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A ARTE DE EDUCAR BRINCANDO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS

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Academic year: 2020

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(1)A ARTE DE EDUCAR BRINCANDO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS. Giuliana Dutra 1 Vinicius Gonçalves Mariano 2 Jaqueline Copetti 3. Resumo: O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) em Educação Física II do curso de Licenciatura em Educação Física da UNIPAMPA - Campus Uruguaiana tem como princípio a promoção de vivência prática para a formação de professores, considerando para tal a articulação dos processos teóricos práticos constituintes da docência, via a aproximação dos graduandos com a realidade escolar. O ECS foi realizado em uma escola da rede municipal de Ensino Fundamental de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. A escola tem vínculo de escola-campo de estagio com a UNIPAMPA, por meio de acordo com a Secretaria Municipal de Educação. As discussões em torno da Educação Física na nos anos iniciais do ensino fundamental vêm se intensificando desde a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB no. 9.394/96). De acordo com a nova LDB (Art.26, § 3°.), "A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos". Os resultados advindos desta prática do estágio II só veio a corroborar com os nossos pensamentos, desejos e formação acadêmico/a profissional, desta forma foi possível perceber o quão apaixonados/as os/as alunos/as ficaram com as práticas desenvolvidas, sem dúvidas isso é muito gratificante na vida de um/a graduando/a. Na maioria das vezes, o ensino fundamental não tem um professor de Educação Física fazendo com que os professores uni docentes elaborem atividades para a atividade física da turma, porém a realidade torna-se bem diferente porque o horário acaba sendo a pracinha e uma bola dada para os meninos jogar. Assim, quando apresentado para os alunos a verdadeira Educação Física levou-os a uma aprovação e encantamento pelas atividades propostas.. Palavras-chave: Educação; Estágio Supervisionado; Brincadeira..

