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Los Altos de Chiapas en el umbral del tercer milenio: entre lo posible y lo deseable

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Academic year: 2020

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Los Altos de Chiaf^is en el umbral del tercer

milenio: entre Jo posible

y

lo desesdile. ^

Juan Pedro Vitfneira.

M i t r a b a j o c o m o c o e d i t o r d e l a o b r a — c u y a aparición h o y c e l e b r a m o s e n San C r i s t ó b a l — requirió q u e leyera u n a y o t r a v e z tas c o n t r i b u c i o n e s q u e la i n t e g r a n . La repetida frecuentación d e estos textos, escritos p o r sobresalientes antropólogos e h i s t o r i a -dores q u e h a n e s t u d i a d o e n p r o f u n d i d a d y desde múltiples perspectivas e l p a s a d o y el presente d e C h i a p a s , m e h a c e c r e e r —^tal v e z erróneamente— q u e a l g o h e t e r m i n a d o p o r a p r e n d e r d e

ellos y q u e d e sus trabajos se p u e d e n d e r i v a r algunas c o n c l u s i o -nes q u e podrían a y u d a r n o s a ver c o n a l g o más d e l u c i d e z l a difícil situación p o r la q u e atraviesan los habitantes d e C h i a p a s — y a sean éstos indígenas o l a d i n o s — , e n p a r t i c u l a r d e a q u e l l o s q u e p u e b l a n esta región d e Los Altos. A pesar d e q u e las breves r e f l e x i o n e s q u e q u i e r o c o m p a r t i r c o n ustedes l o d e b e n casi t o d o a los estudios q u e c o m p o n e n Chiapas: Los rumbos de otra historia, d e b o a d m i t i r que n o estoy m u y seguro d e q u e t o d o s sus autores estarían d e a c u e r d o c o n ellas, m e n o s aún c o n algunas c o n s e c u e n c i a s políticas q u e extraigo d e sus análisis. V a l g a la a d v e r t e n c i a , p a r a q u e todas las burradas q u e a continuación

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exprese me sean a t r i b u i d a s a m i persona y no m a n c h e n el prestigio de los demás c o l a b o r a d o r e s d e l l i b r o .

Para empezar, este l i b r o ha f o r t a l e c i d o m i c o n v i c c i ó n de que más allá de los sucesos c o t i d i a n o s que o c u p a n las páginas de los periódicos, de que más allá de las declaraciones de los funcionarios y políticos en t u r n o , y de que más allá de las enconadas luchas sociales q u e desgarran al estado de Chiapas, es necesario prestar u n a d e t e n i d a atención a los fenómenos sociales de larga duración que c o n f o r m a n la t r a m a de la v i d a c o t i d i a n a de todos los h o m b r e s y m u j e r e s , y que la t r a n s f o r m a n en forma silenciosa, p e r o p r o f u n d a . R e t o m a n d o la hermosa y precisa imagen de M i g u e l de U n a m u n o : hay que observar más las corrientes profundas del mar y m e n o s la volátil espuma de las olas, para ser capaz de plasmar en el m u n d o de lo p o s i b l e , lo deseable: "Sólo q u i e n q u i e r a c u a n t o suceda, logrará que suceda cuanto él q u i e r e " , escribió este m i s m o filósofo español, en su novela que lleva u n título de gran a c t u a l i d a d : Paz e n la guerra.

U n o de estos fenómenos de larga duración que m a r c a n t o d a la v i d a social es sin d u d a el de la evolución demográfica de la población. Desde h a c e unas pocas décadas — n o más de d o s — la población de Chiapas c r e c e a u n r i t m o superior que la del resto del país. Sin d u d a , Chiapas emprenderá en las próximas décadas una transición demográfica s i m i l a r a la que han c o n o c i d o tantas otras sociedades, es d e c i r que sus habitantes empezarán a controlar su f e c u n d i d a d para v o l v e r a t e n e r un número l i m i t a d o de hijos vivos. Sin e m b a r g o , es b i e n s a b i d o que este p r o c e s o de ajuste suele llevar varias décadas y que sus efectos sólo e m p i e -zan a hacerse sentir en el c r e c i m i e n t o demográfico unos 3 0 ó 4 0 años después de la adopción g e n e r a l i z a d a de m e d i d a s de c o n t r o l de la natalidad. Es decir, q u e salvo c o n m o c i ó n m u n d i a l , guerra devastadora o epidemias de una v i r u l e n c i a c o m p a r a b l e a las que azotaron la región en la época c o l o n i a l , la población de Los Altos de Chiapas va a seguir c r e c i e n d o a un r i t m o a c e l e r a d o por lo m e n o durante m e d i o siglo más.

