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EL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA

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EL INGENIOSO HIDALGO

DON QUIXOTE

D E L A M A N C H A

C O M P U E S T O

POR MIGUEL D E C E R V A N T E S SAAVEDRA.

T E R C E R A E D I C I O N

C O R R E G I D A

POR LA REAL ACADEMIA E S P A Ñ O L A .

C O N S U P E R I O R P E R M I S O . E N L A I M P R E N T A D E LA A C A D E M I A Í O R L A V I U D A D E I B A R R A , H I J O S * C O M P A S I A .

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D E L O S C A P Í T U L O S D E E S T E T O M O .

C A P . IX- Donde se concluye y da fin

¡í I.i es: ufen Ja batalla , que el ga-llardo Vizcaíno y el valiente

Mán-chelo tuvieron 1

CAP- X. De los graciosos

razonamien-tos que pasaron entre Don Quixote y Sancho I'anza su escudero. . . . 10

CAP. x i . De 1o que sucedió dDon

Qui-xote con unos cabreros 20

CAP. XII. De lo que contó un cabrero

á los que estaban con Don Quixote. 31

CAP. XIII. Donde se da fin al cuento

de la pastora Marcela , con otros

sucesos 42

CAP. x i v . Donde se ponen los versos

desesperados del difunto pastor, con otros no esperados sucesos. . . jS

CAP. XV. Donde se cuenta la

desgra-ciada aventura que se topó Don Quixote en topar con unos

desal-mados Yangiieses 73

CAP. x v i . De lo que le sucedió al

in-genioso hidalgo en la venta , que Él

imaginaba ser castillo 86

CAP. XVII. Donde se prosiguen los

¡nu-merables trabajos , que el bravo Don Quixote y su biten escudero Sancho Panza pasaron en la

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ven-ta , que por su mal pensi que era

casi ilio

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CAP. x v i i i . Donde se cucntan lai

ra-zones que paso Sancho Pania con su seiior Don Quixote , con otras 114 aventuras dignas de scr conta das.

CAP. x i t . De las discreias razones

que Sancho pasaba con su amo , y de la avevi ur a que le sucedió con un cuerpo mi,erto , con otros acon-tecìmientos famoso! 1 - 2 CAP. XX. De la jamas visia ni oidà

aventura , qui con mas poco peli-grò fui acabada del famoso e alla-tterò en el tumido , corno la que aca-ti el va/eroso Don Quixote de la Manciù

CAP. x x i . Que irata de la alta

aven-tura y rica gamme/a del yelmo de AL: librino , con otras cosai sucedi-das dmestro invenciUe caballero. 160

C A P . X X I I . De la libertad que dii Don

Quixote a muchos desdii hados , que maI de su grado los Uevaban

dm-dc no quisieran ir ,8q

CAP. x x i i i . De lo que le aeonteció al

famoso Don Quixote en Sierra Mo-rena , que fui una de las mas ra-ras aventura-ras, que en està

verda-dera liistoria se cuentan 208

CAP. XXIV. Donde se prosigue la a

ven-tura de la Sierra Morena 22S

CAP. x x v . Que irata de las extraiias

losas , que en Sierra Morena

suce-diiron al -a aliente caballero de la Mancha , y de la imitachn que hi-:o a la penitencia de Baltenlbros. 2 4 ;

CAP. x x v i . Donde se prosiglieli

lasfi-nezas , que de enamorado hizo Don

Quixote en Sierra Morena 274

CAP. XXVII. De corno saliirtm con su

intencion el Cura y el Barbero , con otras cosas dignas de que se

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PRIMERA P A R T E

DEL INGENIOSO HIDALGO

D O N Q U I X O T E

D E LA MANCHA.

C A P Í T U L O I X . zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYWVUTSRQPONMLJIHGFEDCBA

Donde st concluye y da fin á ¡a estupenda batalla que el gallardo Vitcaino y el

va-liente Manchego tuvieron.

D e x á m o s en la primera p a r t e tiesta his-toria al valeroso Vizcaíno y al lamoso D o n Q u i n ó t e con las espadas altas y desnudas, en guisa d e descargar dos f u r i b u n d o s / e n -dientes , tales q u e si en lleno se acertaban, p o r lo menos se d i v i d i r á n y Tenderían d e arriba abaxo y abrirían como una grana-d a , y q u e en a q u e l p u n t o tan grana-dugrana-doso p a r ó y q u e d o destroncada tan sabrosa historia, sin que nos diese noticia su a u t o r donde se p o d r í a hallar lo q u e della faltaba. C a u s ó -m e esto -m u c h a p e s a d u -m b r e , p o r q u e el g u s t o d e haber leído tan p o c o , se volvia en disgusto d e pensar el mal camino q u e se

