P a u l e t t e P a t o u t
Francia en
Alfonso Reyes
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P a u l e t t e P a t o u t
* 1
-Francia en
Alfonso Reyes
U N I V E R S I D A D A U T O N O M A D E N U E V O L E O N C a p i l l a A l f o n s i n a Biblioteca Universitaria
M o n t e r r e y , M é x i c o • 1985
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•
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F r a n c i a en A l f o n s o R e y e s / p o r P a u l e t t e P a t o u t .
M o n t e r r e y , N . L : U . A . N . L . , C a p i l l a A l f o n s i n a Biblioteca U n i v e r s i t a r i a . c l 9 8 5 .
52 p.
1. R E Y E S . A L F O N S O . 1 8 8 9 - 1 9 5 9 - C R I T I C A E I N T E R P R E T A C I O N . I.t.
P Q 7 2 9 7 . R 3 8 6 / Z 8 M 8 6 0 . 9 ' 7 2 / P313f
P r i m e r a edición: 1985
D . R . © 1985. U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a d e N u e v o León
C d . U n i v e r s i t a r i a . M o n t e r r e y . N . L . . M é x i c o
I m p r e s o y h e c h o en México. Printed a n d m a d e in Mexico.
Nota previa
La celebración del Festival A l f ^ a s i j i o en M o n t e r r e y —en r e c u e r d o del n a c i m i e n t o de A l f o n s o R£ye$ (17 de m a y o ) — ha sido cada vez más relevante.^ .3 _
En el p r o g r a m a de cada a ñ o &áriTiguratl$ «fivérsés especialistas, estudiosos de la figura del ilustre escritor. La destacada escritora francesa Paulette P a t o u t . al intervenir en el V Festival, en 1981. presentó tres confe-rencias q u e c o n s t i t u y e r o n , i n d u d a b l e m e n t e , unos de los actos académicos m á s i m p o r t a n t e s .
Residente en T o u l o u s e , en F r a n c i a , c u a n d o la D r a . Patout c o n t e s t ó a la invitación de la Universidad de N u e v o León, dijo q u e a c e p t a b a " c o n m o v i d a y con inmensa alegría. C o n o c e r a Monterrey, visitar los re-cuerdos alfonsinos... es un v e r d a d e r o s u e ñ o " . Expresó, a d e m á s , en su carta, su " p r o f u n d a satisfacción a la idea de ser r e g i o m o n t a n a p o r algunos d í a s " . Y es que, en realidad, la distinguida investigadora conoce y siente a A l f o n s o Reyes p o r q u e ha p r o f u n d i z a d o en el análisis de su o b r a .
Nacida en Séte (Heráult), inició sus estudios profe-sionales en Montpellier. O b t u v o allí la licenciatura en español y p o r t u g u é s , g r a d u á n d o s e con un estudio so-bre Federico García Lorca. Pasó luego al Instituto de Estudios Hispánicos, en la S o r b o n a . de París, dirigidos entonces p o r Marcel Bataillón.
O b t e n i d o s o t r o s g r a d o s académicos, ha ejercido su labor d o c e n t e y de investigación en diversas institucio-nes universitarias. Desde 1967 enseña en la Universi-d a Universi-d Universi-de T o u l o u s e . Viajó en 1968 y 1972 a México, Argentina y Brasil, siguiendo la huella de A l f o n s o Reyes. Realizó, en 1972, la edición crítica del Epistola-rio Larbaud-Reyes y, al a ñ o siguiente escribió: La
amistad Reyes-Larbaud. D o c t o r a d a en 1977, g a n ó el p r e m i o del Comité de Rayonnement Francais. y su tesis d o c t o r a l : Alfonso Reyes y Francia, publicada en 1978, o b t u v o el P r e m i o Biguet de la A c a d e m i a Francesa.
La Capilla Alfonsina Biblioteca Universitaria de la Universidad A u t ó n o m a de N u e v o León, reúne y pu-blica en esta f o r m a sus tres conferencias p r o n u n c i a d a s en M o n t e r r e y .
ISRAEL CA VAZOS GARZA
De las o b r a s tan v a r i a d a s y s a b r o s a s de A l f o n s o Reyes se pudiera extraer una v e r d a d e r a historia de la amistad f r a n c o - m e x i c a n a , p o r q u e ésta era u n o de sus t e m a s predilectos. D o n A l f o n s o explicaba esta a m i s t a d p o r cierta semejanza de carácter entre n u e s t r o s d o s pueblos. Decía q u e este p a r e n t e z c o se manifestó t e m -p r a n o . desde los -primeros c o n t a c t o s que intervinieron entre las sensibilidades mexicanas y francesas.
La primera revelación de las afinidades q u e existen entre el c a r á c t e r mexicano y el carácter francés, nos los da Don Juan Ruiz de Alarcón. Este joven criollo de la Nueva España se fue a Madrid para " p r e t e n d e r en c o r t e " . E s p e r a n d o un cargo d e b i d o a su nacimiento y a sus méritos, se dedicó a escribir comedias. Su Verdad sospechosa, o b t i e n d o e n M a d r i d un éxito considerable, p a s ó a Francia. La t r a d u j o casi literalmente n u e s t r o Corneille en su comedia titulada Le Menteur (FAmenti-roso). G r a c i a s a esta comedia de Corneille. n u e s t r o gran Moliere concibió m á s claramente el estilo teatral q u e tenía que escoger para sus p r o p i a s o b r a s . A l f o n s o Reyes, en u n a s páginas de sus Letras de Nueva Fspaña.
elegantemente tituladas " P r i m a v e r a C o l o n i a l " , a n a -liza finalmente esta influencia de Alarcón sobre nues-tro t e a t r o clásico del siglo XVII. A u n q u e muy c e l e b r a d o en E s p a ñ a . Ruiz de A l a r c ó n era muy dife-rente "del m u n d o ruidoso de la comedia e s p a ñ o l a " . Lope de Vega descollaba por "la invención a b u n d a n t e y la fuerza lírica", m á s A l a r c ó n d a b a en su teatro " u n a nota en s o r d i n a , en t o n o m e n o r " . En los Capítulos de la literatura española, a ñ a d e d o n Alfonso: " N o hay altas situaciones trágicas en su teatro, sino casi siempre d i s c u s i o n e s a p a c i b l e s d e p r o b l e m a s m o r a
-amistad Reyes-Larbaud. D o c t o r a d a en 1977, g a n ó el p r e m i o del Comité de Rayonnement Francais. y su tesis d o c t o r a l : Alfonso Reyes y Francia, publicada en 1978, o b t u v o el P r e m i o Biguet de la A c a d e m i a Francesa.
La Capilla Alfonsina Biblioteca Universitaria de la Universidad A u t ó n o m a de N u e v o León, reúne y pu-blica en esta f o r m a sus tres conferencias p r o n u n c i a d a s en M o n t e r r e y .
ISRAEL CA VAZOS GARZA
De las o b r a s tan v a r i a d a s y s a b r o s a s de A l f o n s o Reyes se pudiera extraer una v e r d a d e r a historia de la amistad f r a n c o - m e x i c a n a , p o r q u e ésta era u n o de sus t e m a s predilectos. D o n A l f o n s o explicaba esta a m i s t a d p o r cierta semejanza de carácter entre n u e s t r o s d o s pueblos. Decía q u e este p a r e n t e z c o se manifestó t e m -p r a n o . desde los -primeros c o n t a c t o s que intervinieron entre las sensibilidades mexicanas y francesas.
La primera revelación de las afinidades q u e existen entre el c a r á c t e r mexicano y el carácter francés, nos los da Don Juan Ruiz de Alarcón. Este joven criollo de la Nueva España se fue a Madrid para " p r e t e n d e r en c o r t e " . E s p e r a n d o un cargo d e b i d o a su nacimiento y a sus méritos, se dedicó a escribir comedias. Su Verdad sospechosa, o b t i e n d o e n M a d r i d un éxito considerable, p a s ó a Francia. La t r a d u j o casi literalmente n u e s t r o Corneille en su comedia titulada Le Menteur (Elmenti-roso). G r a c i a s a esta comedia de Corneille. n u e s t r o gran Moliere concibió m á s claramente el estilo teatral q u e tenía que escoger para sus p r o p i a s o b r a s . A l f o n s o Reyes, en u n a s páginas de sus Letras de Nueva España.
elegantemente tituladas " P r i m a v e r a C o l o n i a l " , a n a -liza finalmente esta influencia de Alarcón sobre nues-tro t e a t r o clásico del siglo XVII. A u n q u e muy c e l e b r a d o en E s p a ñ a . Ruiz de A l a r c ó n era muy dife-rente "del m u n d o ruidoso de la comedia e s p a ñ o l a " . Lope de Vega descollaba por "la invención a b u n d a n t e y la fuerza lírica", m á s A l a r c ó n d a b a en su teatro " u n a nota en s o r d i n a , en t o n o m e n o r " . En los Capítulos de la literatura española, a ñ a d e d o n Alfonso: " N o hay altas situaciones trágicas en su teatro, sino casi siempre d i s c u s i o n e s a p a c i b l e s d e p r o b l e m a s m o r a
-les... El t a l e n t o de o b s e r v a c i ó n , la serenidad íntima de ciertas conversaciones, el t o q u e n u n c a exagerado para definir los caracteres, la prédica de b o n d a d , la fé en la razón c o m o n o r m a única de la vida... Era lento, pa-ciente, de mucha conciencia a r t í s t i c a " .
