Figuras y m otivos
2. M itología com o sistem a y conglom erado
1:1 té rm in o m itología tie n e d o s ac ep c io n e s: bien c o m o «conjunto de m itos», bien co m o «estudio de lo s m itos». Aquí nos in teresa el p r im e r se n tid o , es decir, en su sig n ificad o de co n ju n to , co lec ció n , r e p e rto rio de los m ito s grieg o s. Y c o m e n za re m o s p o r d e s ta c a r q u e u n a m ito lo g ía es algo m ás que un c o n g lo m e ra d o o u n a su m a c o n v e n cio n al, ya q u e los m itos se re la cio n a n e n tre sí y las fig u ra s m ítica s están refe ridas u n a s fre n te a o tra s. U na m ito lo g ía es u n sistem a de represen tacio n es m íticas, o rg a n iz a d o en to rn o a cie rta s n o ciones básicas d e c a rá c te r religioso. Los m ito s están re la cio nados y ofrecen su explicación sim b ó lica de lo real g rac ias a esa o rd e n a c ió n ; n o se p ro d ig a n c a ó tic a m e n te , sin o q u e se in sertan en u n a m ito lo g ía que, si b ie n en u n a tra d ic ió n cu l tural co m o la g rieg a no se m a n tie n e ríg id a m e n te fijada, p re senta sin em b a rg o u n a s cla ra s lín e as de o rd e n a c ió n , liste o r den d e la m itología p u e d e s e ra veces e x p lid ta d o e n u n a obra escrita, com o, p o r ejem plo, sucede e n la Teogonia hesiódica, pero, d e hecho, d ista m u c h o de ser u n a creació n del p o eta, es algo p re e x iste n te a su o r d e n a m ie n to y q ue d e m o d o tal ve/, más vago, p ero ig u a lm e n te firm e, e s tá en la conciencia d e los creyentes.
II. M <¡W R AS Y M O T IV O S
( 'o r n o J. P. V em a n t y W. B urkert h a n su b ra y a d o , «un p a n te ó n h a d e ser v isto co m o u n sis te m a o rg a n iz a d o q u e im p li ca relacio n es d efin id as e n tre lo s d io se s, c o m o u na e sp ec ie de le n g u aje e n el q ue los d io s e s n o tie n e n u n a ex iste n c ia in d e p e n d ie n te , de ig u a l m o d o q u e las p a la b r a s en la lengua»·'2. Lo q u e se d ic e d e lo s d io s e s p u e d e d e c irs e del c o n ju n to de p e rs o n a je s q u e c o m p o n e n los e le m e n to s c o n lo s q u e se teje la tr a m a d e los m itos. 1 .a a n a lo g ía c o n la le n g u a p a re c e clara en u n a p e rs p e c tiv a e s tr u c tu r a lis ta . T am b ién a q u í h a y una sin c ro n ía y u n a d ia c ro n ía q u e a fe c ta n al siste m a y a su s ele m e n to s, a u n q u e , c o m o B u rk ert a d v ie r te 5’, la a n a lo g ía n o es e x a c ta , y se ría e r r ó n e o p o s tu la r u n a g r a m á tic a m ito ló g ica. La id ea de q ue el r e p e r to r io m ític o fo rm a un c o r p u s cuyos e le m e n to s se d e fin e n e n su s o p o sic io n e s y rela c io n e s, y que la m ito lo g ía fu n c io n a sig n ific a tiv a m e n te g ra c ia s a esa rela ció n d e o p o s ic ió n y c o m p le m e n ta rie d a d e n t r e sus fig u ra s, p u e d e e n c o n tra rs e en m u c h o s o tr o s estudiosos·*"1.
B aste re c o rd a r, c o m o e je m p lo , c ó m o las d iv e rsa s d io sa s de! p a n te ó n o lím p ic o tie n e n c a d a u n a su p ro p io p erfil y c ó m o c u m p le n sus fu n c io n e s esp ec ífica s de p ro te c c ió n y p a tro c in io de a s p e c to s d iv e rso s d e la ex iste n c ia en u n a clara a r m o n ía : H e ra , D e m é te r, A ten e a, A fro d ita , Á rtc m is , U estia, H écate, se d is tin g u e n p o r su sig n ific a d o y c a d a u n a tie n e su d o m in io y su a c tu a c ió n , s ie n d o o p u e s ta s e n tre sí al tie m p o q u e c o m p le m e n ta ria s en el c o s m o s d iv in o . Tam bién hay o p o sic ió n y c o m p le m e n ta rie d a d e n el p a tro c in io d e ciertas a c tiv id a d e s : a s í ta n to A re s c o m o A ten e a s o n d iv in id a d e s g u e rr e ra s , p e r o b a jo d is tin to e n f o q u e d el c o m b a te ; A tenea c o m p a r te c o n H efesto el p a tr o c in io d e la a r te s a n ía , p ero ca d a u n o d e ellos tie n e su e s p e c ia lid a d 5>.
