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Sete dos trinta anos do PósCom da Metodista

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Sete dos trinta anos

do PósCom da Metodista

Seven of the thirty years of the Methodist PósCom Siete de los treinta años del PósCom de la Metodista

Mestre (1987), doutor (1992) pela ECA-USP e com pós-doutorado nos Estados Unidos e na Espanha (1996). Autor dos livros Aprender telejornalismo (Brasiliense, 1990); Boris Casoy, o âncora no telejornalismo brasileiro (Vozes, 1993); O século dourado: a comunicação eletrônica nos EUA (Summus, 1995); Telejornalismo: memória – I (Editora da ECA-USP, 1997) e Jornalismo online (ArteCiência, 1998). Atualmente, é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social e diretor da Faculdade de Comunicação Multimídia, além de líder do Grupo de Pesquisa Comunicação e Tecnologias Digitais (www.comtec.pro.br) na Uni-versidade Metodista de São Paulo.

E-mail: [email protected]. SEBASTIÃO SQUIRRA

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SQUIRRA, Sebastião. Sete dos trinta anos do PósCom da Metodista. Comuni-cação & Sociedade, São Bernardo do Campo, PósCom-Metodista, a. 29, n. 50, p. 27-50, 2. sem. 2008.

Resumo

Este artigo reflete sobre os 30 anos do Programa de Pós-Graduação em Comu-nicação da Universidade Metodista de São Paulo abordando especificamente os últimos sete anos do Programa. Destaca o capital intelectual de pesquisa e inser-ção científica que atingiu em 2008 e as inúmeras iniciativas de aperfeiçoamento de suas práticas acadêmicas, sempre de acordo com as orientações da Capes e das normas internas da instituição. Discorre sobre suas principais ações e avanços – como a consolidação da Revista Comunicação & Sociedade; apresenta os múltiplos movimentos de aperfeiçoamento de suas práticas de controle e estímulo à pro-dução científica e sua conseqüente qualificação, indicando as mais recentes con-quistas na revisão e redefinição de suas linhas de pesquisa e suas ementas, dese-nhando previsões de ações para o futuro.

Palavras-chave: Pós-Graduação – Comunicação – Umesp. Abstract

This article reflects on the thirty years of the Communication Post-Graduation Program of the Methodist University of São Paulo, specifically approaching the last seven years of the Program. It emphasizes the intellectual research capital and scientific insertion attained in 2008 and the innumerous initiatives of improvement of its academic practices, always according to Capes’ orientations and the institution’s internal norms. It reasons on its main actions and advancements – such as the consolidation of Comunicação & Sociedade Magazine; it presents the multiple movements to improve its practices of control and stimulation of scientific production and its consequent qualification, indicating the most recent conquests in reviewing and redefining its Research Guides and its Menus, drawing action forecasts for the future.

Keywords: Post graduation – Communication – Umesp. Resumen

Este artículo reflete sobre los 30 años del Programa de Postgrado en Comunicación de la Universidad Metodista de São Paulo abordando específicamente los últimos siete años del Programa. Destaca el capital intelectual de pesquisa e inserción científica que ha atingido en 2008 y las innumerables iniciativas de perfeccionamiento de sus prácticas académicas, siempre de acuerdo a las orientaciones de la Capes y de las normas internas de la institución. Él discurre sobre sus principales acciones y avances – como la consolidación de la Revista Comunicação & Sociedade; presenta los múltiplos movimientos de perfeccionamiento de sus prácticas de control y estímulo a la producción científica y su consecuente calificación, indicando las más recientes conquistas en la revisión y redefinición de sus líneas de pesquisa y sus notas, diseñando previsiones de acciones para el futuro.

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E

m 1978, no então Instituto Metodista de Ensino Superior e no impulso dos já então expressivos desempenho e projeção da graduação em comunicação, um grupo de professores visionários criou a Pós-Graduação em Comunicação da instituição. Da Ata da reunião de instalação, realizada em 18 de janeiro de 1978, constam os nomes dos professores José Mar-ques de Melo, já indicado como coordenador pelo reitor, Jaci C. Maraschin, Joel Camacho e o representante do Diretor Geral da instituição, Dorival Beulke. Na oportunidade, constituiu-se a pri-meira equipe docente, integrada por José Marques de Melo, Fran-cisco Gaudêncio Torquato do Rego, Cândido Teobaldo de Souza Andrade, Jaci C. Maraschin, Egon Schaden, Wladimir Pereira, Neusa Meirelles da Costa, José Gonçalves Salvador, Eda Mar-condes Custódio, Anita Liberasso Néri, Joel da Silva Camacho e, como visitante, Rubem Alves, que ministraria aulas sobre Socio-logia do Lazer.

O curso foi instalado com duas Áreas de Concentração – Comunicação Empresarial e Metodologia da Comunicação – e 40 disciplinas. Decorridos 30 anos, o Programa já titulou 519 mes-tres e 85 doutores. Como atual coordenador, reconheço que o sentimento é grande, pois, à semelhança da corrida de reve-zamento, olho para trás e vejo meus precedentes como os nomes mais competentes, produtivos, destacados e respeitados da área. Hoje, justa e reconhecidamente, saúdo todos e, ancorado na his-tória, homenageio José Marques de Melo, farol para muitos -e, sobretudo, para o segmento- durante todas estas décadas. Aliás, a primeira vez que vim à Metodista foi no distante ano de 1980, a convite de Marques de Melo, para assistir, no PósCom, à pa-lestra do famoso Armand Mattelart, trazido pela Sociedade Bra-sileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

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Anos passados e carreira construída, voltei à Metodista em 1999 como docente e coordenador do curso de RTV, sendo nomeado diretor da Faculdade de Comunicação Multimídia em 2000, e, sempre a convite do então Reitor Prof. Davi Barros, assumi o PósCom em 2002.

