TUS
DISTINTOS
ROSTROS
Pasos para ser amado
A m i g o l e c t o r :
La o b r a q u e usted t i e n e en sus m a n o s es muy valiosa: en ella, su a u t o r ha v e r t i d o c o n o c i m i e n t o s , e x p e r i e n c i a y años d e t r a b a j o . E l e d i t o r h a p r o c u r a d o una p r e s e n t a c i ó n digna d e s u c o n t e n i d o y p o n e t o d o s u e m p e ñ o y r e c u r s o s para d i f u n d i r l a a m p l i a m e n t e , p o r m e d i o d e s u red d e c o m e r c i a l i z a c i ó n .
C u a n d o usted f o t o c o p i a este l i b r o , o a d q u i e r e una c o p i a « p i r a t a » o f o t o c o p i a ilegal del m i s m o . ' e l a u t o r y el e d i t o r dejan de p e r c i b i r lo q u e les p e r m i t e r e c u p e r a r la i n v e r s i ó n q u e han realizado, y ello f o m e n t a el d e s a l i e n t o de la c r e a c i ó n de nuevas o b r a s .
L a r e p r o d u c c i ó n n o a u t o r i z a d a d e o b r a s p r o t e g i d a s p o r e l d e r e c h o d e autor, a d e m á s de ser un d e l i t o , d a ñ a la c r e a t i v i d a d y limita la d i f u s i ó n de la c u l t u r a .
Si usted necesita un e j e m p l a r del libro y no le es posible c o n s e g u i r l o , le r o g a m o s h a c é r n o s l o saber N o d u d e e n c o m u n i c a r s e c o n n o s o t r o s .
Editorial P a x . L C C S A
T i t u l o d e l a o b r a e n i n g l é s :
Your Many Fucos
The Firsi Siep lo Bcing Loved
© C o p y r i g h t 1978 b y V i r g i n i a S a l i r P u b l i c a d o p o r C e l e s t i a l A r t s T R A D U C C I Ó N : G i l d a C a s t i l l o © 1 9 8 8 E d i t o r i a l Pax M é x i c o , L i b r e r í a C a r l o s C é s a r m a n , S . A . A v . C u a u h t é m o c 1430 C o l . S t a . C r u z A t o y a c M é x i c o , D . F . 0 3 3 1 0 T e l . : 5 6 0 5 • 7 6 7 7 F a x : 5 6 0 5 • 7 6 0 0 e d i t o r i a l p a x @ m e x i s . c o m Para C o l o m b i a . V e n e z u e l a , E c u a d o r , C h i l e y P a n a m á © 2 0 0 1 A L F O M E G A S . A . T r a n s v . 2 4 N o . 4 0 - 4 4 B o g o t á D . C . - C o l o m b i a I S B N 9 5 8 - 6 8 2 - 2 3 8 - 9 O c t a v a r e i m p r e s i ó n I S B N 9 6 8 - 8 6 0 - 3 3 7 - 6 R e s e r v a d o s t o d o s los d e r e c h o s I m p r e s o e n C o l o m bA - a l P r i n t e d i n Colombia
Contenido
I n t r o d u c c i ó n 11 C o r r e r e l v e l o 1 5 E l T e a t r o i n t e r n o . P r i m e r a c t o 1 9 E s c a p a r d e l a c á r c e l e m o c i o n a l 4 5 E l T e a t r o i n t e r n o . S e g u n d o a c t o 5 1 ¿ Q u é h e m o s a p r e n d i d o ? 6 3 L a R u e d a d e R e c u r s o s 6 7 M i r a r c o n n u e v o s o j o s 7 3 R o s t r o s f a m o s o s 7 9 E l t i o v i v o 8 5 T o m a r nuestras d e c i s i o n e s y n o dejar q u e o t r o s l o h a g a n 8 9 ¿ C u á l d e t o d o s s o y y o ? 9 3 Y o s o y e l ú n i c o que e s c o m o y o 9 5 E r e s u n m ó v i l c o n v i d a 9 9 T r a z a r e l m a p a d e n u e s t r o s p r o p i o s c a m i n o s 107A todos mis amigos y colegas, y a todas aquellas personas que, estoy segura, cuentan con una vida plena de posibilidades.
Reconocimientos
Q u i e r o hacer patente m i r e c o n o c i m i e n t o y a g r a d e c e r a t o d o s a q u e l l o s q u e d i e r o n parte d e s u t i e m p o para leer y r e s p o n d e r a este e s f u e r z o c o n el fin de h a c e r este l i b r o más c l a r o y l e g i b l e ; entre e l l o s N e w e l l W e e d , W h e e l o c k W h i t n e y , L o i s J a m e s , Trae B o x e r , K e i t h B e r w i c k , J o h a n n a S c h w a b , J a c k i e S c h w a r t z , A n n e R o b e r t s o n , L u c i l l e H u r w i t z , M a r y J o B u l -b r o o k , Ruth T u r p i n , M a r y Harrel, Ruth N i c h o l l s , L e o n a r d y M e r l e Stine, Jane L e v e n b e r g G e r b e r , Y e t t a Berhard, V e r n o n S p a r k s , Jane D o n n e r , V i n c e S w e e n e y , R a c h e l M i c h a e l s e n , Shauna A d i x , R a m o -n a A d a m s , S a l l y P i e r o -n e , F r e d D u h l y e -n e s p e c i a l J o h n L e v y quien, a u n q u e s o r p r e n d i d o d e r e c i b i r e l m a n u s c r i t o , r e s p o n d i ó a su manera tan p r o p i a e ini-m i t a b l e . Un e s p e c i a l a g r a d e c i m i e n t o a Hal K r a m e r , mi li¬ b r e r o , p o r s u c o n s t a n t e a p o y o para c o m p l e t a r este p r o y e c t o y a m i e d i t o r a , J o y c e l y n M o u l t o n , p o r s u p a c i e n c i a y c r e a t i v i d a d . 9
Introducción
Tus diversos rostros
La aventura de descubrir
el milagro que hay dentro de ti
Q u i s i e r a interesarte en saber
quién eres, qué eres,
qué tienes
ycuáles son tus posibilidades.
D e s e a r í ainspirarte para q u e v e a s q u e p u e d e s l l e g a r m á s l e j o s d e d o n d e estás a h o r a . E s t e l i b r o e s una i n v i t a c i ó n para q u e v i v a s una e x p e r i e n c i a m u y e s p e c i a l c o n t i g o m i s m o , q u e t e abrirá t o d o t i p o d e n u e v a s p o s i b i l i d a d e s .
P u e d o h a c e r t e esta i n v i t a c i ó n p o r q u e p e r t e n e c e s al g é n e r o h u m a n o , y c o m o tal,
eres un milagro.
M á s aún, eres u n m i l a g r o " ú n i c o e n s u g é n e r o " . C a d a huella d e c a d a ser h u m a n o e s d i f e r e n t e . P i e n s a q u e , h o y e n día, h a y c u a t r o b i l l o n e s d e p e r s o n a s e n e l m u n d o , m á s t o d o s l o s q u e v i v i e r o n antes y l o s q u e v i v i r á n e n e l futuro. C a d a u n o tiene una huella d i g i -tal ú n i c a . N o e x i s t e n d u p l i c a d o s . ¿ C ó m o p u e d e al¬ g u i e n i n v e n t a r tantas v a r i a c i o n e s ? E s t o , q u e e n ver¬ d a d m e i n q u i e t a , e s u n h e c h o i n d i s c u t i b l e . C a d a u n o d e n o s o t r o s e s d i f e r e n t e .También es verdad que cualquier cirujano que aprende su ciencia en cualquier parte del mundo, puede intervenir con éxito a cualquier ser humano, sin importar qué cultura, raza, nacionalidad, lengua, edad, ocupación, religión o ideología tenga éste, puesto que los corazones, las cabezas y otras partes de la anatomía estarán relativamente, siempre en el mismo lugar. Igualmente, los niños se conciben y nacen de la misma manera. De modo que también somos iguales.
Más aún, considera la maravillosa organización de los sistemas del cuerpo humano. ¿En qué otro pequeño sitio se encuentran televisión, teléfono, cámaras, ra-dio, telégrafo, computadora, máquinas de coser, plomería, calefacción y aire acondicionado, fábricas productoras de todo tipo de productos: sangre, sus-tancias químicas, tejidos, huesos y sudor? Todo esto tiene lugar en la unidad que es tu cuerpo.
