BANCO PATAGONIA S.A.
ATA DE CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Nº 2643 (06.02.14)
Na Cidade Autônoma de Buenos Aires ao dia 6 de fevereiro de 2014, se reúnem no domicilio
social sito em Tte. Gral. Juan D. Perón 500, os membros do Conselho de Administração de
BANCO PATAGONIA S.A., que firmam ao pie. Faz-se constar que todos se encontram presentas,
exceto o Sr. Claudemir Andreo Alledo, que participa por meios de transmissão simultânea de som,
imagens e palavras, conforme previsto no artigo doce do Estatuto da Sociedade e as normas em
vigor, delegando a assinatura da ata no Sr. Jõao de Nobrega Pecego. Se encontra presente a
Dra. Mónica Maria Cukar em representação do Conselho Fiscal. Sendo as 18:15 hs., tendo
quorum suficiente, o Sr. Vicepresidente declara aberto o ato e manifesta que a reunião tem por
objeto tratar o seguinte Ordem do Dia:
---
1. Consideração das Demonstrações Financeiras correspondentes ao exercício econômico da
Sociedade, compreendido entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2013, e Parecer dos
Auditores Independentes e Conselho Fiscal.
2. Consideração da Memória correspondente ao exercício econômico finalizado em 31 de
dezembro de 2013, que inclui Informe sobre o grau de cumprimento do Código de Governança
Societária.
3. Consideração de Relatorio Informativo segundo Título IV - Capítulo III - Artigo 4 da Resolução
Geral 622/2013 da Comissão Nacional de Valores.
4. Relatorio anual do Comitê de Auditoria – CNV en cumprimento do disposto no artigo 110 da
Lei 26.831 e no artigo 18 parágrafo C., Capítulo III, Título II, da Resolução Geral 622/2013 da
Comisão Nacional de Valores.
...
...
PONTO N° 1: CONSIDERAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEI S CORRESPONDENTES
AO EXERCÍCIO ECONÔMICO DA SOCIEDADE COMPREENDIDO ENTRE 1° DE JANEIRO E
31 DE DEZEMBRO DE 2013, E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES E CONSELHO
FISCAL: Posto a consideração este ponto do Ordem do Dia, o Sr. Vicepresidente, João C.de
Nobrega Pecego, informa que com suficiente antecipação se distribuiu entre os Srs. Diretores e
Síndicos, a demonstração de situação patrimonial de Banco Patagonia S.A. correspondente ao
90° exercício econômico da Sociedade, findo em 31 d e dezembro de 2013 e as correspondentes
demonstrações de resultados, de evolução do patrimônio líquido, de fluxo de caixa e seus
equivalentes e as Demonstrações Contábeis Consolidadas, pelo exercício econômico finalizado
nessa data e as notas e anexos que os complementam, todo no âmbito das normas legais
vigentes. Informa ademais que de acordo com o requerido pelas normas do B.C.R.A., a
Demonstração de Situação Patrimonial, o Demonstração de Resultados, a Demonstração de
Evolução do Patrimônio Líquido e a Demonstração de Fluxo de Caixa e seus Equivalentes em 31
de dezembro de 2013 os Anexos que assim o especificam, se apresentam em forma comparativa
com saldos ao final do exercício precedente.
Continua dizendo que a documentação em consideração em esta reunião, responde aos registros
efetuados nos livros rubricados da sociedade lavados em conformidade com as normas legais
vigentes e sua documentação de respaldo. Por este fato e dado que os mesmos são de
conhecimento por parte dos presentes, propôs que se omita sua transcrição em atas e se dêem
por aprovados.
Logo de um amplio intercambio de opiniões e de considerar distintos aspectos relacionados com a
informação contida nas Demonstrações Financeiras mencionados, a proposta é aprovada por
unanimidade.---
Abaixo, o Sr. Presidente propõe que, estando ainda dentro dos prazos legais, se considere a
Convocatória a Assembléia em outra reunião do Conselho de Administração. Logo de um breve
intercambio de opiniões, a proposta do Sr. Presidente resulta aprovada por
unanimidade.---
Acto seguido, o Sr. João Carlos de Nobrega Pecego põe a consideração dos presentes o informe
dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras aprovadas. Após um breve
intercambio de opiniões, se informa ter tomado conhecimento do informe e se resolve sua
transcrição na presente ata:
“PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Senhores Acionistas e Diretores do
BANCO PATAGONIA S.A.
Domicilio Legal: Teniente General J. D. Perón 500
Cidade Autônoma de Buenos Aires
1. Examinamoso balanço patrimonial do Banco Patagonia S.A. em 31 de dezembro de 2013, as demonstrações do resultado, as mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e equivalentes, as notas explicativas 1 a 26, e os anexos A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, N e O, correspondentes ao exercício findo nessa data, apresentados de maneira comparativa com o exercício anterior. Além do mais, examinamos o balanço patrimonial consolidado da Entidade e suas sociedades controladas, mencionadas na nota 1 das demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2013, as correspondentes demonstrações do resultado consolidado e os fluxos de caixa e seus equivalentes, as notas explicativas 1 a 6, e o anexo 1 pelo exercício findo nessa data, apresentados como informações complementares de maneira comparativa com o exercício anterior.
2. O Conselho deadministração e a Gerência são responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1. de acordo com as normas contábeis estabelecidas pelo Banco Central da República Argentina (BCRA). Esta responsabilidade inclui: (a) o desenho, implementação e manutenção de controles internos adequados para que as demonstrações financeiras estão livres de distorção significativa devido a irregularidades ou errors; (b) a seleção de políticas contábeis apropriadas, e (c) a preparação de estimações contábeis razoáveis nas circunstâncias. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião com base em nossa auditoria das demonstrações financeiras.
3. Realizamos uma auditoría de acordo com as normas de auditoria vigentes na República Argentina e com as “Normas mínimas sobre auditorias externas” emitidas pelo B.C.R.A. Estas normas requerem que planifiquemos e executemos a auditoría para obter uma seguridade razoável acerca de que as demonstrações financeiras não têm errors significativos. Uma auditoria inclui aplicar procedimentos, sobre bases seletivas, para obter elementos de juízo sobre os números e afirmações expostas nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do juízo profissional do auditor, incluindo a evaluação dos riscos de que existam nas demonstrações financeiras tenham distorções significativas devido a erros ou irregularidades. Ao realizar esta avaliação de riscos, consideramos o controle interno existente na Entidade, ema preparação e apresentação das demonstrações financeiras, com a finalidade de selecionar os procedimentos de auditoria que resultem apropriados nas circunstancias, mas não com o propósito de expressar uma união sobre a efetividade do sistema de controle interno vigente na Entidade. Assim mesmo, parte de uma auditoria inclui avaliar que as políticas contábeis utilizadas, as estimações significativas efetuadas pelo Canselho de Administração e a Gerência da Entidade e a apresentação das demonstrações financeiras tomados em seu conjunto. Consideramos que as evidências obtidas são suficientes e apropriadas para fundamentar nossa opinião profissional.