Estas cualidades, tan mexicanas, de Ruiz de Alarcón —y que son e x a c t a m e n t e las del mismo A l f o n s o Reyes— caracterizan también a n u e s t r o teatro clásico, p a r a d i g m a del t e m p e r a m e n t o francés: sobriedad, p r o -pensión al análisis, c l a r i d a d , s e n t i d o de la a r m o n í a y de la m e s u r a : pudor en la expresión de los sentimientos: cortesía en los diálogos: exigencia de una forma per-fecta. Los héroes franceses se f u n d a n t a m b i é n sobre la razón para guiarse en la vida.
En el siglo XVII. la revolución francesa puede ser c o n s i d e r a d a c o m o un antecedente de la emancipación mexicana. " D e Francia venían las t e n t a c i o n e s " , ex-plica Reyes, con su sonrisa a c o s t u m b r a d a . Miguel Hi-dalgo. Padre de la Patria mexicana, era a f i c i o n a d o a las letras francesas: " L a a n t o r c h a de F r a n c i a , sigue exce-lentemente d o n A l f o n s o , ilumina nuestra inde-p e n d e n c i a " .
Varias veces, c o n t ó A l f o n s o Reyes la simbólica his-toria de un botanista del Rey de Francia. Vino a Mé-xico para r o b a r a l g u n a s pencas de nopal c a r g a d a s de cochinillas: el Rey de Francia deseaba desarrollar la e c o n o m í a de sus posesiones a n t i l l a n a s y se sabía q u e la cochinilla mexicana s u m i n i s t r a b a el más h e r m o s o co-lor g r a n a . Así. con este insecto mexicano se o b t u v o el color r o j o que la C o n v e n c i ó n a ñ a d i ó a la b a n d e r a francesa, antes sólo azul y b l a n c a .
En los Capítulos de literatura mexicana, d o n A l f o n s o llama " E d a d de o r o para las letras m e x i c a n a s " los a ñ o s q u e van desde 1880 hasta 1910. gran época también para las letras de Francia. Los m o d e r n i s t a s mexicanos M a n u e l G u t i é r r e z N á j e r a . J u s t o Sierra. M a n u e l J o s é O t h ó n — m á s cerca de n o s o t r o s — . A m a d o Ñ e r v o .
conocen los versos de n u e s t r o s poetas p a r n a s i a n o s , y luego de los simbolistas.
N o sólo en las letras se n o t a un cierto a f r a n c e s a -m i e n t o d u r a n t e el p o r f i r i a t o . En su Crónica de Francia.
nota A l f o n s o Reyes los c o n t a c t o s que f u e r o n entonces frecuentes entre mexicanos y franceses, las semejanzas en las ó r d e n e s del p e n s a m i e n t o filosófico y político, y hasta en la vida cotidiana. El p a d r e y la m a d r e de d o n A l f o n s o h a b l a b a n en francés p u r o y elegante. Acogían a sus huéspedes en francés. Los m e n ú s de las c o m i d a s se escribían en f r a n c é s , y h u b o entonces una n o t a b l e i n t r o d u c c i ó n de p a l a b r a s f r a n c e s a s en el d o m i n i o de la m o d a , de los juegos, de los t e a t r o s . Estos galicismos n o eran excentos de cierta ridiculez y los estudiantes se b u r l a b a n de estos excesos.
La misma exageración de las m o d a s francesas ex-plica q u e , c u a n d o empieza Reyes a escribir, los jóvenes m e x i c a n o s m i r a b a n hacia o t r a s direcciones: E s t a d o s Unidos, Inglaterra. Leyeron novelas rusas; se nota u n a vuelta cultural hacia E s p a ñ a . . . A l f o n s o Reyes n o ig-n o r ó esta evolucióig-n. E s t u d i ó el iig-nglés, hasta ser u ig-n o de los mejores t r a d u c t o r e s del inglés en el m u n d o hispá-nico. S u p o griego y latín. Pero, a t o d o eso, se q u e d ó muy cerca de la lengua y de la cultura f r a n c e s a . Será "el m á s f r a n c ó f i l o de su g e n e r a c i ó n " . Pero, un f r a n c ó f i l o de un nuevo estilo: q u e n o se restringía al c o n o c i m i e n t o de la c u l t u r a francesa; y al m i s m o t i e m p o se d o t a b a , p a r a o b s e r v a r a Francia y a los franceses, de u n a lucidez m u y nueva, de una exigencia inaudita. C o n o c e r m e j o r a F r a n c i a , e n t r a r en c o n t a c t o con los franceses, revelar a sus amigos franceses la originalidad y la belleza de su patria mexicana, c o n t r i b u i r , en fin, al d e s a r r o l l o de la amistad entre México y F r a n c i a . . . serán u n o s de los fines esenciales q u e p r o p o n d r á en vida.
La maravillosa infancia de A l f o n s o Reyes en M o n t e rrey se i n t e r r u m p i ó c u a n d o el General Reyes f u e n o m
-b r a d o Ministro de la G u e r r a . La familia se trasladó al Distrito Federal. A l f o n s o fue a l u m n o del Liceo F r a n -cés de México, e s t u d i a n d o n u e s t r o i d i o m a , partici-p a n d o en las Fiestas f r a n c e s a s q u e se o r g a n i z a b a n en este establecimiento... s o ñ a n d o con F r a n c i a .
M á s t a r d e los p r i m e r o s versos del f u t u r o Mexicano Universal se p u b l i c a r o n en un periódico r e g i o m o n -t a n o, . E I . E s p e c t a d o r , el 28 de n o v i e m b r e de 1905. Se inspiraban de un g r u p o escultórico d e b i d o a un artista francés.
Luego, en México, f o r m ó p a r t e de los g r u p o s presti-giosos de Sarabia Moderna y del A teneo de la Juventud.
A l f o n s o , con P e d r o H e n r í q u e z U r e ñ a , y Jesús Acevedo, especialmente, leía a m u c h o s escritores f r a n c e -ses, a Bergson, a Frederic Mistral, a F l a u b e r t .
Por el e n c a n t a d o r Pasado inmediato, s a b e m o s c ó m o e n t r ó A l f o n s o Reyes en c o n t a c t o más directo con Pa-rís. En n o v i e m b r e de 1909, el General B e r n a r d o Reyes viajó a París con su esposa, su hija Otilia, su hijo A l e j a n d r o . Los viajeros se instalaron en el Hotel de l'Athénée. d e t r á s de la O p e r a , en u n o de los sitios m á s n o b l e m e n t e clásicos de la capital francesa. A c o g i d o con m u c h o respeto, el G e n e r a l Reyes f u e c o n v i d a d o a ceremonias oficiales p o r el g o b i e r n o francés. Especialm e n t e asistió a los desfiles del ejército francés y p a r t i -cipó en m a n i o b r a s militares, en calidad de huésped de h o n o r . Es fácil imaginar la i m p o r t a n c i a , para A l f o n s o Reyes, de los relatos y de los recuerdos de estos queri-d o s viajeros, c u a n queri-d o regresaron queri-de F r a n c i a . N o se conservan algunas c a r t a s de aquella época en la familia de A l f o n s o Reyes. P o r cierto, serían textos de m á x i m o interés histórico y psicológico, a la vez p a r a los mexica-nos y para los franceses.
La cultura francesa de A l f o n s o Reyes, antes de su salida de México, en 1913, era considerable. C o n o c í a las o b r a s sobrias y fuertes de nuestros clásicos. Por los c u e n t o s del Plano Oblicuo, s a b e m o s q u e había
asimi-lado con p r o v e c h o los libros de G é r a r d de Nerval, de Francis J a m e s y s o b r e t o d o de Jules Laforgue. En
Cuestiones estéticas, o b r a publicada en F r a n c i a , c u a n d o tenía sólo 21 a ñ o s , se e n c u e n t r a n páginas m a -gistrales sobre n u e s t r o difícil M a l l a r m é . H a b í a leído ya b a s t a n t e s libros de historiadores y e r u d i t o s franceses. A d e m á s , ya c a n t a b a canciones del folklore galo, can-ciones de estudiantes, q u e f o r m a n una parte muy auténtica de n u e s t r o p a t r i m o n i o nacional, y q u e son canciones q u e se p a s a n en una b o d e g a y que celebran a a l g u n o s b u e n o s vinos.
En resumen, en su infancia, el calor familiar, el lujo, los libros se habían e m p a p a d o de un a r o m a francés. A los veintiún a ñ o s , había c a p t a d o los c a m b i o s q u e a n u n c i a b a n , a u n antes de la guerra m u n d i a l , una evo-lución decisiva en las letras de Francia.
El c o n t a c t o con la realidad n o coincide nunca con el sueño. La visión de París le causó a d o n A l f o n s o un v e r d a d e r o c h o q u e : " C a í , dice, abierta la cabeza en pedazos, al recibir el golpe de masa de P a r í s " . En una o b r a suya, n o todavía recogida en libro, rica en preci-siones sobre su vida y sus libros. Historia documental de mis libros, cuenta q u e , p a s e a n d o por nuestros buleva-res, se sentía más lejos de "París" que c u a n d o iba a la librería Bouret, en la Avenida del Cinco de M a y o , en México. En "El reverso de un l i b r o " (Pasado inme-diato), confiesa que estas p r i m e r a s h o r a s en París fue-ron de descocierto. La síntesis frágil que se había f o r j a d o desde México se q u e b r a b a .
Por la m a ñ a n a , iba a la Legación de México, e n t o n -ces en el Bulevar H a u s s m a n n . . . Pero las tardes eran libres y se puso a e m p r e n d e r inmensos paseos a pie o en a u t o b ú s , por la capital francesa, visitándola metódica-mente, de norte a sur. A veces se d e j a b a c o n d u c i r p o r Víctor H u g o , o por Balzac u o t r o s escritores q u e ha-bían descrito a París en sus novelas.
li-b r o s d e d i c a d o s a París, colección q u e c o n t i n u a r í a du-r a n t e t o d a su vida.