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ofrecía p a r a h a l l a r lo m u c h o q u e á mi parecer fallaba d e tan sabroso c u e n t o . P a r e cióme cosa imposible y fuera d e toda b u e -na c o s t u m b r e , q u e á tan buen caballero le hubiese f a l t a d o a l g ú n sabio q u e t o m a r a á cargo el escribir sus nunca vistas hazañas: cosa q u e n o f a l t ó á n i n g u n o d e los caba-lleros a n d a n t e s d e los q u e dicen las g e n t e } I u e van á sus a v e n t u r a s ; p o r q u e cada u n o ellos tenia u n o ó dos sabios c o m o d e m o l -d e , q u e no solamente escribian sus h e c h o s sino q u e p i n t a b a n sus mas mínimos pensa-m i e n t o s y n i ñ e r í a s por pensa-mas escondidas q u e fuesen : y n o habia d e ser tan d e s d i c h a d o t a n b u e n c a b a l l e r o , q u e le faltase á él l o q u e sobró í P l a t i r y á otros semejantes. Y asi n o podia i n d i n a r m e á c r e e r , que tan gallarda historia h u b i e s e q u e d a d o manca y estropea-da , y e c h a b a la c u l pa á la maligniestropea-dad d e l t i e m p o d e v o r a d o r y consumidor d e todas las cosas, el q u a l ó la tenia oculta ó c o n s u -mida. P o r o t r a p a r t e m e parecia q u e p u e s e n t r e sus libros se habian hallado t a n m o

-dernos , c o m ozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYWVUTSRQPONMLJIHGFEDCBA Desengaños de zelos, y Nin-fas y Pa stores de Henares , q u e también

su historia d e bi a d e ser m o d e r n a , y q u e y a q u e no estuviese e s c r i t a , estaría en la m e -moria d e la g e n t e d e su aldea y d e las á ella circunvecinas. Esta imaginación m e

P A R T E I . C A P Í T U L O I X . 3 traía confuso y deseoso d e saber real y ver-d a ver-d e r a m e n t e tover-da la viver-da y milagros ver-d e nuestro famoso Español D o n Q u i x o t e d e la M a n c h a , l u z y espejo de la caballería m a n -c h e g a , y el p r i m e r o que en nuestra edad y en estos tan calamitosos t i e m p o s se p u s o al trabajo y exercicio d e las andantes a r -mas , y al d e desfacer agravios , socorrer v i u d a s , amparar doncellas, d e aquellas q u e andaban con sus azotes y p a l a f r e n e s , y con t o d a su virginidad á cuestas, d e m o n t e en m o n t e y d e valle en valle : q u e si no era q u e a l g ú n f o l l o n , ó algún villano d e acha y c a p e l l i n a , o a l g ú n descomunal gigante las forzaba , doncella h u b o en los pasados tiempos q u e al cabo d e ochenta a ñ o s , q u e en todos ellos no d u r m i ó u n d í a d e b a x o d e texado , se f u é tan entera á la sepul-tura como la m a d r e q u e la habia parido. D i g o p u e s , q u e por estos y otros muchos r e s p e t o s , es digno nuestro gallardo Q u i -x o t e d e continuas y memorables alaban-zas , y a u n á mi 110 se me d e b e n negar por el trabajo y diligencia q u e puse e n buscar el lin d e esta agradable historia: aun-q u e bien sé aun-q u e si el C i e l o , el caso y la f o r t u n a no me ayudaran , el m u n d o q u e -dara falto y sin el pasatiempo y g u s t o q u e bien casi dos horas podrá t e ne r el q u e con

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atención la leyere. Pasó p u e s el hallarla en esta manera.

Estando y o u n día en el Alcana d e T o -l e d o , -l-legó u n m u c h a c h o á vender unos cartapacios y papeles viejos á u n s e d e r o : y como soy aficionado á l e e r , a u n q u e sean los papeles rotos d e las calles, llevado dcs-ta mi natural inclinación t o m é u n cardcs-tapa- cartapa-cio d e los q u e el m u c h a c h o v e n d í a , vile con caracteres q u e conocí ser arábigos, y p u e s t o q u e a u n q u e los conocía no"los sa-bia l e e r , a n d u v e m i r a n d o si parecía por allí algún morisco aljamiado q u e los leyese, y no f u é m u y dificultoso hallar i n t é r p r e t e s e m e j a n t e , pues a u n q u e le buscara d e otra mejor y mas antigua lengua le hallara. E n n n , la suerte m e d e p a r ó u n o , q u e dicién-d o l e mi dicién-d e s e o , y poniéndicién-dole el libro en las m a n o s , le abrió por m e d i o , y l e y e n d o u n poco en é l , se comenzó á r e í r : p r e g u n -t é l e q u e d e q u e se reía , y respondióme q u e de una cosa q u e tenia aquel libro es-crita en el márgen por anotacion : d i x e l e q u e me la d í x e s e , y él sin d e x a r la risa d i x o : está, como h e d i c h o , aquí en el

már-g e n escrito e s t o :