4. O Conselho de Administração e a Gerência da Entidade elaboraram as demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 1 nos termos do disposto nas normas contábeis estabelecidas pelo B.C.R.A., que são diferentes das normas contábeis profissionais em vigor na Cidade Autônoma de Buenos Aires, Conforme descrito na Nota 3 das demonstrações financeiras individuais.
5. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras mencionados no parágrafo primeiro apresentam razoavelmente, em todos seus aspectos significativos, a situação patrimonial e financeira da Entidade em 31 de dezembro de 2013, os resultados de suas operações, as mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa e equivalentes pelo exercício findo nessa data e a situação patrimonial e financeira consolidada da Entidade com suas sociedades controladas ao 31 de dezembro de 2013 e os respectivos resultados de suas operações e os
fluxos de caixa e seus equivalentes pelo exercício finalizado nessa data, de conformidade com as normas contábeis estabelecidas pelo B.C.R.A. y, exceto pelo mencionado no parágrafo 4 com as normas contábeis profissionais vigentes na Cidade Autónoma de Buenos Aires, República Argentina.
6. Em relação com as demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 e pelo exercício findo nessa data, que são apresentadas com propósito de comparação, foram auditados por outros contadores públicos independentes, que emitiram um parecer do auditor com opinião sem ressalvas, nos termos das normas contábeis estabelecidas pelo BCRA e com ressalva motivada pelo afastamento a respeito das normas contábeis profissionais em vigor na Cidade Autônoma de Buenos Aires, por motivos semelhantes aos descritos no parágrafo 4 na data 1 de feverero de 2013.
7. Observando as disposições em vigor, informamos o seguinte:
a. aplicamos os procedimentos para a prevenção do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo sob as normas profissionais estabelecidas pelo Conselho Profissional de Ciências Econômicas da Cidade Autônoma de Buenos Aires da Argentina;
b. as demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 1, observam o disposto na Lei de Sociedades Comerciais e as normas de documentação contávil do Banco Central da República Argentina, constantes do livro de Inventários e Balanços, e e nas resoluções pertinentes da Comissão Argentina de Valores Mobiliários, constantes do livro de Inventários e Balanços e são baseadas nos registros contábeis da Entidade, levados, em seus aspectos formais, em conformidade com as disposições legais em vigor. Os sistemas de informação utilizados para gerar as informações nas demonstrações financeiras mantêm as condições de segurança e integridade com base no qual foram oportunamente autorizadas;
c. as demonstrações financeiras consolidadas referidas no parágrafo 1 foram elaboradas em seus aspectos relevantes, nos termos das diretrizes de consolidação estabelecidas nas Comunicações "A" 2227 e 2349 do B.C.R.A., que são expostas nas notas 1 a 6 dessas informações consolidadas;
d. em 31 de dezembro de 2013, não existe evidência de inadimplemento de qualquer aspecto relevante das regulamentações monetárias e regulamentações técnicas estabelecidas pelo Banco Central da República Argentina sobre bases consolidadas informadas perante esse órgão de controle;
e. em 31 de dezembro de 2013, a dívida apurada por contribuições para o Sistema Integrado Previdenciário Argentino, que consta dos registros contábeis, é de ARS 28.872.050, não havendo dívida exigível a essa data.
f. Como parte de nossa revisão lemos o Relatorio Informativo requerido pela Comissão Argentina de Valores Mobiliários, na que, no tocante às matérias de nossa
competência, não temos ressalvas;
g. Em 31 de dezembro de 2013, a Entidade têm um patrimônio líquido mínimo y contraparte líquida exigidos pelas normas da CNV, como mencionado na nota 16 às demonstrações financeiras;
h. De acordo com o exigido pela Resolução Geral N º 400 da C.N.V.:
- A proporção do total de serviços de auditoria profissional prestados por nós para a emissão de relatórios sobre demonstrações financeiras e relatórios especiais ou certificações em informação contávil e financeira faturados à Entidade, e o valor total faturado à Entidade em todos os aspectos, incluindo a tais serviços de auditoria durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 é de 91%;
- A relação entre o total desses serviços profissionais de auditoria faturados à Entidade e o total dos mencionados serviços de auditoría faturados à Entidade e seu controlante e relacionada é de 76%; e
- A relação entre o total desses serviços profissionais de auditoria faturados à Entidade e o total faturado à Entidade e seu controlante e relacionada por qualquer conceito, incluindo serviços de auditoria, é de 66%.
Cidade Autónoma de Buenos Aires, 06 de fevereiro de 2013. KPMG Reg. de Asoc. Prof. CPCECABA Tº 2 Fº 6 Mauricio G. Eidelstein Socio Contador Público (UBA) C.P.C.E.C.A.B.A. Tº 120 Fº 228.”---
A continuação a Sra. Síndico presente, Dra. María Mónica Cukar, em representação do Conselho
Fiscal manifesta que tendo examinado a documentação de Banco Patagonia S.A. correspondente
ao exercício econômico N° 90 finalizado em 31 de de zembro de 2013, incluída a Memoria, a
Conselho Fiscal emitiu seu relatorio conforme os seguintes términos:
“RELATÓRIO DO CONSELHO FISCAL
Senhores Diretores e Acionistas do BANCO PATAGONIA S.A.
Domicilio Legal: Teniente General J. D. Perón 500 Cidade Autônoma de Buenos Aires
Prezado Senhores:
1. Realizamos uma revisão do Inventario e balanço patrimonial que consta em anexo do BANCO PATAGONIA S.A. em 31 de Dezembro de 2013 e das correspondentes demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa e equivalentes referentes ao exercício findo nessa data, as notas 1 a 26, os anexos A - L, N e O e o Quadro I que os complementam, o Relatório sobre o grau de cumprimento do Código de Governança Societária e a a Memória.
