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Academia que se celebró en la ciudad de Ciudad Real en 1678

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EL LICENCIADO DON g

MARTIN DE LA VER A .CIMBRÓN,

Corregidor de dicha Ciudad,

SECRETARIO

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1 EL LICENCIADO DON £

Si ANDRÉS ROMO DE ONTOVA,

1 D Í A PRIMERO DE

Mayo de \6yS.

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(2)
(3)

ACADEMIA QUE SE CELEBRO

EN LA CIUDAD DE CIUDAD REAL EN 1678

(4)

I N S T I T U T O D E E S T U D I O S M A N C H E G O S

( P a t r o n a t o «José M a r í a Quadrado» del C. S . I. C.) C I U D A D R E A L

B I B L I O T E C A

D E

AUTORES MANCHEGOS

Diractor; Secretario:

José M.* M a r t í n e z V a l Juan Manuel Rozas

S E R I E B V o l . 1 Libros raros y curiosos

Ejemplar n.°

(5)

ACADEMIA QUE SE CELEBRO

EN LA

CIUDAD DE CIUDAD REAL EN 1678

EDICIÓN Y NOTA BIBLIOGRÁFICA DE JUAN MANUEL ROZAS

C I U D A D R E A L

t 9 6 5

(6)
(7)

&l ^D. Jaü yv Latía yyLattínej Val

(8)
(9)

Í N D I C E

Pá«i agina

Dedicatoria . . . , $

N o t a bibliográfica 7 Dedicatoria a D o n Pedro de la P u e n t e G u e v a r a , C a v a ü e r o de la O r d e n

de C a í a t r a v a , G o v e r n a d o t y I u s t i c i a M a y o r de ?a villa de A l m a g r o y su campo, y S u p e r i n t e n d e n t e G e n e r a l de R e n t a s R e a l e s de dicna

villa y su p a r t i d o . P o r D . l u á n M a n u e l R u i z P a r d o . . . . . , l

P r ó i o é o • • • • 2 P a p e l de Secretaría, que exerció D o n l u á n M a n u e l R u i z P a r d o en la

A c a d e m i a de esta ciudad el día p r i m e r o de M a y o de este presente a ñ o

de 1678 . . . 3 O r a c i ó n de la Academia. D í x o l a D o n M a r t í n de la Vera C i m b r ó n , Co?

rregídor de C i u d a d Real 9

£ 1 sentimiento que tuvo vn galán, viendo a u s e n t a r a su d a m a , con precepto de n o dezir r a z ó n afirmatiua. I a s s u m p í o académico. Del M a e s t r o

J o s e p n D í a s J u r a d o . Dézimas x7 Al mismo assum.pto. Del D o c t o r D o n A n t o n i o del Á g u i l a , médico de esta

C i u d a d - R e a l . S o n e t o . j g A vn galán que, e n a m o r a d o de su D a m a , viéndola en cinta, logró su des-

engaño, viendo que parió vn hijo negro. I I a s s u m p t o académico. Del

Licenciado C h r i s t ó v a l de A l v a , P r es bí t er o de esta ciudad, Liras 19 A vna d a m a que, a vista de su galán, sopló la l u m b r e , y a l a b á n d o l a su

b u e n aliento, respiró por o t r a parte. I | I a s s u m p t o académico. D e

P e d r o de Torres G r a n e r o , escrivano de las O r d e n e s . Q u i n t i l l a s 20 A l mismo a s s u m p t o . V n amigo del secretario de la A c a d e m i a a su p e -

tición. Soneto 2 t E n a l a b a n z a de Carlos S eg un do , n u e s t r o g r a n M o n a r c a (que D i o s g u a r d e ) ,

deseando sus felicidades. I V a s s u m p t o académico. De vn Cavallero

del A b i t o de Santiago, de esta ciudad. E n d e c h a s e n d e c a s y l a b a s . . . 22 A l m i s m o a s s u m p t o . Del Licenciado D o n R o d r i g o de la Vera C i m b r ó n ,

C o m i s a r i o del S a n t o Oficio en la ciudad de Mérida. Soneto 25 A vn letrado que, siendo su mujer m u y h e r m o s a , y é! m u y zeloso, la ka*

llava menos por cuerpo en su librería, y conociendo que t e n í a el a l m a divertida en otra parte, sin poder t o m a r satisfacción de o t r a m a n e r a , se l a m e n t a v a de su culpa por lo general, por lo vno y p o r lo o t r o . V a s s u m p t o académico. De Miguel de V r e ñ a y Messía de la Cerda,

escrivano del n ú m e r o de esta ciudad. R o m a n c e 24 S e n t i m i e n t o que t u v o vn galán que, viniendo a t o m a r possesión de su a m o r ,

h a l l ó a su d a m a que se casava con o t r o . V I a s s u m p t o ocadémico, De D o n G a s p a r G o n c á l e z de M e n d o z a , A l g u a z i l M a y o r desta ciudad

y C a m p o de C a l a t r a u a , de ios Reales Servicios de Millones. R o m a n c e . 2-6 A l m i s m o a s s u m p t o . E s c r i t a s a petición del secretario de la A c a d e m i a .

L i r a s 28 D i s c ú r r a s e q u á l fue m á s acertado error, aver desterrado R o m a los

médicos por t a n t o s a ñ o s , o auer permitido las mujeres p ú b l i c a s .

(10)

Página V I I assuaapto académico. De C r í s t o u a l Rodríguez, escríuano de A y u n e

t a m i e n t o . R o m a n c e 3o A l m i s m o a s s a m p t o de los médicos. R o m a n c e , , 32

Discúrrase quál s=a ta causa porgué vn h o m b r e discreto se dexa llevar del amor de vaa m o n j a . V Í I I a s s u m p t o académico. P r u é u a s e que n o falta a la discreción quien ama a vna monja. Del Doctor D o n A n t o n i o de A l v a r a d o , C u r a propio dé la p a r r o q u i a l de S a n t i a g o desta ciudad.

S o n e t o 34 A l mismo a s s u m p t o . De vn caballero de esta C i u i a d - R e a l . R o m a n c e . . . . 35

Discúrrase por cjué las monjas dizen que su a m o r es más perfecto que el de las demás mugeres. I X a s s u m p t o académico, Del M a e s t r o Joseplí D í a z ,

C u r a de la p a r r o q u i a l de S. Pedro desta C i u d a d - R e a l . Q u i n t i l l a s . . . . 36 E l s e n t i m i e n t o que h i z o César a vista de la cabeca de P o m p e y o , su enemi"

áo. X a s s u m p t o académico. Del D o c t o r D o n A n t o n i o del Águila*

o o n e t o . - 58 A l m i s m o a s s u m p t o . Escrito a petición del secretario de la Academia-

R o m a n c e . . . , . . , . . . 38 L o s desdenes de vna dama? a imitación de la F á b u l a de A p o l o y D a p k n e '

X I a s s u m p t o académico. D e D o n M a n u e l R o d r í g u e z M é n d e z , A d m i -

n i s t r a d o r de la sal desta ciudad y su p a r t i d o . L i r a s 4o A vna dama que cogiendo v n a rosa, se h i r i ó en v n a espina, y viendo la

sangre, quedó desmayada. X I I a s s u m p t o académico. De vn cavallero

desta ciudad. Soneto 42 A l mismo a s s u m p t o . De D o n l u á n de M o r a l e s y G i b a j a . R o m a n c e . . . . . 42

A l mismo assumpTO. Del D o c t o r D o n A n t o n i o del Á g u i l a . D é z i m a . . . . 44 A l mismo a s s u m p t o . De Felipe M u ñ i z Delgado, escrivano del R e y n u e s t r o

Señor, y del A y u n t a m i e n t o , y Millones, y M a y o r de r e n t a s de la

ciudad de Ciudad*"Real y su p a r t i d o . R o m a n c e de pie quebrado ^^

A l mismo a s s u m p t o . Del m i s m o ingenio 46 Glossar con la copla siguiente. X I I I a s s u m p t o académico. M o t e 47

£ 1 dicho ingenio le glossa, a j u s t a n d o le al a s s u m p t o de la rosa. G l o s s a . . . . 47

A l mismo a s s u m p t o . M o t e 48 Del D o c t o r D o n A n t o n i o del Á g u i l a . G l o s s a • 4<*

A l a l m e n d r o , motejándole de desvanecido, porque primero se viste de flores.