Observa por un momento cómo las personas que te rodean vienen "en diversas envolturas", en todo tipo de colores; hablan diferentes idiomas y cocinan de mil maneras distintas. La gente lleva a cabo ac-tos increíbles que incluyen inexplicablemente hasta la destrucción y la violencia, pero también generosi-dades sin paralelo que algunas veces requieren el sa-crificio de todo, hasta de la vida, por amor y aten-ción a los congéneres. La gente, incluyéndome a mí, es mi fascinación, mi fuente de vida, de placer, de crecimiento, lucha y pena. En gran medida, todos compartimos las emociones y sentimientos, a los que llamo nuestros jugos: enojo, alegría, temor, cu-riosidad, amor, excitación, desamparo y poder. Lo que desata estos sentimientos en cada uno de
no-12
sotros es diferente, pero la capacidad para experi-mentarlos es la misma.
Tú, como yo, tienes tu propia apariencia, tu propia estatura, color, gestos, sexo, edad, origen, experien-cias, pensamientos, sentimientos e inclinaciones. Al mismo tiempo, cada uno es una combinación de lo
mismo y lo diferente de cada ser humano. Con
algu-nas persoalgu-nas nos identificamos; por ejemplo, las mujeres con las mujeres, los hombres con los hombres, los artistas con los artistas. A menudo tendemos a quedarnos cerca de lo que nos resulta fa-miliar y a alejarnos de lo ajeno.
Quiero probar esta idea. Creo que perdemos mucha de la riqueza de la vida porque no hemos aprendido la lección de nuestra unicidad. No impor-ta cuan iguales a otros nos sinimpor-tamos, seguimos sien-do diferentes, y viceversa. Si crees, como muchos, que tu parecido con otros sienta tus bases de con-fianza y seguridad y que tus diferencias son la fuen-te de tus problemas, entonces estás valiéndofuen-te sólo de la mitad de tus recursos. A todos nos gustaría deshacernos de nuestros problemas, pero si piensas que las diferencias provocan los problemas usarás tu energía para eliminarlas. Creo que el parecido es confortable, pero si es lo único que existe, puede traer consigo el aburrimiento. Lo diferente puede ser fuente de dificultades, pero también la clave de ex-periencias y energía que hacen la vida plena e intere-sante.
Permítete pensar en términos de todo lo que eres, aquello que te es familiar, aquello que no has de-sarrollado y aquello que quizá no sabes que existe. Piensa en cada parte de tu ser como un recurso, sin
i
importar que sea igual o diferente al de otro o que lo consideres bueno o malo. Lo que tengas representa nuevas posibilidades. Este libro trata de explorar esas partes de tu ser y demostrar cómo contribuyen a desarrollar tus potencialidades. A estas partes de tu personalidad las llamo tus diversos rostros
Correr el velo
Si te enseñaron lo que a mí, tal vez creciste creyendo que el mundo está dividido simplemente en bien y
mal, correcto e incorrecto. Si quitaras el velo que te
cubre, seguramente recibirías un fuerte impacto al ver todo lo malo e incorrecto y al descubrirte en un estado peor de lo que habías imaginado. Esta sería la verdad desnuda que muchos esperan.
Algunos piensan que si corren el velo aparecerán todo tipo de cosas que deben cumplirse y que se sen-tirán sofocados y agobiados por todo ello, lo cual aumentará la carga. "Aquello" que debí hacer y no hice; lo que debo hacer pero no puedo. Otros piensan
que-al correrwelsvelo habrá huecos,; vados oscur.oajQue los arrastrarán-al abismo delsjnás allá en donde se •«perderán páfá^iempreifJncluso he oído a algunos
de-cir que temían encontrar talentos o habilidades que jamás desarrollarían. Pero hay gente que no corre el velo porque,"lo que no conozco no me-lastima" y además, están bien como están.
Existen personas que no corren el velo porque no »saben que éste existe y creen que nada.ies „s,ucede más allá de lo que ven, oyen o de lo que.otrosles di-í*en. Dicho así parece un poco absurdo, no obstante
es una respuesta común ante la posibilidad de des-cubrir lo desconocido en nosotros mismos. Todos los secretos,^penas y temores más íntimos, aparecería veces como una caja de Pandora, la cual una vez abierta, puede poblar de~calamicládes el universo o destruir a la persona.
Además de estas posibilidades hay otras descono-cidas, aún no desarrolladas que están como hongos ocultos en la oscuridad. Una vez que superamos la barrera que imponen todas estas suposiciones y ex-pectativas negativas, estamos en condiciones de de-cidir arriesgarnos a ver, y haremos sorprendentes descubrimientos.
Iniciaremos nuestra experiencia con una visita al Teatro Interno. En el Primer Acto observaremos y co-noceremos algunas de nuestras características y cómo se manifiestan. En el Segundo A c t o aprenderemos a usar estos factores o facetas de nuestra personali-dad, para encontrar nuevas posibilidades. Después del teatro analizaremos algunos rostros famosos de la historia, la política, los espectáculos y los depor-tes para compararlos y aprender algo de ellos, a
par-16
tir del rostro que presentaron al mundo y la imagen " e ° s o be C U e r d a ^ h Í S t°r Í a- E n U n ^ d e f i
-siones, observaremos un tiovivo para mirar
nues-Z
a$¡Z?
rostrosí
s d e d l f~
^ p ™ 5 .h l U M g a l e H a d e a r t e- observaremos e l
e l ouTh 6 " m Ó V Í I P a r a a p r e n d 6 r d e l a Kbertad y
el equihbno en movimiento. Todas estas experien-e T Lns ° o t raoysU d a r á n 3 d 6 S C U b n r — P O s ü S ,
en nosotros mismos.
El Teatro Interno
Primer acto: Correr el velo
Usa tu imaginación y ven conmigo a un sitio priva-do, en lo profundo de ti mismo, donde cada uno vive, pero pocos revelan cómo es estar ahí. Es nuestro Tea-tro Interno que trabaja a todas horas. Nunca sabes lo que sucede: una tragedia, una comedia, un docu-mental, una obra moralista o una historia romántica, hasta que estás ahí. Vayamos a tu mente que alber-ga este teatro. Yo iré contigo. Al entrar recibimos el programa de esta noche.
EL TEATRO INTERNO
Tiene el placer de presentar esta noche
la obra
TUS DIVERSOS ROSTROS
Primer acto: correr el velo Intermedio
Segundo acto: ¿quién es el encargado?
Tus diversos rostros son los actores, todos son bienvenidos
hombres y mujeres jóvenes y viejos
Admisión: se requiere tu atención y tu disposición a considerar las nuevas posibilidades.
20
REPARTO
Por orden de aparición:
La "voz" exterior—el "ellos" de la sociedad Coraje Inteligencia Amor Estupidez Poder y su amigo (Manipulación) Desamparo Esperanza Celos Humor Sexo
Y todos sus parientes y variaciones, demasiado numerosas para mencionarlas
El teatro es un gran espacio circular. Hacia arriba
hay una estructura como un domo. Es probable que vemos una sene de puertas alineadas en la parte aquí esté la luz. El escenario está exactamente deba- posterior del escenario que son vestidores; por ahora jo del domo La luz es suficiente para distinguir el no tienen ningún nombre. Si bien aún no pasa nada contorno de los objetos. La luz crece poco a poco y en el escenario, notamos otras cosas.
A nuestra derecha hay un enorme artefacto que arece un marcador de fútbol encendido con un gran srmómetro. Tiene números que empiezan en cero y
egan hasta cien, están escritos con letras negras,
lay una columna que contiene un líquido azul-verde jirñnoso. De un lado del termómetro surgen dos ob-etos c o m o focos; hacia la mitad hay una luz roja y m la parte alta una luz dorada. Ninguna está encen-lida. Bajo la luz dorada hay una lista de palabras ;on el encabezado "Proveedores de energía": espe--anza, utilidad, poder, posibilidades nuevas, cambio
y elección. Bajo la luz roja hay otra lista con el enca-bezado "Agotadores de energía": desesperanza, inu-tilidad, impotencia, falta de posibilidades, no cambio, no elección. Como es obvio, debe haber alguna rela-ción de los "Proveedores de energía" con la luz dora-da, y de los "Agotadores de energía" con la luz roja. Hasta arriba, en letras enormes dice: '-'La .energía es
fUt&iente de la vida".
En el lado opuesto del escenario, a nuestra izquier-da, otro objeto llama mi atención, es tan grande co-mo el termómetro y está en el lado contrario. Tiene anillos de colores —ocho para ser exactos—. En la parte alta dice "Rueda universal de recursos''. Este
objeto también está a oscuras y cubierto despolvo y •telarañas c o m o si no se hubiera usado en mucho
tiempo. De alguna manera, sé que esta rueda
con-tiene otra clave para la esperanza.