C a b e re c o rd a r luego c ó m o los cu lto s lo cales p riv ile g ia n a u n o u o tro dios, p e ro sin d e ja r d e a d v e rtir la im p o rta n c ia d é la c o m u n id a d de dioses. O lv id a ra u n o c u a lq u ie ra d e ellos e s pe ligrosísim o» co m o a te stig u a n n u m e ro s o s m ito s 5*. La o rg a n i zación fam iliar y la e s tru c tu ra gen ealó g ica p e rm ite n co h e sio
2. MITOLOGÍA Γ.ΟΜΟ SÍMT.MA Y (.O N 'il OMt'KAHO 59 nara las figuras m ayores de eso p a n te ó n helénico, fo rm a d o con agregaciones d e d io s e s d e o rig e n v ario . I.a fam ilia d iv in a constituye un p r in c ip io de o rg an iz ac ió n , d e tip o p atriarca l, y el dios su p re m o , /c u s » c o n se rv a s u títu lo decisivo d e «P adre de los diosos y los h o m b res» , q u e dice a las cla ra s q u e es el c a beza d e fam ilia, n o ta n to e n cu a n to a la sa n g re , sin o e n cu a n to a su papel d e s e r to r y jefe d e la o rg an iz ac ió n familiar.
Al m a rg e n y en c o n ta c to sie m p re c o n los d io se s e s tá n los héroes, p ro ta g o n is ta s de g ra n p a rte del r e p e rto rio de m ito s griegos. H stán p o r d e b a jo de los d io s e s en p o d e r y g lo ria , y, com o los h o m b re s , e s tá n su je to s a la m u e rte . K sle e se l tra z o distin tiv o im b o r r a b le e n tre h é ro e s y d io se s; só lo é s to s so n los In m o rta le s . I.a b a r r e r a q u e s e p a r a a u n o s de o tr o s es la co ndición m o rta l d e lo s « s e m id io s e s » , q ue só lo excepcional- m ente - e n lo s ca so s d o D io n iso y 1 Ie ra c le s- lo g ra n tr a s c e n der. I.a d is tin c ió n e n tre a m b a s c a te g o ría s d e p e rso n a je s m i licos e s fu n d a m e n ta l. I.a a b u n d a n c ia d e h é ro e s y la riq u e z a episódica de su s h isto rias e s u n rasgo c a ra c te rís tic o de ia m i- tología helénica.
La ca te g o ría d e h é ro e es alg o m á s d ifícil de d e fin ir q u e la de d io s La s e rie de los h é ro e s e s m u c h o m á s a b ie r ta q u e la de los d io se s. I lay h é ro e s m ay o res, fa m o so s en to d a G re cia, ca n ta d o s e n la épica y e n to d a la lite ra tu ra clásica, y o íro s m enores, de c a rá c te r local, lig a d o s a u n c u lto r e s tr in g id o :,R. Son e n g e n e ra l in te r m e d ia r io s e n tre el m u n d o d iv in o y el h u m an o . D escien d en de lo s d io se s, p e ro t ie n e n en su o rig e n un a m ezcla c o n lo m o rta l de la n a tu ra le z a h u m a n a No se a lim e n ta n de a m b ro s ía y e s tá n s u je to s al d o lo r, el e s fu e rz o p o r v ivir y f in a lm e n te a la m u e rte . P o r su p e r te n e n c ia a los tiem p o s del m ito y su a fin id a d co n lo d iv in o , e sto s Iw m ítht'oi
o M ta u lio sv s s o n e s p e c ia lm e n te e je m p la re s p a r a lo s h u m a
nos. Sus h e c h o s e stán m á s c e rc a n o s e n m u c h o s caso s a las le yendas q u e a los g r a n d e s m ito s p rim o rd iales* 0.