D o n A l f o n s o , d o ñ a Manuela y Alfonsito se instala-ron en un piso de u n a gran casa burguesa del buen b a r r i o de los T e m o s , (yo fui a visitar esta casa, c o m o en peregrinación, con la nieta y la e n c a n t a d o r a biznieta de d o n Alfonso). Desde su ventana, él divisaba las torres, tan blancas q u e parecían de azúcar, de la iglesia del S a g r a d o C o r a z ó n , en la colina de M o n t m a r t r e . Desde su v e n t a n a , estaba a t e n t o a los ruidos de París, tan especiales y diferentes de los de México. Siempre le g u s t ó a d o n A l f o n s o escuchar los ruidos de las ciudades.
París le pareció sucio, gris, sin luz y sin higiene. M u c h o s pisos no tenían entonces b a ñ o s ni calefacción. A p e n a s se empezaba la instalación de la luz eléctrica en las calles. Pero París era un v e r d a d e r o crisol. En esta u r b e se c o n c e n t r a b a n todas las razas del m u n d o . En particular, en París, se hizo a m i g o d o n A l f o n s o de o t r o s a m e r i c a n o s , venidos de o t r a s repúblicas del nuevo m u n d o y, casi t o d o s , diplomáticos, artistas o escritores ya i m p l a n t a d o s en la capital f r a n c e s a . T r a b ó a m i s t a d con los h e r m a n o s García C a l d e r ó n , escritores p e r u a n o s ya célebres, con Felipe Cossío del P o m a r .
Sus c o m p a t r i o t a s , los pintores Angel Z á r r a g a y Diego Rivera le i n t r o d u j e r o n entre los artistas de len-gua española: t r a t ó con Picasso y con o t r o s cubistas; con Modigliani. Y c o m o , en los cenáculos, se j u n t a b a n artistas y poetas, A l f o n s o Reyes conoció entonces a G u i l l a u m e Apollinaire. En la Closerie des Lilas, café literario célebre que a h o r a se visita c o m o un m u s e o , yo fui a buscar la s o m b r e de A l f o n s o Reyes: él acudía a q u í a escuchar los versos un p o c o a n t i c u a d o s y grandilo-cuentes de Paul F o r t , a p o d a d o " P r í n c i p e de los poe-t a s " . Reyes prefería las poe-tendencias m á s m o d e r n a s y despejadas, las de los f u t u r i s t a s , o de la Nouvelle Rovue Française, d o n d e se publicaban las creaciones m á s
ori-ginales y p o t e n t e s de A n d r é s Gide y Paul Claudel. A l f o n s o Reyes asistió t a m b i é n a las realizaciones del VieuxColombier, t e a t r o q u e iba a renovar tan p r o f u n -d a m e n t e el estilo -de este arte.
Y, en el m o m e n t o en q u e él e m p e z a b a a f o r m a r s e una nueva idea general de París y del genio francés, entonces, e x a c t a m e n t e , estalló la g u e r r a . A l f o n s o Re-yes c o n o c i ó a París b o m b a r d e a d o . P r o n t o , tuvo q u e d a r r u m b o al sur.
I n m e d i a t a m e n t e , desde las p r i m e r a s s e m a n a s q u e vivió en E s p a ñ a , en San Sebastián, a c t u ó d o n A l f o n s o c o m o un p a r t i d a r i o c o n v e n c i d o de la causa francesa. Se e n c o n t r a b a t a m b i é n en esta ciudad el gran escritor español Azorín. Por esta afición c o m ú n a Francia, así se puede explicar la e n t r a ñ a b l e a m i s t a d q u e e m p e z ó a establecerse e n t r e los d o s h o m b r e s .
A l f o n s o Reyes en M a d r i d , publicó m u c h o s escritos a f a v o r de F r a n c i a . E n t r ó en relaciones con los franceses de M a d r i d , especialmente con los catedráticos del Ins-tituto Francés. Siempre era c o n v i d a d o c u a n d o llegaba un francés de m a r c a , venido a la capital a explicar la posición francesa. Así e n t r ó en c o n t a c t o con el filósofo Henri Bergson, con el helenista Víctor Bérard. La f r o n t e r a h i s p a n o f r a n c e s a q u e d ó c o m o e n t r a b i e r t a d u -rante el conflicto y Reyes p u d o cartearse largamente con u n o de sus mejores a m i g o s franceses, el e r u d i t o R a v m o n d F o u l c h é Delbosc. para realizar una edición a d m i r a b l e de las Obras Completas de G ó n g o r a .
Para p e r s u a d i r m e j o r a sus lectores españoles. Al-f o n s o Reyes se hizo h i s t o r i a d o r de Francia. El t o m o V de sus Obras Completas contiene un gran n ú m e r o de los magníficos artículos que publicó en El Sol de M a -drid. Representan un e s t u d i o muy i m p o r t a n t e de la historia política de F r a n c i a , desde la Revolución de 17.89 hasta la declaración de guerra de 1914. Son pági-nas c u i d a d o s a m e n t e d o c u m e n t a d a s , y a la vez llepági-nas de emoción personal, sucesivamente risueñas y g r a n d i o
-sas, con la inteligencia ligeramente escéptica que tenía d o n A l f o n s o de los h o m b r e s y de los a c o n t e c i m i e n t o s internacionales.
M u y c o n m o v e d o r a f u e su vuelta a París, por primera vez después de la g u e r r a , en 1923: " T a n t o s a ñ o s sin ver a F r a n c i a " , escribe. Vino a París en c o m p a ñ í a de Ge-n a r o E s t r a d a y de M a Ge-n u e l T o u s s a i Ge-n t . Se h o s p e d ó eGe-n el G r a n d Hotel, en el Bulevar des Capucines. Su c u a r t o d a b a a la Plaza de la O p e r a , y el m o n u m e n t o parecía e n t r a r por la v e n t a n a . C u a n d o llegó d o n G e n a r o , esta-lló toda la emoción de su a m i g o A l f o n s o :
" M i r e , G e n a r o , le dijo, tengo la O p e r a d e n t r o de mi c u a r t o , y a b r i ó una ventana que caía sobre la magnífica plaza. A n o c h e vine a abrir esta puerta y me e n c o n t r é con que e s t a b a aquí d e n t r o la O p e r a . ¡Ay, G e n a r o , e s t a m o s en París! ¡Fíjese, en París! Pero déjeme llorar un p o c o . Y. dicho y hecho, se fue a p o n e r la cara contra un rincón, en t a n t o que G e n a r o E s t r a d a , con avidez nostálgica, se pegó intensamente a la lectura del " D e m ó c r a t a " , c o m o siempre lleno de sangre y de p u ñ a -les: p e r o de t i e m p o en t i e m p o sacaba la m i r a d a por encima de la r e d o n d a eminencia de sus a n t e -ojos. para ver los m o v i m i e n t o s e s p a s m ó d i c o s de A l f o n s o , quien seguía d á n d o l e fuerte al sollozo. Por fin. G e n a r o le fue a d a r . con mucha cortesía, golpecitos en la espalda, diciéndole con a c e n t o c o n s o l a d o r : ¡ya!, ¡ya!, ¡ya!", (de A r t e m i o d e l Va-lle Arizpe, " A l f o n s o Reyes í n t i m o " . En Digesto sobre Alfonso Reyes, ed. p o r el Pen C l u b de Mé-xico; también en mi Alfonso Reyes y Francia, p.
182.
En los 28 meses que vivió A l f o n s o Reyes en París c o m o Ministro de México, pareció tener d o n de ubicui-d a ubicui-d . En primer lugar, a t e n ubicui-d i ó a su legación, siempre
p r i m e r a servida. Sin - m b a r g o , dispuso de un p o c o de t i e m p o para c o n t i n u a r su visita de París, esta vez en c o m p a ñ í a de su hijito. N o s c u e n t a c o m o iban a p r o b a r los m a n j a r e s m á s tradicionales de F r a n c i a en u n a s p o s a d a s muy a n t i g u a s d o n d e viviera posiblemente el f a m o s o D ' A r t a g n a n .
En este a ñ o de 1925, en la euforia de la paz, a pesar de los lutos y de las ruinas, París era otra vez el centro artístico del m u n d o . A la v e r d a d , A l f o n s o Reyes vivió p o c o t i e m p o en F r a n c i a , p e r o t u v o la suerte extraordi-naria de estar en París en un m o m e n t o a b s o l u t a m e n t e
crucial para la evolución m o d e r n a de las artes y de las letras. El conoció la gran época de nuestros pintores, c u a n d o b a j a b a n de M o n t m a r t r e a M o n t p a r n a s s e . Llegó a p u n t o de i n a u g u r a r la f a m o s a exposición de las Artes D e c o r a t i v a s . A la orilla del Sena en u n o de los p u e n t e s , habían surgido una multitud de casitas y de pabellones en que cada país podía enseñar las nuevas tendencias en la decoración del h o g a r . La manifestación a d q u i r i ó una importancia decisiva en la f o r m a -ción del g r u p o m o d e r n o y en la historia de todas las artes. A l f o n s o Reyes, en el b a n q u e t e inaugural, se hallaba al lado del a r q u i t e c t o responsable de la exposición.
Paría, crisol. París, otra vez, era el crisol en que se c o n c e n t r a b a n t o d a s las naciones. D o n A l f o n s o , en París, se e n c o n t r ó con o t r o s mexicanos c o m o J o s é María G o n z á l e z de M e n d o z a y Angel Z á r r a g a . Se hicieron a m i g o s de o t r o s m u c h o s h i s p a n o p a r l a n t e s , Miguel Angel Asturias, el s a l v a d o r e ñ o T o ñ o Salazar. excelente caricaturista. León Pacheco, de Costa Rica. E n t r e los d i p l o m á t i c o s h i s p a n o a m e r i c a n o s , d o n Alf o n s o s i m p a t i z ó especialmente con G o n z á l e z Z a l d u m -bide. M i n i s t r o del E c u a d o r , o t r o e n a m o r a d o de París. Z a l d u m b i d e vivía en un piso muy rico, frente a la T o r r e Eiffel. En este c u a d r o lujoso leyó A l f o n s o Reyes, en presencia de la crema de los letrados parisienses, su
impecable y tan mexicana o b r a maestra, Ifigenia cruel.