Como é de praxe neste cenário, enormes, inóspitos e deli-cados desafios se apresentam costumeiramente, sendo todos enfrentados com destemor e incansável disposição pelo coletivo do PósCom e, por isso, muitos estão superados. Todavia, na fertilidade dos aprimoramentos e redirecionamentos a que a área vem sendo submetida neste período e ante novos e complexos processos que afloram ininterruptamente, pode-se dizer que nes-tes últimos anos o espírito científico do Programa está bem pre-parado para as questões específicas que são colocadas para todos. Após o exaustivo período de análises e debates dos últimos anos, quando foi necessário aperfeiçoar a cultura de entendimento e domínio dos pressupostos em que se ancoram as instâncias de avaliação e fomento, o conjunto do Programa acha-se preparado para um avanço consciente e consistente rumo à sua consolida-ção. Assim, e em nome dos docentes, posso declarar que o PósCom da Metodista, como um todo, está maduro, tem primo-rosa fluidez intelectual e usufrui da segurança e da flexibilidade obtidas pela lapidação dos tempos, contando, sobretudo, com a experiência alcançada na labuta incansável em busca da perfeição. Neste 2008, o PósCom comemora seus primeiros 30 anos. Feliz, seguro e antenado, comemorará o fato durante todo o ano, promovendo e apoiando uma série contínua de eventos científi-cos e de intercâmbio acadêmico. Por exemplo, o tema “Vanguar-das Paulistas do Pensamento Comunicacional”, do XII Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação (Celacom), realizado de 5 a 7 de maio pela Cátedra Unesco-Metodista, sob a liderança de José Marques de Melo, docente do Programa, teve origem na iniciativa do PósCom de congraça-mento com os Programas de Pós-Graduação em Comunicação do Estado de São Paulo. O PósCom será um dos parceiros da VI Conferencia Media, Religión y Cultura, evento internacional que, debatendo o tema “Diálogos em la diversidad”, será levado

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a efeito, de 11 a 14 de agosto, pela Cátedra Unesco-Metodista e pela World Association for Christian Communication (WACC), sob a coordenação de Magali Cunha, docente do PósCom. Ainda neste ano, de 17 a 18 de novembro, O PósCom promoverá o 6o. Encontro Nacional da SBPJor, a Associação Brasileira de Pesqui-sadores em Jornalismo, sob a coordenação local de José Salvador Faro, igualmente docente do Programa. No primeiro semestre, a Reitoria da Metodista entregou ao Programa seu laboratório de comunicação multimídia. E o PósCom, atendendo à convocação feita, em 24.09.2004, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – através de Renato Janine Ribeiro, seu diretor de avaliação –, finaliza sua home page cientí-fica na rede, onde disponibilizará a produção integral dos docen-tes e dos alunos e indicará as páginas e os blogs pessoais de seus pesquisadores e grupos de pesquisa.

Capital intelectual de pesquisa e orientação

Em 2008, o PósCom encontra-se composto por 15 docen-tes, todos professores doutores, sendo 11 deles permanentes-segundo orientação da Portaria 068 da Capes, de 03.08.2004, que estabelece as categorias e enquadramento dos docentes que atuam nos Programas de Pós-graduação do País – e quatro Colaborado-res. Fortemente envolvidos com o Programa, os docentes perma-nentes são: Adolpho Queiroz, Cicilia Peruzzo, Daniel Galindo, Elizabeth Gonçalves, Isaac Epstein, José Marques de Melo, José Salvador Faro, Maria das Graças Conde Caldas, Sandra Lucia de Assis Reimão, S.Squirra e Wilson da Costa Bueno. Os colaborado-res são: Antonio Carlos Filippi Ruótolo, Fábio Botelho Josgrilberg, Magali Cunha e Paulo Rogério Tarsitano.

No sentido do espelhamento da excelência da produção dos docentes do PósCom, uma pesquisa realizada, em janeiro de 2008, pelo Portal Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),1 revelou que muitos dos docentes do PósCom da

Metodista figuram entre os mais produtivos pesquisadores da área, tendo três deles aparecido como líderes nacionais em seus

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segmentos: Wilson da Costa Bueno (em comunicação empresa-rial e jornalismo científico), Elizabeth Moraes Gonçalves (em discurso e linguagem) e Sebastião Carlos de Morais Squirra (em Telejornalismo). Outros sete docentes (Adolpho Carlos Françoso Queiroz, Cicilia Maria Krohling Peruzzo, Maria das Graças Con-de Caldas, Isaac Epstein, José Marques Con-de Melo, José Salvador Faro e Sandra Lucia Amaral de Assis Reimão) figuram entre os dez mais produtivos em seus territórios analíticos.

Destaques do PósCom

Chegar a 30 anos de atividades científicas ininterruptas com a dinâmica e a destacada qualidade das pesquisas produzidas, os intercâmbios realizados, os esforços empenhados na investigação qualificada, a distinção do conhecimento amealhado -e partilhado-representa, de fato, a inequívoca maioridade científica do PósCom da Metodista. Corroborando tudo isso, assinale-se que, em sua histó-ria, vários dos mais expressivos pesquisadores – nacionais e inter-nacionais – passaram pelo PósCom, consolidando a investigação pós-graduada inovadora e de qualidade em comunicação. Tal fato foi alcançado pelo Programa após longos, cuidadosos e insistentes investimentos, marchas, aperfeiçoamentos e intercâmbios.

Também é de ressaltar, com relação ao PósCom da Metodista, que vários pesquisadores, de todo o País, o estão pro-curando para realizar estágio de pós-doutoramento com seus docentes. Essa realidade fez com que a Metodista normatizasse e aprovasse em seu Conselho Universitário (Consun), regulamento próprio para tanto2. Já obtiveram seus certificados os

pesquisado-res: Walter Teixeira Lima Junior, acolhido por S. Squirra; Sidney Ferreira Leite, com Isaac Epstein, e Carlos Alberto Vicchiatti, com José Marques de Melo. Outros dois cientistas encontram-se rea-lizando pesquisas: Mônica Martinez, com S. Squirra e João Elias Nery, que finalizou seu estágio com Sandra Reimão.

No âmbito da contribuição científica do Póscom da Metodista, destacam-se, particularmente:

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3 O primeiro é a Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, da Intercom. 4 Semestral até 1985, apareceu irregularmente até 1993, quando recuperou a

periodicidade.