(2) Modalidade de Participação: Iniciação Científica. A ARTE DE EDUCAR BRINCANDO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 1 Aluno de graduação. [email protected]. Autor principal 2 Acadêmico do curso de licenciatura em Educação Física. [email protected]. Co-autor 3 Docente. [email protected]. Orientador. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(3) A ARTE DE EDUCAR BRINCANDO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 1 INTRODUÇÃO O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) em Educação Física II do curso de Licenciatura em Educação Física da UNIPAMPA - Campus Uruguaiana tem como princípio a promoção de vivência prática para a formação de professores, considerando para tal a articulação dos processos teóricos práticos constituintes da docência, via a aproximação dos graduandos com a realidade escolar. O desenvolvimento motor, segundo Gallahue e Ozmun (2005) refere-se à mudança progressiva na capacidade motora de um indivíduo, desencadeada pela interação desse indivíduo com seu ambiente e com a tarefa em que esteja engajado. O desenvolvimento motor e cognitivo do ser humano se caracteriza como primordial na vida humana é através do desenvolvimento que notamos as diferenças entre faixa etárias, ou identificamos possíveis problemas nesse processo dentro do meio em que estão inseridos. Sendo assim, trabalhar o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças constitui-se como uma tarefa não tão fácil visto que uma vez que a criança aprende tal aprendizado pode ser temporário ou permanente, e queremos fazer com que os ganhos motores, aprimoramento, ou amadurecimento e até mesmo os ganhos cognitivos sejam significativos na vida dessas crianças e adolescentes. Nesse sentido, a cultura corporal do movimento pode ser trabalhada através do jogo e da brincadeira. Esquemas lúdicos e formas de jogo que passam de geração em geração, adulto para a criança, e de criança para criança (Sutton- Smith, 1979). As habilidades motoras são formadas e desenvolvidas através de situações pedagógicas que utilizam o jogo como meio educativo (Neto; Piéron, 1993). A experimentação de novas emoções e sensibilidades, como salienta Bruhns (1997) poderá conduzir os seres humanos a diferentes formas de percepção e de comunicação com o meio em que vivem. Demonstrando, assim, a importância de se trabalhar com os alunos atividades de jogos e recreação através de intervenções onde haja respeito, levando a turma juntamente com o professor a uma verdadeira relação de companheirismo fazendo com que afetividade esteja aliada aos objetivos das aulas para que aconteça um desenvolvimento satisfatório dentro da escola. Considerando estas questões, nosso objetivo durante o desenvolvimento do ECS foi desenvolver atividades que, de alguma forma, pudessem estimular o desenvolvimento motor e cognitivo dos escolares de uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental, com base nessa proposta foi organizado este relato de experiência. 2 METODOLOGIA O ECS foi realizado em uma escola da rede municipal de Ensino Fundamental de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. A escola tem vínculo de escola-campo de estagio com a UNIPAMPA, por meio de acordo com a Secretaria Municipal de Educação. Sendo a mesma designada pela professora orientadora de estágio para o desenvolvimento do mesmo no ano de 2017. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(4) Com relação à estrutura física par o desenvolvimento de atividades físicas e das aulas de Educação Física, propriamente, oferece espaço físico deficitário e pouco amplo para as práticas das turmas dos anos inicias do Ensino Fundamental, além disso, os espaços existentes são de baixa qualidade e inadequados. Possuindo uma quadra coberta que fica a disposição das aulas de Educação física dos nãos finais e dificilmente foi possível sua utilização durante o estágio. Foram desenvolvidas 21 aulas com uma turma do 5° ano B do turno da manhã, sendo uma turma mista e composta por 21 alunos/as, com faixa etária entre dez e quinze anos de idade. Para o início das aulas foram realizadas quatro observações prévias em sala de aula (observação participante com produção de diário de campo) agendadas coma professora da turma, para conhecimento e aproximação com os/as alunos/as. As intervenções aconteceram nas terças-feiras e quintas-feiras sendo na terça-feira o horário de 11h10min as 12h00min, e quinta-feira das 09h20min às 10h20min horas. Estas atividades foram realizadas sobre a perspectiva do brincar (o lúdico), da afetividade e do lazer. Nas intervenções realizadas foi trabalhado o respeito entre os/as alunos/as, sendo turma mista e com dificuldades de quebrar os obstáculos de se trabalhar com meninas e meninos juntamente. Realizamos diversas atividades, cujo diálogo foi entre uma atividade e outra para haver então conscientização dos sujeitos. As intervenções tiveram brincadeiras coletivas, assim propiciando melhor entrosamento ente os/as colegas de turma, desenvolvendo também o companheirismo entre os mesmos No aquecimento, as atividades foram bem ³agitadas´ sempre com cunho coletivo nas brincadeiras. Na última atividade (volta à calma) atividades bem tranquilas, sendo no final da aula, realizada uma roda de conversa discutindo sobre a perspectiva dos pontos negativos e positivos das aulas e as atitudes da turma.. 