PDF superior A governação das empresas do setor empresarial do Estado : o caso da CARRIS

A governação das empresas do setor empresarial do Estado : o caso da CARRIS

A governação das empresas do setor empresarial do Estado : o caso da CARRIS

3.1| Diferenças no Governo das Sociedades das Empresas Públicas e Privadas Apesar de já existirem diversos estudos feitos sobre as dimensões intrínsecas do GS nas empresas privadas, ainda pouco há referente à sua aplicação nas EPs. Isso deve- se em parte a existirem efectivamente diferenças no GS destas, já que as EPs: têm normalmente objectivos operacionais mais complexos e por vezes contraditórios, pois têm de satisfazer as orientações dispostas pelo Estado como proprietário, e os interesses da sociedade e investidores privados; estão sujeitas a restrições mais leves em termos regulamentares; por vezes operam em áreas com pouca concorrência; e são caracterizadas por falta de rigor na selecção profissional e por um desequilíbrio na relação das funções de propriedade e de responsabilidade pública do Estado (Miranda & Amaral, 2011; OCDE, 2005; Filho & Picolin, 2008). Têm ainda acesso privilegiado a meios de financiamento e informação, uma multiplicidade de legisladores de controlo, são constantemente alvo de interferências políticas que provocam conflitos de interesse, e são muitas vezes protegidas contra aquisições e processos de insolvência devido ao seu estatuto legal específico (Forfás, 2010).
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59 Lee mas

O setor de retalho do vestuário : impacto da crise e caso Inditex

O setor de retalho do vestuário : impacto da crise e caso Inditex

As principais estratégias desenvolvidas pela Inditex que se fez destacar das restantes foram a crescente internacionalização, especialmente a exploração do mercado asiático, a integração vertical desde o momento da encomenda até ao momento em que o produto se encontra na loja, conseguiram desenvolver mecanismo de encomendas que evitam excessos numas lojas e faltas em outras, consegue criar valor de escassez devido aos pequenos lotes produzidos propositadamente. Esta estratégia leva a que o cliente seja “forçado” a comprar na altura correndo o risco de pouco tempo depois a peça já não se encontrar disponível para venda. As linhas são substituídas a uma rapidez impressionante, bem como o tempo entre o desenho de uma nova linha e esta estar presente na loja pronta para venda ser muito mais reduzida que nas outras empresas.
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48 Lee mas

Gestão da informação: o caso das empresas participantes do programa de incubação de empresas da Universidade Federal de Goiás

Gestão da informação: o caso das empresas participantes do programa de incubação de empresas da Universidade Federal de Goiás

O desafio de tornar o seguimento de MPMEs mais robusto têm levado os governos a incentivar novos arranjos sociais para aproximar a universidade e empresas com o fito de promover a transferência do conhecimento e, conseqüentemente, a competitividade das MPMEs. Medeiros et al. (1992) apontam cinco modalidades de arranjos: núcleos de inovação tecnológica, pólos tecnológicos, centros de modernização empresarial e incubadoras de empresas. Esta última categoria é o foco do presente trabalho, devido, principalmente, aos excelentes resultados alcançados. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas (SEBRAE SP), empresas que passam pelo processo de incubação apresentam uma taxa de mortalidade nos três primeiros anos de 7%, ante os 59% nos negócios em geral.
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19 Lee mas

O setor empresarial local e as implicações da adoção do sistema

O setor empresarial local e as implicações da adoção do sistema

Ora, a questão não é pacífica e necessita, naturalmente, de uma abordagem específica sobre o assunto, a qual sugere-se para futuros estudos. No entanto, relembra-se que as regras de equilíbrio de contas emergiram na sequência da exigência da limitação do endividamento municipal e, têm como finalidade garantir que as empresas não acumulem défices de exploração operacional e por conseguinte dívidas. O que está aqui em causa não são preocupações de viabilidade económica das empresas do setor, ou seja, da capacidade das mesmas gerarem per si rendimentos para fazer face aos seus gastos, mas sim inquietações de solvabilidade das mesmas, ou seja, da capacidade da empresa solver os seus compromissos, nem que para isso tenham de injetar verbas na sua tesouraria, o que é bastante restritivo e incipiente, pois até essas podem ser afastadas se os municípios tiverem uma situação confortável relativamente aos seus limites.
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129 Lee mas