2. A Direção da Entidade é responsável pela preparação e apresentação razoável das demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo anterior de acordo com as normas contábeis estabelecidas pelo Banco Central da República Argentina (B.C.R.A.). Esta responsabilidade inclui desenhar; implementar e manter um sistema de controle interno adequado, para que estes demonstrações financeiras no incluam distorções significativas originadas em erros ou omissões ou em irregularidades; selecionar e aplicar políticas contábeis apropriadas e efetuar as estimações que resultem razoáveis nas circunstancias. Nossa responsabilidade se limita a expressar uma opinião sobre estes documentos baseado no trabalho que se menciona no parágrafo seguinte.
3. Nosso trabalho foi realizado de acordo com as normas de sindicância vigentes. Essas normas requerem que a revisão das demonstrações financeiras seja realizada de acordo com as normas de auditoria vigentes e inclui a verificação da congruência dos documentos revisados com a informação sobre as decisões societárias expostas nas atas e a adequação das mencionadas decisões à Lei e aos estatutos, no que se refere aos seus aspectos formais e documentais. Para realizar o nosso trabalho profissional sobre os documentos citados no primeiro parágrafo, revisamos a auditoria feita pela firma KPMG, membro de KPMG Internacional, na qualidade de auditores externos, que aplicaram as “Normas mínimas de auditoria externa” do B.C.R.A., normas de auditoria vigente na Republica Argentina emitindo seu relatório no dia 6 de fevereiro de 2014. Uma auditoria aplica realizar procedimentos, sobre bases seletivas para obter elementos de juízo sobre os números e afirmamções expostos nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do juízo profissional do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de que as demonstrações financeiras tenham distorções signiticativas, originadas em erros ou irregularidades. Ao realizar esta avaliação de riscos, o auditor considera o controle interno existente na Entidade, no relativo à preparação e apresentação das demonstrações financeiras, com a finalidade de selecionar os procedimentos de auditoria apropriados nas circunstancias, mas não com o propósito de expressar uma opinião sobre a efetividade do controle interno da Entidade. Assim mesmo, como parte da auditoria se avaliam as normas contábeis utilizadas, as estimações
signifocativas efetuadas pelo Conselho de Administração e a Gerencia da Entidade e a apresentação das demonstrações financeiras em seu conjunto. Dado que não é responsabilidade do síndico efetuar um controle de gestão, nosso exame não se estendeu aos critérios e decisões empresarias das diversas áreas da Entidade, questões que são de responsabilidade exclusiva do Conselho de Administração. Consideramos que nosso trabalho nos brinda uma base suficiente e apropriada para expressar uma opinião.
4. Tal como descrito na nota 3 às demonstrações financeiras anexas, as demonstrações financeiras mencionadas no primeiro parágrafo primeiro , foram preparadas pela Entidade de acordo com as normas contábeis estabelecidas pelo B.C.R.A., as quais diferem das normas contábeis profissionais aprovadas pelo Conselho Profissional de Ciências Econômicas da Cidade Autônoma de Buenos Aires, República Argentina, em alguns aspectos de avaliação e exposição que se descrevem e quantificam na mencionada nota.
5. Baseados no nosso trabalho e no relatório com data 6 de fevereiro de 2014, emitido pelo Dr. Mauricio G. Eidelstein (Sócio da firma KPMG emmbro de KPMG Internacional), em nossa opinião, as demonstrações financeiras mencionados no parágrafo primeiro, apresentam razoavelmente, em todos seus aspectos significativos, a situação patrimonial de BANCO PATAGONIA S.A. Em 31 de dezembro de 2013 e os resultados de suas operações e seus fluxos de caixa e equivalentes pelo exercício finalizado nessa data, de acordo com as normas estabelecidas pelo B.C.R.A. e, exceto pelo efeito das questões mencionadas no parágrafo quarto, com as normas contábeis profissionais vigentes na Cidade Autônoma de Buenos Aires, República Argentina.
6. Atendendo as disposições vigentes, informamos que:
a) No exercício do controle de legalidade que nos corresponde, aplicamos durante o exercicio findo em 31 de dezembro de 2013 os demais procedimentos descritos no artigo N° 294 da Lei N° 19.550, que achamos necessá rios de acordo com as circunstâncias, incluindo entre outras, o controle da constituição e subsistência da garantia dos diretores, não tendo observações que formular a respeito.
b) As demonstrações financeiras do BANCO PATAGONIA S.A. mencionadas no parágrafo primeiro surgem de registros contábeis realizados, em seus aspectos formais, conforme as normas legais vigentes e as normas regulamentares do B.C.R.A. e de acordo com as condições estabelecidas na Resolução N° 4.810/EMI da Comissão Nacional de Valores d 21 de outubro de 2008. O inventario se encontra registrado no livro “Inventario”.
c) Revisamos a memória do Conselho de Administração sobre a qual nada temos que observar na matéria de nossa competência, sendo as afirmações sobre fatos futuros responsabilidade exclusiva do Conselho de Administração.
Em relação ao Relatório sobre o grau de cumprimento do Código de Governança Societária emitido pelo Conselho de Administração da Instituição em cumprimento do disposto pelo artigo 1. inc. a.1 do Capitulo I da SeçãoI do Título IV das normas da C.N.V. (t.o. 2013) e que serão apresentado perante esse organismo como um anexo separado da Memoria, informamos que o análise realizado mostra que não houve evidência indicando falta de veracidade na informação fornecida pelo Conselho de Administração ao Conselho Fiscal e contida neste Relatório.
d) De acordo ao requerido pelo el art. 105 da Lei Nº 26.831 e os arts. 21 do Capítulo III do Título II y 4º inciso d) parte final do Capítulo I del Título XII das Normas da C.N.V. (t.o. 2013)., sobre a independência do auditor externo e sobre a qualidade das políticas de auditoria aplicadas pelo mesmo e das políticas de contabilização da Entidade, o relatório do auditor externo mencionado no parágrafo quinto inclui a manifestação de ter aplicado as normas de auditoria vigentes na República Argentina, que compreendem os requisitos de independência, e não contém ressalvas com relação à aplicação das mencionadas normas e das normas contábeis profissionais vigentes na Cidade Autônoma de Buenos Aires, República Argentina, considerando o exposto no parágrafo quarto.
e) Não temos comentários a fazer sobre o que o nosso campo de competência, sobre a informação incluída na Nota 16 às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2013, em conexão com os requisitos da CNV relacionadas com patrimônio líquido mínimo e contraparte.
f) Nós aplicamos os procedimentos para a prevenção do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo sob as normas profissionais estabelecidas pelo Conselho Profissional de Ciências Econômicas da Cidade Autônoma de Buenos Aires da Argentina.