• Revista Comunicação & Sociedade

A revista Comunicação & Sociedade é o segundo mais antigo periódico da área de Ciências da Comunicação em circulação do País3, tendo sido criada no segundo semestre de 19794. Atualmente,

ela tem como diretor-responsável José Marques de Melo e como editor Adolpho Queiroz, docentes do Programa. Sintonizada com os desafios da modernidade, a publicação vem produzindo férteis dossiês, dos quais menciono, particularmente, um sobre Cibermídia (Edição 45) e outro sobre TV Digital (Edição 48).

Avaliada com o conceito Qualis Nacional A pela Capes, a revista tem publicado textos dos mais destacados autores nacio-nais e internacionacio-nais. Chegando agora à edição de número 50, entrará em seu 30º Aniversário no segundo semestre deste ano, configurando-se como uma das revistas com a mais perene, equilibrada e plural política de divulgação científica da área. Com métodos acadêmicos consolidados e transparentes, a Comunicação & Sociedade tem se pautado por segurança e equilíbrio ao seguir a norma de só aceitar textos previamente submetidos à aprecia-ção de pareceristas internos e externos. Um diagnóstico feito pelo diretor-responsável revelou seu desempenho como revista que observa o princípio de privilegiar textos exógenos produzi-dos por pesquisadores externos ao Programa. Tal diagnóstico mostrou a presença de pesquisadores do Exterior e do País nas páginas da revista no período de 2004 a 2006.

Do exterior,

os cientistas da comunicação que tiveram seus artigos recomendados pelos avaliadores e foram selecionados pelo corpo editorial da revista, no triênio 2004-2006, estão vinculados a instituições européias – Pierre Fayard (Universidade de Poitiers – França) e Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa – Portugal) e norte-americanas – Luis Ramiro Beltrán Universidade John Hopkins (EUA); Valério

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Fuenzalida e Patrício Bermedo (Pontifícia Universidade Católica do Chile); Marisa Garzón (Pontifícia Universidade Javeriana – Colômbia); José Carlos Lozano (Instituto Tecnológico de Monterey – México); Raul Fuentes Navarro (Universidade de Guadalajara – México) e Erick Torrico (Universidade Andina - Bolívia).

Quanto às colaborações nacionais, elas procediam

de todas as partes do território brasileiro, incluindo autores de ins-tituições públicas federais do Rio Grande do Sul (Maria Helena Weber e Ida Stumpf – UFRGS); Santa Catarina (Eduardo Meditsc– UFSC); Rio de Janeiro (Ana Arruda Callado – UFRJ); Niterói – RJ (Marialva Barbosa - UFF); Brasília (Lavinia Madeira – UnB); Uberaba – MG (Ana Carolina Temer – UFU); Viçosa – MG (J. B. Pinho – UFV); Bahia (André Lemos – UFBA); Piauí (Maria das Graças Targino – UFPI); Pernambuco (Maria Salett Tauk – UFRPE); de instituições públicas estaduais - Bauru – SP (Renato Dias Baptista – Unesp); Londrina – PR (Eduado Barros Judas – UEL); de institui-ções confessionais – de Porto Alegre (Antonio Hohlfeldt e Francisco Rudiger – PUCRS); São Leopoldo – RS (Edison Luis Gastaldo – Unisinos); São Paulo (Helena Bonito – Mackenzie); e de instituições particulares – Fortaleza – CE (Erotilde Honório – Unifor); São Paulo (Antonio Adami – Unip e Sergio Amadeu – Facasper ) e Marília - SP (Suely Flory, Linda Bulik e Ciça Guirado – Unimar).

Ainda no levantamento feito, Marques de Melo aponta que,

tomando como referência os indicadores do triênio 2004-2006, pode-se observar que o conteúdo científico da revista – artigos destinados à difusão de pesquisas recentes ou dedicados à revisão de literatura em segmentos cognitivos – tem autoria predominan-temente exógena (pesquisadores nacionais ou internacionais), cor-respondente a 66% das unidades editoriais. De acordo com as diretrizes consensuais na comunidade acadêmica nacional, o pe-riódico vem reservando um terço do espaço para a produção endógena, ou seja,artigos escritos pelos pesquisadores da própria instituição editora, perfazendo 34% do conteúdo científico. É

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Edição Total % 46 45 44 43 42 41 Endógenos 3 3 4 4 1 3 18 34,6 Exógenos 7 6 5 4 6 6 34 65,4 Total 10 9 9 8 7 9 52 100,0 Artigos

importante destacar que a colaboração externa procede não ape-nas de instituições nacionais, mas também de universidades es-trangeiras, refletindo a cooperação internacional que tem sido marca registrada do PósCom desde a sua fundação.

Oaspectoendogeniaversus exogeniadosprodutos cientí-ficos sedemonstra no quadroa seguir.

• Cátedra Unesco-Metodista de Comunicação

O PósComda Metodistatemestreitaeforte parceria cien-tífica comaCátedraUnesco de Comunicaçãoparao Desenvol-vimentoRegional, capitaneada,desde suainstalaçãonaMetodista (1996), peloprof.Marques de Melo, docentedo PósCom. Em conjunto comaCátedraUnesco, oPósComrealiza outros even-tos científicosdistintos,todosliderados porseus docentes,como éo caso,porexemplo,daConferênciaBrasileiradeComunicação e Saúde (ComSaúde)e da Conferência BrasileiradeMarketing Político (PolitiCom), coordenadas, respectivamente,por Isaac Epstein e AdolphoQueiroz, docentes do Programa.