Contributos da NCRF 17 para o cumprimento do objetivo das demonstrações financeiras nas empresas do setor? Análise e reflexão a partir das caraterísticas da envolvente

Contributos da NCRF 17 para o cumprimento do objetivo das demonstrações financeiras nas empresas do setor? Análise e reflexão a partir das caraterísticas da envolvente

Numa perspetiva histórica, em Portugal, o processo de discussão das questões que suportam a aplicação das normas contabilísticas e a sua adaptação aos diferentes setores de atividade económica passou pela criação de planos de contas (POC) que, numa primeira fase, se apresentaram de forma genérica para, posteriormente, se assistir à sua adaptação aos diferentes setores de atividade, com ajustamentos nos normativos de base e produzindo soluções contabilísticas diferenciadas (Saraiva, Alves & Gabriel, 2015). Porém, o setor agrícola seria votado ao esquecimento até à introdução do SNC, em 2010. Não foi possível identificar, até então, um qualquer esforço que mostrasse preocupações e que permitisse às entidades deste setor acompanhar a evolução da realidade empresarial e os seus efeitos, à semelhança do que era possível para as demais entidades, o que fez com que aqueles que o pretendessem fazer se vissem confrontados com a necessidade de terem de adaptar, normalmente com prejuízo para a qualidade da informação financeira, as normas definidas para a contabilidade empresarial dos demais setores (comércio, indústria e serviços ).
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19 Lee mas

A gestão do risco nas empresas : comparação das práticas de gestão do risco, no setor da construção em Portugal e no Reino Unido

A gestão do risco nas empresas : comparação das práticas de gestão do risco, no setor da construção em Portugal e no Reino Unido

No início deste projeto referiu-se a confiança, transparência da informação e politicas bem definidas ao nível da gestão dos riscos como uma forma de se conseguir que os investidores optem por uma determinada companhia em detrimento de outra. Neste sentido fica claro que empresas mais abertas e que levantam os seus capitais junto de um grande número de investidores são mais exigentes na divulgação e na implementação de políticas bem definidas na matéria de risco. Definem objetivos e de imediato identificam os riscos associados, a forma de os mitigar e o processo de acompanhamento e controlo dessas atividades. Como o total de uma empresa ou grupo empresarial não é mais que o somatório de todas as suas atividades em todos os áreas de negócio e geografias, a gestão do risco tem que ser incorporada na cultura e fazer parte de todos os processos de decisão para que seja eficiente. Mais uma vez se verifica que a gestão do risco não pode ser um modelo aplicado da mesma forma a qualquer empresa ou sector de atividade, mas tem que ser adaptado (feito à medida) de cada realidade e de cada cultura. Também tem que evoluir com a empresa e a sua organização, tem que ser um processo dinâmico.
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92 Lee mas

Grau de preparação do Setor Empresarial da Saúde para a adoção do Relato Não Financeiro

Grau de preparação do Setor Empresarial da Saúde para a adoção do Relato Não Financeiro

A RSE está relacionada com princípios morais e éticos que influenciam os comportamentos e a tomada de decisão das empresas. Relaciona-se com questões complexas, como a proteção ambiental, a gestão de recursos humanos, saúde e segurança no trabalho, a relação com a comunidade onde se inserem, bem como as relações com fornecedores e consumidores (Branco e Rodrigues, 2006). Consubstancia igualmente um meio para transmitir uma imagem transparente da entidade, ao mesmo tempo que constitui uma ferramenta para que os gestores possam aferir sobre a melhoria contínua em áreas de índole não financeira (Fernandez-Feijoo et al., 2013). A divulgação de informações por parte das organizações sobre o seu envolvimento em atividades de responsabilidade social tem aumentado significativamente ao longo dos anos (Cho et al., 2015).
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90 Lee mas