Cidade Autônoma de Buenos Aires, 06 de fevereiro de 2014. Por Conselho Fiscal - Mónica M.Cukar - Síndico Titular - Contador Público (UBA) C.P.C.E.C.A.B.A. T° 147 – F° 66. ” --- ---
PONTO N° 2: CONSIDERAÇÃO DA MEMÓRIA CORRESPONDENTE AO EXERCÍCIO
ECONÔMICO FINALIZADO O 31 DE DEZEMBRO DE 2013, QUE INCLUI O RELATÓRIO
SOBRE O GRAU DE CUMPRIMENTO DO CÓDIGO DE GOVERNANÇA SOCIETÁRIA.:
O Sr.
Presidente expressa que tendo sido aprovados as Demonstrações Financeiras referidas Ao 90°
exercício social encerrado em 31.12.2013, corresponde agora considerar a Memória do exercício
encerrado em 31.12.2013, que inclui o relatório sobre o grau de cumprimento do código do
governança societária.
Ato seguido, o Sr. Presidente põe a consideração dos presentes a Memória e manifesta que sua
contendo é de conhecimento dos Srs. Diretores e Síndicos, por ter sido distribuída com suficiente
antecipação, pelo que propõem tendo lido e aprovado, e se transcreva integramente na Ata desta
reunião.
Logo de um amplio intercambio de opiniões, a Memória é aprovada por unanimidade, de acordo
ao seguinte texto:
RELATÓRIO ANUAL 2013
Aos Senhores Acionistas:
Nos termos das disposições legais e estatutárias em vigor, o Conselho de Administração do
Banco Patagonia S.A. encaminha para consideração de seus acionistas a documentação
correspondente ao 90.º exercício econômico da sociedade, findo em 31 de dezembro de 2013,
que inclui: o Relatório Anual, Balanço Geral, Demonstração do Resultado, Demonstração das
Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstrações de Fluxo de Caixa e equivalentes, e notas,
anexos e a Tabela I complementares, Proposta de Distribuição de Lucros, Parecer dos Auditores
Independentes e Relatório do Conselho Fiscal.
ÍNDICE
………
………
1.
AMBIENTE ECONÔMICO E DO SISTEMA FINANCEIRO
Ambiente econômico da República Argentina e do mundo
Sistema Financeiro Argentino
2.
HISTÓRIA
3.
BANCO DO BRASIL
4.
ANÁLISE PATRIMONIAL E DE RESULTADOS DA ENTIDADE
5.
SOCIEDADES CONTROLADAS
PATAGONIA INVERSORA S.A. Sociedad gerente de fondos Comunes de
Inversión
PATAGONIA VALORES S.A. Sociedad de Bolsa
BANCO PATAGONIA (Uruguay) S.A. I.F.E.
GPAT COMPAÑIA FINANCIERA S.A. (ex Gmac Compañía Financiera S.A.)
6.
PROPOSTA DE DISTRIBUIÇÃO DE UTILIDADES
7.
GOVERNO SOCIETÁRIO
8.
GESTÃO DO BANCO
Política comercial projetada e aspectos destacados do planejamento
empresário, financeiro e de investimento
Aspectos vinculados com a organização, tomada de decisões, política
de dividendos, sistema de controle interno e gerenciamento dos
riscos da entidade
Estrutura Organizacional
Rede de Agências e Canais
Indivíduos
Empresas
Finanças
Setor Público
Infraestrutura, Tecnologia e Sistemas
Desenvolvimento Humano e Clima Organizacional
1.
CONTEXTO ECONÔMICO E DO SISTEMA FINANCEIRO
Ambiente econômico da República Argentina e do mundo
Em 2013, a economia global manteve uma dinâmica semelhante à do ano anterior, com índices
de crescimento de perto de 2,4%, apenas menores que os do ano 2012. A desaceleração foi
produto do menor crescimento, tanto das economias emergentes quanto dos países avançados. O
comércio mundial continuou sua expansão vagarosa, mantendo níveis próximos de 3%, igual que
no ano anterior.
Apesar da tênue recuperação econômica e o menor temor de default dos países do Euro, o
desemprego nesta zona continuou a aumentar, especialmente na Espanha e Grécia. Também
aumentou, embora levemente, nas mais grandes economias da zona, como a Alemanha, França e
Itália. Embora haja sinais de que o desemprego está detendo, continuou representando um dos
principais problemas da eurozona.
No contexto da leve desaceleração do crescimento mundial, o foco de atenção se concentrou na
irregular dinâmica do nível de atividade nos EUA. De fato, um começo ruim do ano fez com que
em 2013 fosse revertida a recuperação do crescimento na principal economia do mundo. Assim, a
expansão do PIB desceu para perto de 1,7%, quando em 2012 tinha crescido 2,8%.
Porém, sinais de recuperação na segunda parte do ano criaram algum otimismo sobre as
perspetivas econômicas futuras. A Reserva Federal anunciou que, a partir de 2013, reduzirá o
estímulo monetário não convencional. Em consequência desse anúncio, registrou-se certa
tendência ao gradual crescimento nas taxas de juros internacionais, e uma tendência para a
apreciação do dólar no mundo.
Quanto aos principais sócios comerciais da Argentina, em conjunto, tiveram uma melhor
performance em comparação com o ano anterior, já que suas economias (ponderadas pela
participação no comércio exterior argentino) registraram expansão de perto de 3%, o que
representa 0,2% acima do nível de 2012. A principal explicação é a recuperação do Brasil, com
uma economia que cresceu em torno de 2,4% em 2013, enquanto o crescimento em 2012 foi de
1%. Porém, esta recuperação foi menor que a esperada, e a tendência aprofundou ao final do
ano, afetando assim a demanda de exportações argentinas.
Na República Argentina, o crescimento da economia registrou uma recuperação durante todo o
ano de 2013. O importante crescimento da colheita agrícola, somado à fortaleza do consumo
privado e a recuperação da despesa de capital, teria permitido uma expansão da economia
próxima de 5%, segundo algarismos oficiais.
A cima do crescimento ocorreu entre o segundo e o terceiro trimestre do ano. De qualquer jeito, a
recuperação do crescimento econômico permitiu reverter o incipiente aumento do desemprego,
presente no início do ano, e portanto a taxa de desemprego teria findo o ano de 2013 por baixo de
7%, representando níveis semelhantes aos do ano anterior, e próximo dos mínimos da última
década.
A despesa pública foi superior à renda, conduzindo a novo aumento do desequilíbrio fiscal.
Contudo, a redução nos vencimentos de dívida permitiu que não fossem aumentadas de maneira
relevante as necessidades financeiras totais do Tesouro, já que um importante aumento na
utilização de pesos foi compensado pelo menor uso de reservas internacionais para honrar os
vencimentos externos da dívida pública nacional.
