Historia
de los filosofos
ilustrada por los textos
Denis Huisman
Andre Vergez
(directores)
ISTORIA de la filosofia que recorre, desde la Antigiiedad hasta
as, la evolucion del pensamiento universal:
ic ism o , e l e p ic u r e is m o , e l r a c io n a lis m o , e l e m p ir is m o , e l id e a lis m o , h r -p tis itiv is m o , la f e n o m e n o lo g ia , e l e x is te n c ia lis m o , e l e s tr u c tu r a lis m o , e l C f r c u l o d e V ie n a , la E s c u e l a d e F r a n c f o r t , la f i l o s o f i a , a n a l i t i c a , e l p o s tm o d e m is m o .
Una historia DE LOS FILOSOFOS que pone el acento en la vida y la
trayectoria intelectual de los hombres que han hecho la historia de la filosofia:
D e s d e P la to n y A r is to te le s , p a s a n d o p o r D e s c a r te s , S p in o z a , P a s c a l, H u m e, K a n t, H e g e l, M a r x y N ie tz s c h e , h a s ta F re u d , H u s s e r l, B e r g s o n , S a u s s u r e , H e i d e g g e r , R u s s e ll, W ittg e n s te in , G a d a m e r , S a r tr e , F o u c a u lt, D e r r id a , A r e n d t, H a b e r m a s , R a w ls , J a n k e le v itc h , L e v in a s .
Una historia de los filosofos ILUSTRADA POR LOS TEXTOS, que
propone, en 250 pasajes, una antologia excepcional de las mas bellas paginas
de la filosoffa:
L o s te x to s m a s o r ig in a le s e im p o r ta n te s , ta n to c la s ic o s (m ito p l a to n ic o d e la c a v e r n a , t r o z o d e c e r a d e D e s c a r t e s , c o n t r a t o s o c i a l d e R o u s s e a u , r e v o lu c io n c o p e r n ic a n a d e K a n t) c o m o m o d e m o s ( n ih ilis m o y v o lu n ta d d e p o d e r d e N ie tzsc h e ', m a te r ia lis m o h is to r ic o d e M a r x , a b s u r d o d e S a r tr e y C a m u s, t e o r ia d e l p o d e r d e F o u c a u lt, d e c o n s tr u c c io n d e D e r r id a , j u s t i c i a d e R a w ls ) .Indispensable para el estudiante de COU y de prim eros cursos de
Universidad, que puede encontrar en estas paginas la fuente de los analisis
tematicos del programa, el presente libro se dirige tambien al mas amplio
publico deseoso de enriquecer su cultura filosofica.
H ISTO RIA DE LOS FILOSOFOS
DENIS HUISMAN
ANDRE VERGEZ
SERGE LE STRAT
HISTORIA
DE LOS FILOSOFOS
ILUSTRADA POR LOS TEXTOS
Traduccion de
CARMEN GARCIA TREVIJANO
Tftulo original:
H istoire d es p h ilo so p h es illustree p a r les textes
publicada por E ditions Nathan, Pans D iseno de coleccion:
Joaquin G allego Ilustracion de cubierta:
L a E scuela d e A ten as, de Rafael
1 ,a edicion, 2 0 0 0
R eim presion, 2001
Reservados todos los derechos. El contenido de esta obra esta protegido por la Ley, que establece penas de prision y /o multas, ademas de las correspondientes indem niza- cion es por danos y perjuicios, para quienes reprodujeren, plagiaren, distribuyeren o comunicaren publicam ente, en todo o en parte, una obra literaria, artfstica o cientifica, o su transformacion, interpretacion o ejecucion artfstica fi- jada en cualquier tipo de soporte o comunicada a traves de
cualquier m edio, sin la preceptiva autorizacion. © 1996 by Edition Na t h a n, Pans © de la traduccion: Carmen Garcfa Trevijano, 2000 © EDITORIAL TECNOS (GRUPO ANAYA, S. A .), 2001
Juan Ignacio Luca de Tena, 15 - 2 8 027 Madrid ISBN: 8 4 -3 0 9 -3 5 7 2 -X
D eposito Legal: M. 46.924-2001
P rin ted in Spain. Impreso en Espana por Fernandez Ciudad, S. L.
INDICE
CAPfruLO 1: LOS P R E S O C R A T IC O S ...Pag. 17
He r a c l it o ... 19
Texto n.2 1. L o g o s y fu eg o p rim o rd ia l ... 21
Texto n.° 2. D even ir y arm onia d e los c o n tra rio s ... 21
Pa r m e n id e s ... 22
Texto n.2 3. L a en cru cijada ... 24
Texto n.Q 4. E l S e r ... 24
Ca p it o l o2: PLA TO N ... Texto n.2 5. La m ision d e S ocrates ... 32
Texto n.2 6. E l m etodo d e S o c r a te s ... 33
Texto n.2 7. La a leg o ria de la cavern a ... 33
Texto n.2 8. D e la experiencia sen sible a la idea ... 35
Texto n.2 9. E l c u e rp o , p risio n d el a l m a ... 36
Texto n.e 10. R efu ta tio n d el inm oralism o ... 37
Texto n.2 11. L a un idad d e l E sta d o ... 38
Texto n.2 12. E l a rtista es un c h a r la ta n ... 39
Texto n.2 13. L a « verdadera via d el am or» ... 40
CapItulo 3: A R IST O T E L E S... 42
Texto n.2 14. N o hay ciencia m as que d e lo u n iv e r s a l... 48
Texto n.2 15. D istin cio n d e la p o ten cia y el a c t o ... 49
Texto n.2 16. L a s cuatro c a u s a s ... 49
Texto n.2 17. L a m etaffsica, cien cia d e l se r en cuanto s e r ... 50
Texto n.2 18. D io s, p rim e r m o to r ... 50
Texto n.2 19. L a fe lic id a d en la c o n te m p la tio n ... 51
Texto n.2 20. E l hom bre: un anim al p o litic o ... 52
Texto n.2 21. P olitica y bien s o b e r a n o ... 52
Texto n.2 22. P oesia e im ita tio n ... 53
Ca pIt u l o4: LOS ESTOICOS ... 55
Se n e c a... 58
Texto n.2 23. E l tiem po nos esta contado ... 59
Texto n.2 24. Vivir conform e a la n a tu r a le z a ... 59
Ep ic t e t o... 60
Texto n.e 26. Lo que d epen de d e nosotros, lo que no d e p e n d e 61 Texto n.9 27. D io s nos ha hecho l i b r e s ... 61
Texto n.fi 28. C iu dadan os d e l m undo ... 62
Marco Au r e l io... 63
Texto n9 29. N u estra so la gu ia : la f i lo s o f ia ... 63