• Associação Brasileira de Jornalismo Científico

Apartirde2007,aAssociaçãoBrasileiradeJornalismo Cien-tífico(ABJC)passouater suasede noPósCom,sendopresidida atualmenteporWilsonBueno,tendo emseu quadrode diretores Maria das GraçasConde Caldas,ambos docentesdoPósCom. • Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós)

Em suas iniciativas acadêmicas deintegraçãoe congraça-mento científico,teveprojeçãoarealização,sobreaCoordenação doPósCom daMetodista, doXIII EncontroAnual daCompós,

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emjunhode 2004,que reuniumaisde 350cientistas e pesquisa-dores da ComunicaçãoSocial do Paíse do exterior. Decidida-mente identificado comaCompós,a Associaçãoquerepresenta osProgramasdePós-Graduação emComunicação,oPóscomda Metodista vemparticipando ativamentede todas asreuniõesda entidade epreconizando uma maiorinserção deseus docentes no eventocientífico nacional queela promove anualmente.

Outras expressivasaçõesdestacamo PósComdaMetodista: a)semprefortemente inseridonaconstrução daárea, o Progra-ma é entidade fundadora da Compós, da Intercom, da UCBC etc. eb) arrojadoe criativo,ajudou afundar,integrae/ou parti-cipade todas as entidadescientíficas internacionais da comuni-cação,entre elasaALAIC (quetambémcomemoraseus 30anos em2008),oLusoCom,o Ibercom,aIAMCRetc.Alémdisso,os docentesdoPóscom daMetodista integramadiretoriadevárias entidades científicas nacionais einternacionaise conselhos edi-toriais das mais rigorosase qualificadas revistas acadêmicasda área, mantendo estreitos laços com excelentes universidades, Programas dePós-Graduação eGruposdePesquisada Europa, da Américado Norte e,principalmente, da AméricaLatina. A sedimentação do passado

Todavia,estamobilidadeconceitualnãopoderiase materia-lizar se não existisseuma “vivência” científicahistoricamente sedimentada.Aliás, umacoisa écondiçãopara aoutra,ehojese pode dizerque o“cimento teórico”foibem preparado, cuidado-samente depositadoeestápronto, bemaplicado esólido. Várias iniciativasforam adotadas nestatrajetória.Entre elas,destaca-se umacuidadosalista deassuntosque passaram aseranalisados e debatidoscontinuamenteporseucoletivoháváriosanos, compos-taporitenscomo:1. afinamentodasáreas deatuação/domínio/

especialização decadaintegrantedoPrograma;2. definiçãoclara econsensuadados conceitos,abrangentese específicos,sobreas teorias daComunicaçãoedametodologiadapesquisaem Comu-nicação(e,conseqüentemente,dotrabalhocientifico);3. uniformi-zaçãodosprocessosdeavaliação;4. consensoedefiniçãocoletiva eclarasobreoqueseentendedevaserpraticadopelosalunos no

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momento daapresentação/defesademestrados edoutorados;5. entendimentoedefinição coletivaeclarasobreo queseentende deva ser/conter na obraescrita dos mestrados edoutorados; 6. definiçãocoletiva eclarasobreo queseentendedevaser/conter uma Propostade Qualificaçãode Mestrado e de Doutorado;7. definiçãocoletivasobreosprocessosdesupervisãodetrabalhode Qualificaçãodemestrandos edoutorandos;8.definiçãodoperfil dosintegrantesdecadabancadeacordocomasespecialidadesdos pesquisadores (asbancassão todascompostas somentepor dou-tores há muitotempo);9.estímuloanovos tiposde difusãodas reflexõescientíficasdosintegrantes doPósCom(docentese alu-nos);10. integraçãodos alunosnas atividadesdoprogramae in-centivo aumamaiorparticipaçãonodia-a-diadoPósCom(e atu-açãotutoradanoestágiodocente nagraduação);11.definiçãodos requisitos/compromissosesperados dosalunosbolsistas;12. de-finiçãodeum“modelo”maisuniforme deprodutividadepara os docentesdoPósCom; 13. estabelecimentodealvos futuros para atividades integradorascomosdemaisProgramas de Pós-Gradu-ação em Comunicação,do Brasil e do exterior, visando auma dinâmica demaior inclusão do PósCom no cenário nacional e internacional; 14. definiçãode índice“mínimo” de produçãode papersporalunoseorientadores.

Calendário permanente de reuniões

Estabeleceu-se como imprescindívela constituiçãode um calendáriocontínuo dereuniões (realizadasatéhojeemtodas as tardes das quartas feiras) que pluralizassem o entendimento coletivo sobre temas eprocessos científicos,tais quais: 1. iden-tificação e alinhamentodos docentes às Linhasde Pesquisa; 2. revisão e adequaçãodos ProjetosdePesquisa que osdocentes desenvolvem no Programa; 3. indicação do(s) território(s) da comunicação emquecada docentetemcompetênciapara orien-tar discentes no PósCom; 4. criação e/ou identificação dos Grupos dePesquisa que ospesquisadoreslideram(ouintegram) no CNPq; 5.definiçãode temas (ou recortes)em quecada do-cente pode serconvocado para integrar bancasno PósCom; 6. explicitação dos principais assuntos que os pesquisadores do

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Programaperseguemquandoda produçãodepapers;7. adequa-çãocientífica dasdisciplinas ministradasno PósCome 8. ativi-dades extra-curriculares associadasaestes tópicos.

Alémdessestópicos,outrostantostemas aflorarameforam analisados,debatidos econsensuados,destacando-se:a)arevisão doperfil edonúmerode disciplinasofertadasecredenciadasno Programa;b) concentração daofertadas disciplinasnos primei-ros diasda semana,emhoráriosdefinidos eemconjuntode,no máximo,duasdisciplinaspor horário;c)todososdocentes ofere-cemdisciplinasaprovadaspeloColegiado,que duramduas horas e meiaevalemtrêscréditos; d)o Colegiado definiucomo obri-gatória, tanto para mestrandos quantopara doutorandos, a dis-ciplina MetodologiadaPesquisa emComunicação, que,todavia, é distintae oferecida emhorários diferenciados.

