación etno ló gica especializ ada” (D ev ereaux, G. 1 9 7 1 :3 6 3 ).
‘‘El psico analista no p uede utilizar más que una ciencia del ho m bre q ue estudia su co m po rtam iento es pecífica y exclusi v amente hum ano . Só lo la etno lo gía satisface este crit erio ; to do buen psicoanálisis, p o r tanto, deb e
G, 1 9 7 1 :3 8 0 ).
“El psicoanálisis y la etno lo gía deb en pro gresar so lidariamente para no extrav iarse separadamente. . .U na nuev a ciencia que
co m bine el psico análisis y la etno lo gía es el último bastión del co ncept o de ho m b re, en tanto que fin en si m is m o ”. (D ev re-aux, G ; 1 9 7 1 :3 8 0 ).
Lam entam o s también nuestra inco m prensió n de las diferencias que establece Leenhardt ent re perso na y perso naje, pero es un tema de discusió n que preferim o s evitar p o rq ue la tentació n de utilizar ejem plo s des co m edido s es m uy grande.
“ Es ev idente que los auto res no están familiarizado s co n el eino psico análisis - aunque citan a D ev reaux en su biblio grafía
y una pena que desco no z can a R o heim y que de la mentalidad primitiv a se hay an quedado en Lev y - Bruhl', p ero más grande es su des co no cim ient o del m undo andino al que parecen referir s e ” (Ecuado r- D ebate, 1 9 8 6 , 12).
C o m o po drá o bserv ar el lecto r, son cuatro afirm acio nes en cadena sin dem o stració n alguna que no s hacen dudar que su auto r piense ho nes tam ente lo que dice. M ás bien t enem o s la im presió n que los mism o s están destinado s a ubicarse en el ro l de magister, o t o rgándo no s el de alum no s in fro do tados. Si co nfesam o s igno rancia: cero . Si alega m o s haber estudiado la materia, nuestro crítico co nserv a catego ría d e do cent e y no so tro s la de alumnito s. D e ser sincera su adhesió n a D ev ereaux y R o heim , que no so n figuras de la misma talla, nuestro
det racto r persistirá en su apego a hipó tesis que seguirán co nfundien do sus apro xim acio nes a nuestras realidades, y a que deberá seguir siendo fiel a las teo rías del ho m b re aislado, del co m plejo de Edipo y de las pulsio nes mitológicas.
R es pect o a la no estructuració n del superego que sostuv o el Sr. Sánchez Porga hace uno s renglo nes, desataría las iras de R o heim (no las m ías) defens o r a ultranza d el co m plejo de Edipo co m ò fenó m eno univ ersal, co m o no p uede ignorar mi crítico , el super- ego es el heredero del co m plejo de Edipo y la ausencia de uno cuestio na la pres encia del o tro . R es pect o a su campaña pro m o cio nal co m o erudito del etno psico análisis, calculo que manejar bien nada más que a un auto r co m o D ev ereaux exige, no a un espo ntáneo , sino a una perso na co n experiencia pro fesio nal seria en psico análisis y co no cim iento s de ant ro po lo gía, un trabajo co nstante no m eno r de un año. Sabiendo que el Sr. Sánchez Parga carece de la prim era de las co ndi cio nes y dudando que hubiera dispuesto de la tercera, el o rigen de su familiaridad co n el tema y de suficiencia po ntificial es un tó pico digno de s er pro fundiz ado .
