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La Constitución Federal de 1988 representa una frontera institucional significativa en la historia de contacto entre sociedades indígenas y no indígenas en el territorio brasileño. El cambio conceptual y jurídico en el texto constitucional puede encontrarse en los artículos 231 y 232 del Título VIII “Del Orden Social”, Capítulo VIII “De los Indios”, que presenta a los indígenas como sujetos con derecho a sus propias culturas y territorios. Sin embargo, pesar de que la Constitución del ´88 garantizó los derechos para los pueblos indígenas del Brasil,

“ainda hoje sofrem ataques de setores conservadores da sociedade brasileira. A questão da terra continua sendo, com educação e saúde, a principal luta empreendida pelos povos indígenas hoje no Brasil e no Paraná. Nesta perspectiva de luta, o acesso à educação superior por estudantes indígenas é uma trincheira estratégica na defesa de direitos” (Lázaro y Montechiare, 2016:8, nuestro subrayado).

El reconocimiento de la educación escolar indígena como una modalidad de la política de educación básica, se concretó recién en 1996 con la sanción de la Ley de Directrices y Bases de la Educación Nacional (LDBEN, Ley Nº 9.394/1996). A través de ella, la educación escolar indígena pasó a ser reconocida explícitamente como oferta específica de la educación básica brasileña, y se definieron las bases y orientaciones para la posterior implementación en el país de las escuelas indígenas. A continuación se citan los artículos 78 y 79 de la LDBEN, a partir de los cuales se puede apreciar la necesaria participación del Sistema de Enseñanza Federal, fundamentalmente de la enseñanza superior, en lo que se refiere a la formación de los profesores indígenas:

“Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngüe e intercultural aos povos indígenas com os seguintes objetivos:

I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências.

II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias.

Art. 79. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa.

1º Os programas serão planejados com audiência das comunidades indígenas.

2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos:

I - fortalecer as práticas sócio-culturais e a língua materna de cada comunidade indígena;

II - manter programas de formação de pessoal especializado, destinado à educação escolar nas comunidades indígenas;

III - desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades.

IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado” (LDBEN, 1996).

Tres documentos nacionales supusieron importantes antecedentes para componer y fundamentar la demanda permanente de formación de profesores indígenas. Estos fueron desarrollados inicialmente a partir de las experiencias del nivel educativo terciario (específicamente magisterio), y posteriormente se presentaron como demanda en la educación universitaria: 1) el Referencial Curricular Nacional para las Escuelas Indígenas (RCNEI) (MEC/SEF, 1998), formulado para orientar la organización de las escuelas indígenas, la formación de los profesores indígenas y definir conceptualmente las diversas disciplinas pertenecientes a la base curricular común de la Educación básica; 2) las Directrices Curriculares Nacionales de la Educación Escolar Indígena (Resolución número 14/99, Consejo Nacional de Educación, CNE), donde se refleja la demanda de formación inicial para profesores indígenas; y 3) las Directrices Nacionales para el funcionamiento de las escuelas indígenas” (Resolución 03/99, Consejo Nacional de Educación), donde se presenta la definición del concepto y del reconocimiento de la categoría “Escuela Indígena” en el país. La definición de esta categoría pasó a evidenciar a los actores en ella presentes, destacando el rol de los profesores indígenas y su necesaria cualificación y habilitación. Las directrices, que citamos a continuación, pasaron a normalizar y orientar las acciones de formación de los profesores indígenas:

“Art. 6 - A formação de professores das escolas indígenas será específica, orientar-se- à pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e será desenvolvida no âmbito das instituições formadoras de professores.

Parágrafo único: Será garantida aos professores indígenas a sua formação em serviço e, quando for o caso, concomitantemente com sua própria escolarização.