Texto n.9 30. L a sim patia u n iv e r s a l... 64
C a p itu lo 5: LOS E P IC U R E O S ... 66
Epicuro ... 69
Texto n.9 31. S iem pre es tiem po d e f i l o s o f a r ... 69
Texto n.9 32. E l universo e s infinito ... 70
Texto n.fi 33. «La m uerte no es nada p a ra n o s o tr o s » ... 70
Texto n.9 34. E l p la c e r e s e l bien su prem o ... 71
Lu c r e c io... 72
Texto n.9 35. L a declin acion d e lo s a t o m o s ... 72
Texto n.9 36. S u perio rid a d d e l s a b i o ... 73
C a p itu lo 6: LOS E S C E P T IC O S ... 75
Pirron ... 75
Texto n.9 37. L a ataraxia, fin d e l escep ticism o ... 78
Texto n.s 38. La su spension d e l j u i c i o ... 79
Texto n.9 39. «A to d a razon se opone una razon eq u ivalen te» ... 79
Texto n.9 40. L os cin co tro p o s ... 80
CapItulo 7: EL N E O P L A T O N IS M O ... 81
FilOnde Alejandri'a ... 82
Plutarco de Qu e r o n e a... 83
Pl o t in o... 84
Texto n.9 41. E l Uno, fu e n te d e to d a s las c o sa s ... 87
Texto n 9 42. E l Uno, inefable e in cogn oscible ... 87
Texto n.9 4 3. E l alm a, entre lo sen sib le y lo in te lig ib le ... 88
Texto n.9 4 4. E ste mundo e s e l m as b e llo ... 89
C a p Itu lo 8: L A FILOSOFIA M E D IE V A L ... 91
San AgutIn ... 95
Texto n.9 45. ^Q ue e s D io s? ... 98
Texto n.9 46. ,iQ ue es e l tie m p o ? ... 99
Texto n.9 47. «Si m e engano, e x is to » ... 99
T e x ta n.9 48. L as d o s c iu d a d e s ... 100
8 INDICE INDICE 9 Sa n A n s e l m o d e C a n t e r b u r y ... Texto n.9 49. N o es p o sib le p e n sa r que D io s no e x is te ... Texto n.9 50. D io s so b rep a sa a to d a s las c o sa s ... *03
104 Sa n t o To m a sd e Aq u i n o... J” Texto n.9 51. L a f e , su p erio r a la r a z o n ... ^ / Texto n.9 52. D io s so lo e s su p ro p ia existen cia ... u / Texto n.9 53. «E l hom bre es lib r e » ... 100 Ca p it u l o9: EL NACIM IENTO D EL PE N SA M IE N T O M O D E R N O 110 Nic o l a s M a q u i a v e l o ... 7 ... ^ * '
Texto n.9 54. H a y qu e p a r tir d e l su p u e sto d e q u e lo s h o m b res son m a lv a d o s ... . . , Texto n.9 55. D e la cru eld a d d el P r i n c ip e ... ... Texto n.9 56. E l P rin cipe, m edio hom bre, m edio bestia ... 1 1 ' Mic h e l E y q u e m d e M o n t a i g n e ... ... J11 Texto n.9 57. R e la tivid a d d e la s leyes y d e las c o s tu m b r e s ... Texto n.9 58. «N o tenem os ninguna com u nicacion con el s e r » 123 Texto n.9 59. L a prem ed ita cio n d e la m uerte ... j2 4 Texto n.9 60. E logio d e la discusion ... 125 Fr a n c is Ba c o n... ... Texto n.9 61. N o se p u e d e v e n e e r a la n a tu ra lez a m as qu e o b e d e -c ie n d o la ... ,^ Q Texto n.9 62. L os obsta cu lo s p a ra e l c o n o c im ie n to ... Texto n.9 63. L a horm iga, la a b e ja y la a rah a ... 129
Ca p it u l o 10: E L R A C IO N A L I S M O D E R E N E D E S C A R T E S ... 132
Texto n.9 64. L as cuatro reglas d e l m eto d o ... 139
Texto n.9 65. P rim er p rin cip io : y o so y ... ■■■... Texto n.9 66. C onocem os p o r el entendimiento, no p o r los sentidos ... 4U Texto n.9 67. Una p ru eb a d e la existencia d e D io s ... 142
Texto n.Q 68. Voluntad y l ib e r t a d ... J42 Texto n.9 69. L o s seres v ivo s son m aquinas ... 4 /
Texto n.9 70. Union d el cu erp o y el a l m a ... J43 Texto n.9 71. C om o «orientar» nuestras p a sio n e s ... 144
Ca p it u l o 11: LOS CA R TESIA N O S ... 146
146
Nic o l a s Ma l e b r a n c h e ...
Texto n.9 72. L a «vision en D io s» ... Texto n.9 73. L a razon un iversal ... Texto n.9 74. « D ios so lo hace t o d o » ...
1 0 INDICE
Baruch Sp in o z a... 153
Texto n.9 75. E l verdadero m eto d o ... 158
Texto n.9 76. C ritica d e l f in a lis m o ... 159
Texto n.9 77. E l deseo, la esencia d e l h o m b r e ... 160
Texto n.s 78. Sobre la p se u d o -lib er ta d humana ... 161
Texto n.9 79. «El hom bre es un D io s p a r a e l h om bre» ... 162
Texto n.9 80. E l fin d e l E sta d o es la l ib e r t a d ... 162
Gottfried Wilhelm Leibniz ... 163
Texto n.9 81. E l alm a no es una « tabla rasa» ... 168
Texto n.9 82. L a s M o n a d a s ... 169
Texto n.9 83. L as « p e q u e h a s p e r c e p c io n e s » ... 170
Texto n.9 84. E l m ejor d e los m undos p o s i b l e s ... 171
CapItulo : 12: B L A S PASCAL, PINTOR DE LOS A B ISM O S ... 174
Texto n.9 85. E spiritu d e g e o m e tric, espiritu d e fin u ra ... 179
Texto n.98 6. «D esproporcion d e l h om bre» ... 180
Texto n.9 87. La im aginacion ... 181
Texto n.98 8. L a m em oria, condicion d e l p ro g reso ... 181
Texto n.9 89. L a a p u e s t a ... 182
CapItulo 13: EL EM PIRISMO IN G L E S ... 185
Thomas Ho b b e s... 186
Texto n.9 90. E l len guaje y sus a b u so s ... 191
Texto n.9 91. L a guerra d e to d o s contra t o d o s ... 191
Texto n.9 92. E l con trato s o c i a l ... 192
Texto n.9 93. L a a u to rid a d d e l p rln c ip e es a b so lu ta ... 193
John Lo c k e... 194
Texto n.9 94. L a experiencia, fu e n te d e to d o s lo s c o n o c im ie n to s 198 Texto n.9 95. D e los fin e s d e la s o c ied a d p o litic a ... 199
George Ber k e l e y... 200
Texto n.9 96. Para una cosa, s e r es s e r p e rc ib id a ... 205
Texto n.9 97. C ritica d e la s id ea s a b s tr a c ta s ... 206
Texto n.9 98. L a s p a la b ra s no designan m as que c o sa s sin gu lares ... 206