F r a n c i a había s u f r i d o t a n t o de la guerra que su M i n i s t r o de Relaciones Exteriores, Aristide Briand, se e s f o r z a b a p o r o b t e n e r en la Sociedad de las N a c i o n e s unos t r a t a d o s susceptibles de evitar la vuelta a la lo-cura. A l f o n s o Reyes a p l a u d í a estos proyectos. Se hizo a m i g o de Aristide Briand y de su c o l a b o r a d o r Alexis Leger. Este, c o n o c i d o en poesía por el s e u d ó n i m o de
Saint-John Perse, sabía el e s p a ñ o l , había leído las o b r a s de Reyes, sobre t o d o Visión de Anáhuac. H a y recíproca influencia entre las o b r a s de d o n A l f o n s o Reyes, y las de este gran poeta francés m o d e r n o . H a s t a , se p u e d e h a b l a r de un " v a i v é n " de reminiscencias entre las o b r a s alfonsinas y las de S a i n t - J o h n Perse.
La a m i s t a d franco-mexicana f i g u r a b a en el primer t é r m i n o de las procupaciones del Ministro A l f o n s o Reyes. El m i s m o r e d a c t ó el nuevo Tratado de Comercio
necesitado por el e s t a d o del m u n d o después de la guerra, t r a t a d o que iba a regir los i n t e r c a m b i o s e n t r e los dos países a lo largo de los a ñ o s . Para m e j o r a r las relaciones económicas entre su país y F r a n c i a , el Mi-nistro Reyes organizó la venida a París de i m p o r t a n t e s misiones de negociantes, científicos e industriales me-xicanos. Les puso en c o n t a c t o con sus h o m ó l o g o s franceses, no sólo en París sino t a m b i é n a través de las provincias francesas. El visitó así b a s t a n t e s ciudades francesas con los delegados mexicanos, lo cual l e d i ó la o p o r t u n i d a d de c o n o c e r a " F r a n c i a p r o f u n d a " , con-s e r v a n d o para con-siempre en locon-s ojocon-s la vicon-sión de tal antigua plaza, o de un m o n u m e n t o renacentista.
Alejarse tan p r o n t o de París f u e para d o n A l f o n s o un d e s e n g a ñ o intenso. " N a d i e deja a París sin lágri-m a s " , dijo. Con ocasión de su salida, h u b o b a n q u e t e s , recepciones. El c u e n t o q u e escribió p o c o después. " L o s dos a u g u r e s " , contiene líneas que son c o m o un p o e m a , con sus últimas impresiones de París:
" S e a n las c u a t r o de la t a r d e , h o r a ya m a d u r a y melificada; sea la p r i m a v e r a en París, gozosa de gorriones.
Esta niebla de París, parece q u e me a r r o p a y c o n f o r t a .
Este m o r c i n o sol, m o j a d o y tibión tan diferente a mi f u e g o natal...
T o d a v í a d i s f r u t a m o s d e la última luz de París, al c r u z a r el r í o " .
En Argentina t a m b i é n , se e n c o n t r ó con cierta presencia de F r a n c i a . El g r u p o de jóvenes escritores p o r t e -ñ o s —entre los cuales sobresalía ya J o r g e Luis
Borges—, se hallaba sin jefe, d e s d e la salida de Ricardo G u i r a l d e s . Le pidieron a A l f o n s o Reyes ayuda y direc-ción. Ya estos a r g e n t i n o s e s t a b a n en c o n t a c t o estrecho con escritores de París, los m i s m o s que eran amigos de Reyes: Valery L a r b a u d . J u l e s R o m a i n s , Adrienne M o n n i e r , Marcelle Auclair. P e r o le pareció a d o n Al-f o n s o que a p r o v e c h a b a n mal el e j e m p l o Al-francés, dedi-c a n d o su a t e n dedi-c i ó n e x dedi-c l u s i v a m e n t e a F r a n dedi-c i a , d e j á n d o s e invadir p o r los a r t í c u l o s y publicaciones francesas sin c o n s e r v a r b a s t a n t e sentido crítico ni clara conciencia de su p e r s o n a l i d a d mexicana. La revista
Libra q u e Reyes f u n d ó con ellos les enseñó un uso mejor de las lecturas f r a n c e s a s . P o r cierto, hay recuer-dos de F r a n c i a en Libra, p e r o n o exclusivamente. El juicio parecía más imparcial, m á s libre, el sentido
crí-tico siempre alerta.
En varias m a n i f e s t a c i o n e s argentinas, c o n t r i b u y ó d o n A l f o n s o , con Victoria O c a m p o , a la evocación del genio francés. Lejos, a la vez. de México y de Francia, se c o n s o l a b a dedicándose a lecturas y estudios s o b r e escritores franceses. E n t o n c e s f u e c u a n d o escribió es-tas páginas tan frescas y m i n u c i o s a s en q u e resucita a J u a n J a c o b o Rousseau en su j u v e n t u d alpestre... Sobre t o d o , r e d a c t ó su o b r a c o n s i d e r a b l e s o b r e Mallarmé.
Preveía un libro, q u e se h u b i e r a titulado Culto a Ma-llarmé. P e r o la publicación n o se hizo y c o n o c e m o s
sólo una parte de estos estudios en Mallarmé entre nosotros. Otra parte se publicó en la revista Sur de Victoria O c a m p o . N u n c a se recogió en v o l u m e n . Tene-m o s q u e esperar que un p r ó x i Tene-m o t o Tene-m o de las Obras Completas de Reyes p u e d a reunir t o d o s los escritos q u e el gran mexicano dedicó a este p o e t a francés, del cual, a d e m á s , f u e el a d m i r a b l e t r a d u c t o r .
La revista preciosa, l i n d a m e n t e llamada Monterrey
fue creada t a m b i é n en el aislamiento relativo de Bue-nos Aires. Reyes c a m b i a b a c a r t a s y libros con sus amigos de F r a n c i a , especialmente con Valery Lar-b a u d . Monterrey f u e concebida ante t o d o c o m o una carta colectiva enviada a sus amigos del m u n d o e n t e r o . Los franceses que recibieron la revista, c o m o F r a n c i a de M i o m a n d r e . escribieron varias reseñas de Monte-rrey que se publicaron en la prensa literaria francesa...
En Brasil, la presencia francesa era todavía m a y o r . La influencia del poeta f r a n c é s Paul Claudel, el cual h a b í a sido E m b a j a d o r de F r a n c i a en Río de J a n e i r o p o r los a ñ o s de g u e r r a , se d e j a b a sentir todavía...
El a n u n c i o de una segunda guerra f r a n c o - a l e m a n a d e s p e r t ó en el alma de d o n A l f o n s o u n a intensa c o n -goja. Regresado de México, se h u n d í a en el estudio para s o p o r t a r su melancolía.
En los p r i m e r o s meses de g u e r r a , en o c t u b r e de 1939, recibió d o n Alfonso una carta de la revista parisina Les Nouvelles Littéraires. Esta carta contenía p r e g u n t a s en vista de una encuesta internacional: "¿Cuál era su posición delante del conflicto? ¿En q u é medida i m p o r -t a b a p a r a el porvenir del p e n s a m i e n -t o el -t r i u n f o de Francia? ¿Qué debe a F r a n c i a en su f o r m a c i ó n espiri-tual? ¿Cuál es el escritor francés q u e prefiere?" Los o r g a n i z a d o r e s de la encuesta, dirigiéndose a A l f o n s o Reyes, d e d i c a b a n esta carta al " G r a n poeta, gran di-p l o m á t i c o y sincero a m i g o de F r a n c i a " . Los resultados
de esta encuesta n o l o g r a r o n publicarse en París, p o r -q u e la c a t á s t r o f e se a b a t i ó antes s o b r e mi país, impi-d i e n impi-d o los textos impi-de esta o r impi-d e n . Pero poseemos la contestación enviada p o r Reyes: D o ñ a Manuela con-servaba t o d o s los d u p l i c a d o s . La respuesta de Reyes era una confesión a d m i r a b l e . Se adhería, "sin vacila-ciones ni m a t i c e s " al t r i u n f o de la democracia. Para él. la causa de Francia se c o n f u n d í a con la del espíritu, q u e eran las cosas m á s preciosas del m u n d o . . . " E l t r i u n f o de F r a n c i a i m p o r t a , decía, al porvenir del pen-s a m i e n t o " . Explicaba la i m p o r t a n c i a p r e p o n d e r a n t e de Francia s o b r e los de su generación y sobre la genera-ción precedente. La reorganizagenera-ción de México, des-pués de la victoria de Benito J u á r e z , se había realizado con influencia f r a n c e s a . A l f o n s o Reyes explicaba su propia f o r m a c i ó n c o m o esencialmente b a s a d a sobre raíces mexicanas. Francia y España se había estimu-l a d o r e c í p r o c a m e n t e para a ñ a d i r sus riquezas respecti-vas y t r a n s m i t i r o t r a s culturas: h u m a n i d a d e s clásicas, culturas italianas, inglesas, a l e m a n a .
La última p a r t e de la hermosísima respuesta de Re-yes se hace m á s íntima, se llena de emoción ya q u e evoca r e c u e r d o s q u e r i d o s : " D e s d e mi primera infan-cia. amé a la lengua francesa de un m o d o instintivo".