Art. 9 - Esferas de competência, em regime de colaboração:

I – à União caberá legislar, em âmbito nacional, sobre as diretrizes e bases da educação nacional e, em especial:

d) apoiar técnica e financeiramente os sistemas de ensino na formação de professores indígenas e do pessoal técnico especializado;

II – aos Estados competirá:

e) promover a formação inicial e continuada de professores indígenas; III – aos Conselhos Estaduais de Educação competirá:

a) estabelecer critérios específicos para criação e regularização das escolas indígenas e dos cursos de formação de professores indígenas;

Art. 10 - O planejamento da Educação Escolar Indígena, em cada sistema de ensino, deve contar com a participação de representantes de professores indígenas, de organizações indígenas e de apoio aos índios, de universidades e órgãos governamentais” (LDBEN, 1996).

Los fundamentos conceptuales y jurídicos sobre el reconocimiento y la organización de las escuelas indígenas, así como de la constitución y el reconocimiento de la figura de profesor indígena, culminan con la aprobación del Plan Nacional de Educación (PNE), que dedica un capítulo específico a la educación escolar indígena:

“12 - Fortalecer e ampliar as linhas de financiamento existentes no Ministério da Educação para implementação de programas de educação escolar indígena, a serem executados pelas secretarias estaduais ou municipais de educação, organizações de apoio aos índios, universidades organizações ou associações indígenas.

15 - Instituir e regulamentar, nos sistemas estaduais de ensino, a profissionalização e reconhecimento público do magistério indígena, com a criação da categoria de professores indígenas como carreira específica do magistério, com concurso de provas e títulos adequados às particularidades lingüísticas e culturais das sociedades indígenas, garantindo a esses professores os mesmos direitos atribuídos aos demais do mesmo sistema de ensino, com níveis de remuneração correspondentes ao seu nível de qualificação profissional.

16 - Estabelecer e assegurar a qualidade de programas contínuos de formação sistemática do professorado indígena, especialmente no que diz respeito aos conhecimentos relativos aos processos escolares de ensino-aprendizagem, à alfabetização, à construção coletiva de conhecimentos na escola e à valorização do patrimônio cultural da população atendida.

17 - Formular, em dois anos, um plano para a implementação de programas especiais para a formação de professores indígenas em nível superior, através da colaboração das universidades e de instituições de nível equivalente.

20 - Promover, com a colaboração entre a União, os Estados e Municípios e em parceria com as instituições de ensino superior, a produção de programas de formação de professores de educação a distância de nível fundamental e médio” (PNE, 2001).

En el año 2012, el CNE reafirma los objetivos de la escolarización indígena cuando sanciona las Directrices Curriculares Nacionales para la Educación Escolar Indígena en la Resolución 5/2012. Estas directrices tomaron de guía los principios de una educación escolar indígena diferenciada, específica, intercultural y bilingüe, definidos en la LDB de 1996 (Diniz Lira, Ferreira da Silva y Alves Salustiano, 2014). La resolución atribuye a los estados las funciones de ofrecer y ejecutar la educación escolar indígena, directamente, o en colaboración con sus municipios, así como crear y regularizar las escuelas indígenas como unidades propias, autónomas y específicas en el sistema de enseñanza de los estados, garantizar a las escuelas indígenas recursos financieros, humanos y materiales, e instituir y reglamentar el magisterio indígena en el ámbito del magisterio público, mediante oposición específica.

En relación a la educación superior, en el año 2002 se puso en práctica la novedosa experiencia del Vestibular Específico Interinstitucional para Pueblos Indígenas del Estado de Paraná, a partir de Ley Estadual N° 13.134/2001. A partir de su sanción, las personas pertenecientes a pueblos indígenas consiguen acceder al sistema educativo superior de las universidades estaduales mediante un examen de ingreso diferenciado. Esta modalidad supuso un cambio rotundo en materia educativa, produciendo un aumento sin precedentes de la matrícula estudiantil indígena. Por su parte, en 2014 el Consejo Pleno del CNE aprueba el Dictamen 6/2014, que establece las Directrices Curriculares Nacionales para la Formación de Profesores Indígenas.

Las políticas de inclusión indígena en la educación, un recorrido

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