Análise da competitividade de uma rede de empresas do setor moveleiro do Estado do Rio Grande do Sul

Análise da competitividade de uma rede de empresas do setor moveleiro do Estado do Rio Grande do Sul

Milton Luiz Wittmann 2 Luciana Flores Battistella 3 RESUMO As constantes mudanças no ambiente organizacional têm exigido das empresas a readequação de estratégias para aumentar a competitividade. Para as micro e pequenas empresas, a formação de alianças empresariais tem sido uma forma de elas melhorarem seu desempenho e de se inserir em contextos competitivos baseados em modelos interdependentes (Boisier, 2003). Essa interdependência visualiza-se melhor na leitura histórica de um período de milhares de anos, no qual se evidencia que as estruturas sociais não são estáticas, mas se constituem de padrões dinâmicos de transformação. Este artigo, fruto de pesquisa, teve como objetivo principal analisar fatores influentes em ambientes de cooperação empresarial do setor moveleiro na cidade de Pelotas – RS (Brasil), conduzindo o estudo para uma tese central: a configuração em rede como recurso para a competitividade das micro e pequenas empresas. Os resultados apontam que os principais objetivos das empresas para ingressar na rede foram: redução de custos relativos a compras conjuntas, acesso a novos mercados e obtenção de melhores condições para enfrentar a concorrência com as grandes empresas. Os fatores considerados essenciais para o sucesso da rede foram a existência de capital social, a exemplo da motivação, comprometimento e confiança entre os parceiros. Apesar dos obstáculos enfrentados, as redes de empresas proporcionam vantagens competitivas que seriam dificilmente obtidas de forma isolada, sendo, porém necessário que cada integrante dê sua contribuição, trabalhando de forma cooperada em prol da rede.
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18 Lee mas

Análise do desempenho empresarial sob a ótica da sustentabilidade de uma empresa do setor calçadista

Análise do desempenho empresarial sob a ótica da sustentabilidade de uma empresa do setor calçadista

Os resíduos sólidos mais problemáticos são os resíduos que contêm cromo VI, metal resistente à degradação natural no meio ambiente, contido no material curtido (SOUZA et. al., 2013). De acordo com Sánchez (2009), em virtude da sua alta toxicidade e comprovada ação carcinogênica, efluentes contendo cromo hexavalente não podem ser descartados diretamente em áreas de mananciais ou mesmo na rede de esgotos. Pois, a depender do processamento dos efluentes, o cromo pode estar presente também no lodo das estações de tratamento, o que pode ocasionar a contaminação do solo e as águas superficiais e subterrâneas (SOUZA et. al., 2013). A borracha, assim como o couro, são os materiais que possuem o destino mais impróprio e prejudicial ao meio ambiente, pois todo o resíduo de borracha produzido nas empresas amostradas também é destinado ao lixão através da coleta de lixo. No entanto, estes dois materiais possuem um período de degradação bastante elevado: o couro possui um período de degradação de 20 anos e, para a borracha, o período é indeterminado (FRANÇA; LEITE; PRASAD, 2007).
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146 Lee mas