David Hume ... 207
Texto n.9 99. N u estra s id ea s son la s c o p ia s d e n u estra s im pre-sio n e s ... 2 1 2 Texto n.9 100. D e la re p e titio n d e un hecho no se p u e d e in ferir nin g u n a l e y ... 213
Texto n.9 101. L a c reen cia en la c a u s a lid a d e sta fu n d a d a en la co stu m b re ... 213
INDICE 11 Ca pIt u l o 14: LA ILU STR ACION E N FR A N C IA ... 216
Ch a r l e s- Lo u isd e Se c o n d a t, Ba r o nd e Mo n t e s q u i e u... 216
Texto n.9 102. La ley es la razon humana ... 221
Texto n.9 103. L a lib e rta d p o litic a ... 222
Texto n.9 104. L a s e p a ra tio n d e p o d e re s ... 222
Fr a n c o is Ma r ie Ar o u e t, l l a m a d o Vo l t a i r e... 223
Texto n.9 105. E l fa n a tism o ... 226
Texto n.9 106. E l ab su rd o d e la guerra ... 227
Texto n.9 107. P leg a ria a D io s ... 227
De n is Di d e r o t... 228
Texto n.9 108. j Y si el orden naciera d e l caos? ... 232
Texto n 9 109. C om o e l m arm ol d evien e co m estib le ... 232
Texto n.9 110. M oral y s e n s ib lid a d ... 233
Je a n- Ja c q u e s Ro u s s e a u... 234
Texto n.s 111. D o s cla ses d e d e s ig u a ld a d ... 238
Texto n.9 112. E l hom bre natural: a so c ia l y p a c lf i c o ... 239
Texto n.9 113. E l origen d e la desig u a ld a d : la p ro p ie d a d ... 239
Texto n 9 114. L a fu e r z a no p u e d e fu n d a r el d e r e c h o ... 240
Texto n.9 115. D e l p a c to so c ia l ... 241
Texto n.9 116. D e l e sta d o civ il ... 241
Ca pIt u l o 15: LA FILOSOFIA CRITICA D E K A N T ... 244
Texto n.9 117. L a revolu cion copern ican a en m etafisica ... 250
Texto n.9 118. tQ u e p o d e m o s c o n o c e r ? ... 251
Texto n.9 119. C ritica d e l argum ento o n to lo g ico ... 252
Texto n.9 120. La volu n tad b u e n a ... 253
Texto n.9 121. O b ra r p o r d e b e r ... 253
Texto n.9 122. El im perativo c a te g d r ic o ... 254
Texto n 9 123. E l resp eto ... 255
Texto n.9 124. L o a g ra d a b le y lo bello ... 256
Texto n.9 125. L a in ten tio n ocu lta d e la n a tu r a le z a ... 256
Ca pIt u l o 16: EL ID EA LISM O PO ST-K A N TIA N O ... 259
Jo h a n n Go t t l ie b Fi c h t e... 259
Texto n 9 126. M i lib erta d : «hacerm e lo que y o haya de ser» ... 262
Texto n.9 127. La lib e rta d d e p e n s a r ... 263
Fr ie d r ic h Wil h e l m Jo s e p hv o n Sc h e l l i n g... 263
Texto n.9 128. L a obra d e a r t e ... 266
Ge o r g Wil h e l m Fr ie d r ic h He g e l... 266
Texto n.9 129. Lo ra cio n a l y lo r e a l ... 271
Texto n.9 130. «La razon g obiern a el m un do» ... 272
1 2 INDICE
Texto n.e 132. N o se p u e d e extraer d e la h isto ria ninguna leccion ... 273
Texto n.fi 133. Todo lo que el hom bre es, lo d e b e a l E s ta d o ... 274
Texto n.9 134. L a lucha a m uerte d e las con cien cias ... 2 7 4 Texto n.s 135. E l m ovim iento d ia le c tic o ... 275
Texto n.9 136. E l arte n o s p o n e en p resen cia d e lo humano ... 276
CapItulo 17: A U G U ST E C O M T E ... 278
Texto n.s 137. L a ley d e los tres esta d o s ... 285
Texto n.9 138. L a cien cia d ice e l com o, no e l p o rq u e ... 285
Texto n.2 139. L a fis ic a so cia l, ciencia d e lo s fe n o m en o s so c ia le s ... 286
Texto n.9 140. P ositivism o y orden s o c i a l ... 287
Texto n.2 141. E l amor, e l orden y e l p ro g reso ... 288
CapItulo 18: DEL SO CIALISM O UTO PICO A L M ATERIALIS MO H IS T O R IC O ... 289
Charles Fo u r ie r... 290
Texto n.2 142. C om o h a c er a tra ctivo e l t r a b a j o ... 295
Texto n.2 143. L a m oral es c on traria a la natu raleza ... 295
Pierre-Joseph Proudhon ... 296
Texto n.2 144. La explotacion d e l hom bre p o r e l hom bre ... 300
Texto n.2 145. ^Q ue es e l esta d o ? ... 300
Ka r lMa r x... 301
Texto n.9 146. E l todop o d ero so d i n e r o ... 308
Texto n.2 147. Id ea s dom inantes, id ea s d e la cla se dom in ante ... 308
Texto n.e 148. Tesis d el m a terialism o h isto rico ... 309
Texto n.2 149. E sp ec ificid a d d e l tra b a jo hum ano ... 310
Texto n.fi 150. L a ley d e la acum ulacion ca p ita lis ta ... 311
Texto n.2 151. L a religion, o p io d e l p u e b l o ... 311
Capitulo 19: PESIM ISM O, A N G U ST IA Y N IH IL IS M O ... 314
Arthur Schopenhauer... 315
Texto n.2 152. «El m undo e s m i represen tacion » ... 320
Texto n.9 153. Vivir y qu ere r vivir ... 321
Texto n.2 154. «Toda fe lic id a d e s n e g a tiv a » ... 322
Texto n.s 155. L a m uerte es el resum en d e la v i d a ... 323
Soren Aabye Kie r k e g a a r d... 323
Texto n.2 156. E xistir: la tarea m as d ificil ... 329
Texto n.2 157. L a verd a d c om o incertidum bre o b jetiva ... 330
Texto n.2 158. L a a n g u s tia ... 331
Tecto n.2 159. L a d esesp era cio n es « la en ferm edad m o r ta l» 331 Texto n.2 160. E l d even ir c r is tia n o ... 332
fNDICE 1 3 Fr ie d r ic h W i l h e l m N i e t z s c h e ... 333
Texto n.2 161. N ietzsch e, disc ip u lo d e D io n is o s ... Texto n.2 162. L a inversion d e lo s v a lo r e s ... 339
Texto n.2 163. La v olu n tad de p o d e r ... 340
Texto n.2 164. E l nih ilism o ... 340
Texto n.2 165. D io s ha m u e r to ... 341
Texto n.2 166. La c a p a c id a d d e o l v i d o ... 342
Ca p it u l o20: EL IN TU IC IO N ISM O D E HENRI B E R G SO N ... 344