Constituição dos Grupos de Pesquisa

OPósComacomodoupropostas dosdocentesehojetodos lideram ou integram GruposdePesquisa, contribuindo como Diretório de Gruposde Pesquisasdo CNPq.Aliás, destaque-se que a área da Comunicação contava, em 2006 (último censo), com330 Gruposde Pesquisa, correspondendo a1,6% do total de GPs existentesno País5.OPósCom temoitoGrupos e

qua-tro Núcleos de Pesquisacredenciados no CNPq. Integração do novo estudante

Paraumacompreensãoadequadadasdiretrizesacadêmicas e daorganização doPósCom, têmsidoabordadosextensivamente, quando da recepçãode novos estudantes, pontoscomo, entre outros,osseguintes: a)informaçõessobreofuncionamento admi-nistrativodaPós-GraduaçãodaMetodista,quetemumaSecretaria Acadêmica específica; b)esclarecimentos sobre os Grupos de Pesquisado PósComcredenciados pela instituiçãonoCNPq; c)

5 O Censo do CNPq apresentado no final de 2007 indicou que existiam 21 mil GPS em 403 instituições, com 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes, em 76.719 linhas de pesquisa. A Comunicação pulou de 33 GPs em 1993 para 330 em 2006.

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6 O “Manual para elaboração de relatório de qualificação, dissertação e tese” do PósCom da Metodista é a versão revista e ampliada do “Manual para elabo-ração e apresentação de relatório de qualificação, dissertação de mestrado e tese de doutorado em comunicação social”, elaborado pela profa. Cicilia Peruzzo em 2001 e, desde, então continuamente revisado e atualizado.

explicaçãosobreaspolíticaseeditoriasdaRevistaComunicação & Sociedade;d)indicaçãodequeoCurrículoLatteséobrigatóriopara todos; e) apresentaçãoedetalhamento do Manualda Produção CientíficadoPósCom,produzidoporCicíliaPeruzzo6,docentedo

Programa;f)apresentaçãodosprocedimentosquanto àconcessão dasbolsasde estudosesobreasresponsabilidades dosalunos;g) esclarecimentos sobre as funções do Colegiado do PósCom e sobre arepresentação discentenele,apresentação docalendário anualedatasdas reuniõesmensais;h)informações sobreo Con-selhodaFaculdade deComunicaçãoMultimídia (Facom)esobre arepresentaçãodiscentedoPósComnele, apresentaçãodo calen-dário anualedatasdas reuniõesmensais;i)indicaçãodas comis-sõesinternas(ComissãodeRevalidaçãodeDiplomas,Comissãode Biblioteca,ComissãodeBolsas,ComissãodeDivulgação, Comis-são deProcesso Seletivo,Comissão EditorialdaComunicação & SociedadeeComissãodoRelatórioCapes;j)elencodoseventosda área (Comsaúde, FolkCom, Regiocom, Unescom, Celacom, Compós, Intercom,LusocomeIbercom);k)possibilidadeda ins-crição discenteemRegime Especial;l) Cursos“livres erápidos” oferecidos(EndNote,Word,SPSS,Lattesetc.);m)difusãoonline daproduçãodosdocentesediscentes(sitespessoais,dosGrupos ePesquisa,o CurrículoLatteselivrosetc);n)esclarecimentos so-breacomposiçãodos créditos;o)informaçõessobreolaboratório de informáticaexclusivo parapós-graduandos esobreo Labora-tório deComunicaçãoMultimídia do PósCome p)orientação sobreassalasparaatendimentoindividualizadocomorientadores. Reformulação da política de créditos

Em 2005, o PósCom reviu a composição dos créditos a serem obtidospelosalunos, tendodefinido asseguintestabelas para o Mestrado eo Doutorado:

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MESTRADO

1 Mínimo de créditos com disciplinas 21 créditos em disciplinas

2 Créditos em atividades programadas 3 (atribuídos pelo orientador)

3 Créditos pela realização da dissertação 6 (atribuídos pelo orientador)

Total 30

DOUTORADO

1 Créditos com disciplinas do mestrado 21

2 Créditos em disciplinas 12 créditos em disciplinas

3 Créditos em atividades programadas 4

4 Créditos pela realização da tese 8

5 Seminário de tese 3

Total 48

Geração de textos sobre a produção

Outra decisão importante do PósCom da Metodista foi a adoçãodo princípiode quetodadissertação outese deve gerar um texto-resumo sobre aprodução realizada, para ser dispo-nibilizado no siteacadêmicodo Programa ou,se aqualidade o justificar, ser submetido às revistas científicas qualificadas da área. Assim,visando espelharedinamizar aprodução discente, estabeleceu-se que, a partirdo segundo semestre de 2005,os alunos concluintesdo Programadevem apresentar obrigatoria-mente umtextocom 15/18páginas(cerca de30milcaracteres), comtítulo, resumo(em português, inglêseespanhol), palavras-chave (nostrês idiomas), corpo, referências ebibliografia. Digitalização da revista

Mais umainiciativa relevante desencadeadafoiadiscussão sobreo chamamentoda Capespara quetodas asrevistas acadê-micas disponibilizemonlinesuas versõescompletas.Neste senti-do,fizeram-semobilizaçõesinternas paraqueaComunicação & Sociedade seajuste aestaorientação, sendoque,deimediato,se procurou capacitar seuseditorese auxiliares parao uso do Sis-tema Eletrônico de Editoraçãode Revistas (Seer),do Instituto Brasileiro daInformação emCiência eTecnologia (Ibict), bem comodoOpen Journal System (OJS)7,em treinamentoministrado,

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no primeirosemestrede 2008, naECA/USP, porSueliMaraP. Ferreira, do Núcleo dePesquisa “Design de sistemas virtuais centrado nosusuários: aplicaçãona Ciência da Comunicação”. Área de concentração

OPósComdaMetodistatemumaúnicaáreadeconcentração, denominadaProcessosComunicacionais,cujaementaeraaseguinte:

AáreadeconcentraçãoProcessosComunicacionaisvisadar con-ta,empiricamentee enquantoreflexãoteórica, dosatos comu-nicacionaismediados portecnologiasdereproduçãosimbólica, manejadasporemissoresinstitucionalizadoseconcretizados atra-vés darecepção de mensagenssocialmentedeterminadas pela vivência doscidadãos emgrupossociais,em organizaçõese no conjuntodaopinião pública.