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barata para otras regiones de Chiapas — c o m o la Depresión Central o el S o c o n u s c o — o d e Tabasco, entró en crisis h a c e y a algunas décadas, c u a n d o estas regiones d e j a r o n d e requerir d e l trabajo estacionario de los indígenas d e Los A l t o s . A n t e el agotamiento y escasez d e tierras c u l t i v a b l e s en la región, es previsible q u e m u c h o s d e sus habitantes — t a n t o indígenas c o m o ladinos, pobres c o m o r i c o s — e m i g r e n en f o r m a d e f i n i t i v a a otras regiones, a otros estados e i n c l u s o a otros países en busca d e trabajo y de mejores c o n d i c i o n e s de v i d a . H o y c o m o ayer, el desarrollo económico d e C h i a p a s está l i g a d o al d e l resto d e l país y a los vaivenes d e l m e r c a d o m u n d i a l . Si la actual recesión económica n a c i o n a l se p r o l o n g a , el f u t u r o de Chiapas será de l o más sombrío. Pero a u n en caso de q u e M é x i c o en su c o n j u n t o c o n o z c a una recuperación sostenida, si Los Altos de C h i a p a s n o emprenden u n a transformación r a d i c a l de su economía para darle trabajo a su población e n rápido c r e c i m i e n t o — a través d e formas de t r a b a j o agrícola o artesanal q u e r e q u i e r a n d e l uso intensivo de m a n o d e o b r a y a través de u n a u m e n t o e s p e c t a c u l a r del t u r i s m o — , la m i s e r i a y la i n e s t a b i l i d a d social seguirán en aumento.

En la a c t u a l i d a d estamos v i e n d o cómo los indígenas están redefiniendo sus i d e n t i d a d e s . Recurro al p l u r a l , p o r q u e ellos c o m o todos los h o m b r e s p a r t i c i p a n al m i s m o t i e m p o d e m u y diversas identidades. Es bastante p r o b a b l e q u e las i d e n t i d a d e s que rebasan el ámbito l o c a l , tales c o m o las identidades r e g i o n a les, políticas y religiosas, c o b r e n u n a m a y o r f u e r z a . La i n s i s t e n -cia de antropólogos, f u n c i o n a r i o s , activistas políticos y líderes indígenas en i d e n t i f i c a r la etnia c o n la lengua terminará, sin duda, por influir en los s e n t i m i e n t o s de i d e n t i d a d d e los h a b i t a n -tes de Los Altos. A u n q u e , s e g u r a m e n t e , al m i s m o t i e m p o la

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2 0 1 0 — s i n o es q u e a n t e s — los indígenas lleguen a c o n s t i t u i r la mayoría d e los h a b i t a n t e s d e esta c i u d a d . De tal f o r m a q u e si n o se crean espacios d e c o n v i v e n c i a entre indígenas y l a d i n o s , si n o se destraban y se m u l t i p l i c a n los canales de m o v i l i d a d s o c i a l , si no se c o m b a t e n c o n energía las prácticas d i s c r i m i n a t o r i a s c o n t r a los indígenas, si n o se f o m e n t a el diálogo y el i n t e r c a m b i o c u l t u r a l entre los d i s t i n t o s grupos socio-culturales d e Los A l t o s , los f u n d a m e n t a l i s m o s étnicos empezarán a p r o l i f e r a r c o n su i n e v i t a b l e secuela d e v i o l e n c i a y destrucción.