P o r o tr o la d o , e n to r n o a lo s g r a n d e s d io s e s p u lu la n u n a serie de d iv in id a d e s m e n o re s , q u e fo rm a n g r u p o s d e seres
60 II. l’K Î U R A S Y M W I V O S
in m o rta le s (y p o r ta n to d iv in o s), do acción lim ita d a y p e rs o n alid ad in d efin id a, co m o so n las n in fas, las siren a s, los fa u n o s, ele. S on ta m b ié n m a n ife sta c io n e s v a ria s d e lo d iv in o , p e ro carecen d e una h isto ria m ito ló g ic a p ro p ia. T ie n en u n a v id a m á s larga quo la d e los h éro e s, p e ro ca recen d e la gloria y la in d iv id u a lid a d d e las fig u ra s re le v an te s del re p e rto rio m itológico. F orm an co ro s y tía so s d iversos, p e ro n o so n p r i m e ro s ac to res d el d ra m a .
Los m ito s, com o relatos trad icio n a les, están su je to s a c o n ta m in a c io n e s, alterac io n e s y v aria b les in te rfe re n cia s. Ln la tr a n s m is ió n sie m p re p e rm a n e c e ol n ú cleo fu n d a m e n ta l de la n a r r a c ió n , p ero co n su tile s m o d ific a c io n e s p u e d e se r a d o rn a d o y retocado, co m o esas e statu as su m e rg id a s d u r a n te m u c h o s a ñ o s en ol fo n d o m a rin o q u e resu rg en luego con cu rio sa s adherencias. N atu ra lm en te, los g ra n d e s relatos reli giosos, pro teg id o s p o r u n cu lto c o n se rv a d o r y u n rito re p e ti d o e x a c ta m e n te , p re v ie n e n a los m ito s do los d io se s d e ese desgasto, q u e afecta m á s n o to ria m e n te a los m ito s heroicos. Poro en el ca so di* los d io se s, e s p e c ia lm e n te , te n e m o s que c o n ta r con las d istin ta s tra d ic io n e s locales y co n la co n flu e n cia en u n a sola figura d iv in a do d iferen tes m ito s, d e la c o n trib u c ió n d e cultos y ritu a le s e im ág en es d e v aria p ro c e d e n cia. Los o ríg en e s de u n a d iv in id a d so n sie m p re o sc u ro s y los fe n ó m e n o s d e sin c re tis m o se h a n p ro d u c id o m u c h as veces en las religiones de la A n tig ü e d ad .
C o m o señ ala V/. B u rk ert, un u n iv erso p o liteísta p rese n ta sie m p re u n asp ecto d e c o n fu sió n en su s fig u ra s, d e p erfiles com plejos. La p e r s o n a l i d a d d is tin tiv a d e u n d io s - d i c e - e s tá c o n s t it u i d a y m e d ia d a a l m e n o s p o r c u a t r o f a c to r e s d if e r e n te s : e l c u lto lo c a l e s ta b le c id o c o n su p r o g r a m a r i t u a l y su p e c u l i a r a t m ó s f e r a , e l n o m b r e d iv in o , lo s m ito s q u e s e c u e n t a n s o b r e e l s e r n o m b r a d o y la i c o n o g r a f ía , e s p e c ia lm e n te el c u l t o a s u s im á g e n e s . P e r o e s t e c o m p l e j o p u e d e d e s c o m p o n e r s e f á c ilm e n te y e s to h a c e b a s t a n t e i m p o s ib le el e s c r i b i r la h i s t o r i a d e c u a l q u i e r d i o s p o r .s e p a ra d o , l a m ito lo g ía ,
2. M IT O L O G ÍA C O M O S IS T E M A Y C O K G IjO M E R A D O 61
d e s d e lu e g o , p u e d e r e f e r i r s e a l r i tu a l, el n o m b r e d iv in o p u e d e s e r e tim o ló g ic a m e n te t r a n s p a r e n t e y r e v e la d o r y la s im á g e n e s p u e d e n a c la r a r c o n s u s v a r io s a t r i b u t o s a m b o s a s p e c to s d e l c t l t o y la m i t o lo g ía ; p e r o n o m b r e s y m i t o s p u e d e n d i f u n d ir s e a m p l i a m e n t e c o n m á s f a c ilid a d q u e el r itu a l lig a d o a l u g a r y ti e m p o c o n c r e to s , m i e n tr a s q u e la s i m á g e n e s s o b r e p a s a n la s b a r r e r a s lin g ü ís tic a s , y a s í lo s v a r io s e l e m e n t o s s o n d i s o c ia d o s d e c o n t i n u o y r c c o m b i n a d o s d e n u e v o 61.