Por cierto había p r o n u n c i a d o sus primeras p a l a b r a s f r a n c e s a s en familia, m u c h o antes de la primera ense-ñ a n z a . De niense-ño, s o ense-ñ a b a de verter al espaense-ñol algunos matices de sensibilidad q u e creía a d i v i n a r en la lengua francesa. Luego, resucitaba la visión, en Monterrey, del c o m e d o r familiar. Su padre c o n v e r s a b a amistosa-mente con un ex-oficial francés. La evocación del gene-ral ejerce e n t o n c e s t o d o e n c a n t o . El texto de Reyes se hace muy t i e r n o para r e t r a t a r a este general-poeta... D o n A l f o n s o escribió cada día sus pensamientos, en este p e r í o d o cruel de los primeros a ñ o s de la guerra m u n d i a l . Este Diario n o se ha publicado todavía. Por cierto q u e será de un m á x i m o interés y q u e c o m p l e t a r á
la historia de las relaciones de Reyes con sus a m i g o s franceses. Yo tuve entre mis m a n o s el álbum espeso d o n d e Reyes se c o n f e s a b a , a p r e t a n d o su letra. El 14de j u n i o del 40. repitiendo los versos f a m o s o s de Rubén D a r í o , escribe: " L o s b á r b a r o s , F r a n c i a , los b á r b a r o s , cara Lutecia... Los a l e m a n e s en París, luto del género h u m a n o . Me cuesta t r a b a j o c o n c e n t r a r m e para escri-b i r " . El 17 de j u n i o de 1940. a p u n t a : " E n c e r r a d o em-b r i a g á n d o m e de t r a em-b a j o , p e r o muy a n g u s t i a d o " . En su casa, d o n A l f o n s o acogía a los franceses refugiados a México. Participó en la revista Lettres françaises que Roger Caillois f u n d a b a p a t r i ó t i c a m e n t e en Buenos Aires.
En julio de 1943, se e n c o n t r ó en Nueva York con el p r o f e s o r francés Etiemble. el cual lanzaba por las o n -das exhortaciones al p u e b l o francés. Etiemble pidió a A l f o n s o Reyes un mensaje de amistad d e s t i n a d o a París. En seguida, en su m i s m o c u a r t o de hotel, escri-bió d o n A l f o n s o , a m a n o y sin detenerse, c o m o con su c o r a z ó n , u n a s páginas magníficas, en francés, que leyó luego en la radio. Ofreció el m a n u s c r i t o de esta a l o c u a ción a Etiemble, el cual me lo entregó, con la a u t o r i z a -ción de publicarlo e n t e r a m e n t e . P e r m í t a m e leer aquí este texto c o n m o v e d o r , t r a d u c i d o al español por pri-m e r a vez:
" E n mi país, en nuestros países — p o r q u e así se pasa en t o d a s las repúblicas de la América L a t i n a — la causa de la F r a n c i a libre es conside-rada c o m o nuestra. El 14 de j u l i o e s t a m b i é n para n o s o t r o s una fiesta nacional. N a d a de lo q u e es francés nos es e x t r a n j e r o . Desde el primer m o -m e n t o , d e p o s i t a -m o s nuestra c o n f i a n z a en los ver-d a ver-d e r o s franceses. Ni un instante ver-d u ver-d a m o s ver-de la victoria f u t u r a . La G e o m e t r í a del m u n d o , la ar-quitectura de la paz necesitan el p e n s a m i e n t o francés auténtico, o s debéis a la F r a n c i a eterna y.
p o r eso, os debéis a la h u m a n i d a d entera. N o s -o t r -o s n -o p u d i é r a m -o s p r i v a r n -o s de las adquisici-o- adquisicio-nes q u e t r a j o el espíritu francés al p a t r i m o n i o h u m a n o . T o d a v í a e s p e r a m o s o t r a s riquezas.
V o s o t r o s sois el valor y la prudencia. C o n el alma t e n d i d a , esperáis la hora o p o r t u n a . Voso-tros sois la espuela y el f r e n o . " R o l a n d o es va-liente y Oliver es c u e r d o " . A r m o n í a de e n t u s i a s m o y de r a z ó n , de a m o r e inteligencia: la única q u e p u e d e crear o b r a s d u r a d e r a s . Recibid el s a l u d o y la expresión de los votos m á s f e r v o r o s o s de u n o de vuestros h e r m a n o s de A m é r i c a , el cual a p r o v e c h ó a m p l i a m e n t e vuestra cultura y vuestra sensibilidad, y a quien los franceses dieron, a u n sin s a b e r l o , las enseñanzas m á s valiosas y u n a s orientaciones definidas en su ciencia de la liber-tad y del t r a b a j o , de la alegría y del d o l o r .
Un día estalló un c o n f l i c t o a r m a d o , n o entre n u e s t r o s d o s países, sino e n t r e el c u e r p o expedi-c i o n a r i o de N a p o l e ó n III y el p u e b l o mexiexpedi-cano. N u n c a h u b o o d i o s nacionales. C o n o c í a algunos oficiales franceses de aquella época. Se habían c a s a d o con mujeres mexicanas, se q u e d a b a n en-tre n o s o t r o s . N o nos q u i t a r o n nada. AI c o n t r a r i o , a u m e n t a r o n n u e s t r o h a b e r . H a b í a n c o m b a t i d o , en o t r o s tiempos, en u n o s e n c u e n t r o s azarosos, c o n t r a un joven teniente mexicano, el cual, luego, vino a ser general. Llegados a la m a d u r e z , p r o b a -ban los b u e n o s vinos de F r a n c i a , en c o m p a ñ í a de este general, mi padre. Así, alrededor de la mesa familiar, a p r e n d í a estimar a estos h o m b r e s , a saber que e s t á b a m o s c o r t a d o s con la misma tela, la de la v e r d a d e r a a m i s t a d entre los pueblos. Permitid q u e os ofrezca este r e c u e r d o de mi infan-cia, q u e me es tan c a r o , en testimonio de mi devoción p o r el gran país de la libertad, de la r a z ó n , y de la j u s t i c i a " .
La imagen de Francia y de
los franceses en los escritos
de Alfonso Reyes
Antes de salir de México, en 1913, A l f o n s o Reyes, por cierto, tenía una idea del c a r á c t e r francés, idea q u e p o d e m o s c o n o c e r gracias a a l g u n o s cuentos de su
Plano oblicuo. H a b í a leído a Rabelais, y su c a r c a j a d a e n o r m e le parecía algo muy especialmente francés. A través de o t r a s lecturas, h a b í a v i s l u m b r a d o una sa-brosa fantasía, u n a libertad alegre de las divagaciones, una insolencia ligera, y nuestra tendencia a cierta irreverencia.
En los a s u n t o s religiosos, los franceses le parecían r a z o n a b l e s y hasta racionalistas. El j o v e n m e x i c a n o m i r a b a con simpatía la sonrisa levemente escéptica de Michel de M o n t a i g n e .
L e y e n d o los p o e m a s de M a l l a r m é , se h a b í a e n a m o -r a d o de la lengua f-rancesa, melodiosa y -refinada. So-bre t o d o , este idioma le r e p o r t a b a a los m o m e n t o s m á s preciosos de su infancia, resucitaba la presencia de un p a d r e a d o r a d o . ¡Cuántas veces, en M o n t e r r e y , escon-d i escon-d o escon-d e b a j o escon-de la mesa escon-del c o m e escon-d o r familiar, c u á n t a s veces el n i ñ o A l f o n s o había e s c u c h a d o las conversacio-nes a m i s t o s a s c a m b i a d a s e n t r e d o n B e r n a r d o y u n o s huéspedes franceses, ex-oficiales del ejército imperial q u e se habían establecido en este país, seducidos p o r su belleza, o por el e n c a n t o de alguna mexicana!
En París, las primeras visiones de la vida francesa q u e recogió d o n A l f o n s o n o coincidieron, ni m u c h o menos, en esta concepción elegante y lujosa q u e se había h e c h o de Francia. D e s d e las v e n t a n a s de su hotel, el hijo del general Reyes p u d o o b s e r v a r " e n la
Ú
f o n d a de e n f r e n t e , las pintorescas c o s t u m b r e s del pue-blo f r a n c é s : engullían los cocheros gloriosas sopas, dice, y v o l c a b a n f r e c u e n t e m e n t e el vino en el c a l d o " .
D o n A l f o n s o ya e n u n c i a una concepción m o d e r n a del viaje c u a n d o escribe, en Vida y ficción: " E l que viaja... se i n f o r m a c o n minuciosidad de los usos del h o m b r e para n o vivir c o m o e x t r a n j e r o en la tierra". Y. en efecto, o b s e r v ó m u y c u i d a d o s a m e n t e la vida de los franceses. Poseía un d o n excepcional para discernir el gesto q u e resume en sí solo el ambiente de una ciudad o la psicología de un p u e b l o . Hasta s u p o respirar el o l o r de la primavera en París, la cual se nota a ú n m á s f u e r t e m e n t e q u e en el c a m p o .
P r i m e r o , p u d o t r a z a r un retrato vigoroso de la joven criada q u e vino a a y u d a r a d o ñ a M a n u e l a . Era de
Bretaña, hija de los celtas, raza enérgica. A n n e Q u é a u se l l a m a b a , y mecía a su hijo Alfonsito con las tradicio-nales canciones de c u n a de su provincia: con lo cual d o n A l f o n s o q u e d a b a e n c a n t a d o . Dice q u e esta criada a p r e n d i ó el e s p a ñ o l p r o n t o y bien... (siempre pensé q u e , en esto, d o ñ a M a n u e l a y d o n A l f o n s o habían tenido mucha suerte. N o t o d o s los a l u m n o s franceses me parecieron d o t a d o s de aquellas disposiciones para a p r e n d e r el español...) Los padres de A n n e . a m a b l e s y deferentes, enviaban desde su provincia b r e t o n a unos cestitos de langostas de inolvidable sabor...