Texto n.9 167. L os d o s a sp e c to s d el y o ... 349
Texto n.9 168. E l a cto l i b r e ... 350
Texto n.9 169. E l elan v ita l ... 351
Texto n.2 170. M ateria y c o n c ie n c ia ... 352
Texto n.2 171. E l hom o fa b e r ... 353
Texto n.2 172. L a religion e sta tica ... 353
Ca pIt u l o 21: EL FLO R E C IM IE N T O D E L A S C IE N C IA S H U M A N A S ... 3 5 6 Sig m u n d Fr e u d... 357
Texto n.2 173. L o inconscien te es la re a lid a d d e lo p slq u ic o ... 363
Texto n.2 174. El «retorno d e lo r e c h a z a d o » ... 363
Texto n.2 175. El co m p lejo d e E dipo ... 364
Texto n.2 176. La in terpretacion d e los su eh os ... 365
Texto n.2 177. L os a c to s fa llid o s ...365
Em il e Du r k h e im ... 3 6 6 Texto n.2 178. Tratar los hechos so c ia les com o c o sa s ... 370
Texto n.2 179. L as cau sas d el su icid io son ante to d o s o c i a le s 371 Texto n.2 180. N o h ay religion sin ig lesia ... 371
Fe r d in a n dd e Sa u s s u r e ... -372
Texto n.2 181. Signo, sign ificado, significante ... 376
Texto n.2 182. Lo a rb itra rio d e l s i g n o ... 377
Texto n.2 183. La len gua, sistem a d e diferen cias ... 378
CAPfTULO 22: FEN O M EN O LO G IA Y PEN SA M IEN TO D EL SER 380 Ed m u n d Hu s s e r l... 381
Texto n.2 184. La « red u ccio n fen o m en o l6 g ica » ... 386
Texto n.2 185. L a in ten cion alidad d e la con ciencia ... 386
Texto n.2 186. La con stitu cion d el otro ... 387
Texto n.2 187. L a filo s o fia com o ciencia rigurosa ... 388
Ma u r ic e Me r l e a u-Po n t y ... 389
1 4 INDICE
Texto n.2 189. «Todo es fa b r ic a d o y to d o es natural en el hom bre» . 394
Texto n.2 190. E l otro, «carne d e m i c a r n e » ... 394
Martin Heidegger ... 395
Texto n.2 191. D e la fen om en ologla a la on tologla a traves d e la ver d a d com o « d e s-o c u lta m ie n to » ... 400
Texto n.2 192. La tarea d e p e n sa r e l s e r ... 401
Texto n.2 193. E l fin a l d e la f i lo s o f ia ... 402
Capitulo 23: LOS FILOSOFOS D E LA EX ISTEN C IA ... 405
Karl Jaspers ... 406
Texto n.2 194. A proxim acion a la existencia ... 410
Texto n.2 195. L a s situaciones-h'm ite ... 4 1 0 Gabriel Ma r c e l... 411
Texto n.fi 196. L a p rim a cia d e l a c to ... 413
Jean-Paul Sa r t r e... 4 1 4 Texto n.a 197. L a e m o c io n ... 4 2 0 Texto n.2 198. E l hom bre es lo que el hace ... 4 2 0 Texto n.2 199. L a m ala f e ... 421
Texto n.2 200. L a v e r g iie n z a ... 422
Albert Cam us ... 4 2 2 Texto n.2 201. E l a bsu rdo ... 425
Texto n.2 202. L a reb eld ia ... 426
Capitulo 24: U N A R A C IO N A L ID A D P L U R A L ... 428
Emile Chartier, llamado Alain ... 429
Texto n.2 203. E l inconscien te: «una id o la tria d e l c u e r p o » ... 433
Texto n.2 204. «E l esp iritu no d e b e s e r so m e tid o ja m a s a o b ed ien -c i a » ... 434
Texto n.2 205. «H ay que creer en p rim e r lugar» ... 434
Gaston Ba c h e l a r d... 435
Texto n.2 206. L a nocion d e ob sta cu lo e p is te m o lo g ic o ... 439
Texto n.2 207. L a cien cia reconstruye lo r e a l ... 4 4 0 Texto n.2 208. La im aginacion ... 441
Georges Canguilhem ... 441
Texto n.2 209. « iQ u e es una id eo lo g la cien tifico ? » ... 443
Karl Raim und Popper ... 444
Texto n.2 210. C ien cia y no c ie n c i a ... 449
Texto n.2 211. C on jetu ras y refutacion es ... 4 5 0 Texto n.2 212. «La h istoria no ex iste» ... 451
Edgar Mo r i n... 452
Texto n 2 213. P or un p rin c ip io d e c o m p le jid a d ... 455
... 456
Mic h e l Se r r e s ... 4 5 8 T e x to n.2 214. «E l co n tra to natu ral» ... INDICE 1 5 Ca p it u l o25: LA FILO SO FIA AN ALITICA ... 461
... 462
Ber t r a n d R u s s e l l ... Texto n.9 215. L a lo g ica , p ro p ie d a d d e los h e c h o s ... Texto n.2 216. N a tu ra leza d e la v e r d a d ... 468 Lu d w ig W i t t g e n s t e i n ... 7 T e x t o n.2 217. <Q ue es la filo so fia ? ... T e x t o n.2 218. E l elem en to m istico ... Texto n.2 219. L o s ju e g o s d e le n g u a je ... 4 7 4 Ru d o l f C a r n a p ... ... ... 4 7 7 Texto n.2 220. La m etafisica es carente de sentido ... ... ^ / Texto n 2 221. L a m etafisica, expresion d e la a ctitu d ante la vida .... 4 7 9 Jo h n La n g sh a w A u s t i n ... Texto n.2 222. L os enun ciados realizativos ... Texto n.2 223. L a cuestion d e la verdad ... Ca p it u l o26: D ISO L U C IO N D EL SUJETO, PRIM AD O D E LAS EST R U C T U R A S ... 486 Cl a u d e Le v i-St r a u s s... Texto n.2 224. L as e stru ctu ras d e c o m u n ic a c io n ... Texto n.2 225. E l pen sa m ien to m itico es b rico la je ... ... 492
J a c q u e s L a c a n ... ... Aaa Texto n.2 226. La tria d a d el otro, d e l yo y d el o b j e t o ... 497 Mic h e l Fo u c a u l t ... , n7 Texto n 2 227. N acim ien to d e la clinica ... Texto n.2 228. «El p o d e r esta en tod a s p a r t e s » ... Texto n.2 229. La d elin cu en cia o r g a n iz a d a ... - ^ Texto n.2 230. E l hom bre: «una invencion reciente» ... Gil l e s De l e u z e... •;..."...
Texto n.2 231. «El otro com o expresion d e un m undo p o s ib le » ... Texto n.2 232. El d e se o es p rodu ccion d e lo real ... Ja c q u e s De r r id a ... ^ ?
Texto n.2 233. La d e c o n s tr u c c io n ... Texto n.2 234. L a don acion im p o s ib le ...