X I V a s s u m p t o académico. Del Doctor D o n A n t o n i o del Á g u i l a .

R o m a n c e endecasílabo. 49 L a m e n t a c i ó n a l a s r u i n a s de Ciudad**Real, ocasionada de la expulsión de los

moriscos y a o r a p o r la falta de los g a r a ñ o n e s . X V a s s u m p t o académi- co. De D o n Decio D o n a t o R u a n o , ingenio membrillense. E s d r ú j u l o s

endecasílabos S i A l mismo a s s u m p t o . De Miguel de S a l a z a r , vezino de dicha C i u d a d f R e a l . 54

V e x a m e n que dio el Licenciado D o n A n d r é s R o m o de O n t o v a , Fiscal

de la A c a d e m i a . 56

índice 67

68

(11)

NOTA BIBLIOGRÁFICA

(12)
(13)

Por su rareza y su valor histórico local, más que por su calidad literaria, merece publicarse la presente Academia. No dan noticia de ella los repertorios bibliográficos tradicionales, ni ninguno de los histo- riadores de Ciudad Real. Tampoco José Sánchez, en sus Academias literarias del Siglo de Oro españcl (1), la menciona a pesar de dedicar un capítulo a las regionales. Sólo aparece reseñada —¡y cómo no!— en la Bibliografía de la Literatura Hispánica, de Simón Díaz (2). En cuanto al número de ejemplares, solamente conozco el que, guardado en la Biblioteca Nacional (Sig. 2-34.892), me ha servido para la presente edición. Es un tomo de varios, donde se han encuadernado cinco academias literarias del siglo XVII, y en el que ocupa la ciudad-reaieña el tercer lugar (3). Sus características bibliográficas son las siguientes:

Portada:

ACADEMIA, / QVE SE CELEBRO EN / LA CIVDAD DE CIVDAD- REAL; / SIENDO PRESIDENTE / EL LICENCIADO DON / MARTIN DE LA VERA CIMBRÓN, / Corregidos de dicha Ciudad, / SECRETA- RIO / DON IVAN MANVEL / RVIZ PARDO, / FISCAL / EL LICENCIA- DO DON / ANDRÉS ROMO DE ONTOVA, / DÍA PRIMERO DE Mayo de 1678.

Colofón:

No !o tiene.

( i ) . — M a d r i d , E d i t o r i a l G r e d o s , 1 9 6 1 , 357 págs.

( 2 > - . - M a d r i d , C. S. I. C.,5Tomo I V , 1955, N . ° i . a 9 i .

(3).—'La primera «celebrada en obsequio de la sagrada P ú r p u r a del E m i n e n t í s i m o y Reuerendíssimo S e ñ o r D o n Savo Melini...» el 11 de E n e r o de 1682. [•• !•> s. i., s. a.J ( V . S i m ó n , op. cit., n.° 1296). L a segunda tuvo como m o t i v o los despof serios de C a r l o s I I y M a r í a E u i s a de B o r b ó n , y se congregó e n noviembre de 1679. M a d r i d , A n d r é s G a r c í a d é l a Iglesia, [s. a.J. ( V . S i m ó n , op. cit., n ° 1293). E n cuarto lugar se encuaderna la ^ue t u v o por escenario la casa de D o n Melchor de Fonseca de A l m e i d a el día 23 de A b r i l de 1662. M a d r i d , [s. i.], 1662. (V. S i m ó n , op. cit., n.° 1 2 8 3 , y Sánchez, o p . cit., pág. 1 6 2 ) . L a ú l t i m a se r e u n i ó en Badajoz, en 1683 M a d r i d , J u l i á n de P a r e d e s , l 6 4 8 . (V. S i m ó n , op. cit., n.° 1297, y S á n c h e z , op. cit., pág. 2 8 7 ) .

(14)

Formato:

1 vol. en 4.° (20'5 x'15 cm.) Signáis, de los pliegos:

i

— ! 3 + A - ! A - A [1] L * -

B - | B

[1] L 4- [i:

C -f - 4-1 •

D D + E

[1] [1]

+ G -

[1]

G 4-

H - i H [1] L 4

+ I.

[1]

+ K [I]

K

i- 4-

+

L -

[1]

+ M —

[i]

M

- 4 3 hs. s. de portada, dedicatoria y prólogo + 48 fols. ns. de texto. Errores en la paginación: no los tiene.

Contenido:

Portada + Dedicatoria a don Pedro de la Puente Guevara, por Juan Manuel Ruiz Pardo (foi. ir., s. n.) + Prólogo (fol. 2r., s. n.) -f Texto a una columna (fols. Ir. a 48r.). Como se ve, carece de preliminares y de pie de imprenta (4).

Para la historia cultural de Ciudad Real en el siglo XVII, su valor es

(4).—Estas anomalías levantan la sospecha de la existencia de una imprenta, al menos furtiva, en Ciudad Real por aquellos años. La cuestión nos llevaría muy lejos. Creo cjue, al menos con capacidad para tirar libros, no hubo tal imprenta, por la sencilla razón de <jue los escritores gue por entonces vivían en la provincia editaban fuera de ella, sobre todo en Toledo, Baeza y Madrid.

N o be visto ningún libro publicado en Ciudad Real en todo el siglo X V I I . Los colofones de algunos opúsculos de Jiménez Patón ban hecho presumir una imprenta en Villanueva de los Infantes. Pero, éstos, no son verdaderos pies de imprenta, sino la indicación, al final del libro (no tienen portada), de quien es el autor y donde escribía. N o niego, sin embargo, rotundamente esta posibili- dad, a la vista de la brevedad de estas obras, de su pobre impresión y de conocer la existencia de dos libreros, Francisco Valverde y Juan Martínez, en Villa»»

nueva de los Infantes por aquellos años.

I I

(15)

considerable. Es un islote literario (5) que nos hace comprobar gustos y actividades que hasta ahora se presumían. Es muy poco, como muy pocas cosas sabemos de la historia local en esta centuria, desconoci- miento bien probado a la vista de los nombres de ios diecinueve escritores que intervienen en ella (6). Sólo de uno de ellos se tenía noti- cia. Se trata del Maestro José Díaz Jurado, cura párroco de la iglesia de San Pedro y teniente de Vicario de la ciudad, según aparece en va- rios documentos en el Archivo Histórico Provincial (.7). Escribió, hacia 1680-86, una historia de Ciudad Real que titula Idea singular del Sabio Rey D. Alfonso dibujada en la fundación de Ciudad Real, de la que existían dos ejemplares manuscritos que vio Merchán (8). Para este

(5). —Es la única academia impresa ciudad-realena. Heivás, en su Diccionario his- tórico geográfico de la provincia de Ciudad Real (Ciudad Real, Típ. del Hospicio Provincial, 1890, pág. 537), habla de una Academia de Derecho Canónico que tenía su sede en la iglesia de San Pedro de esta ciudad. Los com- ponentes no eran ajenos a la literatura. E n 1577, escribió para una de sus

sesiones una Oratio in laudem dulcissimae patríae Ciudad Real, Juan

Vadillo. Esta composición latina se conserva en el manuscrito de la Bibloteca Nacional, que tiene por signatura 5.759 (Sig. ant. Q-85). E n la misma biblio- teca se guardan (Sig. 4.o5l), manuscritas, composiciones de otra academia de la provincia. Se celebraba en Campo de Criptana hacia 1644. A éstas podemos añadir la famosa de Argamasilla, de la que Cervantes nos habla en la primera parte del Quijote, y que Sánchez (op. cit. pág. 286) califica, con razón de ficticia.

(6). — Diez y siete dan su nombre al frente de las composiciones. Pero en el vejamen se citan dos más, «los Velardes, padre e hijo», que escribirían las siete composí**

ciones que vienen anónimas, o parte de ellas. Digo parte, porque, seguramente hay otros dos poetas más, anónimos, ya que los versos sin autor pueden agru- parse, respecto a las atribuciones, de la siguiente manera: tres, «escritas a petición del Secretario de la Academia»; dos, «de un caballero de esta ciudad»;

una, «de u n caballero del hábito de Santiago de esta ciudad»; y un romance que no trae ninguna aclaración. Los Velarde que yo conozco no eran del hábito de Santiago, sino de las Ordenes de Calatrava y San Juan. Creo, pues, más probable que los Velarde sean los que se esconden con las dos fórmulas que cíto en primer lugar. Pero, dada la abundancia de Velardes que vivían en ese momento —y desconociendo el nombre y segundo apellido—, no es fácil loca*

Iizar exactamente a estos poetas, padre e hijo. También cabe la posibilidad de que algunas de las poesías anónimas sean obra de alguno de los diecisiete

poetas primeros y que por olvido, u otra razón, falte en ellas su nombre.