Esta era a formulação da ementa até a constituição das atuais linhasde pesquisa, das quaisse falará mais adiante. Linhas de pesquisa

Com aimplantaçãododoutorado, em1995, oPósCom da Metodista adotouduas linhasde pesquisa:Comunicação Massiva eComunicação Segmentada.Apartir das orientações da Capes, anosatrás,oProgramarevisouadenominaçãoeescopoda segun-dalinha, quepassouadenominar-seComunicaçãoEspecializada. A linha de pesquisa Comunicação Massiva tinha como ementa:

Estudodeprocessoscomunicacionaismidiáticosvoltadosa pú-blicos relativamenteamplos. Nacomplexarealidademidiática,a linhaComunicaçãoMassivaenfatiza,emseusprojetosde pesqui-sas,algumastemáticascomo:propagandapolítica;fluxose contra-fluxosnacionaiseregionaisdecomunicaçãoemídia;mídia comu-nitária nossuportesmassivos;relaçãoentre osdiversossuportes materiaisdacomunicaçãomassiva; osaberteóricoeconceitual brasileiro sobrearealidade midiática.

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Docentes:AdolphoQueiroz;AntonioCarlosFilipiRuótolo; Cicilia Maria Krohling Peruzzo; José Marques de Melo;Magali do NascimentoCunha;SandraLuciaAmaral deAssis Reimãoe Veronica AravenaCortez.

A linha de pesquisa Comunicação Especializada,por sua vez, tinha aseguinte ementa:

A linhaestudaprocessoscomunicacionaisdefinidosa partirda identificação dos temas, formatos e linguagens destinadosa audiênciasdeinteressesespecíficosepresentesnosmúltiplos su-portesmidiáticos damodernidade.Podemsertantoaqueles ela-boradosdentrodospadrõesindustriaisquantoosproduzidosem esquemasfocadoseoriginadosnossegmentosorganizadosda so-ciedade.Dessa forma,ademarcaçãodorecorteepistemológico identifica acomunicaçãoespecializadacomoaquelaqueabrange objetosqueoperamdemaneiradiferenciadanosprocessos distin-tosdaproduçãoindustrial debenscomunicacionais,mastambém nointeriordestessistemas.Alinhaincorporatambémestudose reflexõessobre ascaracterísticasdos fluxosdebens simbólicos existentesnaconfluênciademodelosdacomunicação especializa-daemassiva.Delineadanestaspremissas,define-seporcomportar projetos depesquisaconfigurados paraainvestigaçãodas mani-festações dacomunicação científica,tecnológica,organizacional, dacultura, mercadológico-publicitáriaedacibercomunicação.

Docentes: Daniel dosSantos Galindo; Elizabeth Moraes Gonçalves;FabioBotelhoJosgrilberg;IsaacEpstein; JoséSalvador Faro; Mariadas GraçasConde Caldas;PauloRogérioTarsitano; SebastiãoCarlosdeMoraisSquirra eWilson daCosta Bueno.

Atentoaonovotriêniode avaliaçãodaCapes(2007-2009) e sensívelaosindicativos presentesnaAvaliação doTriênio 2004-2006, oColegiadodoPósComrealizounovamenteumacriteriosa análisedesuaslinhasdepesquisa,dentrodaáreadeconcentração ProcessosComunicacionais. Estatemagoraaseguinteementa:

Aáreaconcentrapesquisasempíricasereflexõesteóricassobreos meiosdecomunicaçãosocial,seusfluxosdeprodução,difusãoe recepçãoe suasrelações socioculturais;sobreosatos

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comuni-cacionais implementados pelas organizações junto aos diversos públicos de interesse ou associados às múltiplas formas, dimen-sões e linguagens da divulgação do conhecimento técnico-cientí-fico e das inovações tecnológicas.

Após longo processodediscussão eamadurecimento, ado-taram-se três novaslinhas de pesquisa,definidas comoseguem. Linha de pesquisa 1. Processos comunicacionais midiáticos

Estudo dos processos comunicacionais tendo como objeto os meios de comunicação social, a reflexão teórica e o conhecimento empírico sobre eles bem como seus fluxos de produção, difusão e recepção e suas relações socioculturais.

Linha de pesquisa 2. Processos de comunicação institucional e mercadológica

Análise dos processos comunicacionais implementados pelas or-ganizações junto aos diversos públicos de interesse, internos ou externos. Investiga a integração entre as competências de nicação nas organizações contemplando as interfaces entre comu-nicação e consumo, processo de gestão, estratégia empresarial, mobilização social, construção das marcas, bem como a correla-ção entre imagem, reputacorrela-ção das organizações e leituras feitas pelo mercado e pela sociedade.

Linha de pesquisa 3. Processos da comunicação cien-tífica e tecnológica

Investigação dos processos comunicacionais associados às múlti-plas formas, dimensões e linguagens da divulgação do conheci-mento tecnocientífico e à comunicação da saúde. Analisa também a produção e as inovações tecnológicas nas suas interfaces com o aparato digital da comunicação.

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Premissas relativas à qualidade

Além detodas estasiniciativas, o PósCom da Metodista colocoupara sialgumaspremissasfuncionais visandoamealharo que se imaginasejamosdécimosque lhe faltampara alcançaro patamar máximo nas avaliações a que é submetido:a) adotou como princípio geralinquestionável queos Programasde Pós-Graduaçãoestão naalçadadaCapes,agência quetemregras cla-rasaserem precisamenteobservadas, emrelaçãotanto aos Pro-gramasdePós-Graduaçãostricto sensuquantoaosdocentesqueos integram;b)entendeu objetivamenteque aavaliaçãodos Progra-masé feitapela Capes eque,quando essaavaliaçãonão agradar ao Programa, estedeve preparareapresentarrecursos– por es-crito eno momentoadequado– com relaçãoàs suasdecisões e seus processos. Comoagência federal de fomentoecontrole, a Capestemum diretordeavaliação, integrantedoConselho Téc-nico Científico (CTC), que, entreoutras funções (cf. item d), analisa os recursos interpostos; c) em maio de 2007, a Capes publicou osCritériosde AvaliaçãoTrienal, definindoo perfilda áreaquecompreendeas CiênciasSociaisAplicadas I.Tal docu-mento foi enviadoatodose éde acesso públicono site da Ca-pes; d)a Capes define e nomeiaos representantes8de áreas e