R o heim no fu é utilizado , y p o r lo tanto tam po co citado , debido a su po stura perm anent e de intentar articular co ncept o s rígidam en te freudiano s a realidades no freudianas. Si bien su experiencia o
dedicació n so n indiscutibles, es un ho m bre que p o r su inflexibilidad y so bérbia co nspiró perm anent enent e co ntra la integració n de las ciencias del ho m bre. Es sum am ente agresiv o en una discusió n cien tífica saltar del plano de las ideas a la interpretació n psico analí-+ tica de las motiv acio nes del interlo cuto r. R o heim incurría frecuen-¿ t em ente; v erbalm ente y p o r escrito , en las referidas actit udes:
liE l no sabe que hacer co n su pro pio C o m plejo de Edipo y en co nsecuencia esco to miza las claras pruebas de la existencia del co m plejo de Edipo ” (R o heim 1 9 5 9 :3 6 2 )
“El estilo de R o heim estaba tan co ncienz udam ent e calculado para insultar a la m ay o ría. de sus pares antro po ló gico s, que se
ganó m uy po co s co nv erso s y hasta los mismo s que sufriero n su influencia preferían no reco no cerlo ” (Harris, 1 9 7 9 ,3 7 0 )
R especto al m undo andino, al que “parecem o s referim o s’ ’ en rea
lidad no es que parecem o s sino que estamo s refiriéndo no s ex p lí citam ente a él, a los fenó m eno s que en el mismo se desarrollan y a hipó tesis explicativ as de los mismo s, frent e a las cuales el Sr. Sán chez Parga ni discute ni o po ne ideas co herentes. N uest ro s enfo ques p ueden estar total o parcialm ente equiv o cado s, p ero de ninguna ma
nera p ueden descalificarse sin argum ento s.
E n cuanto a m i diagnó stico co m o “ narcisista” mi crítico co nfunde nuev am ente los niv eles de discusió n p o rq ue su funció n es co m entar un libro y no calificar a sus auto res. Paralelamente lo co nsidero
arriesgado y a que ignora él grado de co nt ro l ético que pueda y o tener frent e a su estím ulo y se ex p o ne no sólo a diagnó stico s mas p re ciso s sino también a interpretacio nes m uy obv ias de su co nducta.
En el párrafo final de la crítica, do nde gracias a una anécdo ta que pret ende ser explicativ a, m e arroja al desprestigio eterno , creo que ev idencia pura o mala fé, p o rq ue las explicacio nes prev ias del t exto que co ncluy en co n el ejem plo referido (del cual no renegam o s) son s uficientem ent e claras para cualquiera que m aneje los temas de
“ co sm o v isió n” y “ estructuras de perso nalidad
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t R es um iendo : a) So s t ener que los co ncept o s de simbiosis y
dad so n de inspiració n freudiana rev ela un desco no cim ient o serio de y, ' los esquem as referenciales de Freud y Bleger. b) A co nsejarno s la
aplicació n de la teo ría de la neuro sis clásica a las co m unidades andi nas refleja igno rancia o co nfusió n respecto a la dinámica del fenó
m eno neuró t ico y a las estructuras de perso nalidad a mar que una hipó tesis psico analítica no p uede s er legítim am ente
utilizada para la co m prensió n del ser hum ano incluido en lo étnico es una po stura m uy discutible que co nco m it ant em ent e ex p o ne su desco no cim iento d e D ev ereaux, hecho nada dram ático si prev iam ente
no se pres um e de una pro funda familiaridad co n dicho auto r, d) P ret ender descalificarno s transcribiendo una anécdo ta fuera de co nt ex t o, s upo niendo buena fé en sus apreciacio nes, muestra su
déficit co m prensiv o respecto a temas fundam entales co m o “pensa m ient o ” y “ co sm o v isió n”.
A esta altura, cabe pregunt ars e: ¿P o r qué un casi pro fano en la m at e ria aco m et e co n saña una tarea que po drá estar dent ro de sus deseo s pero que; ev ident em ent e, escapa a sus po sibilidades? ¿P o r qué se e x
p o ne a una réplica que po r más académ ica que sea no dejará de ser desagradable? ¿Po r qué en to do el co m entario cam pea la clara int en ció n de inducir al lecto r a s upo ner que los auto res del libro son p er sonas igno rantes y descalificadas, mientras que el crít ico asume la p o sició n del “ magister ludi” del etno psico análisis?
M e cuesta creer que se anim e y puedo estar equiv o cado, pero si el