(7). —Por ejemplo. Leg. 218, fol. 5.

(8) —Luis Delgado Merchán. Historia documentada de Ciudad Real. 2.a ed., Ciu- dad Real, Tip. Enrique Pérez, l9o7, 465 págs. Un ejemplar del ms. de Díaz

Jurado se conservaba en el archivo del marqués de Casa Treviño / otro en «el archivo parroquial» (seguramente en eJ de Santa María del Prado, Merced, aunque Merchán no especifica). Actualmente, creo que están los dos en el Archivo Histórico Provincial, pero no he podido verlos por estar este archivo en traslado a su nuevo edificio. E n 1955, D.a Margarita Peña losa Esteban* In*

f antes, publicó un fragmento de dicho manuscrito en su obra La fundación

de Ciudad Real. Antología de textos históricos. (Ciudad Real, Instituto

de Estudios Manchegos, 1955, págs. 33, 36).

I I I

(16)

historiador, «la relación del P. Jurado se separa no poco de la de sus predecesores, aun respecto de la leyenda religiosa; tiene carácter más profano y es más metódica y documentada, si bien se resiente de errores y descuidos imperdonables que acusan gran desconocimiento de la historia nacional y de la general de esta región» (9). En cuanto a los demás académicos, son, con toda seguridad, meros aficionados que entretenían sus ocios con la poesía. No me ha parecido discreto inten- tar aquí una biografía, aunque fuese sucinta, de ellos. En primer lugar, por su condición de poetas ocasionales y mediocres, después, porque, aunar datos biográficos de diecinueve hombres a la vez, era una labor desproporcionada para una nota bibliográfica. Doy, sin embargo, por ilustrar y dar autenticidad a esta Academia, ias firmas de algunos de ellos que, fácilmente, he hallado en el Archivo Histórico Provincial, ya que su posición social —Corregidor, escribanos, párrocos, etc.— les hace figurar repetidamente en los documentos que allí se conservan.

Acabo de llamar mediocres a mis académicos y ampliaré un poco esta opinión. Creo que los prosistas, D. Juan Manuel Ruíz Pardo, autor de las cedulillas, y Romo de Ontova, que lo es del vejamen, son escri- tores de cierta gracia que manejan los tópicos de la época, sobre todo el chiste conceptuoso a lo Quevedo, con soltura. Los escritos de esta clase tenían un patrón muy ajustado, en el que fueron maestros Jeróni- mo de Cáncer y Anastasio Pantaieón de Ribera, ciñéndose al cual, no era difícil salir del paso airosamente. Los poetas disimulan menos su condición de aficionados. Desde luego, la Oración de la Academia, obra del Corregidor, el Licenciado D. Martín de la Vera Cimbrón, se cae de las manos del más paciente de los lectores (10). Los otros poe- tas - con mucho Quevedo y más Góngora— salen algo mejor en su empeño. Hay que decir en su defensa dos cosas: que escriben sobre temas fijados de antemano, extravagantes, poco poéticos, con frecuen- cia obscenos, que a veces los atan — «sin decir razón afirmativa», esdrú- julos— incluso en la forma; y que en 1678 la poesía que se escribe en España no es casi nunca buena y menos en estas reuniones literarias.

Cuando el tema es, dentro de la mentalidad del siglo XVII, más lírico y digno, como en los asuntos de César y Pompeyo (asunto X) y de la

(9).—Páá. i 7 .

(lo).—Sin embargo, su última parte, tiene algún interés para la historia literaria»

pues enumera los nueve escritores españoles (jue más admiraba: Séneca, Luca- no, Marcial, Mena, Garcilaso, Camoens, Góngora, Eope y Quevedo. En el vejamen, fol. 43 v., existe otro dato literario: se alude al Arte PoétíCO de Renf gifo, como ayuda con sus tablas de consonantes, de los malos poetas; igual

alusión hace Moratín en La derrota de ios pedantes.

I V

(17)

rosa y la espina (asunto XII), los poetas consiguen composiciones que algunos aciertos culteranos hacen superiores a las restantes.

Quiero también destacar, por otras razones, las dos composiciones del asunto XV: «Lamentación a las ruinas de Ciudad Real ocasionada de la expulsión de los moriscos y ahora de la falta de garañones». Por muy pintorescas que sean (11), no dejan de constituir un documento para la historia de la ciudad. £1 tema no puede ser más barroco: la ciudad fundada por Alfonso el Sabio, «la grand Villa e bona» que no dudo levantar en Marcos, la de los muchos fueros y torres, la del alto destino, estaba en ruinas, pobre y despoblada (12). Así dice Miguel de Salazar, vecino de esta ciudad, en el único poema suyo que aparece en la Academia (13):

Sus calles y sus plazas

son al silencio ásperas mordazas, y la que fué apacible y agradable no hay ya quien de ella hable, y, sola, gime y llora,

al verse viuda, la que fué señora.

Todos dicen al verla despoblada:

¿es ésta la ciudad tan afamada?

Hoy sus torres, que fueron

las que al moro andaluz le resistieron, son facistol del mal cantadas quejas

de grajos y cornejas, y por pocos seguros

ya son portillos los que fueron muros.

Verdaderamente —y con Petrarca—:

La vita fugge e non s'arresta una ora, e la morte vien dietro a gran giornate....

( i l ) . — L a primera de ellas, de Decio Donato Ruano, ingenio membrillense. lo es en extremo a causa de los cultismos <jue usa obligado por la forma, esdrújulos endecasílabos. N o deja de tener interés pata el estudio del latinismo e italia- nismo en nuestra patria.

(12) —Según ílervás, op. cit., pág. 221, Ciudad Real pasó de 10.120 Habitantes que tenía en lá9o5 a 5.060 en 1621, y a 3.09o en l734.

( l 3 ) . - F o l 39 r.

V

(18)

No sabía decirlo tan altamente nuestro poeta, que termina así su poema:

y al ver tu desconsuelo

mis lágrimas te dicen hasta el sucio:

¡Ay de tí, Ciudad Rea!, cómo no ¡loras si ves cuánto por puntos te empeoras!

La serie B, COLECCIÓN DE LIBROS RAROS Y CURIOSOS, déla BIBLIOTECA DE AUTORES MANCHEGOS, pretende dar textos poco conocidos o inéditos de escritores de la región, acompañados de una breve nota bibliográfica que sirva de orientación para futuros trabajos. En la presente edición se copia el ejemplar antes descrito, siguiendo la norma actual en cuanto a puntuación, acentuación y uso de mayúsculas. Deshago las abreviaturas y corrijo las erratas evidentes.

En algún caso he creído necesario avisar en nota del cambio ejecutado.

Quiero agradecer por último a D.a Isabel Pérez Valera, Directora de la Casa de Cultura'de Ciudad Real y miembro del Instituto de Es- tudios Manchegos, y al Director del mismo, Dr. D. José María Martínez Val, fas facilidades que me han prestado para realizar este trabajo.

JUAN MANUEL ROZAS

VI

(19)

E l M a e s t r o D . José D í a z J u r a d o (L«g. 218, fel. 5 v.)

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• ^%lam®xr"'' L i c e n c i a d o D . A n d r é s R o m o d e O n t o v a (Leg. 164, s. n. 5-9-1676)

D. Pedro de Torres Granero

(Ltg. 220, s. n. 27-1-1656)

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D. Ma n u e l K o d r i g u e z Mé n d e z (Leg. 164, s. n. 31-1-1676)

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L i c e n c i a d o D . M a r t í n d e la V e r a C i m b r ó n (Leg. 164, s. n. 27-2-1676)

(22)
(23)

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RVíZ PARDO,

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«K ANDRÉS ROMO DE ONTOVA,

I DÍA PRIMERO DE

t«S

§ Mayo de 1578.

S?fl

(24)
(25)

[f. I. r. s.n.j A DON PEDRO DE LA PVENTE GVEVARA, Ca- vallero de la Orden de Calatrava, Governador y lusticia Mayor de la villa de Almagro y su campo, y Superintendente General de Rentas Reales de dicha villa y su partido.