aprovaasComissõesdeAvaliação,propostaspelosrepresentantes. Estessão indicadospelaáreaemlistaparadecisãofinal doCTC. O representantedeárea é aautoridadeoficial emtodosos pro-cessosqueenvolvemosProgramaseasquestõesinerentesà Pós-Graduação. As Comissões sãoainstânciade análise eavaliação dosProgramas dePós-Graduação;e)aavaliaçãoécontínua, cul-minando comuma trienal.Assim, acada trêsanos, aComissão avaliaosProgramas edefinesuasnotas quantoao desempenho acadêmico, como acaba deacontecer com relação ao período 2004-2006; f) aAvaliação se centranos Quesitos constantesda Ficha deAvaliação, planilha amplamente discutida nas áreas e definida para ser aplicada na Avaliaçãotrienal.Sua composição eseus pesos estãoexplicitadosesão doconhecimentode todos. Nesta, alguns destaques são importantes: na distribuição dos pesos: “ProduçãoIntelectual” tem o maior índice (35),seguido

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de “CorpoDocente”(com 30);noQuesito IV,quetratada Pro-duçãoIntelectual,destaca-se oitem“Publicaçõesqualificadas do Programa pordocentepermanente”,com peso 50; g) quantoàs categorias docentes,osProgramassão integradospor docentes credenciadose enquadradoscomoPermanentes,Convidadosou Visitantes, conforme definido pela Portaria 068 da Capes(de 03.08.2004). Estafoinormatizada internamenteeaprovadapelo Conselho Universitário da Metodista,conforme Resolução43/

2006. Os docentes Permanentesrepresentam o “núcleo duro” dosProgramasedevemcompor, nomínimo,70% docorpo do-cente;h) no quesitoreenquadramento dos docentes,o PósCom definiu normas baseadas nas Orientações do Comitê de Pós-Graduação daMetodista.Operíodo deanálise daProdução do-centevaide01.08.2005a30.06.2009;i)pordesenvolver intercâm-bios científicoscom agraduação emComunicação, o PósCom corrigiuarelaçãodonúmero deorientandospororientador (per-manenteetotal)enquadrando-se nopadrãoestipuladopela área. O PósCom da Metodista tem como alvoa mais alta qua-lificaçãode suas ações.Por issodestaca quea nota5(cinco) re-presenta aexcelênciaem todasas áreasda Capes eé conferida aos Programas com desempenhodealta qualidade. Na Comu-nicação, no momento da avaliaçãodo penúltimo triênio, exis-tiam 25Programas. Destes, seistiveram nota5; nove, nota4; e dez, nota 3.Em 2008, são34 Programasno País, sendo 12no estado de S. Paulo, onde só quatro têm doutorado – USP, Metodista, PUCSP e Unicamp.

Quanto àprodução intelectual percebe-se na Ficha de Avaliação que o quesito de maior peso é o da produção inte-lectual individual,entendidacomoadadifusãobibliográfica qua-lificada, isto é, aquela enquadradaem categorias indicativas de qualidade A, Be C,de acordo como âmbito dacirculação (in-ternacional, nacional e local). Outra questãoinsistentemente apontada nasavaliações diz respeito ao incentivo aosdocentes para queestes realizem estágiosde pós-doutorado, o que vem sendo atendido pelo PósCom daMetodista, tendo Maria das GraçasCondeCaldas sido aprimeira adesfrutaresta condição, no primeiro semestrede 2008. Outros docentes articulam pe-ríodos e condições semelhantes.

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Recredenciamento dos docentes

Em reunião de 26.09.2007, o Colegiado do PósCom da Metodista definiue aprovou normasespecíficas para o recre-denciamentoereenquadramentode seus docentes,com baseno quesito “Produção intelectual”,a ser cuidadosamente seguido. Seus princípiose parâmetrosgerais sãoclaros:

a)valemunicamenteparao reenquadramentodosdocentes permanentes;

b) o período de avaliaçãoseráde quatro anos,acontar do enquadramento original dodocente;

c) aavaliação será centrada exclusivamente na produção bibliográfica qualificada;

d) optou-se porestabelecer padrões “mínimos”de produ-ção para o enquadramentona categoria Permanente;

e) dever-se-áobservar criteriosamenteo item1do quesito IV – Produçãointelectual, daatual Fichade Avaliação de Ciên-cias Sociais Aplicadas I,conforme definido pela Capes;

f)observaradistinçãoentredocentesPermanentescom 30-39 horas edocentes com40 horas;

g) observarasdistinções quantoàqualificaçãodaprodução bibliográficasegundo oscritérios Qualis Internacional eQualis NacionalA eB (produçãoforadosistemaQualis nãoserá con-siderada)e

h) observaradiversificaçãodosmeioscientíficosde difusão da produçãobibliográfica, valorizando a divulgação externa e reduzindo o peso daquela endógena ao PósCom.

Comestes princípios,oColegiado definiuospadrões míni-mos de produçãopara os docentespermanentescom 40horas na instituição: osdocentes enquadrados comopermanentes e com 40horas“nainstituição” deverãoatingiríndicede2,5 (dois e meio)pontospor anocom atividadescientíficasnoPrograma (conforme tabela da Capesreproduzidaabaixo), evitando con-centração na difusão da produção em determinado período, totalizando, no mínimo, 10pontos nosquatro anos de enqua-dramento. E os docentes enquadrados como permanentes no espaço de 30-39 horas “na instituição”deverão alcançar índice

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de 2 (dois)pontospor anode atividade científica noPrograma (conforme amesmatabela daCapes), evitando concentraçãona difusão da produção em determinado período, totalizando,no mínimo, oitopontos nosquatroanos de enquadramento.