Si esta d ifu s ió n y p e n e tra c ió n d e tra z o s m ilico s d is o c ia dos, ju n io con el sin c re tis m o y la am alg a m a , pu ed e e s p e ra r se en c u a lq u ie r m itología p o liteísta, es m u c h o más d e e sp e rar en el ca so d e u n a situ a d a en la co n flu e n cia de m ú ltip le s in terferen cias, co m o la g rieg a , a b ie rta d esd e u n co m ie n z o a los influjos d e la c u ltu ra o rie n ta l y la egipcia, así co m o p ro d u cto d e u n a sim b io sis en tre la m ito lo g ía in d o e u ro p e a tr a í da p o r los invasores g rieg o s y la religión m e d ite rrá n e a de los an tig u o s p o b la d o re s d e la p en ín su la y d e las islas del F.geo6’. A veces n o ta m o s c ie rta d is c o rd a n c ia e n tre las im ág en es del culto y los m ito s referid o s a tal o cu al d iv in id ad , lin o tro s casos u n a d e te rm in a d a fig u ra d iv in a ha recogido n o m b re s y e p íte to s d iv e rso s, q u e revelan facetas d is tin ta s d e su p e r so n a lid a d , q u e p u e d e n p ro v e n ir d e u n a su m a d e otro s p e rs o najes c o n fu n d id o s en él. Así, p o r ejem plo, com o ap u n ta B u r kert *·\ la fig u ra d e u n a G ra n D iosa, la S eñora d e los A nim ales, c o rre sp o n d e en (¡rec ia a u n a p lu ralid ad d e d io sas bien d iferen ciad as: H era, A rtem is, A fro d ita, D em éter y A te nea; m ie n tra s q u e u n m is m o d io s p u e d e re u n ir d o s n o m bres, co m o A polo y P eán, o b ie n A res y U nialkx q u e tal vez tu v ie ro n a n tes in d e p e n d e n c ia . N o es ra ro q u e a u n m ism o dios se le a d ju d iq u e n d o s relatos m ítico s diferentes: así A fro dita ha n ac id o d e la sim ien te d e U ran o la n za d a a la s aguas o, según 1 Io m ero , es hija d e Z eus y D íone, y D ioniso es hijo de Zeus y S ém ele, o bien d e Z eus y P erséfone.
La c u ltu r a g rie g a se h a m o s tra d o h á b il p a ra in te g ra r los influjos o rie n ta le s en u n a sín tesis bien lo g rad a , tan to en m i
6 2 II. I U iU R A S Y M o t i v o s
tología co m o en los o ríg e n e s d e la filosofía. Q u e u n d io s lan helénico com o Apolo sea d e p ro ce d en cia o rien tal es b astan te significativo; así com o q u e D ioniso, tan asiático en a p a rie n cia, el d io s con vocación d e e x tra ñ o , el d io s d e la m á sc a ra , se e n c u e n tre ya en el p a n teó n m ic é n ic o M.
S u b ra y em o s q u e n o s im p o rta m á s la sig n ific ac ió n d e un d io s q u e su o rig e n . Kn p r im e r lu g ar poi q u e los m ito s h ab lan d e ésta y no d e aquél, y, en se g u n d o lugar, p o rq u e esa c u e s tió n d e los o ríg en es d e u n a fig u ra m ítica se p re sta a es p e c u laciones arriesgada* y d u d o sa s. C ab e p re g u n ta rs e p o r la sig nificación o rig in a l, claro está, y es m uy in te resa n te hacerlo; p e ro n o es lo e s e n c id en el e s tu d io d e la m itología.
Un h is to r ia d e las re lig io n e s - d i c e ). I \ V e r n a n t la e tim o lo g ía es b a s ta n te in ris o s c u r a [ q u e e n u n s i s te m a l i n g ü ís tic o ! , p e r o in c lu s o e n el c a s o d e l le n g u a je la e t i m o l o g í a 110 n o s a c la r a a c e r c a d e l e m p le o d e u n t é r m i n o en u n a é p o c a d a d a , p u e s t o q u e lo s lo c u t o r e s , c u a n d o lo u tiliz a n , n o c o n o c e n s u e tim o lo g ía ; el v a lo r d e u n t é r m i n o 110 e s tá t a n t o e n f u n c ió n d e s u p a s a d o lin g ü ís tic o c o m o d e l lu g a r o c u p a d o e n el s i s t c m a g e n e r a l d e la le n g u a e n la é p o c a q u e s e ir a ta . D el m is m o m o d o u n g rie g o d e l s ig lo v c o n o c e q u iz á s m e n o s c o s a s s o b r e lo s o r íg e n e s d e H e r m e s q u e u n e s p e c ia lis ta c o n t e m p o r á n e o ; p e r o e s o n o le im p i d e c r e e r e n e s te d io s H e r m e s , ν s e n t ir e n c ie r ta s c i r c u n s t a n c i a s la p r e s e n c ia d e l d io s . A h o r a b ien» lo q u e in te r n a m o s c o m p r e n d e r e s p r e c is a m e n te lo q u e e s I le r m e s e n el p e n s a m i e n t o y la v id a re lig io s a d e l g r ie g o , el lu g a r q u e o c u p a e s te d io s e n la e x is te n c ia d e lo s h o m b r e s .