SEÑOR mío: quanto es mayor el beneficio, tanto mayor deve ser el agradecimiento, y aunque mi afecto quisiera manifestar desde luego esta verdad en la remuneración, son tan superiores los que de mano de v. m. experimento que, a no estar en el conocimiento de su generosa benevolencia, es cierto me sirviera de mortificación mi cortedad; en cuya confianga me atrevo a remitir a v.m. la Academia que se celebró en esta ciudad el día primero de Mayo de este presente año, para que debaxo de su protección y asylo, salgan a luz las obras de los ingenios que escrivieron en ella, pues, con su amparo, correrán sin censura.

Lo [f. lv. s.n.j que suplico a v.m. es que, quando la ocurrencia de tantos negocios (como trae consigo vn govierno, y más en los tiempos presentes) le dieron lugar, passe los ojos por ella, que con esso queda- rán los ingenios muy agradecidos y yo con nueva obligación, deseando ocupe v.m. los más ventajosos puestos, que son ios competentes a su persona y calidad. Guarde Dios a v.m. largos años con las felicidades que merece. Ciudad Real, y Iulio 17. de 1678.

B. L. M. de v.m. su más afecto servidor,

D. IUAN MANUEL RUIZ PARDO

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[f. 2r.s.n.] PRÓLOGO

SABRÁS lector que los ingenios de Ciudad-Real, arrebatados de un plausible furor, celebraron con la mayor ostentación y con sin igual aplauso la Academia que tienes entre manos; no que lo aya noticiado alguno de ios muchos que escrivieron, por no incurrir en el defecto de laus in ore propio vilescit, sino que todos los testigos de vista y de oídas que, independientes en su celebridad, assistieron, nemine discre- pante, lo combrobaron. Su secretario lo mandó imprimir, para que le deviessen los académicos la elección de singular mecenas a quien la dedica, llevando, consecutivamente, la mira de agradarte. Lo que im- porta es que no pagues su buen deseo con censura indigna de tu enten- dimiento. Supóngote entendido, porque los necios, como viven de valde, no se ocupan de leer. No dudo que, entre tanto buen®, encuen- tres algo malo, pero bien echarás de ver que son raras las hermosuras que no tengan su lunar, pudiendo también ser providencia (al compo- nerse de muchos versos, como de varios platos, este banquete) que no sean todos dulces, porque empalagaran a no mezclarse con agrios:

paladéate con vnos, como con néctares, y trágate, como pildoras, los otros, porque mascándolos y mordiéndolos, [f. 2v. s.n.] no podrán co- nocerte por amigo lector, antes por lector adverso. La paciencia de alguna amarga dissonancia será logro para que mejor te sepan tantos y tan dulces panales, quantos forman este académico enxambre; y si no quieres logrero, súfrelo como preciso, porque Dulcía non maeruit, qui non gusta vit amara. Vale.

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[fol. Ir.] PAPEL DE SECRETARIA, QUE exerció Don luan Manuel Ruiz Pardo en ¡a Academia de esta ciudad el día primero de Mayo de este presente año de 1678.

MVSICA

Cortesanos, oíd los primores

En quien resplandece el ingenio sutil, Y veréis que de Apolo en el templo Se juntan los genios oy a competir.

Venid, venid,

Corred, volad, porque en esta lid El que mejor discurre

Es quien el premio merece feliz.

Volad, volad,

Suspended y parad,

Oiréis en dulces acentos

El métrico son del entendimiento.

NIHIL volitum quin praecognitum.

Ex communi Phylosophia.

A lo ardiente de vna voluntad es forzoso que anteceda lo abrasado de vn conocimiento, y para vn deseo vivo, se presuponen activas espe- cies del amable objeto. Bien claro lo enseña el agudo decir de Aristóteles, nihil volitum [f. lv.] quin praecognitum, de donde se infiere que nada puede quererse, ni desearse, sin conocerse; luego quien no conoce jo que quiere, quiere lo que no conoce; y el qué desea lo que no sabe, no sabe lo que desea; luego, si yo no conozco la Academia,

¿cómo puedo apetecerla?, si no sé qué cosa es secretaría, ¿cómo puede

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desearla?. Que aunque solatium est míseriis socios habere poenantes, y ay muchos, que ni saben lo que desean, ni conocen lo que quieren, yo (es cierto) estoy muy mal hallado con mi individuo, pues le metí en ahogos; el que se arroja a las dificultades, sin prevenir los riesgos, parece, se halla bien en los peligros. Querer regir el triunfante carro del sol de los entendimientos, es anhelar a ser Phaetonte neciamente des- peñado; querer bolar a las soberanías del divino Apolo, es subir al precipicio de vn ícaro desvanecido; procurar beber el resplandor de sus luzes, es querer, incauta mariposa, ser indigno trofeo de sus rayos.

Pero si en parva materia nadie, rogatus ab amicis, quebranta el ayuno, yo (obedeciendo al dueño, q[ue], como tal, pudo mandarlo) cumplí con la obediencia, sin violar el novenario de las musas, para mí verdaderamente Quaresma, pues, hasta aora, de estas señoras estoy en ayunas, y no he comido, ni au[n] gustado a ninguna, sino aquella musa masae, primer cristus de los nominativos; y esso fue no más que ru- miarla. En fin, señores míos, ya vstedes sabe[n] que no temerario me arrojo, sino que, obediente, me sacrifico; y assí, que secretarium

mefecit, y hecho pobre de poesía, pian pian, aquí caygo, allí tropigo, empiezo a subir la cuesta del Parnaso. Cansóme [fol. 2 r.] de llegar arriba, porque me cuesta, y desde la metad del mo[n]te empiezo a mendigar coplas a vozes; y assí, como pobre importuno saca mendru- go, me sucede lo que al otro, que

En el Parnaso me encaxo, Por si me soplare alguna Musa de escalera abaxo.

Empero, ya parece que la señora Clío me ha soplado, pues de limosna me da vna que dize:

Encima de vna acá, un mico Aqueste monte subió,

Y assí que las Musas vio, Quedó hecho Aca-de-mico.

El hilo me han cortado las vozes que oygo allá fuera y, segú[n] el ruido, parece que roncan; pero sin duda será la turba magna de pre- tensores importunos, que quieren se lean sus memoriales, y porque ninguno se quexe, empiego.

Per signum cedulones, y no como otros diablos melifluos, que dizen cedulillas.

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(29)

P R I M E R A .

Vna vieja adamada o vna dama envejecida, de aquellas en quien el pecado fuera dos vezes feo, a la qual en la población de su boca avían quedado las ruinas, índice de allí fue Troya, pues en toda ella tanquam passer solitarius, avía sólo vn instrumento de deborar, de quien se

podía dezir:

En la desierta campaña De los ya podridos dientes, Sólo tú, diente, has quedado.

[fól. 2 v.] Y de quien hazía la estimación que de todos, pues por lo grande era vnam pro cundís, hallándose en vn regozijo con otras eiusdem palotis (que quien malas mañas ha, aguarda para la vejez), por azeytuna de aquel anciano festejo sacaron vunas gachas, y en el primer bocado, el solo dicho diente, espárrago de su boca, mayorazgo de aquel juro tragón (como sus bienes son más muebles que de raíz), perdió el sitio al leve impulso del pausado rumir, y, rota barquilla, se vio naufragar en la tempestad gachuna. Ella, sintiendo dureza no acos- tumbrada, tormento para sus encías, y asco para su estómago, con una angustia rebalsada entre los puches, arrojó el diente hermitaño, a cuyo ruido acudieron las demás contemplando lo que había sido, y viendo el pobre huesso a la verguenca (como nadie no ve en su boca la encía, sino es el diente en la agena, y a diente perdido cabe le digo), empeza- ron las carcaxadas y chasco (que nadie perdona al caído). Vna dixo:

Ay, amiga, que bien ha hecho en salir de essa soledad; dexadlo que se esparga, que todos queremos compañía. Otra dixo: Descanse el señor jubilado, pues hasta ora ha trabajado solo lo que antes hazía acompa- ñado. Y entre estas y estotras, corrida la dicha vieja y avergonzada»

salió a puto el postre (como si dixéramos a puto el diente) con más narizes que muelas. Remitióse al silencio, por no descubrir más su falta, donde vive afligida; pide consuelo a la Academia, y se le da en esta redondilla:

Vieja, no te descontentes En tu riguroso afán,

Que de oy más te entenderán, Pues no hablarás entre dientes,

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[fol. 3f.} S E G V N D A

Vn miserable de todos quatro costados, estatua de piel y huesso, camaleón que se alimenta del ayre, prototypo de todos los tacaños, con más conchas que un galápago y con más roña que una gorra, des- cendiente por línea masculina del mal gusto, porque como poco y malo, por la femenina de la ambición, por lo que adquiere con vna sed insa- ciable, y por la neutra de vno y otro, porque no es bueno para sí, ni para nadie; hombre que está siempre con su dinero, porque sin él no se halla, tan contrario de amigos que, como caridad bien ordenada, en sí empiega la enemistad que tiene con todos; a éste, pues, han dado en traerle entre dientes, al ver que a dos carrillos apenas masca su saliva.