1 6 INDICE
CapItulo 27: RENOVACION D E L A P O L IT IC A ... 516
Theodor Wiesengrund Adorno ... 517
Texto n.2 235. D ia lectic a d e l m ito y d e la razon ... 520
Texto n.e 236. E sp iritu a lid a d d e l a rte ... 521
Jurgen Ha b e r m a s... 522
Texto n.s 237. A ccion e stra teg ic a y accion c o m u n ic a tiv a ... 526
Texto n.e 238. L a discusion co m o m edio d e e m a n c ip a c io n ... 527
Texto n.5 239. C uan do la p u b lic id a d d egen era en « p u blicidad» ... 528
Hannah Arendt ... 529
Texto n.2 240. L a dom in acion to ta lita ria ... 532
Texto n.2 2 4 1 . L os llm ites d e l p ro g re so ... 5 3 3 John R a w l s ... 5 3 4 Texto n.2 242. La teo ria d e la ju s tic ia com o e q u id a d ... 537
Texto n.2 243. L os d o s p rin c ip io s d e la ju sticia ... 538
Capitulo 28: LA EX IG E N C IA ETICA ... 540
Vladimir Jankelevitch ... 541
Texto n.Q 244. Q u erer e l b ien ... 5 4 4 Texto n.2 245. C ontra e l o lvid o ... 5 4 5 Emmanuel Le v in a s... 546
Texto n.2 246. R ostro y e t i c a ... 5 4 9 Texto n.2 247. «El y o es vu ln erabilidad» ... 550
Paul Ric o e u r... 550
Texto n.2 248. L a s o lic itu d ... 5 5 4 Texto n.2 249. Significacion m o ra l d e la s a n c io n ... 5 5 4 H a n s Jo n a s ... 5 5 5 Texto n 2 250. «iQ u e D io s ha p o d id o d e ja r que se h aga e s o ? » ... 558
In d ice d e c o n c e p to s yd e a u t o r e s ... 561
CAPITULO 1
l o s
p r e s o c r
A
t i c o s
La mayoria de los filosofos y de los historiadores de la filosofia
coinciden en considerar a los llamados presocraticos como los
p r im e r o s f i l o s o f o s , a l m e n o s en e l m u n d o o c c id e n ta l .
Contrariamente a lo que da a entender el termino generico bajo el
cual se los reune, los presocraticos no son solamente los heraldos o
los precursores del pensamiento de Socrates (y, por ende, del de
Platon y Aristoteles); estos filosofos inauguran verdaderamente
una nueva manera de pensar, que rompe con las tradiciones orales
de la Grecia arcaica. Los presocraticos, en efecto, cesan de repetir
o de comentar los grandes poemas mitologicos (Homero, Hesiodo)
para proponer una explicacion de orden racional del universo y de
su genesis. No son ya los dioses con form a humana los que go-
biernan el cosmos, sino unos principios permanentes (los numeros,
el agua, el aire, el fuego...) que no tienen nada de sobrenatural.
Con los presocraticos, la sabiduria humana pasa del soliloquio
al dialogo. El pensamiento se libera de la tutela de los teologos: no
se comete impiedad p o r declararse en desacuerdo con los antepa-
sados. Anaximenes no ve el mundo de la misma manera que Tales;
Parmenides refuta la teoria de Heraclito... Lejos de conducir al es
cepticismo, esta diversidad da testimonio del progreso del p en sa
miento. La verdad no se ofrece ya en la revelacion, sino que se con-
quista p or la confrontacion de argumentos e ideas.
Es obligado evocar a Pitagoras de Samos, que vivid en el siglo
VI
antes de nuestra era y del que sabemos que fu e un ilustre mate-
matico. En realidad, su matematica desemboca en una metafisica,
porque Pitagoras esta persuadido de que los numeros son el p rin
cipio y la clave del universo entero. A si como la naturaleza del so
nido es funcion de la longitud de la cuerda vibrante, del mismo
modo las apariencias coloreadas e infinitamente diversas del uni
verso enmascaran las relaciones numericas que constituyen el fo n
do de las cosas: idea capital esta, que no solo volvera a encon-
trarse en el pensam iento de Platon, sino que tambien esta en el
18 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS
origen de la ciencia moderna. Pitagoras (a quien se le atribuye la
invencion de la palabra «fdosofia», amor a la sabiduria) es tam
bien un m istico,fundador de sociedades de iniciados, en busca de
su salvacion. La doctrina pitagdrica de la salvacion esta muy p ro
ximo a la de los mis ter i os del orfismo. Los pitagoricos creian en la
metempsicosis. El alma, en castigo defalta s pasadas, esta retenida
como prisionera de un cuerpo. La encarnacion no es para el alma
mas que un encarcelamiento provisional. La muerte anuncia el re
nacimiento en otro cuerpo distinto, hasta que el alma, purificada a
la vez po r las virtudes y por la practica de los ritos iniciaticos, me-
rezca al fin verse liberada de todo cuerpo.
M uchas otras doctrinas intentan p o r otra parte explicar el
mundo en esta epoca. Em pedocles veia en la materia cuatro ele
mentos (la tierra, el agua, el aire y el fuego), mientras que los
principios motores de este universo sen'an el odio que disocia y el
amor que une. Anaxagoras, que fu e el profesor de Pericles, piensa
que los elementos de! mundo estan ordenados p o r una Inteligencia
cosmica, el Nous.
Dos doctrinas se oponen radicalmente entre si: para Heraclito
de Efeso todo cambia sin cesar. «Panta rhei», todo pasa: la muerte
sucede a la vida, la noche al dia, la vigilia al sueno. «Uno no se
baha jam as dos veces en el mismo rio.» El flu jo que hace del uni
verso un rio es constantemente producido y destruido por un Fuego
cosmico que sigue un ritmo regular. A esta filosofia de la movilidad
universal se oponen Parm enides y su discipulo Z enon de Elea.
Para estos, la movilidad no es mas que una ilusion que engaha
nuestros sentidos; lo que es real es el Ser unico, inmovil, inmutable,
eterno. «El Ser es, el no-ser no es», afirma Parmenides en s u fa -
moso poema. Democrito intenta conciliar las dos doctrinas con su
filosofia de los atomos, elementos eternos cuyas cambiantes com-
binaciones son infinitas.
Digamos finalmente unas palabras sobre los sofistas, cuyo es
cepticismo fu e generado por la multiplicidad de doctrinas contradic-
torias, por el abuso de la retorica (un discurso hdbil para demostrar
lo que a uno le plazca), y, de manera general, por el aumento del in-
dividualismo y la decadencia de las costumbres de spues de Pericles.
Uno de los mas celebres sofistas es Protagoras de Abdera que, segun
el testimonio de Platon, decia: «EI hombre es la medida de todas las
cosas.» Dicho de otra manera: no hay verdad absoluta, no hay mas
que opiniones relativas al que las emite (este vino delicioso para el
que lo aprecia y amar go para el que esta enfermo).
HERACLITO
LOS PRESOCRATICOS 1 9
Heraclito (hacia 540-hacia 480 antes de Cristo), pensador grie
go originario de Efeso (colonia jonia de Asia Menor), fue apodado
«E1 Oscuro» por sus contemporaneos. De el no sabemos casi nada,
salvo que le gustaba insultar a su auditorio y expresarse mediante
enigmas a fin de no ser com prendido mas que por los espfritus
mas penetrantes. De su tratado, De la naturaleza, no quedan mas
que un centenar de fragmentos legados por los comentaristas y do-
xografos de la Antigiiedad. A pesar de su caracter elfptico y a me
nudo paradojico, sus epigramas dan testimonio de un gran talento
literario: breves, densos, profundos, sugestivos, no dejan entrever su
sentido sino despues de muchas lecturas.