Tanlo la an alo g ía e n tre sistem a lin g ü ístico y sistem a m ito lógico (a la q u e ya hem os a lu d id o ) co m o la preferen cia d a d a a la significación fu ncional so b re la e tim o lo g ía n o s p are cen m uy a d e c u a d a s. No im p o rta q u e J. W V ern an t h ab le m ás co m o h is to ria d o r de la relig ió n q u e c o m o m itó lo g o . T am b ién al h is to ria d o r le in te resa n , claro está, los o ríg en es d e las figuras d iv in a s y la p ro ce d en cia d e los relatos q u e las d e s c ri b en en su a c tu a c ió r m ítica , l.os e le m e n to s m ític o s p u e d e n
2 Μ ΙΤ Ο ΙΧ Κ ,ίΛ « I M O 5IST I-M A Y C D N O IO M E R A O O 6 J s o ry so n re in te rp re ta d o s al in tro d u c irs e en u n sistem a n u e vo. Tal d io s pu ed o lonor rasg o s o rie n ta le s o pu ed e p ro v e n ir do O riente» p e ro al in te g ra rs e en el p a n te ó n h elénico se ha vestido d e a c u e rd o al papel q u e en este ám b ito d iv in o y m i tológico se le ofrece.
Q u e la m ito lo g ía g rieg a - c o m o la r e lig ió n - es el p ro d u c to de un cru c e y fu sió n d e e lem e n to s p ro v e n ie n te s d e la m ito logía in d o e u ro p e a y d e u n s u b s tra to re lig io so m e d ite r r á neo, co n u n a la rg a p e n e tr a c ió n d e in flu e n cia s a siática s, es u n a te sis g e n e ra l ra z o n a b le y a c e p ta d a en su conjunto**. A h o ra b ie n , d e lim ita r q u é e le m e n to s p ro v ie n e n d e u n o u o tro á m b ito o rig in a rio resu lta ya c u e s tió n m u c h o m á s d is cu tid a.
P en sar q u e las fig u ra s m a sc u lin a s d e los g ra n d e s d io se s v in ie ro n del n o r te y fu e ro n im p u e sta s p o r los h elenos c o n q u ista d o re s so b re las figuras fem e n in as d e las diosas m e d i te rrán e as, su b y u g a d as y so m e tid a s en to n ce s a lira e s tru c tu ra p a tria rc a l, c o m o la d e la m ism a so c ie d a d helena, es una h ip ó te sis fa n ta sio sa c in d e m o s tr a b le 07, / c u s es u n d io s do orígenes in d o e u ro p e o s, ta n to p o r su n o m b re d e clara e tim o logía c o m o p o r su fig u ra c o m o s e ñ o r del rayo y d io s d e las to rm e n tas, con paralelo s bien co n o c id o s en el ám bito h in d ú , g erm á n ico y latino. Pero el Z eus g rieg o n o es sólo u n d io s in d o eu ro p e o , sin o q u e se h a fu sio n a d o con o tra s figuras m a s culinas. Es ta m b ié n ese d io s n ac id o en (/re ta y festejado p o r los C uretes en la ca v ern a del Ida; es un d io s q u e tiene u n a n i ñez y q u e e n C reta tie n e ta m b ié n u n a tu m b a . Es un kouros y un d io s q u o resucita tras u n a m isterio sa m u e rte. lis u n a fig u ra com pleja q u e se p erilla co m o P adre d e d io se s y h o m b res y d isp e n sa d o r d e la Justicia, tra s h a b e r c o n q u ista d o la so b e ra nía d e s tro n a n d o a C ro n o y v e n c ie n d o a los T itanes y al m os- tru o so T ifón (u n m ito con p ara lelo s a siático s evidentes), es el p ro g e n ito r d e A tenea y el es p o so do lle r a , etc. Es, en fin, u n a fig u ra q u e se p e rilla co m o c o n s tru id a p o r un c o n ju n to de relatos m ítico s d iv erso s y mezclados**8. Y lo nr.sm o p u ed e
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decirse d e los o tro s dioses, cuyos o ríg en e s está n , en general, m u c h o m e n o s d iá fa n o s q u e los del s o b e ra n o celeste. (Así, p o r ejem p lo , su s d o s h e rm a n o s , H ad e s y P oscidón» tie n e n o ríg e n e s m á s o sc u ro s y co n su s p o d e re s c tó n ic o s e s tá n e n raiz a d o s en ese te n e b ro so m u n d o te rrá q u e o , ju n to a d io sas co m o P erséfone y D em éter, con n o m b re s d e etim o lo g ía g rie ga, p e ro d e trasfo n d » p ro b a b le m e n te m e d ite rrá n e o .)