Tiénese por muy santo, por su mucho ayuno y absti[n]cia, sié[n]dolo sólo de guardar. Blasona de muy sufrido, porq[ue] todo lo lleva co[n]

grande tolerancia, huyendo del dar sin reparar en el punto; ta[n]to q[ue]

al ser almanac, sólo por no dar, no daría agua, ni viento. Viéndose, pues, tan perseguido de aquellos que con cabecear y encogerse de ombros dizen más de lo que se les pregunta, se presenta oy en ia Academia a dar sus descargos, que será la primera cosa que avrá dado en toda su vida, diziendo en primer lugar que su miseria para él solo será mala, fuera de que antes él la tiene por muy buena, porque si del mucho comer se engendran tantos vicios y tan gruessos humores, el quiere vivir en la dieta, porque con esso le libra de apiopexias, gustan- do más de platos simples que de compuestos. Además, que el comer mucho es contra el entendimiento, y él quiere ser todo espíritu; si por andar macilento,|hipocóndrico y roto le murmuran, es cojn] - [fol. 3 v.J tra toda política académica, quando sólo en esto se le conoce que es poeta, y en dar su dinero no tiene cabimiento, quando él lo ha juntado a pura miseria, y que en él es naturaleza, eí quod natura dedit nemo negare potest Por todo lo qual, no se debe dar crédito al mundo en lo que blasfema contra la cortedad de sus manos, porque el mundo es muy cercano pariente del diablo y de la carne, que, como enemigos del alma, se pagan de perdidos, y así suplica a la Academia mande tapar la boca del mundo con cal y canto, porque le haze mucho gasto sustentar a su costa las conversaciones; pero la Academia le da la respuesta y desengaño en esta quintilla:

Tiene tu súplica loca

Términos muy deshumanos;

Si es que el mundo te provoca, Trata tú de abrir las manos, Y le taparás la boca.

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T E R C E R A .

No es cosa de cuydado; quando menos, tenemos otra dama (aunque no de la quaíidad de la passada, porque esta es muy niña), no co[n]

menos defectos, porque es muy pedigüeña; si bien esto es como nacido en ellas, porque todo les viene a pedir de boca. Esta, pues, harpía de voluntades, muy presumida de rosa, tanto, que el que huviere de co- gerla avrá de passar primero por las picas dei desengado con que pide, como si dixéramos por las picas de Flandes. Cierto soldado de aquellos que todo lo rinden, muy tierno de enamorado, entró en la conquista de esta fortaleza con ánimo [fol. 4 r.] varonil, haziendo centinela en- frente de su casa, como enfre[n]te de vandera, asestando a sus paredes la artillería de incendios y suspiros, juzgando avía de conseguir vna cara, tan cara, tan cara de quantos han querido pagarse de sus faccio- nes; pero experimentó lo que todos, que fue desprecios y venganzas.

Viendo, pues, su esperanza tan mal lograda, pidió tregua a esta corsaria de aivedríos (y más de doblones), y aviándose alistado, empego a esgri- mir cumplimientos militares; pero ella a las primeras idas y venidas se defendió de las puntas de sus extremos, pidiéndole ciertas niñerías.

El pobre soldado, viéndose sitiado por hambre, no bastándole su valor para defenderse de vna lengua tan activa (digo, de oro y plata), se entregó a quien intentaba saquearle; y después de despojado, dexó el sitio triste y cuydadoso; lo vno, porque se hallava ya sin blanca, y lo otro, porque omne animal post, etc.,, contristatar. No le sucedió assí a cierto estudiante alcaladino, que en los estrados de estas sanguijuela, sin más ley que la de non numerata pecunia, llegó a tener el pieyto vencido; y llegándose a él con las peticiones acostumbradas, le dixo:

Bueno, niña, ¿a mí que las hago?, que es lo mesmo que ¿a mí que las vendo?. ¡Calla, niña!, que no sé como ay quien te sufra con tal mal olor de boca, cuya respiración no ofende las narizes, sino las faldriqueras;

mira, pide con conciencia, y sabrás pedir. A los ricos has de pedir joyas, a los pobres, cortesías, a los letrados, pareceres (aunque estés muy casada con el tuyo), a los médicos, visitas, a los presidentes, ora- ciones, a los fiscales, faltas, aunque sean agenas, a los secretarios, cedulillas, a los académicos, versos, conceptuosos, y a ios soldados, cuchilladas; que con esto, vivirás como se debe no [fol. 4 v.] tratando a todos por vn nivel. Ella, viéndose tan afrentada, viene a dar la quexa a la Academia, juzgando ha de lugrar su pretensión, pero la sucedió muy al contrario, porque la Academia manda se promulgue vna ley

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contra las pedigüeñas, absolviendo de culpa al estudiante y a todos aquellos que, sin pagar costas, las alcanzaren, que es la que se sigue:

Con esto las puertas cierro De que se dé a pedigüeñas, Y declaro que no es yerro, Antes da de sabio señas El que las da pan de perro,

Q V A R T A

No es possible que oy nos suceda cosa a derechas, qua[n]do, por final de mis cedulillas, se sigue vno que no lo ha sido en toda su vida.

Esta, pues, de vn tuerto a nativitate, hombre desvaído de talle, de gran prosopeya en la perspectiva, y en lo exterior muy espetado a manera de personage, pildora con alma, pues rebosa el azíbar de su tosco discurrir con lo macilento de su dorado parecer. Viene, pues, a la Academia a que le descifre vn sueño, que es el que se sigue. Acostóse en la cama, y como todo el día avía estado haziendo puntería, por tener lo más andado, a blanco de vna copla, aunque desde que nació no ha sabido qué cosa es verso, viendo quan en valde le salían los tiros, porque la munición se passeava de rama en rama sin poder tocar el tronco, empegó allá en su imaginativa a dezir: ¡No fuera yo poeta

¡O, si quissiese esse dios Pollo que yo amaneciese gallo de las musas!

¡O, si pudiera yo alcan[fol. 5 r.]gar vn trago de brebaxe de aquella fuen- te Aídongaí Rebolcávase en este lodazal de pensamientos, quando Morcielago, que por dezir Morfeo assí llama al sueño, empegó a tapiar con yesso soñoliento aquellos poros de cal y canto, y recogido todo el herbor de influxos, empegaron, como siempre, a obrar a ciegas sus potencias. Soñava que vía al dios Pollo (que assí le llama por dezir Apolo) sentado en la silla, a quien assistían las nueve hermanas amus- gas, y el dios Momo, obstentándose portero de aquel consistorio, y que después que el tal soñante hizo las cortesías y reverencias acostum- bradas a cada musa con sumissiórí diferente, como suele hazer, se llegó junto a la silla, y a vozes altas empegó a clamar, diziendo: ¡Padre Pollo, Padre Pollo, dispensación, dispensación! El dios Apolo, enfadado y aturdido de tan descompassados alaridos, pregunto al dios Momo: ¿Qué dize este pretendiente?. Y le respondió: Viene a pedir dispensación

para casarse con vna de las musas que más le agradare. Entonces, Apolo dixo: Fiat, sean con la musa de los nominativos, y echen de al

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esse bestia. Y a la algazara que con é! traían las musas y el dios Momo dispertó, y ese quedó como antes. Pide, como he dicho a la Academia, que se le descifre este sueño, y se le descifra en esta copla:

Significa que poeta

Vendrás a ser, pero tarde;

Mas que no te has de entender Ni a tí te ha de entender nadie.

[iol.Sv.] ORACIÓN DE LA Academia

Díxola Don Martín de la Vera Cimbrón, Corregidor de Ciudad-Real.

jHa del sacro congreso de las musas!