Mis ojos se mueven hacia la derecha de la rueda y mi estómago se tensa de dolor cuando leo una lista de
#*Reglas para ser una persona buena1". Esta lista no
tiene polvo ni telarañas. Está muy iluminada y pare-ce que se usa a diario. Dipare-ce "Siempre debe ser: 2 4
LA ENERGÍA ES LA FUENTE
DE LA VIDA
P R O V E E D O R E S . c D E ' E N E R G l A Esperanza vütilidacW Potencia, "Posibilidades nuevas Cambio Elección A G O T A D O R E S D E E N E R G Í A Desesperanza Inutilidad Impotencia Falta de posibilidades N o cambio No elección 25 1RUEDA UNIVERSAL DE RECURSOS
.correcto limpio, brillante, cuerdo, bueno, obediente,
lamSe^n
importar el precio opuesto que todos cuentan mas que yo y 6quien soy
yo para pedir algo para mi?
REGLAS PARA SER UNA BUENA
PERSONA
SIEMPRE DEBO SER:
Correcto Limpio Brillante Sano Bueno Obediente Saludable NO IMPORTA EL PRECIO O LA CIRCUNSTANCIA PUESTO QUE
TODOS CUENTAN M A S QUE YO Y
¿QUIEN SOY YO P A R A PEDIR A L G O P A R A MI?
Parece que de una u otra manera toda mi vida he seguido ese camino. Reconozco esta lista como la Lista Universal del Deber Ser. He pasado muchos -años tratando de que funcione, peroslo«násque logré
fue tener éxito alguna vez. Cuando no pude hacerla funcionar me sentí muy mal conmigo-misma. Cada vez veo más a mi alrededor, lo cual es, por supuesto, natural. Lo importante es lograr ver. Al otro lado de la Lista Universal del Deber Ser, justo a la derecha del termómetro noto otro anuncio grande. En la par-te alta, en letras brillanpar-tes y grandes, están escritas
las palabras " Y o m e - y o mismo". Abajo, nítidamen-te pero en letras más pequeñas dice " Y o puedo ser: completo, feliz, amoroso, saludable, inteligente, se-xual, creativo, gracioso, competente". Con letras más discretas, leo debajo:
"Todo
esipq
ssibj£/.
Yo-me-yo mismo
Yo puedo ser:
completo
feliz
amoroso
saludable
inteligente
sexual
creativo
gracioso
competente
Todo es posible
28Recuerdo cuántas veces he dudado de estas pa-labras. Como otras muchas personas^pensaba que eso sólo correspondía a^los que tuvieran títulos-o mucho dinero» que hubieran tenido los padres y las oportunidades**adecuadas. Pero no para mí. De nuevo se tensan los músculos de mi estómago. La luz es casi total. Arriba, en el domo, sobre mi cabe-za, veo claramente escrito Tus Diversos Rostros, co-mo para no dejar dudas, en caso de que no hubiéra-mos leído el programa de lo que tratará la obra.
De pronto escucho música y noto que ha estado sonando desde que llegamos, con muchas variacio-nes, suave, fuerte, lenta, rápida, pesada, en tono o fuera de tono. Parecería que, en su ir y venir, sigue el repertorio completo de los estados de ánimo, de las penas y las alegrías. La música se aleja poco a poco y aparecen letreros iluminados en todas las puertas. Estos dicen: Enojo, Inteligencia, Amor, Estupidez, Poder y su amigo (Manipulación), Desamparo, Celos y Sexo. De fuera del escenario se escucha una voz amenazante: "¡Siempre echas todo a perder!"
En respuesta irrumpe en el escenario una figura, que obviamente es Coraje, vestido con un traje me-tálico del que sobresalen grandes picos, y grita seña-lando con un dedo huesudo en dirección a la voz: "¡Quién crees que eres!¡Quién eres tú para hablar!" El cuello de Coraje está tenso y la expresión de su rostro es dura. Estoy asustada.
Se abre la puerta de Inteligencia y entra dando grandes pasos, un personaje con la cabeza muy grande; se muestra curioso por saber lo que está pa-sando. "Bueno, bueno" dice Inteligencia tranquila-29
mente, "usemos un poco la razón en esta institu-ción, analicémosla y veamos qué pasa".
Coraje gira para enfrentarse a Inteligencia. Me te-mo que habrá violencia. Altaneramente, Coraje sacu-de el puño cerrado frente a Inteligencia. "¡Hablar, ha-blar, eso es lo único que haces! ¡Usar la razón, bah!"
En el lado derecho del escenario la luz roja está en pleno y el nivel de energía sube y baja como si lo
azu-zaran. En este momento Amor sale esplendorosa, ataviada con un vestido vaporoso; con tono dramá-tico señala: "El amor lo conquista t o d o " y rápida-mente estrecha a Coraje entre sus brazos.
Coraje se descontrola y ofendido responde a Amor hiriéndolo con un pico de su traje. En cuestión de se-gundos reina la violencia, el caos y la confusión. Amor grita y se retira velozmente con mirada incré-dula y llorando con desesperación.
La breve intervención de Amor ha servido de algo porque el lado izquierdo del traje de Coraje se desprende. Coraje está muy enojado como para no-tarlo y grita: " ¡ A m o r es para los débiles! ¡Sólo los débiles lloran!" Inteligencia se está poniendo ner-viosa; trata de pensar algo razonable qué decir, pero no lo logra.
Mientras, Estupidez entra arrastrándose, su as-pecto corresponde en gran medida a cómo se siente Inteligencia. Estupidez es toda una visión, viste ro-pas varias tallas más chicas que la suya y rotas; emi-te sonidos ininemi-teligibles y babea. Resulta patética. Me pregunto si este personaje trata de hacerse el chistoso o si sufre realmente.
32
Estupidez es muy ofensiva para Coraje, de modo que el resto de su vestimenta de metal se cae. Aho-ra, Coraje es vulnerable, pero parece que él no lo ha notado. Estupidez ha suspendido la acción y domina ahora la escena. Coraje, al frente del escenario, em-pieza a encogerse y a balbucear de una manera tan confusa como Estupidez. ¡Vaya grupo de personajes! Amor gime en un rincón, Inteligencia está callada. El calibrador está en rojo y la energía ha descendido. Todo está casi paralizado; algo tendrá que hacerse o será demasiado tarde.
En este punto se acercan dos personajes imponen-tes. Son Poder y Manipulación, quienes comparten un vestidor, y como siempre, están entregados uno al otro. Poder se ve seguro de sí mismo, sus ojos tienen un brillo penetrante. Su cuerpo es delgado y se asemeja a un robot, equipado con botones auto-máticos. Estamos demasiado lejos como para poder leer lo que dicen los botones pero deben decir algo así: "Si no puedes lograrlo de otra manera, fuérzalo". Manipulación es una personita chistosa con un brazo atrás y otro adelante y la cabeza girando de un lado al otro constantemente; una de sus piernas y una mano están enfrente y algunas veces atrás. Es un personaje comodín. En verdad, pase lo que pase, Manipulación sabrá qué hacer.
Con frialdad, Poder dice: "Hay que eliminar a Co-raje. Es peligroso". Sonriendo dulcemente, Manipu-lación se acerca a Coraje como si fuera un amigo. Cuando Coraje baja la guardia, Manipulación y Po-der, en equipo, uno de cada lado, jalan a Coraje por ambos costados. Correcto o no, por lo menos alguien trata de hacer algo.
Amor grita aterrorizada y ruega " ¡ N o lo lastimen, no lo lastimen!" La energía está alta y se usa pe-ligrosamente. Siento terror. ¿Qué sucederá? En este momento, viniendo de alguna parte, se escucha la " v o z " como trueno: "¡Deténganse ya! La gente buena no se comporta así. Ni siquiera tiene estos
sentimientos. ¡Basta ya!"
Toda la acción en el escenario se detiene; por el ra-billo del ojo v e o la energía en el termómetro. Los
personajes se escabullen hacia los vestidores. De in-mediato los letreros en las puertas cambian a: Proscrito, Ignorado, Rechazado, Paralizado, Casti-gado y No reclamado. Un sentimiento terrible de im-potencia, desesperanza e inutilidad invade el teatro. Si bien el problema principal está resuelto, por el momento, todos sabemos que la lucha interna pre-valece, aunque no está a la vista.
Cuántas veces he vivido una escena como ésta, ahogando mis sentimientos para agradar a los
de-más. De sólo pensarlo me siento mal. Estas refle-xiones mías se perdieron en el ruido de los gemidos, golpecitos, lamentos, risas y zumbidos que venían de detrás de las puertas.
Fue un alivio escuchar a la " v o z " que, sintiéndose culpable, dijo: "Bueno, si se sienten tan mal hare-mos algo para remediarlo. Si fueran más maduros, esto no sucedería todo el tiempo".
Entre sollozos y gemidos apareció Inutilidad, ro-gando y prometiendo ser buena, siempre y cuando nadie volviera a pelearse. Al recordar el Deber Uni-versal: " N o importa qué suceda, no importa el pre-cio, debes aparentar felicidad y ser agradable", estu-ve a punto de gritar "¡Basta, cállate; no te soporto!"