Conformeo DocumentodeÁrea paraoTriênio 2004-2006, os princípios, pesos e índices da Capes a serem rigidamente observados atéo primeirosemestrede 2008tinhama seguinte ponderação:

a) artigo emperiódico QualisInternacional A = 7; b) artigoem periódico QualisInternacionalB = 6; c) artigo emperiódico QualisInternacional C = 5; d) artigo em periódicoQualis NacionalA = 4; e) artigo emperiódico QualisNacional B = 3; f) artigo em periódicoQualis NacionalC = 2; g) artigoem periódicoQualis LocalA aC = 1; h) artigoem periódicosem Qualis = 0;

i) capítulo emlivro internacional = 6; j) capítulo emlivro nacional = 4;

k) organizaçãode coletânea nacional = 4; l) organizaçãode coletânea internacional = 6; m) livro nacional – textointegral = 10; n) livro internacional– textointegral = 14; o) livrodidático nacional = 8;

p) traduçãode livro = 4 e q)tradução de artigo = 1. Um resgate revelador

Assim, um resgate da trajetória do PósCom da Metodista revelaque:a)estevemformando boapartedosmelhores emais participativos quadros do segmento científico brasileiro, pois vários deseusegressosocupam cargosde projeçãona academia e nasinstituições brasileiras; eb)vem atuandocomo elemento catalisador dasreflexões maisemergentes por que a área vem passando, uma vez que as liderançasdo Programa sempre de-monstraram forte convicçãode diálogo, incremento da área e sensibilidade com osindicativos exarados pelosórgãos

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superi-ores, projetando-se como centro de visão científica, práticas investigativas rígidas e intercâmbiodinâmico e moderno.

No aspecto governamental de fomento, o PósCom da Metodista participaativa eininterruptamentede todosos diálo-gos comaCapes, CNPq eFapesp, oferecendoa estasagências seus avaliadores epareceristas.Neste amplíssimocenáriode dis-posição para umolhar aindamais críticoerevisões processuais consistentemente mais precisas, adianta-se que o PósCom da Metodistaestána retafinalde cuidadosoprocessoderevisãode sua estrutura, revisitandoe reanalisandosua áreade concentra-ção, suaslinhas eprojetosde pesquisa, fazendo comquetanto docentesquanto discentessereajustemao seudiferencial acadê-mico, permitindoque todos contribuamcom anaçãonosseus esforços de melhoriados padrõesde C&T.Todosos seus Gru-pos e Núcleosde Pesquisa sãoatuantes eintegramo Diretório Nacional de Grupos de Pesquisado CNPq.

Perspectivas para o futuro

Consoantecom amaisalta representaçãode nossa institui-ção, eapartirde convocaçãoadvinda doMagníficoReitor Prof. Dr. Márciode Moraes, o Póscomda Metodista temalvo abso-lutamente fixoe claro para o futuro, tempo que se configura como “presente”, uma vez quejá estamos no segundoano do novotriênio daCapes.Dessaforma, convictode queaevolução da ciênciaéconstante eperenessãoseus mistérios,mas, sobre-tudo atento aosdesafioslançadospela Reitoriaeparametrizado pelos diagnósticos das avaliações da Capes, o Colegiado do PósCom daMetodistavemdesenvolvendo asseguinteseprecisas ações: a)apartir dediálogos férteis,plurais eíntegros– mesmo que algumas vezesdifíceis–, oPósCom vemrealizando análises profundas sobre todos os indicativos exarados nas rigorosas avaliações aqueésubmetido pelasinstânciasfederais de contro-le;b) com acoragem edisposição necessáriase aaderente seri-edade científica,oPósComvem produzindoreflexões exaustivas sobre asreconfiguraçõesdas novas práticasde adesãoe assimi-lação da comunicação, afinandoseu papel como dinamizador científico da área;c) o PósComvemrevisitandoos modelosde

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suas práticas pedagógicas e de investigação, redefinindo os realinhamentos conceituais que se façam pertinentes e que o consolidem noscontextosseguros da eficiênciaeda pertinência científicas. Faz isto meticulosamente e sem se desviar de sua tradição de resgate, estudo, difusãoepreservação da produção teórica consolidadae de seusatores de projeção,do presente e do passado,no País e foradele.

Este “grande movimento” tem alvo preciso: a) que o PósComreforcesualiderançanos recortesepistemológicos cien-tíficos de expressão,quesão justamenteaqueles queestimulam – e permitem– aformaçãopós-graduadaqualificada; b)queo PósCom confirme sua distinção como centro qualificado da produçãocientífica inovadora,justamenteaquelaquedifunde a investigação de relevância no segmentoqueintegra.

Dessaforma, torno claramente públicoqueo PósComda Metodistamira tão somenteaexcelênciana Avaliação daCapes, nada mais queisto. Ressalte-se que, apesarde o Estadode São Paulo tersidoa gêneseda Pós-GraduaçãoemComunicaçãono País emesmotendo 12ProgramasreconhecidospelaCapes no atual momento,esta regiãoainda nãotem anota5 na avaliação desta instância federal.

Por todaestafértiledinâmica história, o PósComse orgu-lha muitode seus 30anos eagradece àUniversidade Metodista de São PauloeàCátedra Unescopelo irrestritoapoiorecebido. Aos demaisprogramasbrasileiros, externasua enormeamizade edesejos sinceros deparcerias econtínuaconstruçãodo campo queintegram. Eàsagênciasdefomento econtrole,apresentasua absoluta certeza nas açõesde contribuiçõesperenese diálogos saudáveis econstrutivos.Nestesentido,saúdo oscoordenadores de áreanaCapes,Marcius FreireeIdaStumpf,eos representan-tes noCNPq,JuremirMachado eIsmailXavier, amigos compe-tenteseestimulantes comquemtenho tidoo prazerde conviver nosencontros comas agências.

Assim,desejoque aspróximas décadas sejam tãoférteis, dialogadas esalutares quantoasque passaram,pois,como disse Rabelais,emPantagruel,“ciênciasemconsciêncianadamaiséque a ruína daalma”.

Referencias

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