Neste contexto de maior dinamismo na economia, e da necessidade de incrementar as
importações de energia, e apesar da vigência de restrições quantitativas, as compras externas
registraram recuperação e cresceram aproximadamente 10%, ficando perto de USD 75 bilhões.
Embora parte da recuperação da colheita agrícola ficasse acumulada como estoques nas mãos
dos produtores, as exportações registraram recuperação da queda do ano anterior, com expansão
aproximada de 4%.
Ainda que a maior atividade das importações implicou em redução do saldo comercial respeito
dos USD 12,4 bilhões de 2012, em 2013 o superávit comercial continuou sendo importante, e
ultrapassou USD 9 bilhões.
A balança cambial (comercial) atingiu USD 6 bilhões durante o ano, enquanto a balança de
serviços alcançou um déficit aproximado de USD 10 bilhões.
As vendas de moeda estrangeira, de aproximadamente USD 5,5 bilhões, somadas ao pagamento
de dívidas com o exterior e à desvalorização dos estoques de ouro, implicaram na redução de
USD 12,691 bilhões nas reservas internacionais do BCRA durante 2013.
Sistema Financeiro Argentino
Em 2013 foi observada uma volatilidade financeira que afetou o mercado de capitais e o sistema
financeiro argentino em conjunto. Após as quedas de preços dos ativos de risco, no primeiro
segmento do ano, a partir de agosto registrou-se uma importante recuperação, embora com
flutuações acentuadas.
No contexto da política cambial de flutuação administrada, o BCRA acelerou o ritmo de
desvalorização da moeda ao final do ano, com apreciação do dólar estadunidense de 32,6%
durante todo o ano.
No exercício, os depósitos privados em moeda local cresceram aproximadamente 30%, atingindo,
em média, ARS 483 bilhões em dezembro, enquanto os depósitos em pesos do setor público
aumentaram 23%, alcançando ARS 183 bilhões. Nos depósitos do setor privado, as aplicações a
prazo foram as mais dinâmicas, alcançando ARS 220 bilhões em dezembro, o que representa
incremento de 35% a respeito do mesmo mês do ano anterior.
Por sua vez, os depósitos em dólares reduziram-se durante o ano, embora a ritmo mais vagaroso.
Assim, as aplicações em moeda estrangeira do setor privado reduziram-se a USD 6,689 bilhões
em dezembro, representando uma queda de 14% a respeito do mesmo mês do ano anterior.
A taxa Badlar (taxa de juros paga para depósitos superiores a ARS 1.000.000 pela média das
entidades financeiras privadas) chegou ao fim de 2013 em alta, com média de 20,24% em
dezembro, o que representa 4,85 p.p. acima da média em dezembro do ano anterior. Por quarto
ano consecutivo, o BCRA manteve sem mudanças as taxas a 1 e 7 dias, em 9% e 9,5%, para
repasses na entidade. Ao contrário, em fins de 2013 a autoridade monetária tinha incrementado
para 16,89% a taxa dos leilões de Lebac.
Os empréstimos em pesos ao setor privado aumentaram 34% durante 2013, passando de ARS
338,697 bilhões em dezembro de 2013 para ARS 454,873 bilhões no último mês de 2013. Ao
contrário, os créditos em dólares sofreram queda de 30%, como consequência do interesse mais
acentuado das empresas por contrair dívidas em pesos, em vez de fazê-lo em moeda estrangeira.
Um dos principais fatores da expansão do crédito em pesos foi a sucessiva ampliação da "Linha
de Créditos para o Investimento Produtivo", criada em 2012, segundo a qual as entidades que
possuem mais de 1% do total dos depósitos do sistema financeiro devem alocar, em cada
semestre, montante equivalente a 5% de seus depósitos do setor privado ao financiamento de
projetos de investimento, com prazo de 36 meses e taxa de juros máxima que, para 2013, foi de
15,25% anual. Em dezembro de 2013, os empréstimos totais dessa linha eram de
aproximadamente ARS 55 bilhões, e por volta de 55% desse montante estava orientado a
empresas de tamanho relativo mais pequeno.
Por sua vez, as linhas de crédito para consumo (empréstimos pessoais e cartões de crédito)
cresceram por volta de 36%, representando aproximadamente 40% do crédito em pesos ao setor
privado.
Finalmente, o numerário em mãos do público promediou ARS 198,860 bilhões em dezembro de
2013, o que representa crescimento de 23% a respeito do mesmo período do ano anterior. Ao
contrário, o estoque de Letras e Notas do BCRA (inclusive as emitidas para realizar operações de
repasse) aumentou só 11%, ARS 110,546 bilhões, durante 2013. Isto é consequência de menor
quantidade de operações de esterilização pelo BCRA, considerando o contexto de menor
crescimento dos agregados monetários, derivado das vendas de moeda estrangeira (e a
consequente absorção de pesos) que teve de realizar a autoridade monetária durante o ano.
Entre os principais aspetos normativos que tiveram impacto no sistema financeiro merecem
destaque os seguintes:
Proteção de serviços financeiros: visando fortalecer a proteção dos usuários de serviços
financeiros, o BCRA continuou baixando disposições para regular a cobrança de tarifas e
transparentar os encargos, despesas, seguros, tarifas, taxas de juros e qualquer item que seja
cobrado dos usuários pelos diferentes serviços e produtos comercializados.
Disciplina de mercado: Nesse aspecto, procurou-se fomentar a disciplina do mercado de maneira
a permitir aos participantes avaliar as informações relativas ao capital, as exposições ao risco, os
processos de avaliação do risco e a suficiência de capital nas instituições. O BCRA publicou os
requerimentos mínimos de divulgação das informações, "Disciplina de mercado – Requerimentos
mínimos de divulgação" – que as entidades financeiras deverão publicar nos seus sítios web.
O BCRA aprofundou os requerimentos relacionados com a segurança para o atendimento do
usuário de serviços financeiros.
Concordante com os avanços na implementação das regras de Basileia, o BCRA introduziu no
Plano de Negócios, entre outras alterações, a determinação do cálculo do capital econômico e a
avaliação de sua suficiência.
Em 2013 continuou o impulso ao financiamento para o desenvolvimento e crescimento das
MiPyMes (micro, pequenas e médias empresas), através de uma "linha de créditos para o
investimento produtivo", alocando, no mínimo, valor equivalente a 5% dos depósitos em pesos
para impulsionar seu desenvolvimento.