Inutilidad está mendigando el derecho a vivir. Es-to debió parecer una señal de angustia para Poder, quien se deslizó de inmediato, exudando autoridad. Poder no se ve ni amistoso ni imponente, sino muy objetivo. Sin embargo, a Inutilidad, la sola vista de Poder le produce otro ataque de impotencia. Si bien Poder le resultaba atractivo a Inutilidad, nunca había habido un acercamiento entre ellos. Inutilidad sabe en el fondo que debe encontrar la manera de
acercarse, porque sin Poder, está sentenciada. Pero runa más, Inutilidad se refugia cobardemente en Qin rincón. (v._y>
-4 Por ülwnomeijto, Poder se ve descontrolado y
te-meroso! El no q^eríáloerir a nadie, sólo provocar que algo^^cedier3~para ^que los demás supieran que no es necesario pasar ef~íesto de la vida fútilmente sollozando y gimiendo. Esta vez, Poder lleva consi-go un pequeñó^éstuche,"Hágalo usted mismo" que en unj^-de sus4ados ¡dice: "Para el mantenimiento y
4 -5 compostura d e j o s milagros". Poder explica: "Si de-T seas arriesgarte, a coaecerme, aprenderás cómo
solu-S1 cionar^tu propia Irntt|lidad, pero primero, has de
í" aprenáer a n^sentii^témor de mí, tu Poder". ^ Ma-siento urPpoc^Qejor. El termómetro ha subi-^ do hasubi-^ka la Esperanza y por primera vez la luz
dora-^3—
5
T ^ J < ^
da está encendida. Amor está atisbando detrás de la puerta, es obvio que desea hacer un nuevo intento. Debió antes aprender una lección puesto que su entrada ahora es más cuidadó^f^Kérlfámenté más ^oportuna. Amor se acerca a Poder, pero esta vez
es-pera su respuesta. Poder con amabilidad, toma la mano que Amor le extiende. Ahora que Poder y Amor están unidos, Inutilidad está dispuesta a arriesgarse a expresar con honestidad lo que desea. Así, c o n el consuelo de Amor y el apoyo de Poder, Inutilidad se convierte en Valentía. El calibrador de energía se eleva a un nivel entre Cambio y Posibili-dades Nuevas y la luz dorada brilla refulgente. Du-rante varios minutos reina la paz y parece que el problema interno ha sido resuelto.
De pronto, se oye un estampido e irrumpe nuestra vieja amiga Manipulación, piernas, cabeza y manos moviéndose en todas direcciones. Su voz es como una acusación: "Esto no durará ¿saben? En este mundo hay que ser rudo. Tomen sus mazos y dejen de gimotear. Después de todo, el mundo es un sitio difícil. No importa lo que ustedes quieran. Es mejor hacer lo que otros desean. En esto reside tu seguri-dad". Manipulación es lo suficientemente persuasi-va para hacer que Amor, Poder y'Valentía se deten-gan y bajen la cabeza. Es verdad, tienes que pensar dos veces antes de enfrentarte al mundo.
¿Podría Amor hacer algo al respecto? ¿Podría ayudar Inutiüdad ahora transformada en Valentía? Poder está pensando algo. Finalmente, para algunas personas, Amor significa debilidad y para otras, Inu-tilidad es algo despreciable, así como Valentía es fu-gaz y Poder puede ser peligroso. Cuando uno cree es-37
to, lo mejor es pactar con el mundo exterior. Tú puedes vivir de esta manera, miles de personas lo hacen. Por supuesto, quizá no obtengas lo que de-seas, padezcas dolores de cabeza y te duela el esto-mago, y pensarás que la vida es, de cualquier manera, cruel. Esto sería rendirse. Una sombra de resigna-ción y parálisis cubre el teatro. Afuera empieza a llo-ver. El calibrador desciende rápidamente hasta la desesperanza y luego hasta la impotencia. Se enciende la luz roja. El momento para una decisión importan-te ha llegado.
Como si la hubieran impulsado con una descarga de luz, la puerta de Inteligencia se abre de par en par. Inteligencia, cuya cabeza es ahora más chica, más proporcionada al resto de su cuerpo, camina con calma hacia adelante y con voz suave y clara di-ce: "Sí, las exigencias:de los otros sonimpórtantes,
pero también las nuestras. Debemos encontrar for-mas creativas de considerar ambas. Una cosa sobre-sale ante todo: cada uno de nosotros ¿debe-sentirse centrado, y como una persona completa^-valiosa, an-tes de hacer-justicia a los demás o a nosotros mismos".
¡Qué novedosa idea! ¡Qué agradable contar con un poco de Inteligencia! (todos tienen algo de
inteligen-cia, aunque no siempre actúen como si4a tuvieran).
Poder se yergue un poco, recordando que existen otras posibilidades en su estuche de composturas. De pronto se le ilumina el rostro y dice: ".Tomaré el Riesgo. Creo que vale la pena tratar de hacer lo que
es necesario para nosotros mismos".
Inutilidad, que se había acobardado, recuerda cuan grande y hostil es todo en el exterior y en
espe-cial lo cuidadoso que tiene uno que ser para no hacer enojar a los demás. Inutilidad ruega a Poder dicien-do: " ¡ N o hagas nada molesto o nos lastimarán! No compliquemos más las cosas de como están ahora. Con seguridad saldremos adelante" (pensé en todas las veces que me pongo la misma trampa).
Amor parece impávida ante la petición de Inutili-dad. Por el contrario, toma de la mano a Inteligencia y a Poder y así se quedan unidos, dándose mutuo apoyo y aconsejan a Inutilidad: "Ahora nos permiti-rás que controlemos la situación". Esto no ayuda a
que Inutilidad entienda mejor la situación, pero se siente mejor. De hecho, no sólo se siente aliviada si-no que también empieza a tener esperanzas. La luz dorada brilla cuando el calibrador se mueve hacia la palabra Cambio. De alguna manera, frente a Amor, Poder e Inteligencia, Manipulación experimenta un cambio y se convierte en un Administrador. Como buen administrador les pregunta a las personas in-volucradas lo-que necesitan en vez de decidir lo que cree que es bueno para ellas sin consultarles.
El termómetro está llegando al noventa y la luz dorada brilla. Todo parece estar en calma.
Hay una sensación de vitalidad y de confianza en el teatro. Sentirlo es maravilloso.
Repentinamente me siento atacada. Se oye un cla-mor tremendo como si se cayera el teatro. Irrumpe Celos con todo el fuego de la pasión y grita con des-pecho: "¿Cómo se atreven a sentirse así? ¿Cómo se atreven a sentirse bien cuando hay tantas personas que se sienten mal?" Yo siento como si me hubieran apuñalado.
Inutilidad empieza a gemir de nuevo, " L o sabía, esto no duraría mucho tiempo. Seremos castigados todos". Por supuesto, Inutilidad se ha convertido en Pesimismo. Coraje se torna sarcástico, "Ahora, como es natural, vendrán el dolor y la preocupación". Con tono de autoridad, Celos continúa diciendo, "Supon-go que ustedes piensan que pueden ser diferentes. ¡Qué ingenuos! Sólo los niños creen en cuentos de hadas". Y ahora, convirtiéndose en Culpa, Coraje di-ce con entusiasmo: "¿Quieres lograr que toda esta gente se sienta celosa y que piense que tú eres mejor que ellos? ¡Desvergonzado!"
La luz dorada se extingue. Un frío silencioso como un viento del Ártico, invade el teatro. El calibrador desciende hasta los "Agotadores de energía", y se sitúa en la Desesperanza, pariente cercana de la de-sesperación.
Una substancia chistosa y errática empieza a flo-tar en el ambiente, proviene de otro cuarto. Se trata de Humor, que actúa como un tonto. " N o tomemos esto tan seriamente. Además, ¿a quién le importa todo esto?" —dice riéndose y colgando del techo. "Ustedes están imaginando todo esto. Nadie siente nada, todo es falso".
El esfuerzo de Humor por cambiar las cosas sólo las empeora. Humor tiene muchos rostros también.
no todos ellos graciosos. La Vergüenza se esparce por todo el cuarto. De hecho, la situación misma es vergonzosa. El calibrador no indica nada.
Ahora, como salido de la nada, llega Sexo. ¡Qué desconcertante! ¿Cómo pudo aparecer Sexo en un momento como éste? Quizá pensó que era su deber. Yo conozco la irreverencia de Sexo en una situación así, pero también sé cuántas veces a Sexo se le usa para tratar de cambiar algo.