Heraclito es reconocido universalmente como el filosofo del de
venir, esto es, del cambio perpetuo de todas las cosas. Para el,
nada es estable; todo cam bia en todo m om ento, «todo fluye».
Incluso las montanas, sfmbolos de lo perenne, se transforman im-
perceptiblemente bajo la accion ininterrumpida de la erosion. Y lo
mas notable es que, en este movimiento, cada cosa deviene otra y
sigue siendo, sin embargo, la misma. Es lo que indica la celebre for
mula: «No nos banamos jam as dos veces en el mismo rfo.» El rio
en el que entro hoy es ciertamente el mismo que aquel en el que en
tre ayer, pero sus aguas se han renovado desde entonces y han he
cho de el otro rio.
La imagen del rio se aplica por lo demas al universo entero,
cuya unidad siempre renaciente esta garantizada por el fuego pri-
mitivo. Tales hacfa del agua la causa primera de todas las cosas.
Para Heraclito es el fuego (que evoca a la vez la lucha y la destruc
tion) lo que toma el papel de sustancia primordial. Mas el fuego
cosmico no es solamente un principio de orden ffsico: es igual
mente un principio racional, puesto que Heraclito asimila el fuego
al logos — la razon universal com un a todos los h om bres— .
Gobernado por el logos, cada fenom eno evoluciona invariable-
mente hacia su contrario en un movimiento cfclico en donde «co-
mienzo y fin c o in c id en t el dfa engendra a la noche, y esta a su vez
engendra el dfa, y asf continuamente...
Heraclito es tambien el pensador de la contradiccion. La ar-
monfa del mundo es resultado en efecto de la tension inestable de
los contrarios. La vida no es concebible sin la muerte, y esta supo-
ne a su vez la vida. Vida y muerte son de tal modo necesarias una a
2 0 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS
la otra que en realidad las dos no forman mas que un uno, como las
dos caras de una m ism a moneda. Superando las oposiciones suge-
ridas por el lenguaje, Heraclito ve en la guerra (polemos) al padre,
al rey de todo. En la lira, la armonfa nace del encuentra de lo grave
y lo agudo. De la misma manera, tampoco es posible la generation
en los animales sin la union de dos individuos de sexo opuesto.
Esta m editation del devenir ejercera una profunda influencia
sobre toda la historia de la filosoffa: Hegel encontrara en la armonfa
de los contrarios las premisas de la dialectica; Nietzsche saludara al
presocratico Heraclito como uno de sus «antepasados».
Retrato de HERACLITO por Nietzsche
Hacia 540/hacia 480 a.C.
Heraclito estaba lleno de orgullo, y cuando un filosofo
tiene orgullo es un orgullo grande. Nunca se vio obligado a ac-
tuar en vista de un «publico» ni a buscar la aprobacion de las
masas o el aplauso entusiasta de sus contemporaneos. Es pro
pio del filosofo recorrer su camino en solitario. Su talento es el
mas raro y el menos natural; en un sentido excluye y amenaza
a todos los otros talentos. Es necesario que el muro de su in-
dependencia de espiritu sea de diamante para que no sea ni
destruido ni resquebrajado, pues todo se moviliza contra el. Su
viaje hacia la inmortalidad es mas sufrido y accidentado que
ningun otro, y sin embargo nadie esta mas seguro que el filo-
sofo de llegar a destino, porque el no tendra que detenerse
mas que en las grandes y desplegadas alas de los tiempos. El
desprecio del presente y de lo momentaneo forma parte del
gran temperamento filosofico. Posee la verdad; dondequiera
que gire la rueda del tiempo, nunca se evadira de la verdad.
Nos importa mucho saber que semejantes hombres han
vivido alguna vez. No serfa posible imaginarse jam as como
simple posibilidad un orgullo semejante al de Heraclito.
N
ietzsche,
La filosofia en la epoca tragi-
ca de los griegos, en Obras completas, 1.1,
Ediciones Prestigio, Buenos Aires, 1970.
LOS PRESOCRATICOS 2 1
TEXTO N.° 1.
LOGOS Y FUEGO PRIM ORDIAL
1. Sexto Em pirico, VII, 132 (DK 22 B l) 1
... Aunque este relato (logos) existe siempre los hombres se toman incapaces de comprenderlo, tanto antes de ofrlo como una vez que ya lo hayan oi'do. Pues aunque todas las cosas acontecen segun este logos, se parecen los hombres a gen- te sin experiencia, incluso cuando experi- mentan las palabras y acciones tales cua les son las que explico, cuando distingo cada co sa segun su naturaleza y digo como es; pero al resto de los hombres les pasan desapercibidas cuantas cosas ha cen despiertos, del m ismo modo que se olvidan de lo que hacen cuando duermen.
2. Sexto Empirico, 133 (DK 22 B 2) Es pues preciso seguir lo que es c o mun,... universal. M as aunque el logos sea com un a todos, la mayorfa de los hombres vive com o si el pensam iento fuera posesion particular suya.
2 0 . C le m e n te d e A le ja n d r fa , Strom., V, 105 (D K 22 B 30)
Este mundo, el m ism o para todos, no fue creado por dios ni por hombre, sino
que siem pre fue y es y sera, un fuego etem o, que se aviva por m edidas y por m edidas se extingue.
21. Clem ente de Alejandrfa, Strom., V, 105 (D K 22 B 31)
M etam orfosis del fuego: es, en pri mer lugar, mar, y de este mar la mitad es tierra y la otra mitad torbellino fg- n e o ... El mar se dispersa y se m ide en la m ism a proportion que tenfa antes de convertirse en tierra.
27. D io g en es L aercio, IX , 7 (D K 22 B 45)
Las fronteras del alma, tu no conse- guirfas descubrirlas sea cual sea el ca m ino que recorras: ;Tan profundo es el log o s que la anima!
42. H ipolito, IX, 10 (D K 22 B 64) El rayo, tim onel de todas las cosas. 43. H ipolito, X , 10 (D K 22 B 6 6) Todas las cosas las discem ira y las som etera el fuego a su llegada.
52. Plutarco, 41 A (D K 22 B 87) Cada expresion del log o s deja al ne- cio helado de espanto.
1 Reenviamos a la ed ition de referencia de Hermann D iels y Walther Kranz, D ie
Fragm ente d e r V orsokratiker, Berlin, 1952.
He r a c l it o, «Fragm entos», en G. S. Kirk y J. E. Raven,
L os filosofos presocraticos, cap. VI, Gredos, Madrid, 1969.
TEXTO N.° 2.
DEVENIR Y ARM ONIA
DE LOS CONTRARIOS
5. A ristoteles, 355 a (D K 22 B 6) El sol e s nu evo cada dfa, siem pre nuevo sin cesar.
8. Aristoteles, 396 b (D K 22 B 10) Acoplam ientos: cosas fntegras y no integras, convergente y divergente, con- sonante y disonante; de todas las cosas U no y U n o de todas las cosas.