Que en desmayadas luzes del ocaso, Desmintiendo el oriente en tu Parnaso, A Apolo ofreces lo que a mí me escusas.

Otra vez de mis ecos el concurso Te llama y te convida,

Aunque la llama del furor me impida Que lama los raudales de tu curso.

¿Por qué de tu corriente

Me niegas los cristales, si en tu fuente, Al beber en sus aguas,

Concibo fuego, quando nieve fraguas?

¿Es acaso Helicona

Quien tus hierros abona?

¿O es por ventura acaso

El quererlos dorar a tu Pegaso?

No en tu monte sagrado

La cuna me meció lo que he soñado,

Que el escarmiento ha sido de otros yerros [fol. 6 r.j Quien perdido me trae por tus cerros;

Y aunque, en du'ce Morfeo, Despierto dudo, si soñando veo, Si tu luz me desvela,

Me dirá mi temor lo que rezela.

No me pica en mi pena

Que no ayas encontrado con mi vena, Que estando de mis puntos desangrado, Si no me picas tú, yo me he picado.

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(34)

Si me la multiplica,

Al ver en este Agón la que salpica, De tanto compañero como veo Rendir veneración a tu museo.

No por mí me respondas,

Aunque a mi aliento tu valor escondas;

Embía más benignos tus decretos A quien tiene rendidos, por sugetos, Tu Magestuosa píanta,

Donde el que es más humilde se levanta.

Y tú, hidalga luz de aquel volumen,

Que en hojas onze encierra su resumen, Porque en igual carrera

Reparta sus reflexos a la esfera;

Influye numen, sin presumpción vana, De aquella dulce antorcha soberana, Porque pueda encendida y a tu llama, Resonar los clarines de la fama.

Y vosotras, corona de mugeres,

Que sois del sol hermosos sumilleres, [fol. 6 v.] Que a su fuego, abrasadas mariposas,

Texéis guirnaldas de jazmín y rosas, En quien vfano el esplendor mejora

Con las perlas que chupa vuestra aurora, Haziendo emulación, canto sonoro,

Las gracias que alternáis de coro a coro.

Aunque en suma de números más leves, Nada venís a ser, fuera de nueves, (Sino es acaso que por ser honradas, Sois por yerro de cuenta mai probadas) Assistid, alentad nuestros desvelos, Porque la admiración suba a los cielos, Y vn breve rato, en amorosas quexas, Aplicad a mi labio las orejas;

Los golpes oíd, pues, de mis aldabas Que si no maravillas, son octavas.

O C T A V A S

¿Por qué (Supremo Dios) lo que has criado Con el sublime, hermoso firmamento,

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Tienes, al parecer, tan olvidado, En vn confuso y mísero lamento?

Pero, olvido no siendo, antes cuidado, Que acredita tu firme movimiento, Deberte la memoria aquesta hechura, Pues IODO tu atención por criatura.

Al tirarle las líneas en la masa,

Le inspiraste la vida con la ciencia,

[foi. 7 r.] Siendo vna y otra medida, aunq[ue] con tasa, Del deseo fatal de la experiencia,

Que fue de su desgracia primer vasa;

Y aunque fue causa tuya, en su conciencia No lució bien el barro bruto y frío,

Por ponerle en su mano el alvedrío.

Luego en acorde y consonante lyra, En su fábrica dio naturaleza

Aliento que concuerde lo que inspira, Si no ay impedimento en su tibieza, Que en el organizar se lo retira, O accidente que muda su firmeza;

Porque es sin duda (como Dios la cría) A todos natural la poesía.

Mas ¡ay! que de su agrado comunica Favor Apolo al hombre soberano;

Pero tan mal alguna vez le aplica Que dado por suerte de tal mano, En azar le convierte, con que implica Entender que concibe bien en vano;

Porque en ei entendimiento no le escusa Quando es la voluntad !o que íe acusa.

Es verdad que no todos son iguales En influxos benignos de su numen,

Porque, a mi ver, los más de los mortales, Aun los que vanamente más presumen, famas agotar pueden los caudales De aquel sublime y tan alto cacumen;

Y llama el vulgo poetas estremados, [fol. 7 v.] Sin ser los escogidos, los llamados.

Mas si quedan en grados preferidos Los que ya merecieron tantos dones,

¿Cómo el vulgo mordaz tan abatidos

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(36)

Los tiene entre ios riesgos de los pones?

Si de tu mano son favorecidos, Y a darles tus alientos te dispones,

Permite que se vean, en lo que obres,

Que hazes de ellos caudal, au[n]sie[n]do pobres.

Y porque todos con embidia vean

La estimación que cobran con tu exemplo, (O lo crean algunos, o no crean)

Oy traerán a las aras de tu templo, Las sutiles aromas que no humean, Pues espíritu puro las contemplo,

Siendo, aunque humilde, grato sacrificio Vna virtud que huele como a vicio.

Apoyen y confirmen los testigos

De aquesta prueua en deducido assumpto, Y, de los que son más nuestros amigos, Echemos a ia glossa el contrapunto, Porque ya con tus cielos por abrigos Su consuelo les llegue todo junto;

No con cuerdo instrumento, si se admira, Que el que habla con cuerda, más delira.

Dios Soberano, que sin ser criado

Estuvo en el Ser siempre de sí mismo, Pudiendo de esta suerte estar hallado, Sin dar aquestas luzes al abismo, [fol. 8 r.] Aumentó nuevas glorias a su estado,

Midiendo en proporción al embolismo, Y dio al hembrión acento y armonía, Por primer inventor de la poesía.

Esse azul pavimento que atesora Antorcha de zafiro y de diamantes, Con pestañas de luz que el sol las dora,

Brillan más claras, luzen rutilantes;

Con su vnión es cierto que mejora Dulce correlación de consonantes;

Porque influyen mejor y más benignos, Quando tienen estrellas de adivinos.

Díganlo tantos astros y planetas

Que habitan por sus globos cristalinos, Y en anuncios fatales los cometas

Que preveen a los grandes sus destinos;

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Que todos casi, casi son poetas, Pues por diversos mares y caminos Les miden su caudal los hombres sabios Con números, esferas y astrolabios.

La música armoniosa en melodía

Concuerda acentos blandos y suaves, A cuya imitación, si no a porfía, Cantan dulcuras las bolantes aves, Quando la aurora da señal al día, Alternándose alegres, como graves, En sus conceptos, porque se presuma Que remontan al buelo con la pluma.

La Arithmética en números enseña

[fol. 8 v.] Lo mucho que en su tabla multiplica, Y en el pincel lo que el pintor diseña, Dándole los colores que le aplica, Y en los lexos y sombras de vna seña, De que es vivo retrato lo que explica

Del nativo fulgor que le alimenta, Pues ambas han nacido por su quenta.

En su mensura da (1) la Geometría Reglas que proporciona la distancia, Con viva imitación de la poesía, En su conforme peso y consonancia,

Porque sin ella fuera behetría,

Con confusión de Arte y sin jactancia;

Y nada puede aver en esta vida, Que no conste de peso y de medida.

El águila de Júpiter armera,

Que al sol de su caudal bebe los rayos, Su nobleza examina, si altanera,

No acobarda el aliento en sus desmayos;

Y siendo de las aves la primera, Haze bien su papel en los ensayos,

Que de aquellos renglones a la imprenta Ninguna magestad ha sido essenta.

Mormura el arroyuelo lisongero,

Y entre las cuerdas de cristal sonoras Resuena, y quando canta muy parlero

U ) . — E n el texto: de

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Vozes en su garganta más canoras, Detiéneíe los pasos el Enero,

Si en su vena de plata se mejora;

[fol. 9 r.] Mas como es su caudal perenne fuente, Cantar y mormurar le es muy corriente.

Y en fin los cielos, astros y planetas, Las artes, ciencia, águila y arroyo, Por virtudes ocultas y secretas,

Tienen con este numen claro apoyo, Sin que ninguno passe de sus metas A turbar en las vozes que les oyó La mano del autor que les ensaya, Porque puedan mejor tenerse a raya.

Cada musa a su genio en cada assumpto Reparte propiedades del objeto,

Haziendo los ingenios contrapunto Al que libre eligió cada sugeto;

Y aunqfue] vno de otro viene a ser trasunto, Por variar en el gusto no ay respeto,

Pues con la misma sal que moraliza, Si se passa de punto, satiriza.