Mapeamento da proteção das marcas do setor bancário no Brasil

Mapeamento da proteção das marcas do setor bancário no Brasil

No meio empresarial e acadêmico recente, tem-se discutido acerca dos ativos dentro de uma empresa, por exemplo, as marcas. As marcas são consideradas como ativos intangíveis. Entretanto, faz-se necessário explanar sobre ativos tangíveis também. Ativos tangíveis são aqueles correspondentes à aquisição de maquinário, matéria-prima, imobilizados e todos aqueles os quais se consegue fazer lançamentos contábeis no balanço e balancetes da empresa, sendo estes utilizados nas análises do financeiro para a melhor gestão dos recursos de uma organização empresarial (NAVACINSK e TARSITANO, 2004). Os intangíveis são aqueles com impacto direto na determinação da valoração das empresas. Tais ativos criam oportunidades estratégicas por possuírem características singulares, ampliando-se assim o leque da empresa no mercado competitivo, podendo-se citar o registro de patentes, marcas e investimentos vultosos em capital intelectual (SCHMIDT e SANTOS, 2009; FERNANDES et al., 2014). “... incluem, entre outros, ativos de conhecimento, redes de clientes ... e reputação” (FERNANDES et al., 2014, p. 1).
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107 Lee mas

Alianças Estratégicas como Condicionantes do Desenvolvimento da Capacidade Tecnológica: o Caso de Cinco Empresas do Setor Eletro-eletrônico Brasileiro

Alianças Estratégicas como Condicionantes do Desenvolvimento da Capacidade Tecnológica: o Caso de Cinco Empresas do Setor Eletro-eletrônico Brasileiro

Existe uma variedade de definições para capacidade tecnológica. Estudos anteriores consideravam capacidade tecnológica como aquela relacionada aos esforços sistemáticos para aquisição de conhecimento necessário às melhorias da capacidade produtiva da empresa (Katz, 1976). Outros estudos referem-se à “capacidade de gerenciar a tecnologia e implementar mudanças técnicas” (Bell, 1984, p. 189). Alguns outros ainda consideram o conceito de habilidade dos indivíduos, incluindo a infraestrutura disponível e atividades realizadas, para dar execução a mudanças nas técnicas e na produção em sua definição (Figueiredo, 2003a, referindo-se aos estudos de Bell, 1982). A capacidade tecnológica pode, ainda, referir-se às habilidades e competências da empresa para criar, absorver, adaptar e modificar tecnologias, ou seja, inovar. Kharbanda e Jain (1997) consideram que, no caso das empresas localizadas nos PRI, ela refere-se à capacidade local para absorver, adaptar e modificar tecnologias que são transferidas durante os processos de importação.
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22 Lee mas

O impacto das contribuições sociais DO PIS e da COFINS: estudo de caso em uma empresa do setor hospitalar

O impacto das contribuições sociais DO PIS e da COFINS: estudo de caso em uma empresa do setor hospitalar

RESUMO O planejamento tributário é uma das várias necessidades de uma instituição. No Brasil, onde a carga tributária vem crescendo a cada ano, o estudo das tributações torna-se relevante para todas as empresas. Dentre tantas espécies de tributos as contribuições sociais têm assumido cada vez mais notoriedade. Neste contexto, este estudo busca analisar o impacto destas contribuições sociais na carga tributária das empresas, enfocando no PIS e na COFINS que serão objeto deste estudo. Dessa maneira, procura-se responder a seguinte questão de pesquisa: Qual o impacto das contribuições PIS e COFINS na carga tributária de uma empresa do setor hospitalar? Para responder a esta pergunta, foi utilizado um estudo de caso, de maneira a garantir um estudo mais amplo e detalhado sobre as contribuições sociais, onde será proposto um comparativo entre os dois regimes de apuração do PIS e da COFINS, cumulativo ou não cumulativo. Este estudo conclui que as contribuições sociais representam uma fatia mais significativa em comparação aos impostos, na carga tributária da empresa estudada e que o regime não cumulativo do PIS e da COFINS não representa vantagem, pois oneram ainda mais a carga tributária de uma empresa do setor hospitalar.
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26 Lee mas

Diagnóstico das percepções de responsabilidade social empresarial a partir do modelo tridimensional de performance social: o caso de uma empresa do setor têxtil

Diagnóstico das percepções de responsabilidade social empresarial a partir do modelo tridimensional de performance social: o caso de uma empresa do setor têxtil