Los parisinos p a r e c í a n conservadores. En las f a r m a -cias se veían todavía estos enormes globos llenos de a g u a s c o l o r a d a s q u e h a b í a n d e s a p a r e c i d o desde mu-c h o s a ñ o s antes en Méximu-co.
Los franceses eran u n o s maniáticos, sobre t o d o c u a n d o se t r a t a b a de las horas de sus s a g r a d a s comi-das. N o t a Reyes " n o quieren q u e les retarden la s o p a " ¡El p e r s o n a j e m á s i m p o r t a n t e de la vida parisiense era el p o r t e r o , o m n i p o t e n t e , v e r d a d e r o h e r e d e r o de los reyes de Francia!
francesa era b a s t a n t e fea y c o m ú n , c o m p a r a d a con la h e r m o s u r a de las mexicanas.
En el v e r a n o d e 1913, Reyes p u d o observar mejor la vida de París. En aquellos t i e m p o s , en efecto, la ciudad n o se d e s p o b l a b a en agosto c o m o a h o r a . En el París actual, d u r a n t e el mes de a g o s t o , hay q u e recorrer k i l ó m e t r o s antes de e n c o n t r a r una p a n a d e r í a abierta: t o d o s los franceses están al m i s m o t i e m p o en las pla-yas. Pero, antes de la primera guerra mundial, los franceses, en general, n o tenían vacaciones y se q u e d a -ban en París en los meses calientes. Vivían en la calle. París t o m a b a e n t o n c e s unos aires de libertad c a m p e s -tre. Por las n o c h e s tibias, las familias populares saca-ban sillas para sentarse en la acera. Los niños j u g a b a n a la pelota en la calzada. Los h o m b r e s iban a pescar, en el Sena, b a j o p u e n t e s inmensos. La vida se deslizaba, feliz. El p u e b l o f r a n c é s i g n o r a b a el h a m b r e . La a b u n -dancia francesa era simbolizada por los enormes panes q u e los chicos llevaban al h o m b r o . Los franceses, pues, en su c o n j u n t o parecían d e s p r e o c u p a d o s , pacíficos. En los primeros meses de 1914, el deseo de los franceses de vivir en b u e n a inteligencia con sus vecinos a l e m a n e s era incontestable. Los parisinos eran sociables; les gus-t a b a n los c o n gus-t a c gus-t o s con los vecinos, a u n q u e , según lo q u e n o t a b a A l f o n s o Reyes, la cortesía en el t r a t o era m u c h o m á s directa, m u c h o m á s breve que en A m é r i c a . Los burgueses n o tenían todavía ninguna " m á c u l a de s o c i a l i s m o " y los mirones se divertían m u c h o viendo los c h o q u e s entre los g u a r d i a s y los socialistas.
A l f o n s o Reyes tuvo e n t o n c e s a l g u n o s contactos con las editoriales parisienses, especialmente en Ollen-d o r f f , la cual h a b í a p u b l i c a Ollen-d o ya sus Cuestiones estéti-cas. El libro se había vendido bien. Sin e m b a r g o , con esta ocasión, h a b l ó del " m e r c a n t i l i s m o cartaginés de los f r a n c e s e s " . " S e n o s paga un piquillo, escribía a sus amigos de México, y a u n i i r e g u l a r m e n t e " .
Los franceses, incluso los letrados, i g n o r a b a n r o t u n -d a m e n t e la geografía, especialmente la -de América. C u a n d o le h a b l a b a n de las repúblicas a m e r i c a n a s , se f i g u r a b a n q u e eran " u n a s islas muy calientes en q u e vivían n e g r o s " . El francés consentía en h a b l a r única-mente su p r o p i o idioma. M u y pocos, entonces, sabían el español.
Reyes e m p e z ó a f r e c u e n t a r la Universidad de la S o r b o n a , y q u e d ó muy d e c e p c i o n a d o por esta enseñ a n z a d e m a s i a d o académica. Las clases eran m u y a b u -rridas. M e j o r valía, a su parecer, leer d i r e c t a m e n t e los a u t o r e s c o m e n t a d o s . En c a m b i o , d o n A l f o n s o se inte-resó m u c h o por la organización de nuestros estudios universitarios. N o t ó que a l g u n o s catedráticos eran en-tusiastas y cordiales, c o m o Ernest M a r t i n e n c h e , el cual o r g a n i z a b a reuniones muy simpáticas entre h i s p a n o -a m e r i c -a n o s y fr-anceses, reuniones -a l-as q u e c o n c u r r i ó d o n A l f o n s o c o n regularidad.
D o n A l f o n s o se fue también a saludar a o t r o p r o f e -sor francés. R a y m o n d F o u l c h é - D e l b o s c , cuya gran f a m a de e r u d i t o había llegado hasta México. Se e n c o n -t r ó con un señor -todavía joven. Reyes d i b u j a un re-tra-to a d m i r a b l e del e r u d i t o francés, a m i g o generoso, c o n o -c e d o r de la lengua y de las letras hispáni-cas. Este sabio permanecía en su biblioteca a t o d o lo largo de la s e m a n a . S ó l o salía de casa para ir a d a r sus clases, y eso sin ningún reloj, ya que poseía a cada m o m e n t o la noción infalible de la h o r a .
C u a n d o d o n A l f o n s o se entrevistó en París con el poeta a r g e n t i n o Larreta, éste le c o m e n t ó su concep-ción del a l m a francesa, y s o b r e t o d o lo q u e él llamaba "la a v a r i c i a " de los franceses. Le p a r e c í a m o s muy a p e g a d o s a la p r o p i e d a d . Los franceses, decía Larreta, eran el p u e b l o del sou. esta m o n e d a de cinco centavos. Este p u e b l o f r a n c é s , por cierto, era el inventor de la alcancía. El fin de los franceses era el a h o r r o : solían llenar su bas de laine. una media de lana, con escudos
de o r o . S ó l o a veces, consentían en gastar un p o c o p a r a beber y c o m e r .
O t r o a m i g o , q u e le explicó entonces m á s f i n a m e n t e el espíritu f r a n c é s , f u e A m a d o Ñervo. H a b í a sido el p r o f e s o r de A l f o n s o en la escuela p r e p a r a t o r i a . En aquel entonces, f o r m a b a p a r t e de los d i p l o m á t i c o s mexicanos en M a d r i d . En los p r i m e r o s a ñ o s de 1914, publicó su libro de versos t i t u l a d o Serenidad. D o n A l f o n s o había p u b l i c a d o sin t a r d a r un c o m e n t a r i o de la o b r a . C u a n d o A m a d o Ñ e r v o se f u e a París, q u i s o e n c o n t r a r s e con su joven c o m p a t r i o t a q u e había des-crito sus p o e m a s con tanta sensibilidad. A m a d o Ñervo tenía e n t o n c e s 44 a ñ o s . H a b í a c o n o c i d o al París de la
Belle Epoque en los p r i m e r o s a ñ o s del siglo. ¡Se había p a s e a d o p o r nuestros bulevares del brazo de Rubén D a r í o ! A m a d o Ñervo s a b o r e a b a la lengua francesa hasta en sus m e n o r e s giros. Estaba a t e n t o a la p a l a b r a de m o d a , p o r una estación, en las orillas del Sena. Los detalles de la m o d a o de las c o s t u m b r e s podían reve-larle la verdad p r o f u n d a de un pueblo. Explicaba a A l f o n s o Reyes q u é c a m b i o s e s t a b a n interviniendo en la m e n t a l i d a d f r a n c e s a . El precio de la vida había a u m e n t a d o m u c h o , recientemente, de m o d o q u e las familias burguesas p r e s e n t a b a n a h o r a c o m o un lujo la elegancia de una mesa sobria. De estas dificultades e c o n ó m i c a s salía la m o d a de la esbeltez; así se expli-caba el c a m b i o q u e se o b s e r v a b a en el criterio de la belleza femenina ... ¡Cuántas cosas explicaría A m a d o Ñervo a su c o m p a t r i o t a de 25 a ñ o s ! ¡Les e n c a n t a b a el b a r r i o latino! Se a d m i r a b a n de esta alegría e s p o n t á n e a de París. Seguían al v a p o r azul y misterioso q u e subía del Sena e invadía las calles.
E n t r e t a n t o , la p r e o c u p a c i ó n m a y o r de los parisinos era la designación de un n u e v o maestro para dirigir la o r q u e s t a de la O p e r a .
Y, s ú b i t a m e n t e , sobre este p u e b l o pacífico, feliz y alegre, vió d o n A l f o n s o que se cernía la s o m b r a de la
guerra. A r r a s t r a d o en un i m b r o g l i o d i p l o m á t i c o , el g o b i e r n o f r a n c é s se e n c o n t r ó en la obligación de crear, d e n t r o de quince días, una psicosis de g u e r r a . Volvie-ron p r e c i p i t a d a m e n t e las familias ricas del verano. Se multiplicaron los desfiles militares de los cuales era Reyes muy a f i c i o n a d o , p r o b a b l e m e n t e en el r e c u e r d o de d o n B e r n a r d o . ¡De q u é t r a n f o r m a c i ó n tan a s o m -brosa era c a p a z este p u e b l o , al p a r e c e r tan ligero y hasta frivolo! De un día a o t r o la felicidad tranquila de este p u e b l o se h u n d i ó en la tristeza. L o s h o m b r e s iban a la estación con un h e r o í s m o t r a n q u i l o y hasta, a veces, alegre, para subir a los trenes q u e los llevarían a un frente h o r r o r o s o . Pero las m u j e r e s lloraban. D o n A l f o n s o vió y d e s c u b r i ó al " P a r í s d e la tristeza". Sin e m b a r g o , t o d o s se figuraban que la guerra iba a ser muy breve, n a d a más q u e un p a s e o de algunas semanas.