Meípomene dispone espada y cetro,

Porque es a las tragedias la que influye;

Y en Séneca compone con su metro Sentencias que su fama le construye;

Llóralas en el canto de su plectro,

Quando las glorias de sus triunfos huye, Pues con ciencia y con sangre de sus venas Dictó la magestad de sus scenas.

Sin con guirnaldas de laurel y oro Es corona Calíope a la Historia, Ya le debí a Lucano su decoro,

[fol. 9 v.] Y nos dexó a los tiempos su memoria;

Y aunque objeció[n] halló de algún desdoro, No pudo desluzirie tanta gloria,

Porque en la variedad de sus lecciones Hermanó las verdades y aflicciones.

De perlas y de joyas coronada,

Tesoros a Marcial Polimnia obstenta En la moralidad que, disfrazada,

Tanto en sus epigramas se frequenta;

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Y no estando en sus sales defraudada, Aun de la emulación no fia sido essenta, Que siempre se embidiaron los bemoles Del dulce canto de los españoles.

Con vn celeste globo da a la mano

Vrania en lo que canta a Juan de Mena;

Ella a sus dioses dio triunfo vano, Y él de Castilla, reyes en su vena;

No se condena aquel discurso sano, Si se alaba la gloria de su pena,

Que con sus coplas nadie ajusta cuentas, Porque vendrá a cantar otras trescientas.

Musa lyrica Euterpe a Garcilasso Le previene instrumentos pastoriles, Y en la más viva imitación del Tasso, Echando en sus amores tos rediles, Logran sus pies el detener su passo De vna oveja candor de los abriles, Y por aquel estilo, a la corriente, Sus églogas sonaron dulcemente.

[fol. 10 r.] En penacho de varias rizas plumas Erato a su Camoes vfana dita

Rasgos que, en dulce copia de sus sumas, El mesmo en ellos sólo a sí se imita, Y buscado en sus rimas las espumas, Tanto a su sano nume acredita,

Que en gloria de su fama, pluma tanta, Para verla otro mundo se levanta.

Tersícore de solfa en sus papeles

Dá puntos, que fecundan fértil Vega, Para que en Carpió imiten los noveles La perenne fecundia que los riega, Y en la música son testigos fieles,

Porque este aplauso ninguno se le niega, Llegando con esta arte y con su maña A ilustrar los teatros en España.

En trompa de la fama heróyca Clío A Góngora previene eternidades, Que en alas del Pegaso bolo el brío, Hasta parar en cultas Soledades, Y en el Betis le lloran, claro río,

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Los cisnes, que le cantan las edades.

¡O Córdova feliz!, ¡cómo acertaste A perder este hijo que ganaste!

Thalía, con la máscara risueña,

A vn nuevo sol de España le haze salva.

Que no de sus primores se desdeña, Quando a sus ojos son risa del alva;

A lo festivo y serio está halagüeña,

[fol. 10 v.] Por no hallar en su frente ocasión calva;

Pues con tal discurrir, con tal denuedo.

Sólo puede excederse a sí Quevedo.

A cuya imitación, cuyas emblemas Ofrecen estos héroes sus assuntos Del néctar que componen sus poemas, Emulando a cada vno todos juntos.

O, pues, musa, no tiembles y no temas Originales miedos ni trasuntos;

Que au[n]q[ue] es ardua la empresa, no fue vana, Quando cantan los cisnes del Guadiana.

Y pues todas las ciencias y l^s artes, Constan precisamente de sus partes, Y al luzir los poetas, en su modo, Han de venir las partes con el todo, Teniendo, sin escusas,

La assistencia agradable de las musas, Pues llevan por espejo de su hazaña Ingenios que produjo nuestra España, Llegad, congreso ilustre, alto y profundo A celebrar su fama por el mundo;

Y a pesar de la envidia y de ios momos, Crezca su aplauso al passo de sus tomos,

Quedando assí premiados

Con la pensión que tiene[n] de embidiados.

Y la música alegre, En honesta lid,

Los provoque al empeño, [fol. 11 r.] Compitiéndose así,

Comentando las claras Vozes a repetir.

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M V S I G A

Venid, venid, campeones, Llegad a competir,

Porque es en el certamen Más dichosa la lid.

Y en esta primavera Serán sus partos glorias De ingenio más sutil, Deste ameno pensil, Comience con las flores, Con culto desde aora, Sin que desmaye Abril. Sin culto hasta aquí.

No del vulgo se tema Porque pueda la fama La nota en su sentir, Gravarlos con buril, Que es la censura propia Añadiendo a los bronces De vn ingenio servil. Más ecos el clarín.

Corónese las sienes Tenga por fin el premio De rosas y jazmín, Su musa el más feliz, Y qual Fénix renazcan Que a fin de que no sea, Del propio concebir Ninguna serán fin.

Venid, venid, campeones, Llegad a competir,

Porque es en el certamen Más dichosa la lid.

[fol. llv.J EL SENTIMIENTO QUE TVVO VN GALÁN, vien ausentar a su dama, con precepto de no rtezir razón afirmatiua.

I ASSVMPTO ACADÉMICO.

Del Maestro Joseph Díaz Iurado D E Z I M A S .

Di, ¿te ausentas?, ¿qué te mueve?

¿Es tu alivio mi pesar,

¿Por qué me quieres dexar?

¿Quieres ver mi muerte breve?

¿Te he sido falso o aleve?

¿Mis cariños, no te obligan?

¿Gustas de que su mal digan?

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¿En qué los premias constante?

¿No se lo ofreciste amante?

¿Es bien que engañados vivan?

¿Dónde el mal ha de llegar?

¿Quién me obliga a padecer?

¿Son efectos del querer?

¿Es~acaso no gozar?

(¡O, dura ley del penar!)

¿Es soledad o es temor?

¿Es desdicha o es rigor?

(¡O, qué tormenta sin mar!)

¿Ha de ser todo llorar O dar la'vida al dolor?

[fol. 12 r.] Coraron (¡dolor terrible!)

¿Qué te aflige? (¡rigor fuerte!)

¿De qué nace? (¡dura muerte!)

¿Padecer? (¡golpe sensible!)

¿Olvidad? (¡caso imposible!)

¿Aborrecer? (¡quien pudiera!)

¿Divertirse? (¡ojalá fuera!)

¿Buscar ocasión (¡baxeza!)

¿No ay consolarse? (¡firmeza!)

¿Y dejar se ser? (¡quimera!)

AL MISMO ASSVMPTO.

Del Doctor Don Antonio del Águila, médico de esta Ciudad-Real.

S O N E T O .

¡Qué pena!, ¡qué rigor!, ¡qué sentimiento!

¿Te vas, Glori?, ¿me dexas?, ¡qué inclemencia!

¿No he de verte, ni hablarte? ¡q[ué] impacie[n]cia!

¿Me olvidarás?, ¡qué ahogo!, ¡qué tormento!

Pero, ¿cómo respiro, cómo aliento?

¿cómo me animo y tengo resistencia?

¿Ay tormento más duro que la ausencia?

¿En mal tan riguroso, ay sufrimiento?

Pues, ¿cómo vivo?, ¿cómo con mi vida El tósigo no acaba en un instante?

18

(43)

Soy sensible o fiera enfurecida?

[foi. 12 v.] ¿Soy tigre, soy león o soy amante?

¿Se olvida ya el amor?, ¿la fee se olvida?

¿Soy mármol, peña, bronce, soy diamante?

A VN GALÁN; QUE ENAMORADO de su dama, viéndola en cinta, logró su desengaño, viendo que parió vn hijo negro.

11 ASSVMPTO ACADÉMICO

Del Licenciado Christoval de Aiva, presbítero de esta ciudad.

L I R A S Lisardo, tus finezas

Fueron de Celia mal correspondidas, Que es propio de bellezas,

Hazer desprecios, viéndose queridas, Mas el que ciego adora

De los mismos desprecios se enamora.

Pensaste que guardava

Reliquias de tu amor en sus entrañas, Mas de que te engañava,

Engañado tú, a tí te desengañas, Viendo recién nacido

De azabache en tu Venus vn Cupido, [fol. 13 r.] Ei incendio en que ardía,

De vn cautivo tigón se alimentava, Mas no se consumía,

Sólo humor entrellamas destilava, Formando por ¡o activo,

Si con alma la pez, el carbón vivo.