Em relação ao fomento de projetos em benefício da comunidade, o diretor verifica que a necessidade de interação com ela existe. É um problema recorrente porque o foco da empresa são os funcionários. “Nosso projeto educacional para jovens e adolescentes é um exemplo de projetos para a comunidade. É uma ação voltada para formação técnica de jovens. 90% de nossos técnicos têxteis foram formados pela empresa. Estamos abertos para conversar com a comunidade, embora nem sempre isso aconteça por uma falta de iniciativa de ambos. Mas a maioria dos projetos visam proporcionar um melhor ambiente de trabalho pra os colaboradores, são principalmente em benefício deles. Isso promove motivação. [...] Não temos muito conhecimento das pessoas de fora, a interação não é grande mesmo a empresa tendo uma cultura „de portas abertas‟. Acredito até que muitos têm uma visão distorcida nossa. Até pelo fato de não haver grande divulgação por parte da empresa das ações que ela faz. Na verdade não há mesmo a consciência por parte da comunidade de interagir ou requisitar algo da empresa. Porque nunca tomamos a iniciativa de organizar os dados e fazer um balanço social”.
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201 Lee mas

Divulgação da Responsabilidade Social Empresarial no setor florestal da Bacia do Congo

Divulgação da Responsabilidade Social Empresarial no setor florestal da Bacia do Congo

ambientes económicos baseado em relações 7 . Alguns países asiáticos, como a China, estarão num período de transição de um ambiente baseado em relações para um governado por regras (Li et al., 2010). Nos países desenvolvidos, as regras públicas são tendencialmente justas e acessíveis a todos, resultando num elevado grau de confiança nas comunicações publicamente disponíveis, como as publicações feitas por empresas. Por outro lado, nas sociedades baseadas em relações, as informações costumam ser filtradas por entidades estatais e portanto as pessoas não confiam em informações públicas, preferindo depositar a sua confiança em informações privadas para tomar decisões (ibid). De acordo com Sen (1999), governos baseados em relações preocupam-se muito pouco com problemas sociais e os cidadãos encontram-se limitados no poder de influência. Consequentemente, as empresas sofrem menos pressões para se comportarem de um modo responsável e não se sentem obrigadas a realizar comunicações de RSE nem a agir de acordo com o interesse do público. Em contraste, nos países desenvolvidos, onde a indústria é mais regulamentada, existe uma pressão acrescida por parte de um público mais exigente no sentido de as empresas adotarem comportamentos responsáveis (Li et al., 2010). As sociedades asiáticas têm diferentes contextos e desafios de RSE, tais como pobreza, distribuição da riqueza, salários e padrões de trabalho, desigualdades na educação, bases do poder e legitimidade governamental, desafios gerenciais nas empresas e vulnerabilidade aos desastres naturais (Chapple & Moon, 2007), que têm emergido e sido reportados em estudos académicos e na comunicação social, resultando num aumento da pressão sobre as empresas para adotarem atividades de RSE (Li et al., 2010). Quando multinacionais oriundas de países desenvolvidos montam as suas operações na BC, podem sentir dificuldade em implementar as práticas de RSE a que estão acostumadas devido ao ambiente macroinstitucional que não o favorece. Do mesmo modo, será um desafio para as empresas locais alcançar os mercados mais exigentes dos países desenvolvidos. Estas disparidades moldam o discurso empresarial, dado que firmas de origens distintas terão diferentes exigências de RSE por partes de públicos com variadas expectativas. Williams e Aguilera (2008) sugerem que a origem tem um impacto no modo como as multinacionais, enquanto entidades legais estabelecidas num determinado país, se comportam noutro contexto através das suas subsidiárias. Além disso, o país de origem tem
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155 Lee mas

Aposentadorias do setor público e aposentadorias do setor privado no Brasil:: uma análise das mudanças

Aposentadorias do setor público e aposentadorias do setor privado no Brasil:: uma análise das mudanças