31. H ipolito, IX , 9 (D K 22 B 50) El todo es divisible indivisible,
en-gendrado inenen-gendrado, mortal inm or tal, log o s tiem po, padre hijo, orden di vino regia humana. N o es a mf a quien debeis escuchar, sino al logos. Sabio es reconocer que todas las cosas son Uno.
32. H ipolito, IX, 9 (D K 22 B 51) E llos no entienden com o lo que di- fiere esta de acuerdo co n sig o m ism o: la armonfa consiste en tensiones opues- tas, sim ilares a la del arco y la lira.
2 2 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS 34. H ipolito, IX, 9 (D K 22 B 53)
L a guerra es padre de tod os, de to d o s rey; a lo s u n o s, lo s h a c e c o m o d io s e s , a lo s o tr o s c o m o h o m b r e s. H a ce a lo s un os e sc la v o s, a lo s otros libres.
35. H ipolito, IX , 9 (D K 22 B 54) La armonla invisible vale m as que la visible.
38. H ipolito, IX, 10 (D K 22 B 60) El cam ino hacia arriba y hacia abajo es uno y el m ism o.
40. H ipolito, IX , 10 (D K 2 2 B 62) Inm ortales, lo s mortales; m ortales, lo s inmortales; viviendo unos la muerte de aquellos, muriendo lo s otros la vida de aquellos.
4 9. Origenes, C. C els.,V I, 42 (DK 22 B 80)
Es necesario saber que la guerra es co mun, y la justicia discordia; y que todo sucede segun discordia y necesidad.
53. Plutarco, 106 E (D K 22 B 8 8) C om o una m ism a cosa esta en noso tros lo viviente y lo muerto, asf com o lo despierto y dormido, lo joven y lo viejo; pues estos, al cambiar, son aquellos, y aquellos, al cambiar a su vez, son estos. 55. Plutarco, 392 B (D K 2 2 B 91) N o es posible banarse dos v eces en el m ism o rfo.
62. Porfirio (D K 22 B 103) En el cfrculo, el principio y el final son com unes.
He r a c l it o, «Fragm entos», en G. S. Kirk y J. E. Raven,
Los filosofos presocraticos, cap. VI, Gredos, Madrid, 1969.
PARMENIDES
Parmenides (hacia 540-450 a.C.) nacio en Elea, en el sur de
Italia, que entonces form aba parte de la M agna Grecia. Casi con-
temporaneo de Heraclito, hacia el final de su vida se habrfa en
contrado en Atenas con el joven Socrates (nacido hacia 470 a.C.),
con el cual debio tener una larga charla. Eso es al menos lo que
pretende Platon, que relata esa conversation en el Parmenides. I
Aunque no sea imposible que Socrates se encontrara, mientras
no era mas que un nino con el viejo Parmenides, no es posible ima-
ginarselo discutiendo con este sobre la teorfa platonica de las
ideas... jtreinta anos antes de que naciera Platon! El Parmenides es j
por tanto una fiction, que da fe, sin embargo, del inmenso respeto
que sentfa Platon por el filosofo de Elea. Asf, la distincion platoni-
ca entre la opinion y la ciencia, la afirmacion de una realidad in-
mutable, eterna y perfecta parecen ser tesis directamente derivadas:
de la concepcion del ser que expresa Parmenides en su famoso
poema sobre la naturaleza, al que se conoce como el Poema dt
Parmenides. Es efectivamente este texto, del cual — hecho excep
tio nal entre los presocraticos— se han conservado extensos frag'fi
mentos, el que ha entronizado a Parmenides como padre de la
on-LOS PRESOCRATICOS
23
tologfa (o ciencia del ser). El Prologo del Poema recuerda de algu
na manera las iniciaciones a los m isterios orficos. Dos vfas sola
mente se abren al viajero que busca la luz; la una es la de la verdad;
ella afirma que el ser es, y que el no-ser no es. La otra es la de la
opinion (vfctima de las apariencias enganosas), que sostiene que el
ser no es, y que el no-ser es; esta via no lleva a ninguna parte.
Mas (,que aprende entonces el iniciado, una vez que se ha com-
prometido con la via del ser? Que el ser que todo lo llena es abso-
lutamente y por toda la eternidad. No engendrado, imperecedero, in-
movil y continuo, semejante a una esfera perfecta, solo el ser puede
ser pensado, porque «pensar y aquello que se piensa son la misma
cosa». El no-ser, en cambio, no puede ser concebido ni expresado
con palabras; no hay conocimiento verdadero mas que del ser.
La oposicion a Heraclito es flagrante. Heraclito es el pensador
del devenir y del cambio. Pero cambiar es lisa y llanamente cesar de
ser lo que se era para convertirse en otro. Para Parmenides, aquel
que afirma asf la existencia del cambio (del no ser, por tanto) se ha
dejado embaucar por la diversidad tom asolada de lo sensible. No
solamente el ser es, sino que permanece eternamente identico a sf
mismo; el devenir, al igual que el movimiento, no son mas que
ilusiones. Es sabido que Zenon de Elea, discfpulo de Parmenides,
llevarfa aun mas lejos esta negation del tiempo, del m ovimiento y
de la pluralidad: en sus famosas Paradojas creyo poder demostrar
mediante argumentos rationales que todo movimiento era im po
sible.
Esta posicion es diffcilmente sostenible, a buen seguro. Por
ello Platon se vera forzado a cometer en El Sofista el famoso «pa-
rricidio» de Parmenides, el pensador del ser. Al afirmar la realidad
del no-ser, Platon intentara conciliar las doctrinas antagonicas de
Heraclito y Parmenides.
Retrato de PARMENIDES por Socrates
Hacia 540/hacia 450 a.C.
Sentirfa vergiienza si criticara sin miramientos a Meliso y
a todos los que sostienen que el todo es uno e inmovil; pero
me avergonzarfa aun mas en el caso de Parmenides, pese a
que se trata de uno solo. Parmenides me parece ser, segun la
2 4 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS
expresion de Homero, «a la vez venerable y terrible». Conoci
en efecto a este hombre cuando yo era aun muy joven y el
bastante viejo, y me parecio dotado de una profundidad fuera
de lo comun. Por ello abrigo el temor de que no podamos
com prender sus palabras y de que su doctrina supere aun
mas nuestra capacidad de entendimiento; pero lo que temo
aun mas es que la cuestion que inicio nuestra discusion, a sa
ber, la naturaleza de la ciencia, quedara sin examinar debido a
la serie de digresiones que se presentarfan si nos detuviera-
mos en esas palabras. Por otra parte, la m ateria que aqui nos
ocupa es de una extension infmita; si solo la examinaramos de
pasada la diluinam os, y si la examinamos como ella se me-
rece, su extension nos hara perder de vista la cuestion de la
ciencia.
P l a t o n ,
Teeteto,
183 e.
TEXTO N.° 3.
LA ENCRUCIJADA
2. Proclo en Tim eo, I, 345 (D K 28 B 2)
Te dire - y tu presta atencion al relato que voy a contarte— cuales son los uni- cos cam inos de investigacion para pen sar: el uno, que es y que no e s para no ser, es la ruta de la Certeza, pues acom- pana a la Verdad.