Prendada de vna S.,

Gustó que su amor fuesse señalado, Y, porque más lo fuese,

Hizo de sus facciones vn traslado, Siendo el vientre Etiopia,

Pues que del arrojó la negra copia.

Hazer esclava quiso

Toda su voluntad de esclavo objeto,

19

(44)

Con gusto tan preciso,

Que aun no le han tenido por defeto Pues dizen sus antojos,

Que ella quiso vn galán como sus ojos.

Mientras estuvo en cinta,

La acción a tí, Lisardo, atribuías, Y, en dibujos de tinta,

Mostró que parte en ella no tenías, Quando, para tu daño,

Leíste en vn borrón tu desengaño.

[fol. 13 v.] A VNA DAMA, QVE A VISTA de su Galán sopló la lumbre, y alabándola su buen aliento, respiró por otra parte

III ASSVMPTO ACADÉMICO.

De Pedro de Torres Granero, Escrivano de las Ordenes.

Q V 1 N T I L L A S . Si de tu ayre he de pintar Las propiedades en suma, No sé como comentar, Que no he podido cortar Oy de buen ayre la pluma.

Pero, Inés, pues ya tu aliento Me huele, y no me lo escusa, Avreme de ir con gran tiento, Que si he de hablar lo que siento, No me sopla bien la musa.

Fuego añades a mi fuego, Si das aliento a la pira, Y si hazes tiro a mi ruego, Arde con mi amor, más luego

¡Fuego de Dios lo que tira!

Ya yo sé de tu cuydado Lo que tengo que temer, Pues estando enamorado, Pienso que te has olvidado De vn descuydo sin querer.

20

(45)

[fol. 14 r.] Extraño, en tu buena fee, Que estés assí tan penada Porque aunque el ayre se fue,

¿Quién ha de probar el que Tú quedaste desayrada?

Es tu boca, por juguete, Del ámbar la maravilla, Y al ayre de su retrete, Por encenderse el pevete,.

Se le corrió una pastilla.

Bien del ayre y fuego mides Los dos contrarios intentos, Pues con sus forgosas lides, Se vienen (si a vno despides) Abaxo los elementos.

Mí amor se queda en su punto, Aunque tu ayre me provoca, Divídelo, porque junto

No hablaré más del assunto, Por no tomarlo en la boca, Inés, pues con tu donayre

Tengo ya tanto interés, No me hagas otro desayre, Que entenderé que es tu ayre, Siendo el ayre de tus pies.

[fol. 14 v.] AL MISMO ASSVMPTO.

Vn amigo del secretario de la Academia a su petición.

S O N E T O . Al brasero con Celio Nise estava

Hecha de nieve, por lo blanco y fría;

Yo creo que ei galán mucho tenía De tibio, pues que no la caleníava:

El carbón por aliento suspirava, Porque hallándose malo se moría, Y Nise que en el alma lo sentía, Con fuelles de escarlata le soplava;

Aplaudióla el galán su buen atiento,

21

(46)

Y fue darla mal de ojo al mismo instante, Mal que no suena bien y que mal huele:

No culpo a Nise, porque si de viento Con el aplauso la llenó su amante, El viento se salió por donde suele.

[fol. 15 r.] EN ALABANZA DE CARLOS SEgundo, nuestro gran Monarca (que Dios guarde), deseando sus felicidades.

IV ASSVMPTO ACADÉMICO.

De vn Cavallero del Abito de Santiago, de esta ciudad.

ENDECHAS ENDECASYLABAS De tí, excelso Monarca,

Que milagroso el Cielo Nos dio, faltando casi

La prolixa esperanza del deseo, CARLOS Segundo que,

Glorias obscureciendo Del Primero, darás

Regias imitaciones al Tercero.

De tí, Ioven brioso, Marte y Adonis bello, Mi pluma baticina

Triunfos, dichas, aplausos, y trofeos.

Por fin, Segundo, Europa Tuvo a Carlos Primero, Y oy se mira, excedido

De la ambición hidalga de tu aliento.

Pues si hizo inmortal A tu Tercero Abuelo [fol. 15 v.] Vn retiro devoto,

Grande y vitima hazaña de su esfuergo, Otro retiro tú

Lograste tan a tiempo, Que fue mayor Vitoria,

Pues de tí y del amor fue vencimiento.

Y has sabido guiar

Máximas del govierno

22

(47)

Con arte tan piadosa,

Que el q[ue] aguardó vn castigo logró vn premio.

Luces y alumbras pío.

Tus vassallos, tus reynos, Y es tu piedad, tu amor,

En oro, antorcha, en atalaya, fuego.

Goviernas, riges, grave, Humildes y soberbios, Pues te vemos rendidas

Duras frentes de altivos pensamientos.

Suavidades, rigores, Aprendiste discreto De tu padre y hermano

Y a equivocar lo blando y lo severo Que oculta virtud rige

Tus dictámenes creo;

El efecto lo diga,

Pues se conoce eí bien sin ver el medio.

Oculta deidad, digo, Govierna tus aciertos [fol. 16 r.j Que envejecidos males

Piden tan soberanos los remedios.

Crezcan, pues, con principio Tan dichosos tus reynos Que sin el medio toquen

El punto felicíssimo de aumento.

Y tú, vive feliz

Edades ciento a ciento, Y a tus huestes se rindan

El otomano, el galo y el flamenco.

AL MISMO ASSVMPTO

Del Licenciado Don Rodrigo de la Vera Cimbrón, Comisario del Santo Oficio en la ciudad de Mérida.

S O N E T O .

Carlos, reina en las penas de tus glorias, Que gloria fue nacer, nacie[n]do apenas, Quando nos dio la suerte, a manos llenas,

át &

(48)

En tus anuncios de próspero memorias (1) Y a tu debida fama executorias,

Coronando la sangre de tus venas Primicias del valor en que te estrenas, A la constancia de perder victorias.

Viertan los enemigos sus venenos,

No fíxe la Fortuna el pié en su rutda;

Múdense en la campaña los terrenos, Altérese en tu reyno la moneda;

Que siendo todo a tu grandeza menos, En tí, más que ser tú, no ay que ser pueda.

[fol. 16 v.] A VN LETRADO, QVE SIENDO SV mujer muy her- mosa y él muy zeloso, la hallava menos por cuerpo en su li- brería, y conociendo que tenía el alma divertida en otra parte, sin poder tomar satisfacción de otra manera, se lamentava de su culpa por lo general, por lo vno y por lo otro.

V ASSVMPTO ACADÉMICO.

De Miguel de Vreña y Messía de la Cerda, Escribano de número de esta ciudad.

R O M A N C E . Letrado mió, paciencia,

Que si es tu muger tan linda, No le has de quitar la gracia Por querella de justicia.

A su parecer acuden

(Porque es sana su doctrina) Todos, y son, sobre estantes, Cuerpos de tu lib[re]rí[a].

Si no halla caso de ley, Su opinión controvertida Es más probable, y te casas Con ella, por más seguida.

Porque eres hombre indigesto,

(l).—Verío mal medido. iSohx& el tílS, bottoso en el original, o se produce níéresis

en anuncios?.

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(49)

No saben los que litigan, ffol. 17 r.] Si es causa desesperada

O si podrán conseguirla.

No habla en términos la glossa, Aunque está bien recibida;

Si tú la dizes mil leyes,

¿No ha de hazer ella vna cita?

El cuerpo del Derecho Tiene el alma divertida,

¿A qué título te mata, Si lo vno y otro combida?

Julia se llama y su nombre Se intitula lo que indicia, Si se llamara Cornelia Ella fuera tu homicida.

Trocados tienen los frenos Aquestas leyes malditas;

Lo que ¡a vna privilegia Es lo que la otra castiga.

Libro abierto es a tus ojos, Mas por ser corto de vista, Quando escrives en derecho, Quieres estar siempre encima.

Quando enquadernas sus partes, No sé si la empergaminas;

Pero has de tener correa Si quieres ponerla en cinta.

Dizes, quando la censuras,

Que yegua de entra[mjbas sillas, [fol. 17 v.] Por lo general gineta,

Por particular es brida.

Si quieres assegurarla,

Apriétale bien las cinchas,

Que aunque falten las acciones, No es ello en lo que ella estriva.

Que te huele mal la boca Lo lleva muy cuesta arriba:

¿Quieres que ella sea Lucrecia siendo tú quien la atarquina?

En sus bienes gananciales Tienes muy buena partida,

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Referencias

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