No segundo semestre de 2013 foi autorizado como destino do financiamento o capital de trabalho
associado a projetos de investimento. E em dezembro, o BCRA estabeleceu uma ampliação da
linha de créditos para investimento produtivo para 2014 (contingente 2014) de características
semelhantes às estabelecidas para a linha original. Nesta ampliação são admitidos empréstimos
hipotecários para particulares, projetos de investimento e obras de infraestrutura e exportação de
bens de capital para clientes que não estejam enquadrados na definição de MiPyme, por
montante equivalente de até 50% do montante total do contingente. A taxa de juros máxima será
de até 17,50% nominal anual fixa, como mínimo, nos primeiros 36 meses, exceto pelos
empréstimos hipotecários para particulares, caso em que a taxa será aplicada para o primeiro
ano. Findo esse prazo, se a taxa acima referida for descontinuada, poderá ser praticada taxa
variável, que não poderá ultrapassar a taxa BADLAR total em pesos mais 300 pontos-base. Todos
os financiamentos deverão ser acordados até 30 de junho de 2014, e poderão ser desembolsados
em uma única vez, sem superar essa data, ou em fases escalonadas, até 31 de dezembro de
2014, no último caso, só quando assim justificarem as características do projeto a ser financiado.
A respeito do mercado de capitais, durante o terceiro trimestre de 2013 foi regulamentada a Nova
Lei de Mercado de Capitais, objetivando centralizar e ampliar as faculdades de controle e
supervisão da CNV (a Comissão Argentina de Valores). Além do mais, permitirá garantir o normal
desenvolvimento dos diferentes agentes que intervêm no âmbito do mercado de capitais, visando
alcançar o cumprimento e a observância dos princípios expostos na nova Lei acima referida.
Finalmente, em março de 2010 o Congresso dos EUA aprovou a lei dita FATCA (Foreign Account
Tax Compliance Act), para a prevenção da sonegação pelos cidadãos estadunidenses, atribuindo
responsabilidades às entidades financeiras. A lei dispõe uma retenção de 30% sobre certos
pagamentos, realizados às entidades financeiras que não estejam sob o regime estabelecido pela
referida lei. A lei vigorará a partir de 01 de julho de 2014; os acordos para sua implementação
estão sendo negociados.
2.
HISTÓRIA
Banco Patagonia é continuador de uma série de bancos com presença histórica na Argentina,
como foram o Banco de Río Negro, líder na região patagônia; o Banco Mercantil Argentino,
pioneiro no negócio de Plano Salário; o Banco Caja de Ahorro, precursor na incorporação do
negócio de seguros ao setor bancário; esses dois últimos fusionados com o Banco Sudameris
Argentina e Lloyds TSB Bank plc Sucursal Argentina, com mais de 140 anos de presença no
país. Os legados dessas instituições, e as outras que fazem parte hoje de nosso banco,
representam um ativo de grande valor para a entidade e um elemento competitivo diferenciador.
Por sua vez, durante o exercício de 2010, foi incorporada a GPAT Compañía Financiera S.A.,
uma sociedade constituída na Argentina e autorizada a funcionar como entidade financeira,
especializada no financiamento atacadista e varejista, para a aquisição de automotores 0 km,
tanto por concessionários -em especial da rede General Motors da Argentina- como por clientes
particulares.
Finalmente, durante 2011, 58,96% do capital social do Banco Patagonia foi adquirido pelo
acionista controlador, Banco do Brasil, com o objetivo de continuar a ser um dos principais
bancos no Sistema Financeiro Argentino.
Resumo
1976 Os Acionistas Stuart Milne e González Moreno começam as atividades no sistema
financeiro argentino, através de diversas companhias especializadas no mercado de
valores, de balcão e de câmbio.
1979 Os Acionistas Stuart Milne e González Moreno fundam Cambio Mildesa.
1987 Os Acionistas Stuart Milne e González Moreno adquirem Finagen Compañía Financiera,
pertencente à Volkswagen Argentina.
1988 Finagen Compañía Financiera fusiona-se com Cambio Mildesa para transformar-se em
Banco Mildesa.
1996 Banco Mildesa adquire 85% do capital social do Banco de Río Negro.
1997 Banco Mildesa e Banco de Río Negro fusionam-se, mantendo o nome do segundo.
1998 O Banco de Río Negro adquire nove agências do ex-Banco Almafuerte e uma agência do
ex-Banco Mayo.
2000 Banco de Río Negro muda sua denominação pela de Banco Patagonia.
2001 Banco Patagonia S.A.I.F.E., subsidiária do Banco, inicia suas atividades no Uruguai.
2003 Banco Patagonia fusiona-se com o Banco Sudameris Argentina e este, como entidade
Sudameris Argentina tinha adquirido o Banco Caja de Ahorro. Em 1999, o Banco Caja de
Ahorro tinha-se fusionado com o Banco Mercantil Argentino.
2004 Banco Patagonia Sudameris incorpora ativos, assume passivos e absorve funcionários
do Lloyds TSB Bank plc Sucursal Argentina, o qual tinha incorporado em 1998 o Banco de
Tres Arroyos. Banco Patagonia Sudameris adota o nome de Banco Patagonia.
2007 Banco Patagonia abre seu capital nas Bolsas de Comércio de Buenos Aires e São Paulo,
sendo a primeira empresa que, sem ter operações no Brasil, negocia suas ações na Bolsa
de São Paulo (BOVESPA).
2010 Banco Patagonia adquire 99% do capital acionário de GPAT Compañía Financiera S.A.
(ex Gmac Compañía Financiera S.A.) com o objetivo de alargar seu horizonte de
negócios.
Os srs. Stuart Milne e González Moreno decidiram a venda de 51% do capital social e
votos em circulação do Banco Patagonia, ao Banco do Brasil.
2011 Em abril, foi assinado o contrato de compra e venda de ações entre Banco Patagonia e
Banco do Brasil, sendo realizada a transferência de 51% do capital social e votos em
circulação em favor do último.
Nos termos das normas regulatórias argentinas, o Banco do Brasil lançou a Oferta Pública
de Ações ("OPA”) Obrigatória na Argentina sobre todas as ações remanescentes do
Banco Patagonia S.A.
Em outubro foi realizada a liquidação dessa operação, sendo a nova composição acionária
do Banco Patagonia S.A. como segue: Banco do Brasil S.A.: 58,9633%; Grupo de
Acionistas Vendedores, 21,4127%; Província de Rio Negro, 3,1656%; e Free Float,
16,4584%.
3.
BANCO DO BRASIL
Desde abril de 2011, o Banco do Brasil passou a ser o acionista majoritário de Banco Patagonia,
com uma participação, em 31 de Dezembro do 2013, de 58,96% no capital social e votos por
ação.