C o m o el conflicto se eternizó, los latino-americanos e m p e z a r o n a salir de París. A l f o n s o Reyes se refugió en E s p a ñ a .
En E s p a ñ a , el contraste le p a r e c i ó e n o r m e entre los dos pueblos. En cierto sentido, la observación de la vida española permitió a d o n A l f o n s o hacerse una idea más completa de los franceses, ya q u e p o d í a c o m p a r a r los dos m o d o s de vida. La g e n e r o s i d a d española —el vino no se p a g a b a en la p o s a d a , p o r q u e era " d o n de D i o s " — le hizo m á s evidente la p a r s i m o n i a francesa. Los españoles d e s d e ñ a b a n al t r a b a j o , q u e es c o m o una mendicidad d i s f r a z a d a . En F r a n c i a , el t r a b a j o era dig-nidad, virtud, razón de vivir. El M a n z a n a r e s era un río inútil, se c o n t e n t a b a con c a n t a r al sol; pero el Sena a c e p t a b a ser útil. El p u e b l o e s p a ñ o l c a n t a b a , para olvidarse de la p o b r e z a o de la m u e r t e . En F r a n c i a , el p u e b l o ríe c o m o un príncipe q u e ignora el d o l o r . Los mendigos pintorescos, ciegos y tullidos eran c o m o la flor venenosa de las calles m a d r i l e ñ a s . Retrospectiva-mente, las calles de París le parecían casi silenciosas,
a n i m a d a s a p e n a s p o r las coplas tímidas de u n o s artis-tas pálidos e inconsistentes.
Al mexicano A l f o n s o Reyes, las voces de M a d r i d , con su terrible p r o n u n c i a c i ó n de la jota —explicación de la tos que se oía en t o d a s las iglesias—, parecían broncas: las c o m p a r a b a interiormente con la música m e s u r a d a , y que le parecía perfecta, de la lengua francesa.
En la vida e s p a ñ o l a , t o d o s los d o m i n i o s se mezcla-ban, la actividad profesional n o se s e p a r a b a de la vida personal o familiar ¡El s a b i o R a m ó n y C a j a l , en un libro científico, d a b a consejos para casarse bien! En F r a n c i a , al c o n t r a r i o , el cartesianismo quizá excesivo colocaba separaciones a b s o l u t a s entre la vida p r o f e s i o -nal, la vida p r i v a d a , la vida religiosa.
Entre los intelectuales españoles q u e r o d e a b a n a R a m ó n M e n é n d e z Pidal, r e i n a b a un c o m p a ñ e r i s m o alegre, la misma sencillez en el trato que entre unos o b r e r o s , un día de a s u e t o . E n F r a n c i a , los intelectuales franceses p o d í a n ser r e p r e s e n t a d o s , simbólicamente, p o r un señor, algo a c a r t o n a d o en su traje negro y severo: era del Instituto de F r a n c i a o de la Academia con sus c o n d e c o r a c i o n e s , y siempre dispuesto a leer un discurso oficial.
Las figuras religiosas de F r a n c i a eran suaves, come-tidas, mientras q u e los s a n t o s españoles eran unos revoltosos o, p o r lo m e n o s , h a b í a n sido activos y positivos.
Los españoles e v o l u c i o n a b a n lentamente. T a r d a b a n en modernizarse. A l f o n s o Reyes n o t ó en las calles u n a s escenas q u e le parecieron v e r d a d e r a m e n t e medioeva-les. Por c o n t r a s t e , este excelente o b s e r v a d o r se reme-m o r a b a n la reme-m a y o r calidad del p u e b l o o del espíritu francés: la a p t i t u d al c a m b i o , a a d a p t a r s e r á p i d a m e n t e . Francia era la que i n v e n t a b a , en cada estación, una m o d a diferente. Los franceses tenían la r a r a virtud de la curiosidad, y la curiosidad de las innovaciones.
H a y claridad mental, dice Reyes, en cada p a l a b r a del pueblo francés. España tiene el sentido de la comicidad y del misterio metafísico. El hispánico posee la elegan-cia física y m o r a l : es físicamente justo. Mientras q u e la inteligencia se percibe p o r t o d a s partes en Francia. En París, los h o m b r e s parecían c o m u n e s , físicamente, pero " d e una celebración j u s t a " .
A l f o n s o Reyes t u v o la ocasión de estudiar la psicolo-gía de la provincia francesa en 1919. c u a n d o se f u e a Burdeos con su a m i g o español Azorín. Era su primer viaje a Francia después de la g u e r r a . Se e n c o n t r a r o n en esta ciudad i m p o r t a n t e del c e n t r o oeste de F r a n c i a , el m i s m o día en que se f i r m ó la paz entre Francia y A l e m a n i a . Observó d o n A l f o n s o m u y finamente el tinte particular de esta alegría francesa, tan diferente de la alegría mexicana. Era una " e x p a n s i ó n de un buen h u m o r n a d a t u m u l t u o s o . Ni f u r i a , ni atropello. U n a s h o r a s de a s u e t o , n a d a m á s " . M i r a b a con a s o m b r o tanta m a n s e d u m b r e , t a n t a regularidad en esta multi-t u d , q u e a n d a suel"multi-ta por las calles y n o r o m p e una vidriera ni a r m a escándalo. H a b í a en esta alegría una gravedad p r o f u n d a . M e d i t a b a d o n A l f o n s o en una frase de M o n t a i g n e q u e a c a b a b a de leer en el A y u n t a -m i e n t o de Burdeos: " E l goce p r o f u n d o tiene -m á s de severidad q u e de alegría".
Burdeos era una ciudad m o n u m e n t a l , abierta al cielo, abierta al río, con u n o s edificios de piedra negra y p l a t e a d a . En los edificios venerables, había puertas góticas que pudieran ser " b u e n a s p o r t a d a s para libros de c a b a l l e r í a " . Los h o m b r e s llevaban u n a s b a r b a s m u y francesas.
C o n v i d a r o n a Reyes en los m e j o r e s restaurantes de la ciudad de Burdeos, capital del buen vino. Las m u j e -res q u e servían eran feas, pero simpáticas. H a b l a b a n a gritos, con el acento abierto y lento del sur de F r a n c i a . Servían con una solicitud de nurse para quien t o d o s los clientes f u e r a n c o m o o t r o s t a n t o s niños lisiados. Le
p a s a b a n la m a n o al cliente p o r la cabeza, lo acaricia-ban en el h o m b r o , s o n r e í a n , decían cosas amables... C u i d a b a n y protegían a sus clientes, cuenta Reyes, c o m o un p a s t o r a su g a n a d o . D o n A l f o n s o aprendió,' con sus a m i g o s de Burdeos, a s a b o r e a r el buen vino^ a g i t á n d o l o levemente. luego m á s f u e r t e , luego respi-r á n d o l o , antes de beberespi-rlo. Las d a n z a s folklórespi-ricas de las provincias f r a n c e s a s le parecieron m á s bien sosas y sin carácter, a pesar de sus n o m b r e s tan b o n i t o s . Azorín y Reyes p e n s a b a n en el r i t m o y en el color de las d a n z a s hispánicas...
Ministro en París, en 1925. d o n A l f o n s o inició el examen m e t ó d i c o de las diferentes clases de la sociedad f r a n c e s a . Antes de lanzarse al e x a m e n de las clases ricas y nobles, leyó las novelas del gran escritor Marcel P r o u s t . el terrible retratista, tan irónico, de nuestra gente " d e sangre a z u l " . Reyes se d e j ó c o n v i d a r en a l g u n o s salones m u y aristocráticos y sacó de estas experiencias e x a c t a m e n t e las m i s m a s conclusiones q u e Marcel Proust. Los a r i s t ó c r a t a s franceses eran h o m -bres fríos, artificiales, e m b u í d o s de t a b ú s sociales.
En las clases b u r g u e s a s , la estricta j e r a r q u í a q u e reinaba antes de la guerra se había h u m a n i z a d o un p o c o , efecto, sin d u d a , de las reuniones de t o d o s los vecinos en las bodegas, d u r a n t e los b o m b a r d e o s . La guerra había llevado a estas consecuencias.
D o n A l f o n s o o b s e r v a b a la aparición de un nuevo tipo de francesas: letradas h e r m o s a s o, p o r lo m e n o s , a g r a d a b l e s , inteligentes, e m a n c i p a d a s , independien-tes, a veces solteras: mujeres q u e le inspiraron a me-n u d o s i m p a t í a , a m i s t a d , eme-ntre las cuales sobresaleme-n:
— la f a m o s a librera A d r i e n n e M o n n i e r
— Mathilde Pomés, p o e t a , hispanizante f a m o s a , exce-lente t r a d u c t o r a de los versos de Reyes.
— Marcelle Auclair, h e r m o s a novelista y periodista.
C o n los artistas de París, d o n A l f o n s o se e n c o n t r a b a siempre a gusto. Sus m o d e l o s eran u n a s mujeres her-mosísimas. P e r o sus a m i g o s c u b i s t a s h a b í a n cam-biado: a d m i t i d o s p o r t o d o s , ya casi clásicos, se habían e n r i q u e c i d o , vivían de un m o d o m u y burgués.
Reyes c o m p a r t i ó algunas " n o c h e s de charla encan-t a d o r a " , según su p r o p i a expresión, con sus amigos escritores, t o d o s h o m b r e s r e f i n a d o s , de una sencillez muy nueva y muy m o d e r n a , de vasta inteligencia y cultura p e r o que, a calidad de b u e n o s franceses, no d e s d e ñ a b a n las delicias de las m e j o r e s mesas de la capital. O t r a clase nueva que le era t a m b i é n muy sim-pática era la de los aviadores, héroes de los tiempos m o d e r n o s , a u d a c e s y d e p o r t i v o s .