Lula. E, aos poucos, a mídia escrita e falada retorna à pauta de discussão uma ‘nova reforma da Previdência’, com enfoque recorrente no chamado ‘déficit’. 6 O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), presente ao recente Fórum Nacional da Previdência Social, participou do debate com a Nota Técnica nº 52 (outubro 2007) e afirmou que a resposta à questão se há ou não déficit na Previdência brasileira depende de como são entendidos o sistema de proteção social e a base financeira construída. Assinala que três visões sobre a questão são identificáveis: a fiscalista, a constitucionalista e a pragmática. Até o presente momento o governo vinha se orientando por uma visão essencialmente fiscalista tendo mudado o seu discurso recentemente para uma visão pragmática. Nessa visão pragmática, a Previdência deve contabilizar como receita, além das contribuições dos trabalhadores e das empresas sobre a folha, os valores correspondentes às renúncias fiscais e a 26,3% da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF – equivalente a 0,10 ponto da alíquota de 0,38% da CPMF). Nesse caso, continuaria ocorrendo um déficit, isto é, uma diferença negativa entre as receitas assim contabilizadas e o gasto com benefícios previdenciários, mas em montante bem inferior. Em 2006, por essa visão, o déficit da previdência teria sido de 0,95% do PIB. 7 Contudo, no momento, o esforço do governo Lula da
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34 Lee mas

O impacto da inovação na rendibilidade empresarial. O caso do setor têxtil português

O impacto da inovação na rendibilidade empresarial. O caso do setor têxtil português

Este estudo tem por objetivo avaliar o contributo da ino- vação para a rendibilidade empresarial no setor têxtil por- tuguês. Esta opção prende-se com o elevado dinamismo desempenhado na economia portuguesa e com o facto de absorver uma parte muito significativa de mão-de-obra. Contudo, a concorrência das economias asiáticas e da deslocalização geográfica, tem conduzido a que o setor têx- til enfrente dificuldades acrescidas (Melo e Duarte, 2001; Vasconcelos, 2006). Neste âmbito, o caráter inovador de algumas empresas constitui um elemento diferenciador, jus- tificando algum do dinamismo que este tem vindo a registar. Para além desta secção de caráter introdutório, o estudo
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11 Lee mas

Internacionalização do setor vinícola: o caso da região das Beiras

Internacionalização do setor vinícola: o caso da região das Beiras

A propósito da variável tempo, Zucchella et al. (2007) salienta que, no contexto da internacionalização de empresas, existem duas dimensões a considerar: o início precoce da atividade internacional e a velocidade de crescimento. Mais uma vez, as redes sociais são identificadas pela literatura como um dos aceleradores da internacionalização, nomeadamente a internet. Considerando as implicações desta realidade, Chrysostome & Rosson (2004) chamam a atenção para o elevado grau de rivalidade concorrencial, que expõe as PME a desafios outrora do domínio exclusivo de empresas maduras e de grande dimensão, situação particularmente sensível tendo em conta que ainda não dispõem de um mercado doméstico sólido, ao qual possam recorrer caso a concorrência global seja demasiado rigorosa. Na literatura mais recente sobre empreendedorismo tornou-se claro que muitas empresas podem ser globais pouco tempo após a sua criação (P.P. McDougall, et al., 2003), verificando- se que nem todas constroem um caminho lento e progressivo em direção aos negócios internacionais, o que parece contradizer os estudos anteriores (Johansson & Vahlne, 1977, 1990). Nestas empresas a gestão vê o mundo como um mercado potencial, olhando para os mercados externos não como simples complemento aos mercados internos, mas como mercados prioritários.
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146 Lee mas

Motivação e compensações: a dialética no setor público e/ou empresarial do Estado e no setor privado

Motivação e compensações: a dialética no setor público e/ou empresarial do Estado e no setor privado