Hay un sentimiento de desesperación. Vergüenza se sienta en el escalón de la puerta, Inutilidad gimo-tea, Poder salió a comer y Amor se retira a su cuar-to. Un sentimiento de culpa domina la escena. Una vez más, persiste la parálisis. El calibrador sigue in-móvil.
Desde el mundo exterior, la " v o z " ordena en un tono monótono: "Vayan a trabajar. Ahora mismo. Olviden todo este sentimiento absurdo. El trabajo es lo que cuenta". Esto es un alivio. Durante quince minutos todos trabajan arduamente y nadie habla. De nuevo parecería como si el verdadero problema estuviera resuelto. El calibrador está todavía conge-lado; ninguna luz está encendida. Pero ahora apare-ce la fatiga. En silencio, uno por uno, cada personaje retrocede hasta su sitio tras las puertas con los letreros: Proscrito, Ignorado, Rechazado, Paraliza-do, Castigado y No reclamado.
Me doy cuenta de que este es el estado de impa-sible desesperación, cuando nada realmente malo ni bueno sucede. Tan sólo la vida continúa, día tras día. Tú estás fuera del conflicto manifiesto y aban-donado con un deseo incesante de algo mejor, pero no hay la energía suficiente para buscarlo.
Intermedio
El Primer A c t o ha terminado y hay tiempo para reflexionar sobre lo que hemos visto. Gran parte de la obra era perturbadora; tengo que recordar que hu-bo escenas positivas así como negativas. No creo ha-ber entendido todo, pero todo me conmovió. Algo me quedó claro y es que siempre estamos en movi-miento, cambiando. Reaccionamos y respondemos a las demandas internas y externas todo el tiempo.
Algunas personas no creen esto porque son obtu-s a obtu-s o porque no quieren cauobtu-sar problemaobtu-s a obtu-sí miobtu-s- mis-mos o a los demás. Quieren ser buenas en verdad, enterrar las cosas malas, llevar vidas tolerables sin tantas exigencias. No quieren perder el tiempo con lo que no conocen o verse obligadas a desarrollar to-do lo que tienen. Quieren dar a su vida algo de tran-quilidad. Estas son sus intenciones y parecen muy razonables. Sin embargo, mi experiencia de todos es-tos años me dice que conforme la vida transcurre, se convierte para muchos, en algo aburrido, agotador y nada placentero. En efecto, vivimos sin saberlo en una cárcel de emociones.
44
Escapar de la cárcel emocional
La mayoría de nosotros vivimos en una prisión emo-cional porque queremos ser buenos. Nos rodeamos de toda una red de ideas sobre el "deber ser" que a menudo se contraponen a nuestros deseos y habili-dades (¿Recuerdas la Lista Universal del Deber Ser?) y como consecuencia casi siempre acabamos con un sentimiento de frustración, fracaso innecesa-rio y desilusión.
Estoy bastante consciente de que no podemos controlar factores como el clima u otras cosas que suceden fuera de nosotros mismos, pero podemos aprender otras formas de afrontar aquellos hechos que no controlamos. Sabemos que cada quien se enfrenta de modo distinto al mismo suceso, ya que los sucesos no nos indican cómo enfrentarlos. La in-tegración del suceso (el uso armónico de tus partes) a tu vida determina cómo lo enfrentas.
Esta red de "debería" incluye un intenso diálogo interior acerca de lo que los " o t r o s " consideran correcto o incorrecto. Los "otros" son cualquiera, tu madre, tu padre, tu jefe, tu tía, aquellos en quienes piensas al decidir que lo que haces está bien o no. (La " v o z " de la obra.) ¿Dónde estaríamos si todos los in-vestigadores y las personas que buscan otros cami-nos y que a menudo hacen grandes descubrimientos, estuvieran esperando a que alguien aprobara sus
in-tentos?
La gente, por lo común ignora que por su falta de conocimiento, imaginación e información ha construido enormes barreras a su alrededor que le impide ver sus posibilidades. Afortunadamente para nosotros, la firmeza de estos muros que parecen de cemento, es tan sólo producto de nuestro pensamiento. Existe una diferencia entre un muro de concreto fuera de nosotros y un muro que construimos en nuestra mente. El enfrentamiento eficaz con el muro exte-rior está relacionado con el muro que llevamos adentro. Si nos sentimos atrapados por dentro, tendremos muy poca energía creativa para afron-tarlo con creatividad. Nuestros carceleros interiora* representan aquello que consideramos arregazante.
46
Los guardianes son nuestros temores#siempre pre-sentes, que se encargan de mantenernos donde esta-mosíMientras tengamos miedo, no nostmoveremos. Estos carceleros y guardias, por supuesto, son nuestras propias maquinaciones, por lo general deri-vadas de la amenaza que, en nuestro pasado, signifi-caron las figuras de autoridad, y que traemos al pre-sente sin hacer una evaluación crítica de su utilidad. Los guardias representan nuestra preocupación por
no sentirnos amados o valorados. Por lo tanto, en
es-ta cárcel no existe la oportunidad de probar otras posibilidades. La liberación de la cárcel emocional empieza sencillamente con un nuevo pensamiento: "Debe de haber algo más y me arriesgaré a averi-guar qué es". Esto Gonduce a la esperanza, la cual se convierte en una posibilidad nueva.
Siempre estamos tratando de liberarnos de la cár-cel de nuestras emociones. La mayor parte del tiem-po ésta resulta muy incómoda. Por lo general lo in-tentamos rogando, amenazando o complaciendo a otros, tratamos de que ellos nos lo resuelvan. Esto tiene sentido si creemos que nuestros carceleros es-tán fuera de nosotros. Uno puede tener éxito tempo-ral con esta actitud, pero en genetempo-ral, estos esfuerzos terminan por fracasar produciendo sentimientos de frustración, ira y culpa.
Si por el contrario aceptamos el hecho de que nuestros grandes guardianes están adentro, empe-zamos por arriesgarnos a analizar cómo trabajan juntos nuestros pensamientos, sentimientos, cuerpo y alma. Todos tenemos creencias que, a la luz de la investigación se tornan ridiculas; no obstante he-mos vivido sin cuestionarlas. Tu análisis revelará,
El Teatro interno
Segundo acto: ¿Quién es el encargado?
Esta vez, las luces del teatro están encendidas y to-do se distingue con facilidad. Frente a nosotros se encuentra un personaje atractivo ataviado de blan-co; podría ser tanto un hombre como una mujer. En la cintura lleva un ancho cinturón azul con la pa-labra milagro bordada con hilo brillante. En la cabe-za lleva con orgullo una banda con la palabrapro-pietario escrita con grandes letras refulgentes. Los
pies del personaje están bien plantados, los brazos 51
extendidos hacia el cielo y el cuerpo está libre para moverse y alcanzar todo lo que lo rodea. El rostro tiene la textura atractiva que dan las experiencias en la vida. Percibo que esta persona dará la bienve-nida a lo que la vida le depara y estará dispuesta a sortearlo, conducirlo y enfrentarlo en términos de su utilidad en este momento. Esta persona considerará que el grado de involucramiento con el exterior es tan rico y tan eficaz como el grado de unidad y liber-tad de nuestro interior.
Los rótulos de las puertas son los mismos que al finalizar el Primer A c t o : Proscrito, Ignorado, Rechazado, Paralizado, Castigado y No reclamado. De los cuartos surgen sonidos fuertes y desagra-dables que inspiran temor. Hay cierta excitación y un poco de tensión mientras la figura humana obser-va los nombres de las puertas. La oigo decir: "-Voy a (
averiguar qué hay detrás, de esa puerta". Me doy cuenta de que requiere valor;para dar este paso. Por último, lista para enfrentar lo desconocido, la figura avanza hacia la puerta que dice Castigado; se de-tiene un momento antes de llamar, como si fuera a decir " ¿ E n verdad deseo ver qué hay ahí?"
Con determinación dice: "Tengo miedo, pero nun-ca sabré lo que hay ahí si no me asomo". Con esto, el personaje abre la puerta. Después de todo es el Pro-pietario y tiene consigo la única llave.
Lo que ve es un rostro feo. Se trata de nuestro viejo amigo Coraje, Culpa/Sarcasmo. El Propietario dice "Un momento", y va hacia la puerta donde vive Amor. Lo que Coraje, Culpa/Sarcasmo necesita es un poco de Amor, porque su Propietario ha estado detrás del rostro exterior y ha reconocido el terrible 52
sentimiento de no ser amado. Inutilidad, que aún es-tá gimiendo en la puerta de al lado, es pariente cer-cana de Coraje. En el camino hacia Amor, se le ocurre al Propietario que la presencia de Inteligen-cia sería útil, y deteniéndose en su puerta la invita a salir. Entonces el Propietario recuerda que aunque Amor haría sentir bien a Coraje e Inteligencia com-prendería lo sucedido, ambos serían inútiles sin la presencia de Poder. El Propietario está consciente de que Poder se puede usar de diversas maneras, y confía en que será controlado.
El Propietario libera su Poder, le da la mano a Amor y a Inteligencia y se encamina hacia el
rante Coraje. Para entonces Inutilidad está medio acurrucada en la cama de Coraje, aparentemente te-merosa de ser castigada. Coraje tiene un pie puesto sobre ella. Parecería que Coraje trata de castigar sus propios sentimientos de inutilidad. Este es un problema nuevo.
El Propietario se hace cargo de la situación al de-cir: "Sí, todos ustedes son rostros míos, son mis fa-cetas. Yo estoy encargado de manejarlos. Tú eres mi
Amor, mi Inteligencia y mi Poder. También ustedes son míos, mi Inutilidad y mi Coraje. Y tú mi Coraje, me estás diciendo claramente que he estado des-cuidando algo. Te sientes amenazado y temeroso. ¿Qué te he hecho?"
Entonces sucede algo interesante. Coraje deja de pisar a Inutilidad, ésta se ve asustada, pero Coraje, de quien menos lo hubiera imaginado, empieza a llo-rar diciendo: "Me has olvidado, no me prestas aten-ción. El otro día te enojaste con tu hija y sabías que yo estaba ahí, pero actuaste como si yo no existiera. Cuando te provoqué un dolor de cabeza tomaste una aspirina para no sentirlo".
En los ojos del Propietario aparece una mirada consciente. "Eso es verdad" reconoce, "inotuveseis* valor de decirle a mi hija cómoíine sentía realmente, ¿porque tenía miedo.de que se alejara de mí y luego enfrentar esto? De hecho, yo estaba ^furioso por
dentro, pero*tratéadeaocultará№ Fue correcto de tu
parte hacer ese escándalo. A veces me vuelvo sordo. Ahora sé que no hubiera sido tan grave haberle dicho que me sentía enojado. Ella debió saber que no era amable, perotóeípreocupa^berir a la gente si le digo que estoy"enojado. Ahora sé que inhibo mi energía y les oculto la verdad a los demás".
Coraje se siente satisfecho y Poder lo rodea con el brazo. Es claro que eLproblema no es poner cara de enojo sino el daño terrible que viene cuando lo repri-mimos. Haber pedido a Amor que suavizara a Cora-je sin antes reconocer el problema hubiera sido de-masiado (reconocer el Coraje es el primer paso hacia nuevas posibilidades).
Durante el primer enfrentamiento, la energía aún se movía de arriba abajo en la escala y la luz roja es-taba encendida. Una vez concluido y aceptado el conflicto, la energía subió hasta cien y la luz dorada se encendió. Todo estaba bien.
Entonces, como en la vida real, aparece otro reto. Sin que nadie la invitara, apareció Manipulación y, alegremente, sugirió: "¡Supongo que sabes que tu madre no estaría de acuerdo con esto!" Entonces In-teligencia se adelanta y replica: "Estoy de acuerdo contigo. Mi madre tenía actitudes diferentes a las mías. A ella le sorprendería o se preocuparía. Siempre pensó que el coraje estaba mal y que sólo ocasionaba
problemas. Pensaba que la única manera inteligente de actuar era reprimiendo el coraje".
Manipulación se siente desarmada. Esperaba una discusión. Esta es una nueva idea y requiere refle-xión. Entonces Manipulación nos sorprende, incluso a sí misma, ofreciendo sus servicios como mediadora. Amor se preocupa ante este giro inesperado y dice: "¿Estás seguro de que tu madre te seguirá amando si sabe que tú no sólo te enojas sino que lo demues-tras?" A esto, el Propietario responde: "Quizá no por el momento, porque la sorprenderá, pero si le doy tiempo, ella sabrá que no lo hago por odio a ella sino por integridad mía". La energía, que habría estado fuera de control se estabiliza en Posibilidades Nuevas
cuando el Propietario se hace cargo de la situación. Se enciende la luz dorada.
Ahora reina en el cuarto una serena dignidad y Humor que antes había actuado como tonto, entra con otro rostro. "¿No es gracioso?", dice, "<ruárrab^ surdos somos al -pensar que si = manifestamos nuestros sentimientos nos dejarán de amar y nos
i causarán daño". Este fue en verdad el nacimiento de
la sabiduría.
i Celos, difícil de convencer, no ha quedado satis-fecho aún. "¿Cómo pueden sentirse bien cuando otras personas se sienten mal?" Inteligencia le res-\ ponde: "Así como ves. Puedes comunicarte sin ofen-der. He aprendido que el4iecho de que yo me sienta bien no tiene que ver con,que otros se sientan bien o mal.!Confundí algo al crecer. Creí que si mi madre sonreía era porque yo era buena y si se enojaba era porque yo era mala. Como si mi madre sonriera o se
'si
responsable de sus sentimientos. Esto, por supues-to, no tiene sentido. Mi madre sonreía o se enojaba por muchas razones además de mí. Considéralo así. Si creo que soy tan poderosa como para pensar que si me siento bien todos los demás tienen que sentirse mal o que puedo hacer que los demás se sientan bien si yo me siento bien, en realidad estoy insultando a los demás, pues estoy actuando como si ellos no tu-vieran voluntad o posibilidades propias. Yo no quiero insultar a nadie. Quiero brindarles mi verdad, mi honestidad y mis sentimientos y espero que me traten como yo estoy preparada para tratarlos. Si hago esto no estaré ocultándome de mí misma o cul-pando a otros, sentimientos ambos^que agotan la energía. En vez, liberaré mi energía y la aumentaré para ofrecer a los demás algo mejor".
Mientras Inteügencia habla, Curiosidad ha estado correteando, asomándose entre las piernas de todos para ver lo que sucede. Ahora se asoma y hace una pregunta directa: "¿Quieres decir que todo está per-fecto siempre? Me sentía terriblemente mal cuando todos estaban de malas. Esa fue una experiencia es-pantosa. Ahora estoy feliz de que todo sea tan mara-villoso. ¿Supones que así será siempre?"
Con aguda sonrisa, Inteügencia, Poder y Amor explican pacientemente: "No, no existen caminos perfectos y las cosas no se quedarán así para siempre. Tener conflictos de vez en cuando es parte de la vida. Lo importante es no evitar los conflictos sino saber qué hacer cuando surgen y todo parece oscuro y nos sentimos paralizados. Podemos cam-biar esta situación expresando nuestros
tos con palabras, aceptando y apropiándonos de lo que sentimos. En vez de tratar de ocultar cuando nos enojamos, decir "Estoy enojado". "Decir yo siento" y no "tú me haces sentir". ¿Se han dado cuenta de la presencia de alguien nuevo en el teatro?"
Todos voltean a donde se encuentra un pequeño personaje vestido de verde, con un sombrero pun-tiagudo y pies ligeros como de bailarín, con agilidad se acerca hacia el centro, lleva un gran letrero que dice: "Soy Posibilidades Nuevas". Con voz agra-dable dice: "Sólo puedo saür cuando todo está claro, libre y comprensible, y cuando la gente desea arries-garse de nuevo". En este momento, todos se quedan en círculo rodeando al personaje. Se ofrecen al Pro-pietario con todas sus variaciones, desde Inutiüdad hasta Utilidad, Desesperanza hasta Esperanza,
des-de Impotencia hasta Podes-der, des-desdes-de Coraje, Culpa/ Sarcasmo hasta Alegría.. Todos están listos para ayudar al Propietario a comprender, a aceptar el re-to, a crecer, a amar. El Propietario les agradece di-ciendo: "Todos ustedes son míos. Algunas veces me sobrepasan y otras yo me olvido de algunos, pero los aprecio a todos. Me siento agradecido cuando se ha-cen presentes y piden mi atención en el estado en el que se encuentran. Una2vez;.que los noto empiezo a * encargarme de mí mismo".
El calibrador ahora marca cien, la luz dorada está totalmente encendida. De vez en cuando la luz roja parpadea y se enciende por momentos sumando un toque de color a la escena. Es un final feliz.
¿Qué hemos aprendido?
Para empezar, que existen muchos elementos que ,forman parte de ti y que aún no has descubierto.
To-dos estos elementos, ya sea que los hayas poseído o no, están presentes en ti. Hacerlos conscientes te permite encargarte de ellos y no que ellos te esclavi-cen. Cada parte que te constituye es una fuente vital de energía. Cada parte de ti tiene diversos usos y convive en armonía con otras para añadir aún más energía.
Tener diversos rostros es una experiencia común a todos. Cuando pasas del sueño a la vigilia cada ma-ñana, en tu cuerpo se verifica un proceso. Quizá a esas horas te veas distraído y lejano. Este podría ser tu rostro distante. Cuando vives un momento de amor es probable que muestres tu rostro amoroso. Cuando te enfrentas a algo que no comprendes mos-trarás tu rostro sorprendido. Si te. sientes-bien des-pués de una deliciosa comida, pondrás un rostro sa-tisfecho. Algo ha salido mal y te sientes lastimado o amenazado; quizá en tu cara se dibuje un rostro eno-jado. Has hecho algo que consideras tonto, quizá
pongas un rostro estúpido. Todos estos rostros for-man parte de la vida de casi todas las personas.
anhelo en vez de llenar nuestras vidas. Cada vez nos hacemos más conscientes.de que nos hemos limitado por nuestros pensamientos y creencias. Estos son más poderosos para darle forma a nuestra vida que cualquier cualidad con la que hayamos nacido. Cuando aprendemos a apreciar la vida en nosotros mismos, lo hacemos respecto a la vida de otros, y es-to nos conduce, principalmente, hacia donde desea-mos ir, esto es, a la comunicación y cercanía con los demás.*Es difícil valorarnos o valorar a otros cuan-do estamos muy ocupacuan-dos juzgancuan-do.
Muchas personas hacen una evaluación interna y juzgan cada rostro como bueno o malo. ¿Sería extra-ño contemplar la idea de que puedes valerte de cada uno de tus rostros, sin importar cómo los has juzga-do en el pasajuzga-do? Tojuzga-dos ellos contienen energía vital. La mayoría de nosotros hemos usado un rostro fati-gado de vez en cuando. Guando estás cansado tu cuerpo se vale de toda su.energía.par a sostenerse, de modo que no sobra energía para repartir al exterior. Esto es lo que sucedía en el Primer Acto de nuestra obra.
Haz una lista para ti mismo de todos los rostros diversos que conoces, divídelos en los que conside-res buenos y los malos. Cada uno de tus rostros sin importar cómo los juzgues, contiene la semilla, el germen, por así decirlo, de energía nueva y nuevos usos, algo así como encontrar una cara bonita deba-jo de mucha mugre. Para lo cual recomiendo, simple-mente, lavar la mugre con cuidado de no destruir to-da la cara.
En tiempos de Cristóbal Colón se creía que la Tierra era plana, y todas las demás ideas de ese tiempo reforzaban esa concepción. Si hoy en día al-guien sugiriera seriamente que la Tierra es plana, na-die se pondría siquiera a considerarlo. La razón es que hemos aprendido mucho desde aquella época y esa idea no corresponde más al conocimiento de hoy. Lo mismo se aplica a los seres humanos. Hemos sentido, por mucho tiempo, que como seres huma-nos éramos limitados. Establecimos categorías, ni-veles, nos medimos y construimos un nicho de acuerdo con ello. Este nicho se convirtió en nuestra frontera, de modo que llenar otros nichos fue el
64
anhelo en vez de llenar nuestras vidas. Cada vez nos hacemos más conscientes.de que nos hemos limitado por nuestros pensamientos y creencias. Estos son más poderosos para darle forma a nuestra vida que cualquier cualidad con la que hayamos nacido. Cuando aprendemos a apreciar la vida en nosotros mismos, lo hacemos respecto a la vida de otros, y es-to nos conduce, principalmente, hacia donde desea-mos ir, esto es, a la comunicación y cercanía con los demás.«Es difícil valorarnos o valorar a otros cuan-do estamos muy ocupacuan-dos juzgancuan-do.
Laméda dé Recursos
Durante la representación del Teatro Interno, vimos una Rueda de Recursos. Saquémosla. quitémosle el polvo y las telarañas y mirémosla de cerca. En el
pri-mer nivel^l_centrq está^ aquello que llamas tú ñus1"
mo, tu "yo". AJrededoxdeJu "yo" hay un cuerpo que es tucasa. Ajr^dea\orde tu cuerpo esjtájujnefate (cerebro) que podríamos llamar el capitán de tu bar-co o el rector. Esta es la p_arte_que analiza lo que ves y oyes. Rodeando este mv_eL£stálLtus_ernociones; las llamo tu esencia —dolor, alegría, coraje, confusión— esas partes de ti mismo que constituyen tus senti-mientos.
El siguientenivel corresponde a tus sentidos, tus ojos, oídos, nariz, boca, los poros de tu piel, todos los cuales son los "orificios" pordonde penetra lo exte-riorly jjoridondejmrgen los mensajes de tu interior. Si cancelaras tus ojos, tus oídos, tu nariz, tu boca y toda tu piel, morirías de inmediato. Supongamos, no abstante, que dejas un poco libres tus sentidos, lo suficiente para respirar un poco. Incluso entonces te sentirías mareado y perderías la relación con todo. Técnicamente estarías aún pon vida, pero para todo ífecto práctico estarías muerto.
El siguiente nivel tiene que ver con tu "yo". No )odemos vivlr^solüs. Inclusive para llegar a este nundo es necesaria la intervención de dos personas, jelacionarnos con los demás es^p^r^ejleJ^vida^Có^ no lo hagas influye en tu salud y tus sentimientos especto a ti mismo y el uso que hagas de tu perso^ ia. En suma, este es tu nivel de comunicación.
Además de todo esto, tenemos un alma, que sin •nportar cómo la llamemos, constituye una fuente e vida^ una verdadera fuerza. Este es mi punto de ista, que puede o no estar relacionado con una
reli-ión. Cualquiera puede ir a la farmacia y comprar to-os lto-os ingredientes químicto-os que se encuentran en n ser humano. Pero nadie hasta la fecha ha podido acer un ser humano con ellos. El alma es la esencia aJa_yjda_en cada uno de nosotros; nuestra fuente
rincipal. — " Todo esto está dentro de un^ojitexto, que es el
si-aiente nivel, y que está hecho de tiempo, espacio,
z, aire, agua, sonido, color, cuma y estaciones. Lie1
idos a su más largo alcance todos los niveles cons-tuyen el Universo. Cada uno somos parte del UñT
verso y por ello somos un Milagrn Todos los niveles están presentes, y no sólo cada uno tiene vida sino que interactúa con los otros; nuestros pensamientos actúan sobre nuestros sentimientos y viceversa; am-bos actúan sobre nuestro cuerpo, éste y nuestros sentidos a su vez influyen en pensamientos y senti-mientos. Hay una interacción completa, continua, un nexo dinámico entre todas las partes que nos constituyen. El descubrimiento de cómo se da esta interacción nos permite saber cómo nos tratamos a nosotros mismos, e incidentalmente, a otros.
Mis intenciones no son convertirte en un experto en cada una de tus partes o elementos, sino invitarte a descubrir, a apropiarte y a aprender acerca de es-tos niveles diferentes y cómo influyen en ti. Cada uno cumple una función diversa y tiene la capacidad de valerse por sí solo, temporalmente. Cada parte necesita de las otras para funcionar íntegramente.
Es divertido hacer tu propia rueda. Para cada uno de los niveles o partes, escoge un color que le con-venga.\Colorea un nivel con ese color. Colócalos jun-tos para obtener tu propia rueda de recursos. Para ponerme como ejemplo, me gustaría dejar el centro blanco, el "yo"; el "cuerpo" sería color azul claro; cuando pienso en la "mente" es de color gris perla; los "sentimientos" me parecen color rosa pálido; los "sentidos" verde encendido; para mi interrelación con los demás pondría un beige. Cuando pienso en mi "alma" la imagino dorada. El "contexto" es ver-de oscuro y el "Universo" color violeta\Es probable que tus colores sean diferentes; quizá con este ejemplo adviertas el hecho de que no sólo tenemos
muchas partes, sino que también las percibimos de manera diferente.
Si eres una persona que asocia los ritmos o los to-nos con los colores, puedes tomar un instrumento musical y escoger los tonos que corresponden a cada uno de estos colores y crear tu propia sinfonía. Aña-diendo algo más, pienso en el área media de tu cuer-po como un sol brillante (tu "yo" en la rueda de re-cursos) que lanza sus rayos sobre todo tu cuerpo y se proyecta hacia el espacio que te rodea y más allá, a través de todos los niveles. Cada rayo abarca el es-pectro cromático. Quizá ahora al leer esto tengas una sensación expansiva de ti mismo. El sol en reali-dad no se pone nunca, aunque así nos lo parezca por-que no estamos en la posición adecuada para verlo. A veces no vemos el brillo del sol sino la noche, pero el sol estará ahí por la mañana, esto es tan seguro como que la Tierra gira. Esto es tener fe;^fe_en la existencia de lo que es, aunque no_ siempre sea vi-sible. La noche presenta la luna y las estrellas de modo que el espectro cromático se oculta y en su lu-gar la luna emite destellos plateados. Cuando el sol esté de tu lado debes esperar colores cálidos y colo-res fríos cuando salga la luna; disfruta cada cosa por lo que es, no le pidas a la luna que te dé lo propio del sol ni viceversa. Con pensamientos como éste los Deberes Universales se convierten en guías útiles, siempre y cuando correspondan a cada situación. Conocer lo que pensamos de lo que vemos y oímos, lo que sentimos, lo que decimos, cómo nos vemos y cómo sonamos es el sitio para empezar a descubrir quiénes y cómo somos..El modo como nos relaciona-mos con estos niveles tiene tantas variaciones y po-sibilidades como nuestras huellas.
En nuestro Teatro Interno vimos dos variaciones o posibilidades de un drama interno. Al terminar la obra lo que sobresalió es el hecho de que las cosas cambian. Algo muy importante sucedió en el último acto. La situación cambió y se presentaron nuevas posibilidades que felizmente añadieron otras dimen-siones a nuestras vidas. Cuando nos hacemos res-ponsables de nosotros mismos tenemos el poder de enfrentarnos de diversas maneras y podemos trazar nuestra propia ruta en la vida. Esta es nuestra espe-ranza. Este es el proceso de nuestra vida y nuestra oportunidad.
Mirar con nuevos ojos
Arriesgarse a algo nuevo
Creencias y ppnsamipntns nuevos son la_fuente prin-cipaj__para abrir nuevas posibiüdadesrETsiguiente paso es nuestra disposición para arriesgarnos a explorar estas posibilidades a través de la acción. Quedarnos con lo qnp. conocemos nm ría una se.nga-__ ción de seguridad y el temor de aventurarnos en áreas que no nos resultan familiares. Ir a donde no hemos ido, literal o figuradamente, por lo general implica dos sensaciones: la excitación y el miedo. Ambas están relacionadas con las glándulas adrena-les y vienen de la misma raíz.
Fritz Perls solia decir: "En el temor o en la an-siedad, respira un poco y sentirás la excitación. Sos-tén la respiración y sentirás de nuevo miedo". Lo que trata de sugerir es que adentrarse en un nuevo lu-gar, en una idea nueva, en un espacio físico nuevo o una nueva dirección, trae un proceso de excitación y temor, y nos lanza al proceso de cambio. Algo que siempre te ayudará a equilibrarte es la respiración consciente; ésta es una prueba positiva de que si-gues vivo. Muchas personas se agotan con expecta-tivas catastróficas de lo que puede suceder y no se aventuran a nada.
¿Qué pasaría si cuando te permitieras ir a un sitio nuevo, fueras armado con tres tipos de expectativas en vez de una sola, y cualquiera de ellas fuera po-sible? Tener tres expectativas y no una sola es una actitud psicológicamente positiva para mantener abiertas tus opciones. Creo que es útil conducir mis opciones hasta su conclusión lógica en mi imagina-ción, y si aún estoy viva, puedo ir abiertamente ha-cia algo nuevo. Me he dado cuenta de que a menudo ninguna de mis suposiciones se materializa, pero en su lugar hay otras posibilidades que incluso ni había soñado. Algunas veces los resultados fueron espec-taculares, otras desabridos y aburridos, y otras incluso peligrosos, pero hasta ahora no fueron fata-les. La cuota mínima de cada riesgo que he asumido es que siempre he aprendido algo. La más importan-te fue haber obimportan-tenido una experiencia nueva y completa.
El pasojnásgrande que uno tienej^uejiar para en-contr^rnuevas^osibilidácles esTnmdamentalmente arriesgarse a lo desconocido. La sola idea de tener posibilidades nuevas puede congelarse con el mero hecho de pensarlo de modo que el siguiente paso puede quedarse como fantasía y nunca realizarse. A menudo me he preguntado cuántos sueños y cuán-tas posibilidades han muerto con sus dueños sin ha-berse expresado. -~
La preservación del statu quo es una manera de mantener alejada una nueva posibilidad con base en la teoría de que causará problemas, traerá consi-go el caos y la confusión. ¿Quién quiere sentirse caó-tico y confundido? EUiecho es que todo cambio re-quiere tres fases. Primero, la luna de miel, la fase de
excitación o ansiedad; segundo, la fase en que las co-sas parecen todas confundidas y ajenas. Cuan natu-ral que te detengas á pensar que nunca antes habías estado ahí. Tercero, la integración, cuando la parte nueva te resulta cómoda y familiar. Los esfuerzos para preservar el estado dé cosas reinante están orientados a proteger la seguridad personal, para prevenir el caos y la confusión que son considerados sólo como dañinos y no como parte del desarrollo normal del proceso de cambio, ya que ningún cam-bio puede darse sin éstos. Muchas personas han muerto, quizá prematuramente, porque vivieron bajo el principio de mantener el statu quo. Quedarse en estas situaciones implica que sólo hay un camino correcto. Cuando mantener las cosas como son cons-tituye una opción y no un imperativo, entonces se revelan nuevas opciones.
Cuando yo era niña, pensaba que debía encontrar un único camino correcto que por lo general era el de otro; y que pasaría el resto de mi vida haciendo que éste funcionara. Trataba de vivir de acuerdo con la Lista Universal del Deber Ser todo el tiempo. Como todos, sufrí bastante. Lo que aprendí fue que usar pañales era algo estupendo hasta que llegué a la edad de ir al baño yo sola y que una vez superado es-to resultaban ridículos. Me di cuenta de que mi ca-mino correcto resultaba igualmente ridículo llegado a cierto punto. Tuve que ponerme al día olvidándo-me de él.
Cuando trataba de vivir de una sola manera noté que tenía que actuar como si tuviera un solo rostro. De alguna manera tenía que ocultar los demás rostros. Es probable que no sea accidental que haya
po hasta que tuve cuarenta años. Lo que en realidad hacía era negar^el proceso dinámico de crecimiento (madurez) y forzando la energía de las partes que ne-gaba, a corroer mi cuerpo. Los seres humanos pode-mos resultar muy ridículos y absurdos, en especial cuando nos consideramos retrospectivamente, ya que hemos aprendido más.
Aprender otros caminos no es algo que alguien nos indique sino cuestión de tomar riesgos y des-cubrir en un contexto de afecto y confianza. La gen-te me decía siempre cómo debía de ser (a su manera por supuesto). A menudo me decían que era muy ne-cia. Empezando por amarme y confiar en mí, me di cuenta de que era una persona accesible; si me da-ban otras posibilidades con cariño y comprensión, entonces yo podía avanzar en mi dirección, tomando en cuenta sólo aquello que iba de acuerdo conmigo. La clave estaba en descubrir estos pequeños pasos. Aprendí que no podía apresurarme y que no sucedían cortos circuitos. Me reservé el derecho de parecer "retrasada mental, pero susceptible de edu-car". Aunque acuñé esta frase hace ya varios años cada vez la encuentro más sabia. Parece que puedo aprender bajo mi propio riesgo, aunque considerán-dolo hoy resulte tonto.
Mirar con ojos nuevos y encontrar posibilidades i nuevas no significa deshacerse de todo el pasado que nos es familiar y confortable. Por el contrario, significa una elección periódica, tomar del pasado lo que aún funciona, dejar ir lo que no sirve ya más, y añadir lo nuevo y valioso. Lo novedoso se acomoda ¡con facilidad si aceptamos que irá precedido, con
se-76
su integración a nuestras partes. Es como introdu-cir un nuevo pariente en la familia —para ello no nos deshacemos de toda la gente que estuvo ahí antes; sin embargo, quizá muchos de ustedes han sido conscientes de la lucha que implica lograr que una relación nueva armoniosa, forme parte del resto de la familia.
A muchos de nosotros se nos han abierto puertas porque hemos sido lanzados sin previo aviso a una situación fuerte y traumática que nos exigió un com-portamiento diferente. Para algunos esta es la única forma de cambiar. Quizá no tengamos que esperar catástrofes en nuestras vidas. Es probable que ten-gamos también otra opción mediante el análisis acti-vo y acti-voluntario de nosotros mismos y de nuestros diversos rostros. Quizá podemos valemos de nues-tros diversos rosnues-tros para alimentar, dar espacio y oportunidad a otras partes para que se desarrollen y transformen, y permitan el acceso de lo nuevo.
Rostros famosos
e gustaría jugar Tus diversos rostros de otra ma-rá. Una forma que me ha ayudado a entender me-r las cosas es planteame-r y desame-rme-rollame-r una situación amática con la cual me divierto y aprendo a la vez. sa tu imaginación de nuevo y piensa en la gente fa-osa que has conocido o de la que has leído y que irce una atracción positiva sobre ti, que te hace ntir confortable interiormente. Escoge personajes
la política, de la historia, del cine, televisión, de ; deportes, negocios, religión o de cualquier otro mito en la vida, incluyendo cuentos e historietas.