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esta Dulcinea deI Toboso tantas veces en esta historia referida,

di-cen que tuvo ¡a mejor mano para salar puercos que otra nmger de toda la

Man-P A R T E I . C A Man-P Í T U L O I X . ; tS<í..Qiiando y o oí decir D u l c i n e a del T o -boso, q u e d é a t ó n i t o y suspenso, p o r q u e luego se me representó q u e aquellos cartapacios contenían la historia d e D o n Q u i x o -t e . C o n es-ta imaginación le d i priesa q u e le-yese el p r i n c i p i o , y haciéndolo así, volvien-d o volvien-d e improviso el arábigo en castellano, d í x o q u e d e c í a : Historia de Don Quixote

de la Mancha , escrita por Cide líamete Benengeli historiador arábigo. M u c h a

dis-creción filé menester para disimular el con-t e n con-t o q u e recebí q u a n d o llegó á mis oidos el t í t u l o del l i b r o , y saltcándosele al sedero, c o m p r é al m u c h a c h o todos los papeles y cartapacios p o r m e d i o real: q u e si él t u v i e -ra discreción, y supie-ra lo q u e y o los de-seaba , bien se pndíera p r o m e t e r y llevar man d e seis reales d e la compra. . A p a r t é -m c luego con el -morisco por el claustro d e ia Iglesia m a y o r , y roguqlc me volvie-se aquellos c a r t a p a c i o s , todos l'cs q u e tra-taban d e D o n Q u i x o t e , en lengua castellana , sin quitarles ni añadirles n a d a , o f r e ciéndole la paga q u e él quisiese. C o n t e n -tóse con dos arrobas d e pasas y dos fane-gas d e trigo , y p r o m e t i ó d e traducirlos bien y fielmente y ' c o n m u c h a brevedad; p e r o y o p o r facilitar mas el negocio, y por no d e x a r d e la mano tan b u e n hallazgo,

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6 D O S C U I X O T E D E BA . M A N C H A , le t m x e á J»i c a s a , J o n d e en poco ra3.5 d e mes y njedio l a t r a d u x o toda d e l m e s m ó m o d o q u e a q u í se relíete.. Estaba en <1 p r i m e r o c a r t a p a c i o pintad» m u y al n a t u -ral la batalla, d e C o n Q u i x o t e con el V i z t t a i n o , puestos e n la mesma postura q u e la historia c u e n t a , levantadas las espadas, el u n o c u b i u r t o . d e su ttkiela,,el o t r o d e la a l m o h a d a , y la m u í a del VWoainO tan al v i v o q u e csral'u m o s t r a n t e . sel d e alquiler i t i r o d e b a l l e s t a : tenia á.Its pies escrito

el V i z c a í n o u n titulo q u e decia :

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Daj ¿nacho ¿le Ázfiytia, que sin d u d a d é

-bia d e ser su n o m b r e , y ¿ los pies, d e R o c i n a n t e estaba otro q u e decís: Don

Qui-xote : estaba Rocinante maravillosamente

p i n t a d o , tan l a r g o y t e n d i d o , tan a t e n u a d o y, flaco , con t a n t o espinazo , t a n e t i c o confirmado , q u e mostraba bien al descu-b i e r t o con q u a n t a advertencia y propié? dad se l e h a b í a puesto el n o m b r e d e R o -cinante : j u n t o á él estaba Sancho l'anza, q u e tenía d e l cabestro á su asno á los pies d e l qual estaba o t r o r é t u l o q u e d e c i a : San,

dio Zancas , y debía de ser q u e t e n i a , i

l o q u e mostraba la p i n t u r a , la barriga gran-d e , el talle c o r t o , y las zancas l a r g a s , y por esto se le d e b i ó d e poner n o m b r e d e P a n z a , y d e Z a n c a s , q u e con estos dos

p a r t e j . c a p í t u l o i x . 7 s o b r e n o m b r e s le llama algunas veces la historia. O t r a s algunas menudencias había q u e a d v e r t i r ; p e r o todas son d e poca imp o r t a n c i a y q u e no hacen al caso á la v e r -d a -d e r a relación -d e la historia , q u e ningu-na es mala como sea verdadera. Si á es-t a se le p u e d e poner alguna objecion cerca d e su v e r d a d , n o podrá ser otra sino ha-b e r sido su a u t o r a r á ha-b i g o , siendo m u y p r o p i o d e los d e aquella nación ser m e n -tirosos , a u n q u e p o r ser t a n nuestros enemigos , antes se p u e d e entender h a b e r q u e -d a -d o falto en ella q u e -demasia-do : y así m e parece á mi , pues q u a n d o pudiera y d e b i e r a e x t e n d e r la pluma en las alaban-zas d e tan buen c a b a l l e r o , parece q u e d e industria las pasa en silencio: cosa mal he-c h a y peor pensada , habiendo y debiend o ser los historiadebiendores p u n t u a l e s , v e r debiend a -d e r o s , y n o na-da apasiona-dos , y q u e ni

interés ni el m i e d o , el rancor ni la afición no les haga torcer del camino d e la v e r d a d , c u y a m a d r e es la historia, é m u -la del t i e m p o , depósito d e -las acciones, testigo d e lo p a s a d o , e x e m p l o y aviso d e 1" presente , advertencia d e lo p o r venir. E n esta sé q u e se hallará t o d o lo q u e se acertare á desear en la mas apacible, y si a l g o bueno e n ella faltare , para

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