D en tro d el « co n g lo m erad o h e re d ad o » d e cre en cias, im á g en e s y m ito s, con sus v a ria n te s locales y su s ap o y o s r itu a les, las figuras d e los d io ses n o se n o s p rese n ta n co m o m o n o líticas, del m is m o m o d o co m o ta m p o c o u n relato m ític o es d e u n a pieza. P or el c o n tra río , ta n to los m ito s co m o las fig u ras d e los d io ses están fo rm a d o s d e elem e n to s v ario s, a r tic u lad o s en u n a e s tru c tu r a sig n ific ativ a d e n tro d e u n siste m a m itológico, cuyos orígenes están c o n fu so s y m ezclados. H ay en ese siste m a a lg u n as v a ria c io n e s d ia c ró n ic a s q u e p o d e m o s reg istra r, so b re to d o en ép o c a tard ía: p o r ejem p lo s e ñ a lem os có m o u n a diosa co m o la G ra n M a d re re c u p e ra p re s ti g io a fines d e la ép o c a clásica y c ó m o m á s ta rd e u n a d io sa co m o Isis se in tro d u c e en el á m b ito h ele n ístic o , o c ó m o a l g ú n d io s m al co lo ca d o en el sistem a se va ec lip san d o , co m o el a n tig u o H elio s, M iplantado p o r A polo, p a r a luego, m uy ta rd ía m e n te , reco b rarse en u n sin c re tism o d e ép o c a ro m an a co m o u n d io s e s p len d o ro so y m á x im o 69.
Sin d u d a h a h a b id o ta m b ié n v a ria c io n e s se m e ja n te s en ép o c as m u y an terio res q u e n o p o d e m o s conocer. P or las ta blillas m ic én ica s te n em o s c o n o c im ie n to d e los n o m b re s de a lg u n o s d io se s h elénicos q u e rec ib ían c u lto en C reta, y que se c o rre sp o n d e n en su m ay o ría con los olím p ico s. Pero d e s g ra c ia d a m e n te n o c o n o c e m o s los m ito s q u e c irc u la b a n a m e d ia d o s del seg u n d o m ilen io en el Kgeo. Sin d u d a esa Á to
na p o tiiin te n ía a lg u n o s ra sg o s en c o m ú n co n la A ten ea de
é p o c a clásica, p ero ta m b ié n es p ro b a b le q u e tu v ie ra o tro s rasg o s q u e n o se han c o n s e rv a d o en n u e s tra tra d ic ió n m íti ca. Las im á g en e s d d á m b ito m in o ic o -m ic é n ic o n o s p re se n
2. M IT O L O G ÍA C O M O M S T K M A y C O N G IO M K R A IX ) 65
tan u n a serio d e figuras u n ta n to en ig m ática s, q u e son u n re flejo d e m ito s p e rd id o s p a ra siem pre.
S obre el c o n g lo m e ra d o m ític o tr a d ic io n a l, se le c c io n a n do y o rd e n a n d o la p ro fu sa m a te ria m ític a , s u rg e la v isió n y rec re ació n d e la p o esía épica, es decir, la im p ro n ta d e fin iti va de H o m e ro y H e sío d o , q u e so n , c o m o b ien decía llc ró - doto , q u ie n e s fija ro n los n o m b re s y fu n c io n e s d e los dioses, en u n lo g ro p a ra s ie m p re , k tc m a es aiei. Los g rieg o s e ra n b ien co n sc ie n te s d e su m a g iste rio , ta n to co m o los e s tu d io sos a c tu a le s 50.