O Banco do Brasil foi a primeira instituição bancária do Brasil, e tem mais de 200 anos de
experiência no sistema financeiro do país vizinho, possuindo a mais extensa rede de distribuição
geográfica, com mais de 5.416 agências.
Além do mais, o Banco do Brasil possui 19.248 pontos de atendimento de rede própria, e 65.269
pontos de atendimento na totalidade da rede, estando presente em 24 países.
É a instituição financeira mais importante de América Latina considerando os ativos totais. Atua
em todos os segmentos, do bancário, passando pelo de cartões de crédito, administração de
recursos de terceiros, seguros, até o mercado de capitais, com um importante portfólio de
produtos e serviços.
Emprega aproximadamente 112.653 colaboradores que lhe permitem atender a demanda de mais
de 61,0 milhões de clientes.
As informações institucionais e a demonstração de situação patrimonial, em 30 de setembro de
2013, do Banco do Brasil se encontra disponível em sua página de internet www.bb.com.br.
Resultado do exercício 2013
O exercício econômico 2013 finalizou com lucro de ARS 1,2297 bilhões que, comparado com os
ARS 884,6 milhões obtidos no exercício 2012, representa um incremento de 39,0%. A seguir, são
detalhadas as principais variações na composição do resultado da entidade.
As receitas financeiras aumentaram 57,7% respeito do ano anterior. As principais receitas foram
obtidas pelos juros de empréstimos com o setor privado não financeiro, originados no incremento
de 22,1% no volume da carteira ativa, e nas maiores receitas pelo resultado das operações a
termo e reavaliação da posição ativa em moeda estrangeira.
As despesas financeiras foram 81,0% superiores às registradas em 2012. Os resultados por juros
de depósitos a prazo foram incrementados em 80,6%, por causa do aumento em seu volume
(ARS 11,7609 bilhões vs. ARS 10,1425 bilhões) e na taxa media ao ano deles (16,2% vs. 13,2%).
Além do mais, registrou-se aumento de ARS 51,5 milhões nos juros pagos por outras obrigações
por intermediação financeira, devido principalmente ao pagamento de juros nas obrigações
negociáveis não subordinadas.
Consequentemente, a margem de intermediação cresceu 44,6% em comparação com o exercício
anterior.
O ônus por inadimplência de empréstimos aumentou 74,3%, decorrente do incremento das
provisões normais pelo incremento da carteira ativa e pela constituição de provisões adicionais às
mínimas requeridas pelo BCRA sobre a carteira de consumo, fazendo crescer o índice de
provisões sobre a carteira inadimplente de empréstimos a respeito do exercício anterior (274,4%
em 2013 e 259,0% em 2012).
As receitas líquidas de serviços aumentaram 24,2% no exercício 2013, como consequência do
incremento no volume das operações que rendem tarifa, principalmente nas receitas vinculadas
com as contas de depósitos e as relacionadas com operações com cartões de débito e crédito, e
com a concessão de créditos.
As despesas administrativas sofreram variação interanual de 26,7%, passando de ARS 1,418,9
bilhões em 2012 para ARS 1,7979 bilhões em 2013, devido fundamentalmente ao incremento das
despesas com pessoal, produto dos acordos salariais da atividade bancária, do aumento da folha
de pagamento, e pelo incremento das despesas operacionais a consequência do crescimento da
estrutura da Entidade, em linha com sua estratégia comercial e pelo ajuste de preços dos
serviços contratados.
Os lucros diversos (líquidos de perdas diversas) aumentaram 37,5% por causa principalmente do
resultado por participações permanentes, com destaque para GPAT Companhia Financeira S.A.,
que obteve lucro de 102,8 milhões no exercício 2013 (resultado em que Banco Patagonia tem
participação de 99%) frente a 89,1 milhões do exercício 2012.
ROE (Retorno sobre o capital)
Em 31 de dezembro de 2013, o retorno sobre o patrimônio líquido médio do exercício foi de 30,9%
frente a 30,0% do exercício anterior.
ROA (retorno sobre ativos)
Em 31 de dezembro de 2013, o retorno sobre ativos médio do exercício foi de 4,7% frente a 4,4%
do exercício anterior.
Estado de Situação Patrimonial
Em 31 de dezembro de 2013, o total de ativos e passivos da entidade aumentou 17,9% e 15,1%,
respectivamente, com relação ao ano anterior, alcançando ARS 30,1464 bilhões e ARS 25,5499
bilhões, respectivamente. As principais causas de tal incremento foram originadas na evolução
dos empréstimos e depósitos segundo detalhe abaixo exposto:
Evolução de empréstimos
A carteira de empréstimos concedidos ao setor privado não financeiro teve uma variação
interanual de 22,1%, atingindo ARS 19,0863 bilhões. Registrou-se aumento da carteira ativa
principalmente linhas comerciais de adiantamentos e documentos, e nas de empréstimos de
consumo, com a linha de cartões de crédito.
Por outra parte, prosseguiu-se com o financiamento à rede de concessionárias oficiais de
General Motors Argentina S.R.L., sendo a carteira de empréstimos vigentes em 31 de dezembro
de 2013 de ARS 465,3 milhões.
Evolução de depósitos
Em 31 de dezembro de 2013, os depósitos totais tiveram uma variação interanual de 18,4% e em
termos absolutos de ARS 3,4219 bilhões, alcançando ARS 22,0670 bilhões frente a ARS 18,6452
bilhões do ano anterior.
Os depósitos do setor privado não financeiro totalizaram ARS 19,3554 bilhões, representando
uma variação de 16,8% com respeito ao ano anterior. Destaca principalmente o incremento de
ARS 1,1351 bilhões (12,9%) em depósitos a prazo, e ARS 836,6 milhões em depósitos em contas
poupança (19,7%). Os depósitos em conta corrente sofreram variação de ARS 676,9 (23,4%). Os
depósitos totais representam 73,2% do total do financiamento da entidade.
Índice de liquidez
Em 31 de dezembro de 2013, os ativos líquidos (disponibilidades e títulos públicos e privados) da
entidade aumentaram 18,9% com respeito ao ano anterior. Por outra parte, o índice de liquidez foi
de 35,1% sobre o total dos depósitos, permanecendo em nível similar a 35,0% do ano anterior. Os
níveis de liquidez se mantiveram nos padrões fixados pela política estabelecida pelo Conselho de
Administração neste tópico.