H u b o , sin e m b a r g o , una clase de la sociedad f r a n -cesa que le pareció muy a n t i p á t i c a : la de los políticos.
¡Cuántas veces s u b i ó d o n A l f o n s o a esta tribuna de nuestra C á m a r a de D i p u t a d o s y q u e se reserva al C u e r p o D i p l o m á t i c o ! Desde allí asistía, c o m o desde el palco de un t e a t r o , a esta vida política francesa tan c o m p l i c a d a . C o m p a r a b a a ciertos ministros d e m a -siado hábiles con u n o s m a g o s o prestidigitadores. Mu-c h o s eran venales, o insulsos, o vulgares. El úniMu-co político q u e le inspiró simpatía y h a s t a a d m i r a c i ó n fue Aristide Briand, y sus c o l a b o r a d o r e s del Quai d ' O r s a y . Este ministro de Relaciones Exteriores, lo mismo que Reyes, era un conciliador, un A p ó s t o l de la Paz, t a m bién p e r s u a d i d o q u e la guerra n o resuelve ningún p r o -b l e m a : antes los hace m á s difíciles de resolver.
Los franceses, siempre a p e g a d o s a sus bienes, se n e g a b a n a p a g a r los i m p u e s t o s h e c h o s necesarios por las ruinas de la guerra. N o habían p r o t e s t a d o t a n t o para ir a m o r i r en los c a m p o s de batalla. " S a b l a z o s , q u e n o a l f i l e r a z o s " , decía Reyes.
D o n A l f o n s o se alejó r á p i d a m e n t e de Francia; m á s . no p o r eso. desde lejos, cesó de o b s e r v a r la psicología francesa y de m e d i t a r sobre ella. En Río de J a n e i r o ,
recibió la visita de su a m i g o Paul M o r a n d , a b u n d a n t e y elegante escritor, el cual le c o n f i r m ó en la idea de q u e existían ya o t r o s tipos de franceses. Paul M o r a n d per-feccionaba la clase de franceses a n u n c i a d a p o r Valery L a r b a u d . M o r a n d viajaba, h a b l a b a p e r f e c t a m e n t e el ingles, no llevaba c o n d e c o r a c i o n e s , conocía b a s t a n t e bien la geografía, no se c o n t e n t a b a con m u n d a n i d a d e s c u a n d o visitaba un país. Y ¡en fin un f r a n c é s bien vestido! con una raya impecable del p a n t a l ó n , lo que Reyes veía c o m o una institución nacional en Argentina.
Entre 1940 y 1944, d o n A l f o n s o siguió, desde México. la t r a n s f o r m a c i ó n de g r u p o s i m p o r t a n t e s de f r a n -ceses. Otra vez. este pueblo, al parecer frivolo, se alzaba hasta el h e r o í s m o . A los franceses de " L a F r a n -cia L i b r e " . Reyes expresó v a r i a s veces su simpatía. C o n los anos, consignó en sus Burlas veras sus recuer-dos m a s preciosos de París. A l f o n s o Reyes veía m á s c l a r a m e n t e , entonces, los defectos y las cualidades del p u e b l o francés:
• Los franceses tenían un p a t r i o t i s m o un p o c o rui-d o s o p e r o simpático.
• Simpática era t a m b i é n su tendencia a c o m e r t a n t o pero tan bien.
• De toda simpatía era la coquetería sin límites de las francesas.
• Se r e m e m o r a b a nuestra cortesía un p o c o desen-vuelta: el a r d o r francés excesivamente r á p i d o para lanzarse a las empresas difíciles, sin f o r m a l i s m o p e r o sin precauciones.
• El defecto m a y o r de las francesas, sin e m b a r g o podía ser el egoísmo, la hospitalidad m e z q u i n a la falta de c o m p a s i ó n o de c a r i d a d , quizá p o r exceso de cerebración.
Pero, por otra parte, los franceses sacaban p r o v e c h o de sus m i s m o s defectos: su espíritu ávido de claridad hacía de ellos los m a e s t r o s de d i b u j o para t o d o s los pueblos del m u n d o .
T a m b i é n los e r u d i t o s franceses merecían especial respeto, a los ojos de Reyes, e r u d i t o s c o m o R a y m o n d F o u l c h é - D e l b o s c y Víctor Bérard. D o n A l f o n s o nos hacía el h o n o r de p e n s a r q u e los hispanistas franceses, c o m o Marcel Bataillón, eran los mejores del m u n d o . A veces, n u e s t r o s t r a d u c t o r e s t a m b i é n eran excelentes en su m i n u c i o s i d a d . M a r i u s A n d r é , en presencia de Re-yes, ponía t o d o s sus esfuerzos en e n c o n t r a r la p a l a b r a exacta o el g i r o m á s conveniente, c o m o si el destino del planeta colgara de la traducción de un verso de G ó n g o r a .
V e r d a d es q u e nacía un tipo de francés nuevo, con c o r a z ó n m á s tierno, sin perder por eso sus cualidades intelectuales. C u a n d o d o n A l f o n s o se e n c o n t r a b a con esta " p e r l a " , o sea un escritor francés accesible a la b o n d a d y al a l t r u i s m o , entonces se hacía a m i g o de él: Valery L a r b a u d , Saint J o h n P e r s e , J e a n C a s s o u , M a t -hilde P o m é s , f o r m a b a n parte de esta clase feliz. O t r o s franceses supieron e n t e n d e r a su a m i g o Alfonso. Re-cientemente, el p r o f e s o r Etiemble me c o n f i a b a c ó m o , en 1959. había d a d o vuelta al continente a m e r i c a n o a fin de p a s a r p o r México y a b r a z a r a d o n A l f o n s o muy e n f e r m o , p o r última vez. Marcel Bataillón, la m á s excelsa figura de los hispanistas franceses, u n a s e m a n a antes de d e s a p a r e c e r , en 1977, me h a b l a b a todavía de su gran a m i g o mexicano, con una ternura indecible, con una inmensa a d m i r a c i ó n , con una emoción incontenible.
D u r a n t e pocos m i n u t o s , pude tener entre mis m a n o s el Diario inédito de A l f o n s o Reyes. Se me o c u r r i ó buscar la fecha correspondiente a la liberación de Pa-rís, el 23 de a g o s t o de 1944. N o me h a b í a e q u i v o c a d o . El d i a r i o de Reyes i n t e r r u m p í a su curso p a r a d a r lugar
a e n o r m e s letras mayúsculas, escritas en toda la pá-gina, y q u e decían: " P A R I S C O N Q U I S T A D A " . Po-cas h o r a s después. Reyes escribía su i m p o r t a n t e texto t i t u l a d o " L a liberación de P a r í s " , recogido en Los trabajos y ¡os días:
"Sin la presencia catalítica del espíritu francés, t e m e m o s que el m u n d o pierda algo. Francia ha sido la maestra de d i b u j o entre las naciones. M u -c h o e s p e r a m o s de F r a n -c i a , p o r ella misma y p o r nosotros. C o n f i a m o s en sus claros destinos... para que no se pierda, en la historia, una de las realizaciones m á s altas y fascinadoras de la espe-cie; mas también para que Francia siga inspi-r a n d o . con su mente, n u e s t inspi-r o c a m i n o vacilante. T o d o s están convencidos de la eminente e incom-p a r a b l e c o n t r i b u c i ó n de Francia al desarrollo del espíritu h u m a n o en los diversos ó r d e n e s de la libertad y de la cultura, d o s ideas q u e casi se confunden"-.
Se p u e d e resumir, pues. así. la opinión de A l f o n s o Reyes sobre mis c o m p a t r i o t a s : con algunas restriccio-nes s o b r e la psicología del tipo francés, en general, y sobre la actitud del p u e b l o francés en algunos aconteci-mientos históricos, p o r e j e m p l o en la primera p a r t e del Siglo X I X . Pero Reyes e x p e r i m e n t a b a un gran respeto p a r a las m a y o r e s figuras de nuestras letras, de la histo-ria o de la política francesas. Su a d m i r a c i ó n n o conocía límites ni reticencias sobre: la belleza de F r a n c i a : la calidad de la vida en F r a n c i a , y, ante t o d o , sobre la lengua francesa, y París.
Quisiera leerles, n o sin e m o c i ó n , las líneas q u e me parecen traducir m e j o r el c a r i ñ o que nos tenía Reyes. P r i m e r o , h a b l a n d o de París:
" S i e m p r e se está cerca de París, a u n q u e se esté lejos. Envuelto en su t u r b a n t e de niebla o t e m b l o
-roso en el sol c e r n i d o p o r s u s f r o n d a s , lanza desde la c a r a de sus m o n u m e n t o s aquellos i n c o n f u n d i -bles reflejos de plata y de c a r b ó n , y nos acaricia en su aire t ó n i c o q u e t a n t o se parece al alma ¡Oh patria c o m ú n , tierra de t o d o s ! Se le a m a c o m o a una m u j e r , con las l á g r i m a s en los ojos, con las sienes s o b r e s a l t a d a s " . (1)
Y sobre el espíritu francés y la misión de Francia en el m u n d o :
" N a d i e t r a b a j a para t o d o el m u n d o más que el p e n s a m i e n t o francés; en ninguna parte c o m o aquí se d a a las ides o a las cosas ese b a u t i s m o q u e les hace simpáticas o accesibles a todos los pue-b l o s " . (2)
1. En " L i b e r a c i ó n d e P a r i s " : O.C.. t.X. p.420. 2. En Crónico de Francia. t . I I . p.27