Las f o r m a s d e c o n t r o l político sobre las c o m u n i d a d e s indí-genas forjadas e n los años d e 1 9 3 0 y 1 9 4 0 se e n c u e n t r a n h o y en día t o t a l m e n t e agotadas. La c o m p e t e n c i a por los recursos m a t e -riales y p o r el p o d e r en Los Altos — c o m p e t e n c i a q u e es c o n s u b s t a n c i a l a las sociedades h u m a n a s — c a r e c e h o y en día d e vías pacíficas d e solución, d e tal f o r m a q u e los c o n f l i c t o s d e r i v a n d e m a s i a d o a m e n u d o en sangrientos e n f r e n t a m i e n t o s a r m a d o s .

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sociedad c i v i l —tales c o m o o r g a n i z a c i o n e s indígenas o c a m p e -sinas, sindicatos obreros, asociaciones v e c i n a l e s , centros d e defensa de los derechos h u m a n o s , y m o v i m i e n t o s feministas y ecologistas—, no e n c u e n t r a n mejores c o n d i c i o n e s para su desa-r desa-r o l l o y mayodesa-res o p o desa-r t u n i d a d e s padesa-ra i n f l u i desa-r en la t o m a d e decisiones que las q u e se d a n en u n sistema d e partidos políticos c o n alternancia en el p o d e r y c o n u n a fuerte y constante competencia e l e c t o r a l . La reglamentación d e la elección de autoridades políticas en las c o m u n i d a d e s indígenas a través d e usos y costumbres — p r o p u e s t a a p o y a d a p o r u n a m u l t i t u d d e actores políticos, desde el presidente d e la república hasta sus más acérrimos críticos— m u y bien podría resultar c o n t r a p r o d u -cente y m u l t i p l i c a r los c o n f l i c t o s v i o l e n t o s internos. ¿Cómo se v a a garantizar — m e p r e g u n t o — q u e estos usos y c o s t u m b r e s n o limiten la participación política d e las m u j e r e s , los jóvenes o los protestantes?, p o r d a r algunos e j e m p l o s . En caso de d e s a c u e r d o interno, ¿quién v a a d e c i d i r cuáles son los "auténticos" usos y costumbres? ¿ N o sería p r e f e r i b l e , entonces, buscar nuevas f o r -mas de d e m o c r a c i a e l e c t o r a l c o m u n e s a todos los c i u d a d a n o s m e x i c a n o s q u e sean más representativas, más p a r t i c i p a t i v a s y más flexibles para q u e p u e d a n dar c a b i d a a las contrastadas realidades sociales q u e integran al país?

Si la región se h u n d e en la m i s e r i a y en la v i o l e n c i a política, social y r a c i a l , la e n v i d i a , el m i e d o , el r e s e n t i m i e n t o y el o p o r t u n i s m o pasarán a c o n s t i t u i r los p r i n c i p a l e s motores de la v i d a c o t i d i a n a . M u c h o s c h i a p a n e c o s buscarán entonces satisfacer su necesidad d e r e c o n o c i m i e n t o social adhiriéndose c i e g a -mente a las consignas d e a l g u n o de los bandos enfrentados y buscarán destacar por su fanática entrega a la causa — n o i m p o r t a cuál sea ésta—, sin escatimar m e d i o a l g u n o , a u n q u e éste suponga el recurso a la v i o l e n c i a . N o quedará entonces m u c h o lugar para los campesinos q u e c o n t e m p l a n gozosos su m i l p a bien c u i d a d a , para las indígenas ufanas de su h e r m o s o t e j i d o m u l t i c o

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presu-m e n de las presu-mejoras a su b a r r i o o paraje, para los padres orgullosos de las mejores c o n d i c i o n e s de v i d a a l c a n z a d a s p o r sus h i j o s y de haberles t r a n s m i t i d o u n a c u l t u r a de hondas raíces, r e n o v a d a y e n r i q u e c i d a p o r su diálogo c o n otras c u l t u r a s . En r e s u m e n , si el h a m b r e , la injusticia y la v i o l e n c i a siguen e x t e n -diéndose por Chiapas no quedarán, pues, m u c h o s espacios para las mujeres y los hombres de bien q u e e n c u e n t r a n su realización en u n trabajo creador y q u e a través de él b u s c a n el r e c o n o c i -m i e n t o y la esti-ma de sus próji-mos. ,;. . ^^.^.^^

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