El otro, el de que no es y que es ne cesario que no sea.
Te mostrare que este sendero es por com pleto inescrutable; ya que no cono- cerfas lo que no es (pues es inaccesi- ble) ni podrfas m encionarlo.
3. P lotino, E nn., V , l,8 (D K 28 B 31)
La m ism a cosa es a un tiem po para pensar y para ser.
Pa r m e n id e s, «Fragm entos», en G. S. Kirk y J. E. Raven,
L os filo so fo s p reso cra tico s, cap.X , Gredos, Madrid, 1969.
TEXTO N.° 4.
EL SER
8. D istintas fuentes (por ejem plo: Platon, S o f , 237 a; Aristoteles, M e ta f, 1 0 8 9 a ; S e x to E m p ir ic o , V II, 114; Clem ente de Alejandrfa, Strom., V, 113; M eliso, 30 B 8; S im plicio, FIs., 147) [D.K 28 B 8] v. 1-49
£Y com o podrfa entonces ser lo que es? ;,C6m o se generarfa?
Pues si se genera, no es, ni si ha de ser en algun m om ento.
D e tal m odo cesa la gen esis y no se oye m as destruction.
LOS PRESOCRATICOS 2 5
T a m p o c o esta d iv id id o , ya que es todo igual ni es mayor en algun lado, lo e le impediria mantenerse unido, ni menor sino que todo esta lleno de lo que es. Por ello e s continuo, pues lo uue es esta junto a lo que es.
E inmovil en los llm ites de grandes ligaduras existe, sin co m ie n zo ni fin, puesto que la genesis y la destruction se pierden a lo lejos, apartadas por la fe verdadera.
Lo m ism o perm anece lo m ism o, y descansa en si m ism o y as! perm anece
firme donde esta; pues una poderosa ne cesidad lo mantiene en las ligaduras del llm ite que lo rodea, porque no es llcito que lo que es sea inacabado, ya que no carece de nada: de lo contrario carecerfa de todo.
Y una m ism a cosa son pensar y el pensam iento de lo que es. En efecto, fuera de lo que es — en lo cual tiene consistencia lo dicho— no hallaras el pensam iento; pues nada es ni sera sino jo que es; ya que el Hado lo ha forzado a ser Integra e inm ovil.
Pa r m e n id e s, «Fragm entos», en G. S. Kirk y J. E. Raven,
1.
Los presocraticos/BIBLIOGRAFIA
2 6 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS
PRINCIPALES EDICIONES
Ba t t is t in i, Y ves y Olivier, L es «P reso cra tiq u es» , se lec tio n de textos pre- sentados y traducidos, col. «L es Integrates de philo», Nathan, 1990.
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1988.
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CAPITULO 2
P LATO N
PLATON Y
SOCRATES
Platon, nacido en
Atenas en 427 antes de Cristo, es el primer
gran filosofo de
la tradicion occidental que nos ha dejado una obra
escrita considerable.
No obstante, no es posible comprender la
obra
de Platon si no
es en funcion de otros pensadores anteriores o con-
temporaneos — por
encima de todo, su maestro Socrates, pero tam
bien los filosofos
anteriores, los presocraticos— .
Curiosamente, Platon se encuentra con la filosoffa a partir de
preocupaciones polfticas. Es un joven aristocrata que une a sus do
tes intelectuales y ffsicas (recibe el apodo de «Platon» que significa
«ancho de espaldas») una estirpe m aximamente prestigiosa; su m a
dre descendfa de Solon, sus antepasados patemos del ultimo rey de
Atenas. El joven Platon estaba destinado, por tanto, a una brillante
carrera politica. Pero Atenas, que cuando Platon nacio se encontra-
ba en su apogeo, iba apagandose mientras el alcanzaba su edad
adulta.
Durante toda su vida, Platon sonara con recrear una ciudad
cuyo poder sea mas moral y espiritual que material, una ciudad que
sea la encamacion de la justicia.
Para com prender esta actitud es preciso rem itirse al aconte-
cimiento fundam ental de la juventud de Platon: su encuentro con
Socrates. Socrates tenfa sesenta y tres anos cuando, en 407,
Platon se acerco a el. Alain ha hablado a este proposito de «cho-
que de contrarios»: Platon, el aristocrata joven y bello, deviene el
discipulo de un ciudadano de extraccion m odesta, viejo y m uy
e« (sus ojos saltones y su nariz chata son celebres). Este con-
traste es signiflcativo y sim bolico. La verdad y la justicia (de las
que Socrates sera el infatigable cam peon) no tienen un rostro
a ractivo; una y otra pertenecen a un m undo que no es el de las
aPanencias.
2 8 HISTORIA DE LOS FILOSOFOS
EL M ETODO DE SOCRATES
Socrates no pretende, como Tales o Heraclito, edificar una cos-
mologfa. Segun el, debemos dejar a los dioses el cuidado de ocuparse
del universo, e interesamos nosotros mas bien por aquello que nos con-
cieme. «Conocete a ti mismo»: esta maxima grabada en el frontispicio
del templo de Delfos es la palabra clave del humanismo socratico.
Sin embargo, Socrates no pretende ensenamos nada sobre la na
turaleza humana; no busca comunicarnos un saber que nosotros no
poseerfamos. El solo nos ayuda a reflexionar, es decir, a tomar con
ciencia de nuestros propios pensamientos, de los problemas que estos
plantean. Socrates se comparaba voluntariamente con su madre, que
era partera: el no ensena nada, sino que se contenta con asistir al par-
to de los espiTitus, a ayudar a sacar a la luz lo que sus interlocutores
llevan ya dentro de si mismos. Tal es la mayeutica socratica.
Al mismo tiempo que Socrates invita a su contertulio a tomar
conciencia de su propio pensamiento, le hace comprender a este
que ignora en verdad lo que el cree saber. Tal es la ironia socratica,
dicho literalmente: el arte de interrogar. Socrates en efecto plantea
cuestiones, tiene siempre el aire de ir buscando una leccion en el
alma de su interlocutor. Aborda con fingida humildad las adultera-
ciones infladas del falso saber. Y las cuestiones que plantea Socrates
llevan a su interlocutor a descubrir las contradicciones de sus ideas
y la profundidad de su ignorancia.
De hecho, pese a ser el prim ero en reconocer su propia igno
rancia, Socrates no funda sus esperanzas mas que en la verdad. Su
metodo es ante todo un esfuerzo de busqueda de la definicion. Por
ejemplo, a partir de los aspectos mas diversos de la justicia trata de
extraer el concepto de justicia, la idea general que retiene las carac-
terfsticas constitutivas de la justicia. Socrates tiene una confianza tal
en el saber y en la verdad, que esta persuadido de que los injustos y
los malvados no son mas que ignorantes. Si verdaderamente cono-
cieran la justicia, la practicarfan, porque nadie es «malvado volun-
tariamente». En esta perspectiva racionalista, la salvacion se alcan-
za solo por el saber.
LA CONDENA A MUERTE DE SOCRATES
El verdadero punto de partida de la filosoffa de Platon es la
muerte de Socrates en el 399 antes de Cristo. Acontecimiento
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