10 Iniciando-se pelas necessidades fisiológicas, consideradas como o nível elementar da existência humana, estas incluem a fome, sede, sexo e sono. De seguida, apresentam-se as necessidades de segurança, podendo ser consideradas no trabalho, monetariamente e na sociedade (dependendo do nível de desenvolvimento ou conflito desta). Logo a seguir, surgem as necessidades sociais ou de amor, ou seja, a procura de relacionamentos interpessoais e sentimentos recíprocos. Já quase no topo da pirâmide, temos as necessidades de estima, isto é, o desejo de alcançar o respeito e estima dos outros, possibilitando, assim, o seu desenvolvimento pessoal e a auto capacidade de não experimentar sentimentos de vulnerabilidade. Por último, é feita referência às necessidades de autorrealização, que se evidenciam após todas as outras necessidades estarem satisfeitas. Estas correspondem à possibilidade dos indivíduos serem aquilo que podem ser, sendo alcançada de forma diferente. Caso estas necessidades de autorrealização não sejam satisfeitas, poderão originar desordens psicológicas e emoções negativas. Esta sequência só será bem-sucedida se cada patamar das respetivas necessidades for satisfeito por completo (Cunha et al., 2016). Como qualquer teoria, existem críticas que abrangem alguns aspetos, a considerar:
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71 Lee mas

Comparação do desempenho das empresas do ponto de vista da reestruturação empresarial

Comparação do desempenho das empresas do ponto de vista da reestruturação empresarial

Para a obtenção da amostra de 50 empresas, foi fornecido pela COFACE 1 uma base de dados com as demonstrações financeiras de 1303 empresas portuguesas que tinham realizado operações de reestruturação de empresas nos últimos três anos. Numa fase inicial, das 1303 empresas, foram selecionadas apenas 68, uma vez que eram as únicas que tinham as demonstrações financeiras para os três anos necessários à comparação (2009, 2010 e 2011). As restantes apresentavam 3 anos de análise, mas o ano de transformação não coincidia com o intermédio. Dessa forma, não permitiria fazer o estudo em questão, pelo que após eliminação dessas empresas apurou-se uma amostra de apenas 68 empresas. Posteriormente, foram eliminadas 18 empresas por não apresentarem valores nas rúbricas necessárias ao cálculo dos indicadores económicos e financeiros. Nestas 18 empresas, alguns indicadores ficavam sem significado para análise, pois eram compostos por rubricas nas quais não havia valor para estas empresas. Por esse motivo, e para evitar uma amostra com indicadores sem significado, estas empresas foram eliminadas. Após estas restrições, obteve-se uma amostra de 50 empresas, as quais irão ser analisadas quanto ao desempenho económico e financeiro antes e após os vários processos de reestruturação empresarial. Uma vez que se encontram em estudo duas amostras, que incidem sobre as mesmas 50 empresas, no entanto com registo das mesmas variáveis antes e após os processos de reestruturação, diz-se que estas são amostras emparelhadas. Howell (2004) define amostras emparelhadas como dependentes, relacionadas, de medidas repetidas ou dentro dos sujeitos (withinsubjects). Estas consistem em pares ordenados cujos termos medem a mesma grandeza, isto é, as mesmas empresas fornecem dados em duas medidas (neste caso, antes e após os processos de reestruturação). O teste estatístico baseia-se na correlação entre os resultados antes e depois.
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100 Lee mas

Inovação e rendibilidade: o caso das empresas do setor têxtil português

Inovação e rendibilidade: o caso das empresas do setor têxtil português

A importância assumida pela inovação decorre da(o): i) globalização das economias, ii) escassez de recursos, iii) desregulamentação, iv) aumento da intensidade competitiva, v) aceleração da inovação tecnológica, vi) acréscimo da sofisticação dos clientes, vii) redução do ciclo de vida dos produtos, vii) excesso da capacidade instalada e ix) individualização da oferta. Neste sentido, Eurico (2000) defende que a “inovação é o princípio de tudo”, uma vez que está “na génese da empresa e forçosamente na base da sua expansão e internacionalização”. Para a empresa se posicionar no mercado nacional e internacional deverá assumir uma cultura inovadora, construindo no presente as bases do seu desenvolvimento futuro sustentado (Manual de Inovação, 2007).
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74 Lee mas

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