Índice de solvência
Em 31 de dezembro de 2013, o índice de solvência medido em termos de patrimônio líquido sobre
o total do passivo, foi de 18,0%, comparado com 15,2% do ano anterior, sendo para o total do
sistema financeiro de 13,5% e, para as entidades privadas, de 15,5%.(1)
Patrimônio Líquido sobre ativos líquidos (alavancagem)
A alavancagem que se obtém do quociente entre o patrimônio líquido sobre os ativos netos foi, em
31 de dezembro de 2013, de 15,3%, em comparação com 13,5% do ano anterior, enquanto para o
total do sistema financeiro foi de 12,3% e, para o conjunto de entidades privadas, de 13,9%.(1)
Imobilização de Capital
Em 31 de dezembro de 2013, o indicador de imobilização de capital, entendido como os ativos
fixos (imobilizado, diversos e intangíveis) sobre o passivo total, melhorou com respeito ao ano
anterior, sendo de 1,2% em comparação com 1,4% do exercício anterior.
Exigências regulatórias
A entidade cumpre com as regulamentações monetárias estabelecidas pelo BCRA e mantém o
critério de prudência que a caracteriza. Em 31 de dezembro de 2013, o índice de capitalização do
Banco Patagonia mostrava um excesso de capital de ARS 1,9269 bilhões com respeito ao
exigido pelas normas do BCRA, que representa aumento de 83,3% sobre o excesso observado no
exercício anterior (ARS 1,0511 bilhões), como consequência da implementação da Comunicação
"A" 5369 e complementares, em vigor desde 01 de janeiro de 2013, que revoga as disposições
sobre capital mínimo por risco de taxa de juros, sem prejuízo de que entidade continua a gerenciar
esse risco..
Além do mais, essas alterações acarretam, entre outras questões, mudanças nos ponderadores
de risco e no tratamento da carteira inadimplente, e a incorporação do conceito de "cobertura de
risco de crédito", que avalia especificamente o tratamento das garantias recebidas.
No mesmo sentido, o índice de capitalização que relaciona a RPC (responsabilidade patrimonial
computável) com os ativos ponderados pelo risco foi de 20,1 %, em comparação ao exercício
anterior. Tal diminuição é originada principalmente no aumento da carteira ativa da entidade.
Estrutura patrimonial e de resultados
A seguir, são apresentadas as demonstrações de situação patrimonial e do resultado da Entidade
em 31 de dezembro de 2013, comparadas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012,
2011, 2010 e 2009.
Estrutura patrimonial (em milhares de ARS) 2013 2012 2011 2010 2009 Disponibilidades 5.758.004 4.403.773 2.242.338 1.480.998 1.510.076 Títulos Públicos e Privados 1.993.708 2.117.100 2.511.636 3.560.312 2.617.348 Empréstimos 19.187.829 16.031.418 11.053.174 7.234.969 4.417.035 Outros Créditos por Intermediação
Financeira 1.074.756 1.444.689 1.322.274 840.035 586.356 Créditos por Arrendamentos Financeiros 920.203 636.635 491.174 233.263 137.170 Participações em outras sociedades 527.975 394.959 273.062 206.983 79.744 Estrutura patrimonial (em milhares de ARS)
Créditos Diversos 369.598 227.768 405.570 417.568 199.247 Imobilizado de uso 234.063 225.897 199.695 176.057 103.010 Bens Diversos 44.973 55.108 61.716 71.821 108.725 Bens Intangíveis 34.443 21.969 - - -Lançamentos Pendentes de Imputação 842 703 583 558 511 TOTAL DO ATIVO 30.146.394 25.560.019 18.561.222 14.222.564 9.759.222
Estrutura patrimonial (em milhares de ARS)
2013 2012 2011 2010 2009 Depósitos 22.067.025 18.645.169 13.317.163 10.298.742 6.522.363 Outras Obrigações p/Intermediação
Financeira 2.482.854 2.821.237 2.070.508 1.295.742 788.026 Obrigações Diversas 873.360 653.248 622.759 448.072 469.068 Provisões 123.538 71.020 66.993 68.054 64.091 Obrigações Negociáveis Subordinadas - - - - 61.200 Lançamentos Pendentes de Imputação 3.146 2.559 1.263 962 473 TOTAL DO PASSIVO 25.549.923 22.193.233 16.078.686 12.111.572 7.905.221 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.596.471 3.366.786 2.482.536 2.110.992 1.854.001 TOTAL DE PASSIVO ACRESCIDO DO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 30.146.394 25.560.019 18.561.222 14.222.564 9.759.222
Estrutura de resultados (em milhares de ARS)
2013 2012 2011 2010 2009 Receitas financeiras 5.303.358 3.362.055 2.143.648 1.568.755 1.573.487 Despesas financeiras 2.193.564 1.212.160 746.994 408.491 434.341 Margem bruta de intermediação 3.109.794 2.149.895 1.396.654 1.160.264 1.139.146 Ônus por incobrabilidade 525.253 301.301 97.103 53.859 66.732 Receitas por serviços 1.512.008 1.173.862 864.477 616.620 481.218 Despesas por serviços 463.363 329.654 226.305 183.669 141.306 Despesas de Administração 1.797.916 1.418.880 1.094.152 861.800 659.858 Resultado líquido por intermediação
financeira 1.835.270 1.273.922 843.571 677.556 752.468 Benefícios Diversos 349.817 217.861 152.910 102.585 63.839 Perdas Diversas 102.244 37.754 33.203 43.186 41.627 Resultado líquido antes do Imposto de
Renda 2.082.843 1.454.029 963.278 736.955 774.680 Imposto de renda 853.158 569.385 351.032 255.551 325.854 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 1.229.685 884.644 612.246 481.404 448.826
Estrutura da geração ou aplicação do fluxo de disponível
A seguir, è demonstrada a estrutura da geração ou aplicação de disponível correspondente ao
exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 da Entidade, comparada com os exercícios findos
em 31 de Dezembro de 2012, 2011, 2010 e 2009.
VARIAÇÃO DE DISPONÍVEL DO EXERCÍCIO (em milhares de
ARS) 2013 2012 2011 2010 2009
Recursos gerados pelas atividades operacionais 582.804 1.842.611 561.152 195.505 261.755 Recursos (utilizados em) gerados pelas atividades de investimento 15.756 -13.260 -2.396 -125.760 4.311 Recursos (utilizados em) gerados pelas atividades de financiamento 154.206 140.095 66.169 -207.644 -332.503 Resultados financeiros e por posse de disponível e seus
equivalentes 601.465 191.989 136.415 108.821 145.484 (DIMINUIÇÃO) / AUMENTO DO DISPONÍVEL 1.354.231 2.161.435 761.340 -29.078 79.047