3 RESULTADOS e DISCUSSÃO As discussões em torno da Educação Física na nos anos iniciais do ensino fundamental vêm se intensificando desde a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB no. 9.394/96). De acordo com a nova LDB (Art.26, § 3°.), ³$ educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos QRWXUQRV´ A Educação Física plural deve abarcar todas as formas da chamada cultura corporal jogos, esportes, danças, ginásticas e lutas - e, ao mesmo tempo, deve abranger todos os alunos. Obviamente, que seu objetivo não será a aptidão física dos alunos, nem a busca de um melhor rendimento esportivo. Os elementos da cultura corporal serão tratados como conhecimentos a serem sistematizados e reconstruídos pelos alunos. Nas séries iniciais, esse conhecimento a respeito da cultura corporal será desenvolvido, prioritariamente, de forma vivencial. Nesse momento, as aulas de Educação Física devem propiciar uma ampla gama de oportunidades motoras, a fim de que o aluno explore sua capacidade de movimentação, descubra novas expressões corporais, domine seu corpo em várias situações, experimente ações motoras com novos implementos, com ritmos variados, etc. O professor deverá procurar levar os alunos, ao realizar as ações motoras, compreender seu significado e as formas de execução. Essa atuação nas primeiras séries refere- se ao que os desenvolvimentistas denominam de educação do movimento (Tani, Manoel, Kokubun & Proença, 1988). Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(5) E é justamente nesse sentido que acreditamos que uma Educação Física Escolar nos anos iniciais deve ser uma prática na inclusão, pluralidade e na transformação, e não deve ser focada no esporte de alto rendimento, mas sim focada e principalmente preocupada com o desenvolvimento psicossocial e psicomotor dos sujeitos, levando-os a se tornar através destas práticas um sujeito crítico, reflexivo e autônomo. Um grande desafio e obstáculo são encontrados para levar uma Educação Física que favoreça todos os alunos para que todos possam ter oportunidades de participara e vivenciar todas as diversidades que a Educação Física pode levar para dentro da escola. A turma iniciou com grande empolgação porque haveria aulas de Educação Física antes do primeiro de Educação Física propriamente dita, visto que esta turma começaria às práticas de EF no ano seguinte. Os/as alunos/as depararam-se com atividades recreativas e lúdicas quando haviam cogitado que jogarem futebol nas aulas. Foi necessário muito diálogo com a turma explicando os objetivos das aulas ate para haver uma melhor aceitação e gosto pelas atividades propostas. Culturalmente a Educação Física escolar é muito esportivizada ocorrendo um estranhamento, mas com aceitação de outras atividades levadas para a escola. Tendo em vista esse relato supracitado, evidenciando que a o/a professor/a de EFE, está limitado a diretrizes e parâmetros a seguir que por vezes acabam não contemplando a EFE nas suas inúmeras possibilidades e acabam também, principalmente, limitando sua atuação profissional. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados advindos desta prática do estágio II só veio a corroborar com os nossos pensamentos, desejos e formação acadêmico/a profissional, desta forma foi possível perceber o quão apaixonados/as os/as alunos/as ficaram com as práticas desenvolvidas, sem dúvidas isso é muito gratificante na vida de um/a graduando/a. Na maioria das vezes, o ensino fundamental não tem um professor de Educação Física fazendo com que os professores uni docentes elaborem atividades para a atividade física da turma, porém a realidade torna-se bem diferente porque o horário acaba sendo a pracinha e uma bola dada para os meninos jogar. Assim, quando apresentado para os alunos a verdadeira Educação Física levou-os a uma aprovação e encantamento pelas atividades propostas. Acreditamos que nossas observações e intervenções tenham deixado significativas contribuições para as/os alunas/os, professoras/es e de um modo geral toda a comunidade escolar, pois procuramos desde o princípio desenvolver nossa prática pautados na afetividade nos valores como: respeito, educação, compromisso, responsabilidade, amor, e ética no que estávamos fazendo. Deixando sempre nosso amor pela Educação Física evidente e, consequentemente, repassando-o aos/as alunos/as. Concluímos, portanto, que a Educação Física Escolar se faz cada vez mais necessária nos anos iniciais do ensino fundamental, para desenvolver sujeitos que possam ser críticos, reflexivos e autônomos, sobretudo que possam através de atividades práticas desenvolver e aprimorar habilidades psicomotoras.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

(6) REFERÊNCIAS BRASIL, LDB. Lei 9394/96 ± Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em < www.planalto.gov.br >. Acesso em: 12 Set. 2018. BRUHNS, Heloisa T. O corpo visitando a natureza: possibilidades de um diálogo crítico. In: SERRANO, Célia; BRUHNS, Heloisa T. (orgs.). Viagens à natureza: turismo, cultura e ambiente. Campinas, SP: Papirus, 1997. GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Terceira edição. São Paulo: Phorte Editora, 2005. NETO, C., & Piéron, M. (1993). Apprentissage et comportement d'enfants dans des situations visant l'aquisition d'habilities motrices fundamentables. Revue de L'Education Physique, 1, 27-36. O´Brien, M., Jones, D., & Rustin, M. (2000). Children´s independent spatial mobility in the urban public realm. Childhood, 7, 3, 257-277. SUTTON-SMITH, B. (1979). Play and Learning. New York: Gardner Press. Thelen, E. (1979). Rhythmical stereotypies in normal human infants. Animal Behaviour, 27,699-715. TANI, G.; MANOEL, E.J.; KOKUBUN, E.; PROENÇA J.E. Educação física escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo, EPU/EDUSP, 1988